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PODCAST · 3280 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O DIA QUE PAREI DE DIZER ANDA LOGO
5 Nov 20166:10EP 584

O DIA QUE PAREI DE DIZER ANDA LOGO

&nbsp;O DIA QUE PAREI DE DIZER &quot;ANDA LOGO&quot;<br /> <br /> Quando voc&ecirc; leva uma vida distra&iacute;da, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que voc&ecirc; est&aacute; sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o pr&oacute;ximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e aten&ccedil;&atilde;o de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atr&aacute;s do preju&iacute;zo, n&atilde;o &eacute; mesmo caro ouvinte?<br /> Ou&ccedil;a a historia da professora norte-americana Rachel(pronuncia-se &ldquo;reitchel&rdquo;) Macy. Conta ela:<br /> <br /> Durante dois anos a minha vida foi de extrema correria.<br /> Meus pensamentos e minhas a&ccedil;&otilde;es eram controlados por alertas eletr&ocirc;nicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu n&atilde;o conseguia.<br /> <br /> Acontece que seis anos atr&aacute;s, eu fui aben&ccedil;oada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo.<br /> <br /> Quando eu precisava j&aacute; estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo.<br /> <br /> Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atr&aacute;s, ela insistia em colocar seu bichinho de pel&uacute;cia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de seguran&ccedil;a.<br /> <br /> Quando eu precisava pegar um almo&ccedil;o r&aacute;pido em algum fast food, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua av&oacute;.<br /> <br /> Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho.<br /> <br /> Quando eu tinha um dia cheio que come&ccedil;ava &agrave;s seis da manh&atilde;, ela pedia para quebrar os ovos e mex&ecirc;-los bem devagarinho.<br /> Minha filha calma e despreocupada foi uma d&aacute;diva para minha natureza workaholic e fren&eacute;tica, mas eu n&atilde;o enxergava isso. N&atilde;o, nem de perto.<br /> <br /> Quem leva a vida distra&iacute;da est&aacute; sempre usando viseiras, sempre de olho no pr&oacute;ximo item da agenda. E tudo que n&atilde;o pode ser riscado da lista &eacute; pura perda de tempo.<br /> <br /> Sempre que minha filha me for&ccedil;ava a desviar do meu cronograma, eu pensava &ldquo;N&atilde;o temos tempo para isso&rdquo;. Por consequ&ecirc;ncia, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: &ldquo;Anda logo&rdquo;.<br /> <br /> Eu come&ccedil;ava minhas frases com elas.<br /> Anda logo, vamos chegar atrasados.<br /> <br /> Eu terminava minhas frases com elas. <br /> Vamos perder tudo se voc&ecirc; n&atilde;o andar logo.<br /> <br /> Eu come&ccedil;ava meu dia com elas.<br /> Anda logo e come esse caf&eacute; da manh&atilde; de uma vez.<br /> Anda logo e vai se vestir.<br /> Eu terminava meu dia com elas.<br /> <br /> Anda logo e vai escovar os dentes.<br /> Anda logo e vai dormir.<br /> E apesar das palavras &ldquo;anda logo&rdquo; n&atilde;o fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez at&eacute; mais do que aquelas outras palavrinhas, &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> <br /> A verdade d&oacute;i, mas a verdade cura... e me deixa mais pr&oacute;xima da m&atilde;e que quero ser.<br /> <br /> At&eacute; que chegou o dia fat&iacute;dico e tudo mudou. Hav&iacute;amos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de inf&acirc;ncia e est&aacute;vamos saindo do carro. Como a menor n&atilde;o estava saindo r&aacute;pido o suficiente, a mais velha disse para a irm&atilde;zinha: &ldquo;Voc&ecirc; &eacute; t&atilde;o lenta&rdquo;. E ent&atilde;o ela cruzou os bra&ccedil;os e soltou um suspiro de frustra&ccedil;&atilde;o. Foi como me ver no espelho, e a sensa&ccedil;&atilde;o foi horr&iacute;vel.<br /> <br /> Eu estava fazendo bullying com minha pr&oacute;pria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida.<br /> <br /> Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minhas exist&ecirc;ncias apressadas estavam causando em minhas duas filhas.<br /> <br /> Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: &ldquo;Desculpa por estar fazendo voc&ecirc; se apressar tanto. Eu adoro que voc&ecirc; faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com voc&ecirc;&rdquo;.<br /> <br /> <br /> &ldquo;Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje&rdquo;, eu disse, abra&ccedil;ando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da m&atilde;e.<br /> <br /> Foi f&aacute;cil riscar a express&atilde;o &ldquo;anda logo&rdquo; do meu vocabul&aacute;rio. Mais dif&iacute;cil foi adquirir a paci&ecirc;ncia para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar n&oacute;s duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando t&iacute;nhamos que ir a algum lugar. &Agrave;s vezes, ainda assim cheg&aacute;vamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que s&oacute; teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem.<br /> <br /> Quando sa&iacute;amos para caminhar ou &iacute;amos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi express&otilde;es no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas m&atilde;os e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma &ldquo;Percebedora&rdquo;, e logo descobri que os &ldquo;Percebedores&rdquo; s&atilde;o d&aacute;divas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos c&eacute;us para minha alma fren&eacute;tica.<br /> <br /> <br /> Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano &eacute; o &uacute;nico jeito de viver de verdade.<br /> Pense Nisso, mas pense...com calma.<br /> <br /> Este, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso, voc&ecirc; encontra em nosso site.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base em um artigo publicado na internet em 2013,<br /> Em 05.2.2015<br /> <br />

