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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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OBJETIVOS DA VIDA
27 Mai 20154:17EP 247

OBJETIVOS DA VIDA

<strong>&nbsp;Objetivos da vida</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nExistir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.<br /> \nAssim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de n&oacute;s &eacute; um convite &agrave; nos integrarmos ao Universo, visto que somos herdeiros das estrelas.<br /> \nE a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, &eacute; a for&ccedil;a propulsora para o progresso.<br /> \nTodo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambi&ccedil;&otilde;es, ter&aacute; em sua vida um sentido maior.<br /> \nMesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcan&ccedil;ar ser&aacute; sempre a mola propulsora.<br /> \nAfinal, quando se tem o porqu&ecirc; viver, a forma como se vive, at&eacute; que se atinja o objetivo desejado, torna-se secund&aacute;ria.<br /> \nViktor Frankl(frankol), psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os supl&iacute;cios dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando sa&iacute;sse de l&aacute;.<br /> \nEle tinha tr&ecirc;s raz&otilde;es para viver: sua f&eacute;, sua voca&ccedil;&atilde;o e a esperan&ccedil;a de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou n&atilde;o somente a vida, mas algo maior.<br /> \nAssim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suic&iacute;dio, nos dias de confinamento, ele superou as dores f&iacute;sicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se prop&ocirc;s alcan&ccedil;ar.<br /> \nThomas Alva Edison, ap&oacute;s mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo &acirc;nimo na busca de solu&ccedil;&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o da l&acirc;mpada el&eacute;trica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da cria&ccedil;&atilde;o.<br /> \nMuitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se atrav&eacute;s do servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, da autodoa&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuni&aacute;rio, reinventando raz&otilde;es e motivos para serem &uacute;teis, assim rompendo o ref&uacute;gio sombrio da perda do sentido existencial.<br /> \nSem meta n&atilde;o se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ningu&eacute;m pode oferecer e que &eacute; particular a cada qual.<br /> \nN&atilde;o por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depress&atilde;o.<br /> \nAssim, cabe a cada um de n&oacute;s n&atilde;o se esquecer do significado maior da vida. Se os par&acirc;metros externos modificam-se, se a vida se altera, &eacute; natural que nossos objetivos tamb&eacute;m sigam curso semelhante.<br /> \nPor&eacute;m, n&atilde;o esque&ccedil;amos que ser&aacute; sempre objetivo de todos n&oacute;s a busca da constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima atrav&eacute;s do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.<br /> \nSer&aacute; a conjuga&ccedil;&atilde;o desses dois valores que proporcionar&atilde;o bem-estar interior e plenitude.<br /> \nQuem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgot&aacute;vel de progresso e conquistas, jamais deixar&aacute; de possuir objetivos, pois ter&aacute; como meta maior a constru&ccedil;&atilde;o da plenitude existencial na intimidade da alma.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, do<br /> \nlivro Amor, imbat&iacute;vel amor, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> \npsicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> \nEm 1.9.2012.</em></div>

