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PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
15 Fev 20183:08EP 883

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nCerta vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> \nM&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> \nA m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> \n&Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> \nE a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> \nM&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> \n* * *<br /> \nA pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> \nPor que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> \nGirando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca. <br /> \nSer&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> \nSe estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> \nProcuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> \nSomos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> \nSorrimos e sorrimos muito.<br /> \nToda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> \nAgora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> \nComo que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> \nJunto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> \nSer&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nAinda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> \nConverse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> \nSobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> \nAgindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> \nE ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> \nmais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> \nAllan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.</em></div>

NOSSA HERANÇA
12 Fev 20184:53EP 882

NOSSA HERANÇA

&nbsp;NOSSA HERAN&Ccedil;A<br /> \n<br /> \nQual a m&atilde;e que n&atilde;o gosta de ver seus filhos bem- vestidos?<br /> \n<br /> \nQual o pai que n&atilde;o deseja dar aos filhos os melhores presentes, v&ecirc;-los estudando nos melhores col&eacute;gios, quem sabe na faculdade...?<br /> \n<br /> \nMas, num mundo em que apenas sobreviver j&aacute; &eacute; um desafio, pode parecer pretens&atilde;o demais sonhar com coisas assim. Tudo custa dinheiro: bons brinquedos, boas roupas, boas escolas. Temos ent&atilde;o de nos contentar em dar a eles apenas aquilo que est&aacute; a nosso alcance: brinquedos baratos, roupinhas modestas, escolas da rede p&uacute;blica.<br /> \n<br /> \nEnt&atilde;o pensamos: ah, o dinheiro... sempre o dinheiro! Pela falta do bendito dinheiro &eacute; que muitos jovens descambam para a droga, o crime, a delinqu&ecirc;ncia. Como esperar que nossos filhos se tornem bem-sucedidos, pessoas de bem, se j&aacute; come&ccedil;am a vida assim, em desvantagem?<br /> \n<br /> \nCertos adolescentes, inclusive, chegam a justificar sua rebeldia pela situa&ccedil;&atilde;o financeira prec&aacute;ria da fam&iacute;lia. Afinal, &eacute; duro ver os outros tendo tudo o que querem, e a gente sem nada. Os pais, ent&atilde;o, sentindo-se culpados, acabam convencidos de que tudo o que as crian&ccedil;as fazem de errado se deve &agrave; revolta gerada pela pobreza.<br /> \n<br /> \nMas a&iacute; abrimos o jornal, e as manchetes nos deixam confusos: &ldquo;Estudante de Medicina invade cinema e mata 5! Esposa de advogado famoso arquiteta morte do marido! Gangue formada por filhos de empres&aacute;rios ataca e mata menino de 15 anos! Jovem engenheiro planeja e executa sequestro do pr&oacute;prio pai!&rdquo;<br /> \n<br /> \nComo explicar essas aberra&ccedil;&otilde;es? Seus protagonistas s&atilde;o, todos, pessoas cultas, bem situadas na vida. Nenhum deles estava desesperado por d&iacute;vidas impag&aacute;veis, com o aluguel atrasado, ou mesmo passando fome. Como, ent&atilde;o, entender o comportamento dessa gente? Afinal, n&atilde;o se apregoa tanto que &eacute; o desespero, a necessidade extrema, o que induz as pessoas ao crime?<br /> \n<br /> \nO fato &eacute; que &agrave;s vezes valorizamos demais as condi&ccedil;&otilde;es materiais de uma pessoa, na tentativa de justificar suas atitudes. Acreditamos que o dinheiro seja a resposta para tudo, a solu&ccedil;&atilde;o de todos os problemas, e a sua falta, origem de todos os desvios da conduta humana. Mas a verdade &eacute; que, embora o dinheiro possa proporcionar conforto e facilitar a vida, jamais deu car&aacute;ter a ningu&eacute;m. O mundo est&aacute; cheio de pessoas sofridas, que passaram a vida toda lutando para sobreviver, mas que nem por isso se tornaram m&aacute;s, revoltadas ou desonestas. E tamb&eacute;m est&aacute; cheio de criaturas insens&iacute;veis, que, embora tendo nascido em ber&ccedil;o de ouro, n&atilde;o hesitam em cometer as maiores perversidades contra o semelhante. Uma coisa &eacute; certa: se algo faltou a essa gente, por certo n&atilde;o foi dinheiro ou escola.<br /> \n<br /> \nAcontece que car&aacute;ter n&atilde;o se compra, nem se aprende no col&eacute;gio.<br /> \n<br /> \nA maior heran&ccedil;a que podemos legar a um filho talvez n&atilde;o seja o dinheiro, nem carros ou apartamentos, nem mesmo o estudo &mdash; mas o amor e o exemplo. O ambiente em que nasce e cresce &eacute; tudo na forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter de uma crian&ccedil;a. Se ela se sente amada, jamais vai ter medo do mundo, nem se esconder da vida. Se aprende desde cedo a respeitar o semelhante, se lhe &eacute; ensinado que seus direitos terminam no ponto em que os direitos do outro come&ccedil;am, jamais pensar&aacute; em enganar, roubar ou ferir ningu&eacute;m, por mais pobre que seja, por maiores que sejam as dificuldades que enfrenta.<br /> \n<br /> \nAli&aacute;s, h&aacute; uma certa Maria na hist&oacute;ria da humanidade que nunca teve dinheiro para proporcionar conforto material a seu &uacute;nico filho &mdash; mas nem isso impediu que Ele se tornasse o maior homem de todos os tempos... <br /> \n<div style=''text-align: right;''><em><br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 18.4.2014</em></div>

