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PODCAST · 3279 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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OUTRAS VIOLÊNCIAS
17 Mai 20183:19EP 943

OUTRAS VIOLÊNCIAS

<strong>&nbsp;Outras viol&ecirc;ncias...</strong><br /> <br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de constranger f&iacute;sica ou moralmente. &Eacute; o uso da for&ccedil;a.<br /> Na atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a viol&ecirc;ncia. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas resid&ecirc;ncias, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> Contratamos seguran&ccedil;as para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> Resguardamo-nos da viol&ecirc;ncia que vem de fora e pode nos atingir.<br /> No entanto, existe outro tipo de viol&ecirc;ncia para a qual n&atilde;o atentamos. &Eacute; a que reside em n&oacute;s.<br /> &Eacute; a viol&ecirc;ncia da indiferen&ccedil;a. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos notici&aacute;rios, as paisagens da fome, da mis&eacute;ria e prosseguirmos de bra&ccedil;os cruzados.<br /> Sim, alguns de n&oacute;s nos sensibilizamos, chegando &agrave;s l&aacute;grimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a aten&ccedil;&atilde;o e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> Viol&ecirc;ncia que nos faculta assistir, extremamente interessados, as not&iacute;cias acerca da agress&atilde;o sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> Desejamos saber tudo e quanto maior for a viol&ecirc;ncia para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> E n&atilde;o nos recordamos de nos recolher &agrave; intimidade do cora&ccedil;&atilde;o para orar pelo agredido, pelos seus. &Agrave; parte a fama, s&atilde;o gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem car&aacute;ter universal e imparcial.<br /> Participamos ativamente ou assistimos impass&iacute;veis a programas em que o ser humano &eacute; exposto em toda sua nudez moral.<br /> Onde a problem&aacute;tica f&iacute;sica ou de ordem &iacute;ntima &eacute; levada a p&uacute;blico como contos para divers&atilde;o e lazer. Contudo, os envolvidos s&atilde;o seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a atitude com que destinamos velhos e enfermos dif&iacute;ceis a institui&ccedil;&otilde;es, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> Costumamos aliviar a consci&ecirc;ncia dizendo que n&atilde;o dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, &agrave; dist&acirc;ncia, a fim de n&atilde;o lhes ouvir os queixumes e lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> E poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que n&atilde;o direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, pr&oacute;ximos de n&oacute;s, sob nossos olhos vigilantes?<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento dom&eacute;stico, estabelecendo sil&ecirc;ncios g&eacute;lidos &agrave;s interroga&ccedil;&otilde;es afetuosas.<br /> &Eacute; o filho que se fecha em si mesmo, n&atilde;o respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agress&atilde;o por n&atilde;o lhe concederem o que anseia.<br /> S&atilde;o os esposos que, entre si, contratam a mudez como s&iacute;mbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remiss&atilde;o.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a indiferen&ccedil;a pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupa&ccedil;&atilde;o, as l&aacute;grimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> &Eacute; levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> E bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abra&ccedil;ar quem padece a car&ecirc;ncia da nossa ternura.<br /> A viol&ecirc;ncia de fora pode nos ferir e magoar. A viol&ecirc;ncia de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos &eacute; igualmente perniciosa e destruidora.<br /> Muitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia &iacute;ntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem pr&oacute;ximos.<br /> Mudez, indiferen&ccedil;a, frieza. Viol&ecirc;ncias que se reprisam, armas cru&eacute;is.<br /> Principiemos por alijar de n&oacute;s a viol&ecirc;ncia, exercitando o di&aacute;logo, o perd&atilde;o, os bons sentimentos.<br /> E veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

