Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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QUINZE MINUTOS
26 Ago 20162:25EP 540

QUINZE MINUTOS

<span style=''font-size: small;''>QUINZE MINUTOS<br /> \n<br /> \nQuando tiveres um quarto de hora &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, reflete nos benef&iacute;cios que podes espalhar.<br /> \nRecorda a possibilidade de um breve di&aacute;logo afetivo com algum familiar, dentro da pr&oacute;pria casa, incentivando-lhe o bom &acirc;nimo;<br /> \ndas palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presen&ccedil;a;<br /> \nde auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esfor&ccedil;o para a limpeza ou o reconforto do pr&oacute;prio lar;<br /> \nda conversa&ccedil;&atilde;o edificante com uma crian&ccedil;a desprotegida que conduzir&aacute; para frente tuas sugest&otilde;es de boa vontade;<br /> \nde estender algum adubo a essa ou aquela planta que se te faz &uacute;til;<br /> \ndo encontro amistoso, em que a tua opini&atilde;o generosa consiga favorecer a solu&ccedil;&atilde;o do problema de algu&eacute;m;<br /> \nQuinze minutos sem compromisso s&atilde;o quinze op&ccedil;&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o do bem.<br /> \nProponha-te tal disciplina di&aacute;ria e perceber&aacute;s mudan&ccedil;as imediatas.<br /> \nSe j&aacute; tens h&aacute;bitos de preserva&ccedil;&atilde;o do corpo, h&aacute;bitos de higiene, indispens&aacute;veis &agrave; tua vida, &eacute; hora de acrescentar pr&aacute;ticas de higiene moral, voltadas ao sustento de tua parte alma, tua ess&ecirc;ncia.<br /> \nQuinze minutos por dia.<br /> \nEscolhe, inicialmente, algo que te pare&ccedil;a mais pr&oacute;ximo, mais f&aacute;cil at&eacute;, para que os primeiros sucessos possam te dar o est&iacute;mulo para voos mais altos.<br /> \nNossa ess&ecirc;ncia busca o bem, busca a felicidade. A assinatura Divina em nosso &acirc;mago garante isso. Assim, basta que encontremos o melhor caminho, o mais seguro, o mais correto.<br /> \nS&atilde;o quinze minutos. Um quarto de toda uma hora. N&atilde;o te arrepender&aacute;s.<br /> \nN&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que a floresta se levantou de sementes quase invis&iacute;veis;<br /> \nde que o rio se forma de fontes pequeninas e de que a luz do c&eacute;u, em n&oacute;s mesmos, come&ccedil;a de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 23, do<br /> \nlivro Caridade, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Francisco<br /> \nC&acirc;ndido Xavier, ed. Ide.<br /> \nEm 19.09.2012.<br /> \n</span><br />

