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PODCAST · 3279 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DESCONTROLE
10 Jul 20184:04EP 975

DESCONTROLE

<span style=''font-size: small;''>DESCONTROLE<br /> <br /> Naquele dia de sol, M&aacute;rio chegou feliz e estacionou o reluzente caminh&atilde;o em frente &agrave; porta de sua casa. Ap&oacute;s vinte anos de muita economia e muito trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> Comprara um caminh&atilde;o. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, seria seu pr&oacute;prio patr&atilde;o.<br /> Ao chegar pr&oacute;ximo do ve&iacute;culo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminh&atilde;o.<br /> Irritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das m&atilde;os dele e, totalmente fora de controle, martelou as m&atilde;ozinhas do garoto.<br /> Sem entender o que estava acontecendo, o menino se p&ocirc;s a chorar de dor, enquanto a m&atilde;e interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> Na sequ&ecirc;ncia, ela trouxe o marido de volta &agrave; realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas fr&aacute;geis m&atilde;ozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> Passadas v&aacute;rias horas, o cirurgi&atilde;o veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacera&ccedil;&otilde;es tinham sido de grande extens&atilde;o e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o m&eacute;dico, a crian&ccedil;a era forte e tinha resistido bem ao ato cir&uacute;rgico. Os pais poderiam aguard&aacute;-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> Com a morte no cora&ccedil;&atilde;o, os pais esperaram que a crian&ccedil;a despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> Papai, me desculpe, eu s&oacute; queria consertar o seu caminh&atilde;o, como voc&ecirc; me ensinou outro dia. N&atilde;o fique bravo comigo.<br /> O pai, com l&aacute;grimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que n&atilde;o tinha import&acirc;ncia o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminh&atilde;o nem tinha sido estragada.<br /> O menino insistiu: Quer dizer que n&atilde;o est&aacute; mais bravo comigo?<br /> N&atilde;o mesmo, falou o pai.<br /> Ent&atilde;o, perguntou a crian&ccedil;a, se estou perdoado, quando &eacute; que meus dedinhos v&atilde;o nascer de novo?<br /> Toda vez que perdemos a calma, perdemos tamb&eacute;m a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> E quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machuc&aacute;-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> E, em se tratando de crian&ccedil;as, que s&atilde;o fr&aacute;geis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> Jamais nos permitamos a ira, que &eacute; sempre m&aacute; companhia. Domemos as nossas tend&ecirc;ncias e impulsos agressivos, recordando que nada na vida &eacute; mais precioso do que as pessoas.<br /> As coisas que possamos adquirir nos servir&atilde;o por algum tempo, mas, somente os nossos amores estar&atilde;o conosco sempre, n&atilde;o importando o local, as condi&ccedil;&otilde;es que venhamos a nos encontrar.<br /> Preservemos a calma e ofertemos para aqueles que s&atilde;o os s&oacute;is das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifesta&ccedil;&otilde;es do amor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto<br /> N&atilde;o vale chorar, de autoria de Maur&iacute;cio Dias.</span><br />

O MILAGRE DA DOR
7 Jul 20182:23EP 973

O MILAGRE DA DOR

O MILAGRE DO DOR<br /> <br /> Quando seu dia &eacute; longo<br /> E a noite &eacute; solit&aacute;ria,<br /> Quando voc&ecirc; tem certeza de que j&aacute; teve o bastante desta vida,<br /> Continue em frente<br /> N&atilde;o desista de si mesmo,<br /> Pois todo mundo chora<br /> E todo mundo se machuca, &agrave;s vezes..<br /> Continue em frente<br /> Voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; sozinho...<br /> A letra da bel&iacute;ssima can&ccedil;&atilde;o de Michael Stipe, eveybody hurts da banda Americana R.E.M, fala-nos de como encarar as dores do mundo com intelig&ecirc;ncia e coragem .<br /> Intelig&ecirc;ncia de quem v&ecirc; na dor oportunidade de mudan&ccedil;a e aprendizado.<br /> Coragem de quem aceita mudar.<br /> Quando a dor chega, dar-se a impress&atilde;o que n&atilde;o h&aacute; mais sa&iacute;da,<br /> Mas n&atilde;o... Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.<br /> A dor &eacute; o convite &agrave; mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos, de pensamento, de rumo...<br /> A dor traz consigo o milagre.<br /> O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas for&ccedil;as e fraquezas, mas sem m&aacute;scaras, sem ilus&otilde;es.<br /> O milagre de perceber que se est&aacute; melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.<br /> O milagre do recome&ccedil;o, de nascer de novo, de se dar nova chance.<br /> O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por n&oacute;s; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, n&atilde;o importa o que aconte&ccedil;a.<br /> O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para tr&aacute;s.<br /> A cada mil l&aacute;grimas sai um milagre.<br /> Pense Nisso.<br />

