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PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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SE O AMANHÃ NÃO VIER
16 Mai 20173:17EP 715

SE O AMANHÃ NÃO VIER

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>SE O AMANH&Atilde; N&Atilde;O VIER&nbsp;<br /> \n<br /> \nSe eu soubesse que essa seria a ultima vez que eu veria voc&ecirc; dormir <br /> \nEu aconchegaria voc&ecirc; mais apertado, <br /> \nE rogaria ao senhor que protegesse voc&ecirc;.<br /> \nSe eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez que veria voc&ecirc; sair pela porta, <br /> \nEu abra&ccedil;aria, beijaria voc&ecirc; e a chamaria de volta,<br /> \nPara abra&ccedil;ar e beijar uma vez mais.<br /> \nSe eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez que ouviria sua voz em ora&ccedil;&atilde;o Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia ap&oacute;s dia.<br /> \nSe eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez,<br /> \nEu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO <br /> \nAo inv&eacute;s de assumir que voc&ecirc; j&aacute; sabe disso.<br /> \nSe eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez, <br /> \nEu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao inv&eacute;s de pensar: <br /> \n&ldquo;Bem, tenho certeza que outras oportunidades vir&atilde;o, ent&atilde;o eu posso deixar passar esse dia.&rdquo;<br /> \n&Eacute; claro que haver&aacute; um amanh&atilde; para se fazer uma revis&atilde;o,<br /> \nE n&oacute;s ter&iacute;amos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.<br /> \n&Eacute; claro que haver&aacute; outro dia para dizermos um para o outro:<br /> \n&ldquo;EU TE AMO&rdquo;,<br /> \nE certamente haver&aacute; uma nova chance de dizermos um para o outro: <br /> \n&ldquo;Posso te ajudar em alguma coisa?&rdquo;<br /> \nMas no caso de eu estar errado, e hoje ser o &uacute;ltimo dia que temos,<br /> \nEu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOC&Ecirc;,<br /> \nE espero que nunca esque&ccedil;amos disso. <br /> \nO dia de amanh&atilde; n&atilde;o est&aacute; prometido para ningu&eacute;m, jovem ou velho, <br /> \nE hoje pode ser sua &uacute;ltima chance de segurar bem apertado, a m&atilde;o da pessoa que voc&ecirc; ama.<br /> \nSe voc&ecirc; est&aacute; esperando pelo amanh&atilde;, porque n&atilde;o o fazer hoje? <br /> \nPorque se o amanh&atilde; n&atilde;o vier, voc&ecirc; com certeza se arrepender&aacute; pelo resto de sua vida, <br /> \nDe n&atilde;o ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abra&ccedil;o, num beijo, <br /> \nPorque voc&ecirc; estava muito ocupado para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o &uacute;ltimo desejo que ela queria.<br /> \nEnt&atilde;o, abrace seu amado, a sua amada HOJE. <br /> \nBem apertado. <br /> \nSussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de voc&ecirc;. <br /> \nGaste um tempo para dizer: <br /> \n&ldquo;Me desculpe&rdquo;<br /> \n&ldquo;Por favor&rdquo;<br /> \n&ldquo;Me perdoe&rdquo;<br /> \n&ldquo;Obrigado&rdquo;<br /> \nou ainda: <br /> \n&ldquo;N&atilde;o foi nada&rdquo;<br /> \n&ldquo;Est&aacute; tudo bem&rdquo;<br /> \nPorque, se o amanh&atilde; jamais chegar, voc&ecirc; n&atilde;o ter&aacute; que se arrepender pelo dia de hoje. <br /> \nPois o passado n&atilde;o volta, e o futuro talvez n&atilde;o chegue.<br /> \n<br /> \nTexto postado no mural de comunica&ccedil;&atilde;o interna da TAM, pelo marido de uma das aeromo&ccedil;as, um dia ap&oacute;s o acidente do Boeing.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na carta <br /> \nde despedida do marido de uma das vitimas do acidente <br /> \na&eacute;reo com o avi&atilde;o da Tam em 17 de julho de 2007.<br /> \nEm 08.4.2014</span><br />

