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PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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QUE VOCÊ CONSIGA
25 Nov 20174:51EP 835

QUE VOCÊ CONSIGA

QUE VOC&Ecirc; CONSIGA.<br /> \n<br /> \nCaminhamos pela exist&ecirc;ncia terrena angariando coisas.<br /> \nAlgumas cabem nas m&atilde;os. Outras, conseguem ser guardadas na mente. E h&aacute; tamb&eacute;m as que somente conseguimos depositar no cofre do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nAs coisas que cabem nas m&atilde;os s&atilde;o nossos valores terrenos. Aquilo que gera fortuna, que se contabiliza, que se registra nas contas dos bancos e enchem cofres.<br /> \nQuando s&atilde;o frutos do trabalho honesto, adquiridas com esfor&ccedil;o pr&oacute;prio, pautadas em uma conduta moral adequada, justo se faz encher as m&atilde;os com esses bens.<br /> \nTamb&eacute;m goz&aacute;-los, deles usufruir, com satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPor&eacute;m, n&atilde;o raro somos aqueles que, no af&atilde; de termos m&atilde;os cheias, fazemos disso o ideal de nossa exist&ecirc;ncia.<br /> \nGastamos todos os recursos do tempo, do intelecto, de nossas capacidades para adquirir, amealhar bens.<br /> \nEm um comportamento doentio, fazemos disso o grande ideal da vida, como se aqui estiv&eacute;ssemos somente para ter as m&atilde;os cheias.<br /> \n&Eacute; claro que o trabalho honesto, o esfor&ccedil;o pessoal deve ter sua recompensa, e podemos receber o valor amoedado pelo nosso empenho. Nada h&aacute; de errado nisso.<br /> \nPor&eacute;m, ao investirmos todas nossas capacidades apenas para encher nossas m&atilde;os, elas ficar&atilde;o abarrotadas, mas teremos mente e cora&ccedil;&atilde;o vazios.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; consiga uma casa maior, mas que quase todos os c&ocirc;modos fiquem vazios por sua fam&iacute;lia estar unida ao redor de uma &uacute;nica mesa.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; compre o carro dos seus sonhos, e descubra que ele pode ficar parado na garagem enquanto voc&ecirc; caminha de m&atilde;os dadas por um parque.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; realize o desejo de comprar uma TV enorme, 3D, com home theater, mas que ela permane&ccedil;a desligada durante o jantar, para que voc&ecirc; possa ouvir como foi maravilhoso o dia da sua fam&iacute;lia.<br /> \n<br /> \nQue sua conta banc&aacute;ria esteja satisfatoriamente recheada, mas sobretudo, que voc&ecirc; tenha em seu bolso um ou dois reais para comprar algod&atilde;o doce e sabore&aacute;-lo sujando os dedos.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; tenha um excelente plano de sa&uacute;de, mas que se esque&ccedil;a que ele existe por n&atilde;o precisar us&aacute;-lo.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; jante em badalados restaurantes para descobrir que a maior chef que existe, cozinha todos os dias dentro da sua casa.<br /> \n<br /> \nQue sua internet trafegue em alt&iacute;ssima velocidade, mas que sua melhor rede seja aquela pendurada entre duas &aacute;rvores, onde voc&ecirc; possa ouvir os p&aacute;ssaros cantarem.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; tenha um smartphone de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o, mas que n&atilde;o precise us&aacute;-lo para dizer &agrave;s pessoas mais importantes da sua vida o quanto elas s&atilde;o especiais.<br /> \nQue voc&ecirc; tenha um tablet, mas que use mais as pontas dos seus dedos para fazer cafun&eacute;s do que para mandar e-mails.<br /> \n<br /> \nQue voc&ecirc; possa comprar boas roupas, bolsas e rel&oacute;gios, mas que sua verdadeira marca seja a &quot;inspira&ccedil;&atilde;o&quot; deixada pelos lugares por onde passar&aacute;.<br /> \n<br /> \nE que assim, conquistando tudo o que voc&ecirc; sempre quis, voc&ecirc; descubra que mais importante do que aquilo que voc&ecirc; tem, &eacute; o que voc&ecirc; faz com tudo o que conquistou.&quot;<br /> \n<br /> \n&Eacute; importante ouvinte do Pense Nisso que nos perguntemos:<br /> \nN&atilde;o estamos investindo nossas horas, nossos recursos para buscar as coisas que enchem as m&atilde;os, mas caminhando com mente e cora&ccedil;&atilde;o vazios?<br /> \nEstaremos investindo no banco da mente, da instru&ccedil;&atilde;o, do desenvolvimento intelectual, deixando o cora&ccedil;&atilde;o sem recursos?<br /> \nQue temos feito, afinal, das tantas oportunidades que nos permitem o enriquecimento do intelecto e dos bens materiais?<br /> \nTemos pensado nos nossos irm&atilde;os? Em repartir com algu&eacute;m tudo que sabemos, que somos, que possu&iacute;mos?<br /> \nPensemos nisso e projetemos nossas horas com sabedoria, utilizando-as no pr&oacute;prio enriquecimento intelectual, no amealhar bens para o corpo e para o esp&iacute;rito.<br /> \nEm nossa trajet&oacute;ria, estabele&ccedil;amos formas de crescer, mas tamb&eacute;m de auxiliar os nossos irm&atilde;os em humanidade a crescerem conosco.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.com base no texto &ldquo;Que no Pr&oacute;ximo Ano...&rdquo;, recebido <br /> \npor what&rsquo;s app de autoria de Mauricio Louzada(www.mauriciolouzada.com.br )<br /> \n<br /> \nEm 5.1.2016.<br /> \n<br /> \n<br />

