Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3280 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
APRENDER A FLORESCER
22 Out 20164:24EP 576

APRENDER A FLORESCER

<span style=''font-size: small;''>APRENDER A FLORESCER<br /> <br /> Ela era uma jovem das fam&iacute;lias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietn&atilde;. Antes, deveria passar por um treinamento de um m&ecirc;s.<br /> Enamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o m&ecirc;s do treinamento pr&oacute;ximo dele, antes de sua partida para terras t&atilde;o long&iacute;nquas e perigosas.<br /> Pr&oacute;ximo &agrave; base do deserto da Calif&oacute;rnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de &iacute;ndios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal.<br /> O primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de at&eacute; 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi rom&acirc;ntico e maravilhoso.<br /> Ao final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero.<br /> O marido chegava exausto do treinamento, que come&ccedil;ava &agrave;s cinco horas da manh&atilde; e terminava &agrave;s dez horas da noite. Ela era vi&uacute;va de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a m&atilde;e, dizendo que n&atilde;o aguentava mais e perguntando se deveria abandon&aacute;-lo.<br /> Alguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim:<br /> Dois homens viviam em uma cela de imunda pris&atilde;o. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abra&ccedil;os. Mam&atilde;e.<br /> A jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua op&ccedil;&atilde;o.<br /> Pela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores.<br /> Logo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, bel&iacute;ssimas.<br /> Quando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, t&atilde;o aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia.<br /> Quando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas.<br /> De seus estudos e pesquisas resultou um livro que &eacute; considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Calif&oacute;rnia um dia foi fundo de mar e &eacute; um imenso dep&oacute;sito de f&oacute;sseis e riquezas minerais.<br /> Mais tarde, com o retorno do esposo do Vietn&atilde;, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experi&ecirc;ncias salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara.<br /> * * *<br /> Existem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno cora&ccedil;&atilde;o &aacute;rduo do deserto.<br /> Existem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas an&ocirc;nimas.<br /> Muitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno gr&atilde;o de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria est&aacute; em florescer onde se &eacute; plantado.<br /> Florescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as &aacute;guas abundantes.<br /> Florescer, ainda que as condi&ccedil;&otilde;es de calor e umidade nem sempre sejam as favor&aacute;veis...<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na palestra Flores&ccedil;a <br /> onde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco.<br /> Em 25.01.2013.</span><br />

AS CINCO BOLAS
19 Out 20162:35EP 574

AS CINCO BOLAS

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>AS CINCO BOLAS<br /> <br /> <br /> Senhoras, senhores...mo&ccedil;as e rapazes; imagine a vida como um jogo em que voc&ecirc; esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar.<br /> <br /> Estas s&atilde;o: seu trabalho &ndash; sua familia-sua sa&uacute;de &ndash; seus amigos e sua vida espiritual, e voc&ecirc; ter&aacute; que mant&ecirc;-las todas no ar.<br /> Logo voc&ecirc; vai perceber que o trabalho &eacute; como uma bola de borracha.se solt&aacute;-la, ela rebate e volta.<br /> <br /> Mas as outras quatro bolas:familia, sa&uacute;de, amigos e espirito, s&atilde;o frageis como vidros.se voc&ecirc; soltar qualquer uma desta, ela ficar&aacute; irremediavelmente lascada, marcada, com arranh&otilde;es, ou mesmo quebrada, vale dizer, nunca mais ser&aacute; a mesma.<br /> Devemos entender que: tem que apreciar e se esfor&ccedil;ar para conseguir cuidar do mais valioso.<br /> Trabalhe eficientemente no horario regular do seu emprego e deixe o trabalho no horario.<br /> Gaste o tempo requerido para a sua familia e aos amigos.<br /> fa&ccedil;a exercicios, coma e descanse adequadamente.<br /> E sobretudo...cres&ccedil;a na sua vida interior, no espiritual, que &eacute; mais transcendental, porque &eacute; eterno.<br /> Shakespeare dizia:&rdquo;sempre me sinto feliz, sabes por que? Porque n&atilde;o espero nada de ningu&eacute;m.<br /> Esperar sempre d&oacute;i.os problemas n&atilde;o s&atilde;o eternos, sempre t&ecirc;m solu&ccedil;&atilde;o.a vida &eacute; curta, por isso, ame-a! Viva intensamente e recorde: antes de falar...Escute! antes de escrever...pense! antes de criticar...Examine! antes de ferir...sente! antes de orar...perdoe! antes de gastar...ganhe! antes de se render... tente de novo! antes de morer...viva!<br /> pense nisso, mas pense agora!<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,<br /> com base no discurso de despedida do ex-presidente da Coca Cola Bryan Dyson.<br /> Em 09.11.2012<br /> <br /> </span><br />