UM ABRAÇO
16 Mai 20183:01EP 942

UM ABRAÇO

<strong><span style=''font-size: small;''>Um Abra&ccedil;o</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> O que voc&ecirc; faz quando est&aacute; com dor de cabe&ccedil;a, ou quando est&aacute; chateado?<br /> Ser&aacute; que existe algum rem&eacute;dio para aliviar a maioria dos problemas f&iacute;sicos e emocionais?<br /> Pois &eacute;, durante muito tempo estivemos &agrave; procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doen&ccedil;as, que curasse nossa depress&atilde;o e que nos aliviasse do estresse.<br /> Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos la&ccedil;os afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.<br /> Encontramos! O rem&eacute;dio j&aacute; havia sido descoberto e j&aacute; estava &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o. O mais impressionante de tudo &eacute; que ainda por cima n&atilde;o custa nada.<br /> Ali&aacute;s, custa sim, custa abrir m&atilde;o de um pouco de orgulho, um pouco de pretens&atilde;o de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.<br /> &Eacute; o abra&ccedil;o. O abra&ccedil;o &eacute; milagroso. &Eacute; medicina realmente muito forte. O abra&ccedil;o, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doen&ccedil;as, curar a depress&atilde;o, fortificar os la&ccedil;os afetivos.<br /> O abra&ccedil;o &eacute; um excelente t&ocirc;nico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida &eacute; bem mais suscet&iacute;vel a doen&ccedil;as. O abra&ccedil;o diminui a depress&atilde;o e revigora o sistema imunol&oacute;gico.<br /> O abra&ccedil;o injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abra&ccedil;ada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abra&ccedil;o prolonga a vida e estimula a vontade de viver.<br /> Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psic&oacute;loga americana, dizendo que se precisa de quatro abra&ccedil;os por dia para sobreviver, oito abra&ccedil;os para manter-se vivo e doze abra&ccedil;os por dia para prosperar.<br /> E o mais bonito &eacute; que esse rem&eacute;dio n&atilde;o tem contraindica&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; maneira de d&aacute;-lo sem ganh&aacute;-lo de volta.<br /> * * *<br /> J&aacute; h&aacute; algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns ve&iacute;culos, um adesivo muito simp&aacute;tico, dizendo: Abrace mais!<br /> Eis uma proposta nobre: abra&ccedil;ar mais.<br /> O contato f&iacute;sico do abra&ccedil;o se faz necess&aacute;rio para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.<br /> O abra&ccedil;ar mais &eacute; um excelente come&ccedil;o para aqueles de n&oacute;s que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.<br /> S&oacute; quem j&aacute; deu ou recebeu um sincero abra&ccedil;o sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.<br /> Muitos pedidos de perd&atilde;o foram traduzidos em abra&ccedil;os...<br /> Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abra&ccedil;os.<br /> Muitos sentimentos de saudade foram calados por abra&ccedil;os.<br /> Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abra&ccedil;o.<br /> Assim, convidamos voc&ecirc; a abra&ccedil;ar mais.<br /> Doe seu abra&ccedil;o apertado para algu&eacute;m, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.<br /> Pense nisso! Abrace mais voc&ecirc; tamb&eacute;m.<br /> </span><br />

OS INVISÍVEIS
14 Mai 20184:13EP 940

OS INVISÍVEIS

OS INVISIVEIS<br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> H&aacute; aqueles que afirmam depositar sua confian&ccedil;a somente naquilo que enxergam os olhos, que as m&atilde;os tocam e que ouvem os ouvidos.<br /> Todavia, s&atilde;o irrefut&aacute;veis as provas cient&iacute;ficas de que h&aacute; uma gama de seres em nosso entorno, invis&iacute;vel aos nossos olhos e sentidos prim&aacute;rios mas que, em rela&ccedil;&atilde;o constante conosco, exerce pleno exerc&iacute;cio de influencia&ccedil;&atilde;o sobre o nosso cotidiano.<br /> Tal &eacute; o caso, por exemplo, do universo microsc&oacute;pico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, s&atilde;o respons&aacute;veis por uma s&eacute;rie de rea&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas em nosso organismo.<br /> A verdade &eacute; que o invis&iacute;vel existe. Todavia, se aperfei&ccedil;oarmos nosso olhar, ele pode tornar-se vis&iacute;vel. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem...<br /> * * *<br /> Somos todos invis&iacute;veis. Nossa presen&ccedil;a n&atilde;o faz diferen&ccedil;a para ningu&eacute;m, apenas para aqueles que passam por n&oacute;s e sentem medo ou raiva.<br /> Acham que todos somos ociosos, mas est&atilde;o enganados. Eu sou um homem de bem, de fam&iacute;lia, estou aqui de passagem.<br /> Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso peri&oacute;dico de circula&ccedil;&atilde;o nacional, por um homem que vive nas ruas h&aacute; dois anos, em mendic&acirc;ncia.<br /> Por vergonha, ele preferiu n&atilde;o se identificar.<br /> Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da fam&iacute;lia e at&eacute; mesmo do poder p&uacute;blico.<br /> S&atilde;o os invis&iacute;veis sociais.<br /> S&atilde;o moradores de rua, catadores de papel. S&atilde;o garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros.<br /> Irm&atilde;os nossos, esp&iacute;ritos em evolu&ccedil;&atilde;o, seres humanos com hist&oacute;rias de vida, sentimentos, fragilidades, aspira&ccedil;&otilde;es, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, s&atilde;o simplesmente ignorados, como se n&atilde;o existissem.<br /> Durante seu doutorado, como parte do est&aacute;gio de uma das disciplinas que cursava, o psic&oacute;logo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de S&atilde;o Paulo.<br /> Em sua experi&ecirc;ncia, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, n&atilde;o conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso.<br /> Isto n&atilde;o significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psic&oacute;logo. Era pior: simplesmente eu n&atilde;o estava l&aacute;. As pessoas n&atilde;o me viam, n&atilde;o olhavam para mim. Era como n&atilde;o ser.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> Acredita que existem milh&otilde;es de pessoas, em todo o mundo, que s&atilde;o invis&iacute;veis?<br /> Um bom dia, um sorriso, um aperto de m&atilde;o, um ol&aacute;, tudo bem? s&atilde;o formas de materializ&aacute;-las e torn&aacute;-las tang&iacute;veis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e ego&iacute;smo.<br /> Pensemos nisso .<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem do site http://g1.globo.com<br /> e experi&ecirc;ncia relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos <br /> acessados em 4.11.2015.<br /> Em 07.3.2016.</span><br />

