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PODCAST · 165 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A EDUCAÇÃO E A MÚSICA
22 Abr 20264:08EP 69

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA

A música faz parte da história da humanidade desde os mais remotos tempos. As pinturas rupestres, achadas em sítios arqueológicos e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos, sugerem danças e uso de instrumentos musicais. A história das civilizações antigas é repleta de manifestações musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo. Desde a vida intra-uterina, a música parece influir no bebê. Mulheres grávidas relatam menor agitação da criança quando escutam música suave. Durante os primeiros meses de vida, a criança já mostra percepção musical. Estudos demonstram que os recém-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave. As crianças comumente se alegram quando ouvem música e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical através do hábito. Entre os séculos XIII e XIX, a humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de música elevado, conhecido hoje como música clássica e erudita, que significa música de qualidade. Entre os compositores desse período estão Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin. Esse tipo de música, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras, em todos os países, se dedicam a apresentar obras desses gênios da humanidade. Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele através da música. Mozart dizia que a música não era sua, mas sim fruto de uma inspiração superior. Muitas composições de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e, até hoje, emocionam o mundo, como o famoso oratório de Natal. Os espectadores de um concerto de música clássica sentem-se, comumente, enlevados, desfrutando de uma emoção muitas vezes indescritível. Comumente, tal gosto musical se associa a outros hábitos culturais. Por esse motivo, esse estilo musical é também chamado erudito, palavra que significa vasta cultura. A plateia dos concertos clássicos costuma manter-se em silêncio, comportamento bastante diverso das apresentações de estilos musicais populares, que convidam à agitação. No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela música clássica não é o mesmo. Não é o que predomina, talvez porque tal estilo não seja apresentado às crianças. Assim como a educação formal é necessária para que a criança aprenda a ler e a escrever e desenvolva um conhecimento básico que a habilite para a sua vida, a educação musical pode formar o hábito do indivíduo. Ao ouvir música de elevada qualidade desde a infância, o indivíduo poderá incorporá-la a seus hábitos com maior facilidade. Educar é desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e afetiva de um indivíduo. Educar uma criança é uma tarefa da mais alta responsabilidade. É dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma criança e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre arbítrio, ela escolherá. Pense nisso, mas pense agora.

