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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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COMO SE ESCREVE
5 Nov 20184:28EP 1042

COMO SE ESCREVE

<span style=''font-size: small;''>COMO SE ESCREVE?<br /> \n<br /> \nQuando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Inf&acirc;ncia pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> \nJoey desenhou a sua fam&iacute;lia. Depois, tra&ccedil;ou um grande c&iacute;rculo com l&aacute;pis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do c&iacute;rculo, ele saiu de sua mesinha e foi at&eacute; &agrave; mesa da professora.<br /> \nProfessora, como a gente escreve...?<br /> \nEla n&atilde;o o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e n&atilde;o se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> \nQuando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi at&eacute; sua mochila, pegou um l&aacute;pis e olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho.<br /> \nSua m&atilde;e estava preparando o jantar, indo e vindo do fog&atilde;o para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para ela.<br /> \nMam&atilde;e, como a gente escreve...?<br /> \nMenino, n&atilde;o d&aacute; para ver que estou ocupada agora? V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> \nEle dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho, foi at&eacute; &agrave; cozinha e pegou o l&aacute;pis. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para seu pai.<br /> \nAlisou bem as dobras e colocou o desenho no ch&atilde;o da sala, perto da poltrona reclin&aacute;vel do seu pai.<br /> \nPapai, como a gente escreve...?<br /> \nJoey, estou lendo o jornal e n&atilde;o quero ser interrompido. V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta.<br /> \nO garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua m&atilde;e separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da cal&ccedil;a do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um peda&ccedil;o de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> \nTodos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> \nOs anos rolaram...<br /> \nQuando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua fam&iacute;lia. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> \nEste aqui &eacute; voc&ecirc;, papai!<br /> \nA garota tamb&eacute;m riu. O pai olhou pra o grande c&iacute;rculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente come&ccedil;ou a passar o dedo sobre o c&iacute;rculo.<br /> \nAnnie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> \nEu volto logo!<br /> \nE voltou. Com um l&aacute;pis na m&atilde;o. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do l&aacute;pis perto do topo do grande c&iacute;rculo vermelho e perguntou:<br /> \nPapai, como a gente escreve amor?<br /> \nEle abra&ccedil;ou a filha, tomou a sua m&atilde;ozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> \nAmor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> \n* * *<br /> \nConjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, n&atilde;o esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa &eacute; ter quem ou&ccedil;a e opine, quem participe e vibre, quem conhe&ccedil;a e incentive.<br /> \nN&atilde;o espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, fam&iacute;lia, afei&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPor fim, lembre: se voc&ecirc; n&atilde;o tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano &eacute; um po&ccedil;o de criatividade e o tempo...bom, o tempo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> \n<br /> \n</span> \n<div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap.<br /> \nC&iacute;rculo de amor, de Jeannie S. Williams, <br /> \nda obra Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o da mulher,<br /> \nde Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> \nEm 14.01.2013.</span></em></div>

A VIDA SEGUNDO A MORTE
2 Nov 20183:29EP 1041

A VIDA SEGUNDO A MORTE

<span style=''font-size: small;''>A VIDA SEGUNDO A MORTE<br /> \n<br /> \nMuitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da hist&oacute;ria.<br /> \nImaginemos como seria a vis&atilde;o desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> \nImagino que morte teria o seguinte di&aacute;logo:<br /> \n&ldquo;Um fato simples: voc&ecirc; vai morrer.<br /> \nApesar de todos os esfor&ccedil;os, a vida f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> \nO meu conselho &eacute;: quando a sua hora chegar, n&atilde;o se apavore, isso n&atilde;o vai ajudar.<br /> \nMas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia voc&ecirc; vai me conhecer. N&atilde;o antes da sua hora , &eacute; claro. Tenho como pol&iacute;tica evitar os vivos.<br /> \nSempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. //Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> \nQuando eu vou ao encontro de algu&eacute;m, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Ent&atilde;o, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambi&ccedil;&otilde;es...ego&iacute;smos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de n&atilde;o fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso n&atilde;o importa. Eu sigo a lei e n&atilde;o a transgrido...ningu&eacute;m, por mais rico que seja, poder&aacute; negociar comigo.<br /> \nAlgumas almas, deslizam suavemente para os meus bra&ccedil;os; s&atilde;o t&atilde;o leves...t&atilde;o af&aacute;veis...<br /> \nNo meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles t&ecirc;m de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> \nEu j&aacute; vi in&uacute;meras coisas:<br /> \nPresenciei as piores desgra&ccedil;as do mundo, e trabalhei para os piores vil&otilde;es e tiranos.<br /> \nVi tamb&eacute;m grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda &eacute; como eu mencionei no in&iacute;cio desse dialogo: NINGU&Eacute;M VIVE PRA SEMPRE.<br /> \nQuando vou buscar algu&eacute;m que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como &eacute; de fato...viver! <br /> \nVoc&ecirc; que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> \nPense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferen&ccedil;a na sua vida. N&atilde;o desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> \nE n&atilde;o se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> \nSereis sempre vivo, pois que eu, a t&atilde;o temida morte, nada mais sou do que uma transforma&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o um aniquilamento.<br /> \n***********<br /> \nEspero que voc&ecirc; tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido &uacute;til.<br /> \nAcesse o nosso site: centroamericafm.com.br &ndash; l&aacute; voc&ecirc; poder&aacute; ouvir de novo e copiar o texto. Fique a vontade...e at&eacute; o pr&oacute;ximo Pense Nisso.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \ncom base no livro<br /> \n&ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo;- <br /> \ndo escritor australiano Markus Zusak,<br /> \npublicado em 2005 pela editora Picador.<br /> \nNo Brasil e em Portugal, foi lan&ccedil;ado pela Intr&iacute;nseca Presen&ccedil;a <br /> \nEm 10.12.2014.</span><br />

