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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO
22 Jan 20216:08EP 1386

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO

&nbsp;SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO<br /> \n<br /> \nO sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório.<br /> \n<br /> \nNão há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.<br /> \n<br /> \nO desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.<br /> \n<br /> \nEm tempos de facebook, Instagram, Whatsapp...não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.<br /> \n<br /> \nAo mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra. O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.<br /> \n<br /> \nNunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco.<br /> \n<br /> \nAssim, raros são os momentos em que estamos sozinhos. E o medo de estarmos sozinhos nos faz cada vez mais mergulhar nas comunicações, nos contatos, não poucas vezes vazios e sem significados reais.<br /> \n<br /> \nE o medo da solidão nasce muitas vezes do medo de encontrarmos a nós mesmos, nossa essência. Como se isso não fosse necessário e inevitável.<br /> \n<br /> \nAssim, fugimos de nós mesmos, mergulhando nos barulhos do mundo. Afastamo-nos de nós mesmos buscando respostas que, ao final, só poderão ser encontradas em nossa intimidade.<br /> \n<br /> \nPor isso se faz necessário que busquemos a nós mesmos, de tempos em tempos.<br /> \n<br /> \nBuscar a solidão para encontrarmo-nos conosco, em um reencontro com a própria alma, de maneira tranquila e serena, sabendo que guardamos em nossa intimidade a chave para nossa felicidade.<br /> \n<br /> \nSerá nesses momentos de introspecção que conseguiremos analisar nossas atitudes, nossos valores e sentimentos.<br /> \n<br /> \nQuando fazemos silêncio exterior, damos vazão ao mundo interno, intenso e palpitante e que, muitas vezes, relegamos ao esquecimento.<br /> \n<br /> \nNessas horas, teremos a oportunidade de entender nossas reações, repensar nossos atos, ponderar valores e atitudes para os próximos embates.<br /> \n<br /> \nSomente assim, ao permitirmos esse encontro conosco mesmos, conseguiremos alçar a patamares mais maduros e tranquilos em nosso mundo emocional.<br /> \n<br /> \nDessa forma, a solidão será oportuna companheira a ser buscada, para que possamos nos encontrar e conhecer.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nPermitamo-nos, assim, com regularidade, evadirmo-nos do mundo, buscando momentos de solidão, onde teremos apenas a nós mesmos para conversar.<br /> \n<br /> \nAproveitemo-los para rever, repensar ações, horas de dificuldade e apreensão.<br /> \n<br /> \nSerão esses espaços de solidão que nos permitirão reavaliar atitudes para, nas próximas experiências, evitar que venhamos a repetir os mesmos erros, em idênticas situações.<br /> \n<br /> \nSem nos permitirmos esse encontro interior, continuaremos a ser aqueles que tropeçamos em nós mesmos, sem saber porquê, nem como, tentando achar algum culpado, quando, na verdade, somos apenas nós a andar, sem rumo e sem autoconhecimento.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nA sós, todos os dias, alguns momentos para reflexionar a respeito do que fazemos, como fazemos nos permitirá o autoconhecimento. E essa é a chave do progresso individual. Pensemos nisso.