AMOR SEM PREÇO
23 Nov 20174:14EP 833

AMOR SEM PREÇO

&nbsp;<br /> \n<strong>Amor sem pre&ccedil;o</strong><br /> \n<br /> \nHavia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um h&aacute;bito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o pre&ccedil;o de tudo o que via. Se n&atilde;o custasse grande coisa, para ele n&atilde;o tinha valor algum.<br /> \nNem se apercebia o pequeno que h&aacute; muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas s&atilde;o as melhores do mundo.<br /> \nCerto dia, no caf&eacute; da manh&atilde;, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua m&atilde;e um papelzinho cuidadosamente dobrado. A m&atilde;e o abriu e leu:<br /> \nMam&atilde;e me deve: por levar recados - tr&ecirc;s reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o ch&atilde;o - dois reais; extras - um real. Total que mam&atilde;e me deve: oito reais.<br /> \nA m&atilde;e espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e n&atilde;o disse nada.<br /> \nO garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almo&ccedil;o.<br /> \nSobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.<br /> \nEnfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas ent&atilde;o, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.<br /> \nAbriu e viu que sua m&atilde;e tamb&eacute;m lhe deixara uma conta.<br /> \nFilhinho deve &agrave; mam&atilde;e: por am&aacute;-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, cal&ccedil;ados e brinquedos - nada. Pelas refei&ccedil;&otilde;es e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve &agrave; mam&atilde;e - nada.<br /> \nO menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. N&atilde;o conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na m&atilde;o de sua m&atilde;e.<br /> \nA partir desse dia, ele passou a ajudar sua m&atilde;e por amor.<br /> \n* * *<br /> \nNossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examin&aacute;-las para auxili&aacute;-los na consolida&ccedil;&atilde;o das primeiras e no combate &agrave;s segundas.<br /> \nTodo momento &eacute; prop&iacute;cio e n&atilde;o deve ser desperdi&ccedil;ado.<br /> \nAs a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre mais fortes que as palavras.<br /> \nNa condu&ccedil;&atilde;o dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.<br /> \nCom exce&ccedil;&atilde;o dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada &agrave; energia, sempre d&aacute; bons resultados.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.<br /> \nNa constru&ccedil;&atilde;o do senso moral, dos conceitos de certo e errado s&atilde;o muito importantes os exemplos dados pelos pais.<br /> \n&Eacute; no doce mundo familiar que se adquire o h&aacute;bito da virtude que nos guiar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es quando sairmos mundo afora.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><strong>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 30.10.2017.</strong></div>

