Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
MÁGOA DESNECESSÁRIA
6 Set 20174:00EP 787

MÁGOA DESNECESSÁRIA

<span style=''font-size: small;''>M&Aacute;GOA DESNECESS&Aacute;RIA<br /> \n<br /> \nAs rela&ccedil;&otilde;es humanas ser&atilde;o sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E n&atilde;o poderia ser diferente.<br /> \nComo somos seres em evolu&ccedil;&atilde;o, muito ainda h&aacute; que se construir nas conquistas emocionais para que o equil&iacute;brio, a justi&ccedil;a e a retid&atilde;o sejam as ferramentas no relacionamento humano.<br /> \nN&atilde;o &eacute; raro indiv&iacute;duos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.<br /> \nO racioc&iacute;nio se torna quase que natural, frente a tantos esfor&ccedil;os que temos que empreender, tanta paci&ecirc;ncia a exercitar, no trato com o semelhante.<br /> \nE n&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela institui&ccedil;&atilde;o. Esses buscam a paz que n&atilde;o encontravam nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares.<br /> \nMuito embora assim o fa&ccedil;am imbu&iacute;dos, por vezes, das mais nobres inten&ccedil;&otilde;es, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da conviv&ecirc;ncia.<br /> \nSomente nos atritos que vivemos &eacute; que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experi&ecirc;ncias, de crescer, de superar aos poucos os pr&oacute;prios limites de intera&ccedil;&atilde;o social.<br /> \nSomos todos indiv&iacute;duos criados para viver em conjunto e a vida solit&aacute;ria somente nos causaria graves sequelas &agrave; vida emocional e psicol&oacute;gica.<br /> \n&Eacute; na experi&ecirc;ncia de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de afli&ccedil;&otilde;es e exemplos inesquec&iacute;veis.<br /> \n&Eacute; natural que nossas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam sempre pautadas pela harmonia. S&atilde;o nossos valores &iacute;ntimos que determinam os entrechoques que, n&atilde;o raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufru&iacute;mos.<br /> \nComo ainda n&atilde;o nos acostumamos a viver em estabilidade &iacute;ntima por longos per&iacute;odos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposi&ccedil;&otilde;es variadas em nossos relacionamentos.<br /> \nPensando assim, pode-se concluir o quanto &eacute; desnecess&aacute;rio e improdutivo viver-se carregando no &iacute;ntimo m&aacute;goas e malqueren&ccedil;as.<br /> \nNingu&eacute;m h&aacute; no planeta que n&atilde;o se aborre&ccedil;a quando recebe do outro o que n&atilde;o gostaria de receber. No entanto, n&atilde;o podemos esquecer que ningu&eacute;m tamb&eacute;m pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, n&atilde;o cause aborrecimentos e m&aacute;goas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.<br /> \nDesta forma, cabe a cada um de n&oacute;s procurar resolver mal-entendidos, chatea&ccedil;&otilde;es e m&aacute;goas com os recursos dispon&iacute;veis do di&aacute;logo, do entendimento, da desculpa e do perd&atilde;o. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte tamb&eacute;m acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.<br /> \nAssim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispens&aacute;vel o armazenamento de sentimentos como a m&aacute;goa ou a raiva no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nH&aacute; tanto a se realizar de bom e de &uacute;til a cada dia, e o tempo est&aacute; t&atilde;o apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos m&aacute;goa na alma, qualquer que seja a intensidade.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. 41, do<br /> \nlivro A&ccedil;&otilde;es corajosas para viver em paz, pelo Esp&iacute;rito <br /> \nBenedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> \nEm 27.08.2010.<br /> \n<br /> \n</span><br />