PELO MENOS TENTE
4 Nov 20163:32EP 583

PELO MENOS TENTE

<span style=''font-size: small;''>PELO MENOS TENTE<br /> <br /> Ponha de lado antigos conceitos, panac&eacute;ias, rancores, preconceitos, recalques e estabele&ccedil;a novos e s&oacute;lidos rumos para uma vida mais liberta e melhor, evitando o lugar comum.<br /> <br /> Pratique o encanto que existe no banal e nas coisas mais simples. Curta os sentimentos cotidianos que colorem sua vida: la&ccedil;os familiares, amigos verdadeiros, livros, a natureza, as artes e a vibra&ccedil;&atilde;o c&oacute;smica do universo em constante erup&ccedil;&atilde;o evolutiva.<br /> Um dos encantos mais simples, que eu e meus amigos de viagem vivemos, foi o de reencontro de uma boa amiga.<br /> Mesmo depois de um incidente com o carro que viaj&aacute;vamos, n&atilde;o desistimos desse reencontro.<br /> O abra&ccedil;o, o sorriso e alegria desse encontro valeu muito mais apena. O incidente deixou de ter tanta import&acirc;ncia.<br /> A vida sempre n&oacute;s d&aacute; a oportunidade de substituir o negativo por algo mais salutar.<br /> <br /> Aprenda a colher recompensa valiosa, aprofundando-se na necessidade muito &iacute;ntima que as pessoas t&ecirc;m de serem ouvidas com paci&ecirc;ncia e respeito e de serem amadas com seriedade.<br /> Exprima afeto e admira&ccedil;&atilde;o para com o pr&oacute;ximo. Torne agrad&aacute;vel sua companhia; assim como as flores deixam parte do seu perfume nas m&atilde;os de quem as oferecem.<br /> <br /> Seja &uacute;til a quantos o procuram nas necessidades. Se voc&ecirc; tentar superar-se, acrescentar&aacute; algo muito especial ao mundo e ser&aacute; recompensado por isto. Dentro de voc&ecirc; existe um lugar secreto, onde reinam a paz e a tranq&uuml;ilidade, sem espa&ccedil;o para preocupa&ccedil;&otilde;es, temores, invejas ou desgostos. Recolha-se nele nas adversidades e comece a viver dias mais felizes; <br /> fazendo os outros felizes tamb&eacute;m.<br /> <br /> Nunca d&ecirc; guarida &agrave; raiva, gan&acirc;ncia, sentimentos de vingan&ccedil;a, hostilidade, medo, ansiedade ou inseguran&ccedil;a. Todos s&atilde;o falsos aliados. Controle suas emo&ccedil;&otilde;es e construa sua pr&oacute;pria cortina protetora. Cultive a verdadeira coragem. Nenhum grande feito deste mundo se realizou sem ela. <br /> <br /> Persiga seu ideal para conseguir as boas coisas da vida. <br /> Esta pagar&aacute; o pre&ccedil;o estabelecido, mas cobrar&aacute; caro <br /> exigindo que voc&ecirc; seja o melhor do que quer que seja.<br /> S&oacute; se pode usar cada dia uma &uacute;nica vez. <br /> <br /> Portanto, metodize sua vida e desenvolva seu potencial criador, mostrando todo ouro que h&aacute; no seu cora&ccedil;&atilde;o; sem tentar ser algum sabe-tudo, nem com presun&ccedil;&atilde;o de ser perfeito. Perfeito s&oacute; o Universo. S&oacute; Deus!<br /> Nem todos podem ser comandantes. Temos que ser tripula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m. Mas seja o melhor que puder, no desempenho de suas atividades e o mundo lhe abrir&aacute; as portas. <br /> Pense Nisso eTente!<br /> <br /> Chamada:<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o da equipe do Pense Nisso em 11.06.2013</span><br />

