Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
DIA AMARGO
22 Jun 20172:17EP 739

DIA AMARGO

<span style=''font-size: small;''>DIA AMARGO<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo?<br /> \nEsses dias aparentemente t&ecirc;m os mesmos aspectos para todos n&oacute;s, mas s&atilde;o vividos de maneira diferente por <br /> \nAlguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com algu&eacute;m que lhes fa&ccedil;a perguntas sobre o que est&aacute; acontecendo.<br /> \nOutros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. <br /> \nE a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males.<br /> \nE o pior de tudo &eacute; que nem sabemos o porqu&ecirc; de tanta irrita&ccedil;&atilde;o. De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d&acute;alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir.<br /> \nAssim, se voc&ecirc; sentir que est&aacute; diante de uma manh&atilde; sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para n&atilde;o se deixar cair nas armadilhas.<br /> \nSe ainda est&aacute; em casa, fa&ccedil;a uma prece antes de sair.<br /> \nSe estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar s&oacute; por um instante, respire fundo e eleve o pensamento, abra uma janela com paisagens e circunst&acirc;ncias mais agrad&aacute;veis.<br /> \nLembre-se, sempre, que todos temos momentos dif&iacute;ceis, e que s&oacute; depende de n&oacute;s complic&aacute;-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso.<br /> \nLembre-se, ainda que, por mais dif&iacute;cil que esteja a situa&ccedil;&atilde;o, ela ser&aacute; tragada pelas horas e substitu&iacute;da por momentos mais leves e mais felizes.<br /> \n* * *<br /> \nN&atilde;o estrague o seu dia.<br /> \nA sua irrita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o solucionar&aacute; problema algum.<br /> \nAs suas contrariedades n&atilde;o alteram a natureza das coisas.<br /> \nOs seus desapontamentos n&atilde;o fazem o trabalho que s&oacute; o tempo conseguir&aacute; realizar.<br /> \nO seu mau humor n&atilde;o modifica a vida.<br /> \nA sua dor n&atilde;o impedir&aacute; que o sol brilhe amanh&atilde; sobre os bons e os maus.<br /> \nA sua tristeza n&atilde;o iluminar&aacute; os caminhos.<br /> \nO seu des&acirc;nimo n&atilde;o edificar&aacute; a ningu&eacute;m.<br /> \nAs suas l&aacute;grimas n&atilde;o substituem o suor que voc&ecirc; deve verter em benef&iacute;cio da sua pr&oacute;pria felicidade.<br /> \nAs suas reclama&ccedil;&otilde;es, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentar&atilde;o nos outros um s&oacute; grama de simpatia por voc&ecirc;.<br /> \nN&atilde;o estrague o seu dia.<br /> \nPENSE NISSO.MAS, PENSE AGORA!</span><br />

