Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TEMPO E OPORTUNIDADE
30 Dez 20203:58EP 1370

TEMPO E OPORTUNIDADE

<strong>&nbsp;Tempo e oportunidade</strong><br /> \n<br /> \nTroca-se um relógio com tempo rápido, por um relógio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros.<br /> \nTroca-se um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido. Para brincar e aproveitar a vida.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nO poema singelo é de uma jovem estudante, de alguém que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo é um dos bens mais preciosos que temos.<br /> \nNenhum dia é igual ao outro na natureza. Eles não se repetem, são únicos.<br /> \nO homem é que os torna iguais, repetitivos, cansativos, quando simplesmente se esquece de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue.<br /> \nÉ certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanhá-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge, mas poderíamos questionar: precisamos realmente de tudo isso?<br /> \nPrecisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas forças?<br /> \nPrecisamos estar sempre pensando na competição, em ser melhores do que os outros, em estar na frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo?<br /> \nSerá preciso acompanhar os modismos, as novidades das mídias, para nos sentirmos bem?<br /> \nSe fizermos uma análise profunda, veremos que não, que não precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agradável e feliz.<br /> \nPara quem raciocina que tempo é dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo, mas para quem já aprendeu a ver que tempo é oportunidade, descobrirá que apreciar os pássaros, passar mais tempo com a família, ouvir uma boa música, ler um bom livro, são oportunidades da vida bem aproveitadas.<br /> \nUm pai, ou uma mãe que tomem a resolução de abrir mão de um sucesso maior na profissão, por acreditarem que necessitam estar mais próximos dos filhos, com certeza se sentirão mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo à família, e esquecem que a sua presença, a sua atenção, o seu tempo, é o que de mais valioso podem dar a eles.<br /> \nEsta existência é uma oportunidade única, e é chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui.<br /> \nÉ chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nQue tal pensarmos: quando foi a última vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos?<br /> \nQuando foi a última vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais, para nos ocuparmos com atividades filantrópicas?<br /> \nQuando foi a última vez que paramos para ouvir, de corpo e alma uma música, deixando-nos penetrar pela harmonia?<br /> \nQuando foi a última vez que lemos um livro nobre, uma página edificante?<br /> \nQuando foi a última vez que lembramos que somos um Espírito imortal, e que nada levaremos deste mundo além das nossas conquistas morais?<br /> \n<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n&nbsp; \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso, com base em poema de Aline<br /> \nBescrovaine Pereira, da coletânea Palavra viva, do Colégio Positivo,<br /> \nano 1998.<br /> \nEm 24.5.2013.</em></div> \n

SUPERSTIÇÕES
29 Dez 20203:47EP 1369

SUPERSTIÇÕES

<span font-size:="" style="">SUPERTIÇÕES<br /> \n<br /> \nO que você faz quando um gato preto lhe atravessa o caminho? E se derramar sal, sem querer?<br /> \nVocê acredita que plantas, como arruda e guiné, são segura proteção ao mal?<br /> \nÉ interessante observar como no Século de tanta tecnologia, em que o homem conquistou a lua, envia naves para investigar o Cosmo, ainda se entretém com coisas da ignorância.<br /> \nÉ comum visitar-se um doente e encontrar debaixo da cama tesouras abertas, carvões acesos.<br /> \nNa era em que a medicina realiza extraordinárias cirurgias, devassando a intimidade do ser humano, ainda mesmo antes dele nascer.<br /> \nOs supersticiosos são almas infantis. Preferem o temor ao amor, sufocam a esperança na desconfiança.<br /> \nAo invés de combater os inimigos de dentro, acreditam ser mais fácil se utilizar de subterfúgios.<br /> \nPara o sucesso, a cor certa, o amuleto devido. Há os que falam em começar o dia com o pé direito. Oxalá Deus nos permita dispor dos dois - o que nos facilita a locomoção, não é mesmo?<br /> \nOs que se deixam enlear pelas superstições acabam vítimas de enganadores da Terra , que os exploram. Basta lembrar das inúmeras cestinhas da fortuna à venda, dos gnomos da sorte, das bruxinhas, das flores exóticas ou populares para atraírem isso ou aquilo.<br /> \nTambém se tornam excessivamente preocupados, infelicitando-se.<br /> \n<br /> \nNão se torne vitima de pessoas que se dizem revestidas de poderes mágicos.Se busca o êxito nos seus empreendimentos, esforça-se no estudo e no trabalho, caminhos que o conduzem ao progresso, sem dúvida.<br /> \nAs superstições e os supersticiosos são heranças da insensatez e do obscurantismo. É próprio do homem que prefere a treva à luz, o sofrimento ao amor, a piedade ao respeito.<br /> \nOs que apregoam amuletos e fórmulas mágicas são criaturas que ainda se mantém presas ao pretérito da Humanidade.<br /> \nNinguém conceberia chamar Deus a um homem somente porque descesse de um avião.<br /> \nNão se pode conceber que uma fita, uma planta, uma estátua possa nos modificar a vida. Seria jogar por terra conquistas intelectuais e morais já realizadas.<br /> \nConhecereis a verdade e a verdade vos libertará. A frase foi dita tem mais de vinte séculos. Continua atual. O convite persiste. Vamos ler e nos instruir?<br /> \nVamos movimentar nossas energias mentais nos pensamentos positivos?<br /> \nBertrand Russel, filosofo, matemático e Nobel de literatura disse uma vez: &ldquo; há algo débil e um pouco desprezível no homem que não consegue encarar as adversidades da vida sem a ajuda de mitos confortantes&rdquo;.<br /> \nPense nisso e libertar-se.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nPensa em prosperidade, abundância, mas não só de valores materiais, e sim, dos demais bens , que são essenciais para uma vida de qualidade.<br /> \nPensa e viverás consoante a onda mental que emitires.<br /> \n<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base nos pensamentos<br /> \ndo filosofo inglês Bertrand Russel.<br /> \nEm 07.01.2014</span><br /> \n&nbsp;