AGIR OU REAGIR
21 Abr 20264:58EP 68

AGIR OU REAGIR

É possível ser easy o tempo todo? É possível sempre levar tudo de boa? Embora considero um sinal de sabedoria, não jogar tempero em cima de problemas menores, nem supervalorizar pequenos imprevistos, pequenas alfinetadas, Nem sempre conseguimos segurar a onda, nem sempre conseguimos respirar fundo antes de soltar um comentário maldoso ou sentir um forte incômodo pela situação vivida. Estamos cercados constantemente por pessoas e circunstâncias. A nossa paciência é posta à prova diariamente, nas mais variadas situações cotidianas, desde pegar um transporte público lotado às 7 da manhã, até conviver com pessoas que nos desagradam. Passamos por imprevistos que incluem desde um pequeno atraso por conta do trânsito, até a necessidade de engolirmos a nossa opinião para não ferir as pessoas, até o ponto de fingir que certas atitudes não magoam tanto assim para manter a paz no ambiente de trabalho, no ambiente familiar, entre os amigos, entre parceiros amorosos. Me parece que sublimar algumas frustrações e ofensas é bastante salutar para a vida. Por outro lado, segurar tudo na garganta, não expressar as emoções, não falar a respeito do que nos fere, pode ser um bom começo para o acúmulo nocivo de mágoas que começam pequenas e desimportantes, mas que vão ganhando corpo com o decorrer do tempo. Não digo que devemos botar tudo em discussão, que devemos debater cada mínimo detalhe da relação. Debater o tempo todo por tudo pode ser bem desgastante. Pode ampliar problemas insignificantes, porém, nunca conversar sobre nada, nunca tentar apagar arestas, pode gerar um desinteresse pela relação, pode gerar um sentimento de que nada pode ser transformado para algo melhor, mais significativo. Sim, nem tudo deveria ser debatido, mas quando uma questão realmente nos incomoda e nos faz perder um pouco da vontade de estar junto, me parece importante conversar a respeito. Nem sempre conseguimos ser compreensivos, nem sempre conseguimos relevar, passar por cima, deixar para lá, nem sempre conseguimos ser easy. Por mais que seja importante exercitar a paciência, forte qualidade de pessoas emocionalmente maduras, nem sempre é possível ficar de boa com tudo. Sim, a vida tem um lado pesado, querendo ou não aceitá-lo. Se por um lado não é saudável fazer uma guerra por tudo, por outro, me soa estranho achar tudo normal, não se indignar com nada, concordar com tudo. Me soa estranho não nos sentirmos abalados por nada nem ninguém. Quando nada nos afeta, é porque estamos com as emoções amortecidas, estamos impregnados pela indiferença. Claro, devemos ter uma ação diante de uma injustiça, mas nunca uma reação que cause o mesmo efeito. O grande desafio é deixar de reagir, escolhendo o agir, que gerará sempre melhores resultados, posto que é fruto do equilíbrio e da reflexão. E a transformação do nosso comportamento acontecerá paulatinamente e será um resultado da disciplina no pensar que gera o hábito da reflexão, culminando pelo desarmar de nossas atitudes. Portanto, já não mais vítima das palavras rudes, do comportamento infeliz ou da atitude intensada. Que a análise e reflexão de nossas atitudes possam fazer com que, aos poucos, a reação ceda lugar a ações, pautadas em um comportamento de paz, lucidez e fraternidade. Quando reagimos, revidando ofensas, agressões, descuidos alheios, passamos a sintonizar com quem as produziu. A partir daí, mantemos uma interdependência psíquica, que nos aprisiona em nuvens mentais de sentimentos mal-sãos, que somente nos prejudicam, física e espiritualmente. Optemos sempre pela ação ponderada e gozemos de saúde, de tranquilidade, vivendo sem sintonia com aqueles que ainda transitam pelas faixas da inconsequência ou da maldade. Façamos isso e nos sentiremos leves, felizes, planificando-nos com as celestes bênçãos.

APRISIONADOS PELO MEDO
20 Abr 20264:27EP 67

APRISIONADOS PELO MEDO

Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: do que vocês têm mais medo? Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu, um tanto tímido: ah, professora, eu tenho medo do escuro. Outro falou: tenho muito medo do bicho papão. Medo da morte? Medo de altura? Medo de ser esquecido pelos pais na escola? Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que conseguia libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo através do uso da razão. Por fim, uma garotinha disse, com arde e assustada: tenho muito medo do mal amém, que é um monstro muito perigoso. E você já viu esse monstro? Perguntou, interessada, a professora. Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele, esclareceu a menina. E concluiu: minha mãe sempre pede a Deus, no fim da sua oração, e livrai-nos do mal amém. Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro criado pela sua imaginação. O medo era tão tirano que ela nunca usou confessá-lo à mãe: um medo terrível de algo que nunca existiu. Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem? Certamente não. A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo. O desconhecido gera medos inconfessáveis em pessoas de todas as idades. Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido? Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação geralmente são mais terríveis do que os reais. O medo da morte é um exemplo disso. O medo do inferno também tem feito reféns. O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente. Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida. Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo, e por aí vai. Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a enfericitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância. Muitos pensadores já afirmaram que só o conhecimento liberta das garras do medo sem sentido. O conhecimento é diferente de crença: a crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo, não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento. Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos. É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros e precisa ser aniquilado com urgência. É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento, para que o medo bata em retirada. Como asseverou o grande filósofo grego Sócrates, há apenas um bem, o conhecimento, e um mal, a ignorância. Sócrates foi o precursor da dialética, da lógica, mas foi vítima da ignorância de seus contemporâneos. Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida. Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam. Pensem nisso, mas pensem agora.

