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PODCAST · 3189 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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É LEGAL É MORAL
13 Fev 20163:53EP 405

É LEGAL É MORAL

&nbsp;<strong>&Eacute; LEGAL? &Eacute; MORAL?</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>S&atilde;o muitos os que atravessamos a exist&ecirc;ncia na Terra sem muitas preocupa&ccedil;&otilde;es com os pr&oacute;prios atos.<br /> \nVivemos como se o nosso agir, a nossa postura perante a vida n&atilde;o fosse nossa exclusiva responsabilidade.<br /> \nPor esse motivo, despreocupados com qualquer tipo de consequ&ecirc;ncia, vivemos com o &uacute;nico prop&oacute;sito de amealhar, tirar vantagens pessoais.<br /> \nN&atilde;o falamos dos que se entregam, de forma expl&iacute;cita, a quest&otilde;es ilegais como o roubo, o furto ou tr&aacute;fico.<br /> \nDizemos de n&oacute;s, os que na intimidade de grandes corpora&ccedil;&otilde;es, no luxo de escrit&oacute;rios bem montados, atuamos no desvio de dinheiro p&uacute;blico, na montagem de balan&ccedil;os forjados, na estrutura&ccedil;&atilde;o de contratos fraudulentos.<br /> \nTudo porque imaginamos a vida como um grande jogo onde aquele que consegue mais para si &eacute; o grande vencedor.<br /> \nOutros de n&oacute;s atuamos no mundo preocupados em agir de forma legal. Trata-se, no entanto, de uma atua&ccedil;&atilde;o no limite da legalidade, na preocupa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o sermos pegos pela justi&ccedil;a, de n&atilde;o respondermos perante tribunais e ju&iacute;zes.<br /> \nN&atilde;o medimos esfor&ccedil;os na busca de brechas na legisla&ccedil;&atilde;o, para encontrar meios de conseguir vantagens e o que haja de melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> \nTemos ci&ecirc;ncia de n&atilde;o estarmos contra a lei, entretanto, ser&atilde;o apenas c&oacute;digos humanos a nos ditar os limites de nossas a&ccedil;&otilde;es.<br /> \nPor&eacute;m, n&atilde;o podemos nos esquecer de que a vida aqui na Terra n&atilde;o &eacute; patrim&ocirc;nio que nos perten&ccedil;a.<br /> \nDessa forma, todas as experi&ecirc;ncias terrenas est&atilde;o sob a tutela dessa lei, cuja finalidade maior &eacute; o aprendizado e o crescimento intelectual e moral de cada um de n&oacute;s.<br /> \nAo concluirmos a experi&ecirc;ncia f&iacute;sica, seremos convidados a prestar contas de como agimos, de todo o realizado ao longo dos anos que nos foram dados a viver.<br /> \nNatural que assim seja, considerando que tudo o que dispomos na Terra, incluindo nosso corpo f&iacute;sico, &eacute; a t&iacute;tulo de empr&eacute;stimo. Nada nos pertence. Somos apenas arrendat&aacute;rios.<br /> \nPortanto, se andarmos no mundo burlando os limites da lei, haveremos de responder, perante as leis humanas e perante o tribunal da nossa consci&ecirc;ncia.<br /> \nPoder&aacute; ocorrer que, mesmo extrapolando os limites da moralidade, do correto, do respeito ao pr&oacute;ximo, os tribunais da Terra n&atilde;o nos alcancem. E poderemos nos vangloriar de haver enganado a lei dos homens.<br /> \nMas, inevitavelmente, responderemos perante nossa consci&ecirc;ncia quando essa se defrontar com nossos desacertos morais. Sempre haveremos de prestar conta de nossos atos.<br /> \nDiz o bom senso, ent&atilde;o, que antes de agirmos, nos perguntemos se o que fazemos &eacute; legal, moral.<br /> \nNecess&aacute;rio analisar se nossos atos n&atilde;o prejudicam o pr&oacute;ximo, n&atilde;o atribulam a outrem, se n&atilde;o causam dificuldades a algu&eacute;m.<br /> \nTudo que fizermos carrega o peso de nossa intencionalidade e haveremos de responder pelas consequ&ecirc;ncias.<br /> \nImportante nos questionarmos a respeito de nossas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es, quais os valores que escolhemos para nossas decis&otilde;es.<br /> \nAfinal, ser&atilde;o eles que dir&atilde;o da nossa felicidade ou desdita, no agora, logo mais ou em momentos mais distantes.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 01.4.2015.<br /> \n<br /> \nEscute o &aacute;udio deste texto</span><br />