SER TRANSPARENTE
15 Mai 20174:11EP 714

SER TRANSPARENTE

<span style=''font-size: small;''>SER TRANSPARENTE<br /> \n<br /> \n&Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> \nCostumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> \n&Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> \n&Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> \nInfelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> \nPreferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> \nPreferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> \nPor mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> \nN&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> \nCom o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> \nMuitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> \nSaudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> \nAprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> \n<br /> \nAo partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> \nQuando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> \nExpor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> \nProcuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n</span><br />

NOVA VISÃO
12 Mai 20173:13EP 713

NOVA VISÃO

<span style=''font-size: small;''>NOVA VIS&Atilde;O<br /> \n<br /> \nEra uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> \nPassando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> \nAli se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> \nOuviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> \nEle olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> \nVenha ver a rosa.<br /> \nEmbora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> \nParou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> \nSim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> \nMas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> \nN&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> \nDiante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> \nSeria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> \nVeja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> \nDe fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> \nDali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> \nE o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> \nO amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> \nH&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> \nH&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> \nRealizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> \nPense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.<br /> \n</span><br />

SEGUIR COM FÉ
11 Mai 20174:32EP 712

SEGUIR COM FÉ

<span style=''font-size: small;''>SEGUIR COM F&Eacute;<br /> \n<br /> \nDia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da Am&eacute;rica.<br /> \n<br /> \nOs ventos do furac&atilde;o, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quil&ocirc;metros por hora, e devastaram a hist&oacute;rica cidade de Nova Orleans.<br /> \n<br /> \nMais de um milh&atilde;o de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destru&iacute;das.<br /> \n<br /> \nUm dos furac&otilde;es mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.<br /> \n<br /> \nMuitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem autom&oacute;vel, cart&atilde;o de cr&eacute;dito ou dinheiro poupado.<br /> \n<br /> \nOuvira pelo r&aacute;dio, tr&ecirc;s dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupa&ccedil;&atilde;o era fortemente recomendada.<br /> \n<br /> \nMas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a sa&iacute;da era quase imposs&iacute;vel.<br /> \n<br /> \nO Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e &aacute;gua, a fam&iacute;lia se sentia preparada.<br /> \n<br /> \nPor&eacute;m, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela &aacute;rea, uma das regi&otilde;es mais baixas de Nova Orleans.<br /> \n<br /> \nA subida r&aacute;pida da &aacute;gua for&ccedil;ou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consider&aacute;veis 1 metro e 90 cent&iacute;metros n&atilde;o foram suficientes para evitar a trag&eacute;dia.<br /> \n<br /> \nEscapando de seus bra&ccedil;os, sua amada morre submersa.<br /> \n* * *<br /> \nComo seguir adiante depois de acontecimentos como este?<br /> \n<br /> \nComo lidar com essas trag&eacute;dias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?<br /> \n<br /> \nCertamente, cada um dever&aacute; encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confian&ccedil;a em Deus.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o falamos desse deus, com d min&uacute;sculo, que criamos ao longo do tempo, &agrave; nossa imagem e semelhan&ccedil;a.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o, esse deus est&aacute; desgastado, cansado, e talvez em seus &uacute;ltimos dias...<br /> \n<br /> \nReferimo-nos &agrave; Intelig&ecirc;ncia Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.<br /> \n<br /> \nReferimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que n&atilde;o se vinga, que n&atilde;o &eacute; tomado pela ira em circunst&acirc;ncia alguma, e que ama todas as Suas criaturas, n&atilde;o preterindo ningu&eacute;m.<br /> \n<br /> \nE neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreens&atilde;o, est&atilde;o des&iacute;gnios, experi&ecirc;ncias, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.<br /> \n<br /> \nEsta intelig&ecirc;ncia est&aacute; no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.<br /> \n<br /> \nDeus n&atilde;o Se esquece, nada deixa de lado, n&atilde;o privilegia.<br /> \n<br /> \nEle nos d&aacute; o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo &agrave; felicidade.<br /> \n<br /> \nSeus des&iacute;gnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas raz&otilde;es logo adiante.<br /> \n<br /> \nVeremos que Ele apenas atendia nossa necessidade &iacute;ntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda n&atilde;o compreendendo Suas a&ccedil;&otilde;es.<br /> \n* * *<br /> \nAdiante... &Eacute; for&ccedil;oso seguir adiante.<br /> \n<br /> \nEstagnados no agora, sem horizonte, perde-se a raz&atilde;o de ir, de continuar.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o esmore&ccedil;as... D&aacute; mais uma chance &agrave; vida e ver&aacute;s que ela e o Criador te reservam dias melhores...<br /> \n<br /> \nConfia... E segue sempre... Adiante...com f&eacute;.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> \nEm 13.09.2012.<br /> \n</span><br />