RESIGNAÇÃO
18 Out 20163:51EP 573

RESIGNAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>RESIGNA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Quando precisamos aceitar uma circunst&acirc;ncia que n&atilde;o foi planejada, o primeiro impulso que temos &eacute; o de ser resistente &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; dif&iacute;cil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doen&ccedil;a, a humilha&ccedil;&atilde;o, as trai&ccedil;&otilde;es.<br /> A nossa tend&ecirc;ncia natural &eacute; resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.<br /> Agindo assim, estaremos prolongando a situa&ccedil;&atilde;o. Resistir nos mant&eacute;m presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.<br /> Em outras ocasi&otilde;es, nossa rea&ccedil;&atilde;o &eacute; a de nega&ccedil;&atilde;o do problema e, por vezes, nos entregamos a desequil&iacute;brios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> Todas essas rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o destrutivas e desagregadoras.<br /> Quando n&atilde;o aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padr&otilde;es mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as solu&ccedil;&otilde;es.<br /> Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.<br /> Mas n&atilde;o. Apenas significa que entendemos que a exist&ecirc;ncia terrestre tem uma finalidade e que a vida &eacute; regida pela lei de a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o; que a luta deve ser encarada com serenidade e f&eacute;.<br /> Na verdade, se tivermos a verdadeira inten&ccedil;&atilde;o de enfrentar com equil&iacute;brio e sensatez as grandes mudan&ccedil;as que a vida nos apresenta, devemos come&ccedil;ar admitindo a nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> A aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; um ato de for&ccedil;a interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.<br /> &Eacute; detentora de um poder transformador que s&oacute; quem j&aacute; experimentou pode avaliar.<br /> Existem in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es na vida que n&atilde;o est&atilde;o sob o nosso controle. Resta-nos ent&atilde;o acat&aacute;-las.<br /> &Eacute; fundamental entender que esse posicionamento n&atilde;o significa desistir, mas sim manter-se l&uacute;cido e otimista no momento necess&aacute;rio.<br /> No instante em que aceitamos, apaga-se a ilus&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que foram criadas por n&oacute;s mesmos e as solu&ccedil;&otilde;es surgem naturalmente.<br /> Aceitar &eacute; exercitar a f&eacute;. &Eacute; expandir a consci&ecirc;ncia para encontrar respostas, solu&ccedil;&otilde;es e al&iacute;vio. &Eacute; manter uma atitude saud&aacute;vel diante da vida.<br /> &Eacute; nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.<br /> * * *<br /> Estamos nesta vida pela miseric&oacute;rdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo f&iacute;sico.<br /> Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa exist&ecirc;ncia, s&atilde;o frutos das pr&oacute;prias dificuldades em lidar com os problemas.<br /> Lembremos que todas as dores s&atilde;o transit&oacute;rias.<br /> Quando elas nos alcan&ccedil;arem, as aceitemos com serenidade e resigna&ccedil;&atilde;o. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em dire&ccedil;&atilde;o a Ele.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> no texto Aceita&ccedil;&atilde;o, de autoria desconhecida e com par&aacute;grafo final do<br /> cap. 20, do livro Terap&ecirc;utica de emerg&ecirc;ncia, por diversos Esp&iacute;ritos,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 9.10.2012.<br /> </span><br />

