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PODCAST · 3185 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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ACEITAÇÃO
14 Mai 20214:00EP 1473

ACEITAÇÃO

<span font-size:="" style="">ACEITAÇÃO<br /> \n<br /> \nVai chegar um momento em sua vida, que você vai estar diante de um espelho e pensar: Putz, eu tenho mais passado que futuro&rdquo;. Isso acontece, geralmente, lá pelos 50 anos de idade.<br /> \nEntão... o que fazer quando descobrimos que somos mortais?<br /> \nQue estamos mais limitados fisicamente?<br /> \nA memória começa a nos trair...a libido diminui ...os cabelos ficam mais ralos; isso quando não resolvem simplesmente sumirem da nossa cabeça.<br /> \nO que fazer, quando descobrimos que não temos mais o mesmo vigor sexual?<br /> \nA resposta chave é: aceitação.<br /> \nQuando você passa a aceitar, você começa a ter paz.<br /> \nAceitar os seus limites... aceitar o tempo...aceitar que já passou a tua fase, e que uma nova fase esta começando. Você tem que entender, que tudo muda...que o próprio universo está em constante mudança...em constante transformação. Gente que vai passando...gente que vem chegando. Ideias e conceitos que vão sendo ultrapassados e substituídos por novos vislumbres.<br /> \nDa mesma forma que chegamos com novas ideias, com o tempo, outros chegarão para nos substituir e levar adiante as mudanças que nos iniciamos. Mas talvez o que mais nos incomoda, é que muitas vezes essas novas ideias são bem melhores do que aquelas que tivemos. Mas não deveríamos nos sentir incomodados. Visto que, é preciso que isso aconteça para que os nossos filhos e netos tenham um mundo melhor. Muito melhor que aquele que ajudamos a construir no passado.<br /> \nHá duas coisas que nos faz sofrer: o existir e o deixar de existir.<br /> \nEsse sofrimento acontece porque nós não aceitamos as ordens das coisas. Tudo na vida muda e passa. Inclusive a nossa própria existência.<br /> \nSe você não aceitar isso, você vai sofrer pra burro. Você vai bater a cabeça, se descabelar, entrar em depressão e deixar de viver o que de melhor lhe resta da vida...sem frescuras e com muita simplicidade. Porque a simplicidade é o último grau da sofisticação.<br /> \nSe alguém lhe falar que você está velho, aceite.<br /> \nE diga para essa pessoa, que ela vai ter que lhe aguentar. Porque você vai cantar, andar de bicicleta, jogar o seu charme pra alguém...flertar com esse alguém.<br /> \nOutra coisa, quando você chegar aos 50 anos, baixe uma medida provisória, que passará a ser uma medida definitiva. Neste decreto deixe bem explicito: daqui pra frente, serão os melhores anos da minha vida.<br /> \nQuando você decreta, que de fato, serão os melhores anos de sua vida, você começa a fazer que isso aconteça de verdade. Mas lembre-se: isso só começa a acontecer quando você tem a aceitação como a força motriz da sua vida. E não leve a vida muito a sério, você não vai sair vivo dela...e quer saber de uma coisa? &ndash; Vai ser feliz!<br /> \n<br /> \nE pra encerrar o pense nisso uma frase de John lennon: - &ldquo;Life, is what happens to you while you make plans for her.&rdquo;<br /> \nTraduzindo: vida, é o que acontece com você, enquanto você faz planos pra ela.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso<br /> \nEm 17.03.2017.</span><br /> \n<br /> \n&nbsp;