O ANIVERSARIANTE
25 Dez 20204:04EP 1368

O ANIVERSARIANTE

<strong>&nbsp;O Aniversariante</strong><br /> \n<br /> \nAquela família se reunia na véspera de Natal, na entrada da noite.<br /> \n<br /> \nAssim procedia porque, em seguida, os filhos e netos compartilhariam com os outros avós, a ceia natalina.<br /> \nNada mais do que um acordo amigável.<br /> \n<br /> \nA família contava com quatro pequeninos muito espertos, que não deixavam as guloseimas do Natal esperando.<br /> \nO ponto alto era o bolo, feito pelas mãos da avó, com várias camadas e muito bem decorado.<br /> \n<br /> \nEla o trazia para a sala, colocava-o sobre a mesa e falava do significado daquela noite. Uma noite de festa. Uma noite para comemorar um Aniversário muito importante.<br /> \n<br /> \nO Aniversário de Alguém especial.<br /> \n<br /> \nEntre a emoção e o entusiasmo, a avó narrava como se dera o nascimento do Aniversariante, alguns detalhes da Sua vida e Seus ensinamentos.<br /> \nChegava, enfim, o momento de todos cantarem Parabéns a você.<br /> \n<br /> \nEra uma alegria imensa para as crianças. Cada qual fazia uma declaração ou uma homenagem, agradecendo a doce presença de Jesus e o que Ele representava em suas vidas.<br /> \n<br /> \nOs maiores declamavam poesias que falavam do Natal e do amor do Mestre.<br /> \n<br /> \nComo o Aniversariante era Jesus, para Ele eram direcionadas as homenagens. E o grande presente de amor e gratidão.<br /> \nMais tarde, na casa dos outros avós, os pequenos teciam comentários sobre a comemoração.<br /> \n<br /> \nO assunto tomava corpo, e uma atividade era programada para o dia seguinte: levar os bolos e doces para um lar de crianças do bairro, em nome de Jesus.<br /> \n<br /> \nAproveitar para falar sobre o grande amor de Jesus por todos os Seus irmãos.<br /> \nEntusiasmados, os pequenos acrescentavam algo de realmente seu e selecionavam alguns brinquedos para oferecer àquelas crianças.<br /> \n<br /> \nAssim agindo, aquela família ensinava, desde cedo, aos pequeninos, o verdadeiro sentido do Natal. E como ofertar ao nobre Aniversariante o melhor presente: o amor espalhado entre todos.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nReconhecer o verdadeiro sentido e valor do Natal é obrigação de todos os que nos afirmamos cristãos.<br /> \nNatal é uma festa eminentemente cristã, por ser dedicada ao Cristo Jesus.<br /> \n<br /> \nMuito oportuno seria estimularmos em nosso lar, a autêntica comemoração cristã, que fala de fraternidade, de encontro da família.<br /> \n<br /> \nUma noite para estarmos juntos, cearmos, rirmos, trocarmos presentes, se desejarmos, sem esquecer a figura principal, o Aniversariante.<br /> \n<br /> \nIdeal seria se, a cada ano, nos esmerássemos em criar formas sempre renovadas de prestar homenagem ao Mestre.<br /> \n<br /> \nHá tanto que pode ser feito: visitar os que se encontram hospitalizados ou um idoso que sabemos vive só.<br /> \n<br /> \nPodemos levar brinquedos para crianças em carência material e ofertá-los, sejam em pacotes vistosos, com laços de fita chamativos ou não, representando o nosso carinho, que é, sem dúvida, o maior presente.<br /> \n<br /> \nUm abraço, um aconchego, um afago. Tudo em nome de quem aniversaria nesse dia e que espera que a Sua mensagem de amor e de paz se espalhe por toda a Terra.<br /> \n<br /> \nExcelente dia para iniciar essa prática. Pensemos nisso.<br /> \n<br /> \n&nbsp; \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso.<br /> \nEm 22.12.2012.</em></div> \n

