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PODCAST · 3189 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A CRÍTICA
5 Set 20154:22EP 317

A CRÍTICA

<strong>&nbsp;A cr&iacute;tica</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nConvidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> \nAp&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> \nEm sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> \nLogo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> \nDepois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> \nO que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> \nE a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> \nUm bicho!<br /> \nUm lagarto horr&iacute;vel!<br /> \nUma larva!<br /> \nUm pequeno monstro! <br /> \nEsgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> \nAssim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> \nOs senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> \nN&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> \nN&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> \nN&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> \nMas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> \nE, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> \nNada mais tenho a dizer...<br /> \n* * *<br /> \nQuantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> \nAcostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> \nAssim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> \nN&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> \n&Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> \n&Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> \nEnfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> \nAssim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> \nPensemos Nisso.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> \nO c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> \nHahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> \nde Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> \nEm 28.06.2012.</em></div>

EPITÁFIO
4 Set 20153:35EP 316

EPITÁFIO

<em>&nbsp;<br /> \n</em><strong>Epit&aacute;fio</strong><em><br /> \n<br /> \nDevia ter amado mais<br /> \nTer chorado mais<br /> \nTer visto o sol nascer<br /> \nDevia ter arriscado mais<br /> \nE at&eacute; errado mais<br /> \nTer feito o que eu queria fazer...</em><br /> \n<br /> \nO trecho que acabamos de narrar, &eacute; de uma musica dos tit&atilde;s.<br /> \nE nos traz uma importante li&ccedil;&atilde;o: a do arrependimento pelos coisas que deixamos de fazer, ou dos &ldquo;eu te amo&rdquo; que deixamos de falar. Conveniente seria se viv&ecirc;ssemos a vida sem precisar de um dia empregar essas frases, que demonstram que algo poderia ter sido feito e que agora, n&atilde;o mais nos &eacute; poss&iacute;vel faz&ecirc;-lo.<br /> \nMuitas vezes justificamos o abandono de um objetivo por n&atilde;o termos as condi&ccedil;&otilde;es que julgamos ideais para cumpri-lo.<br /> \nDizemos a n&oacute;s mesmos que n&atilde;o temos o dinheiro ou o tempo suficiente, o poder ou a autoridade, que n&atilde;o temos coragem ou disposi&ccedil;&atilde;o, que somos velhos demais ou jovens demais ou que temos sa&uacute;de de menos.<br /> \nEssas afirmativas apenas demonstram o nosso des&acirc;nimo frente &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es que a vida nos apresenta.<br /> \nColocamo-nos facilmente na condi&ccedil;&atilde;o de depender de algo ou de algu&eacute;m para agir, quando toda a&ccedil;&atilde;o depende exclusivamente da nossa pr&oacute;pria vontade.<br /> \n* * *<br /> \nTenhamos coragem e entusiasmo para fazer o que consideramos correto, para agir de acordo com o que a nossa pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia nos orienta e para fazer o que for preciso em defesa dos nossos sonhos.<br /> \nObst&aacute;culos sempre ser&atilde;o encontrados e dificuldades pessoais todos n&oacute;s as temos pois fazem parte do est&aacute;gio evolutivo em que nos encontramos.<br /> \nCom coragem, paci&ecirc;ncia e disciplina seremos capazes de vencer as dificuldades.<br /> \nSeja a realiza&ccedil;&atilde;o de uma grande obra ou apenas um pedido sincero de perd&atilde;o a algu&eacute;m que estimamos, se n&atilde;o tivermos coragem, acabaremos por deixar esquecida a nossa vontade.<br /> \nDiante da hist&oacute;ria de nossas vidas, olhemos para tr&aacute;s para perceber o quanto j&aacute; aprendemos, o quanto j&aacute; crescemos.<br /> \nE, no caso de constatar que n&atilde;o fizemos as melhores escolhas ao longo da nossa jornada, que usamos mal a liberdade para escolher os pr&oacute;prios caminhos, n&atilde;o deixemos o des&acirc;nimo se instalar.<br /> \nSempre h&aacute; uma boa li&ccedil;&atilde;o a ser retirada das experi&ecirc;ncias vividas.<br /> \n&Eacute; hora de caminhar com f&eacute; e entusiasmo no cora&ccedil;&atilde;o. Hora de fazer renascer a esperan&ccedil;a, deixar germinar a coragem e enxergar que somos capazes de realizar esse ou aquele feito.<br /> \nA coragem nos impulsiona a agir.<br /> \nVivamos com a sensa&ccedil;&atilde;o de estar fazendo o melhor que pudermos para que, um dia, quando chegar a nossa hora de partir, n&atilde;o precisemos dizer para n&oacute;s mesmos: Se eu tivesse.<br />

