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PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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GUERRA E PAZ
19 Jul 20163:49EP 516

GUERRA E PAZ

GUERRA E PAZ<br /> \n<br /> \nTodos os esfor&ccedil;os dever&atilde;o ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poder&aacute; ser pela diplomacia, que aben&ccedil;oa os entendimentos por meio do di&aacute;logo, ou atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o popular.<br /> \nPela educa&ccedil;&atilde;o, as criaturas poder&atilde;o ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em raz&atilde;o do que for.<br /> \nVivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a raz&atilde;o com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.<br /> \nAs escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalhar&atilde;o para a paz. Para isso, todas as baterias de provid&ecirc;ncias estar&atilde;o voltadas para a educa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, de cuja intimidade prov&ecirc;m os delitos, se ele est&aacute; enfermo, ou todas as luzes, se avan&ccedil;a para maior equil&iacute;brio.<br /> \nAo se refletir na guerra, pensa-se que tudo estar&aacute; conclu&iacute;do e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.<br /> \nPoucos se d&atilde;o conta dos desdobramentos da tr&aacute;gica experi&ecirc;ncia, durante e depois dela.<br /> \nNas guerras, n&atilde;o morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou s&atilde;o devorados por explos&otilde;es de quaisquer tipos. Tamb&eacute;m morre, no abismo da dor, um n&uacute;mero ilimitado de pais e de m&atilde;es, que recebem objetos de uso pessoal e condecora&ccedil;&otilde;es p&oacute;stumas dos seus filhos.<br /> \nMorrem esposas vencidas pela saudade e pela solid&atilde;o, ap&oacute;s receberem as documenta&ccedil;&otilde;es que honram os seus companheiros desencarnados.<br /> \nMorrem na revolta, na m&aacute;goa, no desejo de vingan&ccedil;a contra a sociedade, multid&otilde;es de filhos levados &agrave; orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausol&eacute;us dos her&oacute;is, que as p&aacute;trias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.<br /> \nE o saldo dos mutilados f&iacute;sicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na viol&ecirc;ncia, no crime, nos v&iacute;cios e no infort&uacute;nio?<br /> \n* * *<br /> \nAo pensarmos sobre a monstruosidade da guerra, apare&ccedil;a onde aparecer, apoiada no motivo que for, reflitamos nas consequ&ecirc;ncias dessa trag&eacute;dia para a Humanidade inteira e refreemos nosso entusiasmo.<br /> \nEnvolvidos em nossos afazeres, estudando, trabalhando, falando ou realizando qualquer atividade, sejamos instrumentos da paz, iluminando os que vivem e convivem conosco.<br /> \n* * *<br /> \nO homem que possui a paz, n&atilde;o &eacute; apenas o homem de face serena. Antes &eacute; o homem de bem, o que trabalha incessantemente no dever.<br /> \nAssim, adquirir paz n&atilde;o &eacute; somente estar com a consci&ecirc;ncia tranquila, por&eacute;m, mais do que isso, &eacute; trabalhar pela edifica&ccedil;&atilde;o da paz alheia, permanecendo em tranquilidade.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 16, do livro <br /> \nVozes do Infinito, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Raul Teixeira,<br /> \ned. Fr&aacute;ter e nos versos do item 23, m&ecirc;s de setembro, do livro Poemas<br /> \nde paz, pelo Esp&iacute;rito Simb&aacute;, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> \nLeal.<br /> \nEm 27.5.2013.<br /> \n<br />

