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PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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LIÇÃO BEM APRENDIDA
20 Set 20164:12EP 556

LIÇÃO BEM APRENDIDA

<span style=''font-size: small;''>LI&Ccedil;&Atilde;O BEM APRENDIDA<br /> \n<br /> \nO garoto tinha apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior ga&uacute;cho. Um local onde quase todos se conheciam.<br /> \nCasos de roubo ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o fim do mundo.<br /> \nNaquela localidade, os vizinhos se cumprimentavam e, quando viam crian&ccedil;as pela rua, logo tratavam de perguntar onde estavam os seus pais, o que faziam sozinhos, para onde iam.<br /> \nEm resumo, uns cuidavam dos outros.<br /> \nFoi, portanto, de forma natural, que dona Rute, ao sair para fazer compras, sabendo que iria se demorar algumas horas, olhou para o terreno da casa ao lado e vendo o menino a brincar, lhe disse:Cuide de minha casa, por favor.<br /> \nO menino ergueu os olhos e acenou, de forma afirmativa, com a cabe&ccedil;a.<br /> \nEm seguida, chamou seu c&atilde;o, um amigo desde as horas primeiras da inf&acirc;ncia. Era seu companheiro de brincadeiras.<br /> \nO c&atilde;o o seguia aonde quer que fosse. E os pais sabiam que o menino estaria seguro sob a guarda do animal fiel.<br /> \nEnt&atilde;o, o garoto abriu o port&atilde;o de sua casa, andou at&eacute; a casa vizinha, ficou na ponta dos p&eacute;s para conseguir alcan&ccedil;ar a ma&ccedil;aneta do port&atilde;o e entrou.<br /> \nSentou-se na entrada cimentada, de acesso &agrave; casa e o c&atilde;o se sentou ao lado. E ali ficaram por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> \nA m&atilde;e, em vendo o garoto em terreno alheio, se preocupou que ele fosse aprontar alguma e o chamou diversas vezes para que viesse para casa.<br /> \nMas, a cada chamada, ele acenava com a cabe&ccedil;a negativamente e dizia: N&atilde;o posso!<br /> \nQuando dona Rute chegou, entendeu: o menino tomara ao p&eacute; da letra o cuidar da sua casa e montara guarda, parado, na frente de sua porta, por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> \nBeijou-o, sorrindo, agradeceu e entrou em casa. Ele se levantou e com seu c&atilde;o, retornou ao pr&oacute;prio lar.<br /> \nNo cair da noite, a m&atilde;e foi surpreendida com a chegada de dona Rute procurando por seu filho.<br /> \nSobressaltou-se: O que &eacute; que ele aprontara? Fizera alguma travessura?<br /> \nMas a vizinha insistia que queria falar com o menino. Ele veio e, ante o espanto da m&atilde;e, a senhora o abra&ccedil;ou, beijou, agradeceu e lhe entregou um prato com doces que ela preparara.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o a m&atilde;e teve a explica&ccedil;&atilde;o do que seu filho fizera. Seu filho, a quem ela, desde muito cedo, ensinara a li&ccedil;&atilde;o da responsabilidade e do dever.<br /> \nEle entendera direitinho.<br /> \n* * *<br /> \nInvistamos na educa&ccedil;&atilde;o desde as primeiras horas de vida dos nossos filhos.<br /> \nN&atilde;o acreditemos que eles sejam muito novos e que n&atilde;o compreender&atilde;o as regras da boa conduta, do que seja dever e responsabilidade.<br /> \nA crian&ccedil;a assimila o que ouve e sobretudo, o que v&ecirc;.<br /> \nFalemos a respeito do dever e o exemplifiquemos.<br /> \nConscientes de que devemos preparar nossos filhos para o mundo, ofertemos a eles o melhor em termos de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nSe somos dos que observamos a m&aacute; educa&ccedil;&atilde;o alheia se apresentando, em algumas ocasi&otilde;es, ofere&ccedil;amos ao mundo cidad&atilde;os cumpridores de deveres, pessoas de bem, nossos filhos.<br /> \nSejamos promotores da sociedade renovada, de pessoas comprometidas com a paz alheia e a pr&oacute;pria paz, com o bem-estar do semelhante e a pr&oacute;pria felicidade.<br /> \nEnfim, sejamos construtores do amanh&atilde; de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato da vida<br /> \nfamiliar de Maria Helena Marcon.<br /> \nEm 5.4.2013.<br /> \n</span><br />

