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PODCAST · 3280 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CORAÇÕES CONGELADOS DE AMOR
24 Jul 20174:43EP 760

CORAÇÕES CONGELADOS DE AMOR

<strong>&nbsp;Cora&ccedil;&otilde;es congelados de amor</strong><br /> <br /> <br /> Era uma vez Cilia e George. Eles estavam apaixonados. Seu amor foi aben&ccedil;oado com duas meninas, Rayann e Sheela.<br /> Com esfor&ccedil;o e dedica&ccedil;&atilde;o, a imobili&aacute;ria a que deram in&iacute;cio, prosperou e cresceu.<br /> Tudo ia bem com a ajuda e o amor um do outro. Em certo ponto do caminho, no entanto, algo deu errado. Eles come&ccedil;aram a discutir sobre quest&otilde;es profissionais.<br /> Depois, passaram a ter desentendimentos na condu&ccedil;&atilde;o do lar. Finalmente, sobre como educar as meninas.<br /> Cilia dizia que George n&atilde;o a deixava crescer. Ele parecia seu pai, desejando ter sempre a &uacute;ltima palavra, o poder de decis&atilde;o.<br /> George n&atilde;o sabia mais o que pensar ou como agir na presen&ccedil;a da esposa. Pelo que se lembrava, ela casara com ele porque era sempre ele que tomava as decis&otilde;es.<br /> Por fim, depois de 15 anos de casamento, se divorciaram. Mas as discuss&otilde;es continuaram. No trabalho e sobre a educa&ccedil;&atilde;o das filhas.<br /> Quando George foi chamado, em plena madrugada, pela pol&iacute;cia local, porque suas filhas haviam sido presas em uma boate, alarmou-se.<br /> Elas eram menores, estavam embriagadas e a mais velha portava pequena quantidade de hero&iacute;na.<br /> Nesse dia, o casal entendeu que o &ocirc;nus emocional do seu desentendimento era demasiado para as meninas.<br /> Pelo bem delas, resolveram participar de um semin&aacute;rio de fim de semana, sobre paternidade positiva.<br /> Partiram juntos, de carro, rumo &agrave;s montanhas. O tr&acirc;nsito estava ruim e ele decidiu ir por uma via secund&aacute;ria.<br /> Foram surpreendidos por uma tempestade de neve. Procurando um lugar seguro para encostar o carro, George n&atilde;o viu a queda fatal de 300 metros.<br /> O ve&iacute;culo teve o parabrisa e a janela do motorista estilha&ccedil;ados. Eles estavam a 65 km da estrada principal e o carro estava enchendo de neve.<br /> Colocaram as bagagens na janela dianteira, para desviar a neve e o vento. O motor, que lhes poderia gerar calor, recusou-se a funcionar.<br /> No banco de tr&aacute;s, se aconchegaram. N&atilde;o podiam dormir, pois estavam sem cobertores e, com o frio, poderiam congelar e morrer.<br /> Precisavam sobreviver at&eacute; o amanhecer, para andar at&eacute; a estrada principal, em busca de ajuda.<br /> O aconchego, o revezamento de esfregar um ao outro para aumentar a circula&ccedil;&atilde;o e permanecerem alertas, foi lhes avivando a mem&oacute;ria de tempos j&aacute; vividos.<br /> Para n&atilde;o cair no sono, cantaram todas as can&ccedil;&otilde;es que lembraram. Quando se esgotou o repert&oacute;rio, Cilia lembrou de recitar os votos formulados no dia do casamento.<br /> A este nobre homem prometo tudo o que sou e sempre serei para voc&ecirc;. Eu o amarei para sempre. Cuidarei de voc&ecirc;, mesmo quando todos lhe virarem as costas.<br /> George sentiu a torrente de amor e calor do dia em que se casara com ela.<br /> Ent&atilde;o, recitou os seus votos: Eu a amo e prometo am&aacute;-la com toda a minha for&ccedil;a. Eu lhe darei tudo o que &eacute; meu e tudo ser&aacute; nosso. Lutarei para ser seu homem e seu defensor, seu amigo durante o tempo que o sangue fluir em minhas veias. Sem voc&ecirc; eu fico sem finalidade neste mundo.<br /> As palavras acenderam fogueiras em suas almas. Agora percebiam como precisavam um do outro.<br /> Quando amanheceu, a neve cessou, eles se deram um longo e apaixonado beijo. De m&atilde;os dadas foram em busca de ajuda, com a certeza de que estavam nesta vida, juntos...<br /> * * *<br /> Se algo n&atilde;o vai bem em sua rela&ccedil;&atilde;o matrimonial, d&ecirc;-se um tempo para pensar. Recorde porque voc&ecirc; se uniu ao outro.<br /> Mesmo sem tempestade de neve, ou perigo de congelamento, convide-o a rememorar os votos do dia do casamento.<br /> E redescubram, juntos, o valor da uni&atilde;o matrimonial. Deem uma nova chance um ao outro, reacendendo a chama do amor que um dia os fez desejarem estar, para sempre, juntos.<br /> <br /> ***<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Cora&ccedil;&otilde;es congelados <br /> de amor, do livro Triunfos do cora&ccedil;&atilde;o, de Chris Benguhe, ed. Butterfly<br /> Em 29.03.2015.</em></div>

