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PODCAST · 3189 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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MENTE E SINTONIA
20 Abr 20164:29EP 453

MENTE E SINTONIA

<strong>MENTE E SINTONIA</strong><br /> \n<span style=''font-size: small;''><br /> \n&Eacute; creditado ao italiano Guilherme Marconi o uso das ondas eletromagn&eacute;ticas para transmitir informa&ccedil;&otilde;es a longas dist&acirc;ncias.<br /> \nNo final do S&eacute;culo XIX, Marconi inicia seus experimentos, que dar&atilde;o origem ao tel&eacute;grafo e, posteriormente, ao r&aacute;dio.<br /> \nGra&ccedil;as a isso, as dist&acirc;ncias passam a ser menores, e a comunica&ccedil;&atilde;o intensifica-se.<br /> \nMarconi partiu de um princ&iacute;pio da F&iacute;sica, segundo o qual ao se emitir ondas com determinada frequ&ecirc;ncia, essas se propagam no espa&ccedil;o, podendo ser captadas por outro aparelho sintonizado na mesma frequ&ecirc;ncia.<br /> \nHoje, os experimentos de Marconi pertencem &agrave; Hist&oacute;ria e seus equipamentos s&atilde;o pe&ccedil;as de museu, frente a toda a tecnologia desenvolvida desde ent&atilde;o.<br /> \nPor&eacute;m, ainda podemos tecer valiosas reflex&otilde;es a respeito desses seus estudos e descobertas.<br /> \nNossa mente atua, sempre, como uma grande usina geradora de ondas, com frequ&ecirc;ncias peculiares.<br /> \nA natureza do nosso pensar e sentir gera a qualidade da emiss&atilde;o, daquilo que emitimos e exteriorizamos em forma de pensamento.<br /> \nComo as ondas de r&aacute;dio, invis&iacute;veis e impercept&iacute;veis para n&oacute;s, assim s&atilde;o nossos pensamentos.<br /> \nN&atilde;o percebemos de imediato e nem visualizamos o que emitimos, mas nosso pensar est&aacute; sempre gerando o ambiente, a psicosfera em torno de n&oacute;s mesmos.<br /> \nAssim &eacute; que pessoas otimistas vivem em uma frequ&ecirc;ncia, em uma ambi&ecirc;ncia mais salutar do que as pessoas pessimistas.<br /> \nAlgu&eacute;m sempre amoroso, carinhoso, compreensivo, ter&aacute; em torno de si as qualidades relativas &agrave; natureza desses sentimentos.<br /> \nPor sua vez, quem seja amargo, intolerante, impaciente gerar&aacute;, para sua pr&oacute;pria viv&ecirc;ncia, um ambiente mais tormentoso e dif&iacute;cil.<br /> \nAssim, cuidar dos pensamentos &eacute; tarefa de urgente necessidade, mas, muitas vezes relegada, quando n&atilde;o esquecida ou desconhecida.<br /> \nSomos o resultado do que pensamos, sentimos e agimos, direta e indiretamente.<br /> \nPortanto, ser&aacute; sempre mais proveitoso buscarmos a reflex&atilde;o otimista ao pensamento pessimista, a an&aacute;lise compreensiva ao julgamento cr&iacute;tico, o bem pensar ao julgamento severo.<br /> \nN&atilde;o &eacute; alienar-se do mundo, ou v&ecirc;-lo de maneira ing&ecirc;nua ou parcial.<br /> \n&Eacute; a op&ccedil;&atilde;o por viver no mundo, enfrentando seus desafios e lutas, com ferramentas diferentes, que ser&atilde;o mais valiosas e eficazes, nos proporcionando, ademais, sa&uacute;de e bem-estar.<br /> \nDessa forma, vigiar nosso pensar no dia a dia, ser&aacute; sempre a&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica para n&oacute;s mesmos.<br /> \nAo optarmos pela vigil&acirc;ncia da nossa casa mental, nos proporcionamos a oportunidade de abandonar o medo, a inseguran&ccedil;a, as ang&uacute;stias. E abra&ccedil;armos o bem, o bom e a confian&ccedil;a em Deus.<br /> \nAtentemos para a recomenda&ccedil;&atilde;o de Jesus de orarmos e vigiarmos, entendendo que o Amigo Divino nos convida a vigiarmos nosso pensar e a utilizarmos a ora&ccedil;&atilde;o como ferramenta de apoio e reestrutura&ccedil;&atilde;o mental.<br /> \n<br /> \nO pensamento &eacute; for&ccedil;a vital gravitando no Universo. Fonte poderosa, pode verter luz pacificadora ou se transformar em cachoeira destruidora.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 8.12.2012.<br /> \n</span> <br />

