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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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ISSO SIM SE CHAMA AMOR
18 Jan 20193:33EP 1081

ISSO SIM SE CHAMA AMOR

<strong>&nbsp;Isso se chama amor...&ndash; texto integral</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no sil&ecirc;ncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.<br /> \nIsso se chama ventura.<br /> \nH&aacute; algo em voc&ecirc; que transparece num olhar, como estrela no c&eacute;u atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como can&ccedil;&atilde;o tocada na harpa dos ventos.<br /> \nIsso se chama ternura...<br /> \nSem olhar, voc&ecirc; me percebe; sem falar, voc&ecirc; me diz; sem me tocar, voc&ecirc; me abra&ccedil;a...<br /> \nIsso se chama sensibilidade.<br /> \nQuando me perco em labirintos escuros, voc&ecirc; me mostra o caminho de volta...<br /> \nQuando exponho meus tantos defeitos, voc&ecirc; faz de conta que n&atilde;o nota...<br /> \nSe enlouque&ccedil;o, voc&ecirc; me devolve a raz&atilde;o...<br /> \nIsso se chama compaix&atilde;o.<br /> \nNos dias em que as horas passam lentas, sem gra&ccedil;a e sem luz, nos seus bra&ccedil;os eu encontro alento.<br /> \nQuando os dias alegres de ver&atilde;o partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o ch&atilde;o com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus bra&ccedil;os encontro harmonia.<br /> \nIsso se chama aconchego.<br /> \nQuando voc&ecirc; est&aacute; longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.<br /> \nNas noites sem estrelas, quando a escurid&atilde;o envolve tudo em seu manto negro, voc&ecirc; me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas car&iacute;cias de luz...<br /> \nIsso se chama esperan&ccedil;a.<br /> \nQuando as mar&eacute;s dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas for&ccedil;as, em seus bra&ccedil;os encontro reconforto.<br /> \nSe as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presen&ccedil;a me traz tranquilidade.<br /> \nVoc&ecirc; &eacute; um raio de sol, nos dias escuros...<br /> \n&Eacute; ave graciosa que enfeita a amplid&atilde;o azul...<br /> \nVoc&ecirc; &eacute; alma e &eacute; cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \n&Eacute; poema e &eacute; can&ccedil;&atilde;o...<br /> \n&Eacute; ternura e dedica&ccedil;&atilde;o...<br /> \nNada imp&otilde;e, tudo compreende, tudo perdoa...<br /> \nSua companhia &eacute; doce melodia, &eacute; convite a viver...<br /> \n... E tudo isso se chama amor!<br /> \nSurge depois que as nuvens ilus&oacute;rias da paix&atilde;o se desvanecem.<br /> \nQue a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem m&aacute;scaras...<br /> \nEnfim, o amor &eacute; esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um bot&atilde;o, ao mais sutil beijo do sol...<br /> \nIsso, sim, se chama amor...<br />

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR
17 Jan 20194:08EP 1080

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>FUI AJUDA-LO A CHORAR<br /> \n<br /> \nComo anda seu envolvimento com as outras pessoas?<br /> \nVoc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m &agrave; sua volta que precisa de ajuda?<br /> \nOu voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las, ou pelo menos n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o?<br /> \nH&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era: A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros.<br /> \nO vencedor foi um menino cujo vizinho &ndash; um senhor de mais de oitenta anos &ndash; acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.<br /> \nQuando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.<br /> \nNada. &ndash; Disse o menino &ndash; Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter do&iacute;do muito. Eu fui apenas ajud&aacute;-lo a chorar.<br /> \n* * *<br /> \nA pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos.<br /> \nGeralmente costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes, ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar.<br /> \nPara muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos, e que os outros s&atilde;o menos importantes.<br /> \nPara outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravesse.<br /> \nNossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com voc&ecirc;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> \nMuitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.<br /> \nOutras vezes, mais importante que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m.<br /> \nN&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os, para conseguir ajudar.<br /> \nOs verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que t&ecirc;m, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.<br /> \nVoc&ecirc; sabia?<br /> \nVoc&ecirc; sabia que n&atilde;o precisamos dizer Meus p&ecirc;sames, &agrave;s pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?<br /> \nO dicion&aacute;rio nos diz que a palavra p&ecirc;sames, significa pesar pelo falecimento ou infort&uacute;nio de algu&eacute;m. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, j&aacute; que aprendemos a compreender a morte, n&atilde;o como um desastre, um infort&uacute;nio, e sim uma passagem, uma mudan&ccedil;a na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se<br /> \npreocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo<br /> \nCoelho, ed. Globo.<br /> \nEm 25.10.2013.<br /> \n</em></div> \n</span><br />

