
TER CORAGEM

PODCAST · 3283 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


Educação<br /> <br /> <br /> Dia desses lemos, em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo, a seguinte advertência:<br /> Minha educação depende da tua.<br /> Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa forma.<br /> Ora, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.<br /> Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. <br /> A educação, é a arte de formar caracteres e, por conseguinte, é o conjunto de hábitos adquiridos.<br /> Assim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros, como uma reação apenas?<br /> Um amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.<br /> Imediatamente ele se posicionou em contrário: É claro que não!<br /> Então questionamos outra vez: Se não os admira, por que você os imita?<br /> Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: É, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.<br /> Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.<br /> Imaginemos se Jesus, tivesse ensinado: Se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou então: Faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam. Os Cristãos certamente não o aceitariam como Modelo e Guia.<br /> Portanto,não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.<br /> Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.<br /> Pense Nisso, Mas pense agora<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base nos itens 685 e 685 a, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> <br />

Crença e conhecimento<br /> <br /> Não é raro se ouvir afirmativas como “eu creio que vai chover”, “creio que vai fazer muito frio este ano”...<br /> Sem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.<br /> No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.<br /> Certamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.<br /> Não poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.<br /> Nesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.<br /> Acreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.<br /> Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.<br /> E eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.<br /> Mas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria. <br /> Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.<br /> Comece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.<br /> Se uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.<br /> Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.<br /> Que utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.<br /> Se o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?<br /> “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.<br /> O que Deus faria com as coisas de César?<br /> O que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?<br /> Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.<br /> Se você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudarão a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida.<br /> “Ao dizer: “Antes que Abraão fosse, eu sou”, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.<br /> Mesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.<br /> Em vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.<br /> Somente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.<br /> Pense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.<br /> <br /> Equipe de Redação do Pense Nisso.<br />

Pais crucificados<br /> <br /> <br /> Quando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de vários modelos e cores, logo imaginamos que é filho de pais descuidados.<br /> Todavia, não raro, por trás desse jovem, aparentemente rebelde, há pais de consciência tranquila e segura por saber que, apesar da aparência um tanto exótica, seu filho é uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> No entanto, há jovens de aparência harmônica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrifícios cruéis.<br /> Há pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferença aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro martírio.<br /> Há pais crucificados por filhos toxicômanos, infelizes, desditosos.<br /> Há pais crucificados por filhos prostituídos e prostituidores, que carregam o coração envolto em dor suprema.<br /> Há pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no coração a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> Há pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esforços por bem educá-los se perderem como gotas que somem em terreno árido.<br /> Há pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cruéis dessas chagas morais.<br /> Há pais crucificados por filhos adotivos que não se cansam de lhes atirar no rosto o fato de não serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por opção, por amor, e não por obrigação ou imposição.<br /> Há pais crucificados pela solidão... pela saudade...<br /> Há pais crucificados por tantas dores...<br /> Mas, acima de todas essas dores, há um Pai justo, amoroso e bom, que tudo vê e a tudo provê.<br /> Se você é um desses pai ou mãe que carrega sua cruz em silêncio, pense que Inteligência Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> Pense que essa alma, antes de ser seu filho é filho do Universo.<br /> O importante é que sua consciência esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o possível para bem educar seu filho.<br /> Por essa razão, se o seu coração de pai ou de mãe está desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da oração.<br /> Ore com fervor rogando forças para seguir em frente e dar conta dessa missão grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> Não permita que o desânimo lhe faça companhia.<br /> Os dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagináveis.<br /> Pense que seus esforços de hoje serão compensados pelas alegrias de um amanhã feliz, após vencidas as árduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje são seus filhos.<br /> * * *<br /> Pais e mães, vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.<br /> O arqueiro, que é o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe.<br /> Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />

Desanimo<br /> <br /> <br /> Você se encontra cansado. O dia nem bem despertou e você já sente o corpo todo a reclamar das canseiras que deverão chegar.<br /> Sente que as forças físicas devem entrar em pane a qualquer momento. Que as suas energias psíquicas estão em queda.<br /> Você se ergue da cama e anda arrastando os pés, como se o corpo pesasse uma tonelada. Vai até o espelho, olha-se e observa. As olheiras estão aí. É como se não tivesse dormido.<br /> Incrível. As horas de sono parecem que não lhe bastam. Que você precisa sempre mais e mais.<br /> Talvez umas férias mais prolongadas, mais lazer.<br /> Contudo, as horas reclamam agilidade. Você se prepara e sai para o trabalho. O estresse do trânsito está terrível. Pior a cada dia. É o engarrafamento, obras que não nunca terminam,o acidente, as buzinas, a chuva forte que dificulta a visão. Difícil estacionar. Que dia!<br /> Finalmente você chega ao local de trabalho e começa a lamentar-se. A mesa está sempre mais atulhada de papéis. A impressão é que quanto mais você faz, mais serviço aparece.<br /> E hoje o chefe parece estar mais irritado do que de costume. Você continua a se lamentar. Afinal, você está muito cansado. Aliás, vem dizendo isso há muito tempo.<br /> * * *<br /> Pare um momento. Observe como as pessoas reagem às suas queixas. Porque você está se tornando repetitivo, alguns, para não o magoar, concordam com você. Outros silenciam, pensando no tempo que você está jogando fora, reclamando, sem tomar nenhuma providência.<br /> Alguns se mostram indiferentes. Pensam que o problema é seu e quem deve resolvê-lo é você mesmo. Talvez alguém até chegue a se irritar com as suas lamentações.<br /> Pode ser que alguns se afastem para não mais ouvir você, porque toda vez que você reclama se torna excessivo, aborrecido, cansativo.<br /> Pense um pouco. Se o cansaço é físico, tome uma providência. As leis Divinas recomendam o repouso. Se for demasiado o cansaço, talvez você esteja doente e precise de atendimento profissional. Procure um médico, realize exames, trate-se.<br /> Se o seu cansaço o preocupa, tome o caminho mais conveniente. Mas, se por qualquer motivo não puder fazer isso, então silencie. Trabalhe e medite, buscando apoio e refazimento nas fontes espirituais.<br /> Ilumine os campos da alma com atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o alegrem verdadeiramente.<br /> Evite reclamações constantes, porque elas não melhorarão o seu cansaço, nem seu esgotamento.<br /> Procure atividades que o refaçam. Escolha um local onde necessitem de braços amigos e se ofereça como voluntário. Mudança de atividade é também repouso.<br /> Para o seu lazer escolha o que o possa refazer. Um passeio tranquilo, a observação atenta de um quadro da natureza. Delicie-se com uma música. Desfrute o aconchego familiar. Ore e seja feliz.<br /> * * *<br /> O sono foi dado ao homem para a reparação das forças físicas e das forças morais.<br /> Enquanto o corpo se recupera dos efeitos da atividade do dia, o espírito também se reabastece no mundo espiritual.<br /> Por isso mesmo a prece, antes do sono físico, se faz tão importante. Com ela, sintonizamos com as mentes superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar para os diálogos que alimentam a alma e fortificam a disposição para as lutas.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no item 38, do cap. XXVIII, de <br /> O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no<br /> cap. XXIV, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joannes<br /> psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.<br />

