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PODCAST · 3187 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O SAL DA VIDA
31 Mar 20183:45EP 915

O SAL DA VIDA

<span style=''font-size: small;''>O SAL DA VIDA<br /> \n<br /> \nConta-se que, h&aacute; muitos anos, viveu um s&aacute;bio que era seguido por in&uacute;meros disc&iacute;pulos.<br /> \nCerta vez, porque enfrentava dificuldades incont&aacute;veis, um desses disc&iacute;pulos o procurou, a fim de com ele se aconselhar.<br /> \nMestre, muito estou sofrendo, disse o jovem. J&aacute; n&atilde;o vejo solu&ccedil;&atilde;o para os problemas que me atormentam. Preciso de sua ajuda.<br /> \nPois bem, respondeu o mestre, gentil como sempre. Caminhe comigo at&eacute; a cozinha.<br /> \nForam os dois, conversando, e o disc&iacute;pulo colocou o s&aacute;bio a par de suas dificuldades.<br /> \nEm seguida, o mestre pediu: Meu jovem, traga-me o recipiente no qual guardamos o sal.<br /> \nO rapaz prontamente obedeceu e entregou ao s&aacute;bio o que fora solicitado.<br /> \nTendo em suas m&atilde;os um copo cheio d&rsquo;&aacute;gua, o mestre disse ao disc&iacute;pulo: Agora, pegue um generoso punhado de sal e o misture neste copo com &aacute;gua. Depois, quero que tome um grande gole.<br /> \nO aprendiz, ainda que contrariado, obedeceu &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es.<br /> \nQual o gosto? Questionou o s&aacute;bio.<br /> \nRuim, muito ruim! Respondeu o disc&iacute;pulo, franzindo o rosto.<br /> \nPois bem, continue a caminhar comigo. Vamos ao lago.<br /> \nE mais uma vez foram ambos andando, lado a lado, at&eacute; chegarem ao lago.<br /> \nO mestre trouxera consigo o recipiente com sal e, pr&oacute;ximo &agrave; margem, disse ao disc&iacute;pulo:<br /> \nQuero que voc&ecirc; pegue um generoso punhado de sal e o jogue no lago.<br /> \nO jovem obedeceu e, assim que o fez, recebeu nova ordem:<br /> \nAgora se abaixe e tome um gole d&rsquo;&aacute;gua do lago.<br /> \nO rapaz, abaixando-se, tomou n&atilde;o somente um, mas muitos goles, pois aquela era uma &aacute;gua muito refrescante.<br /> \nE agora? Qual o gosto? Sentiu o gosto do sal? Arguiu o mestre.<br /> \nN&atilde;o, de forma alguma! Pelo contr&aacute;rio, essa &aacute;gua foi capaz de matar minha sede! Contrap&ocirc;s o disc&iacute;pulo.<br /> \nAs dificuldades que enfrentamos na vida s&atilde;o como um punhado de sal dilu&iacute;do.<br /> \nSe voc&ecirc; tem suas dificuldades em m&atilde;os e as dilui em seu ego&iacute;smo, faz o mesmo que diluir o sal no copo d&rsquo;&aacute;gua e, assim, elas se tornam dif&iacute;ceis de serem superadas.<br /> \nPor outro lado, prosseguiu, se voc&ecirc; as dilui em sua capacidade de aprendizado, &eacute; como diluir o sal no lago e os problemas deixam de existir.<br /> \nRestar&atilde;o apenas, concluiu o mestre, as li&ccedil;&otilde;es que cada dificuldade carrega consigo e que s&atilde;o as respons&aacute;veis por nos fazer avan&ccedil;ar na senda do progresso.<br /> \n* * *<br /> \nMuitos s&atilde;o os que extraem dos problemas e das dificuldades somente o sofrimento.<br /> \nSe vislumbrarmos o panorama de nossas amarguras com os olhos do pessimismo, ego&iacute;smo ou orgulho, teremos sempre motivos para nos queixarmos de nossa sorte.<br /> \nPor outro lado, se contemplarmos tal cen&aacute;rio com consci&ecirc;ncia de que nenhuma dor &eacute; eterna e de que cada dificuldade &eacute; oportunidade redentora, tal qual o tombo que por vezes machuca, mas que ensina a melhor caminhar, jamais nos queixaremos novamente.<br /> \nAntes, agradeceremos ao Senhor da Vida por mais uma li&ccedil;&atilde;o...<br /> \nPensemos nisso... E pensemos agora!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,<br /> \ncom base em conto de autoria desconhecida.<br /> \nEm 17.3.2014.<br /> \n<br /> \n</span><br />

