
A CULPA É DA CARNE

PODCAST · 3188 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<span style=''font-size: small;''>RESSENTIMENTO<br /> \n<br /> \nO ressentimento já foi comparado a uma brasa ardente que seguramos com a intenção de jogá-la em outra pessoa, enquanto queima a nossa mão.<br /> \nOu então, um veneno que tomamos esperando que o outro morra.<br /> \nQuando estamos ressentidos, sentimos intensamente a dor do passado de novo e de novo.<br /> \nIsso não só desgasta o nosso bem-estar emocional, como também ataca, de uma maneira poderosa e negativa, nosso bem-estar físico.<br /> \nQuando guardamos ressentimento, rancor, estamos nos aprisionando voluntariamente à dor.<br /> \nlguns poderiam então questionar: Isto quer dizer que escolhemos guardar mágoa? Há, então, uma escolha? Pois parece que não. Parece que é mais forte que nós.<br /> \nÉ difícil de perceber, principalmente para aqueles que ainda não nos conhecemos bem. Mas, sim, é uma escolha que fazemos.<br /> \nSentir raiva é natural.Sentir-se magoado, também.<br /> \nNão, porém, à instalação do ressentimento.<br /> \nO que ela ensina é que é perfeitamente natural termos a alma ferida com este ou aquele acontecimento, porém, carregar essa dor por tempo indeterminado no coração, é uma escolha perigosa.<br /> \nÉ uma brasa ardente, realmente, que vai queimando por dentro, dia após dia, ano após ano, sem trazer benefício algum à alma que sofre.<br /> \nDessa forma, precisamos realizar um trabalho interior para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, evitando prejuízos maiores para nós mesmos.<br /> \nIsso significa deixar de dar tanto valor a um fato, a um acontecimento para que nosso coração se acalme, olhe para frente e deixe de se apegar tanto a questões que já estão no passado.<br /> \n* * *<br /> \nO prazer de ser livre é incomparável...<br /> \nPoder deitar a cabeça no travesseiro todas as noites e dizer que não guarda mágoa de ninguém é vitória da alma sobre o ressentimento avassalador.<br /> \nNão nos preocupemos com a impunidade do agressor, do ofensor. Num Universo regido por leis perfeitas, nada fica impune, tudo tem sua consequência.<br /> \nPerdoar, esquecer é também uma escolha pela saúde do Espírito e do corpo, uma vez que, livres do rancor, igualmente ficamos livres das doenças associadas diretamente ao ressentimento.<br /> \nVivamos a alegria e a liberdade de não carregar ressentimento em nosso coração.<br /> \nPENSE NISSO.MAS...PENSE AGORA!</span><br />

<span style=''font-size: small;''>OUTRAS VIOLÊNCIAS<br /> \n<br /> \nViolência é o ato de constranger física ou moralmente. É o uso da força.<br /> \nNa atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a violência. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas residências, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> \nContratamos seguranças para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> \nResguardamo-nos da violência que vem de fora e pode nos atingir.<br /> \nNo entanto, existe outro tipo de violência para a qual não atentamos. É a que reside em nós.<br /> \nÉ a violência da indiferença. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos noticiários, as paisagens da fome, da miséria e prosseguirmos de braços cruzados.<br /> \nSim, alguns de nós nos sensibilizamos, chegando às lágrimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a atenção e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> \nViolência que nos faculta assistir, extremamente interessados, as notícias acerca da agressão sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> \nDesejamos saber tudo e quanto maior for a violência para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> \nE não nos recordamos de nos recolher à intimidade do coração para orar pelo agredido, pelos seus. À parte a fama, são gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem caráter universal e imparcial.<br /> \nParticipamos ativamente ou assistimos impassíveis a programas em que o ser humano é exposto em toda sua nudez moral.<br /> \nOnde a problemática física ou de ordem íntima é levada a público como contos para diversão e lazer. Contudo, os envolvidos são seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> \nViolência é a atitude com que destinamos velhos e enfermos difíceis a instituições, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> \nCostumamos aliviar a consciência dizendo que não dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, à distância, a fim de não lhes ouvir os queixumes e lamentações.<br /> \nE poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que não direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, próximos de nós, sob nossos olhos vigilantes?<br /> \nViolência é o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento doméstico, estabelecendo silêncios gélidos às interrogações afetuosas.<br /> \nÉ o filho que se fecha em si mesmo, não respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agressão por não lhe concederem o que anseia.<br /> \nSão os esposos que, entre si, contratam a mudez como símbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remissão.<br /> \nViolência é a indiferença pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupação, as lágrimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> \nÉ levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> \nE bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abraçar quem padece a carência da nossa ternura.<br /> \nA violência de fora pode nos ferir e magoar. A violência de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos é igualmente perniciosa e destruidora.<br /> \nMuitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da própria violência íntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem próximos.<br /> \nMudez, indiferença, frieza. Violências que se reprisam, armas cruéis.<br /> \nPrincipiemos por alijar de nós a violência, exercitando o diálogo, o perdão, os bons sentimentos.<br /> \nE veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos corações.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.</span><br />

