23 Ago 20164:46EP 538TOCANDO
<span style=''font-size: small;''>NÃO ENVERGONHE SUA MÃE<br />
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\nA história que vamos contar, aparentemente, não tem nada a ver com o título do Pense Nisso de hoje. Eu disse “aparentemente”.<br />
\nAntes de contar a história, quero fazer uma pergunta...<br />
\nE você, eu, todos nós, vamos responder de maneira intima e honesta: - Você já envergonhou a sua mãe?<br />
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\nEm 2012, durante uma maratona na Espanha, Ian Fernandez Anaya surpreendeu o mundo.<br />
\nEle era o segundo colocado da prova, quando viu o queniano, Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vitória, por achar que já havia cruzado a linha de chegada. Abel Mutai, não entendeu a sinalização e achou que havia vencido a maratona.<br />
\nO que fez o Espanhol Fernandez?<br />
\nInvés de aproveitar a oportunidade e vencer a corrida, ele alertou o queniano e o empurrou até a vitória.<br />
\nO público presente não acreditava no que estava vendo. Talvez, muitos de nós, estaria chamando o espanhol de tolo...Como pode perder uma oportunidade dessa? Poderia se consagrar campeão e embolsar uma quantia bem maior do prêmio.<br />
\nEm entrevista coletiva o jornalista perguntou: - por que você fez o que fez?<br />
\nE o maratonista espanhol disse: -“ fiz o que?”,,,<br />
\nEle não compreendeu a pergunta. Ele tem valores e conduta que essa pergunta não faz sentido;<br />
\nO jornalista insistiu na pergunta -“Mas por que você fez isso?<br />
\n-Isso o que? – devolveu a pergunta. O corredor espanhol, não achou que tinha outra coisa a fazer do que aquilo que ele houvera feito.<br />
\nO jornalista retruca –“Você deixou o queniano ganhar!<br />
\nFernandez disse – Eu não deixei ele ganhar. Ele ia ganhar.<br />
\nSim, mas ele estava distraído.<br />
\n-Então, se eu ganhasse desta forma, qual seria o mérito da minha vitória? –e continuo – O que eu iria pensar de mim mesmo?<br />
\nE o atleta disse algo mais interessante ainda:<br />
\n- Se eu subisse no lugar mais alto do pódio, qual seria a honra da minha vitória? Qual seria a dignidade do meu feito?<br />
\nE agora vem, o que talvez seja a frase de maior impacto do atleta.<br />
\nDisse ele: - Se eu fizesse isso, o que eu iria falar pra minha mãe?<br />
\nA figura da mãe é o último reduto que não queremos envergonhar.<br />
\nSeja a nossa mãe quem for, se essa pessoa que nos trouxe ao mundo se envergonhar de nós, é por que há algo de muito errado em nosso caráter.<br />
\nSe a nossa se envergonha das nossas atitudes, tenha certeza, não prestamos para ser um gestor público ou privado, <br />
\nNão prestamos pra sermos um professor, bom marido ou esposa,<br />
\nNão prestamos para sermos um bom amigo ou amiga.<br />
\nA mãe é o último reduto da nossa redenção.<br />
\nPode parecer romântico, mas a vergonha tem uma fonte matricial, que é o mais profundo do seu “eu”, que é aquilo que te gerou.<br />
\nNão estamos falando ou fazendo um elogio barato para a questão da maternidade em sí. Estamos falando de outra coisa; estamos falando daquilo que você não quer envergonhar.<br />
\nO filosofo alemão Immanuel Kant, que viveu no século 18 disse: ”Tudo que não puder contar como fez, não faça”.<br />
\nNão estamos falando aqui sobre sigilos e privacidades, mas sim daquelas coisas que fazemos e que podemos nos envergonhar, e pior, envergonhar a nossa mãe. <br />
\nNo livro sagrado dos cristãos, a bíblia, existe umas das expressões mais fortes com respeito à ética. Está em uma das cartas do apostolo Paulo aos Coríntios – capitulo seis, versículo 12, que diz: “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.<br />
\nSim, somos livres para fazer qualquer coisa, mas também não devemos fazer tudo que nos dá vontade.<br />
\nO que não devemos fazer? <br />
\nNão devemos fazer aquilo que manche a nossa história, aquilo que agrida a nossa comunidade, que envergonhe a nós mesmos...que entristeçam e envergonhem as nossas mães.<br />
\nE você, (pequena pausa) já envergonhou a sua mãe?<br />
\nPense Nisso, mas pense agora.<br />
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\nRedação do Pense Nisso<br />
\nCom base em <br />
\nReportagem televisiva em 2012.<br />
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\nEm 16.8.2016.<br />
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