
A FOFOCA

PODCAST · 3281 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<span style=''font-size: small;''>O DIA QUE PAREI PAREI DE DIZER "ANDA LOGO"<br /> <br /> Quando você leva uma vida distraída, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que você está sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o próximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e atenção de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atrás do prejuízo, não é mesmo caro ouvinte?<br /> Ouça a historia da professora norte-americana Rachel(pronuncia-se “reitchel”) Macy. Conta ela:<br /> <br /> Durante dois anos a minha vida foi de extrema correria.<br /> Meus pensamentos e minhas ações eram controlados por alertas eletrônicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu não conseguia.<br /> <br /> Acontece que seis anos atrás, eu fui abençoada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo.<br /> <br /> Quando eu precisava já estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo.<br /> <br /> Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atrás, ela insistia em colocar seu bichinho de pelúcia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de segurança.<br /> <br /> Quando eu precisava pegar um almoço rápido em algum fast food, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua avó.<br /> <br /> Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho.<br /> <br /> Quando eu tinha um dia cheio que começava às seis da manhã, ela pedia para quebrar os ovos e mexê-los bem devagarinho.<br /> Minha filha calma e despreocupada foi uma dádiva para minha natureza workaholic e frenética, mas eu não enxergava isso. Não, nem de perto.<br /> <br /> Quem leva a vida distraída está sempre usando viseiras, sempre de olho no próximo item da agenda. E tudo que não pode ser riscado da lista é pura perda de tempo.<br /> <br /> Sempre que minha filha me forçava a desviar do meu cronograma, eu pensava “Não temos tempo para isso”. Por consequência, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: “Anda logo”.<br /> <br /> Eu começava minhas frases com elas.<br /> Anda logo, vamos chegar atrasados.<br /> <br /> Eu terminava minhas frases com elas. <br /> Vamos perder tudo se você não andar logo.<br /> <br /> Eu começava meu dia com elas.<br /> Anda logo e come esse café da manhã de uma vez.<br /> Anda logo e vai se vestir.<br /> Eu terminava meu dia com elas.<br /> <br /> Anda logo e vai escovar os dentes.<br /> Anda logo e vai dormir.<br /> E apesar das palavras “anda logo” não fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez até mais do que aquelas outras palavrinhas, “eu te amo”.<br /> <br /> A verdade dói, mas a verdade cura... e me deixa mais próxima da mãe que quero ser.<br /> <br /> Até que chegou o dia fatídico e tudo mudou. Havíamos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de infância e estávamos saindo do carro. Como a menor não estava saindo rápido o suficiente, a mais velha disse para a irmãzinha: “Você é tão lenta”. E então ela cruzou os braços e soltou um suspiro de frustração. Foi como me ver no espelho, e a sensação foi horrível.<br /> <br /> Eu estava fazendo bullying com minha própria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida.<br /> <br /> Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minhas existências apressadas estavam causando em minhas duas filhas.<br /> <br /> Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: “Desculpa por estar fazendo você se apressar tanto. Eu adoro que você faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com você”.<br /> <br /> <br /> “Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje”, eu disse, abraçando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da mãe.<br /> <br /> Foi fácil riscar a expressão “anda logo” do meu vocabulário. Mais difícil foi adquirir a paciência para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar nós duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando tínhamos que ir a algum lugar. Às vezes, ainda assim chegávamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que só teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem.<br /> <br /> Quando saíamos para caminhar ou íamos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi expressões no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas mãos e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma “Percebedora”, e logo descobri que os “Percebedores” são dádivas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos céus para minha alma frenética.<br /> <br /> <br /> Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano é o único jeito de viver de verdade.<br /> Pense Nisso, mas pense...com calma.<br /> <br /> Este, e outros textos e áudios do Pense Nisso, você encontra em nosso site.