Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3188 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
FANATISMO E TOLERÂNCIA
10 Mar 20174:01EP 668

FANATISMO E TOLERÂNCIA

<span style=''font-size: small;''>FANATISMO E TOLER&Acirc;NCIA<br /> \n<br /> \n&Eacute; natural que nas nossas escolhas, nas nossas andan&ccedil;as, encontremos essa ou aquela filosofia de vida que mais nos pare&ccedil;a adequada.<br /> \n&Eacute; compreens&iacute;vel que a escolha religiosa de cada um de n&oacute;s tenha um car&aacute;ter pr&oacute;prio e pessoal, que mais concorde com nossa vis&atilde;o de mundo e de um Deus...ou mesmo que n&atilde;o se acredite em um criador.<br /> \nAssim tamb&eacute;m escolhemos o partido pol&iacute;tico, o time de futebol, o esporte preferido para praticar, o hobby para os momentos de lazer, que nos pare&ccedil;a o melhor, e que tenha mais significado para n&oacute;s.<br /> \nComo temos hist&oacute;rias de vida diferentes, percep&ccedil;&otilde;es de mundo, valores, capacidades intelectuais e emocionais muito pessoais e individualizadas, cada um de n&oacute;s faz suas escolhas externas em coer&ecirc;ncia com aquilo que j&aacute; conquistou intimamente.<br /> \nDessa forma, mesmo que n&atilde;o concordemos com a op&ccedil;&atilde;o de vida de outrem, mesmo que tal ou qual situa&ccedil;&atilde;o jamais possa ser nossa escolha, para algu&eacute;m isso pode ser o melhor.<br /> \nPortanto, compreender que n&atilde;o ser&atilde;o todos que aceitar&atilde;o a nossa religi&atilde;o como a melhor, que ver&atilde;o nossa profiss&atilde;o como a mais acertada escolha ou que conseguir&atilde;o entender nossas op&ccedil;&otilde;es, tudo isso faz parte da vida.<br /> \nTodas as vezes que tentarmos for&ccedil;ar algu&eacute;m a pensar como n&oacute;s, entraremos em campo perigoso.<br /> \nQuando somos intolerantes com as op&ccedil;&otilde;es distintas das nossas, quando n&atilde;o vemos com naturalidade outros caminhos trilhados por tantos, estamos demonstrando nossa inflexibilidade com a diversidade do pensar e do agir alheios.<br /> \nO pr&oacute;ximo passo, seguido &agrave; intoler&acirc;ncia, ser&aacute; certamente o do fanatismo.<br /> \nQuando n&atilde;o conseguimos aceitar as op&ccedil;&otilde;es alheias, n&atilde;o conseguimos ver outros caminhos para trilhar, tendemos a impor nossas escolhas como a &uacute;nica verdade e a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o l&iacute;cita e saud&aacute;vel.<br /> \nSeremos aqueles que tentaremos impor nossa religi&atilde;o, nossa filosofia de vida, nosso esporte ou nosso hobby aos que nos cercam, para que eles se conven&ccedil;am da nossa certeza, esquecendo-nos de que ela &eacute; nossa e de mais ningu&eacute;m.<br /> \nDisso conclu&iacute;mos que n&atilde;o nos cabe impor a ningu&eacute;m nossa cren&ccedil;a, seja religiosa, seja de vida, ou de qualquer matiz.<br /> \n* * *<br /> \nSe convidados a opinar sobre o que seja, que possamos expor nosso ponto de vista com naturalidade e tranquilidade, mas sem pretens&atilde;o ou arrog&acirc;ncia, como se o nosso caminho fosse o &uacute;nico que conduz para a felicidade, para o bem-estar.<br /> \nQuando temos necessidade de impor o que pensamos, mostramos n&atilde;o s&oacute; a fragilidade e incertezas que carregamos, como a necessidade constante de auto afirmar nossas cren&ccedil;as.<br /> \nNuma sociedade t&atilde;o diversificada como a nossa, pratiquemos a toler&acirc;ncia e a compreens&atilde;o para com o pr&oacute;ximo.<br /> \nMesmo as op&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas que o outro, porventura, tenha feito, ser&atilde;o li&ccedil;&otilde;es preciosas para seu aprendizado, que talvez n&atilde;o ocorressem se n&atilde;o fosse de tal maneira.<br /> \nPermitamos a cada um a liberdade do pensar e do agir, fazendo, de nossa parte, as op&ccedil;&otilde;es que nos levem &agrave; felicidade, &agrave; paz e &agrave; consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 18.03.2015.<br /> \n</span><br />

