
SEJA PATRÃO
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PODCAST · 3178 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

<p data-end="87" data-start="0">Não venha roubar minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca.</p> \n \n<p data-end="245" data-start="89">O título do Pensemisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o filósofo da afirmação da vida.</p> \n \n<p data-end="551" data-start="247">Nos tempos atuais, tempos de vidas líquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se acham cada vez mais na solidão e têm na solidão um estilo de vida positivo. Dia desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, foi feita a seguinte pergunta: você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho?</p> \n \n<p data-end="985" data-start="553">Pelas respostas, percebemos que a solidão nos dias de hoje seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que, com tanta gente fútil que nos cerca, a solidão está mais para um remédio. Havia aqueles que opinavam dizendo que a solidão é luxo nos dias atuais. Muitos afirmavam que preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto, onde você corre o risco de ser processado por dizer: “Oi!”.</p> \n \n<p data-end="1083" data-start="987">E arrematam: é melhor viver num casulo do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável.</p> \n \n<p data-end="1414" data-start="1085">O que fica claro diante dessas afirmações é que a solidão se tornou uma amiga protetora para nossa sociedade, onde tudo é tão líquido que vê no relacionamento interpessoal um problema que somente a solidão resolve. Em suma, estamos nos tornando misantropos, isto é, vivemos com desconfianças da sociedade da qual fazemos parte.</p> \n \n<p data-end="1935" data-start="1416">Existe em nós o dilema do porco-espinho, criado pelo filósofo Arthur Schopenhauer. Quando sentimos frio, nos aproximamos, por necessidade, das pessoas. Mas, ao fazermos isso, espetamos e somos espetados pelos espinhos. E assim vivemos essa tensão: eu quero calor, eu quero proximidade com outras pessoas, mas essas pessoas têm ideias diferentes, gostos diferentes, opiniões dissonantes das minhas. Essas pessoas têm espinhos e, desta forma, nos afastamos para logo mais sentirmos a necessidade de nos aquecer de novo.</p> \n \n<p data-end="2073" data-start="1937">Aqui fica a lição de que devemos viver em comunhão, mas sem ocupar o espaço sagrado de cada um. Sim, isso é a arte que poucos dominam.</p> \n \n<p data-end="2412" data-start="2075">É por isso que, em nossos dias, as redes sociais fazem tanto sucesso. Elas te aproximam das pessoas, mas sem que fiquem tão próximas a ponto de te espetarem com seus espinhos. Então, com o smartphone nas mãos, eu controlo as distâncias. Com o celular resolvemos o dilema do porco-espinho: ele aproxima, mas sem o risco de ser espetado.</p> \n \n<p data-end="2562" data-start="2414">E, por outro lado, eu consigo um certo calor humano — tépido, tênue — mas com algum calor. E, ao mesmo tempo, mantenho a minha solidão controlada.</p> \n \n<p data-end="2651" data-start="2564">Não venha roubar minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca.</p> \n \n<p data-end="2925" data-start="2653">Ofertamos, então, aquelas coisas, entre aspas, antiquadas, como, por exemplo, as visitas entre amigos com os intermináveis bate-papos, que hoje se extinguiram graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global sem sair da frente de um visor.</p> \n \n<p data-end="3146" data-start="2927">Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiros para o entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de lazer junto à natureza são atos a que todos podemos nos propor.</p> \n \n<p data-end="3398" data-start="3148">Aprendamos a desfrutar da companhia do outro, mesmo que, de vez em quando, haja alguns espinhos. Isso faz parte de uma relação menos líquida. No contato humano é que burilamos experiências e sentimentos. Aprendemos a disciplina do próprio proceder.</p> \n \n<p data-end="3494" data-start="3400">Portanto, vamos viver uma vida menos líquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida.</p> \n \n<p data-end="3525" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="3496">Pense nisso, mas pense agora.</p> \n