CRIATURAS ÚNICAS
18 Abr 20164:27EP 452

CRIATURAS ÚNICAS

<strong>CRIATURAS &Uacute;NICAS</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Um jovem procurou seu professor porque se sentia um in&uacute;til. Achava-se lerdo, n&atilde;o conseguia fazer nada bem. Desejava saber como poderia se melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.<br /> \nO professor, sem olha-lo, lhe disse: &ldquo;sinto muito, mas antes de resolver o seu problema, preciso resolver o meu pr&oacute;prio. Talvez voc&ecirc; possa me ajudar.&rdquo;<br /> \nTirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao rapaz, recomendando: &ldquo;v&aacute; at&eacute; o mercado. Preciso vender este anel porque tenho que pagar uma d&iacute;vida. &Eacute; preciso que voc&ecirc; consiga por ele o m&aacute;ximo, mas n&atilde;o aceite menos do que uma moeda de ouro.&rdquo;<br /> \nO rapaz pegou o anel e foi oferece-lo aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, mas quando ele dizia o quanto pretendia por ele, desistiam.<br /> \nQuando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros sa&iacute;am sem ao menos olhar para ele. Somente um velhinho muito am&aacute;vel lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel.<br /> \nAbatido pelo fracasso, o rapaz retornou &agrave; presen&ccedil;a do professor, dizendo que o m&aacute;ximo que lhe ofereceram foram duas ou tr&ecirc;s moedas de prata. Ouro, nem pensar!<br /> \nO dono do anel respondeu que seria importante, ent&atilde;o, saber o valor exato do anel. Sugeriu que o jovem fosse ao joalheiro para uma correta avalia&ccedil;&atilde;o. E fez outra recomenda&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o importa o valor que lhe ofere&ccedil;am, n&atilde;o venda este anel.<br /> \nO jovem foi, um tanto desanimado. O joalheiro, depois de examinar com uma lupa a j&oacute;ia, pesou-a e lhe disse: &ldquo;diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, n&atilde;o posso lhe dar mais do que cinq&uuml;enta e oito moedas de ouro.&rdquo;<br /> \nO rapaz teve um sobressalto: &ldquo;cinq&uuml;enta e oito moedas de ouro?&rdquo;<br /> \n&ldquo;Sim&rdquo;, retornou o joalheiro. &ldquo;com tempo, eu poderia oferecer cerca de setenta moedas. Mas, se a venda &eacute; urgente...&rdquo;<br /> \nO disc&iacute;pulo recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa not&iacute;cia ao professor. Depois de ouvi-lo, o professor falou: &ldquo;sente-se, meu rapaz. Voc&ecirc; &eacute; como este anel, uma j&oacute;ia &uacute;nica e valiosa. Como toda j&oacute;ia preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto.&rdquo;<br /> \nPor acaso voc&ecirc; imaginou que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor?&rdquo;<br /> \nTomando o anel das m&atilde;os do rapaz, tornou a coloc&aacute;-lo no dedo, completando: &ldquo;todos somos como esta j&oacute;ia: muito valiosos. No entanto, andamos por todos os mercados davida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.&rdquo;<br /> \nPense: ningu&eacute;m pode nos fazer sentir inferiores, sem nosso consentimento.&rdquo; <br /> \n*** <br /> \nA divindade n&atilde;o se repete. Cada criatura sua &eacute; &uacute;nica, &eacute; especial e valiosa.<br /> \nPor isso existe na terra a diversidade das cores, dos tamanhos, das formas.<br /> \nE voc&ecirc; tamb&eacute;m &eacute; uma dessas criaturas especiais, por mais que se julgue destitu&iacute;da de valor.<br /> \nVoc&ecirc; pode n&atilde;o ser o maior intelecto do mundo, mas se tem disposi&ccedil;&atilde;o para o estudo, pode adquirir muitos conhecimentos.<br /> \nVoc&ecirc; pode n&atilde;o ser a pessoa mais bondosa da face da Terra, mas com vontade pode se exercitar todos os dias para se tornar mais paciente, mais caridoso e mais gentil.<br /> \nVoc&ecirc;, enfim, pode n&atilde;o ser o melhor, mas &eacute; pe&ccedil;a valiosa no concerto da vida, porque foi criado por Deus, que ama a todos e a cada um, de uma forma particular e especial.<br /> \nPense: n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m neste imenso universo de Deus, igual a voc&ecirc;!<br /> \n<br /> \nEquipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, a partir de texto sem men&ccedil;&atilde;o a autor.<br /> \nEm 13.01.2013</span><br />