TUDO É TRANSITÓRIO
10 Fev 20164:03EP 403

TUDO É TRANSITÓRIO

<strong>TUDO &Eacute; TRANSIT&Oacute;RIO</strong><br /> \n<br /> \nUm redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflex&otilde;es a respeito da vida que levamos.<br /> \nEscreveu ele que pode at&eacute; n&atilde;o ser verdade. Talvez a Hist&oacute;ria n&atilde;o comprove o fato, contudo, &eacute; uma excelente ideia.<br /> \nNa Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande prociss&atilde;o pela cidade.<br /> \nO povo sa&iacute;a &agrave;s ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a p&aacute;tria.<br /> \nEra a honra m&aacute;xima que um cidad&atilde;o romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> \nEle devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atr&aacute;s do seu carro; devia ter enfrentado um ex&eacute;rcito, no m&iacute;nimo, equivalente ao seu.<br /> \nE, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um l&iacute;der &eacute; respons&aacute;vel pelos seus liderados.<br /> \nEntretanto, os romanos, que passaram &agrave; Hist&oacute;ria como os s&iacute;mbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a mod&eacute;stia pessoal.<br /> \nComo, ent&atilde;o, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multid&atilde;o como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e n&atilde;o se encher de soberba?<br /> \n&Eacute; a&iacute; que aparece a grande ideia. Logo atr&aacute;s do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> \nDe tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia.<br /> \nCom certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que come&ccedil;a a se achar o bom, o melhor.<br /> \n<br /> \nLembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia. Essa a reflex&atilde;o que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> \nN&atilde;o somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, apregoem que chegar&aacute; o dia em que n&atilde;o mais haveremos de morrer. Seria tr&aacute;gico e enfadonho.<br /> \nIsso se chama dinamismo e renova&ccedil;&atilde;o. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos tamb&eacute;m haver&atilde;o de morrer, que tudo passa, &eacute; medida salutar.<br /> \nNada &eacute; perene, sobre a Terra. Passam as quest&otilde;es corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida f&iacute;sica.<br /> \nO que hoje &eacute;, amanh&atilde; poder&aacute; deixar de ser.<br /> \nAssim reflexionando, n&atilde;o ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo &eacute; transit&oacute;rio na Terra.<br /> \nHoje detemos o cargo, amanh&atilde; estar&aacute; em outras m&atilde;os. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanh&atilde; essas mesmas pessoas poder&atilde;o estar acompanhando nosso funeral.<br /> \nAssim sendo, semeemos o bem, fa&ccedil;amos nosso melhor como se hoje fosse nosso &uacute;ltimo dia neste mundo. Amemos, abracemos, fa&ccedil;amos nosso melhor porque o amanh&atilde; poder&aacute; nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> \nartigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> \n2012.<br /> \nEm 15.1.2014.<br /> \n<br /> \n<br />