DESFRUTE DE VOCÊ
26 Mai 20153:07EP 246

DESFRUTE DE VOCÊ

<strong>&nbsp;Desfrute de voc&ecirc;</strong><br /> \n<br /> \nH&aacute; pessoas que, na tentativa de suprir suas car&ecirc;ncias e insatisfa&ccedil;&otilde;es, buscam envolver-se mais e mais com pessoas que lhes preencham o vazio interior.<br /> \nEnganam-se a si mesmas, pois essa eterna busca s&oacute; acontece por causa da insatisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nUma pessoa feliz n&atilde;o precisa dessa busca desenfreada por companhia. &Eacute;, como se diz, uma pessoa bem resolvida. Autoconfiante, segura do que quer e do que faz.<br /> \nSe voc&ecirc; que esta me ouvindo neste momento, &eacute; daquelas pessoas que n&atilde;o consegue manter um relacionamento por muito tempo e acredita que a sua felicidade depende de outros; aumente o volume do r&aacute;dio e preste aten&ccedil;&atilde;o ao que vamos falar a seguir:<br /> \nPrimeiro fique sozinho.<br /> \nPrimeiro comece a se divertir sozinho.<br /> \nPrimeiro amar a si mesmo.<br /> \nPrimeiro ser t&atilde;o autenticamente feliz, que se ningu&eacute;m vem, n&atilde;o importa; voc&ecirc; est&aacute; cheio, transbordando.<br /> \nSe ningu&eacute;m bate &agrave; sua porta, est&aacute; tudo bem -<br /> \nVoc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; em falta.<br /> \nVoc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; esperando por algu&eacute;m para vir e bater &agrave; porta.<br /> \nVoc&ecirc; est&aacute; em casa.<br /> \nSe algu&eacute;m vier, bom, &oacute;timo.<br /> \nSe ningu&eacute;m vier, tamb&eacute;m &eacute; bom e &oacute;timo. <br /> \nFeito isso, voc&ecirc; j&aacute; se encontra preparado para um relacionamento equilibrado e feliz.<br /> \nAgora voc&ecirc; se move como um mestre, n&atilde;o como um mendigo.<br /> \nAgora voc&ecirc; se move como um imperador, n&atilde;o como um vassalo.<br /> \nE a pessoa que viveu em sua solid&atilde;o ser&aacute; sempre atra&iacute;do para outra pessoa que tamb&eacute;m est&aacute; vivendo sua solid&atilde;o lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.<br /> \nQuando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solid&atilde;o &ndash; a felicidade n&atilde;o &eacute; apenas acrescentada: &eacute; multiplicada.<br /> \nTorna-se uma tremendo fen&ocirc;meno de celebra&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE eles n&atilde;o exploram um ao outro,, eles compartilham.<br /> \nEles n&atilde;o utilizam o outro.<br /> \nEm vez disso, pelo contr&aacute;rio,<br /> \nambos tornam-se UM e<br /> \ndesfrutam da exist&ecirc;ncia que os<br /> \nrodeia.<br /> \nVoc&ecirc; entendeu como &eacute; importante desfrutar de sua pr&oacute;pria companhia? Isso eleva a auto estima e atrai o amor e o encanto de outras pessoas por voc&ecirc;.<br /> \nPense nisso e fa&ccedil;a isso.<br /> \nEssa e outras mensagens voc&ecirc; encontra em nosso site. Acesse: centroamericafm.com.br<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 12.5.2014.</em></div>

