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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CADA UM TEM SUA CRUZ
6 Jun 20154:34EP 255

CADA UM TEM SUA CRUZ

&nbsp;Cada um tem sua cruz<br /> \n<br /> \nNo trato di&aacute;rio ocorre, muitas vezes, reclamarmos das dores que nos chegam.<br /> \n&quot;Vida dura! Cruz pesada!<br /> \n<br /> \nE, de uma forma muito particular, olhamos para as demais pessoas com olhos examinadores, concluindo que elas n&atilde;o sofrem tanto quanto n&oacute;s.<br /> \nDia desses, ao comentarmos acerca do acidente que sofreu uma pessoa famosa, resultando em s&eacute;rios danos f&iacute;sicos, ouvimos da boca de quem nos escutava:<br /> \nAh, mas essa pessoa tem muito dinheiro. &Eacute; rica. N&atilde;o tem com que se preocupar. Tem quem a atenda. M&eacute;dicos, enfermeiras, terapeutas.<br /> \nEm nenhum momento, a pessoa a quem nos dirig&iacute;amos pensou que, mesmo com dinheiro e fama, o acidentado deveria estar sofrendo intensamente.<br /> \nSim, sempre acreditamos que a dificuldade dos outros &eacute; menor.A nossa &eacute; enorme.<br /> \nPelo fato de pensarmos dessa forma &eacute; que, no vocabul&aacute;rio popular, se fala da cruz para significar as dificuldades pr&oacute;prias.<br /> \nCarregar a pr&oacute;pria cruz. Cruz pesada.<br /> \nConta-se que, certa vez, um homem inconformado passou aclamar aos c&eacute;us:<br /> \nSenhor Deus, a cruz que carrego &eacute; muito pesada. N&atilde;o estou suportando o peso das dificuldades e problemas que venho enfrentando.<br /> \nTanto reclamou que, um dia, um Esp&iacute;rito do Senhor seapresentou e lhe disse que suas queixas tinham alcan&ccedil;ado os c&eacute;us.<br /> \nConduzido a um vasto campo, cheio de cruzes dos mais diversos e variados tamanhos, o amigo espiritual lhe disse que poderia escolher, dentre todas elas, a que melhor se lhe ajustasse.<br /> \nAnimado, o homem examinou as cruzes. Finalmente, depois de muitas examinar, avaliar, testar, apanhou aquela que lhe pareceu ideal.<br /> \nVoc&ecirc; tem certeza que &eacute; esta mesma a que quer? Perguntou-lhe o mensageiro.<br /> \nSim.Disse ele. Esta &eacute; a que melhor se ajusta aos meus ombros. Aquela cujo peso posso suportar.<br /> \nPara seu espanto, o amigo lhe pediu que olhasse mais atentamente e, ent&atilde;o, o homem descobriu que a cruz que escolhera era exatamente a sua, aquela de cujo peso reclamara tanto.<br /> \n<br /> \nAs nossas queixas simplesmente demonstram que n&atilde;o estamos sabendo levar com dignidade a problem&aacute;tica.<br /> \n&Agrave;s vezes, por sermos muito rebeldes e n&atilde;o nos ajustarmos &agrave;s disciplinas que nos s&atilde;o impostas, de outras porque gostar&iacute;amos muito de viver no amolentamento, na pregui&ccedil;a, n&atilde;o no trabalho e na luta.<br /> \nA vida nos situa exatamente onde devemos estar. Todas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao nosso aprendizado nos s&atilde;o apresentadas.O que nos compete &eacute; colocar uma almofada entre a cruz e os ombros.Uma almofada feita de virtudes.<br /> \nQuando nos dispomos a servir, amar, perdoar, compreender, o peso das nossas dificuldades diminui tanto que at&eacute; nos esquecemos que estamos sobre a Terra carregando o fardo das dificuldades.<br /> \nA dificuldade &eacute; teste de resist&ecirc;ncia. &Eacute; oportunidade de combate.Aprendamos a transformar as dificuldades que se acumulam em nossos dias em oportunidades de trabalho e servi&ccedil;o.<br /> \nQuando tudo estiver dif&iacute;cil e escuro, recordemos que, al&eacute;m das nuvens pesadas, o sol est&aacute; sempre a brilhar.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 2, do livro Viver em plenitude, de <br /> \nRichard Simonetti, ed. S&atilde;o Jo&atilde;o e no verbete Dificuldades, do livro Reposit&oacute;rio de sabedoria,<br /> \nv. 1, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Dispon&iacute;vel no livro Momento Esp&iacute;rita, v. 5, ed. Fep.<br />

ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESSA
5 Jun 20155:18EP 254

ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESSA

&nbsp;Ando devagar porque j&aacute; tive pressa<br /> \n<br /> \nAndo devagar porque j&aacute; tive pressa... Pressa de ter tantas coisas, de chegar a tantos lugares, pressa do ter, do parecer.<br /> \nMas hoje ando a passo lento, pois j&aacute; entendo que a vida &eacute; uma busca de si mesmo, do ser: ser melhor, ser am&aacute;vel, ser amigo, ser sens&iacute;vel, ser compassivo, ser caridoso...<br /> \nHoje compreendo que &eacute; preciso paz para poder sorrir, pois o sorriso verdadeiro, a felicidade aut&ecirc;ntica, vem da paz de esp&iacute;rito, a paz de consci&ecirc;ncia, de quem segue o caminho do bem a todo custo.<br /> \nEntendo tamb&eacute;m que as chuvas s&atilde;o bem-vindas, e que sem elas n&atilde;o h&aacute; floradas, pois &eacute; preciso chuva para florir.<br /> \nA dor nos esculpe a alma, quando bem entendida, quando bem absorvida nos passos di&aacute;rios da lida.<br /> \nAndo devagar porque j&aacute; tive pressa... Pressa do sucesso a qualquer custo, pressa de ser popular, de ser o primeiro, de agradar a todos...<br /> \nMas hoje ando tranquilo, percebendo mais as manhas e as manh&atilde;s, o sabor das massas e das ma&ccedil;&atilde;s, absorvendo a vida em toda sua plenitude.<br /> \nO viver pode ser o mesmo, as circunst&acirc;ncias podem permanecer inalteradas, mas minhas lentes s&atilde;o outras. Enxergo tudo de outra forma.<br /> \nE o mais importante de tudo: descobri que para cumprir a vida, para cumprir meu papel, minha miss&atilde;o aqui, preciso compreender minha pr&oacute;pria marcha.<br /> \nS&ecirc;neca, antigo s&aacute;bio, afirmou que nenhum vento &eacute; a favor para quem n&atilde;o sabe para onde ir.Ent&atilde;o, compreender a marcha &eacute; fundamental. Precisamos saber para onde estamos indo, precisamos saber o que &eacute; nossa marcha, nossa vida.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o posso ir tocando em frente, com simplicidade e devo&ccedil;&atilde;o, com alegria e cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPois todos temos talento, todos carregamos o dom de ser capaz e ser feliz.<br /> \nA felicidade n&atilde;o &eacute; para poucos, n&atilde;o, &eacute; para todos. E cada um a vai encontrando no seu tempo, no seu momento, da sua forma.<br /> \nAndo devagar porque j&aacute; tive pressa... Pressa de partir, j&aacute; quis desistir de tudo, em alguns momentos, mas hoje ando como que em c&acirc;mera lenta, com a coragem de quem quer ficar e ver tudo at&eacute; o fim.<br /> \nCarrego esse sorriso porque j&aacute; chorei demais, mas isso n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o voltarei a derramar alguma gota dos olhos. Significa apenas que os sorrisos ser&atilde;o a regra. A l&aacute;grima, exce&ccedil;&atilde;o.<br /> \nAndo devagar no passo curto dos meus filhos, pois se resolver andar acelerado, os deixarei para tr&aacute;s.<br /> \nAndo devagar para perceber o sabi&aacute; cantador, pois se torno minha vida uma bomba-rel&oacute;gio, passo a n&atilde;o perceber a vida que passa ao largo de meus passos, e assim, os sabi&aacute;s passam a n&atilde;o existir mais.<br /> \nAndo devagar para ainda conseguir olhar onde piso, e n&atilde;o esmagar nada, nem ningu&eacute;m com minha desaten&ccedil;&atilde;o ou deseleg&acirc;ncia.<br /> \nAndo devagar para pensar um tanto mais antes de agir, para escolher as palavras certas, para digerir uma ideia nova, para escolher um caminho, para silenciar a mim mesmo por alguns instantes.<br /> \nAndo devagar... Porque j&aacute; tive pressa.<br /> \n* * *<br /> \nA can&ccedil;&atilde;o &eacute; rica, e a letra nos diz; que vida &eacute; especialmente rica para que se passe por ela, &agrave;s pressas, sem atentar para os detalhes.<br /> \nO mundo &eacute; pleno de belezas para que se o percorra aos saltos, sem nos determos a descobrir as belezas das flores, o segredo das matas, o encanto das fontes.<br /> \nPensemos nisso!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na<br /> \ncan&ccedil;&atilde;o Tocando em frente, de Almir Sater.<br />

