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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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BAIXAS
15 Jul 20154:03EP 279

BAIXAS

<strong>&nbsp;Baixas</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nNo dia em que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teve in&iacute;cio, o mundo inteiro estava atento aos notici&aacute;rios e quase todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o divulgavam os fatos, com incr&iacute;vel rapidez.<br /> \nO silvar dos m&iacute;sseis, a fuma&ccedil;a, misturada com a claridade provocada pela explos&atilde;o, eram imagens constantes.<br /> \nA cobertura jornal&iacute;stica da guerra, como se diz, estava cumprindo o seu papel.<br /> \nPassados alguns dias, as pessoas deixaram de se importar tanto com esse acontecimento. Principalmente as que n&atilde;o conseguem ouvir o estrondo das explos&otilde;es, nem os gritos de dor e desespero, nem o odor f&eacute;tido daqueles cujos corpos s&atilde;o dilacerados pelas chamas das explos&otilde;es...<br /> \nMas, h&aacute; outra realidade que ningu&eacute;m mostra...<br /> \n&Eacute; algo t&atilde;o cruel que, se mostrado, talvez mudasse o rumo dos acontecimentos...<br /> \n&Eacute; o desespero e a sensa&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia dos pais dos soldados enviados para as frentes de batalha.<br /> \nS&atilde;o os sentimentos dos soldados. Jovens que foram arrancados do conforto de seus lares e empurrados para morrer, a qualquer momento, numa guerra que n&atilde;o provocaram...<br /> \nSe se pudesse ouvir e sentir seus gemidos de pavor ante a escurid&atilde;o, seus medos, suas inseguran&ccedil;as, seus prantos silenciosos de saudades dos seus amores...<br /> \nAh, se fosse registrada a situa&ccedil;&atilde;o a que se converteram os bravos soldados, ap&oacute;s v&aacute;rias noites sem dormir...<br /> \nMas isso &eacute; resolvido com anfetaminas para render mais... Afinal, s&atilde;o m&aacute;quinas de guerra.<br /> \nN&atilde;o! &Eacute; imposs&iacute;vel imaginar o que sejam o tormento da fome, da sede, do sono, do cansa&ccedil;o, aliados ao temor de um ataque surpresa do inimigo.<br /> \nSe se pudesse registrar a agonia de filhos perdidos em meio &agrave; paisagem devastada pelos ataques, &agrave; procura de pais cujos corpos jazem sobre escombros, cinzas e sangue...<br /> \nIsso, certamente, os que optam pela guerra n&atilde;o sabem o que &eacute;.<br /> \nTalvez digam que &eacute; preciso sacrificar algumas vidas, desde que n&atilde;o seja a sua ou a de seus familiares...<br /> \nE, quando, por fim, o pior acontece, o pavor do combatente &eacute; silenciado pelo manto escuro da morte, aquele jovem &eacute; contado apenas como uma baixa a mais.<br /> \nSim, sua exist&ecirc;ncia foi interrompida... Mas, isso foi apenas mais uma baixa.<br /> \nComo dizer a uma m&atilde;e ou a um pai que aquele filho ou filha, que h&aacute; pouco cantarolava pela casa, agora representa apenas mais um n&uacute;mero na triste estat&iacute;stica das baixas no campo de batalha?<br /> \nIsso n&atilde;o faz sentido...<br /> \nMas, quem se importa?<br /> \nPara os governantes de pa&iacute;ses que sacrificam seus cidad&atilde;os em nome da liberdade, as riquezas minerais e seus interesses escusos s&atilde;o mais importantes do que vidas humanas.<br /> \n&Eacute; importante pensar, principalmente quando se elege os representantes, sobre quem &eacute; a favor dessas atrocidades e quem &eacute; a favor da vida, do ser humano, dos sentimentos alheios.<br /> \nTalvez voc&ecirc; esteja se perguntando: Mas, o que eu posso fazer, agora, para mudar a situa&ccedil;&atilde;o?<br /> \nVoc&ecirc; pode enviar, atrav&eacute;s de uma ora&ccedil;&atilde;o sincera, as suas melhores vibra&ccedil;&otilde;es de paz em favor, primeiro, dos que mais precisam: os governantes respons&aacute;veis por essas insanidades.<br /> \nSegundo, por aqueles que sofrem a consequ&ecirc;ncia dessas atrocidades.<br /> \nPense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte.<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> \nEm 05.08.2012.</em></div>

