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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ
27 Jun 20182:52EP 970

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>HAVER&Aacute; SEMPRE UM AMANH&Atilde;<br /> \n<br /> \nPor mais que os abismos sejam fundos,<br /> \nsobre eles sempre haver&aacute; um firmamento;<br /> \nn&atilde;o te desorientes se muitos s&atilde;o os gritos:<br /> \num dia far-se-&aacute; de novo sil&ecirc;ncio <br /> \ne conseguir&aacute;s refletir melhor; <br /> \ntamb&eacute;m n&atilde;o te afoites se o sil&ecirc;ncio perdura; <br /> \nquando chegar sua vez, <br /> \na palavras surgir&atilde;o de novo <br /> \ne entender&aacute;s a mensagem que te trar&atilde;o...<br /> \nN&atilde;o temas a escurid&atilde;o <br /> \nque se faz quando passam nuvens de corvos,<br /> \neles ter&atilde;o de sair do c&eacute;u <br /> \nou ter&atilde;o de descer &agrave; terra <br /> \ne o sol voltar&aacute; radioso a brilhar...<br /> \nN&atilde;o penses que a mentira dominar&aacute; de todo:<br /> \nela mentir&aacute; at&eacute; mesmo sobre si pr&oacute;pria, <br /> \ne seu descr&eacute;dito tornar&aacute; indispens&aacute;vel <br /> \nque a verdade volte a ser reconhecida...<br /> \nNenhuma escurid&atilde;o, por mais densa que seja,<br /> \nconseguir&aacute; apagar a luz do vaga-lume; <br /> \nn&atilde;o te entriste&ccedil;as se sentes frio: <br /> \nsempre encontrar&aacute;s a m&atilde;o amiga <br /> \nna qual aquecer&aacute;s as tuas <br /> \nque, assim, n&atilde;o se enregelar&atilde;o...<br /> \nN&atilde;o receies o tropel dos animais:<br /> \num dia, e n&atilde;o est&aacute; longe este dia,<br /> \nouvir&aacute;s de novo a maciez <br /> \nde p&eacute;s descal&ccedil;os pisando sobre a relva...<br /> \nA chuva voltar&aacute; a cair <br /> \ne o verde voltar&aacute; ser verde, <br /> \npor isto tua sede ser&aacute; aplacada um dia,<br /> \npodes esper&aacute;-lo confiante...<br /> \nN&atilde;o temas sequer a morte: <br /> \nainda n&atilde;o se descobriu um cemit&eacute;rio de almas,<br /> \nj&aacute; que estas vivem para sempre...<br /> \nN&atilde;o penses que o infinito n&atilde;o te fale: <br /> \ntalvez ele esteja atento a ouvir-te <br /> \ne n&atilde;o queira perder uma s&oacute; de tuas palavras...<br /> \nN&atilde;o penses que est&aacute;s irremediavelmente condenado:<br /> \no perd&atilde;o existe exatamente para quem erra, <br /> \nmas que deseja voltar ao caminho, <br /> \nSe teus p&eacute;s fraquejam, <br /> \nbusca quem te auxilie: <br /> \nreconfortado, um dia chegar&aacute; a tua vez de auxiliar...<br /> \nN&atilde;o chores de amargura <br /> \nse o dia de hoje &eacute; tenso, incerto, amargo:<br /> \nHaver&aacute; sempre, sempre um amanh&atilde;...o conv&eacute;m, fazendo delas uma almofada para o os nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> \nNelas, voc&ecirc; e eu descansamos.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 02.8.2015.<br /> \n</span><br />

NOVA VISÃO
25 Jun 20183:14EP 969

NOVA VISÃO

<span style=''font-size: small;''>NOVA VIS&Atilde;O<br /> \n<br /> \nEra uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> \nPassando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> \nAli se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> \nOuviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> \nEle olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> \nVenha ver a rosa.<br /> \nEmbora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> \nParou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> \nSim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> \nMas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> \nN&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> \nDiante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> \nSeria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> \nVeja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> \nDe fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> \nDali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> \nE o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> \n* * *<br /> \n&Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> \nO amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> \nH&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> \nH&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> \nRealizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> \nPense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.<br /> \n</span><br />