CONSCIÊNCIA SOCIAL
4 Jun 20155:31EP 253

CONSCIÊNCIA SOCIAL

&nbsp;Consci&ecirc;ncia social<br /> \n<br /> \nEm O livro dos Esp&iacute;ritos, Allan Kardec perguntou aos S&aacute;bios do Mundo Espiritual em que consiste a miss&atilde;o dos Esp&iacute;ritos encarnados.<br /> \nE os Benfeitores da Humanidade responderam: em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as institui&ccedil;&otilde;es, por meios diretos e materiais.<br /> \nAs miss&otilde;es, por&eacute;m, s&atilde;o mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha t&atilde;o nobre miss&atilde;o como o que governa, ou o que instrui.<br /> \nTudo em a natureza se encadeia. Ao mesmo tempo em que o Esp&iacute;rito se depura pela encarna&ccedil;&atilde;o, concorre, dessa forma, para a execu&ccedil;&atilde;o dos des&iacute;gnios da Provid&ecirc;ncia.<br /> \nCada um tem neste mundo a sua miss&atilde;o, porque todos podem ter alguma utilidade.<br /> \nCaros ouvintes, Ca da um tem a sua parcela de responsabilidade na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<br /> \nPor essa raz&atilde;o, &eacute; importante perguntar a n&oacute;s mesmos o que estamos fazendo para melhorar as institui&ccedil;&otilde;es terrenas e fomentar o progresso geral.<br /> \nEm pleno s&eacute;culo XXI ainda h&aacute; pessoas que pensam que os problemas sociais s&atilde;o de responsabilidade exclusiva dos governos e lavam as m&atilde;os.<br /> \nH&aacute; empres&aacute;rios que, alegando desonestidade por parte dos governantes, sonegam impostos.<br /> \nApesar de nada justificar a sonega&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso perguntar se eles assumem para si mesmos a responsabilidade de investir o montante sonegado em favor da sociedade da qual se beneficiam.<br /> \nSe destinam o valor deixado de recolher aos cofres p&uacute;blicos para custear o ensino de crian&ccedil;as e jovens carentes, a fim melhorar a condi&ccedil;&atilde;o social da sua localidade.<br /> \nOu se deixam de pagar impostos apenas para enriquecer os pr&oacute;prios bolsos, usando a desculpa de que o governo n&atilde;o faz.<br /> \nTer consci&ecirc;ncia social &eacute; estar atento &agrave;s necessidades dos cidad&atilde;os que est&atilde;o sobre os palcos da Terra, neste cen&aacute;rio do qual tamb&eacute;m fazemos parte.<br /> \nTer consci&ecirc;ncia social &eacute; descobrir aqueles que j&aacute; atuam em organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, ou outra iniciativa qualquer, movendo esfor&ccedil;os em favor de um mundo melhor e se somar a eles.<br /> \nTer consci&ecirc;ncia social l&uacute;cida &eacute; contribuir de forma efetiva e sem interesse oculto, com todas as a&ccedil;&otilde;es nobres, n&atilde;o importando se s&atilde;o iniciativas de religiosos ou de ateus.<br /> \nTer consci&ecirc;ncia social &eacute; deixar de criticar governos e institui&ccedil;&otilde;es e fazer a sua parte para a melhoria da situa&ccedil;&atilde;o do seu lar, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, do seu Estado, do seu pa&iacute;s, do seu planeta.<br /> \nSomos todos habitantes do planeta. Estamos todos nessa mesma embarca&ccedil;&atilde;o chamada Terra.<br /> \nPrecisamos nos comprometer com a melhoria das institui&ccedil;&otilde;es de um modo geral. Seja essa institui&ccedil;&atilde;o o nosso lar ou o lar do vizinho. Seja o nosso pa&iacute;s ou o pa&iacute;s vizinho.<br /> \nNossa ra&ccedil;a deve ser a ra&ccedil;a humana. Nossa nacionalidade deve ser a Terra.<br /> \nNossa paternidade deve ser o universo. Nossos irm&atilde;os devem ser todos os homens do planeta.<br /> \nPara que cumpramos a miss&atilde;o que nos foi confiada, &eacute; preciso olhar o mundo com mais abrang&ecirc;ncia, abandonando essa forma m&iacute;ope de ver o mundo como se o mundo fosse apenas eu com meus pr&oacute;prios interesses.<br /> \nPensemos nisso e dilatemos a nossa aten&ccedil;&atilde;o. Fa&ccedil;amos um pacto conosco mesmos e coloquemos m&atilde;os &agrave; obra.<br /> \nA obra que nos cabe executar no cumprimento da miss&atilde;o que o Universo nos confiou.<br /> \n&Eacute; para isso que estamos aqui. Foi por isso que nascemos neste aben&ccedil;oado planeta.<br /> \n* * *<br /> \nVoc&ecirc; n&atilde;o &eacute; uma pedra solta, no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Voc&ecirc; tem uma meta que o aguarda e que alcan&ccedil;ar&aacute;.<br /> \nEm sua origem voc&ecirc; &eacute; luz avan&ccedil;ando para a Grande Luz.<br /> \nS&oacute; h&aacute; sombras porque voc&ecirc; ainda n&atilde;o se disp&ocirc;s a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no seu interior.<br /> \nPense nisso e comece agora a fazer luz na pr&oacute;pria caminhada e, por conseguinte, espalhando luz ao seu redor.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item 573, de<br /> \nO livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. 11 do<br /> \nlivro Momentos de consci&ecirc;ncia, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> \npsicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. <br />