NOSSOS ANIMAIS
10 Fev 20184:41EP 881

NOSSOS ANIMAIS

<span style=''font-size: small;''>NOSSOS ANIMAIS<br /> \n<br /> \nEm fevereiro de 2012, o jornal Daily Mail noticiou que uma australiana, chamada Nicole Graham, e sua filha passeavam em dois cavalos numa praia em Melbourne, na Austr&aacute;lia, quando ca&iacute;ram em um atoleiro semelhante &agrave; areia movedi&ccedil;a.<br /> \nNicole conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais mas, o cavalo chamado Astro, que montava, acabou ficando preso.<br /> \nSua filha saiu em busca de socorro. Nicole estava segura e poderia se manter fora do atoleiro, mas n&atilde;o o fez.<br /> \nPercebeu que quanto mais seu estimado animal se movimentava, na tentativa de levantar, mais seu corpo submergia.<br /> \nSentou-se, ent&atilde;o, ao lado dele tentando acalm&aacute;-lo. Nesse momento quase todo o corpo do animal se encontrava soterrado.<br /> \nCorrendo risco de morte e com o corpo parcialmente coberto pela areia, Nicole permaneceu por tr&ecirc;s horas com os bra&ccedil;os ao redor da cabe&ccedil;a do cavalo, tentando mant&ecirc;-la erguida, de modo que ficasse para fora da lama at&eacute; o socorro chegar.<br /> \n&Agrave; medida que o tempo passava, o animal corria tamb&eacute;m risco de afogamento, pois estava &agrave; beira-mar e o n&iacute;vel da &aacute;gua subia rapidamente, ao redor do ponto onde ele estava atolado.<br /> \nNuma cena emocionante de desespero e solidariedade, aquela mulher arriscou a pr&oacute;pria vida para salvar a do animal. Demonstrou o quanto o ser humano &eacute; capaz de amar a Cria&ccedil;&atilde;o Divina.<br /> \nEla n&atilde;o abandonou seu cavalo enquanto ele n&atilde;o foi salvo.<br /> \nMinutos antes da &aacute;gua tomar conta do local, as equipes de resgate conseguiram tirar Astro da lama.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; dever do ser humano respeitar e proteger todas as formas de vida.<br /> \nOs diversos animais que rodeiam nossa exist&ecirc;ncia, no planeta Terra, s&atilde;o tamb&eacute;m criaturas de Deus e devem ser considerados como irm&atilde;os menores.<br /> \nPodemos nos servir deles sempre que necess&aacute;rio, mas nenhum direito &eacute; em si ilimitado.<br /> \nEles n&atilde;o est&atilde;o no mundo com a &uacute;nica finalidade de serem &uacute;teis aos homens e devemos ter consci&ecirc;ncia de que o exerc&iacute;cio abusivo de qualquer direito &eacute; sempre reprov&aacute;vel.<br /> \nDeus colocou os animais sob nossa guarda. Temos, portanto, o dever de proteg&ecirc;-los.<br /> \nAs pessoas que amam e cultivam a conviv&ecirc;ncia com os animais, se observarem com aten&ccedil;&atilde;o, verificar&atilde;o que v&aacute;rias esp&eacute;cies s&atilde;o portadoras de qualidades que consideramos humanas.<br /> \nS&atilde;o capazes de ter paci&ecirc;ncia, prud&ecirc;ncia, vigil&acirc;ncia, obedi&ecirc;ncia e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.<br /> \nT&ecirc;m sua linguagem pr&oacute;pria, seus afetos e sua intelig&ecirc;ncia rudimentar. <br /> \nD&atilde;o-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.<br /> \nNa conviv&ecirc;ncia com esses seres, devemos estabelecer o limite entre o que &eacute; realmente necess&aacute;rio e o que &eacute; sup&eacute;rfluo.<br /> \nQuando estiverem sob nossos cuidados ofere&ccedil;amos-lhes alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, afeto, condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de higiene e tratamento para a sa&uacute;de sempre que necess&aacute;rio.<br /> \nH&aacute; mais de 500 anos atr&aacute;s, o grande s&aacute;bio da humanidade, Leonardo da Vinci profetizou:<br /> \n&ldquo;Chegar&aacute; um dia no qual os homens conhecer&atilde;o o &iacute;ntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal ser&aacute; considerado crime contra a humanidade.&rdquo;<br /> \no abandono e maus tratos aos animais, j&aacute; &eacute; considerado um crime grave em muitos pa&iacute;ses.<br /> \nReflitamos sobre como temos agido em rela&ccedil;&atilde;o a esses companheiros de jornada.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 5.10.2012.<br /> \n</span><br />