LIÇÃO BEM APRENDIDA
3 Nov 20164:12EP 582

LIÇÃO BEM APRENDIDA

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>LI&Ccedil;&Atilde;O BEM APRENDIDA<br /> <br /> O garoto tinha apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior ga&uacute;cho. Um local onde quase todos se conheciam.<br /> Casos de roubo ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o fim do mundo.<br /> Naquela localidade, os vizinhos se cumprimentavam e, quando viam crian&ccedil;as pela rua, logo tratavam de perguntar onde estavam os seus pais, o que faziam sozinhos, para onde iam.<br /> Em resumo, uns cuidavam dos outros.<br /> Foi, portanto, de forma natural, que dona Rute, ao sair para fazer compras, sabendo que iria se demorar algumas horas, olhou para o terreno da casa ao lado e vendo o menino a brincar, lhe disse:Cuide de minha casa, por favor.<br /> O menino ergueu os olhos e acenou, de forma afirmativa, com a cabe&ccedil;a.<br /> Em seguida, chamou seu c&atilde;o, um amigo desde as horas primeiras da inf&acirc;ncia. Era seu companheiro de brincadeiras.<br /> O c&atilde;o o seguia aonde quer que fosse. E os pais sabiam que o menino estaria seguro sob a guarda do animal fiel.<br /> Ent&atilde;o, o garoto abriu o port&atilde;o de sua casa, andou at&eacute; a casa vizinha, ficou na ponta dos p&eacute;s para conseguir alcan&ccedil;ar a ma&ccedil;aneta do port&atilde;o e entrou.<br /> Sentou-se na entrada cimentada, de acesso &agrave; casa e o c&atilde;o se sentou ao lado. E ali ficaram por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> A m&atilde;e, em vendo o garoto em terreno alheio, se preocupou que ele fosse aprontar alguma e o chamou diversas vezes para que viesse para casa.<br /> Mas, a cada chamada, ele acenava com a cabe&ccedil;a negativamente e dizia: N&atilde;o posso!<br /> Quando dona Rute chegou, entendeu: o menino tomara ao p&eacute; da letra o cuidar da sua casa e montara guarda, parado, na frente de sua porta, por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> Beijou-o, sorrindo, agradeceu e entrou em casa. Ele se levantou e com seu c&atilde;o, retornou ao pr&oacute;prio lar.<br /> No cair da noite, a m&atilde;e foi surpreendida com a chegada de dona Rute procurando por seu filho.<br /> Sobressaltou-se: O que &eacute; que ele aprontara? Fizera alguma travessura?<br /> Mas a vizinha insistia que queria falar com o menino. Ele veio e, ante o espanto da m&atilde;e, a senhora o abra&ccedil;ou, beijou, agradeceu e lhe entregou um prato com doces que ela preparara.<br /> S&oacute; ent&atilde;o a m&atilde;e teve a explica&ccedil;&atilde;o do que seu filho fizera. Seu filho, a quem ela, desde muito cedo, ensinara a li&ccedil;&atilde;o da responsabilidade e do dever.<br /> Ele entendera direitinho.<br /> * * *<br /> Invistamos na educa&ccedil;&atilde;o desde as primeiras horas de vida dos nossos filhos.<br /> N&atilde;o acreditemos que eles sejam muito novos e que n&atilde;o compreender&atilde;o as regras da boa conduta, do que seja dever e responsabilidade.<br /> A crian&ccedil;a assimila o que ouve e sobretudo, o que v&ecirc;.<br /> Falemos a respeito do dever e o exemplifiquemos.<br /> Conscientes de que devemos preparar nossos filhos para o mundo, ofertemos a eles o melhor em termos de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Se somos dos que observamos a m&aacute; educa&ccedil;&atilde;o alheia se apresentando, em algumas ocasi&otilde;es, ofere&ccedil;amos ao mundo cidad&atilde;os cumpridores de deveres, pessoas de bem, nossos filhos.<br /> Sejamos promotores da sociedade renovada, de pessoas comprometidas com a paz alheia e a pr&oacute;pria paz, com o bem-estar do semelhante e a pr&oacute;pria felicidade.<br /> Enfim, sejamos construtores do amanh&atilde; de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato da vida<br /> familiar de Maria Helena Marcon.<br /> Em 5.4.2013.<br /> </span><br />