QUANDO ME AMO
3 Jun 20154:22EP 252

QUANDO ME AMO

&nbsp;QUANDO ME AMO<br /> \n<br /> \nQuando me amo...<br /> \nAcendo uma luz que clareia meus por&otilde;es esquecidos, deixando para tr&aacute;s os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nAprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte &ldquo;pot&ecirc;ncia&rdquo;, em parte &ldquo;possibilidade&rdquo; &ndash; aquilo que j&aacute; sou, aquilo que serei; onde j&aacute; estou, onde quero estar.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nAcolho-me feito m&atilde;e acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. N&atilde;o me engole a culpa; n&atilde;o me desestimula a derrota.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nCuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada &ndash; instrumento preciso de trabalho e de vida adorada.<br /> \nCuido tamb&eacute;m da nutri&ccedil;&atilde;o da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nVejo minh&acute;alma como a escultura debaixo do m&aacute;rmore de Michelangelo, e entendo que a dor &eacute; cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco l&aacute;, at&eacute; que tudo se transforme em belo Davi.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nClareio tamb&eacute;m a tua face, pois toda luz n&atilde;o fica guardada, n&atilde;o h&aacute; quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nInspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer.<br /> \nQuando me amo...<br /> \nAmo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conhe&ccedil;o-te melhor tamb&eacute;m.<br /> \n* * *<br /> \nA proposta de vida em torno do amor &eacute; das mais belas psicoterapias que existe:<br /> \nAmar a vida e ao pr&oacute;ximo como a si mesmo, numa trilogia harm&ocirc;nica.<br /> \nComo ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de in&iacute;cio, a fim de desenvolver as aptid&otilde;es que dormem em lat&ecirc;ncia e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias.<br /> \nAssim, nosso grande caminho de amor precisa come&ccedil;ar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem n&atilde;o consegue amar ao seu pr&oacute;ximo e t&atilde;o pouco amar toda a cria&ccedil;&atilde;o.<br /> \nCome&ccedil;amos a jornada dentro de n&oacute;s, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de n&oacute;s.<br /> \nO autoconhecimento &eacute; o meio pr&aacute;tico mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir &agrave; atra&ccedil;&atilde;o do mal.<br /> \nE quem trabalha por sua melhora est&aacute; se autoamando.<br /> \nCada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptid&otilde;es, e de acumular valores que nos fa&ccedil;am pessoas melhores, &eacute; autoamor.<br /> \nNaturalmente, esse amor a n&oacute;s mesmos nos conduzir&aacute; ao nosso pr&oacute;ximo.<br /> \nPrimeiro, porque o autoamor s&oacute; se constr&oacute;i e se vitaliza no encontro.<br /> \nSegundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor.<br /> \nNossas rela&ccedil;&otilde;es se harmonizam, nosso cora&ccedil;&atilde;o fica em paz, nossas ang&uacute;stias desaparecem.<br /> \n* * *<br /> \nQue possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que &eacute; a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo.<br /> \n<br />