RENOVAR A CONFIANÇA
8 Fev 20184:56EP 880

RENOVAR A CONFIANÇA

<strong>RENOVAR A CONFIAN&Ccedil;A<br /> \n</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>O Evangelista Mateus teve oportunidade de assinalar, em seu Evangelho, cap&iacute;tulo seis, vers&iacute;culo trinta e um: N&atilde;o andeis, pois, inquietos.<br /> \nMuitos andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a pol&iacute;tica, com a fam&iacute;lia. Inquietos em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro; inquietos em rela&ccedil;&atilde;o ao passado; inquietos com n&oacute;s mesmos.<br /> \nA inquietude da criatura revela, no &acirc;mago, a falta de confian&ccedil;a, a falta de f&eacute; e, tamb&eacute;m a falta de conhecimento.<br /> \nInquientos com aqueles que se vangloriam; se auto denominando como os salavadores da p&aacute;tria, aproveitando-se da auto estima baixa dos cidad&atilde;os.E no final, nada s&atilde;o que, usurpadores da f&eacute; alheia.Que usam essa f&eacute;, como escudo das suas improbidades para n&atilde;o serem alcan&ccedil;ados pela lei.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o estamos incentivando a indiferen&ccedil;a nem a irresponsabilidade.<br /> \nPreconizamos a vigil&acirc;ncia, n&atilde;o aconselhamos a despreocupa&ccedil;&atilde;o ante o acervo do servi&ccedil;o a fazer.<br /> \nO que devemos &eacute; combater o pessimismo cr&ocirc;nico.<br /> \nSer pessimista &eacute; estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo come&ccedil;ar. Ser pessimista &eacute; boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo &agrave; nossa volta para o bem ou para o mal.<br /> \nAinda vivemos os tempos de nos defrontar, in&uacute;meras vezes, com p&acirc;ntanos e desertos, espinheiros, animais daninhos e serpentes. S&atilde;o os tempos de transi&ccedil;&atilde;o.<br /> \nUrge, por&eacute;m, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar em nos mesmos, sem arrong&acirc;ncia e imp&aacute;via. <br /> \nEm todos os lugares h&aacute; derrotistas intransigentes.<br /> \nSentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o sol fulgura no z&ecirc;nite.<br /> \nEnxergam baixeza nas criaturas mais dignas.<br /> \nMarcham atormentados por desconfian&ccedil;as atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colabora&ccedil;&atilde;o produtiva em qualquer servi&ccedil;o nobre.<br /> \nAflitos e angustiados, desorientam-se a prop&oacute;sito de m&iacute;nimos obst&aacute;culos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do pr&oacute;ximo lhes partilhasse a sombra interior.<br /> \nn&oacute;s precisamos confiar...<br /> \nN&atilde;o h&aacute; treva que dure para sempre. N&atilde;o h&aacute; cora&ccedil;&atilde;o destinado ao mal. O tempo de escurid&atilde;o &eacute; passageiro, &eacute; momento de aprendizagem, de provas necess&aacute;rias.<br /> \nA sabedoria dos mais experientes, dos antepassados que aqui estiveram e lutaram por um Mundo Maior, revelaram que o Universo &eacute; regido por uma Intelig&ecirc;ncia dotada de justi&ccedil;a e bondade.<br /> \nDessa forma, como n&atilde;o confiar?<br /> \nAssim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, bulhento, n&atilde;o colaboremos com seu estardalha&ccedil;o desproporcional. <br /> \n<br /> \nDivulg&aacute;-lo sem prop&oacute;sito ben&eacute;fico, propag&aacute;-lo sem fim &uacute;til, apenas para causar espanto, &eacute; dar-lhe mais for&ccedil;as.<br /> \nO otimista n&atilde;o &eacute; aquele que se nega a enxergar o mal &agrave; sua frente. &Eacute; simplesmente aquele que d&aacute; mais valor ao bem do que ao mal que algu&eacute;m promova.<br /> \nO otimista &eacute; aquele que sempre v&ecirc; uma sa&iacute;da, que sempre v&ecirc; um aprendizado em toda experi&ecirc;ncia, por mais penosa que tenha sido.<br /> \nEsses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que est&atilde;o confiando. T&ecirc;m f&eacute; imensa sem saber que a t&ecirc;m ou sem mesmo precisar dar r&oacute;tulos a ela.<br /> \nLutemos. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> \ncom base no cap. Saibamos confiar,<br /> \ndo livro Vinha de Luz, de <br /> \nFrancisco C&acirc;ndido Xavier, ed. FEB.<br /> \nEm 8.3.2016.</span><br />