GESTO DE AMOR
19 Jun 20174:29EP 738

GESTO DE AMOR

<span style=''font-size: small;''>GESTO DE AMOR<br /> \n<br /> \nAquele era mais um dia normal na cidade de Cuiab&aacute;,<br /> \nA urg&ecirc;ncia habitual fazia com que as cal&ccedil;adas ficassem repletas de pessoas, que corriam, nas suas preocupa&ccedil;&otilde;es do dia a dia.<br /> \nCom ela n&atilde;o era diferente. Apressava-se na sa&iacute;da do &ocirc;nibus, visando desembocar na grande avenida que a levaria aos seus compromissos.<br /> \nE eram tantos. Pela mem&oacute;ria, ia repassando o roteiro das tarefas que lhe competia realizar nas pr&oacute;ximas horas.<br /> \nDepois de atravessar a congestionada avenida, que a conduzia para o outro lado... e para um encontro inesperado.<br /> \nJusto em sua frente, um jovem. O rosto se escondia atr&aacute;s da sujeira. Os olhos saltados das &oacute;rbitas denunciavam o consumo de entorpecentes. As roupas maltrapilhas indicavam o abandono de tudo.<br /> \nSua primeira rea&ccedil;&atilde;o foi de medo, de defesa.<br /> \nLan&ccedil;ou-lhe um olhar assustado, ao mesmo tempo em que levava as duas m&atilde;os &agrave; bolsa, num movimento de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> \nEle a olhou com o resto de lucidez que ainda tinha, e lhe disse: Eu n&atilde;o quero nada, n&atilde;o vou lhe tomar nada.<br /> \nA rea&ccedil;&atilde;o do rapaz a surpreendeu. Esperava que ele fosse lhe arrancar a bolsa, dar voz de assalto, fazer algum gesto de viol&ecirc;ncia.<br /> \nA surpresa a fez mudar de postura corporal. Mudou tamb&eacute;m seu olhar.<br /> \nEle ent&atilde;o completou a frase: Eu s&oacute; queria algum dinheiro para a pr&oacute;xima dose.<br /> \nA dor com que aquela frase foi dita lhe cortou o cora&ccedil;&atilde;o. Pensou em como aquela vida estava se esvaindo na depend&ecirc;ncia infeliz.<br /> \nO que fazer por ele?<br /> \nDe imediato, ocorreram-lhe &agrave; mente as boas li&ccedil;&otilde;es que aprendera com um antigo amigo.<br /> \nAo pensamento, veio-lhe a frase &agrave; boca, quase sem racioc&iacute;nio, mas cheia de sentimento: Eu n&atilde;o posso, n&atilde;o quero lhe dar o dinheiro para a pr&oacute;xima dose, mas posso lhe dar um abra&ccedil;o.<br /> \nSem que o jovem pudesse compreender o que se passava, ela o abra&ccedil;ou. E ficou assim, envolvendo-o, demoradamente.<br /> \nForam alguns segundos eternos, que a ambos emocionou at&eacute; &agrave;s l&aacute;grimas.<br /> \nEla, condo&iacute;da pelo jovem desiludido. Ele, impactado pelo gesto de amor inesperado.<br /> \nAo afastar-se do abra&ccedil;o, ainda surpreso pelo gesto fraterno, carinhoso, que recebeu, confessou:<br /> \nEu estava a ponto de me matar. Nada mais valia na minha vida. J&aacute; n&atilde;o me reconhecia como gente. Vivia uma vida de bicho, e era tratado como tal.<br /> \nVoc&ecirc; me lembrou de que sou gente, voc&ecirc; me tratou, como h&aacute; muito n&atilde;o acontecia: como gente. Muito obrigado!<br /> \nE do mesmo modo como apareceu, sumiu entre a multid&atilde;o. Ela ficou ali, deixando-se inundar pelas l&aacute;grimas, feliz por ter seguido seu impulso de amor.<br /> \n* * *<br /> \nAssim se aprende a amar. Tratar aos outros, n&atilde;o importa quem, como gostar&iacute;amos que fizessem conosco, ou com algum dos nossos.<br /> \nVencer o medo, oferecer o que temos de melhor no cora&ccedil;&atilde;o, nem que seja pelo tempo de um abra&ccedil;o.<br /> \n&Agrave;s vezes, &eacute; apenas isso que um desconhecido precisa de n&oacute;s. Uma palavra de otimismo, um sorriso generoso, um olhar de compreens&atilde;o.<br /> \nPequenos carinhos, capazes de amenizar dores e de tratar feridas, dessas que todos trazemos na alma.<br /> \nPense Nisso e pratique um gesto de amor.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato<br /> \nnarrado na XIX Confer&ecirc;ncia Estadual Esp&iacute;rita, por <br /> \nDivaldo Pereira Franco, em Pinhais, Paran&aacute;,<br /> \nem mar&ccedil;o de 2017.<br /> \nEm 06.6.2017. <br /> \n<br /> \n</span><br />