PENSANDO NA MORTE
2 Nov 20162:32EP 581

PENSANDO NA MORTE

<span style=''font-size: small;''>PENSANDO NA MORTE<br /> <br /> N&oacute;s, seres humanos, somos de ra&ccedil;as e cores diferentes. Temos m&uacute;ltiplas formas de nos expressar, atrav&eacute;s da linguagem e da diversidade dos costumes.<br /> Em mat&eacute;ria de cren&ccedil;a religiosa, filiamo-nos &agrave;quela que melhor nos fale ao cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Somos de graus variados em intelecto, posi&ccedil;&atilde;o social e sentimentos.<br /> Mas, se h&aacute; um verdadeiro ponto comum para todos n&oacute;s, esse se chama morte.<br /> Todos estamos fadados a ela e, de forma paradoxal, &eacute; com o que menos nos preocupamos.<br /> Planificamos nossa vida como se esta jamais fosse findar. Criamos rixas e desaven&ccedil;as com pessoas e na&ccedil;&otilde;es, disputando coisas passageiras, sem nos darmos conta de que tudo ficar&aacute; aqui, na Terra, quando chegar nossa hora de partir.<br /> Acumulamos bens e trabalhamos muito al&eacute;m da conta, para encher cofres e contas banc&aacute;rias, sem pensar que isso somente vale enquanto estamos por aqui.<br /> Enfim, vivemos como se a carne fosse imortal e a morte nunca nos houvesse de alcan&ccedil;ar.<br /> Para quase todos, ali&aacute;s, falar em morte equivale a algo l&uacute;gubre, tenebroso.<br /> Um conceito que foi fabricado especialmente pela grande noite da Idade M&eacute;dia, com suas supersti&ccedil;&otilde;es e fanatismo, envolveu a morte em terr&iacute;veis sombras, vestindo-a de pavor.<br /> As carpideiras, as vestes negras e roxas, as cerim&ocirc;nias macabras, tudo dava a impress&atilde;o de horror e desalento em refer&ecirc;ncia &agrave; morte.<br /> &Eacute; hora de retornar &agrave;s fontes primitivas. Com a certeza da continua&ccedil;&atilde;o da vida, a morte passar&aacute; a ser recebida com serenidade.<br /> Morrer deixar&aacute; de ser trag&eacute;dia. Ser&aacute;, sim, o mecanismo que facilitar&aacute; o renascimento em outra esfera, no Mundo Espiritual.<br /> Sigamos, pois, na sua dire&ccedil;&atilde;o, com tranquilidade e sem temor.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 29, do<br /> livro Desperte e seja feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de<br /> &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 2.11.2012.<br /> </span><br />