DINHEIRO E VALORES
3 Set 20153:10EP 315

DINHEIRO E VALORES

<strong>&nbsp;DINHEIRO E VALORES</strong><br /> \n<br /> \nO dinheiro &eacute;, sem contesta&ccedil;&atilde;o, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situa&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, constitui nosso mais profundo desejo.<br /> \nPodemos comprar uma casa confort&aacute;vel, por exemplo, mas n&atilde;o um lar ditoso.<br /> \nPodemos comprar livros excelentes, mas n&atilde;o o conhecimento.<br /> \nAdquirir os medicamentos mais eficientes, mas n&atilde;o podemos comprar a sa&uacute;de.<br /> \nCompramos um lugar de destaque entre os homens, mas n&atilde;o o verdadeiro afeto.<br /> \nCom o dinheiro podemos pagar divers&otilde;es sofisticadas, mas n&atilde;o compramos a felicidade real.<br /> \nPodemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, n&atilde;o compraremos a isen&ccedil;&atilde;o de culpa.<br /> \nCom o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas n&atilde;o compramos o respeito e a admira&ccedil;&atilde;o.<br /> \nO dinheiro pode pagar os melhores col&eacute;gios, mas n&atilde;o nos isenta da educa&ccedil;&atilde;o informal.<br /> \nPodemos comprar cama confort&aacute;vel e len&ccedil;&oacute;is de luxo, mas n&atilde;o logramos comprar o sono.<br /> \nEnfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemit&eacute;rio luxuoso, mas n&atilde;o a imortalidade f&iacute;sica.<br /> \nComo podemos perceber, o dinheiro &eacute; necess&aacute;rio, mas tem valor relativo e transit&oacute;rio.<br /> \nQual &eacute; o valor real do dinheiro? N&atilde;o se sabe, porque em cada pa&iacute;s ele tem um valor diferente.<br /> \nPensando assim, o bom senso nos diz que n&atilde;o devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de m&atilde;os vazias nas horas mais dif&iacute;ceis.<br /> \nVale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperec&iacute;veis que, nem a tra&ccedil;a come, nem a ferrugem corr&oacute;i.<br /> \nEsses valores s&atilde;o a nossa cota de participa&ccedil;&atilde;o efetiva na constru&ccedil;&atilde;o de um lar harmonioso.<br /> \nA leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual.<br /> \nA aquisi&ccedil;&atilde;o de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros.<br /> \nA conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, sa&uacute;de f&iacute;sica e paz de consci&ecirc;ncia.<br /> \nUma viv&ecirc;ncia digna que nos fa&ccedil;am homens e mulheres de bem, e n&atilde;o mendigos morais.<br /> \n* * *<br />

