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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A ROGATIVA DO CULPADO
9 Set 20193:46EP 1170

A ROGATIVA DO CULPADO

<strong>Rogativa do culpado</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nCaro amigo:<br /> \nDesejo pedir-te perd&atilde;o pelo mal que te fiz.<br /> \nInfelizmente, naquela ocasi&atilde;o, eu me encontrava infeliz, inimizado comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal - o que deveria e o que n&atilde;o me era l&iacute;cito fazer.<br /> \nReconhe&ccedil;o hoje que te magoei com a minha insol&ecirc;ncia e desequil&iacute;brio, proporcionando-te sofrimentos desnecess&aacute;rios.<br /> \nAprendi a li&ccedil;&atilde;o da dignidade, ap&oacute;s atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando expiar a culpa, tentando reabilitar-me atrav&eacute;s das boas a&ccedil;&otilde;es, a fim de encorajar-me a pedir-te perd&atilde;o.<br /> \nReconhe&ccedil;o que &eacute; mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua v&iacute;tima.<br /> \nQuando o ofendido supera a situa&ccedil;&atilde;o deplor&aacute;vel, ascende no rumo da ilumina&ccedil;&atilde;o, enquanto o seu advers&aacute;rio mergulha no abismo do desequil&iacute;brio, assinalado pela culpa de que n&atilde;o se consegue libertar.<br /> \nApiada-te, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da pr&oacute;pria inferioridade.<br /> \nSei que n&atilde;o te ser&aacute; f&aacute;cil compreender tudo quanto sinto e gostaria de dizer-te...<br /> \nSegue, portanto, a tua portentosa jornada, olhando para tr&aacute;s e distendendo a m&atilde;o para mim, em socorro, que me encontro na retaguarda.<br /> \nDesejo, por&eacute;m, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclus&atilde;o, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.<br /> \n* * *<br /> \nPedir perd&atilde;o &eacute; vencer uma grande batalha dentro de n&oacute;s.<br /> \nPedir perd&atilde;o &eacute; vencer o orgulho que sempre, atrav&eacute;s das eras, foi vencedor em nossa intimidade imperfeita e desequilibrada.<br /> \nPedir perd&atilde;o, de cora&ccedil;&atilde;o, o perd&atilde;o verdadeiro, &eacute; grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas.<br /> \nH&aacute; humildade em tal pedido, e tamb&eacute;m sabedoria.<br /> \nBaixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, por&eacute;m perfect&iacute;vel, mut&aacute;vel.<br /> \nSe ped&iacute;ssemos perd&atilde;o mais vezes, certamente ser&iacute;amos mais felizes.<br /> \nO pedido de perd&atilde;o verdadeiro faz-nos mais fortes, porque junto dele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de n&atilde;o mais errar.<br /> \nNo pedido de perd&atilde;o vem o desejo do bem ao outro - desejo exatamente oposto &agrave;quele que gerou toda situa&ccedil;&atilde;o desastrosa entre as suas almas.<br /> \nPor carregar tal aspira&ccedil;&atilde;o, representa grande vit&oacute;ria do bem contra o mal.<br /> \n* * *<br /> \nAo reconhecer nossos erros, n&atilde;o esque&ccedil;amos de pedir perd&atilde;o.<br /> \nProcuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, e que agora lhe desejamos bem, e n&atilde;o mal.<br /> \nN&atilde;o esperemos contrapartida. A vit&oacute;ria de quem sabe pedir perd&atilde;o est&aacute; dentro de si mesmo, e n&atilde;o depende de aceita&ccedil;&atilde;o da outra parte.<br /> \nReconhecer o erro; pedir perd&atilde;o; n&atilde;o errar mais; ressarcir a Lei - eis o caminho da felicidade.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 41, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, <br /> \nde Divaldo Pereira Franco, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, ed. Leal.<br /> \nEm 13.8.2013.</em></div>