ATITUDE
19 Set 20163:21EP 555

ATITUDE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>ATITUDE<br /> \n<br /> \n<br /> \nSinto dizer que sem esfor&ccedil;o nada vai acontecer!<br /> \nN&atilde;o adianta reza forte, nem macumba com 20 velas.<br /> \nSe voc&ecirc; n&atilde;o se decidir pelo primeiro passo,<br /> \nse voc&ecirc; n&atilde;o sair desse quarto,<br /> \nnem os anjos e nem Jesus poder&atilde;o te ajudar,<br /> \nse voc&ecirc; n&atilde;o se ajudar!<br /> \n<br /> \nQuer emagrecer?<br /> \nCaminhe todos os dias,<br /> \npare de dizer que n&atilde;o tem dinheiro para a academia.<br /> \nA rua &eacute; livre, de gra&ccedil;a e est&aacute; te esperando, seja noite, seja dia.<br /> \n<br /> \nQuer um novo emprego?<br /> \nEstude algo novo, aprenda um pouco mais do seu of&iacute;cio, fa&ccedil;a a diferen&ccedil;a<br /> \ne as empresas v&atilde;o correr atr&aacute;s de voc&ecirc;!<br /> \n<br /> \nQuer um novo amor?<br /> \nSaia para lugares diferentes assista a um bom filme,<br /> \nleia um bom livro, abra a cabe&ccedil;a, mude os pensamentos,<br /> \ne o amor vai te encontrar no metr&ocirc;, no &ocirc;nibus, na cal&ccedil;ada,<br /> \ne em qualquer lugar, pois voc&ecirc; ser&aacute; de se admirar.<br /> \nPessoa que encanta s&oacute; de olhar...<br /> \n<br /> \nQuer esquecer algu&eacute;m que te magoou?<br /> \nEnterre as lembran&ccedil;as e o infeliz!<br /> \nValorize-se criatura!<br /> \nSe voc&ecirc; se valoriza, sabe quanto vale,<br /> \nsabendo quanto vale n&atilde;o se troca por qualquer coisa.<br /> \nSe algu&eacute;m te deixou &eacute; porque n&atilde;o sabe o seu valor.<br /> \nLogo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.<br /> \nE rumo ao novo que o novo &eacute; sempre mais gostoso...<br /> \n<br /> \nQuer deixar de dever?<br /> \nPare de comprar.<br /> \nN&atilde;o fa&ccedil;a d&iacute;vida para pagar d&iacute;vidas!<br /> \nNunca! Jamais!<br /> \nFa&ccedil;a poupan&ccedil;a e pe&ccedil;a para o povo esperar.<br /> \n&ldquo;Devo, n&atilde;o nego, pago quando puder.&rdquo;<br /> \nAssim, a cabe&ccedil;a fica livre e voc&ecirc; vai trabalhar.<br /> \nEm breve, n&atilde;o ter&aacute; mais nada para pagar...<br /> \n<br /> \nQuer esquecer uma m&aacute;goa?<br /> \nLimpe o seu cora&ccedil;&atilde;o, esvazie-se...<br /> \nQuem tem equil&iacute;brio n&atilde;o guarda m&aacute;goas.<br /> \nS&oacute; as pessoas com problemas emocionais &eacute; que se ressentem.<br /> \nFicam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estima&ccedil;&atilde;o.<br /> \nBusque o equil&iacute;brio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.<br /> \n<br /> \nQuer viver bem?<br /> \nAme-se!<br /> \n<br /> \nFelicidade &eacute; gratuita, n&atilde;o custa nada.<br /> \n&Eacute; fazer tudo com alegria, nos m&iacute;nimos detalhes.<br /> \nPergunte-se e se n&atilde;o achar resposta que te satisfa&ccedil;a, comece tudo de novo:<br /> \n- Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?<br /> \n- Pra que 3 computadores, se n&atilde;o tem uma empresa?<br /> \n- 4 carros?<br /> \n- 6 quartos se &eacute; voc&ecirc; e mais 1 ou 2?<br /> \n- 40 pares de sapato, se tem apenas 2 p&eacute;s ?<br /> \nA vida pede muito pouco e n&oacute;s precisamos de menos ainda.<br /> \n<br /> \nAcorde enquanto &eacute; tempo e comece a mudan&ccedil;a,<br /> \nantes que o tempo venha e apite o final do seu jogo!<br /> \nEspero que voc&ecirc; pelo menos tenha vencido a partida.<br /> \n<br /> \nPense Nisso e Seja feliz!<br /> \n<br /> \nEstes e outros textos e &aacute;udios , voc&ecirc; encontra em nosso site:<br /> \ncentroamericafm.com.br <br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,<br /> \nEm 04.01.2014.<br /> \n</span><br />