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO
31 Out 20184:25EP 1040

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO

<strong>&nbsp;Onde vive nosso eu verdadeiro</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nTua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> \nSe essa casa for escura ou vazia, n&atilde;o poder&aacute;s ilumin&aacute;-la com as l&acirc;mpadas de teu vizinho nem ench&ecirc;-la com os seus bens.<br /> \nE se estiver no deserto, n&atilde;o a poder&aacute;s transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, n&atilde;o poder&aacute;s baix&aacute;-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros p&eacute;s.<br /> \nNossas vidas interiores, meu irm&atilde;o, s&atilde;o rodeadas pelo isolamento e a solid&atilde;o. Sem eles, tu n&atilde;o serias tu e eu n&atilde;o seria eu.<br /> \nSem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, n&atilde;o saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim.<br /> \n* * *<br /> \nAs palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma...<br /> \nN&atilde;o somos a imagem que vemos no espelho. N&atilde;o somos as apar&ecirc;ncias. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Esp&iacute;rito.<br /> \nE cada um deve iluminar a sua casa com suas pr&oacute;prias conquistas. As l&acirc;mpadas dos vizinhos nos seduzem, at&eacute; nos inspiram, mas nossa ilumina&ccedil;&atilde;o precisa vir de dentro.<br /> \nN&atilde;o adianta casar com algu&eacute;m bom para viver a bondade. N&atilde;o adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. N&atilde;o adianta estarmos pr&oacute;ximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade.<br /> \nOs bens do outro s&atilde;o do outro. Podemos at&eacute; usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motiva&ccedil;&atilde;o, para que tenhamos for&ccedil;as e exemplo para lograr os nossos pr&oacute;prios, ao nosso tempo.<br /> \nSe essa nossa casa estiver ainda no deserto, caber&aacute; a n&oacute;s, apenas a n&oacute;s, transformar a aridez em jardim florido.<br /> \nE todos os caminhos precisam ser abertos por nossos pr&oacute;prios p&eacute;s...<br /> \nSomos individualidades. N&atilde;o h&aacute; um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade h&aacute; uma esp&eacute;cie de solid&atilde;o, um lugar onde todos estamos s&oacute;s.<br /> \nSolid&atilde;o que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude &ndash; uma unidade saud&aacute;vel da criatura com o Criador, seja l&aacute; como voc&ecirc; define ou imagina esse &ldquo;Criador&rdquo;.<br /> \n&Eacute; reservado um plano especial no Universo para cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; insignific&acirc;ncia alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar.<br /> \nAcreditar-se pequeno, ou insignificante &eacute;, ainda, t&iacute;pico de quem n&atilde;o se encontrou em profundidade, de quem n&atilde;o conhece sua pr&oacute;pria casa no Universo.<br /> \nSomos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o individual.<br /> \n* * *<br /> \nQuando a sombra de um des&acirc;nimo qualquer desejar bater &agrave; porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes.<br /> \nN&atilde;o permitamos que as distra&ccedil;&otilde;es ou as vicissitudes da vida enfraque&ccedil;am nossas for&ccedil;as. Elas s&atilde;o parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra.<br /> \n* * *<br /> \nTua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,com base em trecho<br /> \ndo texto Isolamento e solid&atilde;o, do livro Curiosidades <br /> \nbelezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.<br /> \nEm 11.7.2014</em></div> \n<br />