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO
9 Mai 20173:14EP 711

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>IMPACI&Ecirc;NCIA E IRRITA&Ccedil;&Atilde;O<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; costuma se irritar com facilidade?<br /> \nEm caso afirmativo, j&aacute; pensou por que isso acontece?<br /> \nSem uma reflex&atilde;o mais detida, costumamos dizer que as pessoas s&atilde;o as respons&aacute;veis pela nossa irrita&ccedil;&atilde;o, afinal, elas sempre est&atilde;o onde n&atilde;o deveriam, e na hora errada.<br /> \nE quando n&atilde;o s&atilde;o as pessoas &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o em si que nos tira do s&eacute;rio.<br /> \nPor exemplo: se estamos indo para casa ou para o trabalho, sempre tem muita gente na nossa frente, o que ocasiona um terr&iacute;vel congestionamento capaz de nos fazer perder a calma.<br /> \nSe vamos ao shopping para umas compras r&aacute;pidas, l&aacute; est&atilde;o tamb&eacute;m aquelas pessoas inconvenientes.<br /> \nVamos encontr&aacute;-las outra vez nas filas dos bancos, supermercados e at&eacute; no cinema.<br /> \nLogo, s&atilde;o elas as grandes culpadas pela nossa impaci&ecirc;ncia.<br /> \nSe, por acaso, voc&ecirc; est&aacute; nessa lista dos que se irritam por causa dos outros ou das situa&ccedil;&otilde;es, pare e pense um pouco sobre o assunto.<br /> \nSer&aacute; que s&atilde;o as pessoas que irritam voc&ecirc;, ou &eacute; voc&ecirc; que se permite irritar com as pessoas?<br /> \nSer&aacute; que as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o irritantes ou voc&ecirc; est&aacute; se deixando levar pelas circunst&acirc;ncias sem se preservar da irrita&ccedil;&atilde;o?<br /> \n&Eacute; importante, at&eacute; mesmo para a nossa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, que aprendamos a relevar situa&ccedil;&otilde;es inesperadas.<br /> \nQuando sa&iacute;mos de casa ou do escrit&oacute;rio, preparemo-nos para enfrentar um tr&acirc;nsito congestionado, se for necess&aacute;rio, sem que isso nos deixe irritados.<br /> \nEssas e outras tantas situa&ccedil;&otilde;es somente nos far&atilde;o perder a paci&ecirc;ncia se n&oacute;s permitirmos.<br /> \nE se voc&ecirc; j&aacute; perdeu muitas vezes a paci&ecirc;ncia com situa&ccedil;&otilde;es e pessoas, poder&aacute; responder com conhecimento de causa:<br /> \nSua irrita&ccedil;&atilde;o j&aacute; resolveu algum problema? Ou s&oacute; serviu para lhe causar dor de cabe&ccedil;a ou outra indisposi&ccedil;&atilde;o qualquer?<br /> \nPor tudo isso, vale a pena cultivar a arte de ser paciente, mesmo nas situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis e aparentemente imposs&iacute;veis.<br /> \n* * *<br /> \nUm dia o homem perguntou ao trabalho:<br /> \nQual o elemento mais resistente que voc&ecirc; j&aacute; encontrou?<br /> \nE o trabalho respondeu: A pedra.<br /> \nA &aacute;gua, que corria calmamente em derredor, escutou a conversa e, em sil&ecirc;ncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra. Em algum tempo, abriu-lhe grande brecha, atrav&eacute;s da qual podia passar de um lado para outro.<br /> \nO homem anotou o acontecimento e perguntou para a &aacute;gua qual fora o instrumento que ela utilizara para realizar aquele prod&iacute;gio. A &aacute;gua humilde respondeu simplesmente:<br /> \nFoi a paci&ecirc;ncia.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com pensamento extra&iacute;do do Boletim Ser em foco, n&ordm; 02/00.<br /> \nEm 10.06.2012.<br /> \n</span><br />