SERVIR SEMPRE
22 Jul 20174:13EP 759

SERVIR SEMPRE

<strong>&nbsp;Servir sempre</strong><br /> <br /> Saber-se &uacute;til &eacute; essencial para um viver equilibrado.<br /> Por isso, conv&eacute;m desenvolver o h&aacute;bito de servir.<br /> N&atilde;o apenas em dias de arrependimento ou repara&ccedil;&atilde;o.<br /> Em todas as circunst&acirc;ncias, o servi&ccedil;o &eacute; o ant&iacute;doto do mal.<br /> Talvez voc&ecirc; tenha ca&iacute;do na trama de terr&iacute;veis enganos e sonhe em se reabilitar.<br /> Sendo assim, n&atilde;o desperdice a riqueza das horas, em in&uacute;teis lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> Levante-se e sirva nos pr&oacute;prios lugares onde espalhou a sombra do erro.<br /> Com essa atitude humilde, granjear&aacute; apoio infal&iacute;vel ao reajuste.<br /> Quem sabe voc&ecirc; enfrente duros problemas em sua vida particular.<br /> Nessa hip&oacute;tese, livre-se do fardo in&uacute;til da afli&ccedil;&atilde;o sem proveito.<br /> Reanime-se e sirva, no quadro de prova&ccedil;&otilde;es e dificuldades em que se situa.<br /> A dilig&ecirc;ncia e o labor funcionar&atilde;o como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno.<br /> Qui&ccedil;&aacute; voc&ecirc; pade&ccedil;a obscura posi&ccedil;&atilde;o no edif&iacute;cio social.<br /> Nessa situa&ccedil;&atilde;o, conv&eacute;m se prevenir do micr&oacute;bio da inveja.<br /> Movimente-se e sirva no anonimato.<br /> A conduta digna e o devotamento funcionar&atilde;o como luminosa escada rumo ao Alto.<br /> &Eacute; prov&aacute;vel que voc&ecirc; sofra o assalto de ferozes cal&uacute;nias.<br /> Esque&ccedil;a a vingan&ccedil;a, que seria aviltamento e baixeza.<br /> Silencie e sirva, olvidando ofensas.<br /> Ao eleger o perd&atilde;o e a atividade no bem como estandartes, voc&ecirc; forjar&aacute; um invenc&iacute;vel escudo contra os dardos da inj&uacute;ria.<br /> Quem o vir trabalhador e nobre n&atilde;o conseguir&aacute; acreditar na maledic&ecirc;ncia.<br /> Pode ser que voc&ecirc; suporte o ass&eacute;dio de Esp&iacute;ritos inferiores.<br /> Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de v&ecirc;-lo recair em velhos v&iacute;cios.<br /> Abstenha-se da queixa sem utilidade.<br /> Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores.<br /> A dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; benefic&ecirc;ncia terminar&aacute; por conquistar a simpatia de seus pr&oacute;prios advers&aacute;rios.<br /> Ao v&ecirc;-lo incans&aacute;vel no servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, eles se envergonhar&atilde;o de desejar seu mal.<br /> A pregui&ccedil;a &eacute; &oacute;pio das trevas.<br /> Os que n&atilde;o trabalham transformam-se facilmente em focos de t&eacute;dio e ociosidade, revolta e desespero.<br /> Tornam-se desequilibrados, pessimistas e ressentidos.<br /> Como prestam muita aten&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;prios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo.<br /> Tamb&eacute;m est&atilde;o sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas.<br /> Ao contr&aacute;rio, quem se disp&otilde;e a amparar raramente encontra tempo para criticar.<br /> Assim, servir &eacute; um imperativo de sa&uacute;de f&iacute;sica e espiritual.<br /> Para ser feliz e equilibrado, imp&otilde;e-se adquirir esse saud&aacute;vel h&aacute;bito.<br /> Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. LXXI, <br /> do livro Justi&ccedil;a Divina, de <br /> Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. FEB.<br /> Em 22.7.2015.</em></div>

