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PODCAST · 3178 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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PAZ
21 Jan 20263:50EP 2954

PAZ

Certa vez, um rei ofereceu um grande prêmio aos seus artistas para fazer uma pintura que representasse a paz perfeita. Vários artistas apresentaram suas obras como a representação do que é ter paz. De todas, o rei escolheu duas finalistas. Uma: um lago espelhado, perfeito, onde se refletia um place das montanhas, montanhas que o rodeavam. E a outra: um céu furioso, do qual saía um impetuoso aguaceiro, com raios e trovões, e as montanhas pareciam retumbar uma forte e espumosa torrente de água. Então, perguntaram ao rei qual seria a pintura ganhadora, e ele respondeu: a segunda. Sabem por quê? Atrás de uma cascata cresce um delicado arbusto na fenda de uma rocha, e ali, no meio da violenta queda d'água, tem um ninho e um passarinho dormindo serenamente. A paz não significa estar num lugar sem barulhos, sem problemas, sem trabalho duro ou sem dor. A paz significa que, apesar de estar em meio a todas essas coisas, podemos permanecer calmos dentro do nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz. Hoje vivemos em meio a mísseis, explosões e infrações, devido a guerra que o mundo está vivenciando. Ficamos apreensivos e desejando que tudo se acalme para que possamos viver em paz. A paz é um dos tesouros mais desejados, só que, ao contrário do que se acredita, a paz não engloba apenas a simples inexistência de um confronto armado. A paz começa no íntimo de cada um. É a força interior que precisamos para manter o equilíbrio, nos livrando de cair nas armadilhas da frustração, dos desgostos e da negatividade. A guerra sempre existiu e sempre esteve presente em nossas vidas, seja entre países, família, vizinhos. E os impactos emocionais que essas guerras trazem é negativo para nossa existência. Nos traz dor, tristeza, caos. A paz é possível, mas demanda esforços. Comecemos por praticar a paz em nossos lares e, aos poucos, vamos transbordando para os nossos círculos de pessoas, garantindo a estabilidade física e emocional de todos. Sejamos artesãos da paz ao nosso redor. Busquemos sempre viver em harmonia com o nosso próximo. Busquemos sempre a solução diplomática e, em toda a circunstância, busquemos fazer o bem. Aprecie a vida e as boas dádivas que recebemos. Acalma a tua alma e a tua mente, porque, quanto mais buscamos a paz, mais podemos viver em uma vida longínqua, profícua e prazerosa, com sabedoria e benevolência. Benditos sejam aqueles que conseguem encontrar a paz. Pense nisso, mas pense agora.

INDAGAÇÕES
20 Jan 20263:24EP 2953

INDAGAÇÕES

Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar, a fim de aprender, ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, o que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise, você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura, enganada pela sombra, fosse um de nós? Se você diz que não perdoa quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Quem mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso da animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente? No entanto, será que temos vivido até agora sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida, realmente. É necessário pensar diariamente sobre o universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhamos ao nosso redor. Tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemo-nos. Autoconheçamos nos. Não aceitemos verdades sem antes de uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos, para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente, para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Pense nisso, mas pense agora.

VOCÊ É DEUS?
19 Jan 20264:29EP 2952

VOCÊ É DEUS?