ANTES DE CONDENAR
5 Set 20174:26EP 786

ANTES DE CONDENAR

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>ANTES DE CONDENAR<br /> \n<br /> \nConta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manh&atilde; de domingo, no metr&ocirc; de Nova York.<br /> \n<br /> \nAs pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranq&uuml;ila.<br /> \n<br /> \nSubitamente, um homem entrou no vag&atilde;o do metr&ocirc; com os filhos. As crian&ccedil;as faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.<br /> \n<br /> \nO homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nAs crian&ccedil;as corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.<br /> \n<br /> \nMesmo assim o pai n&atilde;o fazia nada.<br /> \n<br /> \nPara Stephen era quase imposs&iacute;vel evitar a irrita&ccedil;&atilde;o. Ele n&atilde;o conseguia acreditar que ele pudesse ser t&atilde;o insens&iacute;vel a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.<br /> \n<br /> \nDava para perceber facilmente que as demais pessoas tamb&eacute;m estavam irritadas.<br /> \n<br /> \nA certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos est&atilde;o perturbando muitas pessoas. Ser&aacute; que n&atilde;o poderia dar um jeito neles?<br /> \n<br /> \nO homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem raz&atilde;o. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a m&atilde;e deles morreu h&aacute; uma hora... Eu n&atilde;o sei o que pensar, e parece que eles tamb&eacute;m n&atilde;o sabem como lidar com isso.<br /> \n<br /> \nN&oacute;s podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...<br /> \n<br /> \nDiante da resposta inesperada, ele passou a ver a situa&ccedil;&atilde;o de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.<br /> \n* * *<br /> \nQuantas vezes n&oacute;s vemos, sentimos e agimos de maneira oposta &agrave; que dever&iacute;amos, por n&atilde;o perceber a realidade que est&aacute; por tr&aacute;s da cena.<br /> \n<br /> \nNo mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em n&oacute;s pr&oacute;prios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a m&atilde;o.<br /> \n<br /> \nPor isso, &eacute; importante que cultivemos em n&oacute;s a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.<br /> \n<br /> \nGeralmente o que fazemos &eacute; condenar, sem a m&iacute;nima an&aacute;lise da realidade de quem est&aacute; passando por &aacute;rduas dificuldades.<br /> \n<br /> \nNo entanto, &eacute; t&atilde;o bom quando algu&eacute;m percebe nossas dores e sofrimentos que n&atilde;o ousamos expressar...<br /> \n<br /> \n&Eacute; t&atilde;o agrad&aacute;vel quando algu&eacute;m nota que estamos atravessando momentos dif&iacute;ceis e nos oferece apoio...<br /> \n<br /> \n&Eacute; t&atilde;o confortador encontrar algu&eacute;m que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperan&ccedil;a...<br /> \n<br /> \nAs pessoas t&ecirc;m maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam ap&aacute;ticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...<br /> \n<br /> \nPor tudo isso, n&atilde;o devemos julgar a situa&ccedil;&atilde;o pelas apar&ecirc;ncias, porque podemos nos enganar.<br /> \n<br /> \nNo caso do metr&ocirc;, ap&oacute;s saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o cora&ccedil;&atilde;o de Stephen tomou-se de compaix&atilde;o.<br /> \n<br /> \nSinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.<br /> \n<br /> \nSeus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por tr&aacute;s da aparente indiferen&ccedil;a de um pai que n&atilde;o sabia como lidar com o pr&oacute;prio sofrimento...<br /> \n<br /> \nPensemos nisso, antes de julgarmos algu&eacute;m ou uma situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item<br /> \nDe dentro para fora, do livro Os 7 h&aacute;bitos das<br /> \npessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,<br /> \ned. Best Seller e Franklin Covey.<br /> \nEm 10.06.2012.<br /> \n</span><br />

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
2 Set 20173:08EP 785

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nCerta vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> \nM&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> \nA m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> \n&Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> \nE a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> \nM&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> \n* * *<br /> \nA pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> \nPor que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> \nGirando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca. <br /> \nSer&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> \nSe estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> \nProcuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> \nSomos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> \nSorrimos e sorrimos muito.<br /> \nToda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> \nAgora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> \nComo que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> \nJunto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> \nSer&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nAinda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> \nConverse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> \nSobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> \nAgindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> \nE ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> \nmais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> \nAllan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.<br />