RESSENTIMENTO
2 Set 20153:18EP 314

RESSENTIMENTO

&nbsp;<strong>Ressentimento</strong><br /> \n<br /> \nO ressentimento j&aacute; foi comparado a uma brasa ardente que seguramos com a inten&ccedil;&atilde;o de jog&aacute;-la em outra pessoa, enquanto queima a nossa m&atilde;o.<br /> \nOu ent&atilde;o, um veneno que tomamos esperando que o outro morra.<br /> \nQuando estamos ressentidos, sentimos intensamente a dor do passado de novo e de novo.<br /> \nIsso n&atilde;o s&oacute; desgasta o nosso bem-estar emocional, como tamb&eacute;m ataca, de uma maneira poderosa e negativa, nosso bem-estar f&iacute;sico.<br /> \nQuando guardamos ressentimento, rancor, estamos nos aprisionando voluntariamente &agrave; dor.<br /> \nlguns poderiam ent&atilde;o questionar: Isto quer dizer que escolhemos guardar m&aacute;goa? H&aacute;, ent&atilde;o, uma escolha? Pois parece que n&atilde;o. Parece que &eacute; mais forte que n&oacute;s.<br /> \n&Eacute; dif&iacute;cil de perceber, principalmente para aqueles que ainda n&atilde;o nos conhecemos bem. Mas, sim, &eacute; uma escolha que fazemos.<br /> \nSentir raiva &eacute; natural.Sentir-se magoado, tamb&eacute;m.<br /> \nN&atilde;o, por&eacute;m, &agrave; instala&ccedil;&atilde;o do ressentimento.<br /> \nO que ela ensina &eacute; que &eacute; perfeitamente natural termos a alma ferida com este ou aquele acontecimento, por&eacute;m, carregar essa dor por tempo indeterminado no cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma escolha perigosa.<br /> \n&Eacute; uma brasa ardente, realmente, que vai queimando por dentro, dia ap&oacute;s dia, ano ap&oacute;s ano, sem trazer benef&iacute;cio algum &agrave; alma que sofre.<br /> \nDessa forma, precisamos realizar um trabalho interior para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, evitando preju&iacute;zos maiores para n&oacute;s mesmos.<br /> \nIsso significa deixar de dar tanto valor a um fato, a um acontecimento para que nosso cora&ccedil;&atilde;o se acalme, olhe para frente e deixe de se apegar tanto a quest&otilde;es que j&aacute; est&atilde;o no passado.<br /> \n* * *<br /> \nO prazer de ser livre &eacute; incompar&aacute;vel...<br /> \nPoder deitar a cabe&ccedil;a no travesseiro todas as noites e dizer que n&atilde;o guarda m&aacute;goa de ningu&eacute;m &eacute; vit&oacute;ria da alma sobre o ressentimento avassalador.<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos com a impunidade do agressor, do ofensor. Num Universo regido por leis perfeitas, nada fica impune, tudo tem sua consequ&ecirc;ncia.<br /> \nPerdoar, esquecer &eacute; tamb&eacute;m uma escolha pela sa&uacute;de do Esp&iacute;rito e do corpo, uma vez que, livres do rancor, igualmente ficamos livres das doen&ccedil;as associadas diretamente ao ressentimento.<br /> \nVivamos a alegria e a liberdade de n&atilde;o carregar ressentimento em nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPENSE NISSO.MAS...PENSE AGORA!<br />

TER E SER
1 Set 20152:46EP 313

TER E SER

&nbsp;<strong>Ter e Ser</strong><br /> \n<br /> \nNa maioria de n&oacute;s a preocupa&ccedil;&atilde;o mais latente &eacute; o de ganhar, &eacute; o de ter lucro.<br /> \nE esse esp&iacute;rito de amontoar ganhos alcan&ccedil;a os mais singelos setores.<br /> \nMeninos e meninas, mal sa&iacute;dos da primeira inf&acirc;ncia, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.<br /> \nPais deixam de dar aten&ccedil;&atilde;o a sua fam&iacute;lia, enquanto multiplicam ao extremo as horas de trabalho.<br /> \nMas, cedo ou tarde, vamos nos perguntar: valeu de fato, tanto esfor&ccedil;o para conquistar posi&ccedil;&otilde;es e bens?<br /> \nBem, para se saber A resposta, ter&iacute;amos que fazer uma outra pergunta.O que deixamos para tr&aacute;s, enquanto &aacute;vidos em somente ter, sem nos preocuparmos em SER?<br /> \nO que ocorre &eacute; que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos.<br /> \n&Eacute; importante meditar sobre essa li&ccedil;&atilde;o enquanto se est&aacute; a caminho.<br /> \nOs bens do mundo s&atilde;o preciosos enquanto instrumentos de realiza&ccedil;&atilde;o da paz e na fomenta&ccedil;&atilde;o do progresso de um todo.<br /> \nO trabalho &eacute; um meio de vida e n&atilde;o de morte.<br /> \nA t&iacute;tulo de enriquecer ou ter mais conforto n&atilde;o compensa esquecer o essencial.<br /> \n&Eacute; in&uacute;til brindar os filhos com coisas e n&atilde;o se fazer presente em suas vidas, com palavras e exemplos dignos.<br /> \nA conquista do ter &eacute; dever de todos. A fam&iacute;lia depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade.<br /> \nA conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que &eacute; a conquista dos valores &eacute;ticos e leva o indiv&iacute;duo a elevar-se como ser humano.<br /> \n<br /> \nPENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.<br />