A BENÇÃO DO TRABALHO
27 Mar 20182:53EP 913

A BENÇÃO DO TRABALHO

<span style=''font-size: small;''>A BEN&Ccedil;&Atilde;O DO TRABALHO<br /> \n<br /> \nEm todos os quadrantes das atividades humanas, &eacute; poss&iacute;vel observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar.<br /> \nA maioria revolta-se contra o g&ecirc;nero de seu trabalho.<br /> \nOs que varrem a rua querem ser comerciantes.<br /> \nOs comerciantes desejam a condi&ccedil;&atilde;o de industriais.<br /> \nOs trabalhadores do campo preferem a exist&ecirc;ncia na cidade.<br /> \nQuem obedece almeja mandar.<br /> \nOs convocados aos altos postos falam do peso de suas atribui&ccedil;&otilde;es.<br /> \nO problema, contudo, n&atilde;o &eacute; de g&ecirc;nero de tarefa, mas de compreens&atilde;o da oportunidade recebida.<br /> \nDe modo geral, as queixas, nesse sentido, s&atilde;o filhas da pregui&ccedil;a inconsciente.<br /> \nO anseio pelas altas posi&ccedil;&otilde;es sinaliza uma vis&iacute;vel vaidade.<br /> \nO desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia gan&acirc;ncia e pregui&ccedil;a.<br /> \nTodo homem &eacute; herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptid&otilde;es.<br /> \nEle &eacute; sabiamente colocado pela vida nas posi&ccedil;&otilde;es mais adequadas ao pr&oacute;prio burilamento.<br /> \nPor certo o esfor&ccedil;o individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos.<br /> \n&Eacute; sempre louv&aacute;vel o homem que vence as injun&ccedil;&otilde;es de sua vida e supera todos os obst&aacute;culos.<br /> \nContudo, enquanto atua em determinada &aacute;rea, deve honr&aacute;-la e honrar-se com o seu desempenho profissional.<br /> \nNo contexto de uma &uacute;nica vida material, nem todos podem mandar ou deter as posi&ccedil;&otilde;es de fortuna.<br /> \nEstas se alteram conforme as necessidades de experi&ecirc;ncia das criaturas.<br /> \nAs posi&ccedil;&otilde;es modestas costumam ser das mais &uacute;teis no aprendizado da obedi&ecirc;ncia, da humildade e da frugalidade.<br /> \nJ&aacute; as altas coloca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o convites &agrave; doa&ccedil;&atilde;o ao semelhante.<br /> \nN&atilde;o se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo.<br /> \nO importante &eacute; valorizar o trabalho, conforme se apresente.<br /> \nTrabalhar &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e um dever incontorn&aacute;vel.<br /> \nAssim, quando sentir cansa&ccedil;o ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e voc&ecirc;, &eacute; o herdeiro das estrelas.<br /> \nA Humanidade come&ccedil;ou ontem seu humilde labor.<br /> \nMas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa exist&ecirc;ncia?<br /> \nPense nisso.<br /> \n</span><br />

