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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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AMOR SENTIMENTAL
25 Jul 20204:36EP 1298

AMOR SENTIMENTAL

Quantas vezes voc&ecirc; mulher, olhou para o seu companheiro e n&atilde;o se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; rom&acirc;ntico, seguro, observador...<br /> \n<br /> \nE voc&ecirc; marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com rela&ccedil;&atilde;o a sua esposa. Ah se ela fosse mais magra ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente. Tal como a personagem do filme.<br /> \nFantasias. Devaneios.Utopias.<br /> \n<br /> \nA atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior gl&oacute;ria: Gilda.<br /> \n<br /> \nDali em diante foi sempre dif&iacute;cil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> \n<br /> \nPor isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> \n<br /> \nOs homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> \n<br /> \nO que a famosa atriz queria dizer &eacute; que os homens n&atilde;o conseguiam v&ecirc;-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> \n<br /> \nIsso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. &Eacute; o amor que s&oacute; &eacute; experimentado em fantasia e n&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es concretas com a pessoa, que &eacute; real.<br /> \n<br /> \nAssim, homens e mulheres, que n&atilde;o se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfa&ccedil;&atilde;o no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e can&ccedil;&otilde;es de amor.<br /> \n<br /> \nComovem-se at&eacute; &agrave;s l&aacute;grimas quando participam da feliz ou infeliz hist&oacute;ria de amor do casal, na tela, como se fosse a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria.<br /> \n<br /> \nAs mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude rom&acirc;ntica e nada recebem, escolhem como seu ideal o gal&atilde; da telenovela da atualidade.<br /> \n<br /> \nSim, aquele &eacute; um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar &agrave; companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> \n<br /> \nAssim tamb&eacute;m o homem que v&ecirc; no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> \n<br /> \nVibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna &agrave; sua vida real, se torna frio.<br /> \n<br /> \nNo entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, n&atilde;o em receber.<br /> \n<br /> \nE o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar n&atilde;o est&aacute; nas coisas materiais, est&aacute; em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> \n<br /> \nDar da sua alegria, da sua compreens&atilde;o, da sua aten&ccedil;&atilde;o, da sua tristeza, enfim, de todas as express&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es daquilo que vive em si.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nDiferentemente do amor &ndash;paix&atilde;o, o amor sublime &eacute; de ess&ecirc;ncia divina. Todos os homens, do primeiro ao &uacute;ltimo, t&ecirc;m, no fundo do cora&ccedil;&atilde;o, a centelha desse fogo sagrado.<br /> \n<br /> \nO amor &eacute; o mais elevado dos sentimentos. &Eacute; esse sol interior que re&uacute;ne em seu ardente foco todas as aspira&ccedil;&otilde;es sobre-humanas.<br /> \n<br /> \nQuem ama encontra, todos os dias, raz&otilde;es para a pr&oacute;pria felicidade que &eacute;, em s&iacute;ntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> \nPense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 06.7.2012.

AJUDANDO A CHORAR
23 Jul 20203:28EP 1297

AJUDANDO A CHORAR

AJUDANDO A CHORAR<br /> \n<br /> \nComo anda seu envolvimento com as outras pessoas? Voc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m a sua volta que precisa de ajuda? Ou voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; conseguem se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las ou, pelo menos, n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o? <br /> \n<br /> \nH&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. <br /> \n<br /> \nFoi vivida pelo autor, Leo Buscaglia, quando certa vez foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era &quot;A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros&quot;. O vencedor foi um menino, cujo o vizinho, um senhor de mais de 80 anos, acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo. Quando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem. &quot;Nada&quot;, disse o menino, ele tinha perdido a sua mulher e isso deve ter do&iacute;do muito, eu fui apenas ajud&aacute;-lo ao chorar.<br /> \n<br /> \nA pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos. Geralmente, costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar. Para muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos e que os outros s&atilde;o menos importantes. Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar. N&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravessa. Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer &quot;eu estou aqui com voc&ecirc;&quot;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> \n<br /> \nMuitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso. Outras vezes, mais importantes que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m. N&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os para conseguir ajudar. Os verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que tem, o que sabem e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.&nbsp;<br /> \n<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos em termos algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silensiosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> \n<br /> \nPense nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se preocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo Coelho, ed. Globo.<br /> \nEm 25.10.2013.</em>