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MÁGIA E ROMANTISMO
18 Abr 20266:43EP 66

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MÁGIA E ROMANTISMO

A vida é assim. Esquenta e esfria. Aperta e daí afrouxa. Sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Com essa pequena citação de um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, damos início à mensagem do Pense Nisso de hoje. Sempre me pego pensando sobre o sentido da vida. Pergunto-me se cumprimos um destino ou se fazemos o nosso próprio destino. Se há um sentido maior para tudo que fazemos, ou se estamos apenas flutuando na brisa. Se a vida vale a pena ou se é uma causa perdida. Estamos sempre com pressa, correndo aqui e acolá, em tentativas desesperadas de encontrar um lugar para nos encaixar. De sermos mais amados, de prolongar os instantes de eternidade que escoam pelas nossas mãos. A complexidade da vida não permite que consigamos defini-la em um único sentido, já que somos precários e finitos, de tal modo que nunca conseguiremos ter a totalidade do que a define. Assim como nunca estivemos do outro lado para saber o que de fato nos espera. Dessa maneira, a única certeza que possuímos é que estamos vivos. E que enquanto estamos vivos, devemos impor à vida que por hora possuímos a grandeza que ela necessita. Se devemos ter uma vida grandiosa, consequentemente algo a meu ver, nós podemos concluir. A vida não é uma causa perdida. Por mais que na maior parte do tempo encontremos um mundo duro e seco, que vai aos poucos minando nosso interesse e sobretudo a nossa capacidade de sentir, a vida está cheia de belezas e magia. O grande problema é que estamos sempre ocupados demais para perceber as alegrias que a vida nos proporciona. Possuímos uma cegueira seletiva, a qual não nos permite enxergar o que é essencial na vida. As nossas vidas burocráticas e automatizadas retiram a sensibilidade e a poesia que possibilitam um olhar lúdico sobre as coisas e que nos permite reparar nos pequenos prazeres da vida, os quais escondem a verdadeira beleza e felicidades que esta possui. Por que uma criança fica encantada com a chuva, com uma flor ou com um pássaro? Por que as crianças se divertem fazendo desenhos ou comendo um biscoito? Porque em tudo isso há beleza. No entanto, conforme vamos crescendo, vamos deixando a criança que há em nós morrer. E assim, deixamos de enxergar o mundo de forma poética, isto é, com o coração, para tão somente vê-lo com os olhos. É por esse motivo que Sanezou Perri dedicou o Pequeno Príncipe à criança que seu amigo Léon Dert foi um dia, já que para enxergar o que há de belo no mundo, deve-se necessariamente se olhar com o coração. Até mesmo para aqueles que somos gestores e vivemos o competitivo mundo corporativo, devemos colocar o encantamento, a paixão, o romantismo para que de fato consigamos melhores resultados financeiros. O olhar poético não torna o mundo mais belo por ser ingênuo e sim por ser mais lúcido, uma vez que percebe todas as tristezas que retiram nossa potência e nossa vontade de viver, bem como enxerga as verdadeiras belezas da vida, desvinculadas das mentiras disfarçadas de felicidade que nós adultos compramos para preencher o nosso vazio. Sendo assim, é preciso coragem para ser criança e explorar a vida, com curiosidade para descobrir o que ela esconde, permitindo-se estar sem a padronização da vida adulta, apenas brincando de forma distraída, já que como bem atenta Guimalães Rosa, alegria só em raros momentos de distração. Até que o ciclo se encerre e os cílios toquem, a vida é como uma noite fria puxando o nosso cobertor, cheia de dor e penúria. É o abismo que olha profundamente nossos olhos numa tentativa de sedução. É tristeza, porque há tanto para se fazer em apenas uma vida. Todavia, a vida é também um desafio que está repleto de alegria. É a aurora que vem sobre as colinas toda a manhã. É o canto dos pássaros. É o cheiro da chuva. É a conversa gostosa. É o abraço apertado. É o riso demorado. Até a morte, a vida pode não ter um sentido maior. Mas ela não é uma causa perdida, porque o que é essencial está à nossa espera em raros momentos de distração, se estivermos atentos, observando com os olhos poéticos do coração. Até que o ciclo se encerre e os cílios toquem, ou até a morte, a vida é cheia de momentos tristes, de perdas e derrotas que nos levam para o fundo do poço, que tornam nosso coração tão seco e quebradiço que perdemos a capacidade de sentir. Mas é também uma experiência maravilhosa, repleta de momentos de felicidades que representam a eternidade que possuímos. Até a morte, a vida é sinuosa e complexa, sem qualquer manual de instrução. Mas, como dito, para quem sabe prestar atenção, ela está repleta de alegria. E é isso que a torna bela e grande. Assim, a grandeza da vida consiste em ter a coragem de nunca deixar a criança que existe em nós morrer, para que sempre consigamos ter poesia nos olhos e enxergar as felicidades, pois, lembrando mais uma vez Guimarães Rosa, a vida é assim, esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Pensemos nisso. Mas, pensemos agora.