ANTE OS DEFICIENTES
17 Set 20164:05EP 554

ANTE OS DEFICIENTES

<span style=''font-size: small;''>ANTE OS DEFICIENTES<br /> \n<br /> \nH&aacute; algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lan&ccedil;ou seu filho Ivano, um beb&ecirc; deformado, de uma ponte do rio Tibre.<br /> \nMeu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude.<br /> \nNuma pesquisa de opini&atilde;o, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasi&atilde;o, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o dos at&iacute;picos, porque pensam que a vida na Terra n&atilde;o &eacute; feita para sofrer.<br /> \nEm 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele n&atilde;o tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.<br /> \nSeus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.<br /> \nAt&eacute; os vinte e cinco anos de idade, ele n&atilde;o tinha mais do que um metro de altura e andava, gra&ccedil;as a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe.<br /> \nFrequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, gar&ccedil;om e rep&oacute;rter.<br /> \nAos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais.<br /> \nA opera&ccedil;&atilde;o foi gratuita. O m&eacute;dico lhe disse: Um dia, fa&ccedil;a alguma coisa por outros deficientes. Ent&atilde;o, a d&iacute;vida estar&aacute; quitada.<br /> \nCasado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma ind&uacute;stria de pe&ccedil;as de autom&oacute;veis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.<br /> \nO importante a salientar, em sua ind&uacute;stria, &eacute; que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes f&iacute;sicos ou mentais.<br /> \nTetrapl&eacute;gicos, em macas, usavam alguns dedos das m&atilde;os. Senhoras com defici&ecirc;ncia mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio &agrave; dignidade humana.<br /> \nEle escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: N&oacute;s poderemos vencer. A primeira p&aacute;gina &eacute; dedicada &agrave; sua m&atilde;e. A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra &eacute; feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.<br /> \nE a&iacute;, nos perguntamos: Ser&aacute; que o pequeno Ivano, lan&ccedil;ado ao Tibre, n&atilde;o teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?<br /> \nSer&aacute; que, se deixado viver, n&atilde;o teria mostrado ao mundo que o Esp&iacute;rito suplanta a mat&eacute;ria e a domina?<br /> \n* * *<br /> \nOs deficientes enviam recados &agrave; sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclama&ccedil;&otilde;es, acreditando no crescimento do hoje.<br /> \nRecados como este: est&atilde;o se preparando para assumir pap&eacute;is na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas n&atilde;o se fechem para eles.<br /> \nEst&atilde;o nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou s&atilde;o conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho.<br /> \nConseguiram confiar em si mesmos, e est&atilde;o dispostos a fazer duplo esfor&ccedil;o para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante.<br /> \nObservemos quantos exemplos de extraordin&aacute;ria supera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt.<br /> \n1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra<br /> \nvoam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.<br /> \nEm 17.9.2014.<br /> \n<br /> \n</span><br />

A CRITICA
16 Set 20163:36EP 553

A CRITICA

<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> \n<br /> \nConvidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> \nAp&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> \nEm sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> \nLogo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> \nDepois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> \nO que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> \nE a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> \nUm bicho!<br /> \nUm lagarto horr&iacute;vel!<br /> \nUma larva!<br /> \nUm pequeno monstro! <br /> \nEsgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> \nAssim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> \nOs senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> \nN&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> \nN&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> \nN&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> \nMas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> \nE, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> \nNada mais tenho a dizer...<br /> \n* * *<br /> \nQuantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> \nAcostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> \nAssim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> \nN&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> \n&Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> \n&Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> \nEnfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> \nAssim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> \nPensemos Nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> \nO c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> \nHahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> \nde Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> \nEm 28.06.2012.<br /> \n</span><br />