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA
30 Out 20184:08EP 1039

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA

<strong>CABOS E LUZES EM UMA CAIXA</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>H&aacute; cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se c&eacute;lebre no ambiente de r&aacute;dio e telejornalismo americanos.<br /> \nTratava-se da fala do &acirc;ncora Edward Murrow sobre r&aacute;dio e televis&atilde;o.<br /> \nAs transmiss&otilde;es de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam &agrave; tona muitas discuss&otilde;es no que dizia respeito &agrave; programa&ccedil;&atilde;o, e ao objetivo dessa nova m&iacute;dia na &eacute;poca.<br /> \nNa ocasi&atilde;o, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.<br /> \nAfirmou que, se dentro de meio s&eacute;culo, historiadores analisassem v&iacute;deos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decad&ecirc;ncia, escapismo e aliena&ccedil;&atilde;o das realidades do mundo que vivemos.<br /> \nNo discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do r&aacute;dio e da TV fosse usado de maneira danosa &agrave; sociedade e &agrave; cultura.<br /> \nEspecialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.<br /> \nDisse ele: Este ve&iacute;culo pode ensinar, iluminar. Sim, pode at&eacute; inspirar. Mas s&oacute; pode faz&ecirc;-lo se os seres humanos estiverem determinados a us&aacute;-lo para estes fins.<br /> \nDe outro modo &ndash; acrescentava ele &ndash; s&atilde;o meramente cabos e luzes em uma caixa.<br /> \nO &acirc;ncora ainda acrescentou: H&aacute; uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignor&acirc;ncia, a intoler&acirc;ncia e a indiferen&ccedil;a. Esta arma, a televis&atilde;o, poderia ser &uacute;til.<br /> \n* * *<br /> \nMeio s&eacute;culo se passou, e como estamos em rela&ccedil;&atilde;o a essa quest&atilde;o no mundo?<br /> \nA televis&atilde;o passou a fazer parte da vida di&aacute;ria de bilh&otilde;es de pessoas.<br /> \nPor&eacute;m, ser&aacute; que est&aacute; sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?<br /> \nSer&aacute; que colocamos essas descobertas da ci&ecirc;ncia, as novas facilidades na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, rapidez de comunica&ccedil;&atilde;o, a servi&ccedil;o de nossa evolu&ccedil;&atilde;o moral?<br /> \nOu tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?<br /> \n&Eacute; importante que reflitamos.<br /> \nDeus permite que conquistemos as melhorias materiais das ci&ecirc;ncias, da tecnologia, do conhecimento, com um &uacute;nico fim: o nosso crescimento moral.<br /> \nS&atilde;o instrumentos que facilitam a vida material do homem &ndash; ou, deveriam facilitar &ndash; para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.<br /> \nA verdade &eacute; que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou ve&iacute;culo de aliena&ccedil;&atilde;o, de escapismos.<br /> \nE assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda est&aacute; vazia, perdida.<br /> \nVale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se n&atilde;o estamos alimentando uma ind&uacute;stria de inutilidades mil.<br /> \nA mudan&ccedil;a desse panorama vir&aacute; de cada um de n&oacute;s, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.<br /> \nDepois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunica&ccedil;&atilde;o devem ser ve&iacute;culos do bem.<br /> \n&Eacute; tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 10.12.2014.</span><br />