DESCOBRINDO A SIMPLICIDADE
29 Jun 20183:52EP 970

DESCOBRINDO A SIMPLICIDADE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>DESCOBRINDO A SIMPLICIDADE<br /> <br /> Aos dez anos, aquele garoto viajou ao interior do pa&iacute;s na companhia da fam&iacute;lia de um amigo.<br /> Nascido e criado em uma grande metr&oacute;pole, j&aacute; havia estado em outras pequenas cidades durante viagens com sua fam&iacute;lia, mas sempre em breves passagens.<br /> Dessa vez foi diferente.<br /> O convite era para que ele passasse uns dias na casa da av&oacute; do amigo, em uma cidadezinha sem grandes atrativos tur&iacute;sticos.<br /> Pela primeira vez teve a oportunidade de vivenciar a rotina de uma vida no interior.<br /> No retorno, a alegria estava estampada nos seus olhos. O sorriso era largo, espont&acirc;neo, parecia que tinha a alma leve.<br /> Obviamente que o passeio lhe fizera muito bem. Contou &agrave; fam&iacute;lia alguns epis&oacute;dios divertidos que vivenciara, sempre enfatizando que havia gostado muito da viagem.<br /> Nos dias seguintes ao seu regresso, todas as vezes que surgia uma oportunidade, o garoto comentava sobre a alegria de ter passado alguns dias naquele lugar e que se pudesse, voltaria quantas vezes fosse convidado.<br /> Mas ele mesmo n&atilde;o sabia explicar os motivos para tanto entusiasmo.<br /> Lembrava de outras viagens maravilhosas que havia feito e das quais tinha &oacute;timas recorda&ccedil;&otilde;es, mas nenhuma delas remetia a esse sentimento que agora experimentava.<br /> Passados mais alguns dias, o menino abordou a m&atilde;e com certa afli&ccedil;&atilde;o, pois havia encontrado os motivos de estar encantado com a viagem que fizera e queria dividir com ela a sua descoberta.<br /> Quase que num desabafo infantil, ele disse que havia gostado tanto do lugar que conhecera porque l&aacute; era tudo muito simples.<br /> Segundo ele, as pessoas n&atilde;o corriam para todos os lados o dia inteiro. Elas paravam para conversar quando encontravam algum conhecido e ficavam olhando nos olhos umas das outras, com aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Andavam a p&eacute; pelas ruas. As fam&iacute;lias almo&ccedil;avam e jantavam reunidas. E as casas estavam sempre cheias de visitas de parentes e amigos.<br /> A impress&atilde;o que ficou gravada foi a de que as pessoas n&atilde;o estavam perdendo tempo ao fazer tudo aquilo e sim, aproveitando a vida.<br /> * * *<br /> Essa observa&ccedil;&atilde;o, vinda de um olhar infantil, nos leva a uma profunda reflex&atilde;o sobre a forma como estamos vivendo nas grandes cidades e sobre os valores que estamos passando para nossos filhos.<br /> Sob essa &oacute;tica, ele observou o quanto faz bem ao cora&ccedil;&atilde;o uma vida calma, onde h&aacute; tempo para as coisas mais simples. Vida na qual existem momentos para construir e consolidar os relacionamentos.<br /> &Eacute; comum vivermos presos aos ponteiros do rel&oacute;gio, n&atilde;o nos permitindo cultivar as coisas simples e importantes.<br /> Por mais que estejamos atarefados e envolvidos com os compromissos assumidos, &eacute; indispens&aacute;vel fazermos uma revis&atilde;o de nossas a&ccedil;&otilde;es.<br /> Procuremos conduzir as horas com tranquilidade.<br /> Fa&ccedil;amos com que nossos dias sejam luminosos, aproveitando-os com sabedoria e transformemos nossas horas em um ros&aacute;rio de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.5.2013.<br /> </span><br />