SER TRANSPARENTE
16 Abr 20164:11EP 451

SER TRANSPARENTE

<strong>SER TRANSPARENTE</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>&Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> \nCostumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> \n&Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> \n&Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> \nInfelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> \nPreferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> \nPreferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> \nPor mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> \nN&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.</span><br />

NOVA VISÃO
15 Abr 20163:25EP 450

NOVA VISÃO

<strong>NOVA VIS&Atilde;O</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Era uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> \nPassando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> \nAli se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> \nOuviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> \nEle olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> \nVenha ver a rosa.<br /> \nEmbora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> \nParou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> \nSim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> \nMas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> \nN&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> \nDiante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> \nSeria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> \nVeja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> \nDe fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> \nDali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> \nE o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> \nO amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> \nH&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> \nH&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> \nRealizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> \nPense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.</span><br />

FLOR DE ESTUFA
14 Abr 20163:28EP 449

FLOR DE ESTUFA

<strong>FLOR DE ESTUFA</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>&Eacute; natural o desejo de viver em paz e ser feliz.<br /> \nTodos almejam levar a vida sem maiores percal&ccedil;os e desafios.<br /> \nEntretanto, a realidade &eacute; bem diversa.<br /> \nQualquer que seja o contexto econ&ocirc;mico ou social em que a criatura se apresente, ela enfrenta alguns problemas.<br /> \nEsse fen&ocirc;meno precisa ser entendido em sua justa configura&ccedil;&atilde;o.<br /> \nO instinto de conserva&ccedil;&atilde;o, inerente aos seres vivos, indica-lhes que devem buscar preservar-se ao m&aacute;ximo.<br /> \nTrata-se de um recurso providencial, para que bem aproveitem a experi&ecirc;ncia terrena.<br /> \nCaso n&atilde;o se cuidem como podem e devem, correm o risco de perecer antes do tempo.<br /> \nCom isso, deixam de aprender a li&ccedil;&atilde;o do momento em sua integralidade.<br /> \nOcorre que o aprendizado e o aprimoramento s&atilde;o a finalidade do existir.<br /> \nO Esp&iacute;rito n&atilde;o renasce para se recrear, mas para se melhorar.<br /> \nAssim, a condi&ccedil;&atilde;o de flor de estufa n&atilde;o lhe assenta.<br /> \nSe fosse para permanecer em doce repouso, n&atilde;o necessitaria de um corpo f&iacute;sico.<br /> \nAs injun&ccedil;&otilde;es materiais tornam necess&aacute;rias certas atividades que viabilizam o progresso.<br /> \nPorque precisa se manter, o homem disciplina-se a trabalhar.<br /> \nComo os postos de trabalho s&atilde;o disputados, ele se habitua a estudar e a se aperfei&ccedil;oar constantemente.<br /> \nPara se manter no emprego, precisa respeitar in&uacute;meras regras.<br /> \nCom isso, gradualmente incorpora em seu ser diversas virtudes.<br /> \nDisciplina, polidez, humildade e todos os valores e talentos humanos n&atilde;o s&atilde;o presentes, mas conquistas.<br /> \nEm sentido geral, as exig&ecirc;ncias ordinariamente se apresentam.<br /> \nAlgumas crises sempre precisam ser vividas e superadas.<br /> \nNesse contexto de desenvolvimento amplo e constante, dificuldades n&atilde;o s&atilde;o trag&eacute;dias.<br /> \nElas representam uma li&ccedil;&atilde;o preciosa.<br /> \nTodo Esp&iacute;rito possui um destino glorioso.<br /> \nNele dormem os princ&iacute;pios das virtudes ang&eacute;licas.<br /> \nConstitui uma tola ingenuidade achar que se transitar&aacute; pela vida ao abrigo de preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nOs problemas que surgem n&atilde;o s&atilde;o injusti&ccedil;as e nem persegui&ccedil;&otilde;es.<br /> \nSeu sereno enfrentamento, em contexto de dignidade, &eacute; o pr&oacute;prio objetivo da exist&ecirc;ncia.<br /> \nO homem n&atilde;o pode ser uma flor de estufa, delicada e de pouco perfume.<br /> \nSeu destino &eacute; se assemelhar a uma &aacute;rvore frondosa, de madeira perfumada, cheia de frutos e flores.<br /> \nIntegralmente &uacute;til, qualquer que seja o contexto.<br /> \nNa pobreza, pleno de dignidade e com muito amor ao trabalho.<br /> \nNa abastan&ccedil;a, modesto e disposto a partilhar e a se fazer instrumento do progresso.<br /> \nAssim, n&atilde;o se ressinta dos desafios que se apresentam em sua vida.<br /> \nEntenda-os como testes cuja solu&ccedil;&atilde;o exige apenas disciplina e serenidade.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 20.06.2011.</span><br />