SER TRANSPARENTE
11 Mai 20184:31EP 939

SER TRANSPARENTE

&nbsp;SER TRANSPARENTE<br /> <br /> &Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> Costumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> &Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> &Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> Infelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> Preferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> Por mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> N&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> Muitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> Aprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> <br /> Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> Procuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

AMOR SEM PREÇO
9 Mai 20184:13EP 938

AMOR SEM PREÇO

&nbsp;<br /> <strong>Amor sem pre&ccedil;o</strong><br /> <br /> Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um h&aacute;bito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o pre&ccedil;o de tudo o que via. Se n&atilde;o custasse grande coisa, para ele n&atilde;o tinha valor algum.<br /> Nem se apercebia o pequeno que h&aacute; muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas s&atilde;o as melhores do mundo.<br /> Certo dia, no caf&eacute; da manh&atilde;, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua m&atilde;e um papelzinho cuidadosamente dobrado. A m&atilde;e o abriu e leu:<br /> Mam&atilde;e me deve: por levar recados - tr&ecirc;s reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o ch&atilde;o - dois reais; extras - um real. Total que mam&atilde;e me deve: oito reais.<br /> A m&atilde;e espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e n&atilde;o disse nada.<br /> O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almo&ccedil;o.<br /> Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.<br /> Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas ent&atilde;o, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.<br /> Abriu e viu que sua m&atilde;e tamb&eacute;m lhe deixara uma conta.<br /> Filhinho deve &agrave; mam&atilde;e: por am&aacute;-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, cal&ccedil;ados e brinquedos - nada. Pelas refei&ccedil;&otilde;es e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve &agrave; mam&atilde;e - nada.<br /> O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. N&atilde;o conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na m&atilde;o de sua m&atilde;e.<br /> A partir desse dia, ele passou a ajudar sua m&atilde;e por amor.<br /> * * *<br /> Nossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examin&aacute;-las para auxili&aacute;-los na consolida&ccedil;&atilde;o das primeiras e no combate &agrave;s segundas.<br /> Todo momento &eacute; prop&iacute;cio e n&atilde;o deve ser desperdi&ccedil;ado.<br /> As a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre mais fortes que as palavras.<br /> Na condu&ccedil;&atilde;o dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.<br /> Com exce&ccedil;&atilde;o dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada &agrave; energia, sempre d&aacute; bons resultados.<br /> * * *<br /> &Eacute; no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.<br /> Na constru&ccedil;&atilde;o do senso moral, dos conceitos de certo e errado s&atilde;o muito importantes os exemplos dados pelos pais.<br /> &Eacute; no doce mundo familiar que se adquire o h&aacute;bito da virtude que nos guiar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es quando sairmos mundo afora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><strong>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 30.10.2017.</strong></div>

