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PODCAST · 165 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A DUREZA DA VIDA
3 Fev 20265:02EP 29

A DUREZA DA VIDA

Sim, a vida é dura. Em tempos de supervalorização da literatura de autoajuda, em que se acredita que pensamento positivo resolve tudo e temos que agradecer simplesmente por estarmos vivos, é complicado admitir para si mesmo e para os outros que a vida é dura. Essa mensagem se destina a quem tem senso de realidade e não teme olhar para as próprias feridas. Essa mensagem se destina a quem não teme reconhecer que a vida poderia ser trocentas vezes melhor e que, mesmo quando estamos bem e felizes, a vida é dura, incerta, cheia de perigos e possibilidades assustadoras. Como diz Kazusa em uma de suas músicas, a vida é bem mais perigosa que a morte. Sim. Existem as possibilidades agradáveis também. Viver é estar super feliz de manhã porque tivemos uma noite incrível e logo à tarde nos deparar com uma notícia péssima. Viver é estar se debulhando em lágrimas para logo em seguida ser invadido por um pensamento redentor que nos salva da tristeza e desespero. Viver é estar feliz com o seu trabalho e saber que você está desempenhando de forma eficaz e com paixão as suas tarefas e, logo em seguida, o seu chefe lhe entregar uma carta de advertência por um pequeno deslize seu. Viver é alternar estados de espírito. É passar pelo pior e pelo melhor. Às vezes numa única semana, num único dia. É ganhar e ficar com medo de perder. É perder e se sentir apaticamente tranquilo por saber que não há mais nada a perder. Viver é saber que depois dos 50 anos você tem mais passar do que futuro e, mesmo assim, fazer projetos para o futuro e manter o seu bom ânimo e otimismo. Viver é lutar diariamente pela sobrevivência material, pelo amor próprio, pelo amor da pessoa amada. E quando estamos bem de dinheiro, estamos mal no amor. E quando estamos bem no amor, estamos mal de dinheiro. E quando temos dinheiro suficiente para viver e temos a alegria do amor, nos falta a saúde ou nos falta qualquer coisa que nem sabíamos que era importante para a gente quando a tínhamos. Sim, sempre uma das teclas do piano está quebrada. Sempre estamos em conflito em relação a algum tema ou a alguma pessoa ou a nós mesmos. Ou é o presente que não está bom, ou é o futuro que nos amedronta, ou é o passado que vem tomar com a gente. Um café adoçado com fé. Sofremos pelo que aconteceu e por aquilo que também poderia ter acontecido e não aconteceu. E nós queríamos que acontecesse. Sofremos até mesmo por aquilo que não aconteceu e não queríamos realmente que acontecesse. Os ufanistas acharão essa mensagem profundamente pessimista. Mas o objetivo não é fazer ninguém se deitar em posição fetal. Pelo contrário, é mostrar que a vida é isso mesmo. E que, se você está se sentindo confuso, triste ou sem saber o que pensar ou como agir diante de uma situação complicada, não há nada de errado com você. É isso mesmo, esta é a vida caótica, linda e implacável. Não se sinta culpado se você não consegue ser essa pessoa que os bambans de palestras de autoajuda pedem para você ser. São os 12 passos para ser um. Vencedor, os vencendo desafios e conquistando a felicidade, os high performance, que você acaba se achando um zero esquerda. Depois de anos nos maltratando, exigindo façanhas impossíveis, melhorar a autoestima parece ser mais uma daquelas metas absurdas e, no final das contas, acabam nos causando mais sofrimento. O caso é que a autoestima virou um novo produto da moda. Estão aparecendo cursos voltados para esse assunto, reportagens na TV, matérias em revistas, Facebook, cujo intuito é vender mais um produto. A vida não tem uma fórmula concreta. A vida não é um manual de instrução. A vida é, apesar de tudo, um hino de louvor a você mesmo. Viva a vida! Pense nisso, mas pense agora.