NÃO SE PREOCUPE
17 Jun 20174:57EP 737

NÃO SE PREOCUPE

<span style=''font-size: small;''>N&Atilde;O SEPREOCUPE<br /> \n<br /> \nAproveite bem, o m&aacute;ximo que puder, o poder e a beleza da juventude.<br /> \nOu, ent&atilde;o, esquece... Voc&ecirc; nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude at&eacute; que tenham se apagado. Mas pode crer que daqui a vinte anos voc&ecirc; vai evocar as suas fotos, e perceber de um jeito que voc&ecirc; nem desconfia hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente. E como voc&ecirc; realmente estava com tudo em cima, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; gordo ou gorda...<br /> \nN&atilde;o se preocupe com o futuro ou ent&atilde;o preocupe-se, se quiser, mas saiba que pr&eacute;-ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equa&ccedil;&atilde;o de &aacute;lgebra.<br /> \nAs encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabe&ccedil;a preocupada, e te pegam no ponto fraco &agrave;s 4 da tarde de uma ter&ccedil;a-feira modorrenta.<br /> \nTodo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.<br /> \nCante.<br /> \nN&atilde;o seja leviano com o cora&ccedil;&atilde;o dos outros. N&atilde;o ature gente de cora&ccedil;&atilde;o leviano. <br /> \nN&atilde;o perca tempo com inveja. &Agrave;s vezes se est&aacute; por cima, &agrave;s vezes por baixo. A peleja &eacute; longa e, no fim, &eacute; s&oacute; voc&ecirc; contra voc&ecirc; mesmo.<br /> \nN&atilde;o esque&ccedil;a os elogios que receber.<br /> \nEsque&ccedil;a as ofensas. Se conseguir isso, ensine aos outros.<br /> \nGuarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos banc&aacute;rios velhos.<br /> \nEstique-se.<br /> \nN&atilde;o se sinta culpado por n&atilde;o saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conhe&ccedil;o n&atilde;o sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarent&otilde;es mais interessantes que eu conhe&ccedil;o ainda n&atilde;o sabem.<br /> \nTome bastante c&aacute;lcio.<br /> \nSeja cuidadoso com os joelhos. Voc&ecirc; vai sentir falta deles.<br /> \nTalvez voc&ecirc; case, talvez n&atilde;o. Talvez tenha filhos, talvez n&atilde;o.<br /> \nTalvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.<br /> \nFa&ccedil;a o que fizer n&atilde;o se auto congratule demais, nem seja severo demais com voc&ecirc;,<br /> \nAs suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, &eacute; assim para todo mundo.<br /> \nDesfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!<br /> \nN&atilde;o tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele, &eacute; o mais incr&iacute;vel instrumento que voc&ecirc; jamais vai possuir.<br /> \nDance.<br /> \nMesmo que n&atilde;o tenha aonde al&eacute;m de seu pr&oacute;prio quarto.<br /> \nLeia as instru&ccedil;&otilde;es mesmo que n&atilde;o v&aacute; segui-las depois. N&atilde;o leia revistas de beleza, elas s&oacute; v&atilde;o fazer voc&ecirc; se achar feio.<br /> \nDedique-se a conhecer seus pais. &Eacute; imposs&iacute;vel prever quando eles ter&atilde;o ido embora, de vez.<br /> \nSeja legal com seus irm&atilde;os. Eles s&atilde;o a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.Entenda que amigos v&atilde;o e vem, mas nunca abra m&atilde;o de uns poucos e bons.<br /> \nEsforce-se de verdade para diminuir as dist&acirc;ncias geogr&aacute;ficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho voc&ecirc; ficar, mais voc&ecirc; vai precisar das pessoas que voc&ecirc; conheceu quando jovem.<br /> \nMore uma vez em Nova York, mas v&aacute; embora antes de endurecer.<br /> \nMore uma vez no Hava&iacute;, mas se mande antes de amolecer.<br /> \nViaje.<br /> \nAceite certas verdades inescap&aacute;veis: Os pre&ccedil;os v&atilde;o subir, os pol&iacute;ticos v&atilde;o saracotear, voc&ecirc;<br /> \ntamb&eacute;m vai envelhecer. E quando isso acontecer voc&ecirc; vai fantasiar que quando era jovem os pre&ccedil;os eram razo&aacute;veis, os pol&iacute;ticos eram decentes, e as crian&ccedil;as respeitavam os mais velhos.<br /> \nRespeite os mais velhos!! E n&atilde;o espere que ningu&eacute;m segure a sua barra. <br /> \nTalvez voc&ecirc; arrume uma boa aposentadoria privada.<br /> \nTalvez voc&ecirc; case com um bom partido, mas n&atilde;o esque&ccedil;a que um dos dois de repente pode acabar.<br /> \nN&atilde;o estique demais a sua pele se n&atilde;o quando voc&ecirc; chegar aos 57 vai aparentar 85.<br /> \nAcredite mais na sua vida e n&atilde;o se preocupe tanto, s&oacute; o suficiente.<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto de Pedro Bial &ldquo;Filtro Solar&rdquo;.<br /> \nEm 02.01.2013.<br /> \n</span><br />