ALGUÉM MELHOR
9 Mar 20172:57EP 667

ALGUÉM MELHOR

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;ALGU&Eacute;M MELHOR<br /> \n<br /> \nQual foi a experi&ecirc;ncia de vida que transformou voc&ecirc; em algu&eacute;m melhor?<br /> \nN&atilde;o responda essa pergunta agora.Espere at&eacute; o final desta edi&ccedil;&atilde;o do pense nisso.<br /> \n* * *<br /> \nA vida tem costume de surpreender. De repente, aparece algu&eacute;m que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas dire&ccedil;&otilde;es.<br /> \nA noticia de uma grave enfermidade, a partida para o al&eacute;m tumulo de um ente amado.<br /> \n&Agrave;s vezes, &eacute; uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma.<br /> \n&Eacute; a soma de eventos assim, , que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros.<br /> \nPode ser uma soneca no &ocirc;nibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte.<br /> \nO que importa &eacute; olhar para essas experi&ecirc;ncias e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes.<br /> \nSem pedir nada em troca, s&atilde;o pequenas gra&ccedil;as plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres.<br /> \nEnt&atilde;o, quando olhamos para tr&aacute;s e enxergamos o caminho percorrido, s&oacute; nos resta agradecer, do fundo do cora&ccedil;&atilde;o, &agrave; vida, que nos faz uma vers&atilde;o melhor de n&oacute;s mesmos.<br /> \n* * *<br /> \nTodas as for&ccedil;as da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevit&aacute;vel. Progresso da alma, que vai se tornando mais sens&iacute;vel, mais amorosa, mais madura.<br /> \nProgresso tamb&eacute;m da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decis&otilde;es com mais seguran&ccedil;a.<br /> \nAproveite esses momentos de reflex&atilde;o, onde voc&ecirc; estiver, para lembrar que experi&ecirc;ncias fizeram de voc&ecirc; algu&eacute;m melhor, e se voc&ecirc; soube ou est&aacute; sabendo aprender com os acontecimentos da vida.<br /> \nTodos eles, julgados como bons ou maus por n&oacute;s, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Esp&iacute;rito aprendiz.<br /> \nBem, agora voc&ecirc; pode responder a pergunta para si mesmo.<br /> \nQual foi a experi&ecirc;ncia de vida que transformou voc&ecirc; em algu&eacute;m melhor?<br /> \nTenha um dia de luz e n&atilde;o desperdice mais um dia de aprendizado.<br /> \nPense nisso.<br /> \n(Tarde)Que a sua tarde seja aben&ccedil;oada e repleta de novos aprendizados.<br /> \nNesta noite, n&atilde;o importa onde voc&ecirc; esteja, seja uma noite de reflex&otilde;es e que voc&ecirc; possa dizer: &ldquo; O dia foi bom, mesmo n&atilde;o sendo como eu queria.Mas, foi o dia que eu precisava para o meu amadurecimento&rdquo;.<br /> \nPense Nisso e tenha uma boa noite;<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em mat&eacute;ria da revista<br /> \nSorria n&ordm; 23, de dezembro/janeiro 2012, de autoria de Jaqueline Li,<br /> \nJ&eacute;ssica Martineli, Karina S&eacute;rgio Gomes, Rafaela Dias, Rita Loiola,<br /> \nTissiane Vicentin e Val&eacute;ria Mendon&ccedil;a.<br /> \nAdapta&ccedil;&atilde;o de L.C.M.<br /> \nEm 28.06.2012.</span><br />

VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ
7 Mar 20173:25EP 665

VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ

<span style=''font-size: small;''>VOC&Ecirc; SABE QUE VOU SER IGUAL A VOC&Ecirc;<br /> \n<br /> \nO cantor e compositor americano Harry Champin, escreveu e comp&ocirc;s uma linda can&ccedil;&atilde;o que fez muito sucesso nos anos 70.Ela fala sobre a aus&ecirc;ncia dos pais. A letra diz assim:<br /> \nMeu filho chegou outro dia<br /> \nVeio para o mundo da maneira comum<br /> \nMas havia planos para realizar<br /> \nE contas a pagar<br /> \nEle aprendeu a andar enquanto eu estava fora<br /> \nE ele estava falando antes de eu conhec&ecirc; - lo<br /> \nE enquanto ele crescia<br /> \nEle falava: &quot;Vou ser igual a voc&ecirc; pai,<br /> \nVoc&ecirc; sabe que vou ser igual a voc&ecirc;&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Quando voc&ecirc; vem pra casa, pai?&quot;<br /> \n&quot;Eu n&atilde;o sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> \nVoc&ecirc; sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> \n<br /> \nMeu filho fez 10 anos outro dia<br /> \nEle disse: &quot;Obrigado pela bola pai,<br /> \nVamos l&aacute;, vamos jogar<br /> \nVoc&ecirc; pode me ensinar a chuta-la?&quot;<br /> \nEu disse &quot;n&atilde;o hoje, tenho muito pra fazer&quot;<br /> \nEle disse &quot;tudo bem&quot;<br /> \nE ele foi embora, mas seu sorriso nunca desapareceu<br /> \nDisse &quot;eu vou ser igual a ele, sim<br /> \nSabe, vou ser igual a ele&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Quando voc&ecirc; vem pra casa, pai?&quot;<br /> \n&quot;Eu n&atilde;o sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> \nVoc&ecirc; sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> \n<br /> \nBem, ele chegou do col&eacute;gio outro dia<br /> \nComo um homem, eu tive que dizer<br /> \n&quot;filho, estou orgulhoso de voc&ecirc;.<br /> \nPode sentar um pouco?&quot;<br /> \nEle balan&ccedil;ou a cabe&ccedil;a,<br /> \nE disse com um sorriso:<br /> \n&quot;O que eu realmente queria pai,<br /> \n&eacute; pegar emprestada a chave do carro,<br /> \nTe vejo mais tarde&quot;<br /> \nQuando voc&ecirc; vem pra casa, FILHO?&quot;<br /> \n&quot;Eu n&atilde;o sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> \nVoc&ecirc; sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> \n<br /> \nPor muito tempo estive aposentado<br /> \nE meu filho se mudou<br /> \nLiguei pra ele outro dia<br /> \nE disse: &quot;Eu gostaria de te ver se n&atilde;o se importasse&quot;<br /> \nEle disse: &quot;Eu adoraria, pai, se pudesse achar tempo&quot;<br /> \n&ldquo;Mas foi muito bom falar com voc&ecirc;, pai&rdquo;<br /> \nE quando desliguei o telefone,<br /> \nIsso me ocorreu,<br /> \nEle cresceu igualzinho a mim<br /> \nMeu filho era igualzinho a mim<br /> \n***<br /> \nComo ouvimos, a letra da can&ccedil;&atilde;o nos faz pensar a respeito das nossas aus&ecirc;ncias de cada dia, com os nossos filhos.<br /> \nA nossa aus&ecirc;ncia de hoje, pode se refletir na saudade que sentiremos no inverno da nossa exist&ecirc;ncia.Quando eles, da mesma forma que n&oacute;s fizemos, tamb&eacute;m ser&atilde;o ausentes.<br /> \nPor isso pais e m&atilde;es, paramos um instante e reflitamos e nos fa&ccedil;amos mais presentes aos nosso pequeninos.<br /> \nTudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da crian&ccedil;a.<br /> \nOs filhos est&atilde;o nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros.<br /> \nA oportunidade da conviv&ecirc;ncia familiar &eacute; &uacute;nica. Aproveitemos com sabedoria.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita com base em texto extra&iacute;do de <br /> \nv&iacute;deo encontrado na Internet, sem men&ccedil;&atilde;o a autor.<br /> \nEm 24.06.2012.</span><br />