O BOM EXEMPLO NASCE NO LAR
2 Fev 20264:21EP 28

O BOM EXEMPLO NASCE NO LAR

O bom exemplo nasce no lar. Você já se deu conta de que as guerras, tanto quanto a violência, nas suas múltiplas faces, nascem dentro dos lares? Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos. Sim, porque quando o filho chega da rua contando que um colega lhe bateu, qual é a reação? Existem pais que logo perguntam: e o que você fez? Na expectativa de ouvir que o filho se saiu melhor. Muitos ainda dizem: filho meu não traz desaforo para casa não, se apanhar na rua, apanha em casa outra vez. Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: tire dele, você é mais forte, não seja bobo. Ao invés de ensinar a importância de compartilhar, de ser generoso. Essas atitudes são muito comuns, e os filhos que crescem ouvindo essas máximas aprendem facilmente cada uma dessas orientações, boas ou não. Isso acontece porque os pais de fato são referências para eles. O que dizem tem um valor, mas o que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos. Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências. Se ao contrário os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima. Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade, da qual fazem parte. Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha. A paz só será uma realidade quando os homens forem pacíficos, e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância. Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também é adquirida dentro dos lares, quando os filhos são incentivados a beber, a fumar, a se prostituir das mais variadas formas. Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade. Então, veremos pessoas caminhando sem propósito, se agredindo, medindo forças e perdendo a compostura. Adultos desvalorizados. Lamentavelmente, muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam plantando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos. Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito, tomar atitudes. É hora de compreender que, se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar. Uma boa instrução e um tempo de qualidade com sua família, dia a dia, podem fazer toda a diferença. A família, a fé, o amor, a compaixão, o real desejo de querer bem são fundamentais nesse processo, na busca por uma geração mais feliz. São pequenos passos capazes de transportar realidades. Da ignorância, a sabedoria. Do instinto, a razão. Da força, ao direito. Do egoísmo, a fraternidade. Da tirania, a compaixão. Da violência ao entendimento, do ódio ao amor, da extorsão à justiça, do desequilíbrio à harmonia, do caos à glória. Pense nisso, mas pense agora.

A RAIVA
31 Jan 20265:46EP 27

A RAIVA

O que há por trás de explosões de raiva? Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem? Pois esse fenômeno muito comum, a explosão de raiva, está sendo estudado. E pode até ser contornado. Em uma entrevista recente para o ScienceFans, o pesquisador R. Douglas Filtz explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Filtz esmiuçou todas as causas que nos levam a explodir e agrupou-as em nove sessões. Integridade física, insulto, família, cultura, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento. Esta última é relacionada a tudo que nos tolhe, física ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para as nossas vidas estivesse em risco. E nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. Todos temos esses circuitos em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há 100 mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora. É preciso entender que a explosão não é consciente e acontece muito rápida. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você. Mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar para que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças externas e internas. E essas informações estão sempre alimentando seu cérebro, de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea, como muitos atos de heroísmo de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. Esse instinto funciona maravilhosamente na matéria. Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes dá errado. E é isso que precisamos controlar. E como controlar a raiva? O próprio Fields admite, tentar acalmar alguém nervoso muitas vezes só deixa a situação pior. Mas identificando o que gera essa raiva é possível virar o jogo, quando a pessoa se torna consciente de que esse gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. De repente, você percebe que isso não é motivo para briga e o sentimento ruim vai embora. Entender como alguma coisa funciona é sempre o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela. Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação por muito tempo? Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas? As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha. Quando Jesus nos disse para perdoar-nos 70 vezes, 7 vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induza a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo. Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade. Também podem comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades. Mas como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós? Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam? Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão maligno, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma. Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS
30 Jan 20263:08EP 26

JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS

Em uma aldeia no Líbano vivia um médico muito sábio. Ele era um homem rico e, por essa razão, atendia a todos sem cobrar nada. Muitas pessoas caminhavam por dias para serem atendidas por ele. Esse médico tinha uma gata que, todas as noites, se sentava com ele na varanda, e eles faziam e a companhia um ao outro até a hora de ir dormir. A gatinha era muito educada e, sempre que estava com fome, ia até a cozinha e ficava miando na porta até que o cozinheiro lhe dava um pote de comida. Certo dia, a gata não miou. Entrou na cozinha, subiu na pia, roubou um pedaço de carne que o cozinheiro ia preparar e, quando estava fugindo, o cozinheiro a viu. Irritado com o atrevimento da gata, ele a enxotou da cozinha com uma vassoura. Naquela noite, a gata não apareceu na varanda, e o médico ficou preocupado. No dia seguinte, ele começou a procurá-la e pediu ajuda de seus empregados. Quando viu o que estava acontecendo, o cozinheiro contou ao médico o que tinha havido no dia anterior. Logo, um de seus empregados apareceu contando que tinha encontrado a gata. O médico o acompanhou, e eles descobriram que ela tinha tido filhotes e eles estavam na fase de começar a comer. Ele entendeu a atitude da gata e foi falar com o cozinheiro. A gata não roubou a carne por vontade própria, e sim pelo amor e pela necessidade de seus filhotes. Ela não deveria ter sido maltratada por isso. Qualquer mãe, para atender as necessidades dos filhos, pode tomar atitudes extremas. Vemos nessa história que o cozinheiro teve um julgamento precipitado sobre uma atitude, o da gata, em pegar comida na cozinha, atitude que não era comum de sua parte. E só depois, conversando com o patrão, ele entendeu o porquê daquela ação da felina. Ela estava pegando comida para dar aos filhotes. Aprendemos que os meios justificam as ações? Não, pois não é sobre o outro, e sim sobre a nossa capacidade de julgar equivocadamente o outro. Você consegue se lembrar da última vez que fez um julgamento errôneo sobre algo ou alguém e, depois que soube dos fatos, se arrependeu de ter julgado? Essa história nos ensina isso, sobre não julgarmos o outro sem sabermos o que o levou a tal atitude. Sim, eu entendo que nem todas as atitudes serão justificadas ou desculpadas por causa do motivo que a ocasionaram, mas que possamos frear nossos julgamentos a respeito do outro. Lembrar que o Messias, enquanto esteve por aqui, disse que, da mesma forma que julgarmos alguém, assim também seremos julgados. Pense nisso, mas pense agora.

A ÚLTIMA VIAGEM
29 Jan 20264:08EP 25

A ÚLTIMA VIAGEM

Era tarde da noite quando o taxista recebeu o chamado. Ao chegar, ele pensou em buzinar e aguardar. Mas imaginou que alguém que chamasse o taxi tão tarde poderia estar com alguma dificuldade. Saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Uma senhora idosa, pequena, franzina, com o vestido estampado, abriu a porta. Equilibrava-se em uma bengala e, na outra mão, trazia a senhora. E uma pequena valise. Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis. Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu endereço e perguntou: podemos ir pelo centro da cidade? Mas o caminho que a senhora sugere é mais longo, observou o taxista. Não tem importância, afirmou ela, resoluta. Não tenho. Eu estou indo para um asilo porque não tenho mais família, e o médico me disse que morrerei em breve. O taxista, que começara a dar a partida, desligou o taxímetro, sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou: aonde mesmo a senhora gostaria de ir? Ele a levou até um prédio na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora a senhorita quando jovem. Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou mais adiante o clube onde dançou com seu amor muitas vezes. De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício. Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava. Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço. Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo. Era uma casa cercada de alvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada de forma cordial por dois atendentes. Ela se despediu do taxista. Quanto lhe devo? Nada, disse ele, é uma cortesia. Mas você tem que ganhar a vida, meu rapaz. Há outros passageiros, ele respondeu. Sensibilizado, a envolveu em um abraço. Afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão. Sabe, você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe. Naquela madrugada, o taxista resolveu não trabalhar mais. Ficou a sismar. E se ele apenas tivesse tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora? E se tivesse recusado a corrida pelo adiantado da hora? E se tivesse querido encerrar o turno de forma apressada para ir para casa? Deus se conta da riqueza que é ser gentil. Por vezes, pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos. Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida. O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém. Mesmo que seja um simples passeio pela cidade. Uma ida ao cinema, uma volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite. Estejamos atentos para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes. Eles podem representar para alguém toda a felicidade. Pense nisso, mas pense agora.