PARA MUDAR O MUNDO
21 Jan 20215:12EP 1385

PARA MUDAR O MUNDO

<strong>Para mudar o mundo</strong><br /> \n<br /> \nNa manhã que apenas se espreguiçava, a manchete estampada na primeira página do jornal, chamava a atenção: Maldade registrada.<br /> \nEm outro jornal, a notícia, em letras garrafais, era a respeito da infelicidade de uma família, cujo filho adolescente fora vítima de uma dita bala perdida.<br /> \nIsso, no Dia das Mães, enquanto a família se preparava para o almoço, e o jovem se dirigia à farmácia para comprar medicamento para o pai.<br /> \nDesgraças. Violência.<br /> \nOlhamos o mundo e, por vezes, nos sentimos inseguros, amedrontados.<br /> \nParece que a honra se despediu da Humanidade, a decência se escondeu em algum recanto secreto e os maus tomam conta do mundo.<br /> \nParece. Só parece. Tudo isso acontece, em verdade, porque, embora estejamos no Terceiro Milênio, no século XXI, ainda o homem se compraz com as coisas ruins.<br /> \nSenão vejamos: por que estampamos na primeira página do jornal o criminoso cruel, desumano, com a descrição do seu crime hediondo?<br /> \nPor que tanto espaço para a atrocidade que ele cometeu, que é descrita em detalhes?<br /> \nPor que a visita de um cientista que se dedica, há anos, à pesquisa em laboratório, para a descoberta de uma vacina, recebe uma nota pequena, numa página interna?<br /> \nPor que estampamos na primeira página a corrupção, enquanto um ato de heroísmo é noticiado sem destaque algum?<br /> \nPor que valorizamos o mal, a maldade, em detrimento do que é bom, belo e deve ser imitado?<br /> \nPor que não usamos a primeira página do jornal para noticiar a conquista de uma medalha por um atleta?<br /> \nOu para anunciar o espetáculo de ballet que uma escola apresentará?<br /> \nOu, ainda, um espetáculo, cuja renda beneficiará a portadores de determinada enfermidade?<br /> \nPor que premiamos os que fazem o mal e não apontamos os que realizam o bem?<br /> \nQuem já viu estampada manchete sobre entidade beneficente que abriga pessoas portadoras de necessidades especiais?<br /> \nPor que não se mostra a dedicação de fisioterapeutas, de fonoaudiólogos trabalhando com paralisados cerebrais?<br /> \nOs que trabalham com idosos, os portadores de Alzheimer?<br /> \nPor que não se relata o trabalho dos médicos sem fronteiras, em manchete? Dos benefícios que propiciam, das batalhas vitoriosas contra a morte, das vidas que modificam?<br /> \nPor que não se mostra a abnegação de mães valorosas que abraçam, todos os dias, seus filhos totalmente dependentes de seus cuidados?<br /> \nO carinho de filhos adultos por pais idosos e dependentes?<br /> \nPor que não se colocam, em amplo destaque, as entidades que protegem cães e gatos abandonados pelas ruas?<br /> \nPor que não se anuncia, com grandes fotos coloridas, a inauguração de uma nova creche, de um jardim, de um parque?<br /> \nPor que não se fala do bom trabalho de um hospital, de uma escola?<br /> \nQuase sempre essas instituições aparecem, quando algo suspeito ou equivocado por lá acontece.<br /> \nSerá que anos e anos de dedicação, de serviço ao povo não valem nada?<br /> \n* * *<br /> \nPensemos nisso e comecemos a exigir dos que movimentam a imprensa, a inserção de coisas positivas.<br /> \nDigamos, não aderindo à onda de violência e maldade que deseja tomar conta da Terra, que desejamos ver, ouvir e sentir coisas boas.<br /> \nPor isso, invistamos nas boas revistas, nos bons periódicos, nos programas de valor.<br /> \nAjudemos a sustentar um bom programa de rádio, de televisão.<br /> \nE, se somos dos que escrevem, ilustram, criam, evidenciemos em nossas letras, gravuras e criações, com muito destaque, o que é bom, belo e proveitoso.<br /> \nGuardemos a certeza que, dessa forma, estaremos investindo no mundo melhor que todos desejamos para nós e para nossos filhos.<br /> \n&nbsp; \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso<br /> \nEm 05.7.2017.</em></div> \n