NÃO ENVERGONHE SUA MÃE
23 Ago 20164:46EP 538

NÃO ENVERGONHE SUA MÃE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>N&Atilde;O ENVERGONHE SUA M&Atilde;E<br /> \n<br /> \nA hist&oacute;ria que vamos contar, aparentemente, n&atilde;o tem nada a ver com o t&iacute;tulo do Pense Nisso de hoje. Eu disse &ldquo;aparentemente&rdquo;.<br /> \nAntes de contar a hist&oacute;ria, quero fazer uma pergunta...<br /> \nE voc&ecirc;, eu, todos n&oacute;s, vamos responder de maneira intima e honesta: - Voc&ecirc; j&aacute; envergonhou a sua m&atilde;e?<br /> \n<br /> \nEm 2012, durante uma maratona na Espanha, Ian Fernandez Anaya surpreendeu o mundo.<br /> \nEle era o segundo colocado da prova, quando viu o queniano, Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vit&oacute;ria, por achar que j&aacute; havia cruzado a linha de chegada. Abel Mutai, n&atilde;o entendeu a sinaliza&ccedil;&atilde;o e achou que havia vencido a maratona.<br /> \nO que fez o Espanhol Fernandez?<br /> \nInv&eacute;s de aproveitar a oportunidade e vencer a corrida, ele alertou o queniano e o empurrou at&eacute; a vit&oacute;ria.<br /> \nO p&uacute;blico presente n&atilde;o acreditava no que estava vendo. Talvez, muitos de n&oacute;s, estaria chamando o espanhol de tolo...Como pode perder uma oportunidade dessa? Poderia se consagrar campe&atilde;o e embolsar uma quantia bem maior do pr&ecirc;mio.<br /> \nEm entrevista coletiva o jornalista perguntou: - por que voc&ecirc; fez o que fez?<br /> \nE o maratonista espanhol disse: -&ldquo; fiz o que?&rdquo;,,,<br /> \nEle n&atilde;o compreendeu a pergunta. Ele tem valores e conduta que essa pergunta n&atilde;o faz sentido;<br /> \nO jornalista insistiu na pergunta -&ldquo;Mas por que voc&ecirc; fez isso?<br /> \n-Isso o que? &ndash; devolveu a pergunta. O corredor espanhol, n&atilde;o achou que tinha outra coisa a fazer do que aquilo que ele houvera feito.<br /> \nO jornalista retruca &ndash;&ldquo;Voc&ecirc; deixou o queniano ganhar!<br /> \nFernandez disse &ndash; Eu n&atilde;o deixei ele ganhar. Ele ia ganhar.<br /> \nSim, mas ele estava distra&iacute;do.<br /> \n-Ent&atilde;o, se eu ganhasse desta forma, qual seria o m&eacute;rito da minha vit&oacute;ria? &ndash;e continuo &ndash; O que eu iria pensar de mim mesmo?<br /> \nE o atleta disse algo mais interessante ainda:<br /> \n- Se eu subisse no lugar mais alto do p&oacute;dio, qual seria a honra da minha vit&oacute;ria? Qual seria a dignidade do meu feito?<br /> \nE agora vem, o que talvez seja a frase de maior impacto do atleta.<br /> \nDisse ele: - Se eu fizesse isso, o que eu iria falar pra minha m&atilde;e?<br /> \nA figura da m&atilde;e &eacute; o &uacute;ltimo reduto que n&atilde;o queremos envergonhar.<br /> \nSeja a nossa m&atilde;e quem for, se essa pessoa que nos trouxe ao mundo se envergonhar de n&oacute;s, &eacute; por que h&aacute; algo de muito errado em nosso car&aacute;ter.<br /> \nSe a nossa se envergonha das nossas atitudes, tenha certeza, n&atilde;o prestamos para ser um gestor p&uacute;blico ou privado, <br /> \nN&atilde;o prestamos pra sermos um professor, bom marido ou esposa,<br /> \nN&atilde;o prestamos para sermos um bom amigo ou amiga.<br /> \nA m&atilde;e &eacute; o &uacute;ltimo reduto da nossa reden&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPode parecer rom&acirc;ntico, mas a vergonha tem uma fonte matricial, que &eacute; o mais profundo do seu &ldquo;eu&rdquo;, que &eacute; aquilo que te gerou.<br /> \nN&atilde;o estamos falando ou fazendo um elogio barato para a quest&atilde;o da maternidade em s&iacute;. Estamos falando de outra coisa; estamos falando daquilo que voc&ecirc; n&atilde;o quer envergonhar.<br /> \nO filosofo alem&atilde;o Immanuel Kant, que viveu no s&eacute;culo 18 disse: &rdquo;Tudo que n&atilde;o puder contar como fez, n&atilde;o fa&ccedil;a&rdquo;.<br /> \nN&atilde;o estamos falando aqui sobre sigilos e privacidades, mas sim daquelas coisas que fazemos e que podemos nos envergonhar, e pior, envergonhar a nossa m&atilde;e. <br /> \nNo livro sagrado dos crist&atilde;os, a b&iacute;blia, existe umas das express&otilde;es mais fortes com respeito &agrave; &eacute;tica. Est&aacute; em uma das cartas do apostolo Paulo aos Cor&iacute;ntios &ndash; capitulo seis, vers&iacute;culo 12, que diz: &ldquo;tudo me &eacute; l&iacute;cito, mas nem tudo me conv&eacute;m&rdquo;.<br /> \nSim, somos livres para fazer qualquer coisa, mas tamb&eacute;m n&atilde;o devemos fazer tudo que nos d&aacute; vontade.<br /> \nO que n&atilde;o devemos fazer? <br /> \nN&atilde;o devemos fazer aquilo que manche a nossa hist&oacute;ria, aquilo que agrida a nossa comunidade, que envergonhe a n&oacute;s mesmos...que entriste&ccedil;am e envergonhem as nossas m&atilde;es.<br /> \nE voc&ecirc;, (pequena pausa) j&aacute; envergonhou a sua m&atilde;e?<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> \nCom base em <br /> \nReportagem televisiva em 2012.<br /> \n<br /> \nEm 16.8.2016.<br /> \n<br /> \n<br /> \n</span><br />