CRENÇA E CONHECIMENTO
18 Jul 20164:17EP 515

CRENÇA E CONHECIMENTO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>CREN&Ccedil;A E CONHECIMENTO<br /> \n<br /> \nN&atilde;o &eacute; raro se ouvir afirmativas como &ldquo;eu creio que vai chover&rdquo;, &ldquo;creio que vai fazer muito frio este ano&rdquo;...<br /> \nSem d&uacute;vida essas s&atilde;o opini&otilde;es que n&atilde;o t&ecirc;m nenhum compromisso com a verdade. S&atilde;o meras cren&ccedil;as. E a cren&ccedil;a &eacute; cega.<br /> \nNo entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poder&aacute; afirmar se ir&aacute; chover ou fazer calor nos pr&oacute;ximos dias.<br /> \nCertamente as pessoas que t&ecirc;m conhecimento s&atilde;o as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.<br /> \nN&atilde;o poderia ser diferente quanto &agrave;s quest&otilde;es relativas &agrave;s cren&ccedil;as religiosas.<br /> \nNesse particular &eacute; sempre importante buscar o conhecimento com os s&aacute;bios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.<br /> \nAcreditar nesta ou naquela f&oacute;rmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, n&atilde;o &eacute; pr&oacute;prio de pessoas que desejam saber o porqu&ecirc; e o significado das coisas.<br /> \nAproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma an&aacute;lise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haver&aacute; os pregadores de ilus&otilde;es.<br /> \nE eles n&atilde;o precisam de muito esfor&ccedil;o, n&atilde;o. Basta prometer a felicidade p&oacute;stuma e receitar uma f&oacute;rmula simples e f&aacute;cil, que conseguem in&uacute;meros seguidores fi&eacute;is.<br /> \nMas, se diante das prescri&ccedil;&otilde;es pergunt&aacute;ssemos se isso realmente nos ajudar&aacute; e de que maneira; qual ser&aacute; nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria. <br /> \nTemos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas f&aacute;ceis, as palavras decoradas ditas sem emo&ccedil;&atilde;o, trouxessem felicidade, n&atilde;o haveria nenhum infeliz no mundo.<br /> \nComece perguntando a si mesmo se determinada pr&aacute;tica lhe far&aacute; efetivamente mais feliz, lhe trar&aacute; mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.<br /> \nSe uma barganha, uma troca de favores, &eacute; interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.<br /> \nPergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos c&eacute;us, caso o recebesse de algu&eacute;m.<br /> \nQue utilidade teria para voc&ecirc; o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.<br /> \nSe o objeto for oferecido a Deus, que &eacute; o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?<br /> \n&ldquo;Dai a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar e a Deus o que &eacute; de Deus&rdquo;.<br /> \nO que Deus faria com as coisas de C&eacute;sar?<br /> \nO que ele faria com as quinquilharias que nem para n&oacute;s, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?<br /> \nBusque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.<br /> \nSe voc&ecirc; &eacute; crist&atilde;o, encontrar&aacute; nos ensinos de Jesus informa&ccedil;&otilde;es importantes que lhe ajudar&atilde;o a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e l&uacute;cida.<br /> \n&ldquo;Ao dizer: &ldquo;Antes que Abra&atilde;o fosse, eu sou&rdquo;, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.<br /> \nMesmo antes de Jesus vamos encontrar s&aacute;bios que tamb&eacute;m ensinaram grandes verdades, como S&oacute;crates, Plat&atilde;o, Arist&oacute;teles, entre outros.<br /> \nEm vez da cren&ccedil;a cega, que certamente nos levar&aacute; a grandes decep&ccedil;&otilde;es e desilus&otilde;es, optemos pelo conhecimento das coisas.<br /> \nSomente o conhecimento da verdade nos far&aacute; livres. Livres de tantas esquisitices e f&oacute;rmulas sem sentido que s&oacute; nos retardam o acesso &agrave; felicidade que desejamos tanto.<br /> \nPense em todas essas considera&ccedil;&otilde;es, e opte por uma das alternativas: cren&ccedil;a cega, ou conhecimento l&uacute;cido e f&eacute; inabal&aacute;vel.<br /> \nEquipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nTC 10/06/2012</span><br />