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER
6 Mar 20174:18EP 664

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>PARA AQUELES QUE N&Atilde;O PODEM VER<br /> \n<br /> \nAquela parecia ser apenas mais uma cerim&ocirc;nia de formatura de grau superior.<br /> \nMuitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolga&ccedil;&atilde;o. Conven&ccedil;&otilde;es ritual&iacute;sticas antigas, enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebra&ccedil;&otilde;es.<br /> \nExcelent&iacute;ssimos, ilustr&iacute;ssimos, discentes, docentes, todos estavam l&aacute;.<br /> \nOs formandos, um a um, desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atr&aacute;s da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande p&uacute;blico, que s&oacute; prestava aten&ccedil;&atilde;o quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando.<br /> \nSeguia o cerimonial. Mais um nome chamado e um sil&ecirc;ncio profundo.<br /> \nA formanda demorou um pouco mais para chegar &agrave; mesa de autoridades. E o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento.<br /> \nEla recebeu o diploma simb&oacute;lico e o p&uacute;blico, que at&eacute; agora apenas esperava o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas.<br /> \nAs pessoas estavam surpresas: uma jovem com defici&ecirc;ncia visual recebendo o grau de pedagoga das m&atilde;os do representante da universidade.<br /> \nPensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e pr&aacute;ticos pensavam: Como ela conseguiu? Como conseguiu estudar? Como fazia as provas?<br /> \nOutros, c&eacute;pticos e insens&iacute;veis, com a ideia de que ningu&eacute;m consegue sucesso por merecimento pr&oacute;prio, pensavam: Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condi&ccedil;&atilde;o.Ou devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir.<br /> \nMuitos estavam simplesmente com uma express&atilde;o de admira&ccedil;&atilde;o em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era poss&iacute;vel: uma deficiente visual se formar na universidade.<br /> \nSua comemora&ccedil;&atilde;o, com o diploma nas m&atilde;os, foi vibrante, digna de uma aut&ecirc;ntica vencedora.<br /> \nProsseguiu a cerim&ocirc;nia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, l&aacute; estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada at&eacute; o p&uacute;lpito.<br /> \nHavia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante vinda de um Esp&iacute;rito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da vis&atilde;o.<br /> \nSua homenagem a Deus foi emocionante e singela.<br /> \nSeus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos criados por um outro jovem, o franc&ecirc;s Lu&iacute;s Braille, no s&eacute;culo dezenove, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais.<br /> \nSuas palavras eram claras, sua dic&ccedil;&atilde;o perfeita e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu cora&ccedil;&atilde;o mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, atrav&eacute;s de sua resigna&ccedil;&atilde;o e perseveran&ccedil;a na exist&ecirc;ncia.<br /> \nEla dizia, para aqueles que n&atilde;o podem ver, que tudo &eacute; poss&iacute;vel se persistirem, se lutarem e n&atilde;o desanimarem.<br /> \nE, sem palavras, apenas com sua presen&ccedil;a, dizia que h&aacute; muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que sonhar sempre ser&aacute; preciso.<br /> \nEla dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda n&atilde;o haviam aprendido realmente a ver.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 17.2.2015.<br /> \n</span><br />