A PERDA GERA DESCOBERTAS
14 Jul 20153:28EP 278

A PERDA GERA DESCOBERTAS

<strong>&nbsp;A PERDA GERA DESCOBERTAS</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nA rotina, as discuss&otilde;es, a m&aacute;goa, a vaidade, o orgulho, o ego&iacute;smo, a insensatez &ndash; essas coisas, &agrave;s vezes, nos cegam &agrave; verdadeira import&acirc;ncia que determinada pessoa tem para n&oacute;s. Quem est&aacute; sempre perto &ndash; por vezes cobrando, chamando a aten&ccedil;&atilde;o, discordando e, de certa forma, colocando-se &agrave; merc&ecirc; de nosso julgamento &ndash; perde seu valor justamente por isso: por estar sempre ali, ao alcance da m&atilde;o.<br /> \nPor&eacute;m, a import&acirc;ncia de algu&eacute;m para ti, n&atilde;o a podes avaliar na presen&ccedil;a. Porque, na presen&ccedil;a, bem provavelmente te iludas de que esse algu&eacute;m &eacute; dispens&aacute;vel e at&eacute; tua vida sem essa pessoa talvez fosse melhor.<br /> \nO verdadeiro valor de algu&eacute;m em tua vida, s&oacute; o podes avaliar na aus&ecirc;ncia: &eacute; normalmente quando aperta a saudade que aquele monte de defeitos, antes intoler&aacute;vel, assume sua real dimens&atilde;o. E, estranho... Come&ccedil;as a te lembrar de qualidades que j&aacute; tinhas at&eacute; esquecido!<br /> \nTalvez quando a dist&acirc;ncia for uma realidade, percebas que aquele que te parecia dispens&aacute;vel passou a te fazer falta como se uma parte de teu corpo tivesse sido amputada.<br /> \nSe tens algu&eacute;m que te quer bem, n&atilde;o embarques na tolice de esperar o leite derramar para, ent&atilde;o, verter l&aacute;grimas in&uacute;teis.<br /> \nAfasta o cisco do olho que te faz enxergar s&oacute; os defeitos e te cega &agrave;s qualidades do outro.<br /> \nEm vez de valorizar encantos transit&oacute;rios e superficiais, aprende a reconhecer a import&acirc;ncia do companheirismo e do afeto: na hora do sufoco e da solid&atilde;o, &eacute; disso que a gente sente falta.<br /> \nPor que provocares o castigo da dist&acirc;ncia, quando &eacute; t&atilde;o mais f&aacute;cil reconheceres o valor de quem te ama?<br /> \nAcorda, sufocando o ego&iacute;smo e oferecendo ao outro o que tens de bom, em vez de ficares s&oacute; criticando, s&oacute; exigindo, s&oacute; esperando para ti.<br /> \nPois haver&aacute; um momento de tua vida em que nada, nada exceto o amor &ndash; mesmo cego e coxo &ndash; s&oacute; o verdadeiro amor poder&aacute; saciar tua fome e preencher o vazio de teu cora&ccedil;&atilde;o... <br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 21.08.2013.</em></div>

O PODER DA EDUCAÇÃO
13 Jul 20153:46EP 277

O PODER DA EDUCAÇÃO

<strong>&nbsp;O poder da educa&ccedil;&atilde;o<br /> \n</strong><br /> \nConta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educa&ccedil;&atilde;o. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. <br /> \nO fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condi&ccedil;&otilde;es de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado. <br /> \nTranscorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembl&eacute;ia em expectativa. <br /> \nPostou-se &agrave; tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois c&atilde;es. <br /> \nA um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. <br /> \nLogo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o c&atilde;o e este saiu em desabalada carreira ao encal&ccedil;o da lebre. Alcan&ccedil;ou-a com destreza trucidando-a rapidamente. <br /> \nA cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admira&ccedil;&atilde;o tomou conta da assembl&eacute;ia e os cora&ccedil;&otilde;es pareciam saltar do peito. <br /> \nNingu&eacute;m conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agress&atilde;o. <br /> \nMesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro c&atilde;o. <br /> \nO povo mal continha a respira&ccedil;&atilde;o. Alguns mais sens&iacute;veis, levaram as m&atilde;os aos olhos para n&atilde;o ver a reprise da morte b&aacute;rbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. <br /> \nNo primeiro instante, o c&atilde;o investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanh&aacute;-la deu-lhe com a pata e ela caiu. <br /> \nLogo ergueu-se e se p&ocirc;s a brincar. <br /> \nPara surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranq&uuml;ila conviv&ecirc;ncia, saltitando de um lado a outro do palco. <br /> \nEnt&atilde;o, e somente ent&atilde;o, Licurgo falou; &quot;senhores, acabais de assistir a uma demonstra&ccedil;&atilde;o do que pode a educa&ccedil;&atilde;o. Ambas as lebres s&atilde;o filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os c&atilde;es.&rdquo; <br /> \nA diferen&ccedil;a entre os primeiros e os segundos &eacute;, simplesmente, a educa&ccedil;&atilde;o.&quot; <br /> \nE prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excel&ecirc;ncias do processo educativo. <br /> \n&quot;A educa&ccedil;&atilde;o, baseada numa concep&ccedil;&atilde;o exata da vida, transformaria a face do mundo.&quot; <br /> \nEduquemos nosso filho, &quot;esclare&ccedil;amos sua intelig&ecirc;ncia, mas, antes de tudo, falemos ao seu cora&ccedil;&atilde;o, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfei&ccedil;&otilde;es. Lembremo-nos de que a sabedoria por excel&ecirc;ncia consiste em nos tornarmos melhores.&quot; <br /> \nVoc&ecirc; sabia? <br /> \nQue Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no s&eacute;culo quarto antes de Cristo?<br /> \nE que o verbo educar &eacute; origin&aacute;rio do latim educare ou educcere e quer dizer extrair de dentro? <br /> \nPercebe-se portanto, que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se constitui em mero estabelecimento de informa&ccedil;&otilde;es, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que flores&ccedil;am, &agrave; semelhan&ccedil;a de bela e perfumada flor.<br />