A ILHA DOS SENTIMENTOS
16 Abr 20262:53EP 65

A ILHA DOS SENTIMENTOS

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos: a alegria, a tristeza, a sabedoria e todos os outros. Por fim, o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha, pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar só mais um dia, um pouquinho com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o amor começou a pedir ajuda. Nesse momento, estava passando a riqueza em um lindo barco. O amor disse: Riqueza, leve-me com você. Não posso, há muito ouro e prata no meu barco, não há lugar para você. Ele pediu ajuda à vaidade, que também vinha passando: Vaidade, por favor, me ajude. Não posso te ajudar, amor, você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo. Então, o amor pediu ajuda à tristeza: Tristeza, leve-me com você. Ah, amor, eu estou tão triste, eu prefiro ir sozinha. Também passou a alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la. Já desesperado, o amor começou a chorar. Foi quando um velhinho o chamou e o levou em seu barco. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado, na praia, ele perguntou à sabedoria: Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui? A sabedoria respondeu: Era o tempo. O tempo? Mas por que só o tempo me trouxe? Porque só o tempo é capaz de entender o amor. Na pressa do dia a dia, é fácil esquecer que o tempo é nosso aliado mais valioso. Ele nos dá a perspectiva e a sabedoria necessárias para entender o amor em sua forma mais pura. Confie no tempo, pois ele sempre nos levará ao entendimento e à verdade. Talvez você não tenha o amor correspondido na medida em que o tempo passa, mas lembre-se de que só o tempo é capaz de entender o amor. Pense nisso, mas pense agora.

PILOTO AUTOMÁTICO
15 Abr 20263:20EP 64

PILOTO AUTOMÁTICO

Você já se sentiu no piloto automático? Mas como funciona esse modus operante? Você acorda, pega o celular, levanta da cama, toma banho, prepara o seu café, se arruma, vai para o trabalho, pega trânsito, deixa o filho na escola. No final da tarde, volta para casa, janta e dorme. Podemos ainda incluir a academia, os estudos e outros afazeres que se tornam apenas mais um passo dessa rotina que se repete e repete de novo e de novo. É quando você faz e vive situações sem uma intenção ou consciência do presente. Toma decisões automáticas e vive a vida sem nem ver passar. É essa ausência de conexão com o mundo e da sensação de não participar e se envolver de fato, vivendo experiências com ações mecânicas e afastado de significados. Talvez você não se reconheça nesse lugar, mas o senso de tudo ser urgente, a dificuldade de concentração, a mente que não para o estresse por qualquer coisa, a memória esquecida, a sensação de nunca fazer o bastante e se culpar por descansar, são alguns dos sinais que você se encontra no piloto automático. A vida cada vez mais acelerada, cheia de tarefas, metas, cobranças, preocupações e tantas outras coisas nos impõe a essa única condição. Afinal, o que fazer quando se encontra nessa situação? É preciso voltar ao câmbio manual e decidir a força e velocidade que vai seguir. É preciso despertar e assumir as rédeas da própria vida e não apenas se deixar levar no automático e pelas expectativas sociais. Saia da rotina. Se conecte com o seu dia, com a sua vida e com o que acontece à sua volta. Mude a rota do caminho até o trabalho. Faça compras em um supermercado diferente. Dê uma volta no parque, uma ida ao cinema. Leia um livro, reveja os amigos, gere conexões. Esteja atento aos detalhes da rotina e não apenas focado em cumprir tarefas. Como diz a música da banda Super combo que aborda essa temática, talvez você precise sorrir mais. Abraçar seus pais, viajar o mundo e socializar, nunca reclamar, só agradecer. É fácil falar, difícil fazer, mas necessário para viver a vida e não apenas ir com a onda. Pense nisso, mas pense agora.