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Com base em um artigo publicado na internet em 2013,<br /> Em 05.2.2015<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>E NÃO ACONTECEU <br /> <br /> Os dias agitados, as conturbações sociais, as dificuldades destes tempos fazem com que sejamos tocados, com frequência, por problemáticas inúmeras.<br /> Ora somos vitimizados pela violência social que nos chega na forma de furtos, roubos ou agressões.<br /> Doutras vezes cruzamos com pessoas desequilibradas, que nos envolvem com seus desatinos e insensatez.<br /> Outros despejam sobre nós seus discursos e ações doentias, nos prejudicando ou nos conduzindo a distonias comportamentais, que se refletem, como consequência, em nosso organismo.<br /> E, de tal forma essas ações impactam nosso cotidiano que, muitas vezes, passamos a relatar tal ou qual fato que nos ocorreu, multiplicando, dezenas de vezes, o ato infeliz do qual fomos vítimas.<br /> Passamos, em nossos relatos, nas nossas conversas, a reproduzir o mal recebido, revivendo as tormentas e dificuldades da situação ocorrida.<br /> E assim vamos valorizando o mal de maneira exagerada, desnecessária e sempre prejudicial.<br /> Vamos contaminando outras pessoas e ambientes, com nossos relatos, sem atentarmos onde estamos e com quem estamos, infundindo medos, receios, sentimentos de pavor. Totalmente desnecessários.<br /> Por outro lado, quase nunca nos damos conta de quantas coisas não nos acontecem.<br /> Se somos alvo da maldade de uns, imprevidência de outros, desequilíbrio de alguns, sem dúvida, temos muito mais a relatar de fatos que poderiam ter ocorrido conosco e não chegaram a acontecer.<br /> Enquanto preocupados em reclamar e enfatizar o mal que respinga em nós, deixamos de valorizar os recursos que a Providência Divina oferece para nos amparar e proteger.<br /> Não percebemos que os descuidos que nos permitimos oferecem oportunidade para grandes dificuldades.<br /> E a bondade de muitos que nos rodeiam encontra os meios para minimizar, até mesmo neutralizar consequências nefastas que poderiam decorrer da nossa imprevidência.<br /> Quantas vezes pessoa que achávamos pouco simpática já nos direcionou os passos a outros trajetos, em nossos percursos diários, evitando que viéssemos a sofrer acidentes, percalços, dificuldades de qualquer sorte.<br /> Poucas vezes nos damos conta dessa ação benfazeja da Divindade, protegendo-nos, através de inúmeros mecanismos, simplesmente para que o mal não no alcance.<br /> Portanto, ante pequenos contratempos que fogem ao nosso controle e à nossa vontade, ou algo inconveniente que nos atinja, busquemos, antes de tudo, refletir.<br /> Antes de reclamar, de gastar nosso tempo a reviver emoções desagradáveis, reflitamos se não devemos agradecer.<br /> Reflitamos a respeito do mal que nos sucedeu e o tanto mais que poderia ter ocorrido e constataremos quanto estamos sendo amparados.<br /> Essa breve reflexão nos permitirá perceber como somos cuidados pelo amor de Deus.<br /> Por isso, mantenhamos nos lábios e no coração o agradecimento as oportunidades que a vida diariamente nos oferece, através de pessoas que nos ampara, nos protege, nos sustenta a vida.<br /> Aprendamos a agradecer pela dificuldade, pelo mal ou pelo problema que simplesmente não nos aconteceu, graças à interferência de alguém, que algumas vezes, nem sabemos quem é.<br /> E lembremos sempre; as pessoas fazem aquilo que nós permitimos. Por isso, não passemos o recibo, e sejamos os portadores do equilíbrio, bom senso e benevolência.<br /> Pense Nisso<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 8.12.2014.<br /> </span> <br />

<span style=''font-size: small;''>TER E SER.<br /> <br /> Na maioria de nós a preocupação mais latente é o de ganhar, é o de ter lucro.<br /> E esse espírito de amontoar ganhos alcança os mais singelos setores.<br /> Meninos e meninas, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.<br /> Pais deixam de dar atenção a sua família, enquanto multiplicam ao extremo as horas de trabalho.<br /> Mas, cedo ou tarde, vamos nos perguntar: valeu de fato, tanto esforço para conquistar posições e bens?<br /> Bem, para se saber A resposta, teríamos que fazer uma outra pergunta.O que deixamos para trás, enquanto ávidos em somente ter, sem nos preocuparmos em SER?<br /> O que ocorre é que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos.<br /> É importante meditar sobre essa lição enquanto se está a caminho.<br /> Os bens do mundo são preciosos enquanto instrumentos de realização da paz e na fomentação do progresso de um todo.<br /> O trabalho é um meio de vida e não de morte.<br /> A título de enriquecer ou ter mais conforto não compensa esquecer o essencial.<br /> É inútil brindar os filhos com coisas e não se fazer presente em suas vidas, com palavras e exemplos dignos.<br /> A conquista do ter é dever de todos. A família depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade.<br /> A conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que é a conquista dos valores éticos e leva o indivíduo a elevar-se como ser humano.