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE
16 Jul 20164:09EP 514

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE

<span style=''font-size: small;''>HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE<br /> \n<br /> \nO que voc&ecirc; faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?<br /> \nNuma das capitais do pa&iacute;s, um menino de doze anos n&atilde;o teve d&uacute;vida: devolveu!<br /> \nE o pr&eacute;-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora.<br /> \nO menino t&iacute;mido encarou a situa&ccedil;&atilde;o com simplicidade surpreendente.<br /> \nEu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos m&eacute;dicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade.<br /> \nLucas tinha raz&atilde;o.<br /> \nEvanir havia sa&iacute;do na manh&atilde; de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do m&ecirc;s.<br /> \nVi&uacute;va h&aacute; sete anos e aposentada h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada.<br /> \nPara devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da dire&ccedil;&atilde;o da escola onde estuda, a fim de localizar o n&uacute;mero do telefone e comunicar-se com a idosa.<br /> \nAssim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas m&atilde;os.<br /> \nO gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na regi&atilde;o.<br /> \nDezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nLucas, de fam&iacute;lia humilde, tinha um sonho: ter um videogame.<br /> \nAo saber da hist&oacute;ria, uma doadora an&ocirc;nima decidiu presentear Lucas e seus irm&atilde;os com o Playstation dos seus filhos.<br /> \nA hist&oacute;ria do menino n&atilde;o parou por a&iacute;.<br /> \nGanhou repercuss&atilde;o internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos.<br /> \nUma brasileira, que l&aacute; reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doa&ccedil;&otilde;es ao menino.<br /> \nUm empres&aacute;rio emocionado foi al&eacute;m: conversou com Lucas sobre a import&acirc;ncia de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu &agrave; dona Evanir: mil e quinhentos reais.<br /> \nA idosa, que recebeu a devolu&ccedil;&atilde;o, afirmou:<br /> \nT&atilde;o pequeno e com toda essa honestidade. &Eacute; muito bonito. &Agrave;s vezes, pessoas da nossa pr&oacute;pria fam&iacute;lia n&atilde;o devolvem o dinheiro.<br /> \n* * *<br /> \nAt&eacute; quando a honestidade ser&aacute; exce&ccedil;&atilde;o em nosso mundo?<br /> \nAt&eacute; quando precisaremos comemorar gestos como esse, que j&aacute; deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?<br /> \nA honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Esp&iacute;rito. Fiz porque era o certo.<br /> \nQuando temos esse contato &iacute;ntimo com nossa consci&ecirc;ncia, passamos a ter menos d&uacute;vidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nN&atilde;o se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no ch&atilde;o, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade &ndash; tudo isso passa a ser natural.<br /> \nO bem precisa se tornar h&aacute;bito e ir substituindo o mal aos poucos. &Eacute; assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.<br /> \nSe queremos que o tal jeitinho desapare&ccedil;a, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este esp&iacute;rito de fiz porque era o certo, independente se o certo &eacute; o melhor para n&oacute;s ou n&atilde;o. &Eacute; o certo e pronto.<br /> \nConsultemos a consci&ecirc;ncia. As respostas est&atilde;o sempre l&aacute;, onde est&atilde;o inscritas todas as leis .<br /> \nPensemos nisso. Fa&ccedil;amos o certo.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem<br /> \npublicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de<br /> \nagosto de 2013.<br /> \nEm 26.10.2013.<br /> \n</span><br />

O QUE FAZEMOS NÓS
15 Jul 20164:11EP 513

O QUE FAZEMOS NÓS

<span style=''font-size: small;''>O QUE FAZEMOS N&Oacute;S<br /> \n<br /> \nMuito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> \nMuito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> \nAssim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> \nO mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> \nNa multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> \nAssim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> \nN&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> \nAlguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> \nVale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> \nAssim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> \nA viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> \nInevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> \nNada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> \nSe tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> \nSe muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> \nA sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> \nSe desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> \nNossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> \nTudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> \nDessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> \nA reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> \nDia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> \nEnquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> \nAnte a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> \nPensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 25.4.2014.<br /> \n<br /> \n</span><br />