Narra, Charles Windol, que logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, a Europa começou a juntar os cacos que restaram. Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar e, possivelmente, o lado mais triste da guerra tem sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome nas ruas das cidades devastadas. Certa manhã de muito frio, na capital Londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava massa para uma fornada de rosquinhas. Os olhos arregalados do menino diziam da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum. Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes e de dar água na boca, sendo retiradas do fundo. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo cuidado. Ele ouviu o gemido do menino e percebeu que ele salivava. Comoveu-se diante daquele órfão desconhecido. Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas? O menino se assustou. Nem perceber a presença do homem ao observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação. Sim, respondeu, eu gostaria. O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na Jélida e Nevoenta, amanhã de Londres. Sorriu e lhe entregou as rosquinhas. Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino perguntar baixinho. Moço, você é Deus? Existem gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas. Para uma criança faminta, um pedaço de pão é a glória. Para uma criança com fome desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua vontade é a suprema delícia. Aprendamos a observar o que te necessitam as pessoas ao nosso redor. Quase sempre são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando pequenas ou grandes alegrias. E sempre, em todas as ocasiões, a nossa atitude estará obedecendo, com certeza, ao desejo da nossa natureza, que para muitos, nós somos Deus na atenção aos filhos do universo e são menos favorecidos. Pensemos nisso e não permitamos que as chances se percam nas vielas do mundo. Sejamos, neste planeta azul, as mãos que atendem os filhos da Mãe Terra. E para isso, não se fazem necessários extraordinários feitos nem saciar a fome de todos. Por vezes, basta alimentar uma criança ou satisfazer a enorme necessidade de alguém de comer um prato bem feito, um pãozinho bem quente ou tomar um copo de leite. Ou mesmo, adotar um cãozinho abandonado ou ao menos dar-lhe algo para comer. Não és um observador distante da vida. Estás na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas. Considera-te pessoa valiosa no conjunto da criação, tornando-te cada dia mais atuante na obra universal. Não te permitas andar pela vida como quem observa de fora, mas, ao contrário, participa de forma consciente e ativa das ações que iluminam e enriquecem outras vidas. Isso faz com que a nossa vida tenha um sentido. Pense nisso. Faça isso.

VOCE É DEUS
19 Jan 20264:29EP 2951

VOCE É DEUS

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

 AINDA AMOR
17 Jan 20263:55EP 2950

AINDA AMOR

Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons. Alguns o confundem com as paixões violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba. Entretanto, o amor já foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reverse-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia. Não é produto de momentos, mas construção laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo. Narra o famoso escritor inglês Charles Dickens que dois recém-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afeição pura e profunda que devotavam um ao outro. Não possuíam senão o indispensável, mas cada um era portador de uma herança particular. O jovem recebera como legado de família um relógio de bolso que guardava conselo. Na verdade, não podia utilizá-lo por não ter uma corrente apropriada. A esposa recebera da própria natureza uma herança maravilhosa, uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam. Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adiante. Adquirir um grande, lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabeça, deixando que as mexas caprichosas bailassem até os ombros. Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades básicas. Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho. Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos lábios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o relógio. Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que lhe dê o pacote que ele lhe dera. Trêmula e emocionada, a esposa logo. Ele teve em suas mãos o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto lágrimas significativas lhe rolavam pelas faces. Olharam-se ambos e, profundamente emocionados, descobriram que ele venderam o relógio para comprar o pente e ela vender os cabelos para comprar a corrente do relógio. Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam. O amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida. Toda expressão de afeto propicia a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro. O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer reações imunológicas, que proporcionam resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras. O amor levanta as energias ao quebradas e é essencial para a preservação da vida. Eis porque ninguém consegue viver sem amor, em maior ou menor expressão. Pense nisso, mas pense agora.