A SOBERBA
29 Out 20184:29EP 1038

A SOBERBA

<strong>&nbsp;A Soberba</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nCarl Segan escreveu que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia que forma o car&aacute;ter e ensina a humildade.<br /> \n<br /> \nCertamente, n&atilde;o h&aacute; melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astron&ocirc;mico em que o nosso planeta aparece como um min&uacute;sculo ponto.<br /> \n<br /> \nE basta se estudar um pouco a Hist&oacute;ria da Humanidade para se ter ainda mais a dimens&atilde;o da tolice das nossas ambi&ccedil;&otilde;es.<br /> \n<br /> \nLemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territ&oacute;rios e submiss&atilde;o de povos?<br /> \n<br /> \nLembramos de Temujin, que comandou a Mong&oacute;lia, sucedendo ao pai. Bastou uma vit&oacute;ria militar e o povo o declarou G&ecirc;ngis Khan, que quer dizer imperador universal.<br /> \n<br /> \nPara fazer jus &agrave; homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os t&aacute;rtaros e a China.<br /> \n<br /> \nDepois, as hordas mong&oacute;is varreram a R&uacute;ssia, detonaram o Imp&eacute;rio Persa, engoliram a Pol&ocirc;nia, a Hungria e amea&ccedil;aram a Europa como um todo.<br /> \n<br /> \nTemujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Imp&eacute;rio come&ccedil;ou a se esfacelar e as hordas mong&oacute;is tomaram o rumo de casa.<br /> \n<br /> \nRecordamos de Alexandre, o grande, o mais c&eacute;lebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, ap&oacute;s o assassinato de seu pai.<br /> \n<br /> \nSua carreira &eacute; muito conhecida. Conquistou um imp&eacute;rio que ia dos Balc&atilde;s &agrave; &Iacute;ndia, incluindo o Egito e o atual Afeganist&atilde;o.<br /> \nFoi o maior e mais rico imp&eacute;rio que j&aacute; existiu. Morreu antes de completar trinta e tr&ecirc;s anos, n&atilde;o se sabe se por envenenamento, mal&aacute;ria, febre tifoide ou alcoolismo.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o se discutem os benef&iacute;cios das campanhas, pois G&ecirc;ngis Khan uniu as tribos mong&oacute;is e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ci&ecirc;ncias e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, cient&iacute;fico e econ&ocirc;mico, por trezentos anos.<br /> \n<br /> \nNo entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus imp&eacute;rios bem cedo se esfacelaram.<br /> \n<br /> \nIsso nos remete a reflexionarmos a respeito de n&oacute;s mesmos. O que estamos fazendo para alcan&ccedil;ar nossa realiza&ccedil;&atilde;o pessoal?<br /> \nEstamos agindo de forma &eacute;tica, correta, ou buscamos destruir quem esteja &agrave; frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores?<br /> \n<br /> \nCerto, n&atilde;o nos servimos do assassinato f&iacute;sico, mas quantos sonhos alheios teremos destru&iacute;do, em nosso prop&oacute;sito de ascens&atilde;o?<br /> \n<br /> \nOs verdadeiros valores s&atilde;o morais. Esses n&atilde;o s&atilde;o destru&iacute;dos pelo tempo e nem s&atilde;o amaldi&ccedil;oados pela mem&oacute;ria dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida s&atilde;o transcendentais.<br /> \n<br /> \nAfinal, a vida neste planeta &eacute; transit&oacute;ria. Rapidamente se esvai. O importante &eacute; o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d&rsquo;alma.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem &agrave; frente, estabele&ccedil;amos um planejamento estribado no amor.<br /> \n<br /> \nAssim, por curta ou longa que seja nossa exist&ecirc;ncia, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo.<br /> \n<br /> \nSermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida.<br /> \n<br /> \nPense Nisso<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 13.2.2015</em></div>

VÁ AO OESTE
27 Out 20183:44EP 1037

VÁ AO OESTE

<strong>&nbsp;V&aacute; ao Oeste</strong><br /> \n<br /> \nDurante o s&eacute;culo XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas dif&iacute;ceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a Am&eacute;rica do Norte, em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500.<br /> \nDescobriram essas terras ao Oeste de onde residiam, a milhas e milhas de dist&acirc;ncia.<br /> \nTempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mais ao Oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim tamb&eacute;m foi com Cabral.<br /> \nNo Brasil, a incumb&ecirc;ncia de ir em busca do Oeste do territ&oacute;rio coube aos bandeirantes.<br /> \nEm nenhum momento essas empreitadas foram f&aacute;ceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras ao Oeste foi um marco de supera&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria humana.<br /> \nProcuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua supera&ccedil;&atilde;o. No in&iacute;cio, sofrem muitas derrotas, s&atilde;o quedas in&uacute;meras e muitas frustra&ccedil;&otilde;es, mas, em seguida, conseguem alcan&ccedil;ar o seu Oeste.<br /> \n&Eacute; o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses s&atilde;o apenas alguns exemplos de supera&ccedil;&atilde;o desses atletas.<br /> \nPara chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedica&ccedil;&atilde;o, persist&ecirc;ncia e outros adjetivos foram necess&aacute;rios para que a meta tra&ccedil;ada por eles fosse alcan&ccedil;ada. Eles conseguiram conquistar o seu Oeste.<br /> \nUm Oeste que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil de ser alcan&ccedil;ado, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel.<br /> \nE para n&oacute;s, onde est&aacute; o nosso Oeste? Temos um a buscar?<br /> \nSeria a busca de um melhor sal&aacute;rio? De uma fam&iacute;lia perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao m&aacute;ximo?<br /> \nNosso Oeste est&aacute; t&atilde;o distante como estava para Colombo e Cabral? &Eacute; algo mais f&aacute;cil ou mais dif&iacute;cil de ser alcan&ccedil;ado?<br /> \nMuitas s&atilde;o as perguntas, e v&aacute;rias s&atilde;o as respostas. Cada um de n&oacute;s tem a sua, cada um tem o seu Oeste a buscar.<br /> \nResta saber agora se essa busca &eacute; uma busca nobre, uma busca que nos far&aacute; permanecer no caminho do bem.<br /> \n* * *<br /> \nReflitamos bem qual Oeste estamos buscando.<br /> \nSe estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, &oacute;timo, sigamos em frente.<br /> \nNo entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais &agrave; frente enxergaremos um c&eacute;u cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota.<br /> \nOs desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram v&aacute;rias tempestades e souberam contorn&aacute;-las, tiveram que mudar a sua rota, mas n&atilde;o o seu destino.<br /> \nV&aacute;rios Oestes existem e podem ser alcan&ccedil;ados, mas apenas voc&ecirc; &eacute; o dono do seu destino.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 26.4.2014.</em></div>