O QUE VOCÊ É FALA MAIS ALTO
6 Set 20193:48EP 1169

O QUE VOCÊ É FALA MAIS ALTO

<strong>O QUE VOC&Ecirc; &Eacute; FALA MAIS ALTO.</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nEra uma tarde de domingo ensolarada, na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar minigolf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se &agrave; bilheteria e perguntou:<br /> \nQuanto custa a entrada?<br /> \nO bilheteiro respondeu prontamente:<br /> \nS&atilde;o tr&ecirc;s d&oacute;lares para o senhor e para qualquer crian&ccedil;a maior de seis anos.<br /> \nA entrada &eacute; gr&aacute;tis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles t&ecirc;m?<br /> \nBobby informou que o menor tinha tr&ecirc;s anos e o maior, sete.<br /> \nO rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:<br /> \nO senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim?<br /> \nSe tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu n&atilde;o saberia reconhecer a diferen&ccedil;a. Poderia ter economizado tr&ecirc;s d&oacute;lares.<br /> \nO pai, sem se perturbar, disse: Sim, voc&ecirc; talvez n&atilde;o notasse a diferen&ccedil;a, mas as crian&ccedil;as saberiam que n&atilde;o &eacute; essa a verdade.<br /> \n* * *<br /> \nSem a consci&ecirc;ncia que Bobby tinha da import&acirc;ncia de sermos verdadeiros em todas as situa&ccedil;&otilde;es do cotidiano, muitos de n&oacute;s apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos.<br /> \nTantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdi&ccedil;amos o tesouro do ensinamento nobre e justo.<br /> \nDesconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco.<br /> \nNesses dias de tanta corrup&ccedil;&atilde;o e desconsidera&ccedil;&atilde;o para com o ser humano, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos.<br /> \n&Agrave;s vezes, n&atilde;o s&oacute; mentimos ou falamos meias-verdades, como tamb&eacute;m pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades.<br /> \nAgindo assim, estaremos contribuindo para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade moralmente enferma desde hoje.<br /> \nAdemais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda.<br /> \nPensamos que pequenas mentiras n&atilde;o far&atilde;o diferen&ccedil;a, na forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter dos pequenos, mas isso &eacute; mera ilus&atilde;o, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos est&atilde;o sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crian&ccedil;as que nos rodeiam.<br /> \nDa&iacute; a import&acirc;ncia da autoridade moral, t&atilde;o esquecida e ao mesmo tempo t&atilde;o necess&aacute;ria, na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa e digna.<br /> \nE autoridade moral n&atilde;o quer dizer autoritarismo. Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo pr&oacute;prio exemplo, sem perturba&ccedil;&atilde;o.<br /> \nA verdadeira autoridade pertence a quem j&aacute; conquistou a si mesmo, domando as m&aacute;s inclina&ccedil;&otilde;es e vivendo segundo as regras de bem proceder.<br /> \nDessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz m&eacute;todo de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nSejamos, assim, cartas vivas de li&ccedil;&otilde;es nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco.<br /> \n* * *<br /> \nDiz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> \nEm tempos de desafios e lutas, quando a &eacute;tica e a moral s&atilde;o mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem voc&ecirc; trabalha ou convive.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> \nEm 05.8.2014.<br /> \n<br />

A VIDA DEPOIS DOS 50
3 Set 20193:25EP 1167

A VIDA DEPOIS DOS 50

<strong>&nbsp;A Vida Depois dos 50 </strong><br /> \n<br /> \nQuando ultrapassamos a barreira dos 50 anos, se tem a consci&ecirc;ncia que indubitavelmente, temos mais passado que futuro. Mas que isso n&atilde;o se transforme em neurose desfreada, ou pelo menos, que essa neurose seja trat&aacute;vel.<br /> \nCompletar 50 anos de vida &eacute; um privil&eacute;gio.<br /> \nAo chegarmos nesta idade &eacute; certo que perdemos algumas coisas, mas ganhamos outras tantas.<br /> \nPerdemos cabelos; ganhamos discernimento e nos tornamos mais condescendentes com os outros.<br /> \nPerdemos massa muscular; ganhamos vitalidade emocional.<br /> \nPerdemos um pouco da vis&atilde;o f&iacute;sica; e adquirimos uma vis&atilde;o mais clara do que realmente &eacute; importante na vida.<br /> \nA partir dos 50 anos de idade, ganhamos alguns quilos, e perdemos a vergonha de dizer &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> \nAo passar dos anos, ganhamos, perdemos, descartamos, e depois do cinquenta, nos reciclamos.<br /> \nFazendo um balan&ccedil;o geral e minucioso, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que perder ou ganhar, n&atilde;o &eacute; o cerne da quest&atilde;o. O que de fato importa, &eacute; o que podemos passar de bom para os nossos filhos, amigos e a todos os companheiros de jornada.<br /> \nQue possamos cantar a can&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, a palavra que enleva e consola. E quando n&atilde;o temos a palavra certa, que o nosso silencio se torne verbo de solidariedade para com a dor dos nossos semelhantes.<br /> \n&Eacute; preciso tocar mais a harpa da ternura, e menos o tambor da guerra.<br /> \nQue culpemos menos as pessoas pelas nossas dores, e que compartilhemos mais as nossas alegrias.<br /> \nQue sejamos mais gratos pelo amor que recebemos, e menos rancorosos pelas maledic&ecirc;ncias recebidas.<br /> \nSim, ao longo dos 50 anos acumulamos tristezas, magoas, raiva e decep&ccedil;&otilde;es. Mas, &eacute; preciso enfrentar os nossos dem&ocirc;nios para crescer e encarar a vida como ela &eacute;. E que, de nada adiantar&aacute; se jogar nos cantos e lamentar. O jeito &eacute; tentar ser feliz e escrever uma nova hist&oacute;ria da nossa vida. As prova&ccedil;&otilde;es nos amadurecem e acabamos por enxergar algo de bom...de positivo, que estava escondido. A cada dia uma nova experi&ecirc;ncia, uma nova hist&oacute;ria, sempre foi assim e sempre ser&aacute;.<br /> \nEnfim, que tenhamos os anos de vida que precisamos. Por&eacute;m, sempre com m&uacute;sica no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nQue os cinquenta anos de vida sejam de uma feliz idade... e que tenhamos os anos de vida que precisamos.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nas experi&ecirc;ncias do <br /> \nAutor deste texto. <br /> \nEm 11.05.2017.</em></div> \n<br />