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
31 Ago 20173:09EP 784

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nCerta vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> \nM&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> \nA m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> \n&Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> \nE a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> \nM&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> \n* * *<br /> \nA pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> \nPor que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> \nGirando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca. <br /> \nSer&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> \nSe estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> \nProcuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> \nSomos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> \nSorrimos e sorrimos muito.<br /> \nToda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> \nAgora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> \nComo que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> \nJunto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> \nSer&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nAinda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> \nConverse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> \nSobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> \nAgindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> \nE ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> \nmais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> \nAllan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.<br />

NOSSOS ANIMAIS
26 Ago 20174:41EP 783

NOSSOS ANIMAIS

<span style=''font-size: small;''>NOSSOS ANIMAIS<br /> \n<br /> \nEm fevereiro de 2012, o jornal Daily Mail noticiou que uma australiana, chamada Nicole Graham, e sua filha passeavam em dois cavalos numa praia em Melbourne, na Austr&aacute;lia, quando ca&iacute;ram em um atoleiro semelhante &agrave; areia movedi&ccedil;a.<br /> \nNicole conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais mas, o cavalo chamado Astro, que montava, acabou ficando preso.<br /> \nSua filha saiu em busca de socorro. Nicole estava segura e poderia se manter fora do atoleiro, mas n&atilde;o o fez.<br /> \nPercebeu que quanto mais seu estimado animal se movimentava, na tentativa de levantar, mais seu corpo submergia.<br /> \nSentou-se, ent&atilde;o, ao lado dele tentando acalm&aacute;-lo. Nesse momento quase todo o corpo do animal se encontrava soterrado.<br /> \nCorrendo risco de morte e com o corpo parcialmente coberto pela areia, Nicole permaneceu por tr&ecirc;s horas com os bra&ccedil;os ao redor da cabe&ccedil;a do cavalo, tentando mant&ecirc;-la erguida, de modo que ficasse para fora da lama at&eacute; o socorro chegar.<br /> \n&Agrave; medida que o tempo passava, o animal corria tamb&eacute;m risco de afogamento, pois estava &agrave; beira-mar e o n&iacute;vel da &aacute;gua subia rapidamente, ao redor do ponto onde ele estava atolado.<br /> \nNuma cena emocionante de desespero e solidariedade, aquela mulher arriscou a pr&oacute;pria vida para salvar a do animal. Demonstrou o quanto o ser humano &eacute; capaz de amar a Cria&ccedil;&atilde;o Divina.<br /> \nEla n&atilde;o abandonou seu cavalo enquanto ele n&atilde;o foi salvo.<br /> \nMinutos antes da &aacute;gua tomar conta do local, as equipes de resgate conseguiram tirar Astro da lama.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; dever do ser humano respeitar e proteger todas as formas de vida.<br /> \nOs diversos animais que rodeiam nossa exist&ecirc;ncia, no planeta Terra, s&atilde;o tamb&eacute;m criaturas de Deus e devem ser considerados como irm&atilde;os menores.<br /> \nPodemos nos servir deles sempre que necess&aacute;rio, mas nenhum direito &eacute; em si ilimitado.<br /> \nEles n&atilde;o est&atilde;o no mundo com a &uacute;nica finalidade de serem &uacute;teis aos homens e devemos ter consci&ecirc;ncia de que o exerc&iacute;cio abusivo de qualquer direito &eacute; sempre reprov&aacute;vel.<br /> \nDeus colocou os animais sob nossa guarda. Temos, portanto, o dever de proteg&ecirc;-los.<br /> \nAs pessoas que amam e cultivam a conviv&ecirc;ncia com os animais, se observarem com aten&ccedil;&atilde;o, verificar&atilde;o que v&aacute;rias esp&eacute;cies s&atilde;o portadoras de qualidades que consideramos humanas.<br /> \nS&atilde;o capazes de ter paci&ecirc;ncia, prud&ecirc;ncia, vigil&acirc;ncia, obedi&ecirc;ncia e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.<br /> \nT&ecirc;m sua linguagem pr&oacute;pria, seus afetos e sua intelig&ecirc;ncia rudimentar. <br /> \nD&atilde;o-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.<br /> \nNa conviv&ecirc;ncia com esses seres, devemos estabelecer o limite entre o que &eacute; realmente necess&aacute;rio e o que &eacute; sup&eacute;rfluo.<br /> \nQuando estiverem sob nossos cuidados ofere&ccedil;amos-lhes alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, afeto, condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de higiene e tratamento para a sa&uacute;de sempre que necess&aacute;rio.<br /> \nH&aacute; mais de 500 anos atr&aacute;s, o grande s&aacute;bio da humanidade, Leonardo da Vinci profetizou:<br /> \n&ldquo;Chegar&aacute; um dia no qual os homens conhecer&atilde;o o &iacute;ntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal ser&aacute; considerado crime contra a humanidade.&rdquo;<br /> \no abandono e maus tratos aos animais, j&aacute; &eacute; considerado um crime grave em muitos pa&iacute;ses.<br /> \nReflitamos sobre como temos agido em rela&ccedil;&atilde;o a esses companheiros de jornada.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 5.10.2012.<br /> \n</span><br />