BRINQUEDO QUEBRADO, CRIANÇA FELIZ
4 Mar 20174:27EP 663

BRINQUEDO QUEBRADO, CRIANÇA FELIZ

<span style=''font-size: small;''>BRINQUEDO QUEBRADO: CRIAN&Ccedil;A FELIZ<br /> \n<br /> \nNa qualidade de pais, nos preocupamos em ensinar aos filhos a cuidar dos seus pertences. Contudo, por vezes, vamos a extremos. Principalmente, quando se trata de brinquedos.<br /> \nEsquecemos que tudo se desgasta com o uso e brinquedos s&atilde;o feitos para brincar. Nunca para ficarem guardados em prateleiras e arm&aacute;rios, intoc&aacute;veis, aguardando o passar dos anos. N&atilde;o s&atilde;o trof&eacute;us, s&atilde;o brinquedos.<br /> \nA prud&ecirc;ncia e o zelo t&ecirc;m seu lugar. Tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia e a curiosidade e, grande sabedoria &eacute; saber a diferen&ccedil;a entre uns e outras.<br /> \nUm jovem pai aprendeu isso quando, certo dia, ap&oacute;s passar a tarde de ver&atilde;o brincando no parque e nadando na piscina do clube, seu filho de cinco anos apareceu com o corpo coberto de pintas vermelhas.<br /> \nA esposa pensou ser sarampo e como tinham agendado consulta com o pediatra, para o dia seguinte, n&atilde;o se preocuparam.<br /> \nDurante a consulta, os pais notaram v&aacute;rios hematomas nas pernas do menino.<br /> \nA m&eacute;dica os encaminhou ao hospital para exames mais detalhados. O medo invadiu o cora&ccedil;&atilde;o de pai e m&atilde;e.<br /> \nO diagn&oacute;stico foi p&uacute;rpura trombocitop&ecirc;nica idiop&aacute;tica, uma doen&ccedil;a que faz com que o ba&ccedil;o destrua as plaquetas respons&aacute;veis pela coagula&ccedil;&atilde;o do sangue.<br /> \nSe piorasse, o garoto poderia sangrar internamente at&eacute; a morte. S&oacute; o tempo diria se ele conseguiria superar a crise.<br /> \nTr&ecirc;s dias depois da interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, o pai decidiu ir comprar um brinquedo para o filho. Sabendo do seu gosto por carros, escolheu um convers&iacute;vel amarelo.<br /> \nAo se encaminhar para o caixa, a fim de pag&aacute;-lo, pensou que nas m&atilde;os de um garoto de cinco anos, n&atilde;o duraria muito. Logo, concluiu:<br /> \nE da&iacute;, se as portas se quebrarem e as rodas ca&iacute;rem? Se isso acontecer, &eacute; porque ele est&aacute; vivo e saud&aacute;vel.<br /> \nO carrinho amenizou os longos dias de interna&ccedil;&atilde;o do menino. A crise foi superada.<br /> \nO convers&iacute;vel amarelo est&aacute; na prateleira do quarto dele. As rodas ca&iacute;ram, as portas est&atilde;o quebradas e o cromado todo descascado.<br /> \nO pai olha para o brinquedo e sorri. Nos &uacute;ltimos anos seu filho tem passado bem. Sua doen&ccedil;a misteriosa se foi.<br /> \nE ele aprendeu que h&aacute; objetos que podem ser substitu&iacute;dos, se necess&aacute;rio.<br /> \nHoje, se um dos seus tr&ecirc;s filhos quebra alguma coisa ou gasta de tanto brincar, n&atilde;o o repreende. Prefere comemorar a sua inf&acirc;ncia.<br /> \nO esqueleto do que foi um lindo carrinho, o pneu careca da bicicleta, as pe&ccedil;as perdidas do jogo, tudo isso demonstra que naquela casa vivem meninos sadios e felizes.<br /> \nAquele pai aprendeu que o seu relacionamento com seus filhos e sua mulher &eacute; o que deve durar para sempre. Com pequenas perdas, por excesso de uso, ele pode muito bem conviver.<br /> \n* * *<br /> \nAprendamos, nas lides cotidianas, a prezar mais o conv&iacute;vio com os seres amados, o di&aacute;logo, a sadia troca de ideias.<br /> \nUtilizemo-nos dos tempinhos que sobram em um e outro momento para estar um pouco mais com nossos amores.<br /> \nNada h&aacute; t&atilde;o gratificante quanto observar uma crian&ccedil;a crescer, dia a dia. Nada t&atilde;o compensador quanto lhe observar as conquistas di&aacute;rias.<br /> \nE, de todos os pr&ecirc;mios da Terra, o maior de todos ser&aacute; chegar ao final do dia, em casa, e ouvir uma voz gritar: Papai chegou! Mam&atilde;e chegou!, enquanto dois bra&ccedil;os se enrolam em seu pesco&ccedil;o, apertando forte.<br /> \nIsso se chama viver em abund&acirc;ncia.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo<br /> \nInf&acirc;ncia e equil&iacute;brio, de Elliott Van Egmond, <br /> \nda revista Sele&ccedil;&otilde;es Reader&rsquo;s Digest, de agosto<br /> \nde 2003.<br /> \nEm 30.3.2015.<br /> \n<br /> \n</span><br />