DESCONTROLE
15 Out 20163:59EP 571

DESCONTROLE

<span style=''font-size: small;''>DESCONTROLE<br /> <br /> Naquele dia de sol, M&aacute;rio chegou feliz e estacionou o reluzente caminh&atilde;o em frente &agrave; porta de sua casa. Ap&oacute;s vinte anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> Comprara um caminh&atilde;o. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, seria seu pr&oacute;prio patr&atilde;o.<br /> Ao chegar pr&oacute;ximo do ve&iacute;culo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminh&atilde;o.<br /> Irritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das m&atilde;os dele e, totalmente fora de controle, martelou as m&atilde;ozinhas do garoto.<br /> Sem entender o que estava acontecendo, o menino se p&ocirc;s a chorar de dor, enquanto a m&atilde;e interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> Na sequ&ecirc;ncia, ela trouxe o marido de volta &agrave; realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas fr&aacute;geis m&atilde;ozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> Passadas v&aacute;rias horas, o cirurgi&atilde;o veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacera&ccedil;&otilde;es tinham sido de grande extens&atilde;o e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o m&eacute;dico, a crian&ccedil;a era forte e tinha resistido bem ao ato cir&uacute;rgico. Os pais poderiam aguard&aacute;-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> Com a morte no cora&ccedil;&atilde;o, os pais esperaram que a crian&ccedil;a despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> Papai, me desculpe, eu s&oacute; queria consertar o seu caminh&atilde;o, como voc&ecirc; me ensinou outro dia. N&atilde;o fique bravo comigo.<br /> O pai, com l&aacute;grimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que n&atilde;o tinha import&acirc;ncia o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminh&atilde;o nem tinha sido estragada.<br /> O menino insistiu: Quer dizer que n&atilde;o est&aacute; mais bravo comigo?<br /> N&atilde;o mesmo, falou o pai.<br /> Ent&atilde;o, perguntou a crian&ccedil;a, se estou perdoado, quando &eacute; que meus dedinhos v&atilde;o nascer de novo?<br /> * * *<br /> Toda vez que perdemos a calma, perdemos tamb&eacute;m a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> E quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machuc&aacute;-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> E, em se tratando de crian&ccedil;as, que s&atilde;o fr&aacute;geis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> Jamais nos permitamos a ira, que &eacute; sempre m&aacute; companhia. Domemos as nossas tend&ecirc;ncias e impulsos agressivos, recordando que nada na vida &eacute; mais precioso do que as pessoas.<br /> As coisas que possamos adquirir nos servir&atilde;o por algum tempo, mas, somente os nossos amores estar&atilde;o conosco sempre, n&atilde;o importando o local, as condi&ccedil;&otilde;es que venhamos a nos encontrar.<br /> Preservemos a calma e ofertemos para aqueles que s&atilde;o os s&oacute;is das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifesta&ccedil;&otilde;es do amor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto<br /> N&atilde;o vale chorar, de autoria de Maur&iacute;cio Dias.<br /> Em 24.5.2013.<br /> <br /> </span><br />

NORTE,SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM
13 Out 20163:32EP 570