SERVOS E ANJOS
16 Jan 20264:39EP 2949

SERVOS E ANJOS

Quando tuas mãos ainda cabiam dentro das minhas e, num abraço, eu te fazia como que desaparecer, a ventania passava veloz e enfurecida e, feito árvore de raiz profunda, nada nos fazia mover. Quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus e uma dúzia e meia eram os habitantes da terra, nem um dia sequer de sorriso se perdeu. E de meu rosto sempre tiveste a expressão mais sincera. Quando teus deuses do Olimpo eram apenas dois, socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar, percebi que servir me fez feliz, pois a entrega me deu sentido. Viver é se entregar. Quando tua mente ainda era a casa de brinquedo, que eu conhecia cômodo a cômodo, do teto ao chão, quando ainda tua morada não possuía sequer um segredo e o teu respirar no colo era a letra da minha canção, quando tua voz no mundo ainda era a minha, eu me desafiava tentando te entender. Perdi-me de mim e encontrei a linha, teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer. Quando teu ir e vir dependia do meu e ainda te levava para onde meu coração queria, já aceitava o futuro meu, o futuro teu, o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria. Estudos mostram que até em torno dos seis meses os bebês se percebem como extensão das mães. Isto é, não se vê ainda como um outro ser. As mães, por sua vez, pela intensa ligação que têm com os filhos desde a vida intrauterina, acabam tendo a impressão de que os filhos são como partes de si mesmas. Os filhos crescem, enxergam-se como individualidades, pensam por si só, têm vontade própria e tornam-se independentes em quase tudo. Por outro lado, muitos corações de mãe e de pai ainda permanecem com aquela impressão singela de que continuam sendo seus bebês, como se uma parte do seu amor tivesse ficado mergulhado no passado. Tornam-se nostálgicos. Voltam a olhar os álbuns de fotografias para tentar entender quando foi que cresceram, quando foi que mudaram tanto. E não conseguem encontrar. Tudo isso é saudável quando serve para reforçar os laços, quando torna os vínculos cada vez mais fortes e perenes, impossíveis de serem afetados por qualquer dificuldade encontrada pelo caminho. Os pais devem apenas ter atenção quando esses sentimentos descambam para as esferas da superproteção, do excessivo cuidado que sempre trazem prejuízo para todos na família. Há o tempo de carregar no colo, de atender as vontades, de seguir as escolhas dos pais. Depois há o tempo de caminhar ao lado, atender uma ou outra vontade, Eles dar a chance de fazer algumas escolhas. E, por fim, o tempo de observar sua nova caminhada à distância, de permitir que eles mesmos satisfaçam suas vontades, aceitando as consequências de todas suas decisões e escolhas. Não se trata de um abandono, mas é o momento em que os pais deixam de ser servos, e não há nada depreciativo nesta palavra, e passam a ser anjos de guarda. Os anjos guardiões estão sempre presentes, atuam prontamente em toda a necessidade, porém não interferem no livre arbítrio das criaturas. Aconselham, advertem, consolam. A decisão final é sempre do protegido.

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO
15 Jan 20266:08EP 2948

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO

O sociólogo polonês Sigmund Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos. Um tempo líquido, em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há observação pausada daquilo que experimentamos. É preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar. O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade. Reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega. O que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo. Em tempos de Facebook, Instagram, WhatsApp, não há desagrados. Se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações. Perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos. As discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida. Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado. Tudo é desvendado. O que se come, o que se compra, o que nos atormenta e o que nos alegra. O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente, a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações. Tudo se torna vacilante. Tudo pode ser deletado. O mundo, o amor e os amigos. Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco. Assim, raros são os momentos em que estamos sozinhos. E o medo de estarmos sozinhos nos faz cada vez mais mergulhar nas comunicações, nos contatos. Não poucas vezes vazios e sem significados reais. E o medo da solidão nasce muitas vezes do medo de encontrarmos a nós mesmos. Nossa essência. Como se isso não fosse necessário e inevitável. Assim, fugimos de nós mesmos. Mergulhando nos barulhos do mundo. Afastamo-nos de nós mesmos buscando respostas que, ao final, só poderão ser encontradas em nossa atividade. Por isso, se faz necessário que busquemos a nós mesmos de tempos em tempos. Buscar a solidão para encontrarmo-nos conosco em um reencontro com a própria alma. De maneira tranquila e serena. Sabendo que guardamos em nossa atividade a chave para a nossa felicidade. Será nesses momentos de introspecção que conseguiremos analisar nossas atitudes, nossos valores e sentimentos. Quando fazemos silêncio exterior, damos vazão ao mundo interno. Intenso e palpitante e que, muitas vezes, relegamos ao esquecimento. Nessas horas, teremos a oportunidade de entender nossas reações. Repensar nossos atos. Ponderar valores e atitudes para os próximos embates. Somente assim, ao permitirmos esse encontro conosco mesmos, conseguiremos alçar a patamares mais maduros e tranquilos em nosso mundo emocional. Dessa forma, a solidão será oportuna, companheira, a ser buscada. Para que possamos nos encontrar e conhecer. Permitamo-nos, assim, com regularidade, evadirmo-nos do mundo. Buscando momentos de solidão, onde teremos apenas a nós mesmos para conversar. Aproveitemo-nos para rever, repensar ações, horas de dificuldade e apreensão. Serão esses espaços de solidão que nos permitirão reavaliar atitudes para, nas próximas experiências, evitar que venhamos a repetir os mesmos erros em idênticas situações. Se nos permitirmos esse encontro interior, continuaremos a ser aqueles que tropeçamos em nós mesmos, sem saber por que, nem como, tentando achar algum culpado, quando, na verdade, somos apenas nós a andar, sem rumo e sem autoconhecimento. A sós, todos os dias, alguns momentos para reflexionar a respeito do que fazemos. Como fazemos nos permitirá o autoconhecimento. E essa é a chave do progresso individual. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