UM AMOR ESPECIAL
20 Jan 20215:34EP 1384

UM AMOR ESPECIAL

&nbsp; Um amor especial<br /> \n<br /> \n<br /> \nQuando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe.<br /> \nTodos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado.<br /> \nTodos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda.<br /> \nNo transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado.<br /> \nQuando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto.<br /> \nParecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo.<br /> \nComeçou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada.<br /> \nUma semana antes de morrer, seu corpo perdeu funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clínica de doentes terminais.<br /> \nJéssica insistiu para ir vê-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a avó Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama.<br /> \nO corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida.<br /> \nLentamente, Jéssica se sentou à sua frente. Tomou a sua mão esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma.<br /> \nDesejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que não a conseguia controlar. Então, aconteceu...<br /> \nA mão da avó foi se fechando em torno da mão da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: Jéssica.<br /> \nA garota tremeu. O seu nome. A avó tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela?<br /> \nNaquele momento, a impressão que Jéssica teve foi que um filme era exibido em sua cabeça. Viu e reviu sua avó nos quatorze recitais de dança em que ela se apresentou.<br /> \nViu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande.<br /> \nViu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a árvore decorada com enfeites luminosos.<br /> \nEntão Jéssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou.<br /> \nDeu-se conta de que ela não assistiria, no corpo, ao seu último recital de dança, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol.<br /> \nNunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a árvore de Natal. Não a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano.<br /> \nNão estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse.<br /> \nAs lágrimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a avó havia se sentido no dia em que ela nascera.<br /> \nA avó olhara através da sua aparência, enxergara lá dentro e vira uma vida.<br /> \nLentamente, Jéssica soltou a mão da avó e enxugou as lágrimas que molhavam o seu rosto.<br /> \nFicou de pé, inclinou-se para a frente e a beijou.<br /> \nNum sussurro, disse para a avó: Você está linda.<br /> \n* * *<br /> \nSe desejas ensinar a teu filho o que é o amor, demonstra-o. Não lhe negues a carícia, a atenção, a palavra.<br /> \nO que faças ou digas é hoje a semeadura farta de bênçãos que o mundo colherá, no transcurso dos anos dos teus rebentos.<br /> \nE o mundo te agradecerá, por teres sido alguém que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base no cap. Linda,<br /> \nde autoria de Jéssica Gardner, do livro Histórias para<br /> \naquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield,<br /> \nMark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.<br /> \nEm 23.10.2017.

SEJA PATRÃO
19 Jan 20213:57EP 1383

SEJA PATRÃO

&nbsp;<br /> \nSEJA PATRÃO<br /> \n<br /> \nVocê é empregado? ...<br /> \nDesculpe, usei o termo errado. Nesses tempos do politicamente correto e de eufemismos, a pergunta correta é: Você é um colaborador?<br /> \nVivem reclamando da empresa, do chefe...do Patrão?<br /> \nSe sente um injustiçado e acha que merece ganhar mais?<br /> \nTudo bem. Não há mal algum em querer um soldo maior, é um direito seu.<br /> \nMas, será que você tem ideia do que é administrar uma empresa e ter sobre os seus ombros a responsabilidade de centenas, quando não, milhares de famílias que dependem das suas decisões nos negócios, para que ganhem os seus sustentos?<br /> \nEntão, aconselho que você abra uma empresa e se torne Patrão.<br /> \nEu indico a todos abrirem uma empresa um dia e experimentar por alguns anos o que é a responsabilidade de enfrentar uma folha de pagamento, a regularização de impostos e equipe, o processo de seleção do time, o investimento em equipamentos, estrutura e conforto para o trabalho.<br /> \nIndico a todos que façam esse experimento. Que aprendam a calcular o valor hora de um trabalho. Aprenda a calcular o valor de um salário. Que invistam incontáveis horas com contadores. Que fiquem outras noites sem conseguir dormir preocupado com as contas.<br /> \nIndico também que experimentem formar pessoas, inspirar o melhor em cada um.<br /> \nMotivar com palavras, com respeito, honestidade e com dinheiro.<br /> \nInvista em marketing, vista a camisa e saia pelas ruas e redes sociais para atrair clientes.<br /> \nExperimente também segurar a onda quando os&rdquo; haters&rdquo;(inimigo em inglês) e as críticas chegarem.<br /> \nQuando duvidarem de você e quando você mesmo duvidar.<br /> \nDe verdade eu recomendo isso.<br /> \nRecomendo ficar no cheque especial para não atrasar um dia a folha.<br /> \nExperimente também olhar no olho de um funcionário e demiti-lo.<br /> \nChegar em casa detonado por cada plano, ideia, estratégia que não deu certo. Mas mesmo assim continuar firme e animado tentando.<br /> \nFaça esse teste. Vai se ver acordando as 3 da manhã sem razão e com o pensamento num produto, numa conversa de escritório ou num plano para evitar a falência.<br /> \nFaça esse favor a você mesmo.<br /> \nTente ser o filho da puta (colocar o bip de censura) do patrão por alguns anos. Ser visto como explorador.<br /> \nFaça esse teste. Mas faça por acreditar que seu negócio vai muito além de dinheiro.<br /> \nE quando você cansar, falir, ou tiver sucesso...<br /> \nlembre-se de tudo que você passou.<br /> \nGuarde isso na alma. Você um dia vai precisar, quando a maré virar e transformar a vaidade em humildade, o ego em me desculpe, a marra em companheirismo, a malandragem em dedicação, a inveja em desejo de sucesso e as certezas em dúvidas.<br /> \nFaça esse experimento um dia.<br /> \nAbra uma empresa...ou pelo menos, Pense Nisso.