A MELODIA DO AMOR
20 Jul 20174:49EP 758

A MELODIA DO AMOR

<strong>&nbsp;A MELODIA DO AMOR</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Ataques terroristas, independente de onde sejam realizados, s&atilde;o viol&ecirc;ncias contra a Humanidade inteira.<br /> Assombro, destrui&ccedil;&atilde;o, medo. Amea&ccedil;as invis&iacute;veis que levam para longe a pouca paz de que dispomos, instaurando um reinado de inseguran&ccedil;a.<br /> Representam o que h&aacute; de mais triste e baixo no ser humano. &Eacute; o mal representado em a&ccedil;&otilde;es, o mal que ainda encontra guarida em tantas almas no globo.<br /> Ao longo dos tempos, tentamos combater o mal com outro mal maior. Vimos que n&atilde;o deu certo. A dor s&oacute; aumentou.<br /> Vestimos a vingan&ccedil;a de justi&ccedil;a e sa&iacute;mos por a&iacute; como loucos, cheios de justificativas, tentando aplacar nossa sede de paz, de amor, repletos de &oacute;dio no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, tanto no plano material, como no mundo espiritual, grande quantidade de Esp&iacute;ritos se enraiza na raiva, na indigna&ccedil;&atilde;o e na m&aacute;goa, acreditando ser o revide a solu&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; lhes acalmar o &iacute;ntimo desequilibrado.<br /> N&atilde;o... Esse n&atilde;o pode ser o &uacute;nico caminho.<br /> Causar dor ao outro nos traz paz? Anula ou faz desaparecer o que nos fizeram? Acalma o cora&ccedil;&atilde;o desesperado?<br /> Ser&aacute; que s&eacute;culos e s&eacute;culos de sofrimento n&atilde;o nos fizeram enxergar a verdade ainda?<br /> Os que tentaram nos dar as respostas foram calados de s&uacute;bito. Ouvir falar em perd&atilde;o, compreens&atilde;o e bem, quando estamos feridos, chega a ser ofensivo. Escondemo-nos da verdade.<br /> A verdade pode ser dif&iacute;cil num primeiro instante. Lutar contra nossos &iacute;mpetos e tend&ecirc;ncias milenares exige esfor&ccedil;o fora do comum.<br /> Por&eacute;m, compensa, tenhamos certeza. A verdade liberta.<br /> Ela sempre esteve ao nosso alcance. O caminho alternativo sempre esteve em nossas rotas, nos chamando.<br /> A outra face. A outra face...<br /> A face do amor frente ao &oacute;dio. A face dos bra&ccedil;os abertos que aceitam, frente &agrave; intoler&acirc;ncia que repudia. A face da caridade que constr&oacute;i frente &agrave;s bombas que despeda&ccedil;am.<br /> A outra face. N&atilde;o a face da indiferen&ccedil;a, mas a da a&ccedil;&atilde;o inteligente no bem, pois se o mal &eacute; ardiloso, perspicaz, sorrateiro, o bem &eacute; articulado, amoroso e vigilante.<br /> Assim, quando atacados, de que forma for, apresentemos uma face diferente daquela que nos atingiu. O &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia podem persistir por um tempo, mas n&atilde;o resistem ao poder absoluto e superior do amor.<br /> Quando do terr&iacute;vel ataque sofrido pela cidade de Paris, em 2015, foram muitos que resolveram oferecer a face do amor.<br /> Um pianista an&ocirc;nimo ousou trazer seu piano de cauda para a rua, posicionou o instrumento em frente a um dos locais onde diversas pessoas haviam morrido, e tocou lindamente para todos que passavam.<br /> Ao som de Imagine, de John Lennon, l&aacute;grimas se misturavam a sorrisos atrav&eacute;s da arte. A m&uacute;sica, como ora&ccedil;&atilde;o e canto de esperan&ccedil;a, convidava todos a refletirem sobre seu futuro, sobre suas vidas e objetivos maiores.<br /> Nos dedos do pianista misterioso n&atilde;o havia &oacute;dio nem desejo de vingan&ccedil;a. Havia empatia para com a dor de seus conterr&acirc;neos e um profundo desejo de paz.<br /> Naquele lugar de tanta afli&ccedil;&atilde;o, ao som dos tiros e bombas, que ainda ecoavam cru&eacute;is pelas constru&ccedil;&otilde;es, misturava-se agora a melodia do amor.<br /> * * *<br /> Imagine todas as pessoas partilhando todo o mundo.<br /> Voc&ecirc; pode dizer que eu sou um sonhador, mas n&atilde;o sou o &uacute;nico.<br /> Espero que algum dia voc&ecirc; se junte a n&oacute;s.<br /> E o mundo viver&aacute; como um s&oacute;.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o de<br /> versos da m&uacute;sica Imagine, de John Lennon.<br /> Em 7.3.2016</span><br />