A EVOLUÇÃO
13 Abr 20163:42EP 448

A EVOLUÇÃO

<strong>A EVOLU&Ccedil;&Atilde;O<br /> \n</strong><br /> \n<span style=''font-size: small;''>A evolu&ccedil;&atilde;o espiritual &eacute; um fen&ocirc;meno bastante complexo, que se d&aacute; em sucessivas fases.<br /> \n<br /> \nNo come&ccedil;o, predomina a natureza corp&oacute;rea.<br /> \n<br /> \nDominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades triviais.<br /> \n<br /> \nComer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> \n<br /> \nNesse per&iacute;odo, o ego&iacute;smo &eacute; marcante.<br /> \n<br /> \nOs instintos de conserva&ccedil;&atilde;o da vida e da preserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie t&ecirc;m absoluta preponder&acirc;ncia.<br /> \n<br /> \nCom o tempo, o ser come&ccedil;a a desvincular-se de sua origem.<br /> \n<br /> \nA intelig&ecirc;ncia se desenvolve, o racioc&iacute;nio se sofistica e o senso moral desabrocha.<br /> \n<br /> \nAs inven&ccedil;&otilde;es tornam poss&iacute;vel gastar tempo com quest&otilde;es n&atilde;o diretamente ligadas &agrave; sobreviv&ecirc;ncia.<br /> \n<br /> \nViver deixa de ser t&atilde;o dif&iacute;cil, sob o prisma material.<br /> \n<br /> \nEm compensa&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;am os dilemas morais.<br /> \n<br /> \nCom a raz&atilde;o desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.<br /> \n<br /> \nO que antes era admiss&iacute;vel passa a ser um esc&acirc;ndalo.<br /> \n<br /> \nA sensibilidade se apura e a criatura aspira por realiza&ccedil;&otilde;es intelectuais e afetivas.<br /> \n<br /> \nEssa nova sensibilidade tamb&eacute;m evidencia que o pr&oacute;ximo &eacute; seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.<br /> \n<br /> \nGradualmente se evidencia a igualdade b&aacute;sica entre todos os homens.<br /> \n<br /> \nMalgrado possuidores de talentos e valores diversos, n&atilde;o se distinguem no essencial.<br /> \n<br /> \nUma chama divina os anima e a todos conduzir&aacute; aos maiores cimos da evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nContudo, o abandono dos h&aacute;bitos toscos das primeiras viv&ecirc;ncias n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil.<br /> \n<br /> \nS&eacute;culos s&atilde;o gastos na &aacute;rdua tarefa de domar v&iacute;cios e paix&otilde;es.<br /> \n<br /> \nAs encarna&ccedil;&otilde;es se sucedem enquanto o Esp&iacute;rito luta para ascender.<br /> \n<br /> \nO maior entrave para a liberta&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias dolorosas &eacute; o ego&iacute;smo, que possui forte v&iacute;nculo com o apego &agrave;s coisas corp&oacute;reas.<br /> \n<br /> \nQuanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.<br /> \n<br /> \nO Esp&iacute;rito necessita libertar-se do apego a coisas transit&oacute;rias.<br /> \n<br /> \nApenas assim ele adquire condi&ccedil;&otilde;es de viver as experi&ecirc;ncias sublimes a que est&aacute; destinado.<br /> \n<br /> \nQuem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da mat&eacute;ria.<br /> \n<br /> \nO melhor meio para isso &eacute; praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nTrata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.<br /> \n<br /> \nA a&ccedil;&atilde;o abnegada importa na supera&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias ego&iacute;stas do agente.<br /> \n<br /> \nAge-se em benef&iacute;cio de uma causa, pessoa ou princ&iacute;pio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.<br /> \n<br /> \nCertamente n&atilde;o &eacute; uma virtude que se adquire a brincar.<br /> \n<br /> \nApenas com disciplina e determina&ccedil;&atilde;o &eacute; que ela se incorpora ao car&aacute;ter.<br /> \n<br /> \nMas como ningu&eacute;m far&aacute; o trabalho alheio, &eacute; preciso principiar em algum momento.<br /> \n<br /> \nComece, pois, a praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nEsforce-se em realizar uma s&eacute;rie de atitudes com foco no pr&oacute;ximo.<br /> \n<br /> \nEsque&ccedil;a a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.<br /> \n<br /> \nEsse esfor&ccedil;o inicial n&atilde;o tardar&aacute; a dar frutos.<br /> \n<br /> \nO gosto pelo transit&oacute;rio lentamente o abandonar&aacute;.<br /> \n<br /> \nEle ser&aacute; substitu&iacute;do pelos prazeres espirituais.<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; descobrir&aacute; a ventura de ser bondoso, de amparar os ca&iacute;dos e de ensinar os ignorantes.<br /> \n<br /> \nEsses gostos suaves e transcendentes o conduzir&atilde;o a esferas de sublimes realiza&ccedil;&otilde;es.<br /> \n<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 25.08.2012.</span><br />