DESCONTROLE
2 Jun 20154:41EP 251

DESCONTROLE

&nbsp;Descontrole<br /> \n<br /> \nNaquele dia de sol, M&aacute;rio chegou feliz e estacionou o reluzente caminh&atilde;o em frente &agrave; porta de sua casa. Ap&oacute;s vinte anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> \nComprara um caminh&atilde;o. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, seria seu pr&oacute;prio patr&atilde;o.<br /> \nAo chegar pr&oacute;ximo do ve&iacute;culo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminh&atilde;o.<br /> \nIrritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das m&atilde;os dele e, totalmente fora de controle, martelou as m&atilde;ozinhas do garoto.<br /> \nSem entender o que estava acontecendo, o menino se p&ocirc;s a chorar de dor, enquanto a m&atilde;e interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> \nNa sequ&ecirc;ncia, ela trouxe o marido de volta &agrave; realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> \nO que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas fr&aacute;geis m&atilde;ozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> \nPassadas v&aacute;rias horas, o cirurgi&atilde;o veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacera&ccedil;&otilde;es tinham sido de grande extens&atilde;o e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o m&eacute;dico, a crian&ccedil;a era forte e tinha resistido bem ao ato cir&uacute;rgico. Os pais poderiam aguard&aacute;-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> \nCom a morte no cora&ccedil;&atilde;o, os pais esperaram que a crian&ccedil;a despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> \nPapai, me desculpe, eu s&oacute; queria consertar o seu caminh&atilde;o, como voc&ecirc; me ensinou outro dia. N&atilde;o fique bravo comigo.<br /> \nO pai, com l&aacute;grimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que n&atilde;o tinha import&acirc;ncia o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminh&atilde;o nem tinha sido estragada.<br /> \nO menino insistiu: Quer dizer que n&atilde;o est&aacute; mais bravo comigo?<br /> \nN&atilde;o mesmo, falou o pai.<br /> \nEnt&atilde;o, perguntou a crian&ccedil;a, se estou perdoado, quando &eacute; que meus dedinhos v&atilde;o nascer de novo?<br /> \n* * *<br /> \nToda vez que perdemos a calma, perdemos tamb&eacute;m a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> \nE quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machuc&aacute;-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> \nE, em se tratando de crian&ccedil;as, que s&atilde;o fr&aacute;geis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> \nJamais nos permitamos a ira, que &eacute; sempre m&aacute; companhia. Domemos as nossas tend&ecirc;ncias e impulsos agressivos, recordando que nada na vida &eacute; mais precioso do que as pessoas.<br /> \nAs coisas que possamos adquirir nos servir&atilde;o por algum tempo, mas, somente os nossos amores estar&atilde;o conosco sempre, n&atilde;o importando o local, as condi&ccedil;&otilde;es que venhamos a nos encontrar.<br /> \nPreservemos a calma e ofertemos para aqueles que s&atilde;o os s&oacute;is das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifesta&ccedil;&otilde;es do amor.<br />