MEU FILHO, VOCÊ É A LUZ DO SOL
21 Jul 20206:19EP 1296

MEU FILHO, VOCÊ É A LUZ DO SOL

<strong>&nbsp;Meu filho, Voc&ecirc; &eacute; a Luz do Sol</strong><br /> \n<br /> \nN&atilde;o h&aacute; dor maior dor que a perda de um filho...<br /> \nAprendemos a am&aacute;-los de uma forma t&atilde;o grandiosa, t&atilde;o completa, que n&atilde;o conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presen&ccedil;a ao nosso lado.<br /> \nDescobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes hav&iacute;amos amado.<br /> \nE subitamente s&atilde;o levados... aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso rega&ccedil;o atrav&eacute;s da morte t&atilde;o cruel.<br /> \n<br /> \n&quot;Um pai, uma m&atilde;e, nunca deveriam enterrar seus filhos&quot; - diz o pensamento popular, fazendo men&ccedil;&atilde;o &agrave; ordem natural da vida para os que deveriam partir antes. Mas infelizmente essa n&atilde;o &eacute; uma lei.<br /> \n<br /> \nEm setembro de 2015, Nolan Rayn de quatro anos, estava com o nariz entupido. Seus pais pensaram que era apenas um resfriado simples. No entanto, ele logo come&ccedil;ou a ter dificuldade em respirar e os medicamentos n&atilde;o estavam a ajudar. Dois meses depois, os m&eacute;dicos descobriram que era um tumor que estava causando o bloqueio das suas vias a&eacute;reas.<br /> \nNolan foi diagnosticado com rabdomiossarcoma, uma forma rara e normalmente incur&aacute;vel de c&acirc;ncer. Ruth, sua m&atilde;e, compartilhou o dia a dia da luta de seu filho.<br /> \nDepois de v&aacute;rios tratamentos, Nolan foi ficando mais fraco. Infelizmente, o c&acirc;ncer se espalhou por todo o corpo. Quando a doen&ccedil;a se espalha dessa forma, isso diminui as chances de sobreviv&ecirc;ncia de 40% para 20%.<br /> \nQuando Nolan foi ao hospital pela &uacute;ltima vez, o menino n&atilde;o comia h&aacute; dias e vomitava constantemente.<br /> \nA m&atilde;e de Nolan descreve os &uacute;ltimos dias no hospital:<br /> \n<br /> \n&quot;Eu me sentei e coloquei minha cabe&ccedil;a contra a dele e tive a seguinte conversa:<br /> \nD&oacute;i para respirar, n&atilde;o &eacute; meu filho?<br /> \nBem&hellip; sim mam&atilde;e. Respondeu Nolan<br /> \nVoc&ecirc; est&aacute; com muita dor n&atilde;o &eacute; beb&ecirc;?<br /> \nO pequeno, olhando para baixo, respondeu que Sim.<br /> \nRuth, com o cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e despeda&ccedil;ado, disse: - Esse c&acirc;ncer &eacute; uma porcaria. Voc&ecirc; n&atilde;o precisa lutar mais meu anjinho!<br /> \nN&atilde;o? Mas eu vou lutar..por voc&ecirc; mam&atilde;e, eu vou lutar.<br /> \nN&atilde;o! &ndash; &Eacute; isso que voc&ecirc; tem feito? Lutar pela mam&atilde;e?