A SOBERBA
19 Jul 20174:30EP 757

A SOBERBA

<strong>&nbsp;A Soberba</strong><br /> <br /> <br /> Carl Segan escreveu que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia que forma o car&aacute;ter e ensina a humildade.<br /> <br /> Certamente, n&atilde;o h&aacute; melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astron&ocirc;mico em que o nosso planeta aparece como um min&uacute;sculo ponto.<br /> <br /> E basta se estudar um pouco a Hist&oacute;ria da Humanidade para se ter ainda mais a dimens&atilde;o da tolice das nossas ambi&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Lemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territ&oacute;rios e submiss&atilde;o de povos?<br /> <br /> Lembramos de Temujin, que comandou a Mong&oacute;lia, sucedendo ao pai. Bastou uma vit&oacute;ria militar e o povo o declarou G&ecirc;ngis Khan, que quer dizer imperador universal.<br /> <br /> Para fazer jus &agrave; homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os t&aacute;rtaros e a China.<br /> <br /> Depois, as hordas mong&oacute;is varreram a R&uacute;ssia, detonaram o Imp&eacute;rio Persa, engoliram a Pol&ocirc;nia, a Hungria e amea&ccedil;aram a Europa como um todo.<br /> <br /> Temujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Imp&eacute;rio come&ccedil;ou a se esfacelar e as hordas mong&oacute;is tomaram o rumo de casa.<br /> <br /> Recordamos de Alexandre, o grande, o mais c&eacute;lebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, ap&oacute;s o assassinato de seu pai.<br /> <br /> Sua carreira &eacute; muito conhecida. Conquistou um imp&eacute;rio que ia dos Balc&atilde;s &agrave; &Iacute;ndia, incluindo o Egito e o atual Afeganist&atilde;o.<br /> Foi o maior e mais rico imp&eacute;rio que j&aacute; existiu. Morreu antes de completar trinta e tr&ecirc;s anos, n&atilde;o se sabe se por envenenamento, mal&aacute;ria, febre tifoide ou alcoolismo.<br /> <br /> N&atilde;o se discutem os benef&iacute;cios das campanhas, pois G&ecirc;ngis Khan uniu as tribos mong&oacute;is e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ci&ecirc;ncias e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, cient&iacute;fico e econ&ocirc;mico, por trezentos anos.<br /> <br /> No entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus imp&eacute;rios bem cedo se esfacelaram.<br /> <br /> Isso nos remete a reflexionarmos a respeito de n&oacute;s mesmos. O que estamos fazendo para alcan&ccedil;ar nossa realiza&ccedil;&atilde;o pessoal?<br /> Estamos agindo de forma &eacute;tica, correta, ou buscamos destruir quem esteja &agrave; frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores?<br /> <br /> Certo, n&atilde;o nos servimos do assassinato f&iacute;sico, mas quantos sonhos alheios teremos destru&iacute;do, em nosso prop&oacute;sito de ascens&atilde;o?<br /> <br /> Os verdadeiros valores s&atilde;o morais. Esses n&atilde;o s&atilde;o destru&iacute;dos pelo tempo e nem s&atilde;o amaldi&ccedil;oados pela mem&oacute;ria dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas.<br /> <br /> Pensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida s&atilde;o transcendentais.<br /> <br /> Afinal, a vida neste planeta &eacute; transit&oacute;ria. Rapidamente se esvai. O importante &eacute; o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d&rsquo;alma.<br /> <br /> Pensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem &agrave; frente, estabele&ccedil;amos um planejamento estribado no amor.<br /> <br /> Assim, por curta ou longa que seja nossa exist&ecirc;ncia, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo.<br /> <br /> Sermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida.<br /> <br /> Pense Nisso<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 13.2.2015</em></div>