RELACIONAMENTO FAMILIAR
25 Ago 20174:00EP 782

RELACIONAMENTO FAMILIAR

<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO FAMILIAR<br /> \n<br /> \nO maior problema no relacionamento familiar &eacute; que cada um acredita que a raz&atilde;o lhe pertence.<br /> \nA esposa reclama porque o marido acredita que &eacute; doutor em tudo. Est&aacute; sempre certo. N&atilde;o admite que ningu&eacute;m lhe diga que est&aacute; errado.<br /> \nO marido, por sua vez, fala que a mulher &eacute; muito impertinente. Gosta de confus&atilde;o. Faz tempestade em copo d&rsquo;&aacute;gua.<br /> \nO filho reclama que os pais est&atilde;o totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.<br /> \nTalvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos ego&iacute;smo.<br /> \nConta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu algu&eacute;m afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor atrav&eacute;s de gestos simples.<br /> \nImpressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se ego&iacute;sta e que havia se tornado insens&iacute;vel ao amor familiar.<br /> \nFicou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.<br /> \nSe n&atilde;o ligasse a televis&atilde;o somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de aten&ccedil;&atilde;o aos familiares.<br /> \nDurante as f&eacute;rias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.<br /> \nNo primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele su&eacute;ter amarelo.<br /> \nVoc&ecirc; reparou! &ndash; Falou, admirada.<br /> \nLogo que chegaram &agrave; praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar.<br /> \nIa recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela.<br /> \nNo outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.<br /> \nNuma das noites, n&atilde;o reclamou quando a esposa demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar.<br /> \nE assim se passaram doze dias. As f&eacute;rias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposi&ccedil;&atilde;o de expressar amor.<br /> \nFoi ent&atilde;o que ele surpreendeu a esposa muito triste. Porque lhe perguntasse o motivo, ela lhe indagou:<br /> \nVoc&ecirc; sabe de alguma coisa que eu n&atilde;o sei?<br /> \nPor que pergunta? Disse o marido.<br /> \nBem, &eacute; que eu fiz aqueles exames rotineiros h&aacute; algumas semanas. Segundo me disse o m&eacute;dico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para voc&ecirc;?<br /> \nN&atilde;o, afirmou Tom. Claro que n&atilde;o. Por que deveria?<br /> \n&Eacute; que voc&ecirc;, respondeu a esposa, est&aacute; sendo t&atilde;o bom para mim que imaginei estar com uma doen&ccedil;a grave, que iria morrer.<br /> \nN&atilde;o, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; morrendo. Eu &eacute; que estou come&ccedil;ando a viver.<br /> \n* * *<br /> \nAo admitir que n&atilde;o somos infal&iacute;veis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que p&otilde;em &aacute;gua na fervura dos desentendimentos.<br /> \nExistem express&otilde;es m&aacute;gicas em favor da harmonia dom&eacute;stica: Cometi um erro.<br /> \nVoc&ecirc; tem raz&atilde;o.<br /> \nPe&ccedil;o perd&atilde;o.<br /> \nFui indelicado.<br /> \nPrometo mudar.<br /> \nQue tal come&ccedil;ar hoje mesmo a tentar utilizar uma dessas express&otilde;es a favor da paz em nosso lar?<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Livre-<br /> \nnos Deus, do livro A presen&ccedil;a de Deus, de Richard Simonetti,<br /> \ned. Gr&aacute;fica S&atilde;o Jo&atilde;o.<br /> \nEm 7.8.2013.<br /> \n<br /> \n</span><br />