ATITUDE
24 Mar 20183:22EP 912

ATITUDE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>ATITUDE<br /> \n<br /> \n<br /> \nSinto dizer que sem esfor&ccedil;o nada vai acontecer!<br /> \nN&atilde;o adianta reza forte, nem macumba com 20 velas.<br /> \nSe voc&ecirc; n&atilde;o se decidir pelo primeiro passo,<br /> \nse voc&ecirc; n&atilde;o sair desse quarto,<br /> \nnem os anjos e nem Jesus poder&atilde;o te ajudar,<br /> \nse voc&ecirc; n&atilde;o se ajudar!<br /> \n<br /> \nQuer emagrecer?<br /> \nCaminhe todos os dias,<br /> \npare de dizer que n&atilde;o tem dinheiro para a academia.<br /> \nA rua &eacute; livre, de gra&ccedil;a e est&aacute; te esperando, seja noite, seja dia.<br /> \n<br /> \nQuer um novo emprego?<br /> \nEstude algo novo, aprenda um pouco mais do seu of&iacute;cio, fa&ccedil;a a diferen&ccedil;a<br /> \ne as empresas v&atilde;o correr atr&aacute;s de voc&ecirc;!<br /> \n<br /> \nQuer um novo amor?<br /> \nSaia para lugares diferentes assista a um bom filme,<br /> \nleia um bom livro, abra a cabe&ccedil;a, mude os pensamentos,<br /> \ne o amor vai te encontrar no metr&ocirc;, no &ocirc;nibus, na cal&ccedil;ada,<br /> \ne em qualquer lugar, pois voc&ecirc; ser&aacute; de se admirar.<br /> \nPessoa que encanta s&oacute; de olhar...<br /> \n<br /> \nQuer esquecer algu&eacute;m que te magoou?<br /> \nEnterre as lembran&ccedil;as e o infeliz!<br /> \nValorize-se criatura!<br /> \nSe voc&ecirc; se valoriza, sabe quanto vale,<br /> \nsabendo quanto vale n&atilde;o se troca por qualquer coisa.<br /> \nSe algu&eacute;m te deixou &eacute; porque n&atilde;o sabe o seu valor.<br /> \nLogo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.<br /> \nE rumo ao novo que o novo &eacute; sempre mais gostoso...<br /> \n<br /> \nQuer deixar de dever?<br /> \nPare de comprar.<br /> \nN&atilde;o fa&ccedil;a d&iacute;vida para pagar d&iacute;vidas!<br /> \nNunca! Jamais!<br /> \nFa&ccedil;a poupan&ccedil;a e pe&ccedil;a para o povo esperar.<br /> \n&ldquo;Devo, n&atilde;o nego, pago quando puder.&rdquo;<br /> \nAssim, a cabe&ccedil;a fica livre e voc&ecirc; vai trabalhar.<br /> \nEm breve, n&atilde;o ter&aacute; mais nada para pagar...<br /> \n<br /> \nQuer esquecer uma m&aacute;goa?<br /> \nLimpe o seu cora&ccedil;&atilde;o, esvazie-se...<br /> \nQuem tem equil&iacute;brio n&atilde;o guarda m&aacute;goas.<br /> \nS&oacute; as pessoas com problemas emocionais &eacute; que se ressentem.<br /> \nFicam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estima&ccedil;&atilde;o.<br /> \nBusque o equil&iacute;brio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.<br /> \n<br /> \nQuer viver bem?<br /> \nAme-se!<br /> \n<br /> \nFelicidade &eacute; gratuita, n&atilde;o custa nada.<br /> \n&Eacute; fazer tudo com alegria, nos m&iacute;nimos detalhes.<br /> \nPergunte-se e se n&atilde;o achar resposta que te satisfa&ccedil;a, comece tudo de novo:<br /> \n- Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?<br /> \n- Pra que 3 computadores, se n&atilde;o tem uma empresa?<br /> \n- 4 carros?<br /> \n- 6 quartos se &eacute; voc&ecirc; e mais 1 ou 2?<br /> \n- 40 pares de sapato, se tem apenas 2 p&eacute;s ?<br /> \nA vida pede muito pouco e n&oacute;s precisamos de menos ainda.<br /> \n<br /> \nAcorde enquanto &eacute; tempo e comece a mudan&ccedil;a,<br /> \nantes que o tempo venha e apite o final do seu jogo!<br /> \nEspero que voc&ecirc; pelo menos tenha vencido a partida.<br /> \n<br /> \nPense Nisso e Seja feliz!<br /> \n<br /> \nEstes e outros textos e &aacute;udios , voc&ecirc; encontra em nosso site:<br /> \ncentroamericafm.com.br <br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,<br /> \nEm 04.01.2014.<br /> \n</span><br />