DOIS MUNDOS NO MESMO MUNDO
15 Set 20164:37EP 552

DOIS MUNDOS NO MESMO MUNDO

<span style=''font-size: small;''>DOIS MUNDOS NO MESMO MUNDO<br /> \n<br /> \n<br /> \nO canal televisivo mostra bombas explodindo, m&iacute;sseis sendo lan&ccedil;ados e centenas de corpos pelo ch&atilde;o. N&atilde;o se trata de um filme. S&atilde;o cenas reais e atuais.<br /> \nA tristeza nos envolve, num misto de compaix&atilde;o e de horror. Como pode o homem ser lobo do seu semelhante? Como pode usar de tanta maldade?<br /> \nA um toque no controle remoto, alteramos a sintonia e outras imagens aparecem.<br /> \nEm rodovia movimentada, carros transitam em velocidade, ocupando as tr&ecirc;s largas pistas. No meio disso tudo, um gatinho apavorado se desvia de um carro e de outro.<br /> \nAlguns motoristas, ao v&ecirc;-lo, desaceleram e desviam, a fim de n&atilde;o mat&aacute;-lo. Mas, o animalzinho corre risco de morte a qualquer instante.<br /> \nEnt&atilde;o, na pista da direita, um caminh&atilde;o estaciona, o motorista salta r&aacute;pido e, num &uacute;nico e ousado lance, resgata o pequeno animal, levando-o para o seu ve&iacute;culo.<br /> \nLogo mais, aparece uma localidade africana seca, poeirenta. Uma elefanta anda de um a outro lado, emitindo barridos fortes, como num pedido de socorro. Seu filhote caiu em um buraco e ela n&atilde;o o consegue retirar.<br /> \nEle chora e se move, sem conseguir sair. De repente, chegam dois homens, trazendo cordas. Com extremo cuidado resgatam o filhote que, t&atilde;o logo se v&ecirc; liberto, corre para a m&atilde;e que o acaricia com sua tromba.<br /> \nE, numa cena comovente, o beb&ecirc; elefante, faminto, busca o leite materno para saciar a fome.<br /> \nEm outro local, g&eacute;lido, diferente resgate ocorre. V&aacute;rios homens se esmeram para retirar de &aacute;guas geladas um grande animal. Com as pernas congeladas, ele recebe massagem nas ancas, nas patas, at&eacute; que demonstre possibilidade de se movimentar.<br /> \nE, antes que se erga nas pr&oacute;prias patas, recebe um caloroso abra&ccedil;o de um dos seus salvadores, como a lhe dizer: Irm&atilde;o, voc&ecirc; est&aacute; salvo!<br /> \nE, quando as not&iacute;cias come&ccedil;am a tecer o panorama nacional, uma trag&eacute;dia &eacute; anunciada. Quatro pessoas de uma mesma fam&iacute;lia est&atilde;o soterradas sob um edif&iacute;cio de quatro andares que ruiu.<br /> \nOs bombeiros trabalham com afinco, as horas avan&ccedil;am, o cansa&ccedil;o os abra&ccedil;a, as for&ccedil;as parecem lhes faltar. Entre l&aacute;grimas, exclama um deles: Daqui n&atilde;o me afastarei at&eacute; o resgate final.<br /> \nTrinta e quatro horas passadas, &eacute; resgatada a menina de oito anos, depois o pai. Em seguida, o beb&ecirc; de poucos meses. Esse apresenta problemas respirat&oacute;rios e recebe massagem espec&iacute;fica, no pr&oacute;prio local.<br /> \nFinalmente, a m&atilde;e &eacute; retirada dos escombros. Enquanto a ambul&acirc;ncia abre caminho pelas ruas, com sua sirene estridente, levando as quatro vidas preciosas, os bombeiros se unem numa grande corrente.<br /> \nBra&ccedil;os entrela&ccedil;ados, cabe&ccedil;as baixas, eles oram, em gratid&atilde;o , pelo &ecirc;xito alcan&ccedil;ado.<br /> \nQue religi&atilde;o professam? Ou mesmo, que n&atilde;o professem nenhuma.Que importa! Todos oram, irmanados, filhos do mesmo Pai, ao Pai se dirigindo.<br /> \n* * *<br /> \nAnte quadros t&atilde;o diversos, conclu&iacute;mos que, no aben&ccedil;oado planeta Terra, muitas criaturas ainda vivem o estado de guerra, de selvageria, de maldade.<br /> \nEntretanto, um n&uacute;mero bem mais expressivo j&aacute; elegeu o amor como seu roteiro de vida.<br /> \nS&atilde;o esses que se esmeram em conservar, resguardar, recuperar outras vidas, indo, muitas vezes, al&eacute;m do dever, convocando energias sobrehumanas.<br /> \nE n&oacute;s? A que categoria pertencemos? Estamos destruindo ou preservando vidas? Somos do bem?<br /> \nPensemos nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 15.9.2014.<br /> \n<br /> \n</span><br />