PEDRAS E PÃES
13 Jun 20174:44EP 734

PEDRAS E PÃES

<span style=''font-size: small;''>PEDRAS E P&Atilde;ES<br /> \n<br /> \nConta-se que Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires viveu para servir. Era portugu&ecirc;s, da cidade de Braga.<br /> \nCerta feita, na comunidade em que oferecia do seu trabalho, resolveram construir uma catedral monumental. Um templo de grandes propor&ccedil;&otilde;es, que pudesse abrigar multid&otilde;es.<br /> \nPara isso, os nobres se reuniram e acertaram de, anualmente, contribu&iacute;rem com elevadas somas.<br /> \nCome&ccedil;ou a constru&ccedil;&atilde;o. Ergueram-se as colunas, as paredes, chegou-se ao teto.<br /> \nFoi ent&atilde;o que Frei Bartolomeu percebeu que uma crise havia chegado ao pa&iacute;s, atingindo o povo. Os menos favorecidos lutavam contra a fome, a mis&eacute;ria, as doen&ccedil;as.<br /> \nComo chefe daquela comunidade religiosa, ele tinha &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o todo aquele dinheiro arrecadado, cuja administra&ccedil;&atilde;o lhe competia. Especialmente, &eacute; claro, para a constru&ccedil;&atilde;o da catedral.<br /> \nNaquele ano, ele deixou a catedral parada. Ela tinha teto, pensou. Podia esperar.<br /> \nOs nobres, no entanto, prosseguiram a entregar elevadas somas. No segundo ano, a constru&ccedil;&atilde;o continuou parada. Tamb&eacute;m no terceiro, no quarto, no quinto.<br /> \nDez anos depois, a catedral estava do mesmo jeito. Nada de ficar pronta.<br /> \nEmbora confiassem em Frei Bartolomeu, os nobres se reuniram, organizaram uma comiss&atilde;o e seis deles foram conversar com o Frei.<br /> \nAmigo de todos, ele os recebeu fraternalmente e os escutou. Por fim, respondeu:<br /> \nDe acordo com a minha contabilidade, h&aacute; mais de duas mil fam&iacute;lias em necessidade. Como pai espiritual de todas elas, n&atilde;o posso permitir que meus filhos passem fome. Tudo tem sido gasto com a nossa pr&oacute;pria gente.<br /> \nUm deles disse: Mas Frei, est&aacute; certo que o senhor ajude essas criaturas. Poderia retirar uma pequena percentagem da soma que lhe entregamos.<br /> \nO velho Frei suspirou, ergueu os ombros, uniu as m&atilde;os e respondeu:<br /> \nOs senhores me fazem uma proposta muito curiosa. Vejam bem. L&ecirc;-se no Evangelho que Jesus no deserto foi convidado a transformar pedras em p&atilde;es.<br /> \nOs senhores, entretanto, est&atilde;o me pedindo justamente o contr&aacute;rio: que eu transforme p&atilde;es em pedras.<br /> \n* * *<br /> \nTinha raz&atilde;o o pastor daquelas almas. A vida humana nos merece todo respeito.<br /> \nEm se falando sobre direito, o primeiro de toda criatura &eacute; o de viver.<br /> \nPortanto, alimentar corpos, prover as necessidades b&aacute;sicas dos nossos irm&atilde;os se constitui n&atilde;o em caridade, mas em dever de irm&atilde;o para com seu irm&atilde;o.<br /> \n* * *<br /> \nToda a moral se resume na caridade e na humildade, isto &eacute;, nas duas virtudes contr&aacute;rias ao ego&iacute;smo e ao orgulho.<br /> \nNo que diz respeito &agrave; caridade, e aqui n&atilde;o importa se voc&ecirc; tem, ou n&atilde;o, uma cren&ccedil;a religiosa, o evangelho de Mateus coloca claramente como condi&ccedil;&atilde;o absoluta da felicidade:<br /> \nVinde, benditos de meu pai, possu&iacute; por heran&ccedil;a o reino que vos est&aacute; preparado desde a funda&ccedil;&atilde;o do mundo.<br /> \nPorque tive fome, e me destes de comer. Tive sede, e me destes de beber. Era estrangeiro, e me hospedastes.<br /> \nEstava nu, e me vestistes. Adoeci, e me visitastes. Estive na pris&atilde;o, e me fostes ver.<br /> \nEm verdade vos digo que quando o fizestes a um desses meus pequeninos irm&atilde;os, a mim o fizestes.<br /> \nE sintetizando a li&ccedil;&atilde;o, Jesus recomendou: Amai-vos uns aos outros. Praticai o bem sem ostenta&ccedil;&atilde;o. Fazei aos outros o que querer&iacute;eis que vos fizessem.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com transcri&ccedil;&atilde;o do<br /> \nEvangelho de Mateus, cap. 25, vers&iacute;culos 34 a 36 e 40.<br /> \nEm 07.6.2017.<br /> \n<br /> \n</span><br />