A HONRA
3 Mar 20171:05EP 662

A HONRA

<span style=''font-size: small;''>A HONRA<br /> \n<br /> \nConta-se que um promotor p&uacute;blico, nomeado para uma cidade interiorana do Sul do Brasil, ali chegou jovem e entusiasta.<br /> \nConhecedor da lei, amante da ordem e do direito, se prop&ocirc;s a realizar o melhor, naquela localidade.<br /> \nUm dos primeiros casos que lhe chegou &agrave;s m&atilde;os foi o de um homem que, em plena pra&ccedil;a, &agrave; vista de v&aacute;rios cidad&atilde;os, descarregara todas as balas do seu rev&oacute;lver em sua esposa.<br /> \nFora um crime b&aacute;rbaro, cruel, presenciado por muitos. O jovem promotor estudou o caso e, com tranquilidade, se prop&ocirc;s a fazer a acusa&ccedil;&atilde;o daquele r&eacute;u.<br /> \nPara ele, n&atilde;o havia d&uacute;vidas. Tratava-se de um crime b&aacute;rbaro. O homem, tomado de ci&uacute;mes, pois descobrira que a esposa o tra&iacute;ra, a matara de forma fria, premeditada.<br /> \nHavia muitas testemunhas. O fato era not&oacute;rio. N&atilde;o havia erro. Aquele homem seria condenado.<br /> \nContudo, no transcurso do processo, foi se tomando de surpresa o promotor.<br /> \nO advogado do r&eacute;u apresentou sua defesa baseado em que ele n&atilde;o deveria ser julgado culpado pois, afinal, fora brutalmente ofendido em sua honra.<br /> \nA surpresa foi maior ainda quando o j&uacute;ri chegou ao veredito de inocente. Entenderam os jurados daquela cidade que o homem tra&iacute;do mais n&atilde;o fizera do que lavar a sua honra. E honra se lava com sangue.<br /> \nN&atilde;o se tratava de uma quest&atilde;o de direito, de certo e de errado, mas de como aquela gente entendia que tudo deveria ser resolvido.<br /> \nE, no caso, somente a morte poderia lavar a honra daquele cidad&atilde;o.<br /> \n* * *<br /> \nEm v&aacute;rias localidades, em nosso pa&iacute;s e no mundo, muitos ainda acreditam que a honra se lava com sangue.<br /> \nQuando ouvimos relatos de fatos semelhantes, aqui e ali, tentando justificar atos de viol&ecirc;ncia, ficamos chocados.<br /> \nCompete-nos refletir e pesar nossos valores.<br /> \nRecordamos que, certa feita, Moandas Gandhi, o l&iacute;der pacifista da &Iacute;ndia, foi esbofeteado em pleno rosto.<br /> \nO golpe fora t&atilde;o rude que ele ca&iacute;ra. Levantou-se, limpou a poeira da roupa e, sereno, continuou o seu caminho.<br /> \nUma jornalista londrina teve oportunidade de lhe perguntar:<br /> \nSenhor, o senhor n&atilde;o vai revidar?<br /> \nPor que deveria? - Perguntou, tranquilo.<br /> \nMas, senhor, ele lhe esbofeteou a face. Feriu a sua honra.<br /> \nGandhi a olhou, profundamente, nos olhos e respondeu:<br /> \nMinha jovem, minha honra n&atilde;o est&aacute; no rosto.<br /> \nSim, sua honra como a de todos n&oacute;s, n&atilde;o est&aacute; no rosto. A honra est&aacute; na alma e essa ningu&eacute;m a pode remover, sen&atilde;o n&oacute;s mesmos.<br /> \nManchamos nossa honra de filhos de Deus quando nos permitimos revidar agress&otilde;es, descer ao n&iacute;vel do agressor.<br /> \nDilapidamos nossa honra quando nos permitimos compactuar com a mentira, com a corrup&ccedil;&atilde;o, com o crime de qualquer n&iacute;vel.<br /> \nPensemos nisso e nos mantenhamos no bem, no caminho do reto dever, mesmo que as circunst&acirc;ncias pare&ccedil;am contra n&oacute;s.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em fato narrado <br /> \npor Sandra Della Pola, em palestra proferida no Teatro da <br /> \nFedera&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita do Paran&aacute;, no dia 11 de julho de 2010.<br /> \nEm 11.07.2012.<br /> \n</span><br />