<br /> \nSim, mam&atilde;e. <br /> \nNolan Ray - disse a sua m&atilde;e bem s&eacute;ria - qual &eacute; o trabalho da m&atilde;e?<br /> \nMe manter seguro! Respondeu o pequeno com um grande sorriso.<br /> \nEnt&atilde;o meu Doce&hellip; Eu n&atilde;o posso mais fazer isso aqui. A &uacute;nica maneira de mant&ecirc;-lo seguro &eacute; no c&eacute;u. Disse Ruth em pratos.<br /> \nNolan, fitando os olhos de sua m&atilde;e disse: - Ent&atilde;ooo&hellip;. vou para o C&eacute;u e brincar at&eacute; voc&ecirc; chegar l&aacute;! Voc&ecirc; vir&aacute; certo?<br /> \nClaro! Voc&ecirc; n&atilde;o vai se livrar da mam&atilde;e t&atilde;o facilmente!<br /> \nObrigado, m&atilde;e!!!&rdquo; &ndash; agradeceu o pequeno enfraquecido pela terr&iacute;vel doen&ccedil;a.<br /> \nNos dias seguintes, Nolan s&oacute; dormia. Seus pais pensaram em ir para casa passar uma &uacute;ltima noite juntos &ndash; mas quando terminaram de fazer as malas, Nolan agarrou a m&atilde;o de sua m&atilde;e e disse que estava bem, eles poderiam ficar no hospital.<br /> \n<br /> \n&quot;Meu her&oacute;i de 4 anos estava tentando me certificar de que as coisas eram f&aacute;ceis para mim&rdquo;, escreve Ruth em seu post na rede social. Por volta das 21:00, n&oacute;s est&aacute;vamos assistindo YouTube na cama (Peppa Pig, mais precisamente) e eu perguntei a Nolan se podia entrar no banho, pois n&atilde;o tinha permiss&atilde;o para deix&aacute;-lo e precisava to&aacute;a-lo a todo instante.Ele disse: &lsquo;Ummmm, ok, m&atilde;e. Pe&ccedil;a ao tio Chris que venha se sentar comigo e irei por esse caminho para que eu possa te ver.&quot; <br /> \nRuth ficou, de p&eacute; na porta do banheiro, virou-se para Nolan e disse: &ldquo;Continue olhando aqui, vou s&oacute; demorar dois segundos&quot;.<br /> \nDepois, Ruth correu e pulou na cama com ele, e colocou a m&atilde;o no lado direito do rosto de seu filhinho. Ent&atilde;o , algo emocionante aconteceu, descrito por Ruth assim:<br /> \n<br /> \nMeu anjo respirou fundo, abriu os olhos, sorriu para mim e disse: &ldquo;Eu amo voc&ecirc;, mam&atilde;e...<br /> \nEm seguida, virou a cabe&ccedil;a em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; sua m&atilde;e, a fitou com os seus castanhos e com o brilho da ternura &agrave;s 23:54, Rollin Nolan Scully, de quatro anos, faleceu enquanto a sua m&atilde;e cantava &lsquo;You&rsquo;re My Sunshine&rsquo; em seu ouvido.<br /> \n<br /> \n...Abrace o seu filhinho e ou&ccedil;a a can&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> \ncom base nas postagens no facebook de Nolan Strong <br /> \n<br /> \nEm 16.3.2018.<br />