VÁ AO OESTE
18 Jul 20173:45EP 756

VÁ AO OESTE

<strong>&nbsp;V&aacute; ao Oeste</strong><br /> <br /> Durante o s&eacute;culo XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas dif&iacute;ceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a Am&eacute;rica do Norte, em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500.<br /> Descobriram essas terras ao Oeste de onde residiam, a milhas e milhas de dist&acirc;ncia.<br /> Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mais ao Oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim tamb&eacute;m foi com Cabral.<br /> No Brasil, a incumb&ecirc;ncia de ir em busca do Oeste do territ&oacute;rio coube aos bandeirantes.<br /> Em nenhum momento essas empreitadas foram f&aacute;ceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras ao Oeste foi um marco de supera&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria humana.<br /> Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua supera&ccedil;&atilde;o. No in&iacute;cio, sofrem muitas derrotas, s&atilde;o quedas in&uacute;meras e muitas frustra&ccedil;&otilde;es, mas, em seguida, conseguem alcan&ccedil;ar o seu Oeste.<br /> &Eacute; o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses s&atilde;o apenas alguns exemplos de supera&ccedil;&atilde;o desses atletas.<br /> Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedica&ccedil;&atilde;o, persist&ecirc;ncia e outros adjetivos foram necess&aacute;rios para que a meta tra&ccedil;ada por eles fosse alcan&ccedil;ada. Eles conseguiram conquistar o seu Oeste.<br /> Um Oeste que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil de ser alcan&ccedil;ado, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel.<br /> E para n&oacute;s, onde est&aacute; o nosso Oeste? Temos um a buscar?<br /> Seria a busca de um melhor sal&aacute;rio? De uma fam&iacute;lia perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao m&aacute;ximo?<br /> Nosso Oeste est&aacute; t&atilde;o distante como estava para Colombo e Cabral? &Eacute; algo mais f&aacute;cil ou mais dif&iacute;cil de ser alcan&ccedil;ado?<br /> Muitas s&atilde;o as perguntas, e v&aacute;rias s&atilde;o as respostas. Cada um de n&oacute;s tem a sua, cada um tem o seu Oeste a buscar.<br /> Resta saber agora se essa busca &eacute; uma busca nobre, uma busca que nos far&aacute; permanecer no caminho do bem.<br /> * * *<br /> Reflitamos bem qual Oeste estamos buscando.<br /> Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, &oacute;timo, sigamos em frente.<br /> No entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais &agrave; frente enxergaremos um c&eacute;u cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota.<br /> Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram v&aacute;rias tempestades e souberam contorn&aacute;-las, tiveram que mudar a sua rota, mas n&atilde;o o seu destino.<br /> V&aacute;rios Oestes existem e podem ser alcan&ccedil;ados, mas apenas voc&ecirc; &eacute; o dono do seu destino.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 26.4.2014.</em></div>