OS INVISÍVEIS
7 Fev 20184:14EP 879

OS INVISÍVEIS

OS INVISIVEIS<br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> \nH&aacute; aqueles que afirmam depositar sua confian&ccedil;a somente naquilo que enxergam os olhos, que as m&atilde;os tocam e que ouvem os ouvidos.<br /> \nTodavia, s&atilde;o irrefut&aacute;veis as provas cient&iacute;ficas de que h&aacute; uma gama de seres em nosso entorno, invis&iacute;vel aos nossos olhos e sentidos prim&aacute;rios mas que, em rela&ccedil;&atilde;o constante conosco, exerce pleno exerc&iacute;cio de influencia&ccedil;&atilde;o sobre o nosso cotidiano.<br /> \nTal &eacute; o caso, por exemplo, do universo microsc&oacute;pico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, s&atilde;o respons&aacute;veis por uma s&eacute;rie de rea&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas em nosso organismo.<br /> \nA verdade &eacute; que o invis&iacute;vel existe. Todavia, se aperfei&ccedil;oarmos nosso olhar, ele pode tornar-se vis&iacute;vel. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem...<br /> \n* * *<br /> \nSomos todos invis&iacute;veis. Nossa presen&ccedil;a n&atilde;o faz diferen&ccedil;a para ningu&eacute;m, apenas para aqueles que passam por n&oacute;s e sentem medo ou raiva.<br /> \nAcham que todos somos ociosos, mas est&atilde;o enganados. Eu sou um homem de bem, de fam&iacute;lia, estou aqui de passagem.<br /> \nForam estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso peri&oacute;dico de circula&ccedil;&atilde;o nacional, por um homem que vive nas ruas h&aacute; dois anos, em mendic&acirc;ncia.<br /> \nPor vergonha, ele preferiu n&atilde;o se identificar.<br /> \nOutros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da fam&iacute;lia e at&eacute; mesmo do poder p&uacute;blico.<br /> \nS&atilde;o os invis&iacute;veis sociais.<br /> \nS&atilde;o moradores de rua, catadores de papel. S&atilde;o garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros.<br /> \nIrm&atilde;os nossos, esp&iacute;ritos em evolu&ccedil;&atilde;o, seres humanos com hist&oacute;rias de vida, sentimentos, fragilidades, aspira&ccedil;&otilde;es, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, s&atilde;o simplesmente ignorados, como se n&atilde;o existissem.<br /> \nDurante seu doutorado, como parte do est&aacute;gio de uma das disciplinas que cursava, o psic&oacute;logo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de S&atilde;o Paulo.<br /> \nEm sua experi&ecirc;ncia, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, n&atilde;o conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso.<br /> \nIsto n&atilde;o significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psic&oacute;logo. Era pior: simplesmente eu n&atilde;o estava l&aacute;. As pessoas n&atilde;o me viam, n&atilde;o olhavam para mim. Era como n&atilde;o ser.<br /> \n* * *<br /> \nVoc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> \nAcredita que existem milh&otilde;es de pessoas, em todo o mundo, que s&atilde;o invis&iacute;veis?<br /> \nUm bom dia, um sorriso, um aperto de m&atilde;o, um ol&aacute;, tudo bem? s&atilde;o formas de materializ&aacute;-las e torn&aacute;-las tang&iacute;veis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e ego&iacute;smo.<br /> \nPensemos nisso .<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem do site http://g1.globo.com<br /> \ne experi&ecirc;ncia relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos <br /> \nacessados em 4.11.2015.<br /> \nEm 07.3.2016.</span><br />

PALAVRAS E AÇÕES