O POÇO
23 Mar 20184:44EP 911

O POÇO

<strong>&nbsp;O Po&ccedil;o</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nNarra uma lenda chinesa que no fundo de um po&ccedil;o pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo.<br /> \nO que ele sabia do mundo era o po&ccedil;o e o peda&ccedil;o de c&eacute;u que conseguia ver pela abertura, bem no alto.<br /> \nCerto dia, um outro sapo se abeirou da boca do po&ccedil;o.<br /> \nPor que n&atilde;o desce e vem brincar comigo? &Eacute; divertido aqui. - Convidou o sapo l&aacute; embaixo.<br /> \nO que tem a&iacute;? &ndash; Perguntou o de cima.<br /> \nTudo: &aacute;gua, correntes subterr&acirc;neas, estrelas, a luz e at&eacute; objetos voadores que v&ecirc;m do c&eacute;u.<br /> \nO sapo da terra suspirou.<br /> \nAmigo, voc&ecirc; n&atilde;o sabe nada. Voc&ecirc; n&atilde;o tem ideia do que &eacute; o mundo.<br /> \nO sapo do po&ccedil;o n&atilde;o gostou daquela observa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nQuer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo.<br /> \nA&iacute; &eacute; que voc&ecirc; se engana, falou o outro. Voc&ecirc; s&oacute; est&aacute; vendo o mundo a partir da abertura do po&ccedil;o. O mundo aqui fora &eacute; enorme.<br /> \nO sapo do po&ccedil;o ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo tudo era verdade.<br /> \nHaveria um mundo maior l&aacute; em cima?<br /> \nO pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo.<br /> \nPor que nunca me disse? &ndash; Perguntou o sapinho, desapontado.<br /> \nPara qu&ecirc;? O seu destino &eacute; aqui embaixo, neste po&ccedil;o. N&atilde;o h&aacute; como sair.<br /> \nEu posso! Eu consigo sair! &ndash; Falou o sapinho.<br /> \nE pulou, saltou, se esfor&ccedil;ou. O po&ccedil;o era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando.<br /> \nN&atilde;o adianta, filho. &ndash; Tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus av&oacute;s fizeram o mesmo. Esque&ccedil;a o mundo l&aacute; em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz.<br /> \nQuero sair! Quero ver o mundo l&aacute; fora! &ndash; Chorava o filhote.<br /> \nE passou o resto da vida tentando escapar do po&ccedil;o escuro e frio. O grande mundo l&aacute; em cima era o seu sonho.<br /> \n* * *<br /> \nUm pobre campon&ecirc;s de apenas oito anos de idade n&atilde;o se cansava de ouvir esta lenda dos l&aacute;bios de seu pai.<br /> \nVivendo a &eacute;poca da revolu&ccedil;&atilde;o cultural na China de Mao Ts&eacute; Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de priva&ccedil;&otilde;es.<br /> \nPai, estamos em um po&ccedil;o? &ndash; Perguntava.<br /> \nDepende do ponto de vista. &ndash; Respondia o pai.<br /> \nMais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no po&ccedil;o, sem sa&iacute;da.<br /> \nMas ele enviava mensagens aos Esp&iacute;ritos. Pedia vida longa e felicidade para sua m&atilde;e.<br /> \nPedia pela sa&uacute;de de seu pai mas, mais que tudo, ele pedia para sair do po&ccedil;o escuro e profundo.<br /> \nEle sonhava com coisas lindas que n&atilde;o possu&iacute;a. Pedia comida para sua fam&iacute;lia.<br /> \nPedia que o tirassem do po&ccedil;o para que ele pudesse ajudar seus pais e irm&atilde;os.<br /> \nEle pedia, e sonhava, e deixava sua imagina&ccedil;&atilde;o o levar para bem longe.<br /> \nUm dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de bal&eacute; do mundo.<br /> \nUm dia, ele se tornaria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos.<br /> \nSeria uma estrela: o &uacute;ltimo bailarino de Mao Ts&eacute; Tung.<br /> \nLi Cunxin saiu do po&ccedil;o.<br /> \n* * *<br /> \nNunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu cora&ccedil;&atilde;o e viva as suas esperan&ccedil;as.<br /> \nO amanh&atilde; &eacute; sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap.<br /> \n3, do livro Adeus, China &ndash; O &uacute;ltimo bailarino de Mao,<br /> \nde Li Cunxin, ed. Fundamento.<br /> \nEm 05.7.1997</em></div>