SER FELIZ
29 Ago 20154:57EP 312

SER FELIZ

<strong>&nbsp;Ser feliz</strong><br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; conhece algu&eacute;m que n&atilde;o queira ser feliz?<br /> \nJ&aacute; se deparou com quem quer que seja, que n&atilde;o tenha a clara convic&ccedil;&atilde;o de que deseja ser feliz?<br /> \nSalvo algu&eacute;m com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo.<br /> \nPor&eacute;m, o que nos faz felizes? O que efetivamente constr&oacute;i a nossa felicidade e nos realiza?<br /> \nPor incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, muitos n&atilde;o sabemos definir o que nos proporciona felicidade.<br /> \nAssim, como n&atilde;o refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia.<br /> \nPor falta de um conceito pr&oacute;prio, compramos uma ideia de felicidade que n&atilde;o &eacute; nossa, na cren&ccedil;a de que, com isso, seremos felizes.<br /> \nQuantos escolhemos a profiss&atilde;o, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer?<br /> \nEsquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, de um sonho de vida.<br /> \nComo resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria.<br /> \nQuantos abrimos m&atilde;o do conv&iacute;vio com a fam&iacute;lia, das horas de descanso com os filhos e c&ocirc;njuge para trabalhar mais, enriquecer mais r&aacute;pido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrim&ocirc;nio? Isso quando n&atilde;o resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperan&ccedil;a de conseguir algum bem material.Acreditando que, com isso a felicidade acontecer&aacute; como em um passe de m&aacute;gica. <br /> \nEsquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora n&atilde;o sejam contabilizados no patrim&ocirc;nio ou discriminados na declara&ccedil;&atilde;o de bens, n&atilde;o possuem pre&ccedil;o nem moeda que os compre.<br /> \nN&atilde;o percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial.<br /> \nAlguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e &oacute;dios, desejos de vingan&ccedil;a e malqueren&ccedil;a contra algu&eacute;m por algum constrangimento, um desaforo, um deslize.<br /> \nFixamo-nos em um momento de nossa viv&ecirc;ncia emocional, e nos acorrentamos em uma hist&oacute;ria que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situa&ccedil;&otilde;es infelizes.<br /> \nNem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de dif&iacute;cil trato e conviv&ecirc;ncia.<br /> \nConstruir a pr&oacute;pria felicidade n&atilde;o &eacute; um processo simples.<br /> \nN&atilde;o &eacute; suficiente desejar ser feliz. &Eacute; necess&aacute;rio agir para tanto, construindo a felicidade com a&ccedil;&otilde;es, fazendo as op&ccedil;&otilde;es corretas e adequadas.<br /> \nE, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida.<br /> \nCriamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante &eacute; apenas ter a posse do necess&aacute;rio.<br /> \nAbrimos m&atilde;o de valores que s&atilde;o importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante &eacute; ter a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> \nEsquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a raz&atilde;o para tudo, perdendo at&eacute; a esperan&ccedil;a no amanh&atilde;.<br /> \nE se f&ocirc;ssemos resumir qual a receita de felicidade poss&iacute;vel nesse mundo a&iacute; estaria: a posse do necess&aacute;rio, a consci&ecirc;ncia tranquila e a f&eacute; no futuro.<br /> \nTudo o mais s&atilde;o as ilus&otilde;es que constru&iacute;mos achando que ser&atilde;o elas que ir&atilde;o alimentar e manter a nossa felicidade.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 4.8.2014.</em></div> \n<br />