VIOLENTAR-SE NÃO É VENCER
23 Out 20182:23EP 1036

VIOLENTAR-SE NÃO É VENCER

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>VIOLENTAR-SE N&Atilde;O &Eacute; VENCER<br /> \n<br /> \nCertas passagens da vida t&ecirc;m o poder de nos desgostar de tal forma que somos levados, ao menos por algum tempo, a medir todas as pessoas e acontecimentos por aquela desilus&atilde;o.<br /> \n<br /> \nE a maneira que &agrave;s vezes encontramos de nos prevenir de novas decep&ccedil;&otilde;es &eacute; nos convencermos de que o mundo &eacute; um lugar horr&iacute;vel, e todas as pessoas, sem exce&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o malvadas e mal-intencionadas. <br /> \n<br /> \nAssumimos, ent&atilde;o, uma atitude defensiva. Paramos de mostrar os dentes e fechamos a cara. Se algu&eacute;m amea&ccedil;a despertar em n&oacute;s alguma emo&ccedil;&atilde;o positiva, j&aacute; lembramos o tombo do passado e endurecemos o cora&ccedil;&atilde;o. Nem adianta tentar: ningu&eacute;m mais vai nos fazer de bobos.<br /> \n<br /> \nFicamos convencidos de que, ao nos fecharmos dessa forma, sufocando nossos melhores sentimentos, colocamo-nos a salvo do mal e derrotamos, num duelo imagin&aacute;rio, o mundo cruel.<br /> \n<br /> \nMas ser&aacute; que nos podemos considerar vitoriosos, quando nos permitimos transformar em coisa semelhante &agrave;quilo que nos desgosta e decepciona?<br /> \n<br /> \nSer&aacute; que podemos nos considerar vitoriosos, quando permitimos que as decep&ccedil;&otilde;es sofridas nos encham a alma de amargura e arrasem nossa f&eacute; no semelhante e na vida?<br /> \n<br /> \nOu o vencedor, na verdade, ser&aacute; o mundo cruel que tanto condenamos, quando nos curva a espinha, converte-nos em seus aliados e sufoca aquilo que temos de mais humano?<br /> \n<br /> \nQue tenhamos, neste novo dia, discernimento para identificar o perigo e dele nos proteger.<br /> \n<br /> \nMas que n&atilde;o nos tornemos descrentes e amargos na tentativa de fugir ao sofrimento: seria como saborear uma vit&oacute;ria falsa, in&uacute;til e sem sentido. <br /> \n<br /> \nPois n&atilde;o existe vit&oacute;ria sem felicidade. <br /> \n<br /> \nE a verdade &eacute; que ningu&eacute;m pode ser feliz neste mundo quando perde a esperan&ccedil;a...<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 21.08.2013.<br /> \n</span><br />