INCAPAZ
13 Mai 20214:03EP 1472

INCAPAZ

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

DE VOLTA PRA CASA
12 Mai 20214:40EP 1471

DE VOLTA PRA CASA

<strong>DE VOLTA PRA CASA</strong><br /> \n<br /> \n<span font-size:="" style="">Não lembro como foi...<br /> \nCheguei sem saber de onde vim...<br /> \nTudo era novo!!!<br /> \nE eu dependia ... sem saber de quem<br /> \nAos poucos meu mundo foi nascendo<br /> \nAos poucos a Luz do Sol!!!<br /> \n<br /> \nA cada dia... algo novo<br /> \nTudo era tão simples<br /> \nNem vi o tempo passar<br /> \nNem percebi quando virei Eu...<br /> \nQuando as cores mudaram...<br /> \n<br /> \nE os sonhos...<br /> \nJá não eram mais os mesmos<br /> \nNovos desafios...<br /> \nNo tempo que Voa<br /> \nSem me dar explicações<br /> \nSem que eu soubesse a razão<br /> \nSem ouvir a batida de suas Asas<br /> \n<br /> \nSem eu notar , quando as coisas mudaram...<br /> \nTão rapidamente<br /> \nDeixando de me reconhecer<br /> \nComo se agora fosse outra pessoa<br /> \nMudei sem perceber<br /> \n<br /> \nMe transformei todos os dias<br /> \nSem ver o tempo passar<br /> \nPois só posso enxergar.. um dia depois do outro<br /> \nVirei outra pessoa!!!<br /> \nPerdida no tempo<br /> \nQue me enganou....<br /> \n.... me transformou...<br /> \n... me conduziu....<br /> \n.... me deu...<br /> \n.....e me tirou....<br /> \ne me deixou sem chão.....<br /> \nSem saber porque!!!<br /> \nCom a sensação de estar fora de casa<br /> \nou não ter mais casa<br /> \n<br /> \nComo se tudo tivesse sido um sonho<br /> \nQue estranhamente nunca vai acabar<br /> \nTalvez eu só perceba em parte...<br /> \nQue estou indo a algum lugar<br /> \nE que tudo é uma coisa só<br /> \nQue todos os dias são UM<br /> \nQue tudo faz sentido<br /> \n<br /> \nE que todas as coisas<br /> \nSó existiram dentro de mim<br /> \nE me conduzirão, todos os dias<br /> \n... De volta para casa.....<br /> \nNo verão de nossas vidas é a época do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates.<br /> \nNo verão, os momentos decisórios de nossa existência, quando as opções do caminhar são tomadas, e as estradas a trilhar são escolhidas.<br /> \nLogo mais, quando menos se espera, à empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono. As experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão. No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado.<br /> \nNos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham o tempero da experiência, que oportuniza novas opções, que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas.<br /> \nLogo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a existência, através da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida.<br /> \nO inverno, ao contrário do que se pensa, é estação de conquistas. Já não mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos.<br /> \nÉ na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam, quando olhamos nós mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma existência vivida.<br /> \nE para que essa reflexão, ao final de uma existência?<br /> \nAí, olhamos para a natureza para aprender, que a reflexão profunda e silenciosa do inverno, é só mais um preparo para a outra primavera que se aproxima.<br /> \nA vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante.<br /> \nCada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio.<br /> \nSe você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso<br /> \ncom base em um vídeo de autoria ignorada.<br /> \nEm 22.07.2014. </span>

IMPASSE
11 Mai 20216:59EP 1470

IMPASSE

IMPASSE<br /> \n<br /> \nA Escolha de Sofia é um clássico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentração. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta é a escolha de Sofia, uma mãe diante de um grande dilema... Em um documentário, foi proposto um experimento teórico para estudar a lógica da decisão.<br /> \n<br /> \nImagine que um trem lotado encaminha-se para um precipício, redundando numa queda da qual não restariam sobreviventes.<br /> \nPosicionado em um entroncamento, você pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua intervenção certamente causaria um número menor de vítimas. Como você agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princípio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Porém, dizer nem sempre é fazer. Experimentos nos quais é preciso agir - e não apenas declarar as intenções - apontam outro resultado.<br /> \nA convicção em torno de valores, princípios e regras pode se mostrar incrivelmente frágil diante da experiência real. Situações concretas, por sua vez, são muito sensíveis à contagem dos participantes.<br /> \nSozinhos na situação do trem, você e sua consciência provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situações difíceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de mão em mão como se fosse uma batata quente. Alguém espera que alguém resolva, este alguém que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele.<br /> \nTemos, nos últimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> \nEutanásia, que é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida. Crime pelo código penal.<br /> \nDistanásia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que não há mais esperanças, não há chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> \nOrtotanásia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente já está em processo natural da morte e recebe uma contribuição do médico para que este estado siga seu curso natural.<br /> \nConversar sobre isso é difícil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condições ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. Há um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que não há mais esperanças, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuportável para todos. Então aqui entra a decisão do maquinista do trem. Alguém precisa fazer o papel do maquinista.<br /> \n<br /> \nO inconsciente é composto por figuras que o habitam e é sempre em companhia delas que você terá que decidir. A defesa inócua do criminoso comum é alegar que está em paz com sua consciência.<br /> \nMas nunca estamos em paz com nossa consciência - ela é feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequências, causas e razões de nossos atos.<br /> \nEstar &quot;em paz com a consciência&quot; É, no fundo, não ter consciência.<br /> \nEm seu Projeto de psicologia científica para neurólogos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma lógica da escolha. Em um verdadeiro processo de decisão, temos de comparar situações de tal forma que proposições se formem em nossa consciência. Antes de qualquer escolha há uma espécie de metadecisão envolvendo os caminhos pelos quais a opção pode ser feita. Podemos até estar bem-intencionados, e acreditar que escolha é apenas uma elaboração de pensamento. Mas temos um júri coletivo que será destinatário de nosso juízo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como seríamos julgados por elas.<br /> \n<br /> \nA diferença entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos responsáveis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precipício, ficamos em paz com nossa consciência, afinal &quot;alguém&quot; deveria ter pensado nisso antes, alguém da companhia de trens ou da vigilância antiprecipícios. Aqui surgem os dois outros elementos da lógica freudiana da decisão: a angústia e o tempo. A verdadeira escolha nunca é tomada sem a incerteza de um tempo de angústia. Há os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neurótica do tempo indefinidamente elástico no qual alguém tomará ou já a tomou a decisão certa por nós. Há aqueles que se lançam heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neurótica na qual o &quot;alguém&quot; sou eu mesmo livrando-me da angústia de decidir.<br /> \nDe uma forma mais simples, vem a pergunta: você é quem decide, ou espera que alguém decida por você?<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \nRedação do Pense Nisso.<br /> \nEm 01.8.2015.