SOLIDÃO VERSUS AUTO-ESTIMA
22 Ago 20163:25EP 537

SOLIDÃO VERSUS AUTO-ESTIMA

<span style=''font-size: small;''>SOLID&Atilde;O VERSUS AUTO-ESTIMA<br /> \n<br /> \n<br /> \nUma das coisas de que talvez mais tenhamos medo &eacute; a solid&atilde;o.<br /> \n<br /> \nA sensa&ccedil;&atilde;o de estarmos completamente s&oacute;s pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos &agrave;s companhias mais ma&ccedil;antes para termos, ao menos, a garantia de haver algu&eacute;m por perto.<br /> \n<br /> \nH&aacute; dias em que nos sentimos n&atilde;o apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade.<br /> \n<br /> \nEm momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir; algu&eacute;m com quem conversar, rir, talvez amar &mdash; menos n&oacute;s. Todos parecem ter um destino, somente n&oacute;s n&atilde;o encontramos nosso espa&ccedil;o no mundo. Temos a impress&atilde;o de que estamos sobrando, de que n&atilde;o somos importantes para ningu&eacute;m &mdash; e &eacute; ent&atilde;o que o espectro da solid&atilde;o nos encurrala e apavora.<br /> \n<br /> \nO fato &eacute; que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, n&atilde;o estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, ent&atilde;o, qualquer companhia que n&atilde;o a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar a s&oacute;s em nossa pr&oacute;pria presen&ccedil;a.<br /> \n<br /> \nNo entanto, para que algu&eacute;m deseje aproximar-se de n&oacute;s, &eacute; preciso que, antes, n&oacute;s mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. &Eacute; preciso que reconhe&ccedil;amos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. &Eacute; preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas; para n&atilde;o precisarmos t&atilde;o desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja.<br /> \n&Eacute; claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano &mdash; mas o que h&aacute; de t&atilde;o desagrad&aacute;vel em ficarmos, eventualmente, a s&oacute;s?<br /> \n<br /> \nSer&aacute; que n&atilde;o podemos passar um m&iacute;sero dia sem ceder a essa necessidade neur&oacute;tica de ter sempre algu&eacute;m ao lado?<br /> \n<br /> \nSe somos t&atilde;o desagrad&aacute;veis a ponto de n&atilde;o conseguirmos tolerar nossa pr&oacute;pria companhia, como ent&atilde;o esperarmos que os outros desejem ficar perto de n&oacute;s?<br /> \n<br /> \nSe realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que ent&atilde;o mostremos uma disposi&ccedil;&atilde;o en&eacute;rgica e alegre. Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo n&atilde;o servir&aacute; sen&atilde;o para afastar as pessoas ainda mais: o mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem exceto mendigar aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o condenados &agrave; indiferen&ccedil;a, sem nenhuma compaix&atilde;o.<br /> \n<br /> \nNa verdade, n&atilde;o precisamos pedir ou mendigar nada a ningu&eacute;m, tampouco ter medo da solid&atilde;o. O fundamental &eacute; nos convencermos de nosso valor e import&acirc;ncia; &eacute; descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes.<br /> \n<br /> \nConquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia n&atilde;o &eacute; mais do que mera consequ&ecirc;ncia dessa descoberta. Pense Nisso.<br /> \n<br /> \nGostou da mensagem de hoje? Acesse o nosso novo site, e ou&ccedil;a essa e muitas outras mensagens do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> \nEm 10.05.2014.<br /> \n<br /> \n</span><br />