SER DO BEM
8 Fev 20163:47EP 402

SER DO BEM

<strong>SER DO BEM</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Dias desses recebemos, em um desses aplicativos que se tornou febre , a seguinte mensagem:<br /> \n&ldquo;A gente n&atilde;o pode esperar o mal dos outros como recompensa por sermos do bem. Ser do bem j&aacute; &eacute; maravilhoso! A nossa maior recompensa, &eacute; poder deitar a nossa cabe&ccedil;a no travesseiro em paz. Sejamos a luz. Visto que, luz e escurid&atilde;o n&atilde;o ocupam o mesmo espa&ccedil;o e tempo.&rdquo;<br /> \nQuem consegue, por entre as ilus&otilde;es do Mundo, desenvolver bondade, compaix&atilde;o, pureza e retid&atilde;o de car&aacute;ter, permanece para sempre assim.<br /> \n<br /> \n<br /> \nE a verdade &eacute; que ser bom d&aacute; muito prazer.<br /> \n<br /> \nTrata-se do inverso do que ocorre com a maldade e os v&iacute;cios de toda ordem, que somente ensejam dor e sofrimento.<br /> \n<br /> \nJamais se viu uma alma genuinamente bondosa mudar seu rumo ou arrepender-se de sua bondade.<br /> \n<br /> \nContudo, in&uacute;meras criaturas levianas ou maldosas, com frequ&ecirc;ncia, alteram o seu comportamento.<br /> \n<br /> \n&Eacute; um evidente sinal de que as virtudes causam prazer, ao passo que as imperfei&ccedil;&otilde;es apenas infelicitam.<br /> \n<br /> \nAfinal, ningu&eacute;m desiste do que &eacute; realmente bom.<br /> \n<br /> \nAs pessoas que conseguem enfrentar situa&ccedil;&otilde;es complicadas com serenidade causam admira&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nSabe-se como &eacute; dif&iacute;cil se manter tranquilo em meio &agrave;s crises do Mundo.<br /> \n<br /> \nA harmonia e a paz s&atilde;o conquistas preciosas, que n&atilde;o surgem de um momento para o outro.<br /> \n<br /> \nQuem hoje se mostra tranquilo, certamente gastou muito tempo disciplinando o pr&oacute;prio car&aacute;ter.<br /> \n<br /> \nEntretanto, viver em harmonia &eacute; extremamente prazeroso.<br /> \n<br /> \nO &oacute;dio, o rancor e a ira desgastam profundamente o ser humano.<br /> \n<br /> \nQuem consegue livrar-se desses v&iacute;cios torna-se muito mais feliz.<br /> \n<br /> \nEnt&atilde;o, o equil&iacute;brio felicita a criatura, o mesmo ocorrendo com todas as outras virtudes.<br /> \n<br /> \nO homem que vence a posse e ama pelo prazer de ver feliz o ser amado desenvolve imenso bem-estar.<br /> \n<br /> \nEle n&atilde;o mais se angustia tentando controlar a vida de seu amor.<br /> \n<br /> \nConv&eacute;m refletirmos sobre essa realidade, fazendo uma an&aacute;lise criteriosa de nosso car&aacute;ter.<br /> \n<br /> \nComo desejamos a felicidade, &eacute; importante desenvolver em n&oacute;s a &uacute;nica causa de permanente alegria: o amor ao bem e &agrave;s virtudes em geral.<br /> \n<br /> \n*****<br /> \n<br /> \nAntes de encerrarmos, gostar&iacute;amos de enfatizar o prop&oacute;sito do Pense Nisso.<br /> \n<br /> \n<br /> \nO Programa foi, idealizado por mentes arejadas e mantido, ao longo dos anos por uma equipe de volunt&aacute;rios, locutor e funcion&aacute;rios, com o sempre apoio da Diretoria da Rede Centro Am&eacute;rica de R&aacute;dio &ndash;, demonstra que cinco minutos di&aacute;rios podem fazer uma grande diferen&ccedil;a em muitas vidas.<br /> \n.Alguns textos traduzem problemas &iacute;ntimos, dificuldades, d&uacute;vidas. Todas as mensagens t&ecirc;m como o principal fundamento, o respeito a cren&ccedil;as, ideias e G&ecirc;neros. <br /> \nContudo, o que comove e constitui est&iacute;mulo maior &agrave; continuidade do labor nesses anos, &eacute; verificar dos tantos benef&iacute;cios espalhados , atrav&eacute;s do Pense Nisso.<br /> \nA Equipe da Centro Am&eacute;rica FM agradece o carinho e as boas vibra&ccedil;&otilde;es que nos inspiram a continuarmos nesse labor, que sabemos &eacute; um b&aacute;lsamos para muitas pessoas.<br /> \nQue a sua boa vibra&ccedil;&atilde;o, f&atilde; da Centro Am&eacute;rica Fm, permita a continuidade do bom trabalho nos dias novos que se fazem presentes.<br /> \nMuito obrigado pela sua audi&ecirc;ncia e carinho.<br /> \n<br /> \n. <br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 18.05.2015.</span><br />