A HONRA
23 Jun 20183:41EP 968

A HONRA

<span style=''font-size: small;''>A HONRA<br /> \n<br /> \nConta-se que um promotor p&uacute;blico, nomeado para uma cidade interiorana do Sul do Brasil, ali chegou jovem e entusiasta.<br /> \nConhecedor da lei, amante da ordem e do direito, se prop&ocirc;s a realizar o melhor, naquela localidade.<br /> \nUm dos primeiros casos que lhe chegou &agrave;s m&atilde;os foi o de um homem que, em plena pra&ccedil;a, &agrave; vista de v&aacute;rios cidad&atilde;os, descarregara todas as balas do seu rev&oacute;lver em sua esposa.<br /> \nFora um crime b&aacute;rbaro, cruel, presenciado por muitos. O jovem promotor estudou o caso e, com tranquilidade, se prop&ocirc;s a fazer a acusa&ccedil;&atilde;o daquele r&eacute;u.<br /> \nPara ele, n&atilde;o havia d&uacute;vidas. Tratava-se de um crime b&aacute;rbaro. O homem, tomado de ci&uacute;mes, pois descobrira que a esposa o tra&iacute;ra, a matara de forma fria, premeditada.<br /> \nHavia muitas testemunhas. O fato era not&oacute;rio. N&atilde;o havia erro. Aquele homem seria condenado.<br /> \nContudo, no transcurso do processo, foi se tomando de surpresa o promotor.<br /> \nO advogado do r&eacute;u apresentou sua defesa baseado em que ele n&atilde;o deveria ser julgado culpado pois, afinal, fora brutalmente ofendido em sua honra.<br /> \nA surpresa foi maior ainda quando o j&uacute;ri chegou ao veredito de inocente. Entenderam os jurados daquela cidade que o homem tra&iacute;do mais n&atilde;o fizera do que lavar a sua honra. E honra se lava com sangue.<br /> \nN&atilde;o se tratava de uma quest&atilde;o de direito, de certo e de errado, mas de como aquela gente entendia que tudo deveria ser resolvido.<br /> \nE, no caso, somente a morte poderia lavar a honra daquele cidad&atilde;o.<br /> \n* * *<br /> \nEm v&aacute;rias localidades, em nosso pa&iacute;s e no mundo, muitos ainda acreditam que a honra se lava com sangue.<br /> \nQuando ouvimos relatos de fatos semelhantes, aqui e ali, tentando justificar atos de viol&ecirc;ncia, ficamos chocados.<br /> \nCompete-nos refletir e pesar nossos valores.<br /> \nRecordamos que, certa feita, Moandas Gandhi, o l&iacute;der pacifista da &Iacute;ndia, foi esbofeteado em pleno rosto.<br /> \nO golpe fora t&atilde;o rude que ele ca&iacute;ra. Levantou-se, limpou a poeira da roupa e, sereno, continuou o seu caminho.<br /> \nUma jornalista londrina teve oportunidade de lhe perguntar:<br /> \nSenhor, o senhor n&atilde;o vai revidar?<br /> \nPor que deveria? - Perguntou, tranquilo.<br /> \nMas, senhor, ele lhe esbofeteou a face. Feriu a sua honra.<br /> \nGandhi a olhou, profundamente, nos olhos e respondeu:<br /> \nMinha jovem, minha honra n&atilde;o est&aacute; no rosto.<br /> \nSim, sua honra como a de todos n&oacute;s, n&atilde;o est&aacute; no rosto. A honra est&aacute; na alma e essa ningu&eacute;m a pode remover, sen&atilde;o n&oacute;s mesmos.<br /> \nManchamos nossa honra de filhos de Deus quando nos permitimos revidar agress&otilde;es, descer ao n&iacute;vel do agressor.<br /> \nDilapidamos nossa honra quando nos permitimos compactuar com a mentira, com a corrup&ccedil;&atilde;o, com o crime de qualquer n&iacute;vel.<br /> \nPensemos nisso e nos mantenhamos no bem, no caminho do reto dever, mesmo que as circunst&acirc;ncias pare&ccedil;am contra n&oacute;s.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em fato narrado <br /> \npor Sandra Della Pola, em palestra proferida no Teatro da <br /> \nFedera&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita do Paran&aacute;, no dia 11 de julho de 2010.<br /> \nEm 11.07.2012</em>.</div> \n</span><br />

