
A DUREZA DE VIDA

PODCAST · 3187 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<span style=''font-size: small;''>EMPATIA<br /> \n<br /> \nUm ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:<br /> \nDurante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.<br /> \nQuando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.<br /> \nE como você escapou? – perguntou o jovem.<br /> \nNão escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.<br /> \n* * *<br /> \nA sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.<br /> \nA empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.<br /> \nQuando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.<br /> \nA empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.<br /> \nPassamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.<br /> \nO hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas.<br /> \nO coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.<br /> \nÉ chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral. <br /> \n* * *<br /> \nFazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.<br /> \nO médico das almas, jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.<br /> \nAs verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias.<br /> \n<br /> \n<br /> \nRedação do pense nisso, com base no livro maktub, de<br /> \npaulo coelho, ed. Planeta e no item ii, do cap. Xi, de o evangelho<br /> \nsegundo o espiritismo, de allan kardec, ed. Feb.<br /> \nEm 18.6.2013.</span><br />


<span style=''font-size: small;''>COMEÇANDO O DIA<br /> \n<br /> \nO homem acordou pela manhã e recordou-se de algo que lera em um livreto: Comece o dia na luz da oração. O amor de Deus nunca falha.<br /> \nE então decidiu orar: Senhor, hoje, até o momento, me comportei bem.<br /> \nNão fofoquei. Não me zanguei. Não fui ganancioso, mal-humorado, precipitado ou egoísta.<br /> \nEstou realmente satisfeito com isso.<br /> \nMas, em poucos minutos, senhor, vou me levantar, e daí em diante, provavelmente vou precisar de muito mais ajuda. Obrigado.<br /> \n* * *<br /> \nAssim mesmo é a prece. Um diálogo franco com a Divindade, onde o ser expõe a própria alma.<br /> \nNão há necessidade de longas frases, nem de palavras ensaiadas. É o que a alma sente e deixa transbordar.<br /> \nUm pedido simples, mas profundo. Um pedido de quem reconhece que a necessidade maior reside em si mesmo, nas suas deficiências morais.<br /> \nUm exame de consciência e um pedido de socorro.<br /> \nA resposta é exatamente a fortaleza para vencer, a pouco e pouco, as dificuldades íntimas e ir vivendo melhor a cada dia, conquistando a paz.<br /> \nDevotando-se ao trabalho, sem se deter a observar defeitos alheios e muito menos a comentá-los, semeia-se tranquilidade no ambiente profissional.<br /> \nNão se permitindo envolver pelas teias do nervosismo, da inquietação, os problemas vão sendo solucionados um a um, na medida em que surjam.<br /> \nSem desejar possuir em demasia, usufruir de todos os prazeres que os bens terrenos oferecem, o homem se entrega às lutas do cotidiano, sereno e confiante.<br /> \nNão se permitindo o mau humor por coisa nenhuma, por um contratempo no trânsito, um defeito mecânico no carro, um funcionário que não atende aos deveres, a criatura distribui serenidade onde se encontre.<br /> \nSem precipitação, ouve o seu semelhante até o fim, antes de dar respostas que nem sempre atendem ao que o outro deseja.<br /> \nDeixando de lado o egoísmo, o homem se sente feliz em compartilhar o de que disponha e se torna uma pessoa amiga, prestativa.<br /> \nCompartilhar coisas pequenas, simples, como oferecer uma carona a um vizinho, emprestar um livro, indicar uma boa leitura.<br /> \nCompartilhar o que detenhamos inclui os valores intrínsecos do ser, que tem a ver com a vida e os seus objetivos.<br /> \nPortanto, compartilhemos a nossa certeza da existência de Deus, da imortalidade da alma com aqueles que se debatem no mundo, sem fé, sem rumo, sem objetivos.<br /> \nE guardemos a certeza de que ,se assim rogarmos a Deus que nos ajude, Ele estará conosco, auxiliando-nos nessas pequenas grandes autoconquistas diárias, que somente redundarão em felicidade para nós mesmos.<br /> \n* * *<br /> \nCada dia é um presente especial que Deus concede aos homens.<br /> \nCada dia é de tal forma único, que nunca se repete. Observemos como o sol rompe a treva da noite, trazendo a manhã radiante, sempre com um novo colorido.<br /> \nAs flores de ontem não estão exatamente iguais hoje. As gotas da chuva que caem em abundância não são aquelas que rolaram em dias anteriores.<br /> \nTudo é novo a cada dia. Essa é a grande mensagem de Deus para os homens: a renovação da oportunidade de crescer, melhorar-se e ser feliz.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com prece inicial<br /> \nde autoria ignorada.<br /> \nEm 26.1.2013.<br /> \n</span><br />