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
8 Mai 20174:10EP 710

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>CONTEMPLA&Ccedil;&Atilde;O DO EXCELENTE<br /> \n<br /> \nAtravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas &aacute;reas de cultura geral.<br /> \nDesconhece-se a estrutura da pr&oacute;pria linguagem que se fala. Usam-se g&iacute;rias ou express&otilde;es chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cultural.<br /> \nIgnoram-se os fatos hist&oacute;ricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> \nEspalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> \nN&atilde;o se cogita de penetrar as raz&otilde;es desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e v&acirc;ndalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destro&ccedil;ar ou poluir de modo dr&aacute;stico, o que encontram pela frente.<br /> \nO gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das prefer&ecirc;ncias.<br /> \nOs desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> \nTemos, ao rev&eacute;s, um quadro enorme dos que procuram os exerc&iacute;cios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no &acirc;mbito das conquistas do Esp&iacute;rito.<br /> \nEncontram-se, com maior frequ&ecirc;ncia, muitos que se ajustam a espet&aacute;culos pornogr&aacute;ficos, do palco ou da tela, em franco deboche &agrave; sensibilizante arte.<br /> \n* * *<br /> \nDiante de tudo isso, precisamos com urg&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o e de boas refer&ecirc;ncias.<br /> \nO bom gosto se forma pela contempla&ccedil;&atilde;o do excelente e n&atilde;o do sofr&iacute;vel, dizia Goethe, compreendendo com perfei&ccedil;&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o do aprendizado na alma humana.<br /> \nCabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas refer&ecirc;ncias desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e &uacute;til.<br /> \nAs crian&ccedil;as, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favore&ccedil;a o desenvolvimento de uma massa cr&iacute;tica, que proporcione a contempla&ccedil;&atilde;o do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> \nAs grandes m&iacute;dias est&atilde;o repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque n&oacute;s, a grande maioria, consumimos isso.<br /> \nAli&aacute;s, a palavra consumo &eacute; uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo &aacute;reas em que n&atilde;o h&aacute; como se conjugar o verbo consumir, na ess&ecirc;ncia, pois o que n&atilde;o &eacute; material, o que n&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel, n&atilde;o se consome.<br /> \nNa verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando &eacute; instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> \nPodemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela m&uacute;sica.<br /> \n&Eacute; tempo de retirar as cascas e m&aacute;scaras que criamos atrav&eacute;s de nossos v&iacute;cios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente &eacute;.<br /> \nO que verdadeiramente importa para mim? N&atilde;o sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> \nQuero aprender com quem j&aacute; esteve aqui, com a Hist&oacute;ria do meu povo, com os grandes, com os mission&aacute;rios, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> \nEstou aqui para me tornar mais s&aacute;bio, n&atilde;o o s&aacute;bio de Biblioteca apenas, mas o que tem condi&ccedil;&otilde;es de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> \nCultura e amor. Eis o que precisamos com urg&ecirc;ncia.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, <br /> \ndo livro C&acirc;ntico da juventude, pelo Esp&iacute;rito Ivan de Albuquerque, <br /> \npsicografia de Jos&eacute; Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> \nEm 31.3.2015<br /> \n</span><br />