FAMA E GLORIA
1 Nov 20164:46EP 580

FAMA E GLORIA

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>FAMA E GLORIA<br /> <br /> <br /> Como j&aacute; foram ainda jovens, Elvis Presley, Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Michael Jackson, Amy Winehouse e tantos outros...<br /> Por que ser&aacute; que pessoas aparentemente com tudo para serem felizes caem na Depress&atilde;o e abreviam a pr&oacute;pria vida?<br /> Os seres humanos, de modo geral, est&atilde;o sempre muito preocupados em alcan&ccedil;ar o sucesso.<br /> <br /> O mundo convencionou que sucesso &eacute; o triunfo nos neg&oacute;cios, nas profiss&otilde;es, nas posi&ccedil;&otilde;es sociais, com destaque da personalidade, aplausos e honrarias.<br /> <br /> Causam impacto as pessoas que desfilam no carro do poder. Despertam inveja a juventude elegante, a beleza f&iacute;sica, os jogos do prazer imediato.<br /> <br /> Produzem emo&ccedil;&otilde;es fortes as conquistas dos lugares de relevo e proje&ccedil;&atilde;o no show-bussines, na sociedade.<br /> <br /> <br /> Esse sucesso, por&eacute;m, &eacute; de ef&ecirc;mera dura&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Todos passam pelo rio do tempo e transformam-se.<br /> <br /> Risos se convertem em l&aacute;grimas...<br /> <br /> Primazias cedem lugar ao abandono...<br /> <br /> Bajula&ccedil;&otilde;es s&atilde;o substitu&iacute;das pelo desprezo...<br /> <br /> Beleza e juventude s&atilde;o alteradas pelos sinais da dor, do desgaste e do envelhecimento.<br /> <br /> O indiv&iacute;duo que luta pela proje&ccedil;&atilde;o exterior, sofre solid&atilde;o, vazio, frustra&ccedil;&otilde;es e t&eacute;dio. Aquele tido pela sociedade como uma pessoa de sucesso n&atilde;o &eacute;, necessariamente, uma pessoa feliz.<br /> <br /> Todavia, muitos perseguem esse sucesso com sofreguid&atilde;o e, para mant&ecirc;-lo, desgastam-se emocionalmente, entram em depress&atilde;o e procuram sa&iacute;das nas drogas e acumulam desgostos.<br /> <br /> Todavia, h&aacute; um outro sucesso, efetivo e duradouro, que muitos t&ecirc;m esquecido: &eacute; a vit&oacute;ria sobre si mesmo e sobre as paix&otilde;es primitivas.<br /> <br /> Dessa conquista ningu&eacute;m toma conhecimento. Mas a pessoa que a busca, sente-se vencedora, por dominar-se, alterando o temperamento, as emo&ccedil;&otilde;es degradantes, e sente a paz como conseq&uuml;&ecirc;ncia.<br /> <br /> O indiv&iacute;duo que experimenta o sucesso interno torna-se gentil, af&aacute;vel, irradiando bondade, e conquista, em profundidade, aqueles que dele se acercam.<br /> <br /> Quando, no entanto, &eacute; externo esse triunfo, a pessoa torna-se ruidosa, impondo preocupa&ccedil;&atilde;o para manter o status, chamar a aten&ccedil;&atilde;o, atrair os refletores da fama.<br /> <br /> O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, que se candidata a contribuir em favor do grupo social mais equilibrado e feliz, levando o indiv&iacute;duo a doar-se.<br /> <br /> O sucesso de J&uacute;lio C&eacute;sar, conquistador do mundo, entrando em Roma em carro dourado e sob aplausos da multid&atilde;o, n&atilde;o o isentou do punhal de Brutus nas escadarias do Senado.<br /> <br /> O sucesso de Nero, suas conquistas e vilezas, n&atilde;o o impediram da morte infamante a que se entregou desesperado.<br /> <br /> O sucesso de Hitler, em batalhas cru&eacute;is nos campos da Europa e da &Aacute;frica, n&atilde;o alterou a sua covardia moral, que o conduziu ao suic&iacute;dio vergonhoso.<br /> <br /> O sucesso, por&eacute;m, de Gandhi, f&ecirc;-lo enfrentar a morte proferindo o nome de Deus.<br /> <br /> O sucesso de Pasteur auxiliou-o a aceitar a tuberculose com serenidade.<br /> <br /> O sucesso dos m&aacute;rtires e dos santos, dos cientistas e pensadores, dos artistas e cidad&atilde;os que amaram, ofereceu-lhes resist&ecirc;ncia para suportarem as afrontas e crueldades com esp&iacute;rito de abnega&ccedil;&atilde;o, de coragem e de f&eacute;.<br /> * * *<br /> Sem ficarmos alheios ao mundo, ou abandonarmos a luta do conv&iacute;vio social, busquemos o sucesso - a vida correta, os valores de manuten&ccedil;&atilde;o do lar e da fam&iacute;lia, o brilho da intelig&ecirc;ncia, da arte e do amor - e descobriremos que, nessa boa luta, teremos tempo e motivo para o outro sucesso, o de natureza interior.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 15 do livro<br /> Desperte e seja feliz, do Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, <br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal<br /> Em 07.03.2013..</span><br />