PATO OU ÁGUIA?
10 Mai 20214:38EP 1469

PATO OU ÁGUIA?

<br /> \nPATO OU ÁGUIA?<br /> \n<br /> \nEstávamos no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notamos foi um táxi limpo e brilhante. O motorista vestido de forma simples, mas, como diziam os antigos, &ldquo;estava bem no linho&rdquo;; camisa branca bem passada e com gravata. O taxista saiu, nos abriu a porta e disse: &quot;Eu sou Willy, seu chofer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão.&quot; No cartão estava escrito: - &ldquo;Missão de Willy - Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável&rdquo; - Ficamos impressionado. O interior do táxi estava igualmente limpo. Willy nos perguntou: &quot;O sr. aceita um café?&quot; Brincando com ele, dissemos: &quot;Não, preferimos um suco&quot;. Imediatamente ele respondeu: &quot;sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água&quot; &ndash; e continuou: &quot;Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas.&quot; Ao começar a corrida Willy nos disse: &quot;Essas são as estações de rádio que tenho e esse é os repertórios que elas tocam.&quot; Como se já não fosse muito, o Willy ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa. Daí nos avisou qual era a melhor rota para nosso destino e se queríamos conversar com ele ou se preferíamos ficar em silencio. Perguntamos: &quot;Você sempre atendeu seus clientes assim?&quot; &quot;Não&quot;, ele respondeu. &quot;Não sempre. Somente nos últimos dois anos. Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas. Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro que dizia: &ldquo;Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá. Não seja um pato. Seja uma águia! Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo. Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando. Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia. Olhei os outros táxis e motoristas.... Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos. Decidi fazer umas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças. No meu primeiro ano como águia dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei. O sr. teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagens. Se não posso atender, consigo um amigo taxista &quot;águia&quot; confiável para fazer o serviço.&quot;<br /> \nWilly era fenomenal. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal. Willy o taxista decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.<br /> \n******<br /> \nNão importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal. Como você se comporta? Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais? A concorrência sempre vai existir e ela é positiva. Faz com que as coisas e as pessoas progridam.<br /> \nA decisão é sua e cada vez você tem menos tempo para mudar.<br /> \nAfinal, você é um pato ou uma águia?<br /> \nPense nisso, mas pense agora.<br /> \n&nbsp; \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso-<br /> \ncom base numa postagem no Facebook<br /> \nEm 28.06.2017</em></div> \n