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE
10 Jul 20154:49EP 276

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE

<strong>&nbsp;Honestidade em qualquer idade</strong><br /> \n<br /> \nO que voc&ecirc; faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?<br /> \nNuma das capitais do pa&iacute;s, um menino de doze anos n&atilde;o teve d&uacute;vida: devolveu!<br /> \nE o pr&eacute;-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora.<br /> \nO menino t&iacute;mido encarou a situa&ccedil;&atilde;o com simplicidade surpreendente.<br /> \nEu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos m&eacute;dicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade.<br /> \nLucas tinha raz&atilde;o.<br /> \nEvanir havia sa&iacute;do na manh&atilde; de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do m&ecirc;s.<br /> \nVi&uacute;va h&aacute; sete anos e aposentada h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada.<br /> \nPara devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da dire&ccedil;&atilde;o da escola onde estuda, a fim de localizar o n&uacute;mero do telefone e comunicar-se com a idosa.<br /> \nAssim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas m&atilde;os.<br /> \nO gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na regi&atilde;o.<br /> \nDezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nLucas, de fam&iacute;lia humilde, tinha um sonho: ter um videogame.<br /> \nAo saber da hist&oacute;ria, uma doadora an&ocirc;nima decidiu presentear Lucas e seus irm&atilde;os com o Playstation dos seus filhos.<br /> \nA hist&oacute;ria do menino n&atilde;o parou por a&iacute;.<br /> \nGanhou repercuss&atilde;o internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos.<br /> \nUma brasileira, que l&aacute; reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doa&ccedil;&otilde;es ao menino.<br /> \nUm empres&aacute;rio emocionado foi al&eacute;m: conversou com Lucas sobre a import&acirc;ncia de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu &agrave; dona Evanir: mil e quinhentos reais.<br /> \nA idosa, que recebeu a devolu&ccedil;&atilde;o, afirmou:<br /> \nT&atilde;o pequeno e com toda essa honestidade. &Eacute; muito bonito. &Agrave;s vezes, pessoas da nossa pr&oacute;pria fam&iacute;lia n&atilde;o devolvem o dinheiro.<br /> \n* * *<br /> \nAt&eacute; quando a honestidade ser&aacute; exce&ccedil;&atilde;o em nosso mundo?<br /> \nAt&eacute; quando precisaremos comemorar gestos como esse, que j&aacute; deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?<br /> \nA honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Esp&iacute;rito. Fiz porque era o certo.<br /> \nQuando temos esse contato &iacute;ntimo com nossa consci&ecirc;ncia, passamos a ter menos d&uacute;vidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nN&atilde;o se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no ch&atilde;o, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade &ndash; tudo isso passa a ser natural.<br /> \nO bem precisa se tornar h&aacute;bito e ir substituindo o mal aos poucos. &Eacute; assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.<br /> \nSe queremos que o tal jeitinho desapare&ccedil;a, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este esp&iacute;rito de fiz porque era o certo, independente se o certo &eacute; o melhor para n&oacute;s ou n&atilde;o. &Eacute; o certo e pronto.<br /> \nConsultemos a consci&ecirc;ncia. As respostas est&atilde;o sempre l&aacute;, onde est&atilde;o inscritas todas as leis .<br /> \nPensemos nisso. Fa&ccedil;amos o certo.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem<br /> \npublicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de<br /> \nagosto de 2013.<br /> \nEm 26.10.2013.</em></div>