O URSO E A PANELA QUENTE
6 Fev 20162:49EP 401

O URSO E A PANELA QUENTE

<strong>O URSO E A PANELA QUENTE</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.<br /> \nA &eacute;poca era de escassez, por&eacute;m, seu faro agu&ccedil;ado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de ca&ccedil;adores.<br /> \nAo chegar l&aacute;, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi at&eacute; a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panel&atilde;o de comida.<br /> \n<br /> \nQuando a tina j&aacute; estava fora da fogueira, o urso a abra&ccedil;ou com toda sua for&ccedil;a e enfiou a cabe&ccedil;a dentro dela, devorando tudo.<br /> \nEnquanto abra&ccedil;ava a panela, come&ccedil;ou a perceber algo lhe atingindo. <br /> \nNa verdade, era o calor da tina... <br /> \nEle estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.<br /> \nO urso nunca havia experimentado aquela sensa&ccedil;&atilde;o e, ent&atilde;o, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.<br /> \nCome&ccedil;ou a urrar muito alto. <br /> \nE, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.<br /> \n<br /> \nQuanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. <br /> \nQuando os ca&ccedil;adores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma &aacute;rvore pr&oacute;xima &agrave; fogueira, segurando a tina de comida.<br /> \nO urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a express&atilde;o de estar rugindo.<br /> \n<br /> \n<br /> \nQuando terminei de ouvir esta hist&oacute;ria de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abra&ccedil;amos certas coisas que julgamos ser importantes.<br /> \nAlgumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.<br /> \nTemos medo de abandon&aacute;-las e esse medo nos coloca numa situa&ccedil;&atilde;o de sofrimento, de desespero. <br /> \nApertamos essas coisas contra nossos cora&ccedil;&otilde;es e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.<br /> \nPara que tudo d&ecirc; certo em sua vida, &eacute; necess&aacute;rio reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salva&ccedil;&atilde;o vai lhe dar condi&ccedil;&otilde;es de prosseguir.<br /> \nTenha a coragem e a vis&atilde;o que o urso n&atilde;o teve.<br /> \nTire de seu caminho tudo aquilo que faz seu cora&ccedil;&atilde;o arder.<br /> \nPense Nisso e solte a panela!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base de um texto an&ocirc;nimo<br /> \nEm 16.4.2014.</span><br />