6 Fev 20182:24EP 878

PALAVRAS E AÇÕES

<span style=''font-size: small;''>PALAVRAS E &Ccedil;&Otilde;ES<br /> \n<br /> \nO fil&oacute;sofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Diz o seguinte: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto, que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> \nQuantas vezes j&aacute; pensamos a respeito disso? Quantas vezes j&aacute; avaliamos o quanto nossas a&ccedil;&otilde;es pesam no nosso cotidiano?<br /> \nMuitas vezes, gostar&iacute;amos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando racioc&iacute;nio l&oacute;gico e perspicaz.<br /> \nDoutras vezes exigimos do pol&iacute;tico, do chefe, do parente a&ccedil;&otilde;es mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.<br /> \nIndignamo-nos perante as injusti&ccedil;as sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletr&ocirc;nicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opini&atilde;o.<br /> \nTudo isso &eacute; muito justo e o correto exerc&iacute;cio de cidadania cabe a cada um de n&oacute;s de maneira imposterg&aacute;vel.<br /> \nPor&eacute;m, j&aacute; refletimos o quanto nossas palavras s&atilde;o efetivamente coerentes com nossas a&ccedil;&otilde;es? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?<br /> \nNingu&eacute;m tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda n&atilde;o se esfor&ccedil;a por oferecer.<br /> \nSe voc&ecirc; recebe um troco a mais no caixa da padaria, e n&atilde;o se incomoda em devolver o que n&atilde;o lhe pertence, &eacute; furto.<br /> \nSe voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda em subornar o policial quando est&aacute; sujeito a uma multa, est&aacute; fomentando a corrup&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE se voc&ecirc; falsifica documenta&ccedil;&otilde;es e recibos, a fim de forjar sua declara&ccedil;&atilde;o de renda, est&aacute; incorrendo em crime contra o Estado.<br /> \nMuito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necess&aacute;rio uma an&aacute;lise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o coerentes com nosso discurso.<br /> \nQuem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se voc&ecirc; deseja pol&iacute;ticos mais honestos, que a honestidade comece por voc&ecirc;.<br /> \nQuem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consci&ecirc;ncias a qualquer pre&ccedil;o, se assim tivesse condi&ccedil;&otilde;es.<br /> \nDesta forma, se voc&ecirc; anseia por rela&ccedil;&otilde;es sociais justas e direitos iguais para todos, comece por n&atilde;o exigir privil&eacute;gios que n&atilde;o t&ecirc;m cabimento.<br /> \nQuem n&atilde;o cumpre suas obriga&ccedil;&otilde;es sociais, a partir da sua pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o de renda, n&atilde;o titubearia em forjar licita&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es ou desviar dinheiro p&uacute;blico.<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; sonha com governantes e homens de neg&oacute;cios que passem ao largo de conchavos e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilhas de palet&oacute;, comece por voc&ecirc;.<br /> \nS&oacute; teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e a&ccedil;&otilde;es.<br /> \nAt&eacute; l&aacute;, correremos o risco de estarmos como o fil&oacute;sofo previu: nossas a&ccedil;&otilde;es falar&atilde;o t&atilde;o alto, que ningu&eacute;m conseguir&aacute; escutar o que estamos dizendo.<br /> \nPENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!</span><br />