OS MISERÁVEIS
15 Jul 20204:28EP 1295

OS MISERÁVEIS

<strong>Os miser&aacute;veis </strong><br /> \n<br /> \nConta-nos Victor Hugo, em seu livro Os miser&aacute;veis que, na Fran&ccedil;a, no s&eacute;culo dezoito, viveu um homem que se chamava Jean Valjean.<br /> \nNa pris&atilde;o passou boa parte de sua juventude, embrutecendo seu esp&iacute;rito, acostumando-se a ser tratado como uma fera e agindo como tal.<br /> \nQuando foi posto em liberdade, ap&oacute;s o cumprimento da pena, recebeu um documento que, segundo lhe disseram, informava seu nome e mencionava que ele era um ex-condenado muito perigoso.<br /> \nNa verdade, seu crime fora ter quebrado uma janela e ter roubado um p&atilde;o para se alimentar e aos filhos de sua falecida irm&atilde;, que estavam sob seus cuidados.<br /> \nEmbora livre, seu futuro era incerto.<br /> \nVagava entre um vilarejo e outro, quando, numa noite muito fria, atreveu-se a bater na porta de uma casa que algu&eacute;m lhe indicou como sendo de um homem piedoso.<br /> \nUm senhor de express&atilde;o bondosa e serena o atendeu e, sem fazer perguntas, convidou-o para entrar e comer.<br /> \nValjean entrou, sem acreditar que algu&eacute;m o pudesse receber com t&atilde;o poucas reservas e de forma t&atilde;o acolhedora.<br /> \nQuem assim o recebia era o Monsenhor Benvindo, homem caridoso e bom.<br /> \nEra assim que ele tratava qualquer criatura que batesse &agrave; sua porta, a qualquer hora e em qualquer circunst&acirc;ncia.<br /> \nSem questionamentos, servia o que de melhor tinha e tratava o mais simples viajante como se fosse um irm&atilde;o muito querido.<br /> \nEra esse o tratamento que oferecia a Valjean que, embora desconfiado, comeu sem cerim&ocirc;nias e aceitou, sem hesita&ccedil;&atilde;o, a oferta para dormir ali.<br /> \nNa calada da noite, por&eacute;m, abandonou o vilarejo correndo, carregando um pequeno embrulho e levando em seu cora&ccedil;&atilde;o muita culpa.<br /> \nTraindo a confian&ccedil;a e a bondade do monsenhor, Valjean roubara-lhe os talheres de prata e partira sem destino, nem rumo certo.<br /> \nNa manh&atilde; seguinte, entretanto, foi levado por guardas &agrave; presen&ccedil;a do seu anfitri&atilde;o, uma vez que, tendo sido preso portando tais preciosidades, alegou t&ecirc;-las recebido de presente do bondoso senhor.<br /> \nO monsenhor recebeu soldados e acusado com tranquilidade dizendo que deveriam soltar Valjean porque ele havia lhe dado toda sua prataria e que, embora Valjean tivesse levado os talheres, havia esquecido de levar os casti&ccedil;ais.<br /> \nOs guardas, espantados, partiram, deixando Valjean com o monsenhor que, sem demora, colocou junto aos talheres os casti&ccedil;ais de prata que possu&iacute;a.<br /> \nO ex-condenado, ante aquela atitude, arrependeu-se ainda mais de sua vergonhosa conduta da madrugada.<br /> \nO doador, por&eacute;m, segurou-o pelos bra&ccedil;os e olhando-o fixamente nos olhos, disse-lhe:<br /> \nJean Valjean, empregue o dinheiro obtido com a venda dessa prataria no esfor&ccedil;o de tornar-se um homem de bem.<br /> \nTomado de espanto pela atitude inesperada, Valjean partiu sem jamais esquecer aquela promessa que, embora n&atilde;o tivesse partido de seus pr&oacute;prios l&aacute;bios, guiou seus passos pelo resto de sua exist&ecirc;ncia.<br /> \n* * *<br /> \nA humanidade auxilia os homens atrav&eacute;s dos pr&oacute;prios homens.<br /> \nVale-se daqueles que se disp&otilde;em a ser instrumentos, na tarefa de aux&iacute;lio e conforto aos seus irm&atilde;os.<br /> \nPor vezes, gestos inesperados e at&eacute; singelos, s&atilde;o capazes de verdadeiros prod&iacute;gios para aqueles que os recebem, modificando-os para sempre, conduzindo-os de forma definitiva para o caminho do bem.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no<br /> \nlivro Os miser&aacute;veis, de Victor Hugo, ed. FTD.<br /> \nEm 12.6.2013</em></div>