ACOMODAÇÃO
5 Fev 20163:03EP 400

ACOMODAÇÃO

<strong>ACOMODA&Ccedil;&Atilde;O<br /> \n</strong><br /> \n<span style=''font-size: small;''>O animal satisfeito dorme!<br /> \nEsta reflex&atilde;o &eacute; de Guimar&atilde;es Rosa, e n&oacute;s traz , um profundo alerta existencial.<br /> \nO que o escritor t&atilde;o bem percebeu &eacute; que a condi&ccedil;&atilde;o humana perde subst&acirc;ncia e energia vital, toda vez que se sente plenamente confort&aacute;vel com a maneira como as coisas j&aacute; est&atilde;o.<br /> \nRende-se assim &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o do repouso e imobiliza-se na perigosa acomoda&ccedil;&atilde;o.<br /> \nA advert&ecirc;ncia &eacute; preciosa, posto que, a satisfa&ccedil;&atilde;o conclui, encerra, termina.<br /> \nA satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persist&ecirc;ncia, para desdobramento.<br /> \nA satisfa&ccedil;&atilde;o acalma, limita, amortece.<br /> \nQuando algu&eacute;m nos fala: Fiquei muito satisfeito com voc&ecirc; ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, &eacute; algo assustador.<br /> \nTal express&atilde;o pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de n&oacute;s desejam, ou que aquele &eacute; nosso limite, nossa possibilidade.<br /> \nO est&aacute; bom como est&aacute; pode nos acomodar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual.<br /> \nSeria muito melhor a seguinte express&atilde;o: Meu trabalho &eacute; bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> \nPercebamos que quando se utiliza da express&atilde;o insatisfeito, n&atilde;o &eacute; para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> \nUm bom filme, por exemplo, n&atilde;o &eacute; aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os cr&eacute;ditos, desejando que n&atilde;o acabe?<br /> \nUm bom livro n&atilde;o &eacute; aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia n&atilde;o terminar?<br /> \n&Eacute; desta forma que a vida de cada um tamb&eacute;m deve ser, afinal de contas, n&atilde;o nascemos prontos e acabados.<br /> \nAinda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo &eacute; considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avan&ccedil;os em novos conhecimentos.<br /> \nO animal satisfeito dorme, pois n&atilde;o tem objetivos de vida, n&atilde;o tem raz&atilde;o para sair do lugar.<br /> \nO ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, p&aacute;ra por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que j&aacute; conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> \n* * *<br /> \nComo se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> \nComo parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda &agrave; frente?<br /> \nComo deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar?<br /> \nDespertemos, aqueles de n&oacute;s que ainda dormimos o sono da acomoda&ccedil;&atilde;o!<br /> \nPense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.</span><br />

TATO DE PAIS
3 Fev 20163:35EP 399

TATO DE PAIS

<strong>TATO DE PAIS</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Um menino, com um breve poeminha &agrave; m&atilde;o, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.<br /> \nEncontrou os pais numa discuss&atilde;o acirrada a respeito de um tema que desconhecia.<br /> \n&Agrave; maneira que s&oacute; as crian&ccedil;as conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invis&iacute;vel, tentando ser escutado.<br /> \nPai, m&atilde;e, olha o que escrevi!<br /> \nRepetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balb&uacute;rdia no aposento quase insuport&aacute;vel.<br /> \nNingu&eacute;m se entendia e todos queriam ser ouvidos.<br /> \nRepentinamente, o pai, j&aacute; sem paci&ecirc;ncia, tomou a folha de papel das m&atilde;os do filho, amassou com for&ccedil;a e disse: J&aacute; n&atilde;o expliquei que agora n&atilde;o posso!?<br /> \nAtirou o papelote na lixeira mais pr&oacute;xima, o que deixou o filho sem ch&atilde;o e repleto de l&aacute;grimas.<br /> \nMais tarde, a m&atilde;e, que n&atilde;o havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaix&atilde;o, procurou o menino.<br /> \nEla carregava na m&atilde;o esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a express&atilde;o emocionada e condo&iacute;da.<br /> \nFilho... Foi voc&ecirc; quemescreveu este poema?<br /> \nO menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabe&ccedil;a que sim.<br /> \nQue coisa mais linda! Voc&ecirc; &eacute; um poeta, meu filho! Voc&ecirc; &eacute; um poeta! &ndash;E abra&ccedil;ou, carinhosamente, a crian&ccedil;a.<br /> \nA partir daquele dia, diz a hist&oacute;ria desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.<br /> \nO relato &eacute; do pr&oacute;prio autor que conta que, se n&atilde;o fosse pela destreza e tato de sua m&atilde;e, possivelmente n&atilde;o se dedicaria &agrave; poesia.<br /> \nAssim, gra&ccedil;as &agrave; sensibilidade daquela mulher, o mundo p&ocirc;de conhecer a arte e inspira&ccedil;&atilde;o de Pablo Neruda.<br /> \n* * *<br /> \nO tato &eacute; essa capacidade que temos, ou n&atilde;o, de lidar com situa&ccedil;&otilde;es delicadas.<br /> \nSaber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abra&ccedil;ar e chorar junto.<br /> \nPara se ter tato faz-se necess&aacute;rio desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.<br /> \nO amor tamb&eacute;m faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que &eacute; dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.<br /> \nFicamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que n&atilde;o promoveram o incentivo necess&aacute;rio ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos t&atilde;o importantes.<br /> \nAssim, olhemos nossas crian&ccedil;as com aten&ccedil;&atilde;o. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que fa&ccedil;amos, falemos ou deixemos de falar a eles.<br /> \nNem sempre ser&atilde;o grandes talentos ou g&ecirc;nios.<br /> \nPor&eacute;m, um incentivo aqui, um elogio ali s&atilde;o os respons&aacute;veis primeiros pela forma&ccedil;&atilde;o de uma boa autoestima.<br /> \nTratemos o lar como a terra que necessita estar sempre f&eacute;rtil, preparada para receber as mudas da filia&ccedil;&atilde;o bendita, que Deus nos d&aacute; como presente e responsabilidade.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 24.09.2012.</span><br />