O  SENTIDO DA VIDA
19 Ago 20162:33EP 536

O SENTIDO DA VIDA

<span style=''font-size: small;''>O SENTIDO DA VIDA<br /> \n<br /> \nH&aacute; um sentido profundo na superficialidade das coisas.<br /> \nUma ordem inalter&aacute;vel no caos aparente dos mundos.<br /> \nVibra um trabalho silencioso e incessante dentro da imobilidade das plantas:<br /> \nno crescer das ra&iacute;zes, no desabrochar das flores,<br /> \nno sazonar dos frutos.<br /> \nH&aacute; um aperfei&ccedil;oamento invis&iacute;vel dentro do sil&ecirc;ncio de nosso eu:<br /> \nnos sentimentos que florescem, nas ideias que voam,<br /> \nnas m&aacute;goas que sangram.<br /> \nUma folha morta n&atilde;o cai inutilmente. A l&aacute;grima n&atilde;o rola em v&atilde;o.<br /> \nUma invis&iacute;vel m&atilde;o misericordiosa suaviza a queda da folha. Enxuga o pranto da face.<br /> \n* * *<br /> \nA poetisa paranaense Helena Kolody nos leva, de forma magistral, a uma breve viagem pela busca de sentido na exist&ecirc;ncia.<br /> \nEla apresenta a postura humilde da criatura perante o universo, aceitando suas raz&otilde;es, suas leis, mesmo n&atilde;o tendo pleno entendimento delas.<br /> \nO homem, ainda na adolesc&ecirc;ncia do intelecto e na inf&acirc;ncia da moral, come&ccedil;a a descobrir que h&aacute; um sentido profundo e maior em tudo.<br /> \nN&atilde;o h&aacute; o acaso nem o caos na reg&ecirc;ncia Divina do Universo.<br /> \nA lei do trabalho diz que tudo trabalha no Cosmo. Um operar silencioso e incessante encontrado desde os seres mais simples at&eacute; os mais complexos.<br /> \nTudo trabalha rumo &agrave; harmonia, &agrave; ordem, ao entendimento.<br /> \nTudo se aperfei&ccedil;oa com o passar do tempo.<br /> \nA lei do progresso estabelece o crescimento inevit&aacute;vel. &Eacute; uma for&ccedil;a viva, que pode ser apenas retardado por um tempo, mas nunca evitado indefinidamente.<br /> \nA cada instante na vida temos oportunidades de melhorar, de nos tornarmos mais maduros. Essas conquistas v&atilde;o nos trazendo, naturalmente, a felicidade.<br /> \nOs bons sentimentos florescem. As ideias nobres ganham asas. As m&aacute;goas sangram e se curam, cedo ou tarde.<br /> \nNossas l&aacute;grimas n&atilde;o rolam em v&atilde;o.<br /> \nQuando, com sabedoria, olhamos para nossa pr&oacute;pria dor e perguntamos: O que voc&ecirc; deseja me ensinar? - estamos dando passo decisivo para a liberta&ccedil;&atilde;o do sofrimento que ainda devassa nosso &iacute;ntimo aprendiz.<br /> \nUma invis&iacute;vel por&eacute;m, sempre presente for&ccedil;a misteriosa, suaviza a queda da folha, enxuga o pranto da face.<br /> \nA Provid&ecirc;ncia Divina &eacute; a solicitude da Intelig&ecirc;ncia Suprema para com as criaturas.<br /> \nIndependentemente da religi&atilde;o que professamos, ou mesmo aqueles de n&oacute;s, que dizemos ateus, nunca ficamos sem consolo, sem amparo e sem abra&ccedil;o.<br /> \nPense nisso, mas pense agora.</span><br />

ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO
17 Ago 20164:25EP 534

ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO

ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO<br /> \n<br /> \n<br /> \nTua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> \nSe essa casa for escura ou vazia, n&atilde;o poder&aacute;s ilumin&aacute;-la com as l&acirc;mpadas de teu vizinho nem ench&ecirc;-la com os seus bens.<br /> \nE se estiver no deserto, n&atilde;o a poder&aacute;s transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, n&atilde;o poder&aacute;s baix&aacute;-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros p&eacute;s.<br /> \nNossas vidas interiores, meu irm&atilde;o, s&atilde;o rodeadas pelo isolamento e a solid&atilde;o. Sem eles, tu n&atilde;o serias tu e eu n&atilde;o seria eu.<br /> \nSem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, n&atilde;o saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim.<br /> \n* * *<br /> \nAs palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma...<br /> \nN&atilde;o somos a imagem que vemos no espelho. N&atilde;o somos as apar&ecirc;ncias. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Esp&iacute;rito.<br /> \nE cada um deve iluminar a sua casa com suas pr&oacute;prias conquistas. As l&acirc;mpadas dos vizinhos nos seduzem, at&eacute; nos inspiram, mas nossa ilumina&ccedil;&atilde;o precisa vir de dentro.<br /> \nN&atilde;o adianta casar com algu&eacute;m bom para viver a bondade. N&atilde;o adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. N&atilde;o adianta estarmos pr&oacute;ximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade.<br /> \nOs bens do outro s&atilde;o do outro. Podemos at&eacute; usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motiva&ccedil;&atilde;o, para que tenhamos for&ccedil;as e exemplo para lograr os nossos pr&oacute;prios, ao nosso tempo.<br /> \nSe essa nossa casa estiver ainda no deserto, caber&aacute; a n&oacute;s, apenas a n&oacute;s, transformar a aridez em jardim florido.<br /> \nE todos os caminhos precisam ser abertos por nossos pr&oacute;prios p&eacute;s...<br /> \nSomos individualidades. N&atilde;o h&aacute; um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade h&aacute; uma esp&eacute;cie de solid&atilde;o, um lugar onde todos estamos s&oacute;s.<br /> \nSolid&atilde;o que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude &ndash; uma unidade saud&aacute;vel da criatura com o Criador, seja l&aacute; como voc&ecirc; define ou imagina esse &ldquo;Criador&rdquo;.<br /> \n&Eacute; reservado um plano especial no Universo para cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; insignific&acirc;ncia alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar.<br /> \nAcreditar-se pequeno, ou insignificante &eacute;, ainda, t&iacute;pico de quem n&atilde;o se encontrou em profundidade, de quem n&atilde;o conhece sua pr&oacute;pria casa no Universo.<br /> \nSomos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o individual.<br /> \n* * *<br /> \nQuando a sombra de um des&acirc;nimo qualquer desejar bater &agrave; porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes.<br /> \nN&atilde;o permitamos que as distra&ccedil;&otilde;es ou as vicissitudes da vida enfraque&ccedil;am nossas for&ccedil;as. Elas s&atilde;o parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra.<br /> \n* * *<br /> \nTua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,com base em trecho<br /> \ndo texto Isolamento e solid&atilde;o, do livro Curiosidades <br /> \nbelezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.<br /> \nEm 11.7.2014<br /> \n<br />

EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM
16 Ago 20164:14EP 533

EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM<br /> \n<br /> \n<br /> \nA experi&ecirc;ncia de uma m&atilde;e e seu beb&ecirc; nos traz reflex&otilde;es muito profundas e importantes. Diz-nos ela:<br /> \n&Eacute; que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que &eacute; isso que aprendi: n&atilde;o precisa.<br /> \nExistem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doen&ccedil;a, sono. Mas existe o choro que n&atilde;o cessa ap&oacute;s checar tudo o que pode estar errado.<br /> \nE esse choro, que pode durar horas at&eacute;, esse choro n&atilde;o &eacute; errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas l&aacute;grimas.<br /> \nTalvez eu me focasse menos em ficar dizendo &ldquo;shhhh&rdquo;, balan&ccedil;ando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as t&aacute;ticas poss&iacute;veis, me sentindo incapaz de consol&aacute;-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos.<br /> \nEntender que n&atilde;o se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolh&ecirc;-la.<br /> \nEntender que o choro &agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; dor, mas adapta&ccedil;&atilde;o a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o beb&ecirc; n&atilde;o est&aacute; acostumado.<br /> \nEntender que, quando n&atilde;o se fala, n&atilde;o se balbucia e n&atilde;o se gesticula, s&oacute; existe o choro como comunica&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conex&atilde;o com a minha filha?<br /> \nO quanto o simples ato de abra&ccedil;&aacute;-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distra&iacute;-la, teria sido t&atilde;o ou mais eficiente do que tentar t&aacute;ticas e truques para ela parar de chorar?<br /> \nO quanto aquele choro n&atilde;o era um pedido por mais presen&ccedil;a com inten&ccedil;&atilde;o e cora&ccedil;&atilde;o, uma necessidade de dar um basta nas inc&ocirc;modas visitas p&oacute;s-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o estar mais dentro de mim, segura e protegida?<br /> \nChoro &eacute; emo&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o quero ensinar a ela que o choro &eacute; errado. Que as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o erradas, que sentir &eacute; inadequado. O choro &eacute; normal.<br /> \n* * *<br /> \nSe percebermos bem, adquirimos este h&aacute;bito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes. Tanto o nosso chorar como o de algu&eacute;m que nos &eacute; caro.<br /> \nO choro &eacute; inc&ocirc;modo, &eacute; constrangedor, em nossa cultura, e ele precisa ser represado com uma urg&ecirc;ncia e um desespero injustific&aacute;veis &ndash; se pensarmos bem.<br /> \nN&atilde;o paramos para pensar que o choro tem seu momento. &Eacute; algo que precisa sair e precisa de tempo para isso.<br /> \nMelhor para fora do que para dentro, disse algu&eacute;m, um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por n&atilde;o ter conseguido segurar as l&aacute;grimas.<br /> \nSim, n&oacute;s pedimos desculpas por nos emocionarmos... Muito estranho. Como se fosse sinal de fraqueza.<br /> \nChorar &eacute; bom. Chorar &eacute; importante. Chorar &eacute; terap&ecirc;utico. Aqueles que guardam anos e anos de l&aacute;grimas constroem doen&ccedil;as para si. &Eacute; isso mesmo: ficamos doentes porque represamos emo&ccedil;&otilde;es.<br /> \nE no que diz respeito &agrave; dor do outro, que muitas vezes n&atilde;o conseguimos resolver, que &agrave;s vezes ter&iacute;amos vontade de tirar com as m&atilde;os se pud&eacute;ssemos &ndash; quando &eacute; de um filho, de um pai, de uma m&atilde;e &ndash; essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar l&aacute;grimas e dizer: Estou com voc&ecirc;.<br /> \nAcolher o choro de algu&eacute;m sempre ser&aacute; gesto profundo de amor. <br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> \nem texto de autoria de Gabriela Ruggiero Nor<br /> \ndo site www.vilamamifera.com/cafemae,<br /> \nde 20 de julho de 2014.<br /> \nEm 16.9.2014.<br /> \n</span><br />

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