DANDO O MELHOR
14 Jul 20203:56EP 1294

DANDO O MELHOR

<strong>Dando o melhor</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nMuitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordin&aacute;rias sinfonias, mesmo ap&oacute;s a total surdez, &eacute; sempre recordado.<br /> \nExatamente por causa de sua surdez, ele era pouco soci&aacute;vel. Enquanto p&ocirc;de, escondeu o fato de sua audi&ccedil;&atilde;o estar comprometida.<br /> \nEvitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma pr&aacute;tica dif&iacute;cil e humilhante. Era o atestado p&uacute;blico da sua defici&ecirc;ncia auditiva.<br /> \nCerto dia, um amigo seu foi surpreendido pela morte s&uacute;bita do filho. Assim que soube, o m&uacute;sico correu para a casa dele, pleno de sofrimento.<br /> \nBeethoven n&atilde;o tinha palavras de conforto para oferecer. N&atilde;o sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano.<br /> \nDurante trinta minutos, ele extravasou suas emo&ccedil;&otilde;es da maneira mais eloquente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo.<br /> \nAssim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido t&atilde;o significativa quanto aquela.<br /> \nPor vezes, n&oacute;s tamb&eacute;m, surpreendidos por not&iacute;cias muito tristes ou chocantes, n&atilde;o encontramos palavras para expressar conforto ou consola&ccedil;&atilde;o.<br /> \nChegamos ao ponto de n&atilde;o comparecer ao enterro de um amigo, por sentir n&atilde;o ter jeito para dizer algo para a vi&uacute;va, ou aos filhos &oacute;rf&atilde;os.<br /> \nN&atilde;o vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso c&iacute;rculo de rela&ccedil;&otilde;es, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer?<br /> \nAprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na aus&ecirc;ncia de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos.<br /> \nOfertemos o abra&ccedil;o silencioso e deixemos que a vertente das l&aacute;grimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito.<br /> \nOfere&ccedil;amos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo.<br /> \nSentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a m&atilde;o, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: Estou aqui. Conte comigo.<br /> \nSirvamos um copo d&rsquo;&aacute;gua, um suco &agrave;quele que secou a fonte das l&aacute;grimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isso poder&aacute; trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convuls&atilde;o das dores.<br /> \nVerifiquemos se n&atilde;o podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve.<br /> \nPermane&ccedil;amos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solid&atilde;o s&atilde;o mais longas, quando os ponteiros avan&ccedil;am a madrugada.<br /> \n* * *<br /> \nS&ecirc; amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discri&ccedil;&atilde;o e nobreza junto &agrave;queles que te elegem a amizade.<br /> \nA discri&ccedil;&atilde;o &eacute; tesouro pouco preservado nas amizades terrenas.<br /> \nTodas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confian&ccedil;a, favorecendo a tranquilidade.<br /> \nOuve, v&ecirc;, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel &agrave; confian&ccedil;a que em ti depositem.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O dom de Beethoven, <br /> \nde Philip Yancey, do livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o 2, de Alice Gray, ed.<br /> \nUnited Press <br /> \nEm 22.7.2018.</em></div>