ACOMODAÇÃO
10 Jun 20173:08EP 733

ACOMODAÇÃO

A<span style=''font-size: small;''>COMODA&Ccedil;&Atilde;O<br /> \n<br /> \nO animal satisfeito dorme!<br /> \nEsta reflex&atilde;o &eacute; de Guimar&atilde;es Rosa, e n&oacute;s traz , um profundo alerta existencial.<br /> \nO que o escritor t&atilde;o bem percebeu &eacute; que a condi&ccedil;&atilde;o humana perde subst&acirc;ncia e energia vital, toda vez que se sente plenamente confort&aacute;vel com a maneira como as coisas j&aacute; est&atilde;o.<br /> \nRende-se assim &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o do repouso e imobiliza-se na perigosa acomoda&ccedil;&atilde;o.<br /> \nA advert&ecirc;ncia &eacute; preciosa, posto que, a satisfa&ccedil;&atilde;o conclui, encerra, termina.<br /> \nA satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persist&ecirc;ncia, para desdobramento.<br /> \nA satisfa&ccedil;&atilde;o acalma, limita, amortece.<br /> \nQuando algu&eacute;m nos fala: Fiquei muito satisfeito com voc&ecirc; ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, &eacute; algo assustador.<br /> \nTal express&atilde;o pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de n&oacute;s desejam, ou que aquele &eacute; nosso limite, nossa possibilidade.<br /> \nO est&aacute; bom como est&aacute; pode nos acomodar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual.<br /> \nSeria muito melhor a seguinte express&atilde;o: Meu trabalho &eacute; bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> \nPercebamos que quando se utiliza da express&atilde;o insatisfeito, n&atilde;o &eacute; para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> \nUm bom filme, por exemplo, n&atilde;o &eacute; aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os cr&eacute;ditos, desejando que n&atilde;o acabe?<br /> \nUm bom livro n&atilde;o &eacute; aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia n&atilde;o terminar?<br /> \n&Eacute; desta forma que a vida de cada um tamb&eacute;m deve ser, afinal de contas, n&atilde;o nascemos prontos e acabados.<br /> \nAinda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo &eacute; considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avan&ccedil;os em novos conhecimentos.<br /> \nO animal satisfeito dorme, pois n&atilde;o tem objetivos de vida, n&atilde;o tem raz&atilde;o para sair do lugar.<br /> \nO ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, p&aacute;ra por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que j&aacute; conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> \n* * *<br /> \nComo se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> \nComo parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda &agrave; frente?<br /> \nComo deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar?<br /> \nDespertemos, aqueles de n&oacute;s que ainda dormimos o sono da acomoda&ccedil;&atilde;o!<br /> \nPense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.</span><br />