VELOCIDADE MÁXIMA
17 Jul 20174:14EP 755

VELOCIDADE MÁXIMA

<strong>Velocidade M&aacute;xima</strong><br /> <br /> <br /> <br /> O escritor portugu&ecirc;s Jos&eacute; Saramago escreveu: N&atilde;o ter pressa n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com n&atilde;o perder tempo.<br /> Mas, hoje, o que mais se exige &eacute; rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade, &eacute; preciso pensar r&aacute;pido, agir r&aacute;pido para n&atilde;o perder neg&oacute;cios, para n&atilde;o perder audi&ecirc;ncia, para n&atilde;o perder mercado de trabalho.<br /> No mundo dos executivos, ao contr&aacute;rio da realidade do tr&acirc;nsito, n&atilde;o h&aacute; limite de velocidade. A multa &eacute; alta para quem anda lento. A ordem &eacute; &eacute; ser &ldquo;The Flash&rdquo;.<br /> Para esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o sem&aacute;foro abrir, o autoatendimento banc&aacute;rio lhes fornecer as informa&ccedil;&otilde;es de que necessitam.<br /> S&atilde;o pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta &eacute; executar projetos, ler apenas livros t&eacute;cnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais &eacute; desperd&iacute;cio.<br /> E, no entanto, a vida &eacute; feita de pequenas coisas.<br /> Felizes s&atilde;o aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imagina&ccedil;&atilde;o. Aqueles que t&ecirc;m tempo para um sorriso ao desconhecido que est&aacute; na fila, logo atr&aacute;s, esperando sua vez para ser atendido.<br /> Os que, em vez de engolirem um sandu&iacute;che r&aacute;pido no escrit&oacute;rio, preferem almo&ccedil;ar com um amigo, com calma, bater um papo descontra&iacute;do. Ou melhor, ir at&eacute; em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a fam&iacute;lia se re&uacute;ne em volta da mesa.<br /> Essas pessoas n&atilde;o costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar.<br /> Quando viajam, v&atilde;o com calma. N&atilde;o t&ecirc;m hora para chegar. Como as crian&ccedil;as, a quem o fazer &eacute; mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com o vendedor, que sempre tem hist&oacute;rias para contar. Hist&oacute;rias de vida. Experi&ecirc;ncias importantes.<br /> Quando descobrem uma paisagem bonita, param para apreci&aacute;-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento m&aacute;gico. Chegam ao destino com maior disposi&ccedil;&atilde;o e alegria.<br /> Esses s&atilde;o os que adotam a filosofia de que menos &eacute; mais. Menos velocidade &eacute; mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza.<br /> Menos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a fam&iacute;lia. Tirando levemente o p&eacute; do acelerador das suas vidas t&ecirc;m mais tempo para ouvir m&uacute;sica, ler algo mais al&eacute;m do que a profiss&atilde;o lhes exige, assistir um filme, meditar.<br /> Em s&iacute;ntese, t&ecirc;m mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade m&aacute;xima permitida para ser feliz &eacute; aquela que n&atilde;o nos deixa esquecer de que, al&eacute;m dos neg&oacute;cios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante &eacute; a vida em si mesma.<br /> * * *<br /> Viver &eacute; uma arte. Por isso, todo momento se faz importante.<br /> Tamb&eacute;m todas as experi&ecirc;ncias do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas retirando o m&aacute;ximo de proveito, deve ser a meta do homem s&aacute;bio.<br /> Isto significa aproveitar bem a vida. N&atilde;o desperdi&ccedil;ar nenhuma de suas oportunidades.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto Velocidade m&aacute;xima, publicado na revista Exame, de 15.12.1999.<br /> Em 22.06.2017.</em></div> &nbsp;