É PRECISO SABER MORRER
18 Jan 20216:09EP 1382

É PRECISO SABER MORRER

&nbsp;É PRECISO SABER MORRER<br /> \n<br /> \nDepois que nascemos só temos uma certeza: nós vamos morrer!<br /> \nE paradoxalmente vivemos como se ela, a morte, não existisse.<br /> \nSe a morte é uma das poucas certezas da vida, por que temos tanta resistência em aceitá-la com a naturalidade que lhe é inerente?<br /> \nTalvez, por isso, vivemos com tanto medo...com tantas ansiedades.<br /> \nÉ esse medo da morte, esse medo de morrer antes de ter realizado o que desejamos ou de ver nossos filhos crescerem. É isso o que mais nos perturba.<br /> \nDevemos ter em mente que a morte é parte da vida, querendo ou não, e ignorar essa verdade essencial tem um custo psicológico pesado.<br /> \nNeste sentido, não é desproposito algum, propor que se medite cinco minutos por dia a respeito da morte. Isso vai, com o tempo, nos deixando menos ansiosos e perturbados diante do inevitável.<br /> \nFoi publicada no New York Times no dia 19 de fevereiro de 2015, uma matéria intitulada &ldquo;Oliver Sacks: Minha Própria Vida&rdquo;. Nela o escritor e neurologista declara ter descoberto um câncer em estado terminal. É uma belíssima reportagem onde o mesmo relata seus sentimentos diante de tal revelação. Oliver encara a morte como um processo natural e mostra gratidão pela vida que teve.<br /> \n&ldquo;Não posso fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é de gratidão. Amei e fui amado; recebi muito e dei algo em troca; li, viajei, pensei e escrevi. Tive uma boa relação com o mundo&rdquo;&ndash; escreveu Oliver.<br /> \nSe a morte é uma das poucas certezas da vida, por que temos tanta resistência em aceitá-la com a naturalidade que lhe é inerente?<br /> \nTalvez, porque vivemos em uma sociedade pautada no apego. Nossa jornada é baseada em acumular, e dessa forma é praticamente impossível ter o desprendimento necessário para aceitar que nosso tempo, ou de entes queridos, por aqui possa estar no fim.<br /> \nÉ muito comum relacionarmos a morte com dor, desespero e sofrimento, essa é a atitude esperada quando lidamos com este assunto. Cada um desses sentimentos está intrínseco em nós culturalmente, socialmente e religiosamente.<br /> \nPorém, não é necessário ser dessa forma, no caso de Sacks houve uma quebra de tabus em relação a um tema tão pouco explorado.<br /> \n&ldquo;Depende de mim agora escolher como levar os meses que me restam. Tenho de viver da maneira mais rica, profunda e produtiva que conseguir&rdquo; &ndash; disse Oliver, nos seus últimos dias de vida<br /> \nTodos têm medo do desconhecido, porém pode ser mais digno aceitar vivê-lo com intensidade e gratidão, do que se revoltar diante de uma situação irreversível como a morte.<br /> \n<br /> \nCerto dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, perguntaram a São Francisco de Assis:<br /> \nIrmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?<br /> \nFrancisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.<br /> \nSuspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno:<br /> \nEu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.<br /> \nE retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.<br /> \nQuantos de nós teríamos condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos.<br /> \nTanto a tememos que existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.<br /> \nOutros, nem comparecemos ao enterro de colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não nos atemoriza.<br /> \nAlgo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.<br /> \nE andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.<br /> \nAssim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.<br /> \nPor isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro.<br /> \nNão no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.<br /> \nUsar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.<br /> \nSorrir, abraçar, amar.<br /> \nRealizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.<br /> \nFaçamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de que vivemos na Terra doando o nosso melhor.<br /> \nLembre-se, é preciso saber morrer. Pensemos nisso.