MÃES EXTRAORDINÁRIAS
8 Mai 20214:21EP 1468

MÃES EXTRAORDINÁRIAS

&nbsp;<span font-size:="" style="">MÃES EXTRAORDINÁRIAS<br /> \n<br /> \nO jovem andava pela rua quando deparou com um homem caído.<br /> \nInexperiente, mas com enorme coração, chamou um táxi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.<br /> \nAo chegar lá, descobriu que não tinha dinheiro para pagar a corrida.<br /> \nO taxista lhe disse:<br /> \nQuem é este homem que você vem trazendo ao hospital?<br /> \nNão sei, respondeu o moço. Encontrei-o caído na rua e pensei em dar socorro.<br /> \nBom, respondeu o profissional, se você pode ajudar a quem não conhece, eu também posso. A corrida fica por minha conta.<br /> \nO homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas aí, os problemas começaram.<br /> \nO moço não sabia o nome dele, nem endereço, nem se tinha plano de saúde. Nada.<br /> \nAfinal, como disse à recepcionista, eu não mexi nos bolsos dele. Só pensei em socorrer.<br /> \nBom, se ele não é seu parente, não é seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necessário?<br /> \nNão sei, falou o rapaz. Eu não tenho condições. Só sei que ele precisa de atendimento. Não pode ficar aí, sem que ninguém o socorra.<br /> \nA questão era simples, segundo a moça. Ele devia depositar um valor em caução e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.<br /> \nEnquanto tentava explicar que não tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um médico adentrou o hospital.<br /> \nFale com ele, disse a moça. É o diretor. Se ele autorizar...<br /> \nE assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o médico de imediato diligenciou para que o homem adentrasse o hospital e passasse a receber atendimento.<br /> \nNa seqüência, pediu ao jovem que fosse ao seu escritório.<br /> \nQuando o rapaz entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, belíssima.<br /> \nQuem é? &ndash; perguntou.<br /> \nO diretor, sentando-se, contou: Minha mãe. Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse médico.<br /> \nEla já morreu. Mas conseguiu o seu propósito: formei-me em Medicina e como vê, hoje sou o Diretor Geral deste grande hospital.<br /> \nQuem diria... O pobre filho de uma lavadeira. Mas essa mulher extraordinária, não somente conseguiu que eu alcançasse o diploma.<br /> \nEla me deu lições de sabedoria e de vida. No dia em que me formei, ela me recomendou:<br /> \n&ldquo;Filho, faça o bem quanto possa. Use o seu saber, como médico, para salvar vidas.&rdquo;<br /> \nPor isso, meu jovem, quem chega neste hospital, é atendido, como está sendo aquele homem que você recolheu na rua.<br /> \nDepois veremos se ele tem ou não dinheiro para pagar.<br /> \nEm memória de minha mãe, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse médico, jamais deixarei que alguém morra à porta de meu hospital.<br /> \nAtendo e atenderei sempre, da melhor forma possível, pagantes e não pagantes. Não poderia deixar de atender a um pedido de minha mãe.<br /> \n<br /> \nToda mãe é uma educadora. Algumas lecionam matérias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e são essas as mães extraordinárias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.<br /> \nTransmitem lições para a vida imperecível. Não pensam somente no bem-estar físico dos filhos. Vão além. Trabalham e estabelecem lições para a vida do Espírito.<br /> \nElas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Além, quando abandonarem o corpo fisico.<br /> \nEssas mães... Essas mães são mesmo extraordinárias.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base em fato real, ocorrido na juventude de Divaldo Pereira Franco.<br /> \nEm 08.05.2013</span><br /> \n&nbsp;

VELOCIDADE MÁXIMA
7 Mai 20214:20EP 1467

VELOCIDADE MÁXIMA

VELOCIDADE MÁXIMA<br /> \n<br /> \nO escritor português José Saramago escreveu: Não ter pressa não é incompatível com não perder tempo.<br /> \nMas, hoje, o que mais se exige é rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade, é preciso pensar rápido, agir rápido para não perder negócios, para não perder audiência, para não perder mercado de trabalho.<br /> \nNo mundo dos executivos, ao contrário da realidade do trânsito, não há limite de velocidade. A multa é alta para quem anda lento. A ordem é é ser &ldquo;The Flash&rdquo;.<br /> \nPara esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o semáforo abrir, o autoatendimento bancário lhes fornecer as informações de que necessitam.<br /> \nSão pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta é executar projetos, ler apenas livros técnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais é desperdício.<br /> \nE, no entanto, a vida é feita de pequenas coisas.<br /> \nFelizes são aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imaginação. Aqueles que têm tempo para um sorriso ao desconhecido que está na fila, logo atrás, esperando sua vez para ser atendido.<br /> \nOs que, em vez de engolirem um sanduíche rápido no escritório, preferem almoçar com um amigo, com calma, bater um papo descontraído. Ou melhor, ir até em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a família se reúne em volta da mesa.<br /> \nEssas pessoas não costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar.<br /> \nQuando viajam, vão com calma. Não têm hora para chegar. Como as crianças, a quem o fazer é mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com o vendedor, que sempre tem histórias para contar. Histórias de vida. Experiências importantes.<br /> \nQuando descobrem uma paisagem bonita, param para apreciá-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento mágico. Chegam ao destino com maior disposição e alegria.<br /> \nEsses são os que adotam a filosofia de que menos é mais. Menos velocidade é mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza.<br /> \nMenos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a família. Tirando levemente o pé do acelerador das suas vidas têm mais tempo para ouvir música, ler algo mais além do que a profissão lhes exige, assistir um filme, meditar.<br /> \nEm síntese, têm mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade máxima permitida para ser feliz é aquela que não nos deixa esquecer de que, além dos negócios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante é a vida em si mesma.<br /> \n* * *<br /> \nViver é uma arte. Por isso, todo momento se faz importante.<br /> \nTambém todas as experiências do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas retirando o máximo de proveito, deve ser a meta do homem sábio.<br /> \nIsto significa aproveitar bem a vida. Não desperdiçar nenhuma de suas oportunidades.<br /> \n<br /> \n<em>Redação do Pense Nisso, com base no texto Velocidade máxima, publicado na revista Exame, de 15.12.1999.<br /> \nEm 22.06.2017.</em>

NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL
6 Mai 20213:57EP 1466

NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Nada tocando
PENSE NISSO
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