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PODCAST · 462 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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RESPOSTA DIVINA
4 Jul 20263:48EP 422

RESPOSTA DIVINA

Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslováquia. O jovem Arão precisava sustentar a esposa e o filho recém-nascido. Ele trabalhava em uma pequena loja com a mãe, mas o lucro não era suficiente para sustentar as duas famílias. Por isso, decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela época, havia muita escassez em todos os setores. A indústria de calçados era uma delas. Era muito difícil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papelão e pano e não duravam muito. O jovem Arão logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. O empreendimento no setor de calçados lhe permitiria sustentar, com dignidade, a família. Tomou emprestada uma quantia muito grande de dinheiro com amigos, vizinhos e parentes. Foi até a cidade grande e voltou com 500 pares de calçados militares, fortes e resistentes. Enorme foi o seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil pés direitos. Retornou à cidade, procurou o negociante e não o encontrou. Parecia que ele nunca tinha existido. Arão voltou para sua casa e começou a chorar. A esposa o abraçou e disse: — Não desista! Por fim, ele procurou um homem sábio, que lhe falou para ir ao templo, orar, recitar salmos e ter fé. Deus o ajudaria. Arão obedeceu. Durante vários dias, chorou e orou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa vinham vê-lo, traziam-lhe alimento, que ele engolia sem prestar atenção, e continuava a orar e a chorar. Até que um estranho entrou no templo e também começou a soluçar. Depois, passou a gritar, tão grande era o seu desespero. Arão pareceu despertar da sua própria dor e foi se sentar ao lado do desconhecido. — Bem-vindo — disse. — Sinto compaixão pelo seu sofrimento. Posso ajudar? — Ninguém pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para começar um negócio. Pobre de mim! O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o pé esquerdo. O estranho pousou os olhos vermelhos de tanto chorar nos olhos de Arão e viu que um brilho alegre dançava neles. — Ah, meu querido amigo — disse Arão —, tenho ótimas notícias para você! O estranho e Arão juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho. Venderam todos e ganharam uma grande quantidade de dinheiro. O conselho somente terá valor se você estiver disposto a segui-lo. Quando estiver em dificuldade em qualquer assunto, recorra a uma pessoa mais experiente, melhor preparada, pedindo-lhe ajuda e orientação. Todavia, não leve a sua própria opinião tentando provar que ela é a verdadeira. Ouça com atenção. Reflita. Depois, tome a decisão que lhe pareça mais acertada. "Examinem tudo. Retenham o que é bom." Pense nisso... mas pense agora.

VOCÊ FRACASSOU OU AINDA NÃO É O TEMPO DE VENCER?
2 Jul 20264:48EP 420

VOCÊ FRACASSOU OU AINDA NÃO É O TEMPO DE VENCER?

Certo dia, em uma savana, nasceram três leõezinhos. Eles cresciam felizes e brincando um com o outro. Mas estava chegando a hora de escolher qual deles seria o rei da savana. Ansiosos, não queriam brigar entre si, porque eram muito amigos e se gostavam bastante. Uma velha coruja, em sua sabedoria, disse: "Vamos fazer um desafio. Cada leãozinho irá escalar a montanha mais alta e difícil da nossa savana. E aquele que conseguir chegar ao topo será aclamado rei." A montanha era íngreme e escorregadia demais. Todos eles tentaram, mas fracassaram. Um babuíno surgiu entre os bichos que assistiam, curiosos para saber quem seria o próximo rei. Todos se perguntavam: "Então não teremos um rei?" Mas a velha coruja chegou até os três e coroou o terceiro filhote. A bicharada, espantada, pediu uma explicação. Olhando para todos, a coruja respondeu: "Sei que todos os leõezinhos fracassaram no desafio proposto, mas os dois primeiros, ao não conseguirem, disseram: 'A montanha nos venceu.' Entretanto, o terceiro falou: 'A montanha me venceu, mas só por enquanto. Você já chegou ao seu tamanho e à sua força, mas eu ainda não. Ainda sou pequeno e não tenho muita força, mas, quando eu crescer e atingir o meu potencial, eu te vencerei.'" "A diferença", completou a velha coruja, "é que o terceiro leãozinho teve uma atitude de vencedor diante da derrota. E quem pensa assim é maior que seu problema, é rei de si mesmo e está preparado para comandar e reinar sobre os outros. Um vencedor sempre faz parte das respostas e nunca dos problemas. Sabe que pode ser difícil, mas é possível. E não importa o tamanho das suas adversidades ou das dificuldades: você vencerá quando alcançar o seu potencial. Você ainda está crescendo e vai adquirir experiências e aprimoramentos ao longo da sua vida. Você é maior que todos os seus problemas juntos. As montanhas das dificuldades têm tamanho fixo e limitado, mas você ainda está se desenvolvendo. Não é porque ainda não tenha a capacidade para alcançar os seus propósitos que significa que você fracassou. Dê tempo ao tempo e, com o passar dos anos, você vai adquirir conhecimento e excelência, que ajudarão a conquistar os seus objetivos e desejos. Não se aborreça se, por acaso, o tempo da sua vitória ainda não chegou. Espere, aguarde e, durante esse tempo, pratique a virtude da sabedoria. Corra atrás dos conhecimentos e das habilidades que te farão vencedor. A vida é cheia de desafios, mas há sempre muitas e inesquecíveis vitórias. Se sentir pronto para realizar algo tem a ver com a virtude da prontidão, uma qualidade que nos permite realizar as ações com boa disposição interior e exterior e enfrentar as situações com maestria e criatividade. Não diga para Deus o tamanho dos seus problemas. Diga para os seus problemas o tamanho do seu Deus. Se há obstáculos no trecho, peça a Deus que o ajude a superá-los. Se os pés estão feridos e as mãos cansadas, rogue o amparo dos céus, para que nunca lhe faltem forças nas horas difíceis, a fim de que continue a sua trajetória e alcance a sua meta. Um vencedor é um amigo da verdade e não transforma conselhos numa arma de destruição ou de ofensa. Um vencedor sempre toma a melhor decisão com a menor soma de prejuízos ao seu próximo. Um vencedor é um observador da vida, mas não julga. E um verdadeiro vencedor sabe que, a cada dia passado, foram 24 horas de pequenas vitórias. Pense nisso, mas pense agora.