<br /> PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>PORQUE TRAZER UMA CRIANÇA A ESSE MUNDO<br /> <br /> estava no aeroporto de cuiabá com a minha esposa, grávida de 9 meses, quando alguém me cutucou.<br /> me virei em direção à pessoa, vi que era um senhor já de idade avançada, e de maneira quase que inquisitória, o senhor nos falou:<br /> “ é preciso muita coragem pra colocar um filho no mundo, em uma época como a atual. Vocês não veem como o mundo está ruim de se viver?”<br /> eu, calmamente respondi: “ o senhor se engana, essa é a melhor época de todos os tempos de se ter um filho”. respondi com essas palavras, por que lembrei de uma campanha publicitária institucional, cujo titulo era: porque trazer uma criança a esse mundo?<br /> possivelmente , alguns de nós, diga que tem medo sim, ao ver o presente. o presente que a gente vive.afinal, agora você tem a vida de uma outra pessoa para cuidar.<br /> porque trazer uma criança a esse mundo?<br /> para que essa questão possa ser respondida, vamos falar à vocês futuros pais.<br /> falar de algo que vocês devam saber sobre o mundo em que seus filhos vão viver. algo real.<br /> algo que esta acontecendo agora; todo dia, mais e mais alimentos são cultivados com tecnologias revolucionarias. outras tecnologias, vão disponibilizar água limpa e potável para centenas de milhões de pessoas. essa, sem duvida, vai ser a guerra da água que se fala tanto.<br /> e doenças que no passado matavam tanto, e hoje foram praticamente radicadas, ou são de fácil tratamento.<br /> basta que se pense nos dias em que os portadores da hanseníase, também chamada lepra, eram colocados para fora das cidades, segregados do convívio dos seus afetos, expulsos da comunidade.<br /> hoje, são tratados em hospitais, clínicas, ambulatórios e têm convivência social normal. sem falar da segregação racial, que antigamente era tão normal, tão aceito, e hoje, isso é crime.<br /> <br /> sim, o mundo está melhor hoje do que estava ontem.<br /> seus filhos, terão a possibilidade de ter um coração mais saudável do que qualquer pessoa hoje. e a mesma chance, de ter um coração partido. disso, ninguém escapa.<br /> e quando, finalmente conhecerem a pessoa certa, essas crianças terão a chance muito maior que a nossa, de conhecer os seus bisnetos.<br /> pais, podem respirar com calma. tragam uma criança ao mundo. nunca houve um momento tão bom, para criar um futuro melhor para todos que vivem neste planeta, e para aqueles que estão chegando.<br /> eu gosto de pensar que o meu filho vai crescer, e se tornar uma daquelas pessoas que farão a diferença/// para um mundo sempre melhor.<br /> <br /> então? porque trazer uma criança a esse mundo?<br /> <br /> por que o mundo esta melhor...você esta melhor.<br /> <br /> pensemos nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base na campanha publicitária <br /> da Unilever, no artigo da revista<br /> Reformador, de outubro de 1990 e na experiência pessoal do redator deste texto.<br /> Em 30.11.2013.<br /> <br /> <br /> </span><br />

D<span style=''font-size: small;''>IAS DE DESAFIOS<br /> <br /> Quem de nós não desejaria que a existência transcorresse à semelhança de um rio calmo, onde a barca de nossa vida singrasse por águas tranquilas e serenas?<br /> Todos temos o desejo de que, na vida, os embates não surjam, as dificuldades não se apresentem, e as dores não ocupem espaço em nosso caminhar.<br /> Contudo, viver é muito mais do que atender ao escoar dos dias, ou esperar a velhice chegar e a morte encerre a vida do corpo físico.<br /> Temos o desafio, a cada vez que nascemos, a cada vez que nos vestimos de carne, de que novos aprendizados se façam.<br /> Esse é o propósito da Divindade para conosco: que o corpo físico seja a possibilidade de progresso para a alma.<br /> Assim, naturalmente haverá dias mais amargos em nossa jornada.<br /> Ocorrerão fases em que o peso sobre nossos ombros se avolumará, e os problemas se apresentarão mais complexos.<br /> Passaremos por dias tumultuosos, em que seremos testados em nossos valores, nossa perseverança, nossa fé.<br /> Surgirão situações de grande monta, exigindo que desenvolvamos capacidades morais de que não dispúnhamos ou nem imaginávamos dispor.<br /> Haverá situações nas quais a prova se mostrará mais rude, em que enfrentaremos nossos limites morais, em que bordejaremos o extremo de nossa capacidade.<br /> Nada disso acontecerá, no entanto, sem a plena anuência da Divindade. Nenhuma sem o pleno conhecimento da Providência Divina.<br /> <br /> Nada que nos ocorra é inútil ou destituído de alguma razão, mesmo que de momento não consigamos entender o propósito.<br /> Contrariando o adágio popular, podemos dizer que Deus escreve certo por linhas retas.<br /> Nós é que somos, algumas vezes, os míopes que não conseguimos ver o amor e sabedoria de Seus desígnios.<br /> Assim, se os dias se mostram desafiadores, ali está a bondade de Deus nos oferecendo o aprendizado.