Ordem e Progresso<br /> <br /> O lema em nossa bandeira nacional é a divisa política do positivismo. Ou seja, a forma abreviada da frase de autoria do francês Auguste Comte: O amor por princípio e a ordem por base. O progresso por fim.<br /> É a expressão dos ideais republicanos de respeito aos seres humanos, salários dignos, educação e instrução para os cidadãos, melhoramentos para nosso país, em todos os aspectos.<br /> Oferecer a melhor escola para fomentar o progresso intelectual, que deve ser seguido pelo progresso moral.<br /> A expressão foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes e a bandeira pintada pela primeira vez pelo artista Décio Villares.<br /> Ordem e progresso é uma síntese da lei. Ambas as palavras indicam o cumprimento das leis estabelecidas nos relacionamentos e ocorrências sociais.<br /> Assim, as leis existem como demonstração do progresso da legislação humana, estabelecendo a ordem na vivência nacional.<br /> Mas, se desejarmos olhar além das leis humanas, que são mutáveis, e adentrarmos pelo campo das leis Divinas, verificaremos como o lema nacional enfeixa todas elas.<br /> Se examinarmos as leis Divinas de reprodução e de igualdade, constataremos a presença da ordem que respeita a evolução de todas as espécies no planeta.<br /> A ordem que permite o nascimento de um novo cidadão, para o progresso de si mesmo e contribuindo para o progresso geral.<br /> A igualdade que atesta que todas as criaturas são iguais perante o universo, sem privilégios ou preferências está estabelecida na ordem e no progresso que preside aos relacionamentos.<br /> Ordem e progresso estão presentes no devido uso da liberdade, que não é absoluta, mas relativa. Liberdade de ir e vir, de expressar suas opiniões, de viver sob as luzes do Cruzeiro do Sul, em harmonia e paz.<br /> Por outro lado, a lei de trabalho é a própria expressão da ordem e do progresso. Pelo trabalho, os cidadãos asseguram seu sustento, adquirem seus bens, sustentam seus filhos, contribuem para o progresso da nação.<br /> As relações interpessoais são reguladas pela lei de sociedade. O homem, durante o seu longo caminho evolutivo, percebeu que é preciso viver em sociedade e, auxiliando-se mutuamente, conjugam ainda e sempre a lei do progresso.<br /> A própria lei de destruição, entendida como transformação, também se enquadra perfeitamente no lema, pois tudo se transforma no transcorrer dos dias, os seres orgânicos, a paisagem, os locais.<br /> A lei de conservação e as leis de amor, justiça e caridade, traduzem por si mesmas o pleno entendimento da ordem e progresso. E, claro, o dever moral de autoaprimoramento completa o quadro, ao lado da lei natural que estabelece o equilíbrio do Universo.<br /> Notável perceber isso! A inspiradíssima frase resume a lei.<br /> Se a observássemos não teríamos tantos equívocos sociais. As leis naturais são imutáveis, as humanas vão sofrendo alterações conforme o amadurecimento da mentalidade, mas são leis que devemos observar e respeitar.<br /> Ordem significa respeito, dignidade, solidariedade e as virtudes em geral, inclusive trabalho, que se desdobram fatalmente no progresso para todos.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no artigo<br /> Ordem e Progresso, de Orson Peter Carrara, publicado em<br /> O Espírita Fluminense, do Instituto Espírita Bezerra de<br /> Menezes, de Niterói, RJ, em março/abril de 2014.<br />