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO
16 Jan 20196:43EP 1079

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO

<strong>&nbsp;A vida: coragem, beleza, magia e romantismo.</strong><br /> \n<br /> \n&ldquo;A vida &eacute; assim: esquenta e esfria, aperta e da&iacute; afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente &eacute; coragem.&rdquo;<br /> \n<br /> \nCom essa pequena cita&ccedil;&atilde;o de um dos maiores cl&aacute;ssicos da literatura brasileira; Grande Sert&atilde;o Veredas de Guimar&atilde;es Rosa, damos in&iacute;cio com a mensagem do Pense Nisso de hoje.<br /> \n<br /> \nSempre me pego pensando sobre o sentido da vida. Pergunto-me se cumprimos um destino ou se fazemos o nosso pr&oacute;prio destino, se h&aacute; um sentido maior para tudo que fazemos ou se estamos apenas flutuando na brisa, se a vida vale &agrave; pena ou se &eacute; uma causa perdida. Estamos sempre com pressa, correndo aqui e acol&aacute;, em tentativas desesperadas de encontrar um lugar para nos encaixar, de sermos mais amados, de prolongar os instantes de eternidade que escoam pelas nossas m&atilde;os.<br /> \nA complexidade da vida n&atilde;o permite que consigamos defini-la em um &uacute;nico sentido, j&aacute; que somos prec&aacute;rios e finitos, de tal modo que nunca conseguiremos ter a totalidade do que a define. Assim como, nunca estivemos do outro lado para saber o que de fato na espera. Dessa maneira, a &uacute;nica certeza que possu&iacute;mos &eacute; que estamos vivos e que enquanto estamos vivos, devemos impor &agrave; vida, que por ora possu&iacute;mos, a grandeza que ela necessita.<br /> \n<br /> \nSe devemos ter uma vida grandiosa, consequentemente, algo, a meu ver, n&oacute;s podemos concluir: a vida n&atilde;o &eacute; uma causa perdida. Por mais que na maior parte do tempo encontremos um mundo duro e seco, que vai aos poucos minando o nosso interesse e, sobretudo, a nossa capacidade de sentir; a vida est&aacute; cheia de belezas e magia. O grande problema &eacute; que estamos sempre ocupados demais para perceber as alegrias que a vida nos proporciona. Possu&iacute;mos uma cegueira seletiva, a qual n&atilde;o nos permite enxergar o que &eacute; essencial na vida.<br /> \n<br /> \nAs nossas vidas burocr&aacute;ticas e automatizadas retiram a sensibilidade e a poesia que possibilitam o olhar l&uacute;dico sobre as coisas e que nos permite reparar nos pequenos prazeres da vida, os quais escondem a verdadeira beleza e felicidades que esta possui. Por que uma crian&ccedil;a fica encantada com a chuva, com uma flor ou com um p&aacute;ssaro? Por que as crian&ccedil;as se divertem fazendo desenhos ou comendo um biscoito? Porque em tudo isso h&aacute; beleza, no entanto, conforme vamos &ldquo;crescendo&rdquo;, vamos deixando a crian&ccedil;a que h&aacute; em n&oacute;s morrer e, assim, deixamos de enxergar o mundo de forma po&eacute;tica, isto &eacute;, com o cora&ccedil;&atilde;o, para t&atilde;o somente v&ecirc;-lo com os olhos. &Eacute; por esse motivo que Saint-Exup&eacute;ry dedicou &ldquo;O Pequeno Pr&iacute;ncipe&rdquo; &agrave; crian&ccedil;a que seu amigo L&eacute;on Werth foi um dia, j&aacute; que para enxergar o que h&aacute; de belo no mundo, deve-se necessariamente se olhar com o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nAt&eacute; mesmo para aqueles que somos gestores, e vivemos o competetivo mundo corporativo, devemos colocar o encantamento, a paix&atilde;o, o romantismo para que de fato, consigamos melhores resultados financeiros.<br /> \nO olhar po&eacute;tico n&atilde;o torna o mundo mais belo por ser mais ing&ecirc;nuo, e sim por ser mais l&uacute;cido, uma vez que percebe todas as tristezas que retiram nossa pot&ecirc;ncia e nossa vontade de viver, bem como, enxerga as verdadeiras belezas da vida, desvinculadas das mentiras disfar&ccedil;adas de felicidade que n&oacute;s adultos compramos para preencher o nosso vazio. Sendo assim, &eacute; preciso coragem para ser crian&ccedil;a e explorar a vida, com curiosidade para descobrir o que ela esconde, permitindo-se estar sem a padroniza&ccedil;&atilde;o da vida adulta, apenas brincando de forma distra&iacute;da, j&aacute; que como bem atenta Guimar&atilde;es Rosa: &ldquo;Alegria s&oacute; em raros momentos de distra&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br /> \n<br /> \nAt&eacute; que o ciclo se encerre e os sinos toquem, a vida &eacute; como uma noite fria puxando o nosso cobertor, cheia de dor e pen&uacute;ria. &Eacute; o abismo que olha profundamente nossos olhos numa tentativa de sedu&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tristeza, porque h&aacute; tanto para se fazer em apenas uma vida. Todavia, a vida &eacute; tamb&eacute;m um desafio que est&aacute; repleto de alegria. &Eacute; a aurora que vem sobre as colinas toda manh&atilde;, &eacute; o canto dos p&aacute;ssaros, &eacute; o cheiro da chuva, &eacute; a conversa gostosa, &eacute; o abra&ccedil;o apertado, &eacute; o riso demorado. At&eacute; a morte a vida pode n&atilde;o ter um sentido maior, mas ela n&atilde;o &eacute; uma causa perdida, porque o que &eacute; essencial est&aacute; a nossa espera em raros momentos de distra&ccedil;&atilde;o se estivermos atentos observando com os olhos po&eacute;ticos do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nAt&eacute; que o ciclo se encerre e os sinos toquem ou at&eacute; a morte, a vida &eacute; cheia de momentos tristes, de perdas e derrotas que nos levam para o fundo do po&ccedil;o, que tornam nosso cora&ccedil;&atilde;o t&atilde;o seco e quebradi&ccedil;o que perdemos a capacidade de sentir. Mas &eacute; tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia maravilhosa, repleta de momentos de felicidades que representam a eternidade que possu&iacute;mos. At&eacute; a morte a vida &eacute; sinuosa e complexa, sem qualquer manual de instru&ccedil;&atilde;o, mas, como dito, para quem sabe prestar aten&ccedil;&atilde;o, ela est&aacute; repleta de alegria e &eacute; isso que a torna bela e grande. Assim, a grandeza da vida consiste em ter a coragem de nunca deixar a crian&ccedil;a que existe em n&oacute;s morrer para que sempre consigamos ter poesia nos olhos e enxergar as felicidades, pois lembrando mais uma vez Guimar&atilde;es Rosa:<br /> \n<br /> \n&ldquo;<em>A vida &eacute; assim: esquenta e esfria, aperta e da&iacute; afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente &eacute; coragem</em>.&rdquo;<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o do livro <br /> \n&ldquo;Grande Sert&atilde;o: Veredas&rdquo; de Guimar&atilde;es Rosa<br /> \nBase no artigo de Erick Mor&atilde;es<br /> \n&ldquo;A Vida precisa &eacute; de Coragem&rdquo;.<br /> \nEm 29/07/2016</em></div>