NORTE,SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;NORTE, SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM<br /> <br /> <br /> Tem gente que n&atilde;o ouve ningu&eacute;m. Tem gente que faz pouco da experi&ecirc;ncia e da opini&atilde;o de todo o mundo. Mas h&aacute; tamb&eacute;m quem n&atilde;o saiba fazer outra coisa sen&atilde;o ir atr&aacute;s de tudo quanto &eacute; conversa que n&atilde;o agrega em nada.<br /> <br /> Alguns sentem dificuldade para encontrar seu caminho na vida porque acreditam em tudo o que ouvem, pouco importando a proced&ecirc;ncia, a consist&ecirc;ncia ou a conveni&ecirc;ncia da mensagem.<br /> <br /> Pela manh&atilde;, seu rumo &eacute; o norte, porque ouviram no cabeleireiro que a felicidade se encontra l&aacute;. Ao meio-dia, j&aacute; est&atilde;o indo para o sul, pois o artigo de uma revista garante que &eacute; no sul que mora alegria. J&aacute; &agrave; tarde, l&aacute; v&atilde;o eles em dire&ccedil;&atilde;o ao leste, pois uma cartomante jurou que o caminho do sucesso &eacute; por ali. Mas, &agrave; noite, seu destino j&aacute; &eacute; o oeste, pois uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contando que, no col&eacute;gio da filha, tem uma menina que viu na televis&atilde;o que... Conclus&atilde;o: depois de amea&ccedil;ar para todos os lados, n&atilde;o v&atilde;o mesmo a lugar nenhum.<br /> <br /> Claro que &eacute; importante ponderar o que acontece &agrave; nossa volta e escutar com aten&ccedil;&atilde;o as opini&otilde;es e experi&ecirc;ncias de todas as pessoas. Ignorar as li&ccedil;&otilde;es que nos s&atilde;o oferecidas pelos outros seria jogar fora um material valioso, que nos pode ser &uacute;til num momento de aperto.<br /> <br /> Por&eacute;m, n&atilde;o menos necess&aacute;rio &eacute; saber adaptar a hist&oacute;ria dos outros ao contexto da nossa vida. &Eacute; saber avaliar a utilidade de uma experi&ecirc;ncia que vem de fora &agrave; nossa realidade. E, sobretudo, &eacute; ter a sabedoria de separar o que nos serve daquilo que &eacute; somente fantasia, folclore, crendice, conversa pra boi dormir.<br /> E, acima de tudo, &eacute; priorit&aacute;rio que, antes de dar ouvidos a quem quer que seja, nos perguntemos a n&oacute;s mesmos: quem realmente eu sou? O que realmente eu quero da vida? O que &eacute; mesmo importante para mim? Do que na verdade eu preciso para ser feliz? Sim, porque cada pessoa &eacute; um universo &agrave; parte. N&atilde;o &eacute; porque seja moda, ou porque o vizinho esteja fazendo tal coisa, que n&oacute;s devemos fazer tamb&eacute;m.<br /> <br /> A verdade &eacute; que, s&oacute; mesmo depois de saber com clareza quem somos de fato, &eacute; que temos condi&ccedil;&otilde;es de avaliar e aproveitar a experi&ecirc;ncia dos outros em nosso benef&iacute;cio.<br /> <br /> Antes disso, estamos sempre correndo o risco de enveredar por caminhos que jamais nos levar&atilde;o ao lugar com o qual sonhamos.<br /> <br /> E quem sabe daqui a dez anos estejamos ainda indo para o norte pela manh&atilde;, para o sul ao meio-dia, para o leste &agrave; tarde, para o oeste &agrave; noite, s&oacute; porque uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contanto que, no col&eacute;gio da filha, tem uma menina que viu na televis&atilde;o que...<br /> <br /> E estaremos, ent&atilde;o, exatamente no ponto onde estamos agora, viajando para lugar nenhum.<br /> Portanto, pense nisso.Mas, pense agora.<br /> ******<br /> Quer conhecer, ou ouvir, outros textos do Pense Nisso?<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso <br /> com base do Livro Melhores Pensamentos Vol II de Renato Ga&uacute;cho.<br /> Em 13.06.2013 </span><br />