DINHEIRO E VALORES
3 Fev 20182:47EP 876

DINHEIRO E VALORES

<strong>&nbsp;DINHEIRO E VALORES</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>O dinheiro &eacute;, sem contesta&ccedil;&atilde;o, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situa&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, constitui nosso mais profundo desejo.<br /> \nPodemos comprar uma casa confort&aacute;vel, por exemplo, mas n&atilde;o um lar ditoso.<br /> \nPodemos comprar livros excelentes, mas n&atilde;o o conhecimento.<br /> \nAdquirir os medicamentos mais eficientes, mas n&atilde;o podemos comprar a sa&uacute;de.<br /> \nCompramos um lugar de destaque entre os homens, mas n&atilde;o o verdadeiro afeto.<br /> \nCom o dinheiro podemos pagar divers&otilde;es sofisticadas, mas n&atilde;o compramos a felicidade real.<br /> \nPodemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, n&atilde;o compraremos a isen&ccedil;&atilde;o de culpa.<br /> \nCom o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas n&atilde;o compramos o respeito e a admira&ccedil;&atilde;o.<br /> \nO dinheiro pode pagar os melhores col&eacute;gios, mas n&atilde;o nos isenta da educa&ccedil;&atilde;o informal.<br /> \nPodemos comprar cama confort&aacute;vel e len&ccedil;&oacute;is de luxo, mas n&atilde;o logramos comprar o sono.<br /> \nEnfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemit&eacute;rio luxuoso, mas n&atilde;o a imortalidade f&iacute;sica.<br /> \nComo podemos perceber, o dinheiro &eacute; necess&aacute;rio, mas tem valor relativo e transit&oacute;rio.<br /> \nQual &eacute; o valor real do dinheiro? N&atilde;o se sabe, porque em cada pa&iacute;s ele tem um valor diferente.<br /> \nPensando assim, o bom senso nos diz que n&atilde;o devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de m&atilde;os vazias nas horas mais dif&iacute;ceis.<br /> \nVale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperec&iacute;veis que, nem a tra&ccedil;a come, nem a ferrugem corr&oacute;i.<br /> \nEsses valores s&atilde;o a nossa cota de participa&ccedil;&atilde;o efetiva na constru&ccedil;&atilde;o de um lar harmonioso.<br /> \nA leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual.<br /> \nA aquisi&ccedil;&atilde;o de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros.<br /> \nA conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, sa&uacute;de f&iacute;sica e paz de consci&ecirc;ncia.<br /> \nUma viv&ecirc;ncia digna que nos fa&ccedil;am homens e mulheres de bem, e n&atilde;o mendigos morais.</span><br />

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