RESPOSTA DIVINA
11 Abr 20164:00EP 447

RESPOSTA DIVINA

<strong>RESPOSTA DIVINA</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslov&aacute;quia. O jovem Ar&atilde;o precisava sustentar a esposa e o filho rec&eacute;m-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a m&atilde;e, mas o lucro n&atilde;o era suficiente para sustentar as duas fam&iacute;lias.<br /> \nPor isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela &eacute;poca havia muita escassez em todos os setores.<br /> \nA ind&uacute;stria de couros era uma delas. Era muito dif&iacute;cil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papel&atilde;o e papel e n&atilde;o duravam muito.<br /> \nO jovem Ar&atilde;o logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de cal&ccedil;ados lhe permitiria sustentar com dignidade a fam&iacute;lia.<br /> \nTomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi at&eacute; a grande cidade e voltou com quinhentos pares de cal&ccedil;ados militares fortes, resistentes.<br /> \nEnorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil p&eacute;s direitos. Retornou &agrave; cidade, procurou o negociante e n&atilde;o o encontrou.<br /> \nParecia que ele nunca tinha existido. Ar&atilde;o voltou para sua casa e come&ccedil;ou a chorar. A esposa o abra&ccedil;ou e disse: N&atilde;o desista.<br /> \nPor fim, ele procurou um homem s&aacute;bio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse f&eacute;. Deus o ajudaria.<br /> \nAr&atilde;o obedeceu. Durante v&aacute;rios dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar aten&ccedil;&atilde;o. E continuava a orar e chorar.<br /> \nAt&eacute; que um estranho entrou no templo e tamb&eacute;m come&ccedil;ou a solu&ccedil;ar. Depois a gritar, t&atilde;o grande era o seu desespero.<br /> \nAr&atilde;o pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido.<br /> \nBem-vindo, disse. Sinto compaix&atilde;o do seu sofrimento. Posso ajudar?<br /> \nNingu&eacute;m pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para come&ccedil;ar um neg&oacute;cio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o p&eacute; esquerdo!<br /> \nO estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Ar&atilde;o e viu que um brilho alegre dan&ccedil;ava neles.<br /> \nMeu querido amigo! - Disse Ar&atilde;o. Tenho &oacute;timas not&iacute;cias para voc&ecirc;.<br /> \nO estranho e Ar&atilde;o juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro.<br /> \n* * *<br /> \nO conselho somente ter&aacute; valor se estiveres disposto a segui-lo.<br /> \nQuando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orienta&ccedil;&atilde;o.<br /> \nTodavia, n&atilde;o leves a tua pr&oacute;pria opini&atilde;o, tentando provar que &eacute; a verdadeira.<br /> \nOuve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decis&atilde;o que te pare&ccedil;a a mais acertada.<br /> \nExamina tudo, dizia o Ap&oacute;stolo Paulo, e ret&eacute;m o que &eacute; bom.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> \nEm 01.03.2013.</span><br />