UM CONTO DE NATAL
24 Dez 20203:55EP 1367

UM CONTO DE NATAL

&nbsp;Um conto de Natal<br /> \n<br /> \nA história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal. Claro que não era o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais.<br /> \nOs gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar presentes para alguém da parentela de que se houvesse esquecido.<br /> \nSabendo como ele se sentia, certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike.<br /> \nA inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que tinha doze anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola.<br /> \nPouco antes do Natal, houve uma disputa especial contra uma equipe patrocinada por uma Associação da parte mais pobre da cidade.<br /> \nEsses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços.<br /> \nContrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.<br /> \nQuando a competição acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado com eles.<br /> \nFoi então que Mike balançou a cabeça triste e falou: Queria que pelo menos um deles tivesse ganho. Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles.<br /> \nMike adorava crianças. Todas as crianças. E as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei.<br /> \nFoi aí que a esposa teve a ideia. Naquela tarde, foi a uma loja de artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais que enviou, sem se identificar, para a Associação que patrocinava aquela equipe.<br /> \nNa véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro, contando o que tinha feito e que esse era o seu presente para ele.<br /> \nO mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal. No ano seguinte, ela comprou ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais.<br /> \nNo outro, enviou um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa em um incêndio, na semana anterior ao Natal.<br /> \nO envelope passou a ser o ponto alto do Natal daquela família.<br /> \nOs filhos deixavam de lado seus brinquedos e ficavam esperando o pai pegar o envelope e revelar o que tinha dentro.<br /> \nAs crianças foram crescendo. Os brinquedos foram sendo substituídos por presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu o seu encanto.<br /> \nAté que Mike morreu. Chegou a época do Natal e a esposa estava se sentindo muito só. Triste. Quase sem esperanças.<br /> \nMas, na véspera do Natal, ela preparou o envelope como sempre.<br /> \nPara sua surpresa, na manhã seguinte, havia mais três envelopes junto dele. Cada um dos filhos, sem um saber do outro, havia colocado um envelope para o pai.<br /> \n* * *<br /> \nO verdadeiro espírito do Natal se chama amor e no momento especial em que se reprisa, nos quadros da Terra, nos possibilita o exercício da nossa capacidade maior de doação.<br /> \nMuito além dos presentes, da ceia, do encontro familiar, comemorar o Natal significa viver a mensagem do Divino Aniversariante, lançada há mais de dois mil anos e que até hoje prossegue ecoando nos corações...<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, a partir de história de<br /> \nautor desconhecido<br /> \nEm 12.12.2014.