ANTE OS DEFICIENTES
14 Jan 20194:06EP 1077

ANTE OS DEFICIENTES

<span style=''font-size: small;''>ANTE OS DEFICIENTES<br /> \n<br /> \nH&aacute; algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lan&ccedil;ou seu filho Ivano, um beb&ecirc; deformado, de uma ponte do rio Tibre.<br /> \nMeu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude.<br /> \nNuma pesquisa de opini&atilde;o, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasi&atilde;o, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o dos at&iacute;picos, porque pensam que a vida na Terra n&atilde;o &eacute; feita para sofrer.<br /> \nEm 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele n&atilde;o tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.<br /> \nSeus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.<br /> \nAt&eacute; os vinte e cinco anos de idade, ele n&atilde;o tinha mais do que um metro de altura e andava, gra&ccedil;as a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe.<br /> \nFrequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, gar&ccedil;om e rep&oacute;rter.<br /> \nAos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais.<br /> \nA opera&ccedil;&atilde;o foi gratuita. O m&eacute;dico lhe disse: Um dia, fa&ccedil;a alguma coisa por outros deficientes. Ent&atilde;o, a d&iacute;vida estar&aacute; quitada.<br /> \nCasado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma ind&uacute;stria de pe&ccedil;as de autom&oacute;veis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.<br /> \nO importante a salientar, em sua ind&uacute;stria, &eacute; que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes f&iacute;sicos ou mentais.<br /> \nTetrapl&eacute;gicos, em macas, usavam alguns dedos das m&atilde;os. Senhoras com defici&ecirc;ncia mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio &agrave; dignidade humana.<br /> \nEle escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: N&oacute;s poderemos vencer. A primeira p&aacute;gina &eacute; dedicada &agrave; sua m&atilde;e. A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra &eacute; feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.<br /> \nE a&iacute;, nos perguntamos: Ser&aacute; que o pequeno Ivano, lan&ccedil;ado ao Tibre, n&atilde;o teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?<br /> \nSer&aacute; que, se deixado viver, n&atilde;o teria mostrado ao mundo que o Esp&iacute;rito suplanta a mat&eacute;ria e a domina?<br /> \n* * *<br /> \nOs deficientes enviam recados &agrave; sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclama&ccedil;&otilde;es, acreditando no crescimento do hoje.<br /> \nRecados como este: est&atilde;o se preparando para assumir pap&eacute;is na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas n&atilde;o se fechem para eles.<br /> \nEst&atilde;o nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou s&atilde;o conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho.<br /> \nConseguiram confiar em si mesmos, e est&atilde;o dispostos a fazer duplo esfor&ccedil;o para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante.<br /> \nObservemos quantos exemplos de extraordin&aacute;ria supera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt.<br /> \n1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra<br /> \nvoam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.<br /> \nEm 17.9.2014.<br /> \n</em></div> \n</span><br />

DISCIPLINA
12 Jan 20193:03EP 1076

DISCIPLINA