<span style=''font-size: small;''> TER SEMPRE RAZÃO<br /> \n<br /> \nQuanto custa ter sempre razão?<br /> \nEm algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?<br /> \nÉ claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.<br /> \nTrocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.<br /> \nPorém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?<br /> \nQuantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?<br /> \nQuem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> \nOu ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?<br /> \nDefendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> \nQuatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> \nSe não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.<br /> \nNão estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.<br /> \nMuitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.<br /> \nNão quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.<br /> \nPorém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> \nEnfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.<br /> \nInúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.<br /> \nTer sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.<br /> \nBuscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.<br /> \nQuerer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.<br /> \nAssim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.<br /> \nAntes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.<br /> \nA verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.<br /> \nAssim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> \nTalvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.<br /> \nAo assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.<br /> \nDessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \nRedação do Pense Nisso.<br /> \nEm 17.9.2014</span><br />

Dilemas morais<br /> \n<br /> \nNossa sociedade vive uma crise de valores.<br /> \nHá notícias de corrupção nos mais variados setores.<br /> \nEntre a tentação e o dever, a primeira tem prevalecido.<br /> \nEsse clima pode gerar descrença no futuro.<br /> \nContudo, uma pequena retrospectiva histórica auxilia a manter a esperança.<br /> \nEmbora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.<br /> \nHá pouco tempo eram admitidas práticas hoje amplamente repudiadas.<br /> \nPor exemplo, a escravidão, a prisão por dívidas e o assassinato como forma de defesa da honra.<br /> \nA igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civilização.<br /> \nPor certo, um padrão ilibado de conduta permanece distante da ampla maioria das pessoas.<br /> \nA honestidade ainda é uma casca muito fina a encobrir o desejo de levar vantagem.<br /> \nSe há a perspectiva de lucrar indevidamente, sem ser apanhado, muitos sucumbem.<br /> \nE tal se dá nos mais variados planos da existência humana.<br /> \nAs pessoas se permitem tais desvirtuamentos na crença de que assim agem na conquista da felicidade.<br /> \nOcorre que não há felicidade sem paz e nem paz sem consciência tranqüila.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nÉ ensinado, que estamos neste planeta, com o propósito de nós aperfeiçoarem.<br /> \nPortanto, todos se destinam à mais completa felicidade.<br /> \nNa plenitude de sua evolução, serão anjos, plenos de amor e sabedoria.<br /> \nNo princípio, são grandemente guiados pelos instintos.<br /> \nMas de forma gradual desenvolvem a razão e conduzem-se por ela.<br /> \nNesse gigantesco caminhar, cometem alguns equívocos e desenvolvem outros tantos vícios.<br /> \nCom o passar do tempo e o crescer espiritual, muitas fissuras morais não mais se justificam.<br /> \nA consciência despertada para realidades superiores clama por corrigenda.<br /> \nNo plano espiritual, entre as existências terrenas, o Espírito contempla sua situação.<br /> \nVerifica quais vícios e equívocos prejudicam sua marcha para a plenitude e decide superá-los.<br /> \nEntão, programa para si uma existência terrena com o intuito de melhorar-se.<br /> \nAssume compromissos de trabalho, voltados à sua reforma pessoal.<br /> \n<br /> \nPede para vivenciar algumas dificuldades, com a finalidade de corrigir-se.<br /> \nÉ por isso que na vida terrena o dever entra em conflito com os interesses pessoais e as paixões.<br /> \nDe um lado há o homem velho, tentado pela perspectiva de cometer novamente antigos equívocos.<br /> \nDe outro, um elaborado projeto de disciplina e engrandecimento pessoal.<br /> \nSe você deseja ser feliz, jamais titubeie entre a tentação e o dever.<br /> \nPerante um dilema moral, adote a conduta mais digna possível, mesmo que penosa.<br /> \nO comportamento digno e o cumprimento do dever o libertarão do passado e o habilitarão a vivências sublimes.<br /> \nAo passo que ceder às tentações implicará a necessidade de retomar a tarefa no futuro, provavelmente em circunstâncias mais árduas.<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> \nEm 06.05.2012.</em></div> \n<br />