O PODER DO AMOR SILENCIOSO
6 Mai 20172:11EP 709

O PODER DO AMOR SILENCIOSO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>O PODER DO AMOR SILENCIOSO<br /> \n<br /> \nRoberta estava a caminho de Nova York, onde faria uma palestra em um congresso m&eacute;dico.<br /> \nA caminho do aeroporto, passou pela casa da Sra. Hillary Withers, que morrera h&aacute; pouco e onde se realizava uma grande venda de utens&iacute;lios, roupas, cal&ccedil;ada.<br /> \nRoberta entrou e foi verificando o que havia por ali.<br /> \nChamou-lhe a aten&ccedil;&atilde;o, no s&oacute;t&atilde;o, a grande quantidade de sacos de embalagem amarelados, de todos os tamanhos, contendo produtos ainda intactos.<br /> \nReconheceu um deles. Lembrou-se de quando se tornara representante de uma empresa de perfumaria e cosm&eacute;ticos. Naquele remoto dia de junho, ela havia percorrido toda a avenida, batido a todas as portas e n&atilde;o vendera nada. Desanimada, chegara &agrave; &uacute;ltima casa. A casa da Sra. Withers.<br /> \nFoi convidada a entrar, vendeu cremes e perfumes, num total de mais de cem d&oacute;lares.<br /> \nUma enorme compra! Roberta disse que pretendia, com o dinheiro da comiss&atilde;o, comprar uma malha de l&atilde; para sua m&atilde;e e economizar para pagar o curso de enfermagem.<br /> \nA Sra. Withers lhe ofereceu ch&aacute; e, enquanto o preparava, devagar, deixando-o em infus&atilde;o em um bule especial, foi lhe dizendo que ela poderia conseguir qualquer coisa que tivesse em mente.<br /> \nAp&oacute;s aquela visita, Roberta recebera pr&ecirc;mios como vendedora distrital e nacional. E realizara o seu sonho de ser enfermeira.<br /> \nDe volta ao presente, ela perguntou &agrave; senhora que cuidava das embalagens por que a Sra. Withers comprava produtos se n&atilde;o os usava.<br /> \nEm tom confidencial, ela segredou: Hillary tinha um carinho especial pelos vendedores. Nunca os dispensava. Comprava seus produtos. Tamb&eacute;m emprestava um ouvido amigo e compartilhava o seu amor e as suas ora&ccedil;&otilde;es. Acreditava que algu&eacute;m, com um pouco de est&iacute;mulo, poderia alcan&ccedil;ar metas inimagin&aacute;veis.<br /> \nDepois, repassava a outros os produtos. Nem todos, como se v&ecirc;. Eram tantos, que alguns acabavam esquecidos.<br /> \nQuando Roberta chegou ao congresso e caminhou at&eacute; a tribuna, olhou todos aqueles especialistas da &aacute;rea da sa&uacute;de e sentiu tremerem as pernas.<br /> \nRecordou-se ent&atilde;o, das palavras da Sra. Withers.<br /> \nE come&ccedil;ou dizendo: Costuma-se afirmar que o trabalho de enfermagem significa tornar vis&iacute;vel o amor. Nesta manh&atilde;, aprendi o extraordin&aacute;rio poder do amor silencioso, manifestado em segredo.<br /> \nUm tipo de amor que n&atilde;o &eacute; para ser exibido, mas que realiza o bem na vida das outras pessoas. Alguns de nossos mais importantes gestos de amor podem passar despercebidos. Contudo, um dia, eles ir&atilde;o florescer, quando seu aroma se desprender.<br /> \nE contou aos colegas a hist&oacute;ria emocionante da sua benfeitora.<br /> \n* * *<br /> \nLeve em sua bagagem pessoal, para onde quer que voc&ecirc; v&aacute;, algumas frases especiais, como: Seu trabalho foi excelente.<br /> \nSuas palavras me ajudaram.<br /> \nObrigado por me servir.<br /> \nSenti sua falta.<br /> \nEstou muito feliz por voc&ecirc;.<br /> \nOrei por voc&ecirc; hoje.<br /> \nSe existem palavras que voc&ecirc; gostaria de ouvir, tenha certeza de que elas tamb&eacute;m servem para encorajar os outros.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Um bule de ch&aacute; muito especial, <br /> \nde Roberta Messner e no cap. Palavras de incentivo, de Susan Maycinik, <br /> \ndo livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o 2, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> \nEm 24.2.2015.<br /> \n<br /> \n</span><br />