<strong>&nbsp;Disciplina</strong><br /> \n<br /> \nMuitos de n&oacute;s, quando ouvimos falar em disciplina, logo imaginamos estruturas militares rigorosas, normas que amedrontam, ou algo assim.<br /> \nNo entanto, disciplina &eacute; &ldquo;a ordem que conv&eacute;m ao funcionamento regular de uma organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, observa&ccedil;&atilde;o de preceitos ou normas&rdquo;.<br /> \nNosso lar &eacute; a primeira organiza&ccedil;&atilde;o da qual fazemos parte, e &eacute; a&iacute;, portanto, que deve come&ccedil;ar a disciplina.<br /> \nSem d&uacute;vida, alguns de n&oacute;s damos aos filhos uma comodidade que resulta mais tarde em indisciplina.<br /> \nTalvez n&atilde;o o fa&ccedil;amos com essa inten&ccedil;&atilde;o, mas o resultado nos escapa e nos desagrada.<br /> \nMovidos pelo afeto, tantas vezes nos esquecemos de estabelecer normas que conv&ecirc;m ao bom funcionamento dessa organiza&ccedil;&atilde;o chamada de lar.<br /> \nEnvolvemos os pequeninos em cuidados e zelos, e &agrave;s vezes exageramos na dose, prejudicando a sua forma&ccedil;&atilde;o moral.<br /> \nAlguns de n&oacute;s criamos nossos filhos como se fossem pr&iacute;ncipes ou princesas, fazendo tudo por eles. Ensinandolhes que s&oacute; t&ecirc;m direitos, e nenhum dever.<br /> \nEm contrapartida, passamos a eles a id&eacute;ia de que n&oacute;s, pais, s&oacute; temos deveres e nenhum direito.<br /> \nSe chegamos em casa e vamos fazer nossa refei&ccedil;&atilde;o, e o pequeno solicita nossa aten&ccedil;&atilde;o, imediatamente largamos o prato e vamos atend&ecirc;lo.<br /> \nSe estamos ao telefone e ele fala conosco, deixamos de dar aten&ccedil;&atilde;o ao outro lado da linha para ouv&iacute;lo.<br /> \nEle tem o direito a falar quando quiser, no volume que achar conveniente.<br /> \nTem o direito a fazer suas refei&ccedil;&otilde;es tranq&uuml;ilamente, dormir a hora que desejar, jogar as roupas sujas onde quiser. Deixar seus brinquedos espalhados pela casa inteira. Algu&eacute;m far&aacute; tudo por ele.<br /> \nNossos filhos crescem. Envolvemse numa outra organiza&ccedil;&atilde;o a que chamamos sociedade, e a&iacute; come&ccedil;am os problemas.<br /> \nAqueles a quem ensinamos que s&oacute; tinham direitos, agora cobram da sociedade o mesmo tratamento que lhes foi dispensado dentro do lar, ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia.<br /> \nQuando saem no tr&acirc;nsito, querem que todos abram alas. Afinal eles querem passar.<br /> \nN&atilde;o se importam se ir&atilde;o obstruir os cruzamentos, nos sem&aacute;foros, impedindo a passagem dos outros, ou se ir&atilde;o atrapalhar em filas duplas. Afinal eles sempre tiveram a prefer&ecirc;ncia.<br /> \nQuando necessitam de algum processo junto aos &oacute;rg&atilde;os competentes, querem ser atendidos primeiro. Seus direitos v&ecirc;m sempre em antes.<br /> \n&Eacute; importante que reflitamos acerca de como tem sido o nosso comportamento diante dos filhos.<br /> \n&Eacute; importante estabelecer limites, que devem ser respeitados.<br /> \nImportante dar aos filhos responsabilidades desde a inf&acirc;ncia, como ajudar a manter a casa em ordem, respeitar os direitos dos demais membros da fam&iacute;lia, etc.<br /> \nE jamais devemos esquecer que o exemplo &eacute; a melhor forma de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nSe somos daqueles que acreditamos que a disciplina n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, observemos um ve&iacute;culo rodando sem freios, e poderemos ter uma ideia do que seja a falta de limites.<br /> \nPense nisso!<br /> \nSe queremos ver nossos direitos respeitados, comecemos por respeitar os dos outros.<br /> \nSe queremos um tr&acirc;nsito organizado, sejamos disciplinados, respeitando os direitos de todos os que circulam pelas ruas.<br /> \nSe todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obriga&ccedil;&otilde;es, teremos uma sociedade harmoniosa.<br /> \nPense nisso, mas pense agora!<br />