NUVENS NEGRAS
8 Mai 20182:27EP 937

NUVENS NEGRAS

<span style=''font-size: small;''>NUVENS NEGRAS<br /> <br /> H&aacute; dias que nos sentimos t&atilde;o cansados, inseguros e com a nossa b&uacute;ssola quebrada.<br /> E como uma naus a deriva em um mar de tormentas, nos sentimos fracos e sozinhos.<br /> A nossa vida, nesses momentos, n&atilde;o nos tem muita import&acirc;ncia.<br /> E &eacute; a&iacute; que nos damos conta da nossa fraqueza, e nos ajoelhamos.Deixamos a nossa alma murmurar as nossas dores ao Pai Celestial.<br /> ***<br /> <br /> Me guarde esta noite, estou caindo nas profundezas<br /> Estou exausto e agora quero dormir<br /> Ent&atilde;o feche meus olhos e me absorva<br /> Me lan&ccedil;arei na noite como o vento<br /> Eu deixo meu corpo, deixo minha espada<br /> Ent&atilde;o me guarde Deus Pai<br /> <br /> Me guarde esta noite, meu cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; fraco<br /> Muito para dar e para pedir<br /> Irei mergulhar num mar son&iacute;fero<br /> Este mar de sonhos, t&atilde;o vermelho e profundo<br /> Eu deixo meu esp&iacute;rito, deixo minhas palavras<br /> Ent&atilde;o me guarde M&atilde;e Terra<br /> <br /> Me guarde esta noite, estou me entregando<br /> Deixe as li&ccedil;&otilde;es de vida come&ccedil;arem<br /> Suas li&ccedil;&otilde;es de gra&ccedil;a<br /> Senhor da Crian&ccedil;&atilde;o! Me entrego em sua pr&oacute;pria paz.<br /> Me aben&ccedil;oe Deus Pai , me conforte M&atilde;e Terra.<br /> <br /> ****<br /> Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro v&eacute;u o horizonte de tuas esperan&ccedil;as, e a barca de teu cora&ccedil;&atilde;o agitar-se, desgovernada, sobre as ondas...<br /> Quando as obriga&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agrad&aacute;veis - levarem-te a dizer: - Que dia!<br /> Lembra-te... Acorda a mensagem da esperan&ccedil;a adormecida em ti e... Acalma-te!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> <br /> Em 13.06.2012.<br /> </span><br />

UM SÁBIO CONSELHO
7 Mai 20183:04EP 936

UM SÁBIO CONSELHO

<strong>UM S&Aacute;BIO CONSELHO</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre s&atilde;o conselhos dignos de serem seguidos.<br /> No entanto, com aquele jovem m&eacute;dico foi diferente.<br /> Quase ao t&eacute;rmino da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a m&atilde;o sobre seu ombro, e lhe disse:<br /> Meu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que voc&ecirc; for receitar um rem&eacute;dio para um paciente, pergunte-se primeiro: &quot;Eu tomaria esse rem&eacute;dio? Eu o daria para minha esposa, minha m&atilde;e, meu pai? Receitaria para um filho ou um irm&atilde;o?&quot; Se a resposta for sim, ent&atilde;o pode prescrever a medica&ccedil;&atilde;o e guardar a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> Bom seria que cada formando, ao deixar a Universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.<br /> Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edif&iacute;cio ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior;<br /> se o fabricante desse ou daquele produto usasse o mesmo crit&eacute;rio, e jamais colocasse em circula&ccedil;&atilde;o mercadorias que n&atilde;o deseja para si nem para os seus, n&atilde;o ter&iacute;amos reclama&ccedil;&otilde;es de consumidores;<br /> se pol&iacute;ticos, advogados, magistrados refletissem sobre suas a&ccedil;&otilde;es, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, ter&iacute;amos uma sociedade bem melhor e mais justa;<br /> se os professores, enfermeiros, farmac&ecirc;uticos fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.<br /> Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua m&atilde;e, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.<br /> Enfim, se todos os indiv&iacute;duos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, n&atilde;o haveria viol&ecirc;ncia, injusti&ccedil;a, desamor...<br /> A solu&ccedil;&atilde;o de todos os problemas da Humanidade num preceito t&atilde;o simples e f&aacute;cil de entender...<br /> No entanto, poucos est&atilde;o dispostos a lan&ccedil;ar m&atilde;o desse recurso.<br /> E sabe por qu&ecirc;?<br /> Porque precisaria derrotar os vil&otilde;es mais poderosos que ainda habitam o cora&ccedil;&atilde;o do homem: o orgulho e o ego&iacute;smo.<br /> Mas voc&ecirc;, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na explora&ccedil;&atilde;o dos semelhantes.<br /> Pois voc&ecirc; s&oacute; responder&aacute; pelos pr&oacute;prios atos, perante sua pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia e de mais ningu&eacute;m.<br /> Pense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte no exerc&iacute;cio da sua profiss&atilde;o, seja ela qual for.</span><br />

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