A INGRATIDÃO
22 Nov 20173:12EP 832

A INGRATIDÃO

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A INGRATID&Atilde;O&nbsp;<br /> \n<br /> \nMuitos de n&oacute;s j&aacute; sofremos o gosto amargo da ingratid&atilde;o, n&atilde;o &eacute; verdade amigo ouvinte?<br /> \n<br /> \n&Eacute; uma atitude louv&aacute;vel acudir o semelhante na hora da dificuldade &mdash; louv&aacute;vel e necess&aacute;rio.<br /> \n<br /> \nNenhum de n&oacute;s nesta vida est&aacute; livre de um momento ruim. Nenhum de n&oacute;s nesta vida pode garantir que jamais precisar&aacute; de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Al&eacute;m do mais, seria muita crueldade vermos algu&eacute;m no fundo do po&ccedil;o e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio n&atilde;o fosse da nossa conta.<br /> \n<br /> \nNo entanto, o troco que &agrave;s vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no m&iacute;nimo, pensativos. C&aacute; entre n&oacute;s: h&aacute; pessoas t&atilde;o ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a m&atilde;o.<br /> \n<br /> \nMuitas vezes, tiramos de n&oacute;s mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa f&eacute; no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libert&aacute;-la de um embara&ccedil;o, livr&aacute;-la do abismo. &Agrave;s vezes, comprometemos at&eacute; mesmo nossa seguran&ccedil;a, suportamos cr&iacute;ticas, enfrentamos cara feia e resist&ecirc;ncia, tudo para defender e ajudar algu&eacute;m que, na nossa opini&atilde;o, &eacute; merecedor daquele sacrif&iacute;cio.<br /> \n<br /> \nQuando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos algu&eacute;m em dificuldade, n&atilde;o estamos, evidentemente, visando retribui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; natural de uma pessoa sens&iacute;vel querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situa&ccedil;&otilde;es ingratas que a vida tantas vezes imp&otilde;e.<br /> \n<br /> \nMas, embora n&atilde;o sejamos ca&ccedil;adores de recompensa, como &eacute; triste vermos algu&eacute;m que ajudamos num momento dif&iacute;cil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada d&oacute;i mais do que a ingratid&atilde;o.<br /> \n<br /> \nExiste uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para ca&ccedil;ar, ela decidiu cortar peda&ccedil;os de sua pr&oacute;pria carne para dar de comer &agrave;s crian&ccedil;as, at&eacute; que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, n&atilde;o chegou. Mutilada e j&aacute; sem for&ccedil;as, a pobre m&atilde;e acabou morrendo. Um dos meninos ent&atilde;o comentou com o outro: &ldquo;ainda bem. Eu j&aacute; estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...&rdquo;<br /> \n<br /> \nPor essas e outras, &eacute; que o escritor americano do s&eacute;culo 19 mark twain,disse um dia: &ldquo;se apanhares um c&atilde;o faminto e lhe deres comida, ele jamais te morder&aacute;: eis a principal diferen&ccedil;a entre um cachorro e um ser humano... <br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita.<br /> \nEm 08.4.2014</span><br />