AMOR SEM PREÇO
22 Mar 20184:12EP 910

AMOR SEM PREÇO

&nbsp;<br /> \n<strong>Amor sem pre&ccedil;o</strong><br /> \n<br /> \nHavia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um h&aacute;bito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o pre&ccedil;o de tudo o que via. Se n&atilde;o custasse grande coisa, para ele n&atilde;o tinha valor algum.<br /> \nNem se apercebia o pequeno que h&aacute; muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas s&atilde;o as melhores do mundo.<br /> \nCerto dia, no caf&eacute; da manh&atilde;, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua m&atilde;e um papelzinho cuidadosamente dobrado. A m&atilde;e o abriu e leu:<br /> \nMam&atilde;e me deve: por levar recados - tr&ecirc;s reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o ch&atilde;o - dois reais; extras - um real. Total que mam&atilde;e me deve: oito reais.<br /> \nA m&atilde;e espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e n&atilde;o disse nada.<br /> \nO garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almo&ccedil;o.<br /> \nSobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.<br /> \nEnfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas ent&atilde;o, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.<br /> \nAbriu e viu que sua m&atilde;e tamb&eacute;m lhe deixara uma conta.<br /> \nFilhinho deve &agrave; mam&atilde;e: por am&aacute;-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, cal&ccedil;ados e brinquedos - nada. Pelas refei&ccedil;&otilde;es e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve &agrave; mam&atilde;e - nada.<br /> \nO menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. N&atilde;o conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na m&atilde;o de sua m&atilde;e.<br /> \nA partir desse dia, ele passou a ajudar sua m&atilde;e por amor.<br /> \n* * *<br /> \nNossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examin&aacute;-las para auxili&aacute;-los na consolida&ccedil;&atilde;o das primeiras e no combate &agrave;s segundas.<br /> \nTodo momento &eacute; prop&iacute;cio e n&atilde;o deve ser desperdi&ccedil;ado.<br /> \nAs a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre mais fortes que as palavras.<br /> \nNa condu&ccedil;&atilde;o dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.<br /> \nCom exce&ccedil;&atilde;o dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada &agrave; energia, sempre d&aacute; bons resultados.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.<br /> \nNa constru&ccedil;&atilde;o do senso moral, dos conceitos de certo e errado s&atilde;o muito importantes os exemplos dados pelos pais.<br /> \n&Eacute; no doce mundo familiar que se adquire o h&aacute;bito da virtude que nos guiar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es quando sairmos mundo afora.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><strong>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 30.10.2017.</strong></div>

É LEGAL, É MORAL?
21 Mar 20183:52EP 909

É LEGAL, É MORAL?