RETRIBUIÇÃO
23 Mai 20154:34EP 245

RETRIBUIÇÃO

<strong>&nbsp;Retribui&ccedil;&atilde;o</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nAs rela&ccedil;&otilde;es entre patr&otilde;es e empregados nem sempre s&atilde;o amistosas.<br /> \nDe um lado, os empregados reclamam que os patr&otilde;es exigem muito e n&atilde;o pagam sal&aacute;rios compensadores.<br /> \nDe outro, os patr&otilde;es falam de empregados que se mostram desonestos, que depois de trabalharem muitos anos, alimentando-se dos sal&aacute;rios pagos por eles, de forma correta, fazem reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas injustas.<br /> \nUns e outros reclamam de comportamentos indevidos, de horas extras n&atilde;o pagas, de trabalhos mal feitos, de irresponsabilidades, etc.<br /> \nPor isso mesmo, o caso de Bob Thompson &eacute; muito interessante de ser conhecido.<br /> \nDurante quarenta anos, Bob Thompson trabalhou de abril a dezembro, antes da geada, fazendo estradas junto com sua equipe.<br /> \nTudo iniciou com a quantia de tr&ecirc;s mil e quinhentos d&oacute;lares que a esposa de Thompson havia conseguido economizar trabalhando como professora substituta e que lhe permitiram abrir a empresa.<br /> \nDurante os primeiros cinco anos, tudo foi muito dif&iacute;cil. Ele n&atilde;o retirava nem seu sal&aacute;rio. Depois, os neg&oacute;cios prosperaram e ele ficou muito rico. Gra&ccedil;as, naturalmente, ao seu grande esfor&ccedil;o e de sua equipe.<br /> \nUm dia, o Sr. Thompson retribuiu o favor. Ele vendeu sua empresa de pavimenta&ccedil;&atilde;o e deu a seus quinhentos e cinquenta empregados, entre atuais e aposentados, nada menos do que a quantia de cento e vinte e oito milh&otilde;es de d&oacute;lares.<br /> \nAt&eacute; mesmo as vi&uacute;vas de seus ex-empregados receberam cheques. Noventa deles se tornaram ricos num instante.<br /> \nQuando os cheques foram entregues, Thompson fez quest&atilde;o de n&atilde;o estar por perto. Eu n&atilde;o queria estar l&aacute;, disse, as coisas se tornam muito emocionais.<br /> \nPerguntado a respeito do porqu&ecirc; de tal atitude, respondeu: Voc&ecirc; se d&aacute; conta de que as pessoas ao seu redor sofreram junto com voc&ecirc;. E eu queria retribuir. Tenho certeza que era a coisa correta a ser feita.<br /> \nUm de seus empregados, por trinta e tr&ecirc;s anos, disse: Ele n&atilde;o pedia a ningu&eacute;m para fazer alguma coisa que ele mesmo pudesse fazer.<br /> \nMesmo que estivesse de terno e precisasse ajudar, ele estava sempre pronto.<br /> \nPatr&otilde;es e empregados dessa qualidade d&atilde;o exemplo de que se nos comportarmos como crist&atilde;os, respeitando-nos, e cada qual reconhecendo o valor do outro, o relacionamento entre ambos, com certeza, ser&aacute; bem melhor.<br /> \nSempre oportuno lembrar que, como seres humanos, dependemos uns dos outros. E que Deus, em Sua miseric&oacute;rdia, nos permite ora ocuparmos uma posi&ccedil;&atilde;o, ora outra.<br /> \nComo superiores somos respons&aacute;veis pelos nossos subalternos.<br /> \nNa condi&ccedil;&atilde;o de subalternos, temos a obriga&ccedil;&atilde;o de cumprir bem o nosso dever, fazendo jus ao sal&aacute;rio que recebemos.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nO gerente &eacute; aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe.<br /> \nQuem administra precisa da colabora&ccedil;&atilde;o de quem obedece. Aquele que obedece necessita prestar aten&ccedil;&atilde;o e respeito a quem administra. Esse, por sua vez, precisa usar de bondade e compreens&atilde;o para quem obedece, a fim de que as engrenagens do servi&ccedil;o funcionem com seguran&ccedil;a.<br /> \nQuem n&atilde;o respeita a tarefa que lhe honra a vida, desrespeita a si mesmo.<br /> \nServir al&eacute;m do pr&oacute;prio dever n&atilde;o &eacute; bajular e sim conquistar apoio e experi&ecirc;ncia, simpatia e coopera&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em artigo de Sele&ccedil;&otilde;es Reader's Digest, traduzido do original ingl&ecirc;s por Shou Wen Allegretti e nos caps. 16 e 17 do livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec.<br /> \nEm 01.03.2013.</em></div>

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER
22 Mai 20154:40EP 244

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER

<strong>&nbsp;Para aqueles que n&atilde;o podem ver<br /> \n</strong><br /> \nAquela parecia ser apenas mais uma cerim&ocirc;nia de formatura de grau superior.<br /> \nMuitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolga&ccedil;&atilde;o. Conven&ccedil;&otilde;es ritual&iacute;sticas antigas, enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebra&ccedil;&otilde;es.<br /> \nExcelent&iacute;ssimos, ilustr&iacute;ssimos, discentes, docentes, todos estavam l&aacute;.<br /> \nOs formandos, um a um, desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atr&aacute;s da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande p&uacute;blico, que s&oacute; prestava aten&ccedil;&atilde;o quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando.<br /> \nSeguia o cerimonial. Mais um nome chamado e um sil&ecirc;ncio profundo.<br /> \nA formanda demorou um pouco mais para chegar &agrave; mesa de autoridades. E o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento.<br /> \nEla recebeu o diploma simb&oacute;lico e o p&uacute;blico, que at&eacute; agora apenas esperava o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas.<br /> \nAs pessoas estavam surpresas: uma jovem com defici&ecirc;ncia visual recebendo o grau de pedagoga das m&atilde;os do representante da universidade.<br /> \nPensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e pr&aacute;ticos pensavam: Como ela conseguiu? Como conseguiu estudar? Como fazia as provas?<br /> \nOutros, c&eacute;pticos e insens&iacute;veis, com a ideia de que ningu&eacute;m consegue sucesso por merecimento pr&oacute;prio, pensavam: Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condi&ccedil;&atilde;o.Ou devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir.<br /> \nMuitos estavam simplesmente com uma express&atilde;o de admira&ccedil;&atilde;o em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era poss&iacute;vel: uma deficiente visual se formar na universidade.<br /> \nSua comemora&ccedil;&atilde;o, com o diploma nas m&atilde;os, foi vibrante, digna de uma aut&ecirc;ntica vencedora.<br /> \nProsseguiu a cerim&ocirc;nia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, l&aacute; estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada at&eacute; o p&uacute;lpito.<br /> \nHavia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante vinda de um Esp&iacute;rito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da vis&atilde;o.<br /> \nSua homenagem a Deus foi emocionante e singela.<br /> \nSeus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos criados por um outro jovem, o franc&ecirc;s Lu&iacute;s Braille, no s&eacute;culo dezenove, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais.<br /> \nSuas palavras eram claras, sua dic&ccedil;&atilde;o perfeita e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu cora&ccedil;&atilde;o mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, atrav&eacute;s de sua resigna&ccedil;&atilde;o e perseveran&ccedil;a na exist&ecirc;ncia.<br /> \nEla dizia, para aqueles que n&atilde;o podem ver, que tudo &eacute; poss&iacute;vel se persistirem, se lutarem e n&atilde;o desanimarem.<br /> \nE, sem palavras, apenas com sua presen&ccedil;a, dizia que h&aacute; muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que sonhar sempre ser&aacute; preciso.<br /> \nEla dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda n&atilde;o haviam aprendido realmente a ver.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 17.2.2015.</em></div>