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM
2 Mar 20174:03EP 661

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM

<span style=''font-size: small;''>PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM<br /> \n<br /> \nA express&atilde;o Estou s&oacute; de passagem, ao se referir &agrave; vida f&iacute;sica, atesta que a pessoa tem convic&ccedil;&atilde;o imortalista.<br /> \nEla sabe que &eacute; breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, &eacute; um lapso temporal breve.<br /> \nA pessoa, que assim se expressa, manifesta a convic&ccedil;&atilde;o de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabal&aacute;vel certeza de que sua preocupa&ccedil;&atilde;o deve ser com o Esp&iacute;rito imortal, esse que sobreviver&aacute; &agrave; morte corporal.<br /> \nSe isso &eacute; louv&aacute;vel, um detalhe, no entanto, n&atilde;o pode ser esquecido. &Eacute; que a vida corporal &eacute; etapa imprescind&iacute;vel ao progresso do Esp&iacute;rito.<br /> \n&Eacute; na carne que se experimentam as provas. &Eacute; nas vicissitudes da vida que o Esp&iacute;rito cresce, utilizando sua intelig&ecirc;ncia e criatividade, para superar transtornos e desafios.<br /> \nIsso nos diz que os mundos materiais s&atilde;o importantes. S&atilde;o moradas, est&acirc;ncias, onde o Esp&iacute;rito se reveste de carne e habita. E progride.<br /> \nDessa forma, h&aacute; que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem.<br /> \nO que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital?<br /> \nEstamos auxiliando na sua conserva&ccedil;&atilde;o ou somos dos que n&atilde;o nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo?<br /> \nSeria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta.<br /> \nCoisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo pl&aacute;stico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente.<br /> \n&Eacute; de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de &aacute;gua, nos bebedouros do escrit&oacute;rio, da empresa, apanhamos um novo copo pl&aacute;stico.<br /> \nJ&aacute; nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso pr&oacute;prio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um &uacute;nico copo pl&aacute;stico, durante todo o dia?<br /> \nLembramos de utilizar a impress&atilde;o de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescind&iacute;vel, poupando &aacute;rvores?<br /> \nRecordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma s&oacute; face, transformando-o em bloco de anota&ccedil;&otilde;es ou lembretes?<br /> \nPreocupamo-nos com a separa&ccedil;&atilde;o do lixo org&acirc;nico do lixo recicl&aacute;vel?<br /> \nS&atilde;o coisas pequenas, mas que t&ecirc;m muita import&acirc;ncia. N&atilde;o podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais ter&atilde;o sobre a Terra?<br /> \nE, al&eacute;m disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarna&ccedil;&atilde;o, deveremos retornar em algum momento.<br /> \nJ&aacute; pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno?<br /> \nO que fazemos reflete no todo. E n&atilde;o nos preocupemos com os que n&atilde;o colaboram.<br /> \nPoder&atilde;o aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de &aacute;gua em suas asas, tenta apagar o inc&ecirc;ndio na floresta.<br /> \nEm resumo: fa&ccedil;amos nossa parte.<br /> \nA prop&oacute;sito, j&aacute; plantamos uma &aacute;rvore, em nossa vida? Semeamos um jardim?<br /> \nPensemos nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 10.10.2012.<br /> \n</span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00