<span style=''font-size: small;''>IGNORÂNCIA E ESTUPIDEZ<br /> \n<br /> \nO reverendo Martin Luther King Junior, missionário do bem na Terra, certa feita afirmou:<br /> \nNada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa.<br /> \nReflitamos sobre estas palavras fortes.<br /> \nA acomodação na própria ignorância, ou mesmo a opção por ela, é terrível mal para o Espírito em evolução.<br /> \nQuerer permanecer na ignorância é afastar-se do caminho da felicidade.<br /> \nA ignorância não pode ser objetivo de ninguém na Terra.<br /> \nAparentemente, esta pode trazer algumas vantagens, conforme afirmam alguns desavisados, mas não, não há benefício algum em permanecer nela.<br /> \nDa mesma forma, a estupidez conscienciosa é chaga doentia para o homem e para a mulher que desejam crescer moralmente.<br /> \nErrar conscientemente é construir sua própria prisão moral de dor permanente.<br /> \nOptar pelos caminhos da crueldade, do egoísmo e do orgulho, tendo a consciência de que são trilhas prejudiciais a todos, é condenar-se à dor voluntariamente.<br /> \nCada vez que proferimos palavras grosseiras, cada vez que espezinhamos a vida alheia gratuitamente, com comentários infelizes, estamos agindo no mal conscientemente.<br /> \nQuantos de nós, que seguimos uma religião, não somos capazes de tolerar nem pequenos deslizes?<br /> \nQuantos de nós, tendo capacidade de praticar o bem, escolhemos o caminho da acomodação, da indiferença. Sim, a estupidez conscienciosa é perigo constante. <br /> \nMuitos de nós que aqui estamos, somos reincidentes no mal, e recebemos a bênção de nova oportunidade para que, desta vez, aproveitemos para crescer no amor.<br /> \nA grande transformação da Humanidade já se opera dia após dia, sem cessar.<br /> \nJá vemos um grande numero de empresas investindo altas somas, para treinar os seus executivos, para que esses tenham um modelo mental pautado nas emoções positivas e em crenças possibilitadoras.<br /> \nAssim ouvintes, não seremos os de alma adormecida, vamos nos engajar na nova era de amor e entendimento.<br /> \n* * *<br /> \nA Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos.<br /> \nOs homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material.<br /> \nResta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral.<br /> \nJá não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.Pensemos nisso.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com pensamento final do cap. XVIII,<br /> \nitem 5 do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> \nEm 02.06.2012.<br /> \n</span><br />