TÉDIO
20 Jun 20264:25EP 418

TÉDIO

Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida que passam a ser buscados com intensa determinação. Limitam seus interesses à conquista de seus sonhos e, quando os alcançam, nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam. A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios. Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos. Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar. No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas. Por vezes, a constatação dessa verdade causa nos pais mais despreparados amarga aflição. Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros. Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados. Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo. Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação. Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres e, quando alcançadas, produzem tão somente rápida e passageira satisfação. Em pouco tempo, a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano, como se todo o esforço tivesse sido vão. Como se toda a luta não tivesse valido a pena. Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando. Na boca, a permanente sensação de sede. É a fome de realização plena. É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório. É o tédio, terrível flagelo que consome existências. Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos. Quando te perceberes a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil. Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir. Considera o esforço dos artistas sem braços ou sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores e desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver. Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo. O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, nem para se entregarem à lamentação ou ao desencanto. Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito. Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar. Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos. Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais. Pela alegria de viver, e não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno. Pense nisso, mas pense agora.

JULGAMENTOS
19 Jun 20263:06EP 417

JULGAMENTOS

Certa vez, um mestre budista e seu discípulo estavam em peregrinação até a Montanha da Fé. Porém, para chegar à montanha, era preciso atravessar, a pé, um rio chamado Rio da Discórdia. Quando chegaram às margens do rio, encontraram uma moça muito bonita e bem vestida, que também queria chegar ao outro lado. Ela pediu ajuda ao discípulo, mas, como monge, ele não poderia tocar nenhuma mulher. Por isso, ele continuou seu caminho e ignorou a moça. Quando começou a atravessar o rio, o monge olhou para trás e viu seu mestre carregando a moça em seus ombros. Eles atravessaram o rio, o mestre a colocou no chão, ela agradeceu, e eles seguiram o caminho. O mestre percebeu a cara carrancuda do discípulo, mas não disse nada. Depois de algumas horas de caminhada em silêncio, o discípulo, por fim, falou: — Você sabe que nós, monges, não podemos tocar em nenhuma mulher. Por que carregou aquela moça no rio? Naquele momento, julguei ser mais importante ajudar outro ser humano em dificuldade do que seguir essa regra. Porém, eu já deixei a moça há algumas horas. Por que você continua carregando essa moça em seu pensamento? Você já parou para pensar sobre suas próprias preocupações, julgamentos e o peso deles? O mestre budista demonstrou profunda sabedoria ao priorizar a ajuda a alguém necessitado, mesmo que fosse uma mulher, em detrimento das regras estabelecidas pelo mosteiro, dando espaço a atos de compaixão e empatia. O discípulo, por outro lado, sucumbiu às regras sem considerar o contexto ou as necessidades do momento. Sua confusão sobre a atitude de seu mestre mostra como foi difícil para ele abandonar seus preconceitos e regras. Quando o mestre é questionado, ele traz um ensinamento esclarecedor. Ele ressalta que o peso real que carregamos muitas vezes não são os eventos externos, mas sim as nossas próprias preocupações, culpas e julgamentos. Talvez você deixe de ajudar os outros ou até mesmo de viver experiências únicas devido ao julgamento. Às vezes, soltar um pouco as rédeas, as regras e as cordas permite que você experimente coisas novas, sem qualquer culpa. Pense nisso. Mas pense agora.