IMPASSE
14 Jul 20167:17EP 512

IMPASSE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;IMPASSE<br /> \n<br /> \nA Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> \n<br /> \nImagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> \nPosicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> \nA convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> \nSozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele. <br /> \nTemos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> \nEutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> \nDistan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> \nOrtotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> \nConversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> \n<br /> \nO inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> \nMas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> \nEstar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> \nEm seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> \n<br /> \nA diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> \nDe uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 01.8.2015.<br /> \n</span><br />

ALGUÉM MELHOR
13 Jul 20162:59EP 511

ALGUÉM MELHOR

<span style=''font-size: small;''>ALGU&Eacute;M MELHOR<br /> \n<br /> \nQual foi a experi&ecirc;ncia de vida que transformou voc&ecirc; em algu&eacute;m melhor?<br /> \nN&atilde;o responda essa pergunta agora.Espere at&eacute; o final desta edi&ccedil;&atilde;o do pense nisso.<br /> \n<br /> \nA vida tem costume de surpreender. De repente, aparece algu&eacute;m que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas dire&ccedil;&otilde;es.<br /> \nA noticia de uma grave enfermidade, a partida para o al&eacute;m tumulo de um ente amado.<br /> \n&Agrave;s vezes, &eacute; uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma.<br /> \n&Eacute; a soma de eventos assim, , que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros.<br /> \nPode ser uma soneca no &ocirc;nibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte.<br /> \nO que importa &eacute; olhar para essas experi&ecirc;ncias e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes.<br /> \nSem pedir nada em troca, s&atilde;o pequenas gra&ccedil;as plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres.<br /> \nEnt&atilde;o, quando olhamos para tr&aacute;s e enxergamos o caminho percorrido, s&oacute; nos resta agradecer, do fundo do cora&ccedil;&atilde;o, &agrave; vida, que nos faz uma vers&atilde;o melhor de n&oacute;s mesmos.<br /> \n<br /> \nTodas as for&ccedil;as da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevit&aacute;vel. Progresso da alma, que vai se tornando mais sens&iacute;vel, mais amorosa, mais madura.<br /> \nProgresso tamb&eacute;m da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decis&otilde;es com mais seguran&ccedil;a.<br /> \nAproveite esses momentos de reflex&atilde;o, onde voc&ecirc; estiver, para lembrar que experi&ecirc;ncias fizeram de voc&ecirc; algu&eacute;m melhor, e se voc&ecirc; soube ou est&aacute; sabendo aprender com os acontecimentos da vida.<br /> \nTodos eles, julgados como bons ou maus por n&oacute;s, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Esp&iacute;rito aprendiz.<br /> \nBem, agora voc&ecirc; pode responder a pergunta para si mesmo.<br /> \nQual foi a experi&ecirc;ncia de vida que transformou voc&ecirc; em algu&eacute;m melhor?<br /> \nTenha um dia de luz e n&atilde;o desperdice mais um dia de aprendizado.<br /> \nPense nisso.<br /> \n(Tarde)Que a sua tarde seja aben&ccedil;oada e repleta de novos aprendizados.<br /> \nNesta noite, n&atilde;o importa onde voc&ecirc; esteja, seja uma noite de reflex&otilde;es e que voc&ecirc; possa dizer: &ldquo; O dia foi bom, mesmo n&atilde;o sendo como eu queria.Mas, foi o dia que eu precisava para o meu amadurecimento&rdquo;.<br /> \nPense Nisso e tenha uma boa noite;<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em mat&eacute;ria da revista<br /> \nSorria n&ordm; 23, de dezembro/janeiro 2012, de autoria de Jaqueline Li,<br /> \nJ&eacute;ssica Martineli, Karina S&eacute;rgio Gomes, Rafaela Dias, Rita Loiola,<br /> \nTissiane Vicentin e Val&eacute;ria Mendon&ccedil;a.<br /> \nAdapta&ccedil;&atilde;o de L.C.M.<br /> \nEm 28.06.2012.<br /> \n</span> <br />