PERIPATÉTICO
9 Abr 20163:54EP 446

PERIPATÉTICO

<strong>&nbsp;PERIPAT&Eacute;TICO</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; sabe o que quer dizer peripat&eacute;tico? E quando voc&ecirc; n&atilde;o sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicion&aacute;rio, finge que sabe?<br /> \n<br /> \nA maioria de n&oacute;s, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas n&atilde;o pergunta, nem se informa.<br /> \n<br /> \nAfinal, ningu&eacute;m deseja que o outro descubra que ele n&atilde;o sabe.<br /> \n<br /> \nNuma reuni&atilde;o de treinadores volunt&aacute;rios em uma empresa, discutia-se a melhor f&oacute;rmula de ministrar um curso para 200 funcion&aacute;rios.<br /> \n<br /> \nDepois de uma explos&atilde;o de id&eacute;ias, algu&eacute;m prop&ocirc;s que se utilizasse um trecho do Serm&atilde;o da Montanha como tema do evento.<br /> \n<br /> \nNesse instante, o professor do grupo que, at&eacute; ent&atilde;o, se mantivera calado, fez a observa&ccedil;&atilde;o:<br /> \n<br /> \nJesus era peripat&eacute;tico.<br /> \n<br /> \nUm sil&ecirc;ncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.<br /> \n<br /> \nAntes que algu&eacute;m pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos.<br /> \n<br /> \nMal ele saiu da sala, as manifesta&ccedil;&otilde;es se fizeram:<br /> \n<br /> \nQue coment&aacute;rio de mau gosto! &ndash; disse um.<br /> \n<br /> \nDe absoluta falta de respeito! &ndash; falou outro.<br /> \n<br /> \nAlgu&eacute;m argumentou que talvez o professor tivesse suas raz&otilde;es. Talvez ele fosse ateu e n&atilde;o quisesse misturar religi&atilde;o com treinamento.<br /> \n<br /> \nMas devia respeitar a religiosidade dos outros! &ndash; vociferou algu&eacute;m.<br /> \n<br /> \nDurante dez minutos, cheios de f&uacute;ria, os componentes do grupo malharam o professor.<br /> \n<br /> \nQuando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava t&atilde;o bem que foi logo dizendo:<br /> \n<br /> \nEnt&atilde;o, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.<br /> \n<br /> \nSeparamos os funcion&aacute;rios em grupos de 20 e cada um de voc&ecirc;s vai fazer a apresenta&ccedil;&atilde;o mais de uma vez.<br /> \n<br /> \nAlgu&eacute;m ousou falar:<br /> \n<br /> \nProfessor, veja bem, esse neg&oacute;cio de peripat&eacute;tico...<br /> \n<br /> \n&Eacute; isso mesmo, completou ele. Foi da&iacute; que me veio a id&eacute;ia. Jesus se locomovia para fazer prega&ccedil;&otilde;es, como os fil&oacute;sofos tamb&eacute;m faziam, ao orientar seus disc&iacute;pulos.<br /> \n<br /> \nJesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugest&atilde;o de usar o Serm&atilde;o da Montanha foi muito feliz. Ter&iacute;amos uma bela mensagem moral e o deslocamento f&iacute;sico...<br /> \n<br /> \nMas que cara &eacute; essa? Peripat&eacute;tico quer dizer &quot;o que ensina caminhando.&quot;<br /> \n<br /> \nTodos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.<br /> \n<br /> \nEncolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.<br /> \n<br /> \nTeria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicion&aacute;rio.<br /> \n<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nO fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa n&atilde;o transforma o falso em verdadeiro.<br /> \n<br /> \nInforme-se.<br /> \n<br /> \nNunca se esquive do aprendizado, n&atilde;o tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.<br /> \n<br /> \nE pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.<br /> \n<br /> \nE, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar disc&oacute;rdia, mas a ignor&acirc;ncia &eacute; quase sempre un&acirc;nime.<br /> \n<br /> \nPense de que lado voc&ecirc; prefere ficar.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em artigo<br /> \nassinado por Max Gehringer<br /> \nEm 18.12.2014</span><br />

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