O ESSENCIAL
26 Out 20163:38EP 579

O ESSENCIAL

<span style=''font-size: small;''>O ESSENCIAL<br /> <br /> A mulher entrou no consult&oacute;rio do psicoterapeuta e se sentou. Antes de come&ccedil;ar a falar, j&aacute; chorava.<br /> <br /> Quando finalmente conseguiu parar de solu&ccedil;ar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou h&aacute; dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas n&atilde;o consigo esquecer.<br /> <br /> Ele &eacute; um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas &agrave;s costas, na hora de ir para a escola.<br /> <br /> Sempre tive a refei&ccedil;&atilde;o pronta quando ele chegava, n&atilde;o importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que n&atilde;o gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz.<br /> <br /> Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse p&oacute; sobre os m&oacute;veis. Sempre tive o m&aacute;ximo de cuidado com os len&ccedil;&oacute;is para que estivessem brancos, bem passados, perfumados.<br /> <br /> E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escrit&oacute;rio, se apaixonou por ela e me deixou.<br /> <br /> O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que &eacute; que voc&ecirc; deu de voc&ecirc; para ele?<br /> <br /> Ela n&atilde;o entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, bab&aacute; dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Naturalmente, ter a casa arrumada, len&ccedil;&oacute;is limpos, crian&ccedil;as alinhadas e prontas &eacute; importante. Mas n&atilde;o &eacute; tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. <br /> <br /> Uma refei&ccedil;&atilde;o pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira.<br /> <br /> Mas o carinho de uma esposa n&atilde;o se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido.<br /> <br /> Mais importante do que a casa sem p&oacute;, &eacute; um sorriso e um abra&ccedil;o de ternura quando os dois se encontram.<br /> <br /> Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os m&oacute;veis, &eacute; uma m&atilde;o que aperta a outra com for&ccedil;a.<br /> <br /> &Eacute; a companhia agrad&aacute;vel de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terr&iacute;vel.<br /> <br /> Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego m&uacute;tuo.<br /> <br /> Amar &eacute; dar-se, &eacute; confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e v&atilde;o se tornando independentes.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Lembre-se: o mais importante s&atilde;o as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as joias, se n&atilde;o houver pessoas para partilhar com voc&ecirc;?<br /> <br /> Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, n&atilde;o se canse de amar.<br /> <br /> Olhe para as pessoas. Preste aten&ccedil;&atilde;o nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com voc&ecirc; do mesmo teto, pois s&atilde;o as que mais necessitam do seu amor.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; a<br /> luz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo<br /> Buscaglia, ed. Nova era.<br /> Em 16.07.2012.</span><br />