DE VOLTA PRA CASA
12 Jul 20164:37EP 510

DE VOLTA PRA CASA

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;DE VOLTA PRA CASA<br /> \n<br /> \nN&atilde;o lembro como foi... <br /> \nCheguei sem saber de onde vim...<br /> \nTudo era novo!!!<br /> \nE eu dependia ... sem saber de quem<br /> \nAos poucos meu mundo foi nascendo<br /> \nAos poucos a Luz do Sol!!!<br /> \n<br /> \nA cada dia... algo novo<br /> \nTudo era t&atilde;o simples<br /> \nNem vi o tempo passar<br /> \nNem percebi quando virei Eu...<br /> \nQuando as cores mudaram...<br /> \n<br /> \nE os sonhos...<br /> \nJ&aacute; n&atilde;o eram mais os mesmos<br /> \nNovos desafios... <br /> \nNo tempo que Voa<br /> \nSem me dar explica&ccedil;&otilde;es<br /> \nSem que eu soubesse a raz&atilde;o<br /> \nSem ouvir a batida de suas Asas<br /> \n<br /> \nSem eu notar , quando as coisas mudaram...<br /> \nT&atilde;o rapidamente<br /> \nDeixando de me reconhecer<br /> \nComo se agora fosse outra pessoa<br /> \nMudei sem perceber<br /> \n<br /> \nMe transformei todos os dias<br /> \nSem ver o tempo passar<br /> \nPois s&oacute; posso enxergar.. um dia depois do outro<br /> \nVirei outra pessoa!!!<br /> \nPerdida no tempo<br /> \nQue me enganou....<br /> \n.... me transformou...<br /> \n... me conduziu....<br /> \n.... me deu... <br /> \n.....e me tirou....<br /> \ne me deixou sem ch&atilde;o..... <br /> \nSem saber porque!!!<br /> \nCom a sensa&ccedil;&atilde;o de estar fora de casa <br /> \nou n&atilde;o ter mais casa<br /> \n<br /> \nComo se tudo tivesse sido um sonho<br /> \nQue estranhamente nunca vai acabar<br /> \nTalvez eu s&oacute; perceba em parte...<br /> \nQue estou indo a algum lugar<br /> \nE que tudo &eacute; uma coisa s&oacute;<br /> \nQue todos os dias s&atilde;o UM<br /> \nQue tudo faz sentido<br /> \n<br /> \nE que todas as coisas<br /> \nS&oacute; existiram dentro de mim<br /> \nE me conduzir&atilde;o, todos os dias<br /> \n... De volta para casa.....<br /> \nNo ver&atilde;o de nossas vidas &eacute; a &eacute;poca do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa exist&ecirc;ncia para enfrentar desafios e embates.<br /> \nNo ver&atilde;o, os momentos decis&oacute;rios de nossa exist&ecirc;ncia, quando as op&ccedil;&otilde;es do caminhar s&atilde;o tomadas, e as estradas a trilhar s&atilde;o escolhidas.<br /> \nLogo mais, quando menos se espera, &agrave; empolga&ccedil;&atilde;o dos dias intensos se sucedem os pren&uacute;ncios do outono. As experi&ecirc;ncias vividas na esta&ccedil;&atilde;o anterior ganham a oportunidade da reflex&atilde;o. No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado.<br /> \nNos dias outonais da exist&ecirc;ncia o aprendizado e a viv&ecirc;ncia do ver&atilde;o ganham o tempero da experi&ecirc;ncia, que oportuniza novas op&ccedil;&otilde;es, que novos olhares nos ensejam reflex&otilde;es mais profundas.<br /> \nLogo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a exist&ecirc;ncia, atrav&eacute;s da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida.<br /> \nO inverno, ao contr&aacute;rio do que se pensa, &eacute; esta&ccedil;&atilde;o de conquistas. J&aacute; n&atilde;o mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos.<br /> \n&Eacute; na velhice que as mais profundas an&aacute;lises do pr&oacute;prio eu se oportunizam, quando olhamos n&oacute;s mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma exist&ecirc;ncia vivida.<br /> \nE para que essa reflex&atilde;o, ao final de uma exist&ecirc;ncia?<br /> \nA&iacute;, olhamos para a natureza para aprender, que a reflex&atilde;o profunda e silenciosa do inverno, &eacute; s&oacute; mais um preparo para a outra primavera que se aproxima.<br /> \nA vida, com suas fases de inf&acirc;ncia, juventude, madureza, &eacute; uma experi&ecirc;ncia constante.<br /> \nCada fase tem seu encanto, sua do&ccedil;ura, suas descobertas. S&aacute;bio &eacute; aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Somente assim, na soma das experi&ecirc;ncias e oportunidades, ao final dos seus anos guardar&aacute; a jovialidade de um homem s&aacute;bio.<br /> \nSe voc&ecirc; &eacute; idoso, guarde a esperan&ccedil;a de nunca ficar velho.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> \ncom base em um v&iacute;deo de autoria ignorada.<br /> \nEm 22.07.2014. </span><br />