PAIS BRILHANTES
21 Jun 20184:34EP 967

PAIS BRILHANTES

<span style=''font-size: small;''>PAIS BRILHANTES<br /> \n<br /> \n&Eacute; bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de vida.<br /> \nDizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunst&acirc;ncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas propriedades.<br /> \nFilhos agridem pais porque eles n&atilde;o lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram.<br /> \nIrm&atilde;os que mentem, enganam para ter um quinh&atilde;o maior em heran&ccedil;as, n&atilde;o se importando em que condi&ccedil;&otilde;es ficar&atilde;o os demais irm&atilde;os.<br /> \nViktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alem&atilde;es, durante a segunda guerra mundial, escreveu: N&oacute;s que vivemos em campos de concentra&ccedil;&atilde;o podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus &uacute;ltimos peda&ccedil;os de p&atilde;o.<br /> \nTalvez eles tenham sido poucos. Mas s&atilde;o prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a &uacute;ltima das liberdades humanas &ndash; escolher que atitude tomar em quaisquer circunst&acirc;ncias, escolher o seu pr&oacute;prio caminho.<br /> \nPortanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, &eacute; uma melhor educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o essa educa&ccedil;&atilde;o que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter da criatura.<br /> \nE para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que &eacute; nobre dizer a verdade, mesmo que isso n&atilde;o os credencie a receber algum pr&ecirc;mio ou compensa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.<br /> \nPais que n&atilde;o desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida.<br /> \nPais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustra&ccedil;&otilde;es, filtrar est&iacute;mulos estressantes, dialogar e ouvir.<br /> \nPais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos, descobrindo-lhes o mundo &iacute;ntimo.<br /> \nPais que n&atilde;o se preocupem somente com festas de anivers&aacute;rio, t&ecirc;nis, roupas, produtos eletr&ocirc;nicos. Mas que tamb&eacute;m se preocupem em dialogar.<br /> \nPais que sabem que n&atilde;o devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornar&aacute; fracos, dependentes.<br /> \nPais que d&ecirc;em algo que todo o dinheiro do mundo n&atilde;o pode comprar: o seu amor, as suas experi&ecirc;ncias, as suas l&aacute;grimas e o seu tempo.<br /> \nEm suma: um aut&ecirc;ntico processo de educa&ccedil;&atilde;o, em que o filho aprende que amar &eacute; o maior dos tesouros.<br /> \nE n&atilde;o haver&aacute; de se tornar infeliz somente porque n&atilde;o tem a roupa de griffe, ou n&atilde;o conseguiu viajar ao exterior nas f&eacute;rias.<br /> \nSer&aacute; algu&eacute;m que se preocupa n&atilde;o somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante.<br /> \nAlgu&eacute;m que reconhecer&aacute; a grande diferen&ccedil;a entre ter coisas e ser uma pessoa &uacute;til &agrave; comunidade, um cidad&atilde;o honrado, um homem de bem.<br /> \n***<br /> \n&Eacute; poss&iacute;vel que voc&ecirc; diga que trabalha muito e n&atilde;o tem tempo.<br /> \nContudo, fa&ccedil;a do pouco tempo dispon&iacute;vel, grandes momentos de conv&iacute;vio com seus filhos.<br /> \nRole no tapete, fa&ccedil;a poesias. Brinque, sorria. Conhe&ccedil;a-os e permita que eles o conhe&ccedil;am.<br /> \nLembre-se, por fim: seus filhos n&atilde;o precisam de um super-homem, de um executivo bem sucedido, de um empres&aacute;rio muito rico.<br /> \nPara eles n&atilde;o importa se voc&ecirc; &eacute; m&eacute;dico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.<br /> \nImporta, sim, o ser humano que voc&ecirc; &eacute; e que os ensinar&aacute; a ser.<br /> \nEquipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 1 do livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury e do cap. Obst&aacute;culos, do livro Hist&oacute;rias para Aquecer o Cora&ccedil;&atilde;o &ndash; edi&ccedil;&atilde;o de ouro, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ambos da ed. Sextante.<br /> \n</span><br />