<span style=''font-size: small;''>&Eacute; LEGAL &Eacute; MORAL<br /> \n<br /> \nS&atilde;o muitos os que atravessamos a exist&ecirc;ncia na Terra sem muitas preocupa&ccedil;&otilde;es com os pr&oacute;prios atos.<br /> \nVivemos como se o nosso agir, a nossa postura perante a vida n&atilde;o fosse nossa exclusiva responsabilidade.<br /> \nPor esse motivo, despreocupados com qualquer tipo de consequ&ecirc;ncia, vivemos com o &uacute;nico prop&oacute;sito de amealhar, tirar vantagens pessoais.<br /> \nN&atilde;o falamos dos que se entregam, de forma expl&iacute;cita, a quest&otilde;es ilegais como o roubo, o furto ou tr&aacute;fico.<br /> \nDizemos de n&oacute;s, os que na intimidade de grandes corpora&ccedil;&otilde;es, no luxo de escrit&oacute;rios bem montados, atuamos no desvio de dinheiro p&uacute;blico, na montagem de balan&ccedil;os forjados, na estrutura&ccedil;&atilde;o de contratos fraudulentos.<br /> \nTudo porque imaginamos a vida como um grande jogo onde aquele que consegue mais para si &eacute; o grande vencedor.<br /> \nOutros de n&oacute;s atuamos no mundo preocupados em agir de forma legal. Trata-se, no entanto, de uma atua&ccedil;&atilde;o no limite da legalidade, na preocupa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o sermos pegos pela justi&ccedil;a, de n&atilde;o respondermos perante tribunais e ju&iacute;zes.<br /> \nN&atilde;o medimos esfor&ccedil;os na busca de brechas na legisla&ccedil;&atilde;o, para encontrar meios de conseguir vantagens e o que haja de melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> \nTemos ci&ecirc;ncia de n&atilde;o estarmos contra a lei, entretanto, ser&atilde;o apenas c&oacute;digos humanos a nos ditar os limites de nossas a&ccedil;&otilde;es.<br /> \nPor&eacute;m, n&atilde;o podemos nos esquecer de que a vida aqui na Terra n&atilde;o &eacute; patrim&ocirc;nio que nos perten&ccedil;a.<br /> \nDessa forma, todas as experi&ecirc;ncias terrenas est&atilde;o sob a tutela dessa lei, cuja finalidade maior &eacute; o aprendizado e o crescimento intelectual e moral de cada um de n&oacute;s.<br /> \nAo concluirmos a experi&ecirc;ncia f&iacute;sica, seremos convidados a prestar contas de como agimos, de todo o realizado ao longo dos anos que nos foram dados a viver.<br /> \nNatural que assim seja, considerando que tudo o que dispomos na Terra, incluindo nosso corpo f&iacute;sico, &eacute; a t&iacute;tulo de empr&eacute;stimo. Nada nos pertence. Somos apenas arrendat&aacute;rios.<br /> \nPortanto, se andarmos no mundo burlando os limites da lei, haveremos de responder, perante as leis humanas e perante o tribunal da nossa consci&ecirc;ncia.<br /> \nPoder&aacute; ocorrer que, mesmo extrapolando os limites da moralidade, do correto, do respeito ao pr&oacute;ximo, os tribunais da Terra n&atilde;o nos alcancem. E poderemos nos vangloriar de haver enganado a lei dos homens.<br /> \nMas, inevitavelmente, responderemos perante nossa consci&ecirc;ncia quando essa se defrontar com nossos desacertos morais. Sempre haveremos de prestar conta de nossos atos.<br /> \nDiz o bom senso, ent&atilde;o, que antes de agirmos, nos perguntemos se o que fazemos &eacute; legal, moral.<br /> \nNecess&aacute;rio analisar se nossos atos n&atilde;o prejudicam o pr&oacute;ximo, n&atilde;o atribulam a outrem, se n&atilde;o causam dificuldades a algu&eacute;m.<br /> \nTudo que fizermos carrega o peso de nossa intencionalidade e haveremos de responder pelas consequ&ecirc;ncias.<br /> \nImportante nos questionarmos a respeito de nossas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es, quais os valores que escolhemos para nossas decis&otilde;es.<br /> \nAfinal, ser&atilde;o eles que dir&atilde;o da nossa felicidade ou desdita, no agora, logo mais ou em momentos mais distantes.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 01.4.2015</span><br />