O TEMPO
11 Jan 20193:04EP 1075

O TEMPO

<strong>&nbsp;O Tempo</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nUm autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada.<br /> \nPreocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando:<br /> \nFujam todos, a ilha vai ser inundada.<br /> \nTodos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. S&oacute; o amor n&atilde;o teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda.<br /> \nPara a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com voc&ecirc;.<br /> \nAo que ela respondeu: N&atilde;o posso, meu barco est&aacute; cheio de ouro e prata e n&atilde;o tem lugar para voc&ecirc;.<br /> \nPassou ent&atilde;o a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com voc&ecirc;...<br /> \nSinto muito, mas voc&ecirc; vai sujar meu barco.<br /> \nEm seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com voc&ecirc;?<br /> \nAmor, estou t&atilde;o triste que prefiro ir sozinha.<br /> \nPassou a alegria, mas se encontrava t&atilde;o alegre que nem ouviu o amor chamar por ela.<br /> \nEnt&atilde;o passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse:<br /> \nSobe, amor, que eu te levo.<br /> \nO amor ficou t&atilde;o feliz, que at&eacute; se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.<br /> \nChegando ao morro alto, onde j&aacute; estavam os outros sentimentos, ele perguntou &agrave; sabedoria:<br /> \nDona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou?<br /> \nEla respondeu: O tempo.<br /> \nO tempo? Mas por que ele me trouxe aqui?<br /> \nPorque s&oacute; o tempo &eacute; capaz de ajudar e entender um grande amor.<br /> \n* * *<br /> \nDentre todos os dons que &eacute; concedido ao homem, o tempo tem lugar especial. &Eacute; ele que acalma as paix&otilde;es indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos.<br /> \n&Eacute; ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algod&atilde;o anestesiante nas chagas abertas.<br /> \n&Eacute; o tempo que nos permite amadurecer, atrav&eacute;s do exerc&iacute;cio sadio da reflex&atilde;o, adquirindo pondera&ccedil;&atilde;o e bom senso.<br /> \n&Eacute; o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paci&ecirc;ncia, quando o passo j&aacute; se faz mais lento.<br /> \n&Eacute; o tempo que confirma as grandes verdades e destr&oacute;i as falsidades, os valores ilus&oacute;rios.<br /> \nO tempo &eacute;, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz.<br /> \nE &eacute; o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doen&ccedil;a, a dificuldade, e permanece conosco para sempre.<br /> \n* * *<br /> \nNeste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo.<br /> \nH&aacute; o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir.<br /> \nH&aacute; o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de junt&aacute;-las.<br /> \nTempo de abra&ccedil;ar e de se afastar.<br /> \nH&aacute; tempo de calar e de falar. H&aacute; o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre &eacute; tempo de amar.<br /> \n<br />

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