IMPORTANTE LIÇÃO
19 Jun 20184:16EP 966

IMPORTANTE LIÇÃO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>IMPORTANTE LI&Ccedil;&Atilde;O<br /> \n<br /> \nNuma &eacute;poca em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de dez anos entrou numa lanchonete e se sentou a uma mesa.<br /> \nUma gar&ccedil;onete colocou um copo d'&aacute;gua na frente dele.<br /> \nQuanto custa um sundae? Ele perguntou.<br /> \nCincoenta centavos, respondeu a gar&ccedil;onete.<br /> \nO menino puxou as moedas do bolso e come&ccedil;ou a cont&aacute;-las.<br /> \nBem, quanto custa o sorvete simples? Perguntou outra vez.<br /> \nA essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa. A gar&ccedil;onete foi se irritando. De maneira brusca, respondeu: Trinta e cinco centavos.<br /> \nO menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: Eu vou querer, ent&atilde;o, o sorvete simples.<br /> \nDepressa, a mo&ccedil;a trouxe o sorvete simples e a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.<br /> \nQuando a gar&ccedil;onete voltou e come&ccedil;ou a limpar a mesa, n&atilde;o p&ocirc;de deixar de chorar. Ali, do lado do prato, havia duas moedas de cinco centavos e cinco moedas de um centavo. Ou seja, o menino n&atilde;o p&ocirc;de pedir o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da gar&ccedil;onete.<br /> \n* * *<br /> \nSer grato aos que nos servem &eacute; um dever tanto quanto servir com alegria.<br /> \nQuem serve, deve mostrar gratid&atilde;o pela oportunidade do trabalho. Quem &eacute; servido deve demonstrar gratid&atilde;o pelo servi&ccedil;o do outro, de que necessita.<br /> \nAfinal, todos somos, na Terra, dependentes uns dos outros.<br /> \nJ&aacute; imaginou em que se transformaria o panorama do mundo sem a contribui&ccedil;&atilde;o de faxineiros, pedreiros, carpinteiros, jardineiros?<br /> \nO que seria do hospital, com m&eacute;dicos, enfermeiras e gente especializada nos laborat&oacute;rios, se faltasse a faxina para garantir a limpeza?<br /> \nComo poderia garantir a qualidade dos seus p&atilde;es e doces, o padeiro, sem o concurso do produtor que lhe entregasse a farinha de boa qualidade?<br /> \nDe que valeria o trabalho muito bem pensado e estruturado de engenheiros e arquitetos, se faltasse a preciosa m&atilde;o de obra de serventes e carpinteiros?<br /> \nEm todo lugar, sempre, dependemos uns dos outros. O que abre a loja e exp&otilde;e a mercadoria, necessita do cliente que observe, goste e compre.<br /> \nClientes e vendedores, patr&otilde;es e empregados, superiores e subordinados, necessitamos e muito uns dos outros. N&atilde;o podemos sobreviver, muito menos viver uns sem os outros.<br /> \nPor isso, a melhor t&eacute;cnica &eacute; nos unir, dar as m&atilde;os, valorizarmo-nos uns aos outros e sermos gratos pela oportunidade de servir e receber servi&ccedil;os.<br /> \n* * *<br /> \nO com&eacute;rcio &eacute; tamb&eacute;m uma escola de fraternidade. Realmente, precisamos da aten&ccedil;&atilde;o do vendedor, mas o vendedor espera de n&oacute;s a mesma atitude.<br /> \nSempre que nos sintamos no direito de reclamar, n&atilde;o fa&ccedil;amos do nosso verbo um instrumento de agress&atilde;o.<br /> \nPor vezes, a pessoa mal-humorada, em seus contatos p&uacute;blicos, carrega um pesado fardo de inquieta&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;a.<br /> \nAcostumemo-nos a pedir por favor aos que trabalham em reparti&ccedil;&otilde;es, armaz&eacute;ns, lojas, lanchonetes e hot&eacute;is.<br /> \nAntes de serem empregados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de clientes, s&atilde;o seres humanos que sentem alegria, dor, t&ecirc;m seus problemas e esperam compreens&atilde;o dos demais seres humanos.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria de autoria<br /> \nignorada e no cap. 11 do livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz,<br /> \npsicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec.<br /> \nEm 14.08.2012.<br /> \n</span><br />

AMANDO A VIDA
18 Jun 20182:29EP 965

AMANDO A VIDA

<span style=''font-size: small;''>AMANDO A VIDA<br /> \n<br /> \nTem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...<br /> \nAssim s&atilde;o os versos iniciais da m&uacute;sica de Chico Buarque de Holanda, Roda viva.<br /> \nE &eacute; como muitas pessoas se sentem, em alguns dias. Desesperan&ccedil;adas, descontentes, sem perspectivas de dias melhores.<br /> \nPessoas que acreditam que para ser feliz h&aacute; que se ter muito dinheiro para desfrutar de viagens, festas e ter tudo que se deseje: de roupas, joias a carros importados e iates.<br /> \nA m&iacute;dia, de um modo geral, refor&ccedil;a essas ideias, com seus apelos de marketing, novelas e filmes que mostram a irrealidade da felicidade como consequ&ecirc;ncia do ter.<br /> \nPessoas assim facilmente se sentem infelizes. Se a festa n&atilde;o teve o brilho idealizado, se o amor partiu, se o amigo n&atilde;o atendeu a um pedido, tudo &eacute; motivo para tristeza.<br /> \nAcreditam que a vida n&atilde;o vai al&eacute;m de uma feliz excurs&atilde;o pelo planeta, em venturoso per&iacute;odo de f&eacute;rias.<br /> \nPara quem, no entanto, tem a consci&ecirc;ncia da real dimens&atilde;o da vida, que &eacute; aprendizado e progresso, todo esfor&ccedil;o &eacute; valorizado e a supera&ccedil;&atilde;o &eacute; comemorada.<br /> \nPara todos os que lamentam n&atilde;o ter roupas de grife ou dinheiro para gastar, &eacute; bom recordar, que h&aacute; muitos sem identidade, sem fam&iacute;lia, com graves defici&ecirc;ncias nos membros. Sem apego ao passado de dores, sem mergulho na tristeza pelas defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas, eles aproveitam intensamente a vida, mesmo que n&atilde;o tenham bra&ccedil;os perfeitos para envolver o pesco&ccedil;o de um ser amado.<br /> \nPor&eacute;m, n&atilde;o se culpe caso voc&ecirc; esteja cheio de lamurias neste dia.Mas, se faz necess&aacute;rio n&atilde;o estacionar nesse tipo de faixa mental.Lamente um pouco, chore por um instante, levante e prossiga com a coragem de um guerreiro da luz , e a alegria de quem &eacute; herdeiro do universo.<br /> \nPense nisso.<br /> \n</span> <br />