O UNIVERSO É UM GRANDE PENSAMENTO
14 Jan 20264:02EP 2947

O UNIVERSO É UM GRANDE PENSAMENTO

No dia 23 de novembro de 1793, em discurso na Catedral de Notre Dame, em pleno coração de Paris, diante de muitas pessoas, um cientista proclamou a desnecessidade de Deus. Pensadores acreditavam, naqueles dias, que Deus era totalmente dispensável. Para a humanidade, bastavam a razão e o bom senso para que tudo se explicasse de maneira satisfatória. E, porque a ousadia do homem não tivesse limites, ordenou-se que fossem apagados todos os sinais de Deus, que se julgava fossem os templos religiosos. Num final de tarde, quando os destruidores chegaram para colocar por terra as paredes de uma das igrejas, se depararam com o velho jardineiro que cuidava das flores. Chegar. Perguntou curioso porque estavam ali com tantas ferramentas. Um dos indivíduos lhe respondeu com ousadia: “Viemos aqui para apagar de vez os sinais de Deus da face da terra”. O jardineiro olhou admirado para o grupo e perguntou: “E onde estão as escadas?”. O rapaz, um tanto inquieto, retrucou: “Mas para que precisamos de escadas?”. O jardineiro complementou: “Se vocês querem apagar os sinais de Deus, precisarão de uma escada, e de uma escada muito, muito longa, a fim de que possam apagar as estrelas”. Muitos homens, quando adentram o campo das ciências sem entendê-las em profundidade, tornam-se ateus, por acreditarem que descobriram todos os mistérios do universo. Já os homens que penetram profundamente as ciências com. Entendem os mecanismos que regem a vida. Reconhecem a necessidade lógica da existência de uma inteligência que em tudo pensa e a tudo coordena no universo. Um conceituado biólogo escreveu um livro fantástico que intitulou O Homem Não Está Só. Nesse livro, cita vários motivos pelos quais ele crê em Deus. Um deles é o fato de a distância que medeia entre Sol e Terra estar matematicamente calculada, o que não poderia ser obra do acaso. Se o Sol não estivesse a 150 milhões de quilômetros da Terra, mas apenas a metade dessa distância, não haveria possibilidade de vida, porque as altas temperaturas a tudo aniquilariam. E, se a distância fosse 50% a mais, a vida também seria impossível devido à falta de luz e calor. Se o movimento de rotação da Terra não tivesse sido calculado de forma eficiente e, ao invés de. De 1600 km por hora fosse dez vezes menor, os dias e as noites teriam 120 horas, e a vida seria impossível. O calor dos dias, a sombra e o gelo das noites, ambos longos demais, a tudo aniquilariam. Esses, entre outros tantos exemplos, provam que tudo está matematicamente calculado. Há uma inteligência suprema por trás de cada fenômeno da natureza, e é a essa inteligência que chamamos de Deus. Após apuradas pesquisas nas áreas da astrofísica, da biologia, da embriogenia, entre outras, os homens chegaram à conclusão de que o universo é um grande pensamento. Pense nisso, mas pense agora.

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