COMBATENDO O PRECONCEITO
8 Jul 20154:10EP 275

COMBATENDO O PRECONCEITO

<strong>&nbsp;Combatendo o preconceito</strong><br /> \n<br /> \nQuando Gandhi trabalhava pela independ&ecirc;ncia da &Iacute;ndia, empenhou-se tamb&eacute;m em combater uma quest&atilde;o interna: o preconceito de castas.<br /> \n<br /> \nTradi&ccedil;&atilde;o milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas at&eacute; hoje persistem.<br /> \n<br /> \nNa base da pir&acirc;mide social, uma categoria desprezada: os p&aacute;rias.<br /> \n<br /> \nSem casta, os p&aacute;rias s&atilde;o considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro tamb&eacute;m. Por isso s&atilde;o chamados intoc&aacute;veis.<br /> \n<br /> \nMas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre Seus filhos.<br /> \n<br /> \nEle compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social.<br /> \n<br /> \nE foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os p&aacute;rias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> \n<br /> \nEstava certo Gandhi. <br /> \nOs preconceitos que carregamos s&atilde;o parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> \n<br /> \n&Agrave; medida que a Humanidade progride, os preconceitos v&atilde;o perdendo espa&ccedil;o.<br /> \n<br /> \nA ci&ecirc;ncia vai demonstrando que certas teorias n&atilde;o t&ecirc;m validade e aos poucos vamos expurgando pr&aacute;ticas vergonhosas.<br /> \n<br /> \nVejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele &eacute; decorrente de uma vis&atilde;o que data da &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nOs europeus se achavam superiores aos povos ind&iacute;genas ou africanos. &Eacute; uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> \n<br /> \nSim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e &iacute;ndios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> \n<br /> \nNunca &eacute; demais lembrar que &ndash; mesmo na &eacute;poca do mais rigoroso preconceito racial no Brasil &ndash; houve quem triunfasse.<br /> \n<br /> \n&Eacute; o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> \n<br /> \nFilho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava &agrave; noite, sob a luz de um lampi&atilde;o.<br /> \n<br /> \nDemonstrou que o talento e o esfor&ccedil;o vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> \n<br /> \nHoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> \n<br /> \n&Eacute; porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> \n<br /> \n&Eacute; assim na quest&atilde;o dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> \n<br /> \nEles s&atilde;o ridicularizados, alvo de piadas e at&eacute; de viol&ecirc;ncia. Muitos s&atilde;o espancados e assassinados.<br /> \n<br /> \n<br /> \nSer&aacute; que j&aacute; conseguimos ver todos os demais seres humanos como irm&atilde;os que tamb&eacute;m amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> \n<br /> \nSer&aacute; que ainda &eacute; preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito &eacute; sinal de barbarismo e ignor&acirc;ncia? <br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso- com base no livro<br /> \nMomento Esp&iacute;rita, v. 7, ed. Fep.<br /> \nEm 19.05.2008.</em></div>

MORRER LENTAMENTE
7 Jul 20153:04EP 274

MORRER LENTAMENTE

<strong>Morrer Lentamente</strong><br /> \n<br /> \nNestes dias, em que n&oacute;s corremos rumo ao sucesso, fama, riqueza e poder, esquecemos de algo que &eacute; o mais importante de tudo; o de viver!<br /> \nLutamos tanto para conquistar, e no final, somos n&oacute;s os conquistados. Conquistados, pelo tempo que esquecemos de viver. E quando nos damos conta, j&aacute; estamos nos preparando para grande viagem. E muito de n&oacute;s, morre lentamente.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem n&atilde;o viaja, quem n&atilde;o l&ecirc;, quem n&atilde;o ouve m&uacute;sica,<br /> \nquem n&atilde;o encontra gra&ccedil;a em si mesmo.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem destr&oacute;i o seu amor-pr&oacute;prio, quem n&atilde;o se deixa ajudar.<br /> \n<br /> \nMorre lentamente ,<br /> \nquem se transforma em escravo do h&aacute;bito,<br /> \nrepetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem n&atilde;o muda de marca,<br /> \nn&atilde;o se arrisca a vestir uma nova cor, ou n&atilde;o conversa com quem n&atilde;o conhece.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem faz da televis&atilde;o o seu guru.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem evita uma paix&atilde;o,<br /> \nquem prefere o negro sobre o branco e<br /> \nos pontos sobre os &quot;is&quot; em detrimento de um redemoinho de emo&ccedil;&otilde;es, justamente as que resgatam o brilho dos olhos,<br /> \nsorrisos dos bocejos,<br /> \ncora&ccedil;&otilde;es aos trope&ccedil;os e sentimentos.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem n&atilde;o vira a mesa quando est&aacute; infeliz com o seu trabalho,<br /> \nquem n&atilde;o arrisca o certo pelo incerto para ir atr&aacute;s de um sonho,<br /> \nquem n&atilde;o se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem passa os dias queixando-se da sua m&aacute; sorte ou da chuva incessante.<br /> \nMorre lentamente,<br /> \nquem abandona um projeto antes de inici&aacute;-lo,<br /> \nn&atilde;o pergunta sobre um assunto que desconhece,<br /> \nou n&atilde;o responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.<br /> \n<br /> \nEvitemos a morte em doses suaves,<br /> \nrecordando sempre que estar vivo<br /> \nexige um esfor&ccedil;o muito maior que o simples fato de respirar.<br /> \nPense Nisso e viva a sua vida com intensidade.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto de Pablo Neruda<br /> \nEm 15.3.2014.</em></div>