O SOL DA ESPERANÇA
12 Set 20164:25EP 550

O SOL DA ESPERANÇA

<span style=''font-size: small;''>O SOL DA ESPERAN&Ccedil;A<br /> \n<br /> \nPor vezes, a vida nos oferece maus momentos. Sofrimento, l&aacute;grimas e infelicidade nos visitam e nos sentimos desesperan&ccedil;ados e infelizes.<br /> \nNesses momentos amargos, em que a alma dolorida se volta para Deus e indaga Por que passo por essas prova&ccedil;&otilde;es?, &eacute; a hora em que devemos lembrar de uma palavra luminosa: a esperan&ccedil;a.<br /> \nNarra a tradi&ccedil;&atilde;o grega que uma jovem chamada Pandora recebeu uma bela caixa com a recomenda&ccedil;&atilde;o de jamais abri-la.<br /> \nMas Pandora era curiosa e desobediente. Ao abrir a caixa, ela liberou todos os males, mis&eacute;rias e sofrimentos no Mundo.<br /> \nDesesperada, Pandora chorou. Mais tarde, viu que, ap&oacute;s sa&iacute;rem todas as mazelas, havia ficado, no fundo da caixa, a esperan&ccedil;a. Brilhava sozinha a esperan&ccedil;a - um fiozinho de luz que pulsava. Mas que poder possu&iacute;a!<br /> \n* * *<br /> \nO mito de Pandora deve ser refletido profundamente, em especial quando estamos atravessando momentos dif&iacute;ceis.<br /> \nObserve que, na lenda grega, &eacute; um ato da pr&oacute;pria Pandora que liberta os males do Mundo. Na nossa vida n&atilde;o &eacute; muito diferente: em geral, somos n&oacute;s mesmos que, de alguma forma, provocamos muitos males que nos atingem.<br /> \nPor isso, cada momento dif&iacute;cil &eacute; uma oportunidade de meditarmos e analisarmos qual foi a nossa contribui&ccedil;&atilde;o para aquela situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nNo entanto, a lenda de Pandora vai al&eacute;m: ela mostra que &ndash; apesar da gravidade dos sofrimentos &ndash; n&atilde;o estamos completamente s&oacute;s: h&aacute; uma luz posta por Deus para nos consolar e devolver o brilho em nossos olhos.<br /> \nEssa luz &eacute; a esperan&ccedil;a.<br /> \nEsperan&ccedil;a que restaura as for&ccedil;as, reequilibra o cora&ccedil;&atilde;o, acalma as emo&ccedil;&otilde;es.<br /> \nA esperan&ccedil;a &eacute; a m&atilde;o generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. &Eacute; medicamento quando nos contorcemos em dores.<br /> \nEsperan&ccedil;a &eacute; can&ccedil;&atilde;o suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. &Eacute; um olhar de compaix&atilde;o no instante em que o Mundo nos rejeita.<br /> \nA esperan&ccedil;a nasce de gestos de generosidade, de atitudes espont&acirc;neas, de palavras corretas.<br /> \nMas n&atilde;o se habitue apenas a aguardar que a esperan&ccedil;a venha gratuitamente se aninhar no seu cora&ccedil;&atilde;o. Abra as portas da alma para ela!<br /> \nPara isso, &eacute; necess&aacute;rio educar o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nA esperan&ccedil;a &eacute; como um visitante importante. Devemos nos preparar adequadamente para receb&ecirc;-la. A primeira atitude &eacute; retirar a poeira do pessimismo.<br /> \nDepois, varrer as sujeiras acumuladas pela m&aacute;goa. Essas sujeirinhas t&ecirc;m v&aacute;rios nomes: rancor, maledic&ecirc;ncia, desejo de vingan&ccedil;a.<br /> \nEm seguida, com a casa mental bem limpa, &eacute; hora de perfum&aacute;-la com bons pensamentos, sorrisos, serenidade e otimismo.<br /> \nEnt&atilde;o, quando menos se espera, eis que chega a esperan&ccedil;a. Viaja em uma carruagem dourada, espalha flores pelo caminho e se instala no Esp&iacute;rito fazendo festa.<br /> \n&Eacute; uma presen&ccedil;a t&atilde;o forte, t&atilde;o bela, que transforma de imediato o ambiente em que se hospeda: impregna a alma de coragem e de alegria.<br /> \nEsperan&ccedil;a &eacute; um sol que nasce ap&oacute;s uma longa noite escura. Chega trazendo calor e a luz dourada de um dia cheio de boas realiza&ccedil;&otilde;es. Ela aponta, firme, para um futuro radioso. Basta receb&ecirc;-la.Pense Nisso, mas pense agora!<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 23.7.2013.<br /> \n<br /> \n</span><br />

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