<span style=''font-size: small;''>CÂNCER MORAL<br /> \n<br /> \nCaro ouvinte, você se considera uma pessoa mal humorada?<br /> \nTalvez os que tenhamos problemas com variações constantes de humor não reconheçamos, assim, com tanta facilidade.<br /> \nMas, se você perceber que vez ou outra é atacado por uma crise de mau humor, vale a pena refletir sobre esta mensagem a seguir:<br /> \nO mau humor sistemático - vício de comportamento emocional gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral.<br /> \nDesconcertando a razão, provoca tendências negativas que devem ser combatidas, promovendo a maledicência e a indisposição de ânimo.<br /> \nTodos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo.<br /> \nTodas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações.<br /> \nO azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido.<br /> \nAtiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo.<br /> \nMuitas formas de cânceres têm sua gênese no comportamento moral insensato, nas atitudes mentais agressivas, nas rogativas emocionais enfermiças.<br /> \nO mau humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade imprudente.<br /> \n* * *<br /> \nRevista-se de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos.<br /> \nEles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob a aprovação da vontade acomodada.<br /> \nVigie as nascentes dos seus sentimentos e lute com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau humor.<br /> \nConquiste o título de pacífico ou faça-se pacificador.<br /> \n* * *<br /> \nQuando você perceber que o mau humor está batendo à sua porta, pare e reflita.<br /> \nRespire fundo. Se possível, pare tudo o que esteja fazendo, e se permita cinco minutos de silêncio, de descanso, de solidão.<br /> \nQuando essa lente negativista quiser controlar seus atos e pensamentos, lembre-se das razões que tem para estar feliz!<br /> \nLembre-se de tudo que está dando certo em sua vida.<br /> \nEntre em contato com a natureza. Leia uma mensagem otimista. Faça uma oração. Procure rir um pouco.<br /> \nO segredo pode estar na mudança dos pensamentos, da rotina, da sintonia.<br /> \nQuem cultiva o bom humor tem saúde abundante, tem amigos por perto e está sempre disposto a aprender.<br /> \nQuem cultiva o bom humor já vive a felicidade, mesmo não tendo consciência disso.<br /> \nJá pensou nisso? Se não, pense agora!<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso com base no cap. 12 da obra Receitas de paz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> \nEm 23.07.2012.<br /> \n</span><br />


<span style=''font-size: small;''>EMPATIA<br /> \n<br /> \nUm ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:<br /> \nDurante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.<br /> \nQuando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.<br /> \nE como você escapou? – perguntou o jovem.<br /> \nNão escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.<br /> \n* * *<br /> \nA sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.<br /> \nA empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.<br /> \nA empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.<br /> \nPassamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.<br /> \nO hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas.<br /> \nO coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.<br /> \nÉ chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral. <br /> \n* * *<br /> \nFazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.<br /> \nO médico das almas, jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.<br /> \nAs verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias.<br /> \n<br /> \n<br /> \nRedação do pense nisso, com base no livro maktub, de<br /> \npaulo coelho, ed. Planeta e no item ii, do cap. Xi, de o evangelho<br /> \nsegundo o espiritismo, de allan kardec, ed. Feb.<br /> \nEm 18.6.2013.</span><br />

<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO FAMILIAR<br /> \n<br /> \nO maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence.<br /> \nA esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado.<br /> \nO marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d’água.<br /> \nO filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.<br /> \nTalvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos egoísmo.<br /> \nConta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples.<br /> \nImpressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.<br /> \nFicou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.<br /> \nSe não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares.<br /> \nDurante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.<br /> \nNo primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo.<br /> \nVocê reparou! – Falou, admirada.<br /> \nLogo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar.<br /> \nIa recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela.<br /> \nNo outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.<br /> \nNuma das noites, não reclamou quando a esposa demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar.<br /> \nE assim se passaram doze dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor.<br /> \nFoi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Porque lhe perguntasse o motivo, ela lhe indagou:<br /> \nVocê sabe de alguma coisa que eu não sei?<br /> \nPor que pergunta? Disse o marido.<br /> \nBem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?<br /> \nNão, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?<br /> \nÉ que você, respondeu a esposa, está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.<br /> \nNão, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.<br /> \n* * *<br /> \nAo admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem água na fervura dos desentendimentos.<br /> \nExistem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica: Cometi um erro.<br /> \nVocê tem razão.<br /> \nPeço perdão.<br /> \nFui indelicado.<br /> \nPrometo mudar.<br /> \nQue tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma dessas expressões a favor da paz em nosso lar?<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base no cap. Livre-<br /> \nnos Deus, do livro A presença de Deus, de Richard Simonetti,<br /> \ned. Gráfica São João.<br /> \nEm 7.8.2013.<br /> \n<br /> \n</span><br />