QUESTÃO DE ESCOLHA
28 Ago 20154:48EP 311

QUESTÃO DE ESCOLHA

<strong>&nbsp;Quest&atilde;o de escolha<br /> \n</strong><br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; se deu conta de que vivemos num mundo de grandes reclama&ccedil;&otilde;es? Reclama-se de tudo. Do fornecedor, do empregador, do funcion&aacute;rio, da mercadoria, do restaurante, do servi&ccedil;o p&uacute;blico, da crise, da concorr&ecirc;ncia, do governo. <br /> \nNaturalmente, a &eacute;poca &eacute; de conscientiza&ccedil;&atilde;o e as pessoas est&atilde;o sendo convidadas a cobrar seus direitos. Direitos do consumidor, do eleitor, do cidad&atilde;o, do ser humano. <br /> \nCobrar direitos est&aacute; correto. Faz parte do respeito que, como seres humanos, devemos cultivar. <br /> \nContudo, em s&iacute;ntese, todas as reclama&ccedil;&otilde;es devem ser feitas primeiro a n&oacute;s mesmos. Sim, porque fomos n&oacute;s que fizemos as escolhas: do fornecedor, do empregador, da mercadoria, dos governantes. <br /> \nCom rela&ccedil;&atilde;o aos que nos governam consideremos que, se eles n&atilde;o est&atilde;o agindo como esper&aacute;vamos, devemos admitir que fomos infelizes na escolha. <br /> \nAo utilizarmos o nosso direito de cidad&atilde;o, como nos servimos do voto? Como fizemos nossas escolhas? Pela emo&ccedil;&atilde;o do momento, por alguns dizeres inflamados, por uns discursos agressivos? <br /> \nSer&aacute; que se tiv&eacute;ssemos mais aten&ccedil;&atilde;o, examinado a vida do candidato como cidad&atilde;o, profissional e pol&iacute;tico, ter&iacute;amos votado nele? <br /> \nE que dizer da crise? Crise se supera com trabalho, com esfor&ccedil;o, com criatividade. Os grandes descobridores n&atilde;o se deixaram abater pela crise econ&ocirc;mica, pela ironia dos seus pares, pela descren&ccedil;a das suas &eacute;pocas ou pelas persegui&ccedil;&otilde;es da ignor&acirc;ncia. <br /> \nAcreditaram em si, nas suas id&eacute;ias e ideais. Lutaram e ofereceram ao mundo novos continentes, mostrando horizontes mais amplos. <br /> \nConcorr&ecirc;ncia? Que bom que existe. Deve nos servir de est&iacute;mulo para melhor servir ao nosso cliente, para melhor atend&ecirc;-lo, para lhe oferecer o melhor produto. <br /> \nEquipe irrespons&aacute;vel? Mas quem a contratou? Quem a coordena? Somos n&oacute;s. N&oacute;s contratamos os colaboradores, os orientamos e treinamos. <br /> \nEles s&atilde;o nosso retrato. Se percebem que valorizamos a criatividade, eles ousam. Se observam que desprezamos a organiza&ccedil;&atilde;o, se tornam relapsos. <br /> \nQuando descobrem que somos centralizadores, largam tudo em nossas m&atilde;os. <br /> \nSe estamos colhendo problemas, tenhamos a certeza de que plantamos problemas. Nossa vida s&oacute; tomara outro rumo quando tivermos a capacidade de mudar interiormente. <br /> \nPense nisso <br /> \n&ldquo;O amor que voc&ecirc; quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta encontrar, dependem de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> \nO di&aacute;logo, base de toda a conviv&ecirc;ncia, tamb&eacute;m depende de voc&ecirc;. <br /> \nO caminho para a renova&ccedil;&atilde;o depende de voc&ecirc;. A realiza&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; julga especial depende de voc&ecirc;. <br /> \nA organiza&ccedil;&atilde;o que tanto apregoa depende de voc&ecirc;. <br /> \nPonderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar; monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir: tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha. <br /> \nE essa escolha depende unicamente de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no livro: &ldquo;A Revolu&ccedil;&atilde;o dos Campe&otilde;es&rdquo;, de Roberto Shiniyashiki, ed. Infinito, SP, cap. 2, Sua vida &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia do que voc&ecirc; &eacute;. </em></div>

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