OS VELHOS SÃO OS OUTROS E SÓ ELES MORREM
13 Jul 20205:17EP 1293

OS VELHOS SÃO OS OUTROS E SÓ ELES MORREM

Quanto tempo voc&ecirc; quer viver? Quando uma pessoa passa a ser &ldquo;velha&rdquo;? Qual &eacute; a melhor idade da vida? Se voc&ecirc; viver tempo suficiente, todas as respostas que voc&ecirc; daria hoje v&atilde;o mudar. &Eacute; o que mostra o maior estudo j&aacute; publicado sobre a percep&ccedil;&atilde;o que temos do envelhecimento.<br /> \nA pesquisa entrevistou mais de 500 mil pessoas, com idades variando entre 10 e 89 anos. Como voc&ecirc; pode imaginar, os participantes mais jovens percebiam a velhice como um futuro a ser temido. Mas, quanto mais velha era a pessoa, mais jovem ela se sentia.<br /> \nOs cientistas perguntaram a idade subjetiva das pessoas &ndash; ou seja, que idade elas sentem que t&ecirc;m, independente de quando nasceram. Os participantes de 10 anos se sentiam com 12 anos e os de 20, com 21. J&aacute; ouviu algu&eacute;m dizer &ldquo;sou maduro pra minha idade&rdquo; nessa fase? Aposto que sim.<br /> \nDepois disso, todo mundo se sentia mais jovem do que era. Uma pessoa com 40 anos se sentia com uns 37. As de 89 anos garantiam que se sentiam abaixo dos oitentinha.<br /> \nOs pesquisadores perguntaram para esse meio milh&atilde;o de pessoas quanto tempo elas, idealmente, gostariam de viver. Ou, a vers&atilde;o mais direta e crua dessa pergunta:<br /> \nCom que idade voc&ecirc; gostaria de morrer?<br /> \nAs crian&ccedil;as consideravam que o tempo ideal para viver era cerca de 91 anos. Mas quando os participantes tinham vinte e poucos anos, esse n&uacute;mero ca&iacute;a para 90. Aos 30, 40 e 50 &eacute; quando as respostas s&atilde;o mais pessimistas: 88 anos &eacute; o m&aacute;ximo que as pessoas, em m&eacute;dia, querem viver.<br /> \nMas, conforme a idade dos entrevistados aumentava, mais tempo pela frente eles desejavam. De maneira bem po&eacute;tica, o tempo de vida ideal para as pessoas de 70 anos era o mesmo que para as de 10 anos. Isto &eacute;, 91 anos.<br /> \nPara os autores da pesquisa, a grande conclus&atilde;o &eacute; que, conforme as expectativas mudam e as pessoas descobrem uma vida plena na velhice, a tend&ecirc;ncia &eacute; que a percep&ccedil;&atilde;o do envelhecimento fique mais positiva.<br /> \n<br /> \nDeixando a pesquisa de lado, para n&oacute;s, que nos sentimos alarmados diante da nossa mortalidade, &eacute; consoladora a cita&ccedil;&atilde;o do poema de David Romano, &ldquo;Quando o amanh&atilde; come&ccedil;ar sem mim&rdquo;:<br /> \n(...)<br /> \nEu prometo que n&atilde;o haver&aacute; amanh&atilde;, mas que o hoje durar&aacute; para sempre.<br /> \nEnt&atilde;o, que tal me dar a m&atilde;o e compartilhar da minha vida?&rdquo;<br /> \nLogo, quando o amanh&atilde; come&ccedil;ar sem mim, n&atilde;o pense que estamos separados, pois todas as vezes que pensar em mim, eu estarei dentro do seu cora&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o esperemos a morte chegar para desejar fazer as coisas que nos deixam felizes.<br /> \nOu&ccedil;amos o nosso cora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o esperemos a hora de partir para dizer: Amo voc&ecirc;! Voc&ecirc; &eacute; importante na minha vida! Minha vida sem voc&ecirc; n&atilde;o teria sido t&atilde;o maravilhosa!<br /> \nN&atilde;o economizemos gestos e palavras para manifestar a nossa ternura, o nosso carinho para com aqueles que amamos.<br /> \nObrigado, minha m&atilde;e! Parab&eacute;ns, meu filho! Voc&ecirc; lembra daquele dia?<br /> \nLembremos: depois da nossa morte, a empresa em que trabalhamos continuar&aacute;, o trabalho prosseguir&aacute;, algu&eacute;m o far&aacute;.<br /> \nMas ningu&eacute;m nos poder&aacute; substituir no cora&ccedil;&atilde;o dos nossos amores. Por isso, aproveitemos, intensamente, a estadia ao lado deles.<br /> \nNenhum de n&oacute;s sabe o dia, nem a hora da partida.<br /> \nE n&atilde;o pense que: os velhos s&atilde;o os outros, e que s&oacute; os outros, morrem.<br /> \nPense Nisso Mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> \ncom base na reportagem da revista Super Interessante e com transcri&ccedil;&atilde;o<br /> \ndo poema Quando o amanh&atilde; come&ccedil;ar sem mim, <br /> \nde David M. Romano, que circula pela internet.<br /> \nEm 27.2.2014.</em></div> \n<br />