A ELEGÂNCIA
13 Jan 20213:00EP 1381

A ELEGÂNCIA

<span font-size:="" style="">A ELEGÂNCIA<br /> \n<br /> \nAs pessoas geralmente se esmeram para mostrar certa elegância, de acordo com suas possibilidades.<br /> \nIsso é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.<br /> \nNo entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.<br /> \nÉ um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.<br /> \nÉ a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto: é uma elegância desobrigada.<br /> \nÉ possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.<br /> \nNas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca.<br /> \nÉ uma elegância que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo.<br /> \nElegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.<br /> \nSobrenome, cargo e jóias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância.<br /> \nA pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indivíduos, indistintamente.<br /> \nTer comportamento elegante é ser gentil sem afetação.<br /> \nSer sincero sem agressividade.<br /> \nÉ ser humilde sem relaxamento.<br /> \nSer cordial sem fingimento.<br /> \nÉ ser simples com sobriedade.<br /> \nÉ saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória sem se vangloriar.<br /> \nEnfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é.<br /> \n<br /> \n<br /> \n****<br /> \nMais do que decorar regras de etiqueta e elaborar gestos ensaiados, é preciso desenvolver a verdadeira elegância de comportamento.<br /> \nImportante que cada gesto seja sincero, que cada atitude tenha sobriedade. A verdadeira elegância é a do caráter, porque procede da essência do ser.<br /> \nPense Nisso</span>

&#8203; OH, COMO EU A AMEI
12 Jan 20213:47EP 1380

&#8203; OH, COMO EU A AMEI

&nbsp;OH, COMO EU A AMEI<br /> \n<br /> \nO padre estava terminando o serviço fúnebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, começou a gritar:<br /> \n- &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo;<br /> \nSeu lamento desolado interrompeu o silêncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de pé em torno da sepultura, parecendo chocados e embaraçados.<br /> \nSeus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai.<br /> \nEstá certo, papai; nós entendemos.<br /> \nO velho homem olhava fixamente o caixão descer lentamente na sepultura. O padre continuou. Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local.<br /> \nTodos, exceto o velho homem.<br /> \n- &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo; Gemeu ruidosamente.<br /> \nSua filha e dois filhos novamente tentaram contê-lo, mas ele continuou.<br /> \n-&ldquo;Como eu a amei!&rdquo;<br /> \nAquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: &ldquo;eu sei como você deve se sentir, mas está na hora de irmos embora.&rdquo;<br /> \nTodos devemos ir e continuar nossa vida.<br /> \n&ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo; Disse novamente o velho homem ao padre.<br /> \n&ldquo;Você não faz idéia...&rdquo;<br /> \n&ldquo;Eu quase disse isso a ela, uma vez...&rdquo;<br /> \n<br /> \n***<br /> \n<br /> \nIncontável número de pessoas passa por uma situação semelhante a essa.<br /> \nSão esposas e esposos, filhos, irmãos, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e não têm coragem de declarar seus sentimentos.<br /> \nNo momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as forças que nós o amamos, mas é demasiadamente tarde...<br /> \nPara que você não fique com uma declaração de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que você sente pelos seus afetos.<br /> \nDiga ao seu filho o quanto você o ama.<br /> \nFale para os irmãos que eles são importantes para você. Talvez a felicidade deles dependa dessa declaração.<br /> \nConfidencie aos seus pais que você os ama, se é que ainda não o fez. Isso lhes trará uma alegria inesperada.<br /> \nNão esconda dos seus amigos o que você sente por eles. Talvez eles desconheçam seus sentimentos de ternura.<br /> \nAbrace seus avós, se ainda os tem por perto. Um abraço de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos remédios.<br /> \nConfesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso fará com que o relacionamento se torne mais agradável e os eventuais problemas se tornem mais fáceis de superar.<br /> \nÀs vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso não dizemos, mas nem sempre elas adivinham.<br /> \n<br /> \nPense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente.<br /> \nEquipe de Redação do Pense Nisso, com base em texto intitulado &quot;Oh, how i loved her&quot;, de Hanonch Mccarty, encontrável na página:<br /> \nhttp:www.tribuneindia.com/200320030427spectrumlessons.htm<br /> \nEm 09.07.2012

ACOSTUMADOS DEMAIS
11 Jan 20213:15EP 1379

ACOSTUMADOS DEMAIS

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Nada tocando
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