TRANSITORIEDADE
26 Ago 20194:20EP 1165

TRANSITORIEDADE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>TRANSITORIEDADE<br /> \n<br /> \nEm face das preocupa&ccedil;&otilde;es que te ocupam a tela mental, levando-te a inquieta&ccedil;&otilde;es desnecess&aacute;rias, seria v&aacute;lido que fizesses uma avalia&ccedil;&atilde;o em torno de teu comportamento.<br /> \nConvidamos a uma r&aacute;pida an&aacute;lise de fatos ocorridos em tua exist&ecirc;ncia.<br /> \nRetorna, psiquicamente, h&aacute; apenas cinco anos, no teu passado recente e procura recordar as afli&ccedil;&otilde;es que ent&atilde;o te maceravam a alma.<br /> \nEnfermidades que te minavam o organismo, amea&ccedil;ando-te a exist&ecirc;ncia f&iacute;sica; problemas de sentimento emocional que te entristeciam; solid&atilde;o amarga em que te refugiavas; incertezas no trabalho que te oferecia recursos para uma vida honrada; expectativa em torno de metas que pareciam tardar; abandono de amigos que se apresentavam como irm&atilde;os...<br /> \nMudemos a t&ocirc;nica das lembran&ccedil;as.<br /> \nTalvez estivesses cercado pela ternura de afetos que te afirmavam ser de natureza eterna; possu&iacute;as sa&uacute;de e equil&iacute;brio org&acirc;nico invej&aacute;veis; quem sabe tivessesmotiva&ccedil;&otilde;es emocionais para avan&ccedil;ar; independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, seguran&ccedil;a no trabalho, bem-estar social e harmonia dom&eacute;stica.<br /> \nCinco anos. Em apenas cinco anos, observa quantas mudan&ccedil;as ocorreram no tr&acirc;nsito das tuas horas.<br /> \nAs enfermidades amea&ccedil;adoras partiram, os males desapareceram, o trabalho se te afirmou ideal, novos amigos vieram ter contigo...<br /> \nSurgiram metas promissoras e n&atilde;o poderias supor, naquela ocasi&atilde;o que, em determinado momento futuro, te encontrarias fortalecido e alegre, considerando os problemas ent&atilde;o vigentes.<br /> \nCinco anos...<br /> \nProvavelmente, o afeto que acariciavas saiu do teu lado, deixando-te em afli&ccedil;&atilde;o; a sa&uacute;de bateu em retirada, os sentimentos ficaram em transtorno...<br /> \nO ganha-p&atilde;o tornou-se-te lugar de sofrimento; os recursos de que dispunhas mudaram de m&atilde;os; a conviv&ecirc;ncia social modificou-se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas...<br /> \nE ainda, o lar, que parecia t&atilde;o bem estruturado, encontra-se em frangalhos...<br /> \nEssas ocorr&ecirc;ncias tiveram lugar em somente sessenta meses!<br /> \n* * *<br /> \nA exist&ecirc;ncia humana &eacute; transit&oacute;ria e cheia de surpresas.<br /> \nO que parece duradouro, torna-se de r&aacute;pida perman&ecirc;ncia.<br /> \nA seguran&ccedil;a diminui ou a intranquilidade asserena-se.<br /> \nTudo est&aacute; em constante modifica&ccedil;&atilde;o.<br /> \nO importante &eacute; saber como conduzir-se nas m&uacute;ltiplas etapas em que a vida se manifesta.<br /> \nNingu&eacute;m se encontra, na Terra, em regime de exce&ccedil;&atilde;o, portanto, sem ocorr&ecirc;ncias inesperadas, tanto boas quanto m&aacute;s, alegres quanto aflitivas.<br /> \nSendo um planeta de prova&ccedil;&otilde;es e de expia&ccedil;&otilde;es, a transitoriedade &eacute; a sua marca.<br /> \nO que &eacute; muito bom, porque, da mesma forma que as quest&otilde;es gentis e felizes alteram-se, tamb&eacute;m aquelas de natureza destrutiva, angustiante, cedem lugar a outras mais amenas e confortadoras.<br /> \nN&atilde;o fosse assim, e ningu&eacute;m suportaria a presen&ccedil;a do sofrimento sem consolo, nem esperan&ccedil;a.<br /> \nDesse modo, nunca te permitas perturbar por acontecimentos que fazem parte do teu curr&iacute;culo evolutivo, j&aacute; que tudo ocorre de acordo com a programa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica mais &uacute;til &agrave; tua liberta&ccedil;&atilde;o espiritual.<br /> \nNos momentos bons, carreguemos as for&ccedil;as, o &acirc;nimo. Nos momentos pesarosos, aprendamos, reflitamos e, em todos eles, continuemos crescendo para uma sociedade mais justa e fraterna.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \nConvido voc&ecirc;, f&atilde; da Centro Am&eacute;rica FM, acessar o nosso site. L&aacute; voc&ecirc; encontra esse e muitos outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> \n<br /> \n<br /> \n</span><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 28, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> \nEm 25.7.2015.</span></em><br />