A VIDA FORA DO MUNDO DIGITAL
14 Abr 20263:42EP 63

A VIDA FORA DO MUNDO DIGITAL

Aquele homem, desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser técnico de limpeza. O gerente de recursos humanos o entrevista, faz um teste, ou seja, varrer o chão, e então lhe diz: o serviço é seu. Me passa seu e-mail, e eu lhe enviarei a ficha para preencher, a data e hora que deverá se apresentar para o serviço. O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos e-mail. O gerente de RH disse que lamenta, mas, se não tiver e-mail, quer dizer que virtualmente não existe, e, como não existe, não pode ter o trabalho. O homem sai desesperado, sem saber o que fazer, tem apenas 100 dólares no bolso. Então, ele decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 quilos de tomates. Bate de porta em porta, vendendo os tomates a quilo, e, em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta pra casa. Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira. Sai de casa cada vez mais cedo e volta pra casa cada vez mais tarde, e assim triplica e até quadriplica o dinheiro a cada dia. Pouco tempo depois, compra uma combi, depois troca por um caminhão e, pouco tempo depois, chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição. Passados cinco anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos. Pensando no futuro da família, decide fazer um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano e, quando a conversa acaba, o corretor lhe pede o e-mail para enviar a proposta. O homem disse que não tem e-mail. Curioso, o corretor lhe diz: você não tem e-mail e chegou a construir este império? Imagine se você tivesse um e-mail? O homem pensa e responde: se eu tivesse e-mail, seria um homem da limpeza da Microsoft. A história não é sobre um cargo ou outro, mas sim sobre a vida real que podemos construir fora da internet. Vivemos em uma era onde o digital parece ser a resposta para tudo, desde empregos e comunicação até compras e entretenimento. Há uma necessidade urgente de se estar inserido nas redes sociais e se sentir pertencente deste novo mundo. No entanto, essa história nos ensina que a vida real, com seus desafios e oportunidades tangíveis, é onde a verdadeira transformação acontece. No off, onde ninguém vê. A internet pode, sim, facilitar o processo, mas é a atitude que realmente move montanhas. Experimente, como esse homem, construir uma vida fora da urgência das selfies e dos vídeos de 30 segundos. Existem várias possibilidades fora da internet. Pense nisso, mas pense agora.

O SÁBIO INDIANO
14 Abr 20262:45EP 62

O SÁBIO INDIANO

Na Antiga Índia, havia um grande sábio. Muitas pessoas viajavam por semanas para visitá-lo e pedir seus conselhos. Raramente ele saía do seu monastério, mas, quando o fazia, reunia multidões para escutar suas palavras. Certa vez, ele estava no vilarejo próximo ao monastério, e milhares de pessoas se reuniram para ouvir os seus ensinamentos. Então, um homem na multidão. O sábio respondeu: assim como a água tem sua fonte no topo da montanha e escorre formando rios nas suas faces, todos fluindo e correndo em direção ao mar, assim também é Deus. Ele é visto por seus diversos ângulos, por pessoas e civilizações diferentes. As religiões são criadas por seres humanos, mas o propósito de todas é nos levar a Deus, ao único Deus. A religião certa é o amor a Deus e ao próximo. Essa história nos ensina sobre um Deus universal. Enquanto muitas vezes estamos ocupados em estabelecer poder e veracidade entre crenças e credos, Deus segue apenas interessado em amar a todos que estão dispostos a crer nele, independente da perspectiva. Ao invés de nos preocuparmos em barrar a fé do outro por não se associar à nossa, devíamos estar preocupados em amar o próximo, aceitá-lo e viver em paz. Que, diante de qualquer embate religioso, você se lembre deste grande sábio da Índia. O amor de Deus transcende fronteiras religiosas, acolhendo a todos, independentemente de sua crença, independentemente da tradição religiosa que seguimos. A essência divina é um amor incondicional que nos une como seres humanos. Reconhecer essa dimensão inclusiva do amor divino pode promover a compreensão, a tolerância e a paz entre as diferentes crenças, enfatizando a mensagem fundamental de amor e união presente em muitas tradições espirituais. Pense nisso. Mas pense agora.

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