SOLIDÃO X AUTOESTIMA
6 Jul 20154:05EP 273

SOLIDÃO X AUTOESTIMA

<strong>&nbsp;Solid&atilde;o versus Autoestima</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nUma das coisas de que talvez mais tenhamos medo &eacute; a solid&atilde;o.<br /> \n<br /> \nA sensa&ccedil;&atilde;o de estarmos completamente s&oacute;s pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos &agrave;s companhias mais ma&ccedil;antes para termos, ao menos, a garantia de haver algu&eacute;m por perto.<br /> \n<br /> \nH&aacute; dias em que nos sentimos n&atilde;o apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade.<br /> \n<br /> \nEm momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir; algu&eacute;m com quem conversar, rir, talvez amar &mdash; menos n&oacute;s. Todos parecem ter um destino, somente n&oacute;s n&atilde;o encontramos nosso espa&ccedil;o no mundo. Temos a impress&atilde;o de que estamos sobrando, de que n&atilde;o somos importantes para ningu&eacute;m &mdash; e &eacute; ent&atilde;o que o espectro da solid&atilde;o nos encurrala e apavora.<br /> \n<br /> \nO fato &eacute; que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, n&atilde;o estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, ent&atilde;o, qualquer companhia que n&atilde;o a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar a s&oacute;s em nossa pr&oacute;pria presen&ccedil;a.<br /> \n<br /> \nNo entanto, para que algu&eacute;m deseje aproximar-se de n&oacute;s, &eacute; preciso que, antes, n&oacute;s mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. &Eacute; preciso que reconhe&ccedil;amos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. &Eacute; preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas; para n&atilde;o precisarmos t&atilde;o desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja.<br /> \n&Eacute; claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano &mdash; mas o que h&aacute; de t&atilde;o desagrad&aacute;vel em ficarmos, eventualmente, a s&oacute;s?<br /> \n<br /> \nSer&aacute; que n&atilde;o podemos passar um m&iacute;sero dia sem ceder a essa necessidade neur&oacute;tica de ter sempre algu&eacute;m ao lado?<br /> \n<br /> \nSe somos t&atilde;o desagrad&aacute;veis a ponto de n&atilde;o conseguirmos tolerar nossa pr&oacute;pria companhia, como ent&atilde;o esperarmos que os outros desejem ficar perto de n&oacute;s?<br /> \n<br /> \nSe realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que ent&atilde;o mostremos uma disposi&ccedil;&atilde;o en&eacute;rgica e alegre. Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo n&atilde;o servir&aacute; sen&atilde;o para afastar as pessoas ainda mais: o mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem exceto mendigar aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o condenados &agrave; indiferen&ccedil;a, sem nenhuma compaix&atilde;o.<br /> \n<br /> \nNa verdade, n&atilde;o precisamos pedir ou mendigar nada a ningu&eacute;m, tampouco ter medo da solid&atilde;o. O fundamental &eacute; nos convencermos de nosso valor e import&acirc;ncia; &eacute; descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes.<br /> \n<br /> \nConquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia n&atilde;o &eacute; mais do que mera consequ&ecirc;ncia dessa descoberta. Pense Nisso.<br /> \n<br /> \nGostou da mensagem de hoje? Acesse o nosso novo site, e ou&ccedil;a essa e muitas outras mensagens do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> \n<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> \nEm 10.05.2014.</em></div> \n<br />

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