Adolescentes antes da hora<br /> <br /> <br /> Namorar, ficar, pedir para sair com a galera, tudo está programado para depois dos quatorze anos. Mas, pequenos a partir dos oito anos já estão assustando os adultos com atitudes que deveriam ser de adolescentes com mais de quinze anos.<br /> Sempre há quem aplauda e ache bonito que as crianças cresçam rápido. Afinal, estamos no terceiro milênio, a era da informática e da aldeia global.<br /> Contudo, tudo isso faz muito mal. Para os adultos e para as crianças. É que elas começam a atropelar seu compasso de amadurecimento, ao qual até já se deu um nome: síndrome da adolescência precoce.<br /> É síndrome porque não é uma adolescência de fato. Até em torno dos 11 anos de idade, os pequenos não têm a devida estrutura psíquica para processar emoções que surgem em situações complexas vividas pelos maiores.<br /> Um beijo sensual, uma tragada, um gole de bebida alcoólica ricocheteia no corpo e não encontra lugar para se encaixar. Não dá prazer. Só fazemcom que eles se achem importantes.<br /> Mas sem prazer no que fazem, sem dar conta do que estão sentindo, acabam desgastados e sobrecarregados. Abre-se o caminho para a depressão e a agressividade.<br /> Tentando ser o que não podem, correm o risco de ficar sem nenhum lugar. É por isso que a atitude dos pais se faz muito importante.<br /> Dos seis aos onze anos é a fase em que a criançada tem tudo para ser tranqüila, não rebelde.<br /> É a hora de copiar os pais, de se pentear, se vestir, andar e falar como eles. É a fase em que os meninos grudam nos pais e as meninas são a sombra das mães.<br /> Isto contribui para que se definam como masculino e feminino. Cabe aos pais auxiliar os seus filhos nessa fase.<br /> Sua tarefa é assumir o lugar de importância máxima para seus imitadores e admiradores. Devem falar de si, das suas atividades, o que fazem, o que sentem. Ensinar a sentir. E, naturalmente, dar limites. Só pode ser referência para uma criança, quem cuida dela. E só quem coloca limites realmente cuida.<br /> É assim que se mostra aos pequenos o valor real no mundo. O valor de quem merece ser cuidado e que tem um duro trabalho de amadurecimento para realizar, em seu tempo certo.<br /> Sem esta posição, sem esta ajuda, as crianças ficam à mercê de comportamentos ilusórios e com a falsa impressão de que só serão bons se forem como os grandes, mesmo que estes apenas pareçam ser grandes.<br /> Vão se sentir inferiores e fazer tudo para parecer crescidos, a fim de acompanhar os demais. Poderão ficar ousados ou poderão ficar com aquela impressão amarga de que estão perdendo todo seu tempo, que a juventude lhes está escorrendo através dos dedos, enquanto os outros estão, sim, gozando a vida. <br /> *** <br /> A tarefa da educação começa no berço, e não mais tarde. A criança e o adolescente, embora possam parecer ingênuos, puros, quase nunca o são.<br /> Podem trazer experiências nem sempre positivas de existências anteriores. Em razão disso, é indispensável a educação no seu sentido mais amplo e profundo, a fim de que adquiram valores verdadeiros, reais, superando as dificuldades.<br /> Para esse nobre objetivo são indispensáveis o amor, o conhecimento e a disciplina. Somente assim, serão gravadas nestas almas, que estão reescrevendo a própria história, as lições que as deverão acompanhar para sempre.Pense nisso!<br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base no(Livro Adolescência e Vida, Ed. LEAL e Jornal Gazeta do Povo de 8.8.1999, artigo Adolescentes Antes da Hora de Ivan Capelatto e Sangela Minatti).<br />

O próximo mais próximo<br /> <br /> <br /> Certa vez, uma criança de sete anos perguntou à sua mãe, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> Mãe, por que na tela da televisão você sempre aparece sorrindo e feliz e em casa está sempre séria e nervosa?<br /> A mãe, pega de surpresa, respondeu:<br /> É porque na televisão eu sou paga para sorrir.<br /> E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> Mãe, quanto você quer ganhar para sorrir também em nossa casa?<br /> * * *<br /> A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflexão.<br /> Por que não sorrir no melhor lugar do mundo, que é o nosso lar? Por que não dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> Você já parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> Girando, ele irriga toda a grama à sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que está próxima do irrigador, está seca. <br /> Será que em nossa família estamos agindo à semelhança do irrigador de grama?<br /> Se estamos, é hora de mudar com urgência. Verifiquemos que, quando um amigo vem à nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele está, o que tem feito.<br /> Somos extremamente simpáticos. Nosso rosto é a própria expressão da alegria e da camaradagem.<br /> Sorrimos e sorrimos muito.<br /> Toda nossa atenção, durante o tempo em que ele está conosco, é para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo até à porta, ficamos acenando até ele desaparecer na rua.<br /> Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa família.<br /> Como que num passe de mágica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> Junto ao amigo somos pessoas simpáticas e sorridentes. Junto à nossa família somos antipáticos e exigentes. Por quê?<br /> Será que os nossos amores não merecem a nossa atenção e o nosso carinho?<br /> * * *<br /> Se você se deu conta que está agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situação.<br /> Ainda hoje, enquanto você está com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto você está na escola, no trabalho, na rua?<br /> Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> Agindo assim, a casa se transformará em um lar.<br /> E ainda hoje todos serão mais felizes.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no artigo O próximo<br /> mais próximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Espírita<br /> Allan Kardec, ano XII, nº 44.<br />