BARBEIROS NÃO EXISTEM
20 Mai 20152:42EP 243

BARBEIROS NÃO EXISTEM

&nbsp;BARBEIROS N&Atilde;O EXISTEM!<br /> \n<br /> \nConta-se que, um dia, um homem foi &agrave; barbearia para cortar os cabelos e, enquanto o barbeiro o atendia, ambos mantinham uma conversa animada.<br /> \n<br /> \nFalavam de muitas coisas, at&eacute; que o homem resolveu falar da vida e, para explic&aacute;-la, falou a respeito de Deus.<br /> \nO barbeiro, homem muito incr&eacute;dulo, come&ccedil;ou a contestar a exist&ecirc;ncia de Deus e falou:<br /> \n<br /> \nDeixe disso, meu caro! Deus n&atilde;o existe!<br /> \n<br /> \nE por qu&ecirc;? Perguntou o homem.<br /> \n<br /> \nOra, se Deus existisse n&atilde;o haveria tantos miser&aacute;veis passando fome! Olhe &agrave; sua volta e veja quanta tristeza. &Eacute; s&oacute; andar pelas ruas e enxergar!<br /> \n<br /> \nBem, se essa &eacute; a sua maneira de pensar, eu a respeito.<br /> \n<br /> \nSim, claro. Falou rapidamente o barbeiro.<br /> \n<br /> \nO homem pagou o corte e ia saindo, quando avistou um maltrapilho com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pesco&ccedil;o.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o se conteve, deu meia volta e falou ao barbeiro:<br /> \n<br /> \nSabe de uma coisa? N&atilde;o acredito em barbeiros! Barbeiros n&atilde;o existem.<br /> \n<br /> \nComo assim? Perguntou surpreso o descrente.<br /> \n<br /> \nSim, falou o homem, se existissem barbeiros n&atilde;o haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!<br /> \n<br /> \nOra, existem tais pessoas porque evidentemente n&atilde;o v&ecirc;m a mim!<br /> \n<br /> \nQue bom! Disse o homem. Agora voc&ecirc; entendeu.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nSe o fato de existirem pessoas passando fome, enfrentando dificuldades, sofrimentos, dores fosse suficiente para provar que Deus n&atilde;o existe, estar&iacute;amos observando a realidade de um ponto de vista muito estreito.<br /> \n<br /> \nA exist&ecirc;ncia de Deus &eacute; uma verdade subjetiva, e como tal, deve ser buscada com a raz&atilde;o e o sentimento.<br /> \n<br /> \nCada pessoa pode encontrar Deus de maneira diferente, mas existe uma condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: &eacute; preciso busc&aacute;-Lo com firme desejo de encontr&aacute;-Lo.<br />