OPORTUNIDADES
28 Jan 20264:37EP 24

OPORTUNIDADES

Escondido em seu pântano, vivia um pequeno sapo acostumado ao seu espaço de grande magnitude. Sonhador, talvez, afinal, vale a pena sonhar. Perto dele havia outro sapo que vivia em uma poça, na estrada. Quando o vizinho o ouviu, chamou-o para que morasse com ele. Você estará melhor e mais seguro, informou o sapo. Mas, embora ele repetisse várias vezes, o sapo da estrada não quis sair dali. Ele lhe disse, eu não quero sair daqui, eu me sinto bem aqui. Além disso, estou satisfeito, como você pode ver. Poucos dias depois, alguém passou com um carrinho pela estrada e, imediatamente, o esmagou. Aproveite as oportunidades quando elas se apresentam. Não se contente em ficar no mesmo canto apenas por hábito. A vida é uma jornada cheia de surpresas, desafios e escolhas. A cada momento temos a chance de fazer algo diferente, de mudar o rumo da nossa história, de realizar os nossos sonhos. Mas, para isso, precisamos estar atentos às oportunidades que a vida nos oferece e saber aproveitá-las da melhor forma possível. As oportunidades são situações favoráveis que surgem em nosso caminho, que nos permitem crescer, aprender, evoluir, contribuir, se divertir, se expressar, se conectar. São portas que se abrem para novas possibilidades, novas experiências, novos horizontes. São presentes que a vida nos dá e que dependem da nossa vontade e da nossa ação para serem desfrutados. Muitas vezes, as oportunidades estão disfarçadas de problemas, de dificuldades, de obstáculos. Muitas vezes, elas exigem que saímos da nossa zona de conforto, que enfrentemos os nossos medos, que arrisquemos o desconhecido. Precisamos estar atentos aos sinais que a vida nos envia, às pistas, aos convites que ela nos faz. Precisamos estar abertos a um novo, ao diferente, ao inesperado. Precisamos estar dispostos a mudar, a experimentar, a ousar. Não basta apenas reconhecê-las, é preciso agir sobre elas. É preciso ter coragem para tomar decisões, para assumir responsabilidades, para seguir em frente. É preciso ter determinação para persistir nos nossos objetivos, para superar os obstáculos, para vencer os desafios. É preciso ter flexibilidade para se adaptar às circunstâncias, para lidar com as mudanças, para aprender com os erros. É preciso ter gratidão por tudo que a vida nos oferece, por tudo o que conseguimos realizar, por tudo o que somos capazes de ser. Aproveitar as oportunidades é uma forma de valorizar a vida, de honrar o nosso potencial, de expressar o nosso propósito. Aproveitar as oportunidades é uma forma de ser feliz, de fazer feliz os outros, de fazer o mundo melhor. Não deixe as oportunidades passarem por você. Não perca tempo com medos, dúvidas ou arrependimentos. Não se contente com o pouco quando você pode ter muito mais. Não se limite pelo que é possível quando você pode fazer o impossível. Aproveite as oportunidades que a vida lhe dá. Elas são únicas e podem não se repetir. Elas são o seu caminho para a realização pessoal e profissional. Elas são o seu combustível para a felicidade e a plenitude. Aproveite as oportunidades e faça a sua vida valer a pena ser vivida. Pense nisso, mas pense agora.