APENAS O ESSENCIAL
23 Ago 20174:41EP 780

APENAS O ESSENCIAL

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;APENAS O ESSENCIAL<br /> \n<br /> \nEu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que j&aacute; vivi at&eacute; agora.<br /> \nEu tenho muito mais passado, que futuro.<br /> \nEnt&atilde;o, n&atilde;o tenho mais tempo para lidar com a mediocridade.<br /> \nEu n&atilde;o quero reuni&otilde;es, em que desfilam egos inflamados.<br /> \nInquieto-me com os invejosos, cobi&ccedil;ando lugar de quem eles admiram.<br /> \nEu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para conversas in&uacute;teis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha.<br /> \nEu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.<br /> \nEu detesto pessoas que n&atilde;o debatem conte&uacute;dos, mas apenas r&oacute;tulos.<br /> \nEu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus trope&ccedil;os. Quero viver ao lado de pessoas que n&atilde;o se encanta com os seus triunfos, n&atilde;o se considera eleita, antes da hora.<br /> \nQuero viver ao lado de gente que n&atilde;o foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade;<br /> \nApenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial.<br /> \n<br /> \n&Eacute; essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da ang&uacute;stia e do medo do desconhecido.<br /> \nExiste ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, &agrave; paix&atilde;o pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o pr&oacute;ximo.<br /> \nNossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.<br /> \nS&oacute; o tempo permite &agrave;queles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.<br /> \nN&oacute;s, humanos, como as flores, os p&aacute;ssaros e tudo que &eacute; vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.<br /> \nMorremos todos, sem a beleza ou o vigor f&iacute;sico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas s&atilde;o fugazes.<br /> \nSe algo for eterno, ser&aacute; apenas a consci&ecirc;ncia que adquirimos neste viver.<br /> \nEsse enorme mist&eacute;rio da vida e da morte &eacute; o mais tranquilo, l&iacute;mpido e belo espet&aacute;culo ao qual nenhum outro se compara, mas que s&oacute; pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse &eacute; um privil&eacute;gio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.<br /> \n&Eacute; contradit&oacute;rio, mas &eacute; preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.<br /> \nDa&iacute;, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: &quot;Neste mundo, quem mais olha menos v&ecirc;, quem n&atilde;o morre n&atilde;o v&ecirc; Cristo.&quot;<br /> \nAcreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa &quot;ter consci&ecirc;ncia do processo da vida&quot;.<br /> \nSe f&ocirc;ssemos capazes de menores ilus&otilde;es e maior consci&ecirc;ncia, certamente ser&iacute;amos muito mais felizes.<br /> \nTer&iacute;amos maior prazer no trabalho, tratar&iacute;amos o pr&oacute;ximo com mais amor e respeito; ser&iacute;amos mesmo capazes de am&aacute;-lo, n&atilde;o por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.<br /> \nN&atilde;o ter&iacute;amos a maioria das nossas preocupa&ccedil;&otilde;es, dormir&iacute;amos melhor, administrar&iacute;amos melhor nossas energias e n&atilde;o permitir&iacute;amos que tolas fantasias e ang&uacute;stias desnecess&aacute;rias se apossassem de nosso ser.<br /> \nViver&iacute;amos em paz, ter&iacute;amos mais tempo para as crian&ccedil;as, as flores e os p&aacute;ssaros.<br /> \nN&atilde;o necessitar&iacute;amos do consumo de drogas ou de bens sup&eacute;rfluos, usar&iacute;amos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a ess&ecirc;ncia da vida, ver com os olhos da alma.<br /> \nApague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimar&atilde;es, do Centro Universit&aacute;rio Positivo - UNICENP.<br /> \nEm 04.01.2015.<br /> \n<br /> \n<br /> \n</span> <br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00