SALÁRIO IDEAL
19 Mai 20153:38EP 242

SALÁRIO IDEAL

&nbsp;Sal&aacute;rio ideal<br /> \n<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; est&aacute; satisfeito com o seu sal&aacute;rio?<br /> \nProvavelmente n&atilde;o, pois s&atilde;o cont&iacute;nuas as reclama&ccedil;&otilde;es a respeito da baixa remunera&ccedil;&atilde;o que, como dizem, n&atilde;o d&aacute; para nada.<br /> \nOuve-se dizer que o dinheiro que se ganha ao final do m&ecirc;s mal d&aacute; para quitar d&eacute;bitos anteriormente assumidos.<br /> \nO estranho em tudo isso &eacute; que, se as reclama&ccedil;&otilde;es pela melhoria dos sal&aacute;rios prov&ecirc;m de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em quest&atilde;o de qualidade de trabalho &eacute; quase o caos.<br /> \nN&atilde;o se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa.<br /> \nContrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim. E o que se obt&eacute;m &eacute; uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros.<br /> \nUm pedreiro que recebe um adiantamento e deixa a obra incompleta ou mal feita.<br /> \nEntrega-se uma crian&ccedil;a aos cuidados de uma bab&aacute; e se percebe a m&aacute; vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz.<br /> \n<br /> \nBalconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes, trabalhadores dom&eacute;sticos relapsos.<br /> \n<br /> \nEm todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o rel&oacute;gio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e at&eacute; desleixo.<br /> \n<br /> \n&Agrave; conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados s&atilde;o conclu&iacute;dos e entregues de forma afoita.<br /> \nN&atilde;o importa qual seja nossa profiss&atilde;o, qual seja a nossa tarefa.<br /> \nO que importa, e muito, &eacute; que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execu&ccedil;&atilde;o.<br /> \nQuer se trate de lavar uma simples pe&ccedil;a de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, &eacute; necess&aacute;rio que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor.<br /> \nPortanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remunera&ccedil;&atilde;o, revisemos a qualidade dos nossos servi&ccedil;os.<br /> \nPreocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas respons&aacute;veis, ativas, competentes.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nSejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econ&ocirc;micas, trabalha!<br /> \nO trabalho &eacute;, ao lado da ora&ccedil;&atilde;o, o mais eficiente ant&iacute;doto contra o mal, porquanto conquista valores incalcul&aacute;veis com que o Esp&iacute;rito corrige as imperfei&ccedil;&otilde;es e disciplina a vontade.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora!<br />

A PROCURA DA FELICIDADE
18 Mai 20154:11EP 241

A PROCURA DA FELICIDADE

<strong>&nbsp;A procura da felicidade<br /> \n</strong> <br /> \nQuem de n&oacute;s n&atilde;o deseja ser feliz? Salvo os casos patol&oacute;gicos, as pessoas est&atilde;o sempre em busca da felicidade, ainda que n&atilde;o se deem conta disso.<br /> \nMas, afinal, o que &eacute; a felicidade?<br /> \nA felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes.<br /> \nQuando estamos enfermos, a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esfor&ccedil;os para conquist&aacute;-la.<br /> \nSe estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo.<br /> \nSe somos solteiros e desejamos unir-nos a algu&eacute;m, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa.<br /> \nNo entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimenta&ccedil;&atilde;o que refaz.<br /> \nJ&aacute; para o torcedor, a explos&atilde;o de felicidade se d&aacute; quando a bola atinge o fundo da rede do time advers&aacute;rio.<br /> \nEnfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunst&acirc;ncias.<br /> \nCerta vez, lemos uma hist&oacute;ria que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade.<br /> \nFoi narrada por uma mo&ccedil;a que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carro&ccedil;a.<br /> \nAo observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional..<br /> \nIsso &eacute; que deve ser infelicidade!<br /> \nPensando em ouvir de seus l&aacute;bios lamenta&ccedil;&otilde;es e queixas, aproximou-se e lhe perguntou:<br /> \nO senhor &eacute; muito infeliz, n&atilde;o &eacute;? Afinal, fazendo um trabalho desses...<br /> \nConfessa ela que o homem f&ecirc;-la mudar a paisagem &iacute;ntima, ao responder entusiasmado:<br /> \nN&atilde;o, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho sa&uacute;de que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carro&ccedil;a.<br /> \nTenho for&ccedil;a, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho sauda&ccedil;&otilde;es de pessoas bonitas como a senhora.<br /> \n* * *<br /> \nComo podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.<br /> \nA verdadeira felicidade &eacute; aquela sem mescla, &agrave; felicidade plena.<br /> \nTodavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que j&aacute; logramos, sem infelicitar-nos com o que n&atilde;o possu&iacute;mos e n&atilde;o est&aacute; ao nosso alcance.<br /> \n* * *<br /> \nMuitos de n&oacute;s buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra.<br /> \nA cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar.<br /> \nA oportunidade de viver, de ter uma fam&iacute;lia, amigos, trabalho...<br /> \nA natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por n&oacute;s.<br /> \nAt&eacute; mesmo os obst&aacute;culos do caminho s&atilde;o motivos de alegria, por nos ensinarem a super&aacute;-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria <br /> \npublicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997...<br /> \nEm 19.06.2012.</em></div>