RESSENTIMENTO
21 Nov 20172:57EP 831

RESSENTIMENTO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RESSENTIMENTO<br /> \n<br /> \nO ressentimento j&aacute; foi comparado a uma brasa ardente que seguramos com a inten&ccedil;&atilde;o de jog&aacute;-la em outra pessoa, enquanto queima a nossa m&atilde;o.<br /> \nOu ent&atilde;o, um veneno que tomamos esperando que o outro morra.<br /> \nQuando estamos ressentidos, sentimos intensamente a dor do passado de novo e de novo.<br /> \nIsso n&atilde;o s&oacute; desgasta o nosso bem-estar emocional, como tamb&eacute;m ataca, de uma maneira poderosa e negativa, nosso bem-estar f&iacute;sico.<br /> \nQuando guardamos ressentimento, rancor, estamos nos aprisionando voluntariamente &agrave; dor.<br /> \nlguns poderiam ent&atilde;o questionar: Isto quer dizer que escolhemos guardar m&aacute;goa? H&aacute;, ent&atilde;o, uma escolha? Pois parece que n&atilde;o. Parece que &eacute; mais forte que n&oacute;s.<br /> \n&Eacute; dif&iacute;cil de perceber, principalmente para aqueles que ainda n&atilde;o nos conhecemos bem. Mas, sim, &eacute; uma escolha que fazemos.<br /> \nSentir raiva &eacute; natural.Sentir-se magoado, tamb&eacute;m.<br /> \nN&atilde;o, por&eacute;m, &agrave; instala&ccedil;&atilde;o do ressentimento.<br /> \nO que ela ensina &eacute; que &eacute; perfeitamente natural termos a alma ferida com este ou aquele acontecimento, por&eacute;m, carregar essa dor por tempo indeterminado no cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma escolha perigosa.<br /> \n&Eacute; uma brasa ardente, realmente, que vai queimando por dentro, dia ap&oacute;s dia, ano ap&oacute;s ano, sem trazer benef&iacute;cio algum &agrave; alma que sofre.<br /> \nDessa forma, precisamos realizar um trabalho interior para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, evitando preju&iacute;zos maiores para n&oacute;s mesmos.<br /> \nIsso significa deixar de dar tanto valor a um fato, a um acontecimento para que nosso cora&ccedil;&atilde;o se acalme, olhe para frente e deixe de se apegar tanto a quest&otilde;es que j&aacute; est&atilde;o no passado.<br /> \n* * *<br /> \nO prazer de ser livre &eacute; incompar&aacute;vel...<br /> \nPoder deitar a cabe&ccedil;a no travesseiro todas as noites e dizer que n&atilde;o guarda m&aacute;goa de ningu&eacute;m &eacute; vit&oacute;ria da alma sobre o ressentimento avassalador.<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos com a impunidade do agressor, do ofensor. Num Universo regido por leis perfeitas, nada fica impune, tudo tem sua consequ&ecirc;ncia.<br /> \nPerdoar, esquecer &eacute; tamb&eacute;m uma escolha pela sa&uacute;de do Esp&iacute;rito e do corpo, uma vez que, livres do rancor, igualmente ficamos livres das doen&ccedil;as associadas diretamente ao ressentimento.<br /> \nVivamos a alegria e a liberdade de n&atilde;o carregar ressentimento em nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPENSE NISSO.MAS...PENSE AGORA!</span><br />