JANELAS DA ALMA
11 Jul 20203:29EP 1292

JANELAS DA ALMA

<span style=''font-size: small;''>O sentimento e a emo&ccedil;&atilde;o normalmente se transformam em lentes que filtram os acontecimentos, dando-lhes cor e conota&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prias. <br /> \nDe acordo com a estrutura e o momento psicol&oacute;gico, os fatos passam a ter significa&ccedil;&atilde;o que nem sempre corresponde &agrave; realidade. <br /> \nQuem se utiliza de &oacute;culos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz. <br /> \nNa &aacute;rea do relacionamento humano as ocorr&ecirc;ncias tamb&eacute;m assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas. <br /> \n&Eacute; urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em rela&ccedil;&atilde;o a eles. <br /> \nUma atitude sensata &eacute; um abrir de janelas na alma, a fim de observar bem os sucessos da caminhada humana. <br /> \nDe acordo com a dimens&atilde;o e o tipo de abertura, ser&aacute; poss&iacute;vel observar a vida e vive-la de forma agrad&aacute;vel, mesmo nos momentos mais dif&iacute;ceis. <br /> \nH&aacute; quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impress&otilde;es negativas, facultando o uso de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclama&ccedil;&atilde;o. <br /> \nColoca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaix&atilde;o, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu cortejo de ocorr&ecirc;ncias. <br /> \nAs janelas da alma s&atilde;o espa&ccedil;os felizes para que se espalhe a luz, e se realize a comunh&atilde;o com o bem. <br /> \n*** <br /> \nEsta mensagem nos convida a refletir sobre uma realidade especial: a realidade de que tudo na vida conspira a nosso favor; isto &eacute;, tudo trabalha para o nosso crescimento &iacute;ntimo, e que nada que nos acontece visa nosso mal, embora muitas vezes possa parecer assim. <br /> \nAbrir janelas na alma &eacute; tornar-se apto a descobrir essas novas realidades, que se bem compreendidas, tornam nosso viver menos &aacute;rduo. <br /> \nA lei de causa e efeito existe para nos educar, e n&atilde;o para nos punir... <br /> \nA lei do amor existe para nos fazer feliz, pois s&oacute; haver&aacute; j&uacute;bilo em nossa alma quando concedermos a outros este mesmo sentir &ndash; eis o que chamamos &ldquo;caridade&rdquo;. <br /> \nAbre janelas em tua alma, uma a cada dia, e deixa o sol da compreens&atilde;o entrar. <br /> \nAbre janelas em tua alma e mostra ao mundo as muitas belezas que j&aacute; existem l&aacute;. Podes at&eacute; achar que n&atilde;o existem, mas tenha plena certeza de que sim... Elas est&atilde;o l&aacute;... basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.<br /> \n<br /> \nEquipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, a partir do texto &ldquo;Janelas na alma&rdquo;, de Joanna de &Acirc;ngelis, da obra &ldquo;Momentos de Felicidade&rdquo; psicografia de Divaldo Pereira Franco<br /> \n</span><br />

A CRÍTICA
8 Jul 20203:41EP 1291

A CRÍTICA

&nbsp;Convidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo.<br /> \nAp&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> \nEm sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> \nLogo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> \nDepois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> \nO que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> \nE a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> \nUm bicho!<br /> \nUm lagarto horr&iacute;vel!<br /> \nUma larva!<br /> \nUm pequeno monstro!<br /> \nEsgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> \nAssim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> \nOs senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> \nN&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> \nN&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> \nN&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> \nMas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> \nE, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> \nNada mais tenho a dizer...<br /> \n* * *<br /> \nQuantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> \nAcostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> \nAssim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> \nN&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> \n&Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> \n&Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> \nEnfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> \nAssim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> \nPensemos nisso, mas pensemos agora.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> \nO c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> \nHahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> \nde Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> \nEm 28.06.2012.

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