HÁBITO
2 Fev 20162:47EP 398

HÁBITO

<strong>H&Aacute;BITO</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>O h&aacute;bito &eacute; o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indu&ccedil;&atilde;o &agrave; rotina.<br /> \nA maioria de n&oacute;s que estamos na Terra vem de incont&aacute;veis s&eacute;culos nos quais viveu sem muita reflex&atilde;o e nem resist&ecirc;ncia moral.<br /> \nH&aacute; a tend&ecirc;ncia generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles.<br /> \nPor conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria f&aacute;cil viver em paz.<br /> \nPorque s&atilde;o muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas.<br /> \nPara assegurar o que entende ser um m&iacute;nimo necess&aacute;rio, o homem se torna ego&iacute;sta e cruel.<br /> \nDando vaz&atilde;o ao instinto da posse, cria reflexos de ego&iacute;smo, orgulho, vaidade e medo.<br /> \nCaminha ao sabor das influ&ecirc;ncias mundanas, suscet&iacute;vel &agrave; opini&atilde;o alheia, aos ditames da moda e da m&iacute;dia.<br /> \nPor n&atilde;o refletir detidamente sobre os prop&oacute;sitos superiores da exist&ecirc;ncia, engana-se depois do ber&ccedil;o para se desenganar depois do t&uacute;mulo.<br /> \nAprisiona-se no bin&ocirc;mio ilus&atilde;o-desilus&atilde;o, no qual gasta longos s&eacute;culos, come&ccedil;ando e recome&ccedil;ando a senda em que lhe cabe avan&ccedil;ar.<br /> \nN&atilde;o &eacute; l&iacute;cito desprezar a rotina construtiva.<br /> \n&Eacute; por ela que o ser se levanta no espa&ccedil;o e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida.<br /> \nContudo, a evolu&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e a institui&ccedil;&atilde;o de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de f&oacute;rmulas inferiores.<br /> \n.<br /> \nAinda hoje, no mundo, a justi&ccedil;a cheira a vingan&ccedil;a e o amor tem laivos de ego&iacute;smo.<br /> \nTal se d&aacute; pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas h&aacute; mil&ecirc;nios.<br /> \nEntretanto, a ci&ecirc;ncia da vida que jamais se esgota precisa induzir reflex&otilde;es que rompam com esses automatismos infelizes.<br /> \nMais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o pr&oacute;prio &iacute;ntimo.<br /> \nPara isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias.<br /> \nA automatiza&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos dignos, pela repeti&ccedil;&atilde;o constante, liberta da dor e da decep&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPense nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. XX <br /> \ndo livro Pensamento e vida, pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> \npsicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> \nEm 02.09.2012</span><br />

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