<p data-end="13" data-start="0">Pato ou Águia</p> \n \n<p data-end="259" data-start="15">Estávamos no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notamos foi um táxi limpo e brilhante. O motorista, vestido de forma simples, mas como diziam os antigos, estava bem no linho: camisa branca, bem passada e com gravata.</p> \n \n<p data-end="426" data-start="261">O taxista saiu, nos abriu a porta e disse: “Eu sou Willy, seu chauffer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse nesse cartão qual é a minha missão.”</p> \n \n<p data-end="576" data-start="428">No cartão estava escrito:<br data-end="456" data-start="453" /> \nMissão de Willy: levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável.</p> \n \n<p data-end="693" data-start="578">Ficamos impressionados. O interior do táxi estava igualmente limpo. Willy nos perguntou: “O senhor aceita um café?”</p> \n \n<p data-end="750" data-start="695">Brincando com ele, dissemos: “Não, preferimos um suco.”</p> \n \n<p data-end="947" data-start="752">Imediatamente, ele respondeu: “Sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água.”<br data-end="867" data-start="864" /> \nE continuou: “Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas.”</p> \n \n<p data-end="1069" data-start="949">Ao começar a corrida, Willie nos disse: “Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertório que elas tocam.”</p> \n \n<p data-end="1299" data-start="1071">Como se já não fosse muito, Willie ainda me perguntou se a temperatura do ar-condicionado estava boa. Daí nos avisou qual era a melhor rota para nosso destino e se queríamos conversar com ele ou se preferíamos ficar em silêncio.</p> \n \n<p data-end="1356" data-start="1301">Perguntamos: “Você sempre atendeu seus clientes assim?”</p> \n \n<p data-end="1742" data-start="1358">“Não”, ele respondeu. “Não sempre, somente nos últimos dois anos. Nos meus primeiros anos como taxista, passei a maior parte do tempo me queixando, igual aos demais taxistas. Um dia, ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro que dizia: ‘Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá. Não seja um pato, seja uma águia.’”</p> \n \n<p data-end="1928" data-start="1744">“Os patos só fazem barulho e se queixam. As águias se elevam acima do grupo. Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando. Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia.”</p> \n \n<p data-end="2135" data-start="1930">“Olhei os outros táxis e motoristas: os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos. Decidi fazer umas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.”</p> \n \n<p data-end="2451" data-start="2137">“No meu primeiro ano como águia, dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei. O senhor teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagens. Se não posso atender, consigo um amigo taxista águia confiável para o serviço.”</p> \n \n<p data-end="2525" data-start="2453">Willie era fenomenal. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal.</p> \n \n<p data-end="2667" data-start="2527">Willie, o taxista, decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se, como fazem os patos, e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.</p> \n \n<p data-end="2916" data-start="2669">Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal. Como você se comporta? Se dedica a fazer barulho e se queixar ou está se elevando acima dos demais?</p> \n \n<p data-end="3016" data-start="2918">A concorrência sempre vai existir, e ela é positiva. Faz com que as coisas e as pessoas progridam.</p> \n \n<p data-end="3078" data-start="3018">A decisão é sua, e cada vez você tem menos tempo para mudar.</p> \n \n<p data-end="3113" data-start="3080">Afinal, você é o pato ou a águia?</p> \n \n<p data-end="3144" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="3115">Pense nisso, mas pense agora.</p> \n

<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&:has([data-writing-block])>*]:pointer-events-auto scroll-mt-(--header-height)" data-scroll-anchor="false" data-testid="conversation-turn-9" data-turn="user" data-turn-id="144dd5df-f01f-4f1d-bb28-0f61f349efe8" dir="auto" tabindex="-1"> </article> \n \n<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&:has([data-writing-block])>*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" data-scroll-anchor="true" data-testid="conversation-turn-10" data-turn="assistant" data-turn-id="request-WEB:ce62b0e2-01a2-4bfe-ad7f-28747807e8ec-4" dir="auto" tabindex="-1"> \n<div class="text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)"> \n<div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"> \n<div class="flex max-w-full flex-col gap-4 grow"> \n<div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&]:mt-1" data-message-author-role="assistant" data-message-id="ba90a06a-3f3b-443d-acff-831d4ba74e11" data-message-model-slug="gpt-5-3" dir="auto"> \n<div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden"> \n<div class="markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word light markdown-new-styling"> \n<p data-end="26" data-start="0"><strong data-end="26" data-start="0">A Sabedoria do Samurai</strong></p> \n \n<p data-end="259" data-start="28">Conta-se que, perto de Tóquio, capital do Japão, vivia um grande samurai. Já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.</p> \n \n<p data-end="470" data-start="261">Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama.</p> \n \n<p data-end="748" data-start="472">Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. E, diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, ofendendo inclusive seus ancestrais.</p> \n \n<p data-end="879" data-start="750">Mas o velho permaneceu sereno e impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.</p> \n \n<p data-end="989" data-start="881">Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:</p> \n \n<p data-end="1047" data-start="991">— Mestre, como o senhor pode suportar tanta indignidade?</p> \n \n<p data-end="1142" data-start="1049">O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar em um deles, lhe respondeu:</p> \n \n<p data-end="1250" data-start="1144">— Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece, mas você não o aceita, com quem fica o presente?</p> \n \n<p data-end="1305" data-start="1252">— Com quem tentou entregá-lo — respondeu o discípulo.</p> \n \n<p data-end="1509" data-start="1307">— Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação e também para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. — Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.</p> \n \n<p data-end="1635" data-start="1511">Assim, aceitar provocações ou deixar que fiquem com quem nos oferece é uma decisão que cabe exclusivamente a cada um de nós.</p> \n \n<p data-end="1658" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="1637">Pensemos nisso. </p> \n</div> \n</div> \n</div> \n</div> \n</div> \n</div> \n</article> \n