OS PAIS ENVELHECEM
15 Mai 20153:46EP 240

OS PAIS ENVELHECEM

<strong>&nbsp;Os pais envelhecem</strong><br /> \n<br /> \nTalvez a mais rica, forte e profunda experi&ecirc;ncia da caminhada humana seja a de ter um filho.<br /> \nQuando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inoc&ecirc;ncia e gra&ccedil;a.<br /> \nBasta v&ecirc;-los para que o cora&ccedil;&atilde;o se alargue em riso e cor. Um sorriso &eacute; capaz de abrir as portas de um para&iacute;so.<br /> \nEles chegam &agrave; nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.<br /> \nMas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus pr&oacute;prios caminhos, parceiros e profiss&otilde;es. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.<br /> \nO tempo se encarrega da forma&ccedil;&atilde;o de novas fam&iacute;lias. Os netos nascem. Envelhecemos. E ent&atilde;o algo come&ccedil;a a mudar.<br /> \nOs filhos j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora s&oacute; os ouvem para fazer cr&iacute;ticas, reclamar, apontar falhas.<br /> \nJ&aacute; n&atilde;o brilha mais nos olhos deles aquela admira&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia e isso &eacute; uma dor imensa para os pais.<br /> \nPor mais que disfarcem, todo pai e m&atilde;e percebe as m&iacute;nimas fa&iacute;scas no olho de um filho.<br /> \n&Eacute; quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho j&aacute; n&atilde;o me tem como seu her&oacute;i particular?<br /> \nApenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era refer&ecirc;ncia para tudo na vida.<br /> \nAos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente n&atilde;o ouvem mais os conselhos.<br /> \nA cada dia demonstram mais impaci&ecirc;ncia. Acham que os pais t&ecirc;m opini&otilde;es superadas, antigas.<br /> \nPior &eacute; quando implicam com as manias, os h&aacute;bitos antigos, as velhas m&uacute;sicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.<br /> \nQuanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles est&atilde;o bem idosos, j&aacute; n&atilde;o decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente s&atilde;o ouvidos quando tentam fazer algo diferente.<br /> \nPasseios, comida, roupas, m&eacute;dicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.<br /> \nE, no entanto, os pais est&atilde;o apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que ent&atilde;o desrespeit&aacute;-los?<br /> \nPor que trat&aacute;-los como se fossem in&uacute;teis ou crian&ccedil;as sem discernimento?<br /> \nSim, &eacute; o que a maioria dos filhos faz. D&aacute; ordens aos pais, trata-os como se n&atilde;o tivessem opini&atilde;o ou capacidade de decis&atilde;o.<br /> \nE, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, h&aacute; tanto amor. Naquelas m&atilde;os tr&ecirc;mulas, h&aacute; sempre um gesto que aben&ccedil;oa, acaricia.<br /> \n* * *<br /> \nA cada dia que nasce, lembre-se, est&aacute; mais perto o dia da separa&ccedil;&atilde;o. Um dia, o velho pai j&aacute; n&atilde;o estar&aacute; aqui.<br /> \nO cheiro familiar da m&atilde;e estar&aacute; ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.<br /> \nEnt&atilde;o, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paci&ecirc;ncia com eles quando se recusam a tomar os rem&eacute;dios, quando falam interminavelmente sobre doen&ccedil;as, quando se queixam de tudo.<br /> \nAbrace-os apenas, enxugue as l&aacute;grimas deles, ou&ccedil;a as hist&oacute;rias (mesmo que sejam repetidas) e d&ecirc;-lhes aten&ccedil;&atilde;o, afeto...<br /> \nAcredite: dentro daquele velho cora&ccedil;&atilde;o brotar&atilde;o todas as flores da esperan&ccedil;a e da alegria.<br /> \nVOC&Ecirc; FILHO; PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.<br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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