A CULPA É DA CARNE
17 Nov 20173:34EP 830

A CULPA É DA CARNE

&nbsp;A CULPA &Eacute; DA CARNE<br /> \n<br /> \nQuando algu&eacute;m procura uma desculpa para justificar os seus erros, &eacute; comum ouvirmos a afirmativa de que a carne &eacute; fraca.<br /> \n<br /> \nA culpa, portanto, &eacute; da carne, ou seja, do corpo f&iacute;sico.<br /> \n<br /> \nHahnemann, criador da Medicina Homeop&aacute;tica, fez a seguinte afirmativa:<br /> \n<br /> \nO corpo n&atilde;o d&aacute; c&oacute;lera &agrave;quele que n&atilde;o a tem, do mesmo modo que n&atilde;o d&aacute; os outros v&iacute;cios. Todas as virtudes e todos os v&iacute;cios s&atilde;o inerentes ao Esp&iacute;rito. Caso Contrario, onde estariam o m&eacute;rito e a responsabilidade?<br /> \n<br /> \nUma inteligente constata&ccedil;&atilde;o, pois cont&eacute;m grandes verdades.<br /> \n<br /> \nCulpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de c&oacute;lera.<br /> \n<br /> \nQuando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, n&atilde;o &eacute; a comida que excita o &oacute;rg&atilde;o do paladar, pois sequer est&aacute; em contato com ele.<br /> \n<br /> \n&Eacute; o Esp&iacute;rito, cuja sensibilidade &eacute; despertada, que atua sobre aquele &oacute;rg&atilde;o atrav&eacute;s do pensamento.<br /> \n<br /> \nSe uma pessoa sens&iacute;vel facilmente verte l&aacute;grimas, n&atilde;o &eacute; a abund&acirc;ncia das l&aacute;grimas que d&aacute; a sensibilidade ao Esp&iacute;rito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secre&ccedil;&atilde;o abundante das l&aacute;grimas. <br /> \n<br /> \nAssim, um homem &eacute; m&uacute;sico n&atilde;o porque seu corpo seja propenso &agrave; musicalidade, mas porque seu Esp&iacute;rito &eacute; musicista.<br /> \nComo podemos perceber, a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito sobre o corpo f&iacute;sico &eacute; t&atilde;o evidente que uma violenta como&ccedil;&atilde;o moral pode provocar desordens org&acirc;nicas.<br /> \n<br /> \nQuando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a taquicardia...<br /> \n<br /> \nOutras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabe&ccedil;a, e at&eacute; mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.<br /> \n<br /> \nQuanto &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es para a pregui&ccedil;a, a viol&ecirc;ncia, a corrup&ccedil;&atilde;o, igualmente n&atilde;o podem ser lan&ccedil;adas &agrave; conta da carne, pois s&atilde;o tend&ecirc;ncias radicadas no Esp&iacute;rito imortal.<br /> \n<br /> \nSe assim n&atilde;o fosse, seria f&aacute;cil, pois n&atilde;o ter&iacute;amos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equ&iacute;vocos cometidos.<br /> \n<br /> \nToda responsabilidade moral dos atos da vida f&iacute;sica competem ao Esp&iacute;rito. <br /> \n<br /> \nAssim, quanto mais esclarecido for o Esp&iacute;rito, menos desculp&aacute;vel se tornam as suas faltas, uma vez que, com a intelig&ecirc;ncia e o senso moral, nascem as no&ccedil;&otilde;es do bem e do mal, do justo e do injusto.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nTodos n&oacute;s, sem exce&ccedil;&atilde;o, possu&iacute;mos na intimidade a centelha divina, a for&ccedil;a capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emo&ccedil;&otilde;es nobres que o Criador depositou em n&oacute;s.<br /> \n<br /> \nFazendo pequenos esfor&ccedil;os conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Esp&iacute;rito sobre o corpo. E s&oacute; ent&atilde;o entenderemos porque o Mestre afirmou: V&oacute;s sois deuses, podereis fazer o que Eu fa&ccedil;o, e muito mais.<br /> \n<br /> \nPense Nisso, mas pense Agora!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o com base no cap. VII do livro O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o ap&oacute;stolo da <br /> \nmedicina espiritual, de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br />