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

<div style="text-align: justify;"> \n<div class="flex flex-col text-sm"> \n<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&:has([data-writing-block])>*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" data-scroll-anchor="true" data-testid="conversation-turn-6" data-turn="assistant" data-turn-id="request-WEB:8de463f7-9697-49b8-bb86-6251c759f8d3-2" dir="auto" tabindex="-1"> \n<div class="text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @w-sm/main:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @w-lg/main:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"> \n<div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"> \n<div class="flex max-w-full flex-col grow"> \n<div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&]:mt-1" data-message-author-role="assistant" data-message-id="fec61e07-114d-4058-89fe-605e27b43705" data-message-model-slug="gpt-5-2" dir="auto"> \n<div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]"> \n<div class="markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word light markdown-new-styling"> \n<p data-end="31" data-start="0"><strong data-end="29" data-start="0">Contemplação do Excelente</strong></p> \n \n<p data-end="468" data-start="33">Atravessamos, na Terra, fase de dificuldade sem conta nas áreas de cultura geral. Desconhece-se a estrutura da própria linguagem que se fala. Usam-se gírias ou expressões chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente à formação cultural. Ignoram-se os fatos históricos que envolvem a sociedade em que se vive. Espalham-se infames zombarias. Inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.</p> \n \n<p data-end="872" data-start="470">Não se cogita de penetrar as razões desse ou daquele monumento, sentindo-se tantos impulsionados pelo instinto destruidor e vândalo que, incapazes de compreender por descaso, preferem pichar, destroçar ou poluir, de modo drástico, o que encontram pela frente. Pelas salas de arte, por museus, por teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das preferências.</p> \n \n<p data-end="1259" data-start="874">Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos. Temos, ao revés, um quadro enorme dos que procuram os exercícios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no âmbito das conquistas do espírito. Encontram-se, com maior frequência, muitos que se ajustam a espetáculos pornográficos, do palco ou da tela, em franco deboche à sensibilizante arte.</p> \n \n<p data-end="1662" data-start="1261">Diante de tudo isso, precisamos, com urgência, de educação e de boas referências. O bom gosto se forma pela contemplação do excelente e não do sofrível, diz Gate, compreendendo com perfeição a construção do aprendizado na alma humana. Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas referências desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e útil.</p> \n \n<p data-end="2218" data-start="1664">As crianças, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favoreça o desenvolvimento de uma massa crítica, que proporcione a contemplação do belo, que os ensine a pensar e a sentir. As grandes mídias estão repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque nós, a grande maioria, consumimos isso. Aliás, a palavra consumo é uma das preferidas dos tempos atuais, inclusive invadindo áreas em que não há como se conjugar o verbo consumir, na essência, pois o que não é material, o que não é tangível, não se consome.</p> \n \n<p data-end="2469" data-start="2220">Na verdadeira arte, nada se consome; a arte se contempla, se admira; ela alimenta a todos quando é instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome se finda. Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela música.</p> \n \n<p data-end="2913" data-start="2471">É tempo de retirar as cascas e máscaras que criamos através de nossos vícios morais e nos permitir enxergar tudo como realmente é. O que verdadeiramente importa para mim? Não sou um consumidor, sou um ser e estou aqui para crescer moral e intelectualmente. Quero aprender com quem já esteve aqui, com a história do meu povo, com os grandes, com os missionários, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.</p> \n \n<p data-end="3218" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2915">Estou aqui para me tornar mais sábio, não o sábio de biblioteca apenas, mas o que tem condições de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, faz de seu conhecimento uma mola propulsora e possa amar mais e melhor. Cultura e amor. Amor. Eis o que precisamos, com urgência. Pense nisso, mas pense agora.</p> \n</div> \n</div> \n</div> \n</div> \n \n<div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start"> </div> \n</div> \n</div> \n</article> \n</div> \n \n<div aria-hidden="true" class="pointer-events-none h-px w-px absolute bottom-0" data-edge="true"> </div> \n</div> \n