ANTE OS DEFICIENTES
9 Jul 20164:05EP 509

ANTE OS DEFICIENTES

A<span style=''font-size: small;''>NTE OS DEFICIENTES<br /> \n<br /> \nH&aacute; algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lan&ccedil;ou seu filho Ivano, um beb&ecirc; deformado, de uma ponte do rio Tibre.<br /> \nMeu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude.<br /> \nNuma pesquisa de opini&atilde;o, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasi&atilde;o, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o dos at&iacute;picos, porque pensam que a vida na Terra n&atilde;o &eacute; feita para sofrer.<br /> \nEm 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele n&atilde;o tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.<br /> \nSeus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.<br /> \nAt&eacute; os vinte e cinco anos de idade, ele n&atilde;o tinha mais do que um metro de altura e andava, gra&ccedil;as a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe.<br /> \nFrequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, gar&ccedil;om e rep&oacute;rter.<br /> \nAos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais.<br /> \nA opera&ccedil;&atilde;o foi gratuita. O m&eacute;dico lhe disse: Um dia, fa&ccedil;a alguma coisa por outros deficientes. Ent&atilde;o, a d&iacute;vida estar&aacute; quitada.<br /> \nCasado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma ind&uacute;stria de pe&ccedil;as de autom&oacute;veis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.<br /> \nO importante a salientar, em sua ind&uacute;stria, &eacute; que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes f&iacute;sicos ou mentais.<br /> \nTetrapl&eacute;gicos, em macas, usavam alguns dedos das m&atilde;os. Senhoras com defici&ecirc;ncia mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio &agrave; dignidade humana.<br /> \nEle escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: N&oacute;s poderemos vencer. A primeira p&aacute;gina &eacute; dedicada &agrave; sua m&atilde;e. A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra &eacute; feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.<br /> \nE a&iacute;, nos perguntamos: Ser&aacute; que o pequeno Ivano, lan&ccedil;ado ao Tibre, n&atilde;o teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?<br /> \nSer&aacute; que, se deixado viver, n&atilde;o teria mostrado ao mundo que o Esp&iacute;rito suplanta a mat&eacute;ria e a domina?<br /> \n* * *<br /> \nOs deficientes enviam recados &agrave; sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclama&ccedil;&otilde;es, acreditando no crescimento do hoje.<br /> \nRecados como este: est&atilde;o se preparando para assumir pap&eacute;is na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas n&atilde;o se fechem para eles.<br /> \nEst&atilde;o nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou s&atilde;o conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho.<br /> \nConseguiram confiar em si mesmos, e est&atilde;o dispostos a fazer duplo esfor&ccedil;o para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante.<br /> \nObservemos quantos exemplos de extraordin&aacute;ria supera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt.<br /> \n1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra<br /> \nvoam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.<br /> \nEm 17.9.2014.<br /> \n</span> <br />

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