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA
5 Mai 20172:44EP 708

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA

<span style=''font-size: small;''>TECNOLOGIA DA DIST&Acirc;NCIA<br /> \n<br /> \nEstava uma noite quente, o que &eacute; habitual em Mato Grosso, ou&ccedil;o a minha esposa me chamar: &ndash; amor vem ver a lua, ela esta linda, brilhante!<br /> \nContrariado, deixo de lado o teclado do computador, e atendo o chamado, mas com inten&ccedil;&atilde;o de voltar brevemente e continuar a navegar na internet.<br /> \nRealmente a lua estava linda, resplandecente. Ficamos ali, juntos, admirando o sat&eacute;lite natural do nosso planeta por horas.<br /> \nEnquanto observava o c&eacute;u, pusemo-nos a pensar o quanto, hoje, somos escravos de certas tecnologias.<br /> \nVejamos a Internet. Num primeiro momento, a novidade enriqueceu rela&ccedil;&otilde;es por tornar poss&iacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o em tempo real e de f&aacute;cil acesso a quase todos.<br /> \nPodemos nos comunicar com algu&eacute;m, inclusive visualizando-o, diariamente, amenizando a saudade.<br /> \nEnviamos fotos, informa&ccedil;&otilde;es, realizamos pesquisas, tudo t&atilde;o f&aacute;cil e agilmente.<br /> \nNo entanto, toda essa tecnologia est&aacute;, exatamente, nos tornando pessoas isoladas. Conectados a redes, a comunidades virtuais, estamos esquecendo dos que se encontram ao nosso lado.<br /> \nEstamos realizando tanto virtualmente que nos esquecemos de abra&ccedil;ar fisicamente, de enla&ccedil;ar o outro, de olh&aacute;-lo nos olhos.<br /> \nEstamos desaprendendo a falar, a conversar. <br /> \n&emsp;<br /> \nAssim, as crian&ccedil;as e adolescentes viajam com seus pais mas, no banco de tr&aacute;s, utilizam constantemente os dedos no celular. Enviam mensagens, respondem e-mails, fazem download disso e daquilo, jogam.<br /> \nDi&aacute;logo? Olhar a paisagem? Admirar a natureza que vai bordando exuber&acirc;ncias, em colorido variado? Nem pensar!<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; &eacute; escravo de qualquer m&iacute;dia que o esteja isolando, por hoje, ao menos, pare.<br /> \nPare e observe. Redescubra o valor de abra&ccedil;ar seu amor, de conversar com ele, de sorrir para ele.<br /> \nVeja seu filho que ensaia desenhos no papel, que rabisca montanhas e rios...<br /> \nEsque&ccedil;a o celular, o teclado do computador e viva um dia diferente.<br /> \nUm dia de amor, de entrega, de doa&ccedil;&atilde;o e de muitas surpresas maravilhosas.<br /> \nS&oacute; hoje! Depois? Depois temos a certeza que gostar&aacute; tanto deste hoje que desejar&aacute; repetir a dose.<br /> \nPense nisso, mas pense agora.<br /> \n</span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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