PRECIOSIDADES
27 Jan 20264:43EP 23

PRECIOSIDADES

Como sempre, hoje o nosso Pense Nisso trará um tema muito profundo. O que é precioso para nós? Quais as preciosidades da vida que devemos guardar com todas as nossas forças? O que nos dá sentido, propósito, valor? O que nos faz acordar todos os dias com vontade de viver, de aprender, de crescer, de querer ser melhor? Melhor que fomos ontem. Certo dia, caminhando pelo centro da cidade, vi um casal de idosos. Seus corpos, já arquejados pela idade, seus passos pequenos e seus cabelos brancos exalavam anos e mais anos vividos. Com as mãos dadas fortemente, como se tivessem medo de se perder em um do outro, paravam em frente às lojas e comentavam sobre como o lugar havia mudado e como tinha gente demais em um local que outra hora era tranquilo e isolado. Observei com curiosidade as lembranças deles, e a nostalgia de uma época nunca vivida me trouxe um misto de admiração e melancolia pela história que eles construíram juntos, enfrentando as mudanças do tempo e do espaço. Melancolia pela consciência de que tudo é passageiro e que nada permanece igual, e também a admiração pela paciência. De compartilhar suas vidas. Eu me perguntei: o que é precioso para guardar? Talvez seja o amor, que é a força mais poderosa do universo, a energia mais pura da vida, a essência mais profunda da alma. É o que nos faz sentir bem, que nos faz querer cuidar, compartilhar, valorizar e respeitar. Ou talvez seja a sabedoria, que é fruto do conhecimento e do avanço da idade. A conquista mais elevada da mente, a virtude mais admirável do caráter. A sabedoria é o que nos faz entender a realidade, interpretar os fatos, solucionar os problemas, que nos faz aprender com as experiências, refletir sobre as ideias, questionar as verdades. A sabedoria é o que nos faz ser sábios para vivermos melhor. Eu sei que essa não é a. Cada um de nós tem uma história diferente, uma personalidade diferente, uma essência diferente. E por isso temos uma resposta diferente, uma visão diferente, uma experiência diferente. Cada um de nós tem uma forma de ver o mundo, de se relacionar com os outros, de se expressar. Mas eu acredito que existem algumas coisas que são preciosas para todos nós. Coisas que são universais, que são comuns, que são humanas. Coisas que nos conectam, que nos unem, que nos tornam iguais. Coisas que nos fazem sentir parte de algo maior, algo melhor, algo mais bonito e precioso. E essa preciosidade são as lembranças vividas ao lado das pessoas que amamos e que nos fazem bem. São momentos que ficarão para sempre guardados nas nossas memórias. E que, quando relembrarmos delas, mesmo que tenham sido forjadas no meio das dificuldades e de muitas lutas, nos fazem bem. Fazem-nos sentir felizes e sentir que valeu a pena passar por tudo aquilo. Aquele casal me fez questionar se eu estou vivendo da melhor forma possível. Se estou aproveitando cada momento. Me fez lembrar da minha infância, dos meus pais, dos velhos amigos que há tanto tempo a vida separou. Da minha família e dos meus filhos. E me perguntei: será que estou adquirindo preciosidades da vida? E você, já se questionou quais preciosidades quer guardar na sua vida? Pense nisso. Mas, pense agora.

ESPINHOS
26 Jan 20263:26EP 22

ESPINHOS

Conta-se que, durante a Era Glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, em defesos, morreram. Foi então que uma grande manada de porcos e espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e juntar-se mais e mais. Assim, cada um de nós não podia sentir o calor do corpo do outro e, todos juntos, bem unidos, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inferno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de ferida ou morte, e feridos e magoados afastaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros. Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doíam muito, mas descobriram depois que essa não era a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, compreensão, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo a longa era glacial. Essa história dos porcos espinhos tem muito a nos ensinar como seres humanos e vivendo em coletividade. Algumas relações parecem não ter espinho nenhum, já outras espinhos se fazem presentes e com muita intensidade. E, por vezes, tentamos fazer igual aos porcos espinhos, já cansados de serem espetados e importunados pela dor. Mas só quando eles ficaram longe uns dos outros, passíveis de morrer do tenebroso frio, eles perceberam que, mesmo incomodando, ainda assim se fazia necessário estar perto. Muitas relações ao longo da nossa vida serão assim, vão nos gerar incômodo, porém também serão necessários para sobreviver. Avançarmos, e aprendermos, e evoluirmos. Existe um lado positivo. Às vezes o espinho incomoda e a dor fala mais alto. E esquecemos de olhar também para o calor que aquela pessoa nos proporciona. É mais fácil olhar para o lado ruim das coisas, para os espinhos, ou esquecemos de olhar o aquecer que o outro também nos proporciona. Que possamos ser mais humildes e menos orgulhosos para enxergarmos no próximo, nas situações e na vida, mais calor e menos espinhos. Pense nisso, mas pense agora.

Nada tocando
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