<br /> Para alguns, o desafio é lidar com o retorno do ser amado à pátria espiritual, deixando o rastro das saudades e uma imensa ausência.<br /> Para outros, é a dor, a doença, as deformidades, as limitações físicas que chegam inesperadamente, provocando desequilíbrio em seus dias.<br /> Para muitos, é a família a se desarticular, pela inconstância de uns, despautério de outros, desestruturando relações de alegria e fraternidade.<br /> * * *<br /> Assim é nossa jornada. Feita de desafios e lições.<br /> Quando essas nos chegam, na forma da dor ou da saudade, da doença ou de alguma carência qualquer, é sempre o convite para aprender.<br /> Vistamo-nos de coragem e fé. Enfrentemos o que nos chegue com a serenidade daqueles que entendem os desafios como necessários ao crescimento moral.<br /> * * *<br /> Os desafios existenciais fazem parte da vida. Sem eles, o homem seria destruído pela paralisia da vontade, dos membros, das aspirações, que se transformariam em doentia aceitação dos níveis inferiores do estágio da evolução.<br /> Enriquecer-se com a luz do discernimento elevado é a finalidade essencial da vida. Pense Nisso.<br /> <br /> ****<br /> Acesse: centroamericafm.com.br. Em nosso site você vai encontrar, esse e outros textos e áudios das mensagens do Pense Nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com pensamentos finais<br /> do cap. 11, do livro Vida:desafios e soluções, pelo Espírito<br /> Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> LEAL.<br /> Em 7.6.2013.<br /> </span> <br />


<span style=''font-size: small;''><strong>BAIXAS<br /> <br /> <br /> No dia em que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teve início, o mundo inteiro estava atento aos noticiários e quase todos os meios de comunicação divulgavam os fatos, com incrível rapidez.<br /> O silvar dos mísseis, a fumaça, misturada com a claridade provocada pela explosão, eram imagens constantes.<br /> A cobertura jornalística da guerra, como se diz, estava cumprindo o seu papel.<br /> Passados alguns dias, as pessoas deixaram de se importar tanto com esse acontecimento. Principalmente as que não conseguem ouvir o estrondo das explosões, nem os gritos de dor e desespero, nem o odor fétido daqueles cujos corpos são dilacerados pelas chamas das explosões...<br /> Mas, há outra realidade que ninguém mostra...<br /> É algo tão cruel que, se mostrado, talvez mudasse o rumo dos acontecimentos...<br /> É o desespero e a sensação de impotência dos pais dos soldados enviados para as frentes de batalha.<br /> São os sentimentos dos soldados. Jovens que foram arrancados do conforto de seus lares e empurrados para morrer, a qualquer momento, numa guerra que não provocaram...<br /> Se se pudesse ouvir e sentir seus gemidos de pavor ante a escuridão, seus medos, suas inseguranças, seus prantos silenciosos de saudades dos seus amores...<br /> Ah, se fosse registrada a situação a que se converteram os bravos soldados, após várias noites sem dormir...<br /> Mas isso é resolvido com anfetaminas para render mais... Afinal, são máquinas de guerra.<br /> Não! É impossível imaginar o que sejam o tormento da fome, da sede, do sono, do cansaço, aliados ao temor de um ataque surpresa do inimigo.<br /> Se se pudesse registrar a agonia de filhos perdidos em meio à paisagem devastada pelos ataques, à procura de pais cujos corpos jazem sobre escombros, cinzas e sangue...<br /> Isso, certamente, os que optam pela guerra não sabem o que é.<br /> Talvez digam que é preciso sacrificar algumas vidas, desde que não seja a sua ou a de seus familiares...<br /> E, quando, por fim, o pior acontece, o pavor do combatente é silenciado pelo manto escuro da morte, aquele jovem é contado apenas como uma baixa a mais.<br /> Sim, sua existência foi interrompida... Mas, isso foi apenas mais uma baixa.<br /> Como dizer a uma mãe ou a um pai que aquele filho ou filha, que há pouco cantarolava pela casa, agora representa apenas mais um número na triste estatística das baixas no campo de batalha?<br /> Isso não faz sentido...<br /> Mas, quem se importa?<br /> Para os governantes de países que sacrificam seus cidadãos em nome da liberdade, as riquezas minerais e seus interesses escusos são mais importantes do que vidas humanas.<br /> É importante pensar, principalmente quando se elege os representantes, sobre quem é a favor dessas atrocidades e quem é a favor da vida, do ser humano, dos sentimentos alheios.<br /> Talvez você esteja se perguntando: Mas, o que eu posso fazer, agora, para mudar a situação?<br /> Você pode enviar, através de uma oração sincera, as suas melhores vibrações de paz em favor, primeiro, dos que mais precisam: os governantes responsáveis por essas insanidades.<br /> Segundo, por aqueles que sofrem a consequência dessas atrocidades.<br /> Pense nisso, e faça a sua parte.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso<br /> Em 05.08.2012.</strong></span><strong><br /> </strong>