ROGATIVA DO CULPADO
14 Jul 20173:46EP 753

ROGATIVA DO CULPADO

<strong>Rogativa do culpado</strong><br /> <br /> <br /> Caro amigo:<br /> Desejo pedir-te perd&atilde;o pelo mal que te fiz.<br /> Infelizmente, naquela ocasi&atilde;o, eu me encontrava infeliz, inimizado comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal - o que deveria e o que n&atilde;o me era l&iacute;cito fazer.<br /> Reconhe&ccedil;o hoje que te magoei com a minha insol&ecirc;ncia e desequil&iacute;brio, proporcionando-te sofrimentos desnecess&aacute;rios.<br /> Aprendi a li&ccedil;&atilde;o da dignidade, ap&oacute;s atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando expiar a culpa, tentando reabilitar-me atrav&eacute;s das boas a&ccedil;&otilde;es, a fim de encorajar-me a pedir-te perd&atilde;o.<br /> Reconhe&ccedil;o que &eacute; mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua v&iacute;tima.<br /> Quando o ofendido supera a situa&ccedil;&atilde;o deplor&aacute;vel, ascende no rumo da ilumina&ccedil;&atilde;o, enquanto o seu advers&aacute;rio mergulha no abismo do desequil&iacute;brio, assinalado pela culpa de que n&atilde;o se consegue libertar.<br /> Apiada-te, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da pr&oacute;pria inferioridade.<br /> Sei que n&atilde;o te ser&aacute; f&aacute;cil compreender tudo quanto sinto e gostaria de dizer-te...<br /> Segue, portanto, a tua portentosa jornada, olhando para tr&aacute;s e distendendo a m&atilde;o para mim, em socorro, que me encontro na retaguarda.<br /> Desejo, por&eacute;m, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclus&atilde;o, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.<br /> * * *<br /> Pedir perd&atilde;o &eacute; vencer uma grande batalha dentro de n&oacute;s.<br /> Pedir perd&atilde;o &eacute; vencer o orgulho que sempre, atrav&eacute;s das eras, foi vencedor em nossa intimidade imperfeita e desequilibrada.<br /> Pedir perd&atilde;o, de cora&ccedil;&atilde;o, o perd&atilde;o verdadeiro, &eacute; grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas.<br /> H&aacute; humildade em tal pedido, e tamb&eacute;m sabedoria.<br /> Baixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, por&eacute;m perfect&iacute;vel, mut&aacute;vel.<br /> Se ped&iacute;ssemos perd&atilde;o mais vezes, certamente ser&iacute;amos mais felizes.<br /> O pedido de perd&atilde;o verdadeiro faz-nos mais fortes, porque junto dele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de n&atilde;o mais errar.<br /> No pedido de perd&atilde;o vem o desejo do bem ao outro - desejo exatamente oposto &agrave;quele que gerou toda situa&ccedil;&atilde;o desastrosa entre as suas almas.<br /> Por carregar tal aspira&ccedil;&atilde;o, representa grande vit&oacute;ria do bem contra o mal.<br /> * * *<br /> Ao reconhecer nossos erros, n&atilde;o esque&ccedil;amos de pedir perd&atilde;o.<br /> Procuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, e que agora lhe desejamos bem, e n&atilde;o mal.<br /> N&atilde;o esperemos contrapartida. A vit&oacute;ria de quem sabe pedir perd&atilde;o est&aacute; dentro de si mesmo, e n&atilde;o depende de aceita&ccedil;&atilde;o da outra parte.<br /> Reconhecer o erro; pedir perd&atilde;o; n&atilde;o errar mais; ressarcir a Lei - eis o caminho da felicidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 41, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, <br /> de Divaldo Pereira Franco, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, ed. Leal.<br /> Em 13.8.2013.</em></div>

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