APRENDIZES DAS CRIANÇAS
12 Out 20164:12EP 569

APRENDIZES DAS CRIANÇAS

<span style=''font-size: small;''>APRENDIZES DAS CRIAN&Ccedil;AS<br /> <br /> Vivemos uma &eacute;poca deveras interessante. Ao lado de muito desamor, sucedem-se exemplos de altru&iacute;smo e solidariedade.<br /> Independentemente de serem ou n&atilde;o religiosas, as pessoas est&atilde;o descobrindo que n&atilde;o h&aacute; como ser feliz ao lado da desgra&ccedil;a alheia;<br /> Que n&atilde;o h&aacute; como gozar os bens da Terra, cega e loucamente, enquanto muitos carecem do pouco; que n&atilde;o se pode falar em paz no mundo se n&atilde;o a cultivamos no pr&oacute;prio jardim.<br /> Enfim, que o homem somente pode alcan&ccedil;ar a felicidade que idealiza se aprender a colaborar, construindo junto.<br /> Nesse empenho, com esperan&ccedil;a crescente, se veem associa&ccedil;&otilde;es, empresas, institui&ccedil;&otilde;es investirem em qualidade de vida, em sustentabilidade, em coopera&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua.<br /> Somos, na Terra, um grande ser coletivo. O que a um afeta, ao outro alcan&ccedil;a.<br /> Foi, portanto, com alegria, que assistimos a uma experi&ecirc;ncia realizada com crian&ccedil;as de variadas idades.<br /> Aos pares, meninos e meninas foram conduzidos a uma mesa, frente &agrave; qual se assentaram.<br /> A orienta&ccedil;&atilde;o que lhes foi dada &eacute; de que receberiam um lanche e, por isso, &agrave; sua frente, havia um prato coberto por uma redoma.<br /> Assentados, cada qual aguardava a autoriza&ccedil;&atilde;o para se servir. Quando, finalmente, retiravam a redoma protetora, descobriam que, em cada dupla, um recebera um prato vazio.<br /> As rea&ccedil;&otilde;es foram as mais diversas. Houve quem risse, quem se espantasse. Crian&ccedil;as de poucos meses de idade simplesmente brincaram com a redoma, mais preocupadas em descobrir o que aquela coisa podia fazer do que com a aus&ecirc;ncia de conte&uacute;do no prato.<br /> Uma a&ccedil;&atilde;o, no entanto, foi constante nas duplas: a divis&atilde;o do sandu&iacute;che.<br /> Ningu&eacute;m brigou. Ningu&eacute;m chorou. Ningu&eacute;m reclamou.<br /> A divis&atilde;o foi feita das mais variadas maneiras. Houve quem repartisse o p&atilde;o, comparasse os peda&ccedil;os e desse o menor ao companheiro. Mas deu.<br /> Houve quem desse o sandu&iacute;che ao outro que, ent&atilde;o, procedeu &agrave; divis&atilde;o.<br /> Peda&ccedil;os grandes, menores, maiores, irregulares. Mas tudo, entre risos e espontaneidade, oferecido, entregue, compartilhado.<br /> E saboreado com prazer.<br /> * * *<br /> Como ser&aacute; que reagir&iacute;amos, os adultos, frente ao prato vazio? Invocar&iacute;amos, de imediato, os direitos iguais e far&iacute;amos o discurso a respeito da injusti&ccedil;a?<br /> Entrar&iacute;amos em depress&atilde;o porque fomos deixados de lado, humilhados, esquecidos? Por que o outro foi agraciado com o saboroso sandu&iacute;che e nada nos foi ofertado?<br /> Como agir&iacute;amos ante o prato vazio tamb&eacute;m nos diz de como recebemos a adversidade quando nos chega.<br /> Esbravejamos, dizemo-nos abandonados pela Divindade, desistimos de lutar?<br /> Ou, como as crian&ccedil;as, abrimos um sorriso, olhamos para o lado, acreditando que sempre haver&aacute; algu&eacute;m para nos atender a dor, a necessidade? Que um amigo est&aacute; ao nosso lado e nos ofertar&aacute; o que tenha.<br /> Mudemos nosso foco. Menos reclama&ccedil;&atilde;o, mais a&ccedil;&atilde;o. Menos exig&ecirc;ncias e mais doa&ccedil;&atilde;o. Repartir o pouco, compartilhar o muito.<br /> Aprendamos com as crian&ccedil;as e abramos um sorriso, iluminando a face, iluminando a vida.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.10.2012.<br /> </span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00