RESIGNAÇÃO
23 Dez 20203:55EP 1366

RESIGNAÇÃO

&nbsp;RESIGNAÇÃO<br /> \n<br /> \nQuando precisamos aceitar uma circunstância que não foi planejada, o primeiro impulso que temos é o de ser resistente à nova situação.<br /> \nÉ difícil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doença, a humilhação, as traições.<br /> \nA nossa tendência natural é resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.<br /> \nAgindo assim, estaremos prolongando a situação. Resistir nos mantém presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.<br /> \nEm outras ocasiões, nossa reação é a de negação do problema e, por vezes, nos entregamos a desequilíbrios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indignação.<br /> \nTodas essas reações são destrutivas e desagregadoras.<br /> \nQuando não aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as soluções.<br /> \nPode parecer que quando nos resignamos diante de uma situação difícil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.<br /> \nMas não. Apenas significa que entendemos que a existência terrestre tem uma finalidade e que a vida é regida pela lei de ação e reação; que a luta deve ser encarada com serenidade e fé.<br /> \nNa verdade, se tivermos a verdadeira intenção de enfrentar com equilíbrio e sensatez as grandes mudanças que a vida nos apresenta, devemos começar admitindo a nova situação.<br /> \nA aceitação é um ato de força interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.<br /> \nÉ detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.<br /> \nExistem inúmeras situações na vida que não estão sob o nosso controle. Resta-nos então acatá-las.<br /> \nÉ fundamental entender que esse posicionamento não significa desistir, mas sim manter-se lúcido e otimista no momento necessário.<br /> \nNo instante em que aceitamos, apaga-se a ilusão de situações que foram criadas por nós mesmos e as soluções surgem naturalmente.<br /> \nAceitar é exercitar a fé. É expandir a consciência para encontrar respostas, soluções e alívio. É manter uma atitude saudável diante da vida.<br /> \nÉ nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.<br /> \n* * *<br /> \nEstamos nesta vida pela misericórdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo físico.<br /> \nOs sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa existência, são frutos das próprias dificuldades em lidar com os problemas.<br /> \nLembremos que todas as dores são transitórias.<br /> \nQuando elas nos alcançarem, as aceitemos com serenidade e resignação. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em direção a Ele.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base<br /> \nno texto Aceitação, de autoria desconhecida e com parágrafo final do<br /> \ncap. 20, do livro Terapêutica de emergência, por diversos Espíritos,<br /> \npsicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> \nEm 9.10.2012.

A ROGATIVA DO CULPADO
16 Dez 20203:46EP 1365

A ROGATIVA DO CULPADO

<strong>Rogativa do culpado</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nCaro amigo:<br /> \nDesejo pedir-te perdão pelo mal que te fiz.<br /> \nInfelizmente, naquela ocasião, eu me encontrava infeliz, inimizado comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal - o que deveria e o que não me era lícito fazer.<br /> \nReconheço hoje que te magoei com a minha insolência e desequilíbrio, proporcionando-te sofrimentos desnecessários.<br /> \nAprendi a lição da dignidade, após atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando expiar a culpa, tentando reabilitar-me através das boas ações, a fim de encorajar-me a pedir-te perdão.<br /> \nReconheço que é mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua vítima.<br /> \nQuando o ofendido supera a situação deplorável, ascende no rumo da iluminação, enquanto o seu adversário mergulha no abismo do desequilíbrio, assinalado pela culpa de que não se consegue libertar.<br /> \nApiada-te, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da própria inferioridade.<br /> \nSei que não te será fácil compreender tudo quanto sinto e gostaria de dizer-te...<br /> \nSegue, portanto, a tua portentosa jornada, olhando para trás e distendendo a mão para mim, em socorro, que me encontro na retaguarda.<br /> \nDesejo, porém, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclusão, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.<br /> \n* * *<br /> \nPedir perdão é vencer uma grande batalha dentro de nós.<br /> \nPedir perdão é vencer o orgulho que sempre, através das eras, foi vencedor em nossa intimidade imperfeita e desequilibrada.<br /> \nPedir perdão, de coração, o perdão verdadeiro, é grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas.<br /> \nHá humildade em tal pedido, e também sabedoria.<br /> \nBaixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, porém perfectível, mutável.<br /> \nSe pedíssemos perdão mais vezes, certamente seríamos mais felizes.<br /> \nO pedido de perdão verdadeiro faz-nos mais fortes, porque junto dele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de não mais errar.<br /> \nNo pedido de perdão vem o desejo do bem ao outro - desejo exatamente oposto àquele que gerou toda situação desastrosa entre as suas almas.<br /> \nPor carregar tal aspiração, representa grande vitória do bem contra o mal.<br /> \n* * *<br /> \nAo reconhecer nossos erros, não esqueçamos de pedir perdão.<br /> \nProcuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, e que agora lhe desejamos bem, e não mal.<br /> \nNão esperemos contrapartida. A vitória de quem sabe pedir perdão está dentro de si mesmo, e não depende de aceitação da outra parte.<br /> \nReconhecer o erro; pedir perdão; não errar mais; ressarcir a Lei - eis o caminho da felicidade.<br /> \n&nbsp; \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso com base no cap. 41, do livro O amor como solução,<br /> \nde Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.</em></div> \n