AGIR OU REAGIR
24 Out 20164:57EP 577

AGIR OU REAGIR

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>AGIR OU REAGIR<br /> <br /> &Eacute; poss&iacute;vel ser &ldquo;easy&rdquo; o tempo todo? &Eacute; poss&iacute;vel sempre levar tudo de boa? Embora considere um sinal de sabedoria n&atilde;o jogar tempero em cima de problemas menores nem supervalorizar pequenos imprevistos, pequenas alfinetadas, creio que nem sempre a gente consegue segurar a onda. Nem sempre a gente consegue respirar fundo antes de soltar um coment&aacute;rio maldoso ou sentir um forte inc&ocirc;modo pela situa&ccedil;&atilde;o vivida.<br /> Estamos cercados constantemente por pessoas e circunst&acirc;ncias. A nossa paci&ecirc;ncia &eacute; posta &agrave; prova diariamente, nas mais variadas situa&ccedil;&otilde;es cotidianas, desde pegar um transporte p&uacute;blico lotado &agrave;s sete da manh&atilde; at&eacute; conviver com pessoas que nos desagradam. Passamos por imprevistos que incluem desde um pequeno atraso por conta do tr&acirc;nsito at&eacute; a necessidade de engolirmos a nossa opini&atilde;o para n&atilde;o ferir as pessoas, at&eacute; o ponto de fingir que certas atitudes n&atilde;o magoam tanto assim para manter a paz no ambiente de trabalho, no ambiente familiar , entre os amigos , entre parceiros amorosos.<br /> Me parece que sublimar algumas frustra&ccedil;&otilde;es e ofensas &eacute; bastante salutar para a vida. Por outro lado, segurar tudo na garganta, n&atilde;o expressar as emo&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o falar a respeito do que nos fere pode ser um bom come&ccedil;o para o ac&uacute;mulo nocivo de m&aacute;goas que come&ccedil;am pequenas e desimportantes, mas que v&atilde;o ganhando corpo com o decorrer do tempo.<br /> N&atilde;o digo que devemos botar tudo em discuss&atilde;o, que devemos debater cada m&iacute;nimo detalhe da rela&ccedil;&atilde;o. Debater o tempo todo por tudo pode ser bem desgastante. Pode ampliar problemas insignificantes. Por&eacute;m, nunca conversar sobre nada, nunca tentar aparar arestas, pode gerar um desinteresse pela rela&ccedil;&atilde;o, pode gerar um sentimento de que nada pode ser transformado para algo melhor, mais significativo.<br /> Sim, nem tudo deveria ser debatido, mas quando uma quest&atilde;o realmente nos incomoda e nos faz perder um pouco da vontade de estar junto, me parece importante conversar a respeito. Nem sempre conseguimos ser compreensivos. Nem sempre conseguimos relevar, passar por cima, deixar para l&aacute;. Nem sempre conseguimos ser &ldquo;easy.<br /> Por mais que seja importante exercitar a paci&ecirc;ncia, forte qualidade de pessoas emocionalmente maduras, nem sempre &eacute; poss&iacute;vel ficar de boa com tudo. Sim, a vida tem um lado pesado, querendo ou n&atilde;o aceit&aacute;-lo. Se , por um lado, n&atilde;o &eacute; saud&aacute;vel fazer uma guerra por tudo, por outro, me soa estranho achar tudo normal, n&atilde;o se indignar com nada , concordar com tudo. Me soa estranho n&atilde;o nos sentirmos abalados por nada nem ningu&eacute;m. Quando nada nos afeta &eacute; porque estamos com as emo&ccedil;&otilde;es amortecidas. Estamos impregnados pela indiferen&ccedil;a.<br /> Claro, devemos ter uma a&ccedil;&atilde;o diante de uma injusti&ccedil;a. Mas, nunca uma rea&ccedil;&atilde;o que cause o mesmo efeito.<br /> O grande desafio &eacute; deixar de reagir, escolhendo o agir, que gerar&aacute; sempre melhores resultados, posto que &eacute; fruto do equil&iacute;brio e da reflex&atilde;o.<br /> E a transforma&ccedil;&atilde;o do nosso comportamento acontecer&aacute; paulatinamente e ser&aacute; o resultado da disciplina no pensar, que gera o h&aacute;bito da reflex&atilde;o, culminando pelo desarmar de nossas atitudes.<br /> Portanto, j&aacute; n&atilde;o mais v&iacute;tima das palavras rudes, do comportamento infeliz ou da atitude impensada.<br /> Que a an&aacute;lise e reflex&atilde;o de nossas atitudes possam fazer com que, aos poucos, a rea&ccedil;&atilde;o ceda lugar a a&ccedil;&otilde;es, pautadas em um comportamento de paz, lucidez e fraternidade.<br /> * * *<br /> Quando reagimos, revidando ofensas, agress&otilde;es, descuidos alheios, passamos a sintonizar com quem as produziu.<br /> A partir da&iacute;, mantemos uma interdepend&ecirc;ncia ps&iacute;quica, que nos aprisiona em nuvens mentais de sentimentos mals&atilde;os, que somente nos prejudicam, f&iacute;sica e espiritualmente.<br /> Optemos sempre pela a&ccedil;&atilde;o ponderada e gozemos de sa&uacute;de, de tranquilidade, vivendo sem sintonia com aqueles que ainda transitam pelas faixas da inconsequ&ecirc;ncia ou da maldade.<br /> Fa&ccedil;amos isso e nos sentiremos leves, felizes, plenificando-nos com as celestes b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> <br /> Em 24.9.2016.<br /> <br /> </span><br />

Nada tocando
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