CONFLITOS ÍNTIMOS
20 Mar 20184:19EP 908

CONFLITOS ÍNTIMOS

<span style=''font-size: small;''>CONFLITOS &Iacute;NTIMOS<br /> \n<br /> \nConta antiga lenda ind&iacute;gena que, certa feita, um jovem, mergulhado nas ang&uacute;stias e questionamentos naturais da juventude, procurou o grande s&aacute;bio de sua tribo.<br /> \nNos primeiros passos para tentar se entender e entender ao mundo, foi buscar no velho homem um pouco de esclarecimento.<br /> \nSolenemente aproximou-se do respeitoso anci&atilde;o, que o recebeu com um brilho no olhar, pr&oacute;prio dos que entendem os porqu&ecirc;s da vida em profundidade.<br /> \nTentando encontrar as melhores palavras, a forma mais apropriada para se expressar, o jovem explicou o que ali o levava.<br /> \nGrande s&aacute;bio, trago comigo muitas d&uacute;vidas sobre como devo proceder. Afinal, como ser uma pessoa de bem, como ser um homem honrado, se ainda trago no peito tantas paix&otilde;es e tantas fragilidades morais?<br /> \nO s&aacute;bio, certamente, j&aacute; se houvera feito tais quest&otilde;es.<br /> \nOs anos lhe haviam permitido caminhar sob o a&ccedil;oite das afli&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas.<br /> \nE tal qual o jovem &agrave; sua frente, que ora iniciava seus primeiros passos rumo ao autoconhecimento, tamb&eacute;m ele buscara essas respostas.<br /> \nEnt&atilde;o, olhando-o terna e pacientemente, lhe prop&ocirc;s a seguinte imagem.<br /> \nMeu filho, em nosso mundo &iacute;ntimo, em nosso cora&ccedil;&atilde;o, habitam dois c&atilde;es ferozes, um bom e outro mau.<br /> \nComo t&ecirc;m origens muito distintas, como n&atilde;o se assemelham em nada, essas duas feras vivem em constante luta, em diuturna batalha.<br /> \nE voc&ecirc; sabe qual deles ir&aacute; ganhar a luta, meu filho? - Indagou o anci&atilde;o.<br /> \nO jovem, at&ocirc;nito pela imagem proposta, n&atilde;o soube responder. Imaginou a luta entre os dois animais e pensou como seria terr&iacute;vel, brutal.<br /> \nMeu jovem, essa batalha em nosso mundo &iacute;ntimo ser&aacute; ganha pelo c&atilde;o que mais alimentarmos.<br /> \nEscutando isso, o rapaz, compreendendo a profundidade da li&ccedil;&atilde;o, retirou-se para a necess&aacute;ria medita&ccedil;&atilde;o em torno do ensinamento recebido.<br /> \n* * *<br /> \nAssim acontece com cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; quem n&atilde;o traga em sua intimidade tend&ecirc;ncias positivas e dificuldades de grande monta.<br /> \nNenhum de n&oacute;s chega ao mundo sem conflitos a serem vencidos, sem limita&ccedil;&otilde;es a serem ultrapassadas.<br /> \nAlguns apresentamos grande tend&ecirc;ncia ao ego&iacute;smo, e ent&atilde;o a vida nos d&aacute; a oportunidade de exercitar a solidariedade.<br /> \nOutros nascemos vaidosos, egoc&ecirc;ntricos, e a vida nos oferece li&ccedil;&otilde;es de humildade e simplicidade.<br /> \nTantos nascemos avaros, pensando s&oacute; em amealhar bens para n&oacute;s mesmos, e a vida nos d&aacute; a chance de aprendermos a generosidade.<br /> \nSer&atilde;o sempre dois c&atilde;es a lutar em nossa intimidade, a fim de ganhar espa&ccedil;o, vencer batalhas.<br /> \nA eclos&atilde;o de nossos conflitos &iacute;ntimos &eacute; resultado da consci&ecirc;ncia a nos alertar sobre os caminhos que a vida nos oferece.<br /> \nNesses momentos, ser&aacute; a hora de pararmos e claramente decidirmos qual dos dois c&atilde;es desejamos alimentar.<br /> \nSer&aacute; sempre pela insist&ecirc;ncia, pelo h&aacute;bito e pela disciplina, investindo em nossas constru&ccedil;&otilde;es positivas, que conseguiremos vencer as batalhas &iacute;ntimas.<br /> \nDessa forma, tenhamos tranquilidade quanto aos enfrentamentos naturais de nossa intimidade.<br /> \nE n&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que ser&aacute; sempre nossa a decis&atilde;o de alimentar uma ou outra fera, ou seja, as nossas boas ou m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 11.4.2014.<br /> \n</span><br />

Nada tocando
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