ELE É A MINHA VIDA
1 Jun 20154:49EP 250

ELE É A MINHA VIDA

<strong>&nbsp;Ele &eacute; a minha vida</strong><br /> \n<br /> \nEst&aacute;vamos sem inspira&ccedil;&atilde;o , ou pelo menos, sem um bom argumento para um texto edificante aos f&atilde;s do Pense Nisso.<br /> \nQuando n&oacute;s deparamos, em um site de noticias, com a seguinte manchete:<br /> \n&ldquo;Morador de rua recusa proposta de dois mil reais pelo seu c&atilde;o&rdquo;.<br /> \nCome&ccedil;amos a ler a interessante reportagem , que dizia mais ou menos assim:<br /> \n&ldquo;Se ele morrer, eu morro tamb&eacute;m&rdquo;. &Eacute; com estas palavras e os olhos cheios de l&aacute;grimas que o morador de rua Luiz Fernando Gomes de Araujo fala sobre seu fiel companheiro de quatro patas, o cachorro Joe. A insepar&aacute;vel dupla vive em uma rua do bairro do Marap&eacute;, em Santos, no litoral de S&atilde;o Paulo, e chama a aten&ccedil;&atilde;o de quem passa pelo local. <br /> \nSentado em um peda&ccedil;o de papel&atilde;o, Luiz Fernando escova com cuidado os pelos do animal esparramado em seu colo. A cena se repete h&aacute; alguns meses em uma esquina, onde dono e animal improvisaram um lar. Mas, o encontro dos dois, aconteceu um pouco mais longe. &ldquo;Eu achei o Joe no cais do porto.- lembra o morador.<br /> \nDe acordo com ele, o c&atilde;ozinho tinha dona antes de ser abandonado. Quando foi encontrado, Joe estava doente e cheio de carrapatos. &ldquo;Ele n&atilde;o tinha um peda&ccedil;o da orelha e estava com carrapatos, mas eu tratei ele&rdquo;, comemora o rapaz.<br /> \nLuiz Fernando d&aacute; de tudo para o bichinho: de comida a tratamento VIP no veterin&aacute;rio. &ldquo;Levo para passear de coleira, dou banho no chuveirinho da praia. Ele tem o sabonete dele. Tinha pasta e escova de dente tamb&eacute;m, mas roubaram. E vai ao veterin&aacute;rio quando precisa&rdquo;, explica, comentando que o cachorro &eacute; atendido gratuitamente por uma cl&iacute;nica do bairro. E os mimos continuam quando &eacute; hora de comer. &ldquo;Ele tem a ra&ccedil;&atilde;o dele, mas prefere arroz com carne na hora do almo&ccedil;o. &Eacute; metido&rdquo;, brinca.<br /> \nO animal carrega saquinhos de sal presos na coleira: um na frente, outro na parte de tr&aacute;s. &ldquo;&Eacute; para proteger e espantar o mau olhado&rdquo;, afirma o dono, que j&aacute; recebeu at&eacute; propostas para vender o animal. &ldquo;Um rapaz me ofereceu R$ 2 mil e eu recusei. Depois, uma mulher perguntou se eu queria um valor maior, que ela pagava. N&atilde;o vendo esse cachorro por nada, ele &eacute; a minha fam&iacute;lia, ele &eacute; a minha vida&rdquo;.<br /> \n<br /> \n*****<br /> \n<br /> \nA hist&oacute;ria de Luiz Fernando, e seu c&atilde;ozinho Joe, &eacute; comovente!<br /> \nMas, que sirva de reflex&atilde;o para todos n&oacute;s.Quanto de humanidade nos somos portadores?<br /> \nAs pessoas que amam e cultivam a conviv&ecirc;ncia com os animais, se observarem com aten&ccedil;&atilde;o, verificar&atilde;o que v&aacute;rias esp&eacute;cies s&atilde;o portadoras de qualidades que consideramos humanas.<br /> \nS&atilde;o capazes de ter paci&ecirc;ncia, prud&ecirc;ncia, vigil&acirc;ncia, obedi&ecirc;ncia e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.<br /> \nT&ecirc;m sua linguagem pr&oacute;pria, seus afetos e sua intelig&ecirc;ncia rudimentar. <br /> \nD&atilde;o-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.<br /> \nQuando estiverem sob nossos cuidados ofere&ccedil;amos-lhes alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, afeto, condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de higiene e tratamento para a sa&uacute;de sempre que necess&aacute;rio.<br /> \nReflitamos sobre como temos agido em rela&ccedil;&atilde;o a esses companheiros de jornada.<br /> \nDevemos considerar, que a pessoa que ama os animais, tem uma propens&atilde;o maior de amar toda a humanidade<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.Com base na reportagem da jornalista J&eacute;ssica Bitencourt do site http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/03/morador-de-rua-recusa-proposta-de-r-2-mil-por-cao-nao-vendo-por-nada.html<br /> \nEm 21.3.2014.</em></div>