TÉDIO
16 Nov 20174:25EP 829

TÉDIO

&nbsp;<strong>T&eacute;dio</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nMuitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determina&ccedil;&atilde;o.<br /> \nLimitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcan&ccedil;am nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.<br /> \nA meta, que por tanto tempo representou a raz&atilde;o de viver, cede lugar ao t&eacute;dio, empurrando os seres para os abismos da depress&atilde;o ou dos v&iacute;cios.<br /> \nPor vezes, s&atilde;o pais que colocam na vida dos filhos os pr&oacute;prios sonhos.<br /> \nProjetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles pr&oacute;prios n&atilde;o puderam realizar.<br /> \nNo entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as pr&oacute;prias lutas e dar curso &agrave;s pr&oacute;prias vidas.<br /> \nPor vezes a constata&ccedil;&atilde;o dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga afli&ccedil;&atilde;o.<br /> \nOutros, ainda, anseiam por alcan&ccedil;ar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consider&aacute;veis recursos financeiros.<br /> \nPor&eacute;m, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.<br /> \nH&aacute; aqueles que se esfor&ccedil;am para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcan&ccedil;am, amargurados e vazios, entregam-se &agrave;s drogas e aos abusos do sexo.<br /> \nInquieta&ccedil;&atilde;o e desequil&iacute;brio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nTais metas s&atilde;o frutos do ego&iacute;smo que ainda move os seres, e quando alcan&ccedil;adas produzem t&atilde;o-somente r&aacute;pida e passageira satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nEm pouco tempo a antiga e conhecida sensa&ccedil;&atilde;o de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influ&ecirc;ncia no cotidiano.<br /> \nComo se todo o esfor&ccedil;o tivesse sido v&atilde;o.<br /> \nComo se toda a luta n&atilde;o tivesse valido a pena.<br /> \nNos l&aacute;bios, a impress&atilde;o de que alguma palavra ficou faltando.<br /> \nNa boca, a permanente sensa&ccedil;&atilde;o de sede.<br /> \n&Eacute; a fome de realiza&ccedil;&atilde;o plena.<br /> \n&Eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfat&oacute;rio.<br /> \n&Eacute; o t&eacute;dio, terr&iacute;vel flagelo que consome exist&ecirc;ncias.<br /> \nSilencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indiv&iacute;duos.<br /> \nQuando te percebas a um passo do t&eacute;dio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo f&iacute;sico e mental de forma &uacute;til.<br /> \nNunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.<br /> \nConsidera o esfor&ccedil;o dos artistas sem bra&ccedil;os, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspira&ccedil;&atilde;o e de alegria de viver.<br /> \nReflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renova&ccedil;&atilde;o interior, tornando-se membros indispens&aacute;veis da economia moral e social no mundo.<br /> \nO esfor&ccedil;o que lhes foi exigido n&atilde;o lhes concedeu tempo para qualquer forma de t&eacute;dio ou de desinteresse, entregando-se &agrave; lamenta&ccedil;&atilde;o ou ao desencanto.<br /> \nN&atilde;o cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do j&aacute; feito.<br /> \nExamina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.<br /> \nAspira &agrave; conquista do infinito e nunca te sentir&aacute;s entediado com os logros conseguidos.<br /> \nQuem se basta com as aquisi&ccedil;&otilde;es meramente materiais ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou a real maturidade, nem descobriu as priorit&aacute;rias metas existenciais.<br /> \nAquele que anela pela alegria de viver, n&atilde;o apenas pelo que consiga deter nas m&atilde;os, jamais ser&aacute; v&iacute;tima do t&eacute;dio, porque estar&aacute; sempre em a&ccedil;&atilde;o, sentindo-se &uacute;til e pleno.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> \ncom base no cap&iacute;tulo 13 do livro Diretrizes para o &ecirc;xito,<br /> \nde Divaldo Pereira Franco.</em></div>

IMPASSE
15 Nov 20176:27EP 828

IMPASSE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;IMPASSE<br /> \n<br /> \nA Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> \n<br /> \nImagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> \nPosicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> \nA convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> \nSozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele. <br /> \nTemos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> \nEutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> \nDistan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> \nOrtotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> \nConversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> \n<br /> \nO inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> \nMas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> \nEstar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> \nEm seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> \n<br /> \nA diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> \nDe uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 01.8.2015.<br /> \n</span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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