RESPOSTA DIVINA
7 Jun 20173:47EP 732

RESPOSTA DIVINA

<span style=''font-size: small;''>RESPOSTA DIVINA<br /> \n<br /> \nFoi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslov&aacute;quia. O jovem Ar&atilde;o precisava sustentar a esposa e o filho rec&eacute;m-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a m&atilde;e, mas o lucro n&atilde;o era suficiente para sustentar as duas fam&iacute;lias.<br /> \nPor isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela &eacute;poca havia muita escassez em todos os setores.<br /> \nA ind&uacute;stria de couros era uma delas. Era muito dif&iacute;cil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papel&atilde;o e papel e n&atilde;o duravam muito.<br /> \nO jovem Ar&atilde;o logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de cal&ccedil;ados lhe permitiria sustentar com dignidade a fam&iacute;lia.<br /> \nTomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi at&eacute; a grande cidade e voltou com quinhentos pares de cal&ccedil;ados militares fortes, resistentes.<br /> \nEnorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil p&eacute;s direitos. Retornou &agrave; cidade, procurou o negociante e n&atilde;o o encontrou.<br /> \nParecia que ele nunca tinha existido. Ar&atilde;o voltou para sua casa e come&ccedil;ou a chorar. A esposa o abra&ccedil;ou e disse: N&atilde;o desista.<br /> \nPor fim, ele procurou um homem s&aacute;bio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse f&eacute;. Deus o ajudaria.<br /> \nAr&atilde;o obedeceu. Durante v&aacute;rios dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar aten&ccedil;&atilde;o. E continuava a orar e chorar.<br /> \nAt&eacute; que um estranho entrou no templo e tamb&eacute;m come&ccedil;ou a solu&ccedil;ar. Depois a gritar, t&atilde;o grande era o seu desespero.<br /> \nAr&atilde;o pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido.<br /> \nBem-vindo, disse. Sinto compaix&atilde;o do seu sofrimento. Posso ajudar?<br /> \nNingu&eacute;m pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para come&ccedil;ar um neg&oacute;cio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o p&eacute; esquerdo!<br /> \nO estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Ar&atilde;o e viu que um brilho alegre dan&ccedil;ava neles.<br /> \nMeu querido amigo! - Disse Ar&atilde;o. Tenho &oacute;timas not&iacute;cias para voc&ecirc;.<br /> \nO estranho e Ar&atilde;o juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro.<br /> \n* * *<br /> \nO conselho somente ter&aacute; valor se estiveres disposto a segui-lo.<br /> \nQuando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orienta&ccedil;&atilde;o.<br /> \nTodavia, n&atilde;o leves a tua pr&oacute;pria opini&atilde;o, tentando provar que &eacute; a verdadeira.<br /> \nOuve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decis&atilde;o que te pare&ccedil;a a mais acertada.<br /> \nExamina tudo, dizia o Ap&oacute;stolo Paulo, e ret&eacute;m o que &eacute; bom.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> \nEm 01.03.2013.<br /> \n</span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00