SER GENTIL
18 Jun 20264:23EP 416

SER GENTIL

Os procedimentos se faziam apressados para o embarque dos passageiros na aeronave. A preocupação para não haver atraso, o tempo exíguo, exigia um tanto mais. O bom andamento na entrada do avião, para que todos logo se acomodassem, preocupava a tripulação. Nesse afã de logo completar a tarefa e seguir viagem, se empenhavam os comissários de bordo. Estando acomodados um certo número de pessoas, adentrou o avião uma jovem. De compleição física robusta, alta, embora de aparência saudável, denotava em seu semblante que algo não estava bem. Vinha seguida pela mãe, idosa, miúda na sua constituição, que a encorajava a seguir em frente. Os passos se faziam titubeantes. As mãos, suadas. Apoiavam-se lentamente, poltrona a poltrona, como a querer agarrar-se, fincar-se ao solo. Parecia tomada de pavor, como se algo fosse lhe acontecer. A mãe, bem próxima, a incentivava a dar os próximos passos, a fim de chegar nas poltronas que lhes cabiam. Porém, a jovem não venceu mais do que três ou quatro fileiras. Ao vislumbrar o imenso corredor, as inúmeras poltronas, filas, pessoas, foi tomada de um medo colossal e não pôde prosseguir. A face se fez pálida. As mãos agarraram a poltrona mais próxima e os pés estaquearam de vez. A mãe, entre acabrunhada e nervosa, tentava em vão pedir-lhe que prosseguisse. A fila dos passageiros se alongava às suas costas. Vendo a cena, um comissário de bordo se aproximou. Ele tinha todo o treinamento necessário para lidar com essas situações. Sabia da sua obrigação de dar conta do embarque de todos os passageiros, para que o piloto pudesse dar início à decolagem. Conhecia as regras e a correta abordagem, sem perder a calma e a polidez. Porém, ele resolveu utilizar outra ferramenta, essa talvez mais rara nos manuais de treinamento. Aproximou-se da jovem, trêmula e parecendo apavorada. Suavemente, apoiou sua mão sobre o ombro dela e gentilmente a convidou: — Vamos sentar na poltrona, minha flor. Aquelas palavras, que manifestavam compreensão pela dificuldade que ela enfrentava, soaram aos seus ouvidos como bálsamo. Tomada de nova coragem, envolvida pela gentileza do rapaz, ela retomou os passos até o local indicado, permitindo que o embarque retornasse ao fluxo normal. Este é o poder da gentileza. Derrete a frieza das relações, supera obstáculos interpostos entre as pessoas, encoraja o mais frágil, fortalece o mais fraco. Muitas vezes, todas as técnicas, conhecimento e destreza não superam o que a doçura de uma palavra, um gesto suave, um olhar carinhoso são capazes de realizar. Ser gentil extrapola a polidez, vai além da obrigação e mesmo do profissionalismo. Ser gentil é semear pequenas flores na estrada alheia, para que o próximo se impregne, mesmo que somente por curta distância, poucos passos apenas, de um leve perfume que extravasa solidariedade, fraternidade, preocupação pelo outro. Pense nisso, mas pense agora.

RELACIONAMENTO FAMILIAR
17 Jun 20264:24EP 415

RELACIONAMENTO FAMILIAR

O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo, está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente, gosta de confusão, faz tempestade em copo d'água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida. Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos egoísmo. Conta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Pode-se demonstrar amor através de gestos simples. Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar. Ficou imaginando o que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos, se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse, se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares. Durante as férias de duas semanas em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso. No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem vestindo aquele suéter amarelo. — Você reparou? — falou, admirada. Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi. Numa das noites, não reclamou quando a esposa demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram 12 dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor. Foi então que surpreendeu a esposa muito triste. Porque lhe perguntasse o motivo, ela lhe indagou: — Você sabe de alguma coisa que eu não sei? — Por que pergunta? — disse o marido. — Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso, ele disse alguma coisa diferente para você? — Não — afirmou. — Claro que não! Por que deveria? — É que você — respondeu a esposa — está sendo tão bom para mim, que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer. — Não, querida — tornou a falar Tom, sorrindo. — Você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver. Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem água na fervura dos desentendimentos. Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica: "Cometi um erro"; "Você tem razão"; "Peço perdão"; "Fui indelicado"; "Prometo mudar". Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma dessas expressões a favor da paz em nosso lar? Pense nisso, mas pense agora.

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