IMPASSE
23 Ago 20196:58EP 1164

IMPASSE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;IMPASSE<br /> \n<br /> \nA Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> \n<br /> \nImagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> \nPosicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> \nA convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> \nSozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele. <br /> \nTemos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> \nEutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> \nDistan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> \nOrtotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> \nConversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> \n<br /> \nO inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> \nMas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> \nEstar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> \nEm seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> \n<br /> \nA diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> \nDe uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 01.8.2015.</em></div> \n</span><br />

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
22 Ago 20194:39EP 1163

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO DE UM S&Oacute;<br /> \n<br /> \nPor mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperan&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro est&aacute; disposto a oferecer retorno. Ou tentamos ent&atilde;o manter uma rela&ccedil;&atilde;o unilateral, que pende somente sobre nossas cabe&ccedil;as, ou tomamos f&ocirc;lego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> \nN&atilde;o &eacute; f&aacute;cil termos a no&ccedil;&atilde;o exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando j&aacute; fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto &agrave;s reais inten&ccedil;&otilde;es do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, al&eacute;m da conta, sem prestar aten&ccedil;&atilde;o no que o outro tem para dar.<br /> \nMuitas vezes, idealizamos um romance a&ccedil;ucarado, esperamos que o outro corresponda &agrave;quilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira pr&oacute;pria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro n&atilde;o corresponder&aacute; de forma fidedigna &agrave;s expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele n&atilde;o nos ama.<br /> \nNo entanto, quando prestamos a aten&ccedil;&atilde;o devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo constru&iacute;do, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> \nInfelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro est&aacute; se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as m&atilde;os pararam de se procurar, que o cora&ccedil;&atilde;o arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus h&aacute; muito j&aacute; se instalou. Ent&atilde;o, quando se d&atilde;o conta, o outro j&aacute; nem estava mais ali ao lado e tomou a decis&atilde;o de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde n&atilde;o fosse invis&iacute;vel. &Eacute; preciso se conscientizar de que a &uacute;nica coisa que o vazio nos devolve &eacute; o eco da nossa pr&oacute;pria e in&uacute;til insist&ecirc;ncia.<br /> \n&Eacute; assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, ap&oacute;s o sofrimento calado e solit&aacute;rio da &uacute;nica parte que se entregou por inteiro, em v&atilde;o, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decis&atilde;o de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa ess&ecirc;ncia, nada mais importar&aacute;, nada mais nos far&aacute; tentar de novo, porque o cansa&ccedil;o ent&atilde;o ter&aacute; varrido qualquer afetividade de dentro de n&oacute;s. J&aacute; n&atilde;o estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega in&uacute;til.<br /> \nFelizmente, seguiremos prontos para recome&ccedil;ar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. <br /> \n***<br /> \nMas, para que esse amor n&atilde;o seja um relacionamento de um s&oacute;, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observa&ccedil;&otilde;es, nas respostas &agrave;s perguntas mais simples que conseguimos alimentar a rela&ccedil;&atilde;o com demonstra&ccedil;&otilde;es de generosidade e de amor.<br /> \nComo um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> \nFrente &agrave; resposta r&iacute;spida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> \nSubstituamos o julgamento severo e r&iacute;gido, muitas vezes j&aacute; desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> \nPensemos nesses detalhes.<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 21.9.2016.</em></div> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n</span><br />

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