A NOSSA PARTE
15 Dez 20203:36EP 1364

A NOSSA PARTE

<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt"><b>A nossa parte</b></font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">A Divindade nos oferece, continuamente, possibilidades e recursos.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Um desses mecanismos é a inteligência. Poucos de nós percebemos o quanto ela impacta a nossa vida.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Através de cientistas, pensadores, filósofos, engenheiros, surgem novas descobertas e conquistas nos mais variados campos.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Pode ser o medicamento que diminui as dores... A proposta filosófica que provoca reflexão e mudança na sociedade... Ou a tecnologia que facilita a vida.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">São todas expressões da inteligência, que impulsionam o progresso e vão construindo o que o sociólogo alemão, Norbert Elias, chama de processo civilizador.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">É natural que o fruto do uso da inteligência colabore no enriquecimento... O triste é encarar que exista tanta desigualdade, num cenário onde surgem tantas competências. </font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">A verdade é que alguns têm mais talentos e melhores condições sociais. Poderão conquistar, dessa forma, mais bens materiais que outros.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Mas, como seres humanos, não podemos ter um olhar de naturalidade sobre a fome e a miséria que se abatem sobre os indivíduos. Em uma sociedade moralmente organizada, ninguém deve morrer de fome.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">A riqueza mal distribuída é fruto do nosso egoísmo, gerando muitos males...</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><br /> \n&nbsp;</p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Ter riquezas não é errado. O indivíduo tem o direito de lutar e trabalhar para conquistar bens. E toda riqueza conquistada sem prejuízo a outros, é lícita e justificada.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Será também a riqueza que dará a oportunidade de promoção do bem-estar social, gerando empregos, oferecendo melhores condições aos outros.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Mas, cabe a cada um de nós fazer a sua parte e reconhecer o seu papel.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Quem possui mais, tem a oportunidade de melhorar as condições de educação, de moradia e de saúde. Doar seu dinheiro ou mesmo o seu tempo, através de um trabalho voluntário, uma oferta de amor...</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Todos nós podemos estimular a promoção social, extinguindo a miséria onde ela exista.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Se dispomos mais do que o necessário, estamos em condições de compartilhar...</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><br /> \n&nbsp;</p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Assim, exercemos a solidariedade e contribuímos para a eliminação do egoísmo.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Talvez falte em nós um olhar mais atento às necessidades do nosso próximo, mas nós podemos fazer algo. </font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Se não podemos solucionar os maiores problemas, que possamos ao menos aliviar as dores da vida de alguém. </font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Será o esforço pessoal em diminuir o nosso egoísmo que irá construir uma sociedade mais justa, onde a miséria e a fome não terão mais lugar.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Todos nós temos recursos e competências que, de alguma forma, poderão significar muito na vida de alguém. Pensemos a respeito e cumpramos a nossa parte.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt">Pense nisso. Mas... Pense agora.</font></font></p> \n \n<p align="justify" style="margin-bottom: 0.35cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3" style="font-size: 12pt"><i><b>(*) Pense Nisso baseado no Momento Espírita, de 26/11/2020</b></i></font></font></p> \n

COMO SE ESCREVE?
10 Dez 20204:28EP 1363

COMO SE ESCREVE?

&nbsp;COMO SE ESCREVE?<br /> \n<br /> \nQuando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> \nJoey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.<br /> \nProfessora, como a gente escreve...?<br /> \nEla não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> \nQuando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.<br /> \nSua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.<br /> \nMamãe, como a gente escreve...?<br /> \nMenino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> \nEle dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.<br /> \nAlisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai.<br /> \nPapai, como a gente escreve...?<br /> \nJoey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.<br /> \nO garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> \nTodos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> \nOs anos rolaram...<br /> \nQuando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> \nEste aqui é você, papai!<br /> \nA garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.<br /> \nAnnie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> \nEu volto logo!<br /> \nE voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:<br /> \nPapai, como a gente escreve amor?<br /> \nEle abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> \nAmor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> \n* * *<br /> \nConjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.<br /> \nNão espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.<br /> \nPor fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base no cap.<br /> \nCírculo de amor, de Jeannie S. Williams,<br /> \nda obra Histórias para o coração da mulher,<br /> \nde Alice Gray, ed. United Press, 2002.

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