<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO DE UM SÓ<br /> \n<br /> \nPor mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral, que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> \nNão é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar.<br /> \nMuitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama.<br /> \nNo entanto, quando prestamos a atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> \nInfelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência.<br /> \nÉ assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil.<br /> \nFelizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. <br /> \n***<br /> \nMas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor.<br /> \nComo um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> \nFrente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> \nSubstituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> \nPensemos nesses detalhes.<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> \nEm 21.9.2016.</em></div> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n</span><br />

As Frustrações <br /> \n<br /> \nGrande parte das pessoas, na sociedade atual, é infeliz, é frustrada. Você já se perguntou por que isso acontece?<br /> \nMuitos são os estudos feitos para se descobrir as possíveis causas da infelicidade do homem moderno e todos apontam para um único e grande causador de tudo isso: o próprio homem.<br /> \nO ser humano traz em sua bagagem, ao nascer, um plano de felicidade. Ele traz consigo basicamente três motivações que o levarão a uma satisfação pessoal, se as conseguir manter ao longo da existência.<br /> \nUma delas é ter um relacionamento pessoal satisfatório.<br /> \nOutra, é poder ser útil na comunidade em que vive e, por fim, crescer como indivíduo, alcançando sua auto-realização.<br /> \nSe todas as pessoas conseguissem atender a esses apelos do seu interior jamais se sentiriam frustradas ou infelizes.<br /> \nNo entanto, há outros apelos muito fortes que vêm do exterior, que a sociedade impõe como sendo indispensáveis: ter muito dinheiro, ter fama e ser fisicamente atraente.<br /> \nE é quando o ser humano entra na luta pela conquista de posses materiais, de fama e de uma aparência física atraente, que muitas vezes se infelicita e se frustra.<br /> \nE por que isso ocorre?<br /> \nPorque, em sua maioria, as criaturas se esquecem das suas aspirações íntimas e passam a lutar com todas as suas forças para conquistar o que a sociedade convencionou chamar de homem bem sucedido.<br /> \nE, para "subir na vida", tantas vezes não se importa em passar por cima de seus semelhantes, e mata uma de suas motivações íntimas: a de ter um bom relacionamento pessoal.<br /> \nDeixa de ouvir a voz da consciência que o chama à utilidade, junto à comunidade, e passa a lutar por uma profissão que lhe dê status e fama.<br /> \nSe aspirar, por exemplo, a ser um médico útil à sociedade, passa a ver na profissão um meio de ganhar dinheiro e fazer fama, tornando-se um comerciante da medicina, que só atende se for bem pago.<br /> \nE para poder se manter fisicamente atraente, muitos indivíduos vivem à custa de drogas e regimes cruéis, e passam a depender disso para manter as aparências.<br /> \nE quando o corpo físico cobra seus tributos, em função da idade, passam a esticar a pele por todos os lados, como se fosse possível enganar as leis que regem a matéria.<br /> \nO que o indivíduo não se dá conta, é que quanto mais luta para ter, mais se esquece de ser e mais se infelicita.<br /> \nOs que conseguem conquistar posses materiais, fama, e uma boa aparência, passam a empregar seu tempo e sua saúde para mantê-los.<br /> \nE os que não logram realizar esses sonhos estabelecidos pela sociedade, se tornam infelizes e frustrados por se julgarem incapazes para tal.<br /> \nAssim, quando o ser humano entender que o dinheiro é meio e não fim para ser conquistado a qualquer custo, colocará esse bendito recurso a serviço do progresso próprio e dos seus semelhantes em todos os sentidos.<br /> \nVocê vale pelo que é, e não pelo que tem ou pela sua aparência física.<br /> \nAs virtudes são os tesouros mais preciosos que você pode conquistar.<br /> \nLembre-se sempre de que nada vale a pena se tivermos que abrir mão da nossa dignidade, da nossa honradez, ou dos nossos valores nobres.<br /> \n<br /> \n<br /> \nTexto da Redação do Pense Nisso, com base em texto do livro Porque fazemos o que fazemos, de Edward Deci, ed. Negócio.<br />