TEMPO E OPORTUNIDADE
15 Jun 20183:58EP 964

TEMPO E OPORTUNIDADE

TEMPO E OPORTUNIDADE<br /> \n<br /> \nTroca-se um rel&oacute;gio com tempo r&aacute;pido, por um rel&oacute;gio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os p&aacute;ssaros.<br /> \nTroca-se um dia apavorado, preso, r&aacute;pido, por um dia solto, leve e comprido. Para brincar e aproveitar a vida.<br /> \n<br /> \nO poema singelo &eacute; de uma jovem estudante, de algu&eacute;m que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo &eacute; um dos bens mais preciosos que temos.<br /> \nNenhum dia &eacute; igual ao outro na natureza. Eles n&atilde;o se repetem, s&atilde;o &uacute;nicos.<br /> \nO homem &eacute; que os torna iguais, repetitivos, cansativos, quando simplesmente se esquece de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue.<br /> \n<br /> \n&Eacute; certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanh&aacute;-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge, mas poder&iacute;amos questionar: precisamos realmente de tudo isso?<br /> \nPrecisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas for&ccedil;as?<br /> \nPrecisamos estar sempre pensando na competi&ccedil;&atilde;o, em ser melhores do que os outros, em estar na frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo?<br /> \n<br /> \nSer&aacute; preciso acompanhar os modismos, as novidades das m&iacute;dias, para nos sentirmos bem?<br /> \nSe fizermos uma an&aacute;lise profunda, veremos que n&atilde;o, que n&atilde;o precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agrad&aacute;vel e feliz.<br /> \n<br /> \nPara quem raciocina que tempo &eacute; dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo, mas para quem j&aacute; aprendeu a ver que tempo &eacute; oportunidade, descobrir&aacute; que apreciar os p&aacute;ssaros, passar mais tempo com a fam&iacute;lia, ouvir uma boa m&uacute;sica, ler um bom livro, s&atilde;o oportunidades da vida bem aproveitadas.<br /> \n<br /> \nUm pai, ou uma m&atilde;e que tomem a resolu&ccedil;&atilde;o de abrir m&atilde;o de um sucesso maior na profiss&atilde;o, por acreditarem que necessitam estar mais pr&oacute;ximos dos filhos, com certeza se sentir&atilde;o mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo &agrave; fam&iacute;lia, e esquecem que a sua presen&ccedil;a, a sua aten&ccedil;&atilde;o, o seu tempo, &eacute; o que de mais valioso podem dar a eles.<br /> \n<br /> \nEsta exist&ecirc;ncia &eacute; uma oportunidade &uacute;nica, e &eacute; chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui.<br /> \n<br /> \n&Eacute; chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade.<br /> \nQue tal pensarmos: quando foi a &uacute;ltima vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos?<br /> \nQuando foi a &uacute;ltima vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais, para nos ocuparmos com atividades filantr&oacute;picas?<br /> \n<br /> \nQuando foi a &uacute;ltima vez que paramos para ouvir, de corpo e alma uma m&uacute;sica, deixando-nos penetrar pela harmonia?<br /> \nQuando foi a &uacute;ltima vez que lemos um livro nobre, uma p&aacute;gina edificante?<br /> \nQuando foi a &uacute;ltima vez que lembramos que somos um Esp&iacute;rito imortal, e que nada levaremos deste mundo al&eacute;m das nossas conquistas morais?<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em poema de Aline<br /> \nBescrovaine Pereira, da colet&acirc;nea Palavra viva, do Col&eacute;gio Positivo,<br /> \nano 1998.<br /> \nEm 24.5.2013.<br /> \n<br /> \n<br />

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