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO
30 Mai 20155:07EP 249

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO

<strong>&nbsp;Onde vive nosso eu verdadeiro</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nTua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> \nSe essa casa for escura ou vazia, n&atilde;o poder&aacute;s ilumin&aacute;-la com as l&acirc;mpadas de teu vizinho nem ench&ecirc;-la com os seus bens.<br /> \nE se estiver no deserto, n&atilde;o a poder&aacute;s transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, n&atilde;o poder&aacute;s baix&aacute;-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros p&eacute;s.<br /> \nNossas vidas interiores, meu irm&atilde;o, s&atilde;o rodeadas pelo isolamento e a solid&atilde;o. Sem eles, tu n&atilde;o serias tu e eu n&atilde;o seria eu.<br /> \nSem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, n&atilde;o saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim.<br /> \n* * *<br /> \nAs palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma...<br /> \nN&atilde;o somos a imagem que vemos no espelho. N&atilde;o somos as apar&ecirc;ncias. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Esp&iacute;rito.<br /> \nE cada um deve iluminar a sua casa com suas pr&oacute;prias conquistas. As l&acirc;mpadas dos vizinhos nos seduzem, at&eacute; nos inspiram, mas nossa ilumina&ccedil;&atilde;o precisa vir de dentro.<br /> \nN&atilde;o adianta casar com algu&eacute;m bom para viver a bondade. N&atilde;o adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. N&atilde;o adianta estarmos pr&oacute;ximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade.<br /> \nOs bens do outro s&atilde;o do outro. Podemos at&eacute; usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motiva&ccedil;&atilde;o, para que tenhamos for&ccedil;as e exemplo para lograr os nossos pr&oacute;prios, ao nosso tempo.<br /> \nSe essa nossa casa estiver ainda no deserto, caber&aacute; a n&oacute;s, apenas a n&oacute;s, transformar a aridez em jardim florido.<br /> \nE todos os caminhos precisam ser abertos por nossos pr&oacute;prios p&eacute;s...<br /> \nSomos individualidades. N&atilde;o h&aacute; um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade h&aacute; uma esp&eacute;cie de solid&atilde;o, um lugar onde todos estamos s&oacute;s.<br /> \nSolid&atilde;o que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude &ndash; uma unidade saud&aacute;vel da criatura com o Criador, seja l&aacute; como voc&ecirc; define ou imagina esse &ldquo;Criador&rdquo;.<br /> \n&Eacute; reservado um plano especial no Universo para cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; insignific&acirc;ncia alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar.<br /> \nAcreditar-se pequeno, ou insignificante &eacute;, ainda, t&iacute;pico de quem n&atilde;o se encontrou em profundidade, de quem n&atilde;o conhece sua pr&oacute;pria casa no Universo.<br /> \nSomos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o individual.<br /> \n* * *<br /> \nQuando a sombra de um des&acirc;nimo qualquer desejar bater &agrave; porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes.<br /> \nN&atilde;o permitamos que as distra&ccedil;&otilde;es ou as vicissitudes da vida enfraque&ccedil;am nossas for&ccedil;as. Elas s&atilde;o parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra.<br /> \n* * *<br /> \nTua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,com base em trecho<br /> \ndo texto Isolamento e solid&atilde;o, do livro Curiosidades <br /> \nbelezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.<br /> \nEm 11.7.2014</em></div> \n<br />

TOCANDO EM FRENTE
29 Mai 20154:34EP 248

TOCANDO EM FRENTE

<strong>&nbsp;Tocando em Frente</strong><br /> \n<br /> \nN&atilde;o &eacute; por falta de inspira&ccedil;&atilde;o, ou de alguns escritos perdidos em pastas de um computador, que o autor deste texto, do pense nisso de hoje, vai simplesmente colocar uma can&ccedil;&atilde;o.Mas, porqu&ecirc; &eacute; certo, que uma simples can&ccedil;&atilde;o, toca mais fundo que um milh&atilde;o de belas palavras.<br /> \nNa musica, a gente sente a presen&ccedil;a eterna de Deus, mesmo para aqueles de n&oacute;s que n&atilde;o acreditam nele.<br /> \nCom a musica, o ser humano tem a certeza que carrega em s&iacute;, o dom de ser capaz...de ser feliz.<br /> \nEnt&atilde;o caro f&atilde; do Pense nisso, esteja voc&ecirc; onde estiver, fazendo o que fizer; Preste aten&ccedil;&atilde;o nas palavras do cantador;<br /> \n<br /> \nMusica tocando em frente- Almir Sater.<br /> \n<br /> \nEssa &eacute; uma can&ccedil;&atilde;o, que n&oacute;s pede para sermos felizes.<br /> \nPense Nisso, e seja feliz agora.<br /> \n<br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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