ONDE MORA A PAZ
20 Out 20184:20EP 1035

ONDE MORA A PAZ

&nbsp;<strong>ONDE MORA A PAZ</strong><br /> \n<br /> \n<span style=''font-size: small;''>Pedro mora pr&oacute;ximo &agrave; Rua 13 de junho h&aacute; 15 anos.<br /> \nNos &uacute;ltimos tempos, est&aacute; &agrave; beira de um ataque de nervos, pois n&atilde;o consegue mais suportar o barulho ininterrupto dos carros.<br /> \nEle tem algumas escolhas: trabalhar pelo fechamento da avenida - ao menos &agrave; noite;<br /> \npela modifica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o de polui&ccedil;&atilde;o sonora ou uso de autom&oacute;veis;<br /> \nou ainda, mudar-se.<br /> \n&Eacute; importante, por&eacute;m, comentar tamb&eacute;m sobre seu vizinho, Bernardo. Bernardo vive ao lado de Pedro, tamb&eacute;m de frente para a Rua 23 de Maio.<br /> \nPerguntado a ele o que achava de viver naquele apartamento, a resposta foi surpreendente.<br /> \nRevelou que adora viver ali. Ele acha linda a vista que tem do apartamento. Disse que pode ver o maravilhoso nascer do sol de sua janela.<br /> \nAdora observar a cidade. Perceber os habitantes caminhando ou em seus carros, e os resistentes passarinhos que aprenderam a viver com a civiliza&ccedil;&atilde;o.<br /> \nNuma conversa entre os dois, Pedro n&atilde;o aguentou, e questionou: Mas e o barulho? Voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda com toda esta barulheira que n&atilde;o tem fim?!<br /> \nBernardo respondeu: Olhe, fico t&atilde;o concentrado nos meus afazeres, que eu nem percebo o barulho.<br /> \nPedro n&atilde;o podia acreditar. Achou, por um instante, que o vizinho tinha problemas auditivos, e falando bem baixo, tentou descobrir se ele era surdo.<br /> \nMas n&atilde;o era. Ouvia muito bem.<br /> \nComo explicar isso? Ele ouvia muito bem e n&atilde;o se incomodava com o barulho?<br /> \nE &agrave; noite? - perguntou ainda Pedro, indignado - Como voc&ecirc; faz para dormir?<br /> \nVou ser bem sincero, caro amigo - respondeu Bernardo - &agrave; noite, ao deitar, sinto-me t&atilde;o feliz com o dia vivido e com as coisas que tenho feito, que tamb&eacute;m n&atilde;o me incomodo com barulho algum.<br /> \nPedro p&ocirc;de ver sinceridade e pureza nos olhos e nas palavras do cont&eacute;rmino morador.<br /> \nNaquele momento ele percebeu a raz&atilde;o de se incomodar tanto com aquelas coisas: ele n&atilde;o era feliz com o dia que tinha, e nem com as coisas que fazia.<br /> \n* * *<br /> \nUm outro personagem tamb&eacute;m ilustra bem a reflex&atilde;o proposta:<br /> \nTrata-se de Daniel. Jovem, de fam&iacute;lia abastada, casado, e morador de um condom&iacute;nio fechado.<br /> \nDaniel foi presenteado por seus pais com uma casa no litoral. Ficou, a princ&iacute;pio, muito animado com a mudan&ccedil;a.<br /> \nAfinal, haveria lugar mais tranq&uuml;ilo e pac&iacute;fico do que pr&oacute;ximo ao mar?<br /> \nOs dias passaram, e ele percebeu, pouco a pouco, que n&atilde;o seria capaz de suportar aquele estilo de vida.<br /> \nAquele barulho constante de ondas quebrando;<br /> \ngaivotas gritando logo cedo;<br /> \naquela umidade de maresia;<br /> \na areia que insistia em acompanh&aacute;-lo em seu carro e em sua casa.<br /> \nDaniel entrou em crise. Variava entre estados de irrita&ccedil;&atilde;o e depress&atilde;o. Come&ccedil;ou a tomar rem&eacute;dios, e decidiu: iria se mudar dali.<br /> \n* * *<br /> \nOnde mora a paz?<br /> \nSer&aacute; que a paz est&aacute; na aus&ecirc;ncia de ru&iacute;dos externos?<br /> \nSer&aacute; que para dormir em paz precisamos apenas de sil&ecirc;ncio?<br /> \nA paz tem moradia em nosso &iacute;ntimo, e enquanto n&atilde;o formos felizes com nossos dias, com as coisas que fazemos, n&atilde;o a encontraremos.<br /> \nN&atilde;o basta mudar deste para aquele local. Faz-se necess&aacute;rio mudar-se na intimidade.<br /> \nDeixar para tr&aacute;s o lar das atividades f&uacute;teis, das conquistas passageiras, e fixar morada na casinha aconchegante da alegria de viver, do amor &agrave; fam&iacute;lia, do prazer de servir.<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 30.03.2015.</span><br />

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