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ
27 Jun 20182:52EP 969

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>HAVER&Aacute; SEMPRE UM AMANH&Atilde;<br /> <br /> Por mais que os abismos sejam fundos,<br /> sobre eles sempre haver&aacute; um firmamento;<br /> n&atilde;o te desorientes se muitos s&atilde;o os gritos:<br /> um dia far-se-&aacute; de novo sil&ecirc;ncio <br /> e conseguir&aacute;s refletir melhor; <br /> tamb&eacute;m n&atilde;o te afoites se o sil&ecirc;ncio perdura; <br /> quando chegar sua vez, <br /> a palavras surgir&atilde;o de novo <br /> e entender&aacute;s a mensagem que te trar&atilde;o...<br /> N&atilde;o temas a escurid&atilde;o <br /> que se faz quando passam nuvens de corvos,<br /> eles ter&atilde;o de sair do c&eacute;u <br /> ou ter&atilde;o de descer &agrave; terra <br /> e o sol voltar&aacute; radioso a brilhar...<br /> N&atilde;o penses que a mentira dominar&aacute; de todo:<br /> ela mentir&aacute; at&eacute; mesmo sobre si pr&oacute;pria, <br /> e seu descr&eacute;dito tornar&aacute; indispens&aacute;vel <br /> que a verdade volte a ser reconhecida...<br /> Nenhuma escurid&atilde;o, por mais densa que seja,<br /> conseguir&aacute; apagar a luz do vaga-lume; <br /> n&atilde;o te entriste&ccedil;as se sentes frio: <br /> sempre encontrar&aacute;s a m&atilde;o amiga <br /> na qual aquecer&aacute;s as tuas <br /> que, assim, n&atilde;o se enregelar&atilde;o...<br /> N&atilde;o receies o tropel dos animais:<br /> um dia, e n&atilde;o est&aacute; longe este dia,<br /> ouvir&aacute;s de novo a maciez <br /> de p&eacute;s descal&ccedil;os pisando sobre a relva...<br /> A chuva voltar&aacute; a cair <br /> e o verde voltar&aacute; ser verde, <br /> por isto tua sede ser&aacute; aplacada um dia,<br /> podes esper&aacute;-lo confiante...<br /> N&atilde;o temas sequer a morte: <br /> ainda n&atilde;o se descobriu um cemit&eacute;rio de almas,<br /> j&aacute; que estas vivem para sempre...<br /> N&atilde;o penses que o infinito n&atilde;o te fale: <br /> talvez ele esteja atento a ouvir-te <br /> e n&atilde;o queira perder uma s&oacute; de tuas palavras...<br /> N&atilde;o penses que est&aacute;s irremediavelmente condenado:<br /> o perd&atilde;o existe exatamente para quem erra, <br /> mas que deseja voltar ao caminho, <br /> Se teus p&eacute;s fraquejam, <br /> busca quem te auxilie: <br /> reconfortado, um dia chegar&aacute; a tua vez de auxiliar...<br /> N&atilde;o chores de amargura <br /> se o dia de hoje &eacute; tenso, incerto, amargo:<br /> Haver&aacute; sempre, sempre um amanh&atilde;...o conv&eacute;m, fazendo delas uma almofada para o os nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Nelas, voc&ecirc; e eu descansamos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.8.2015.<br /> </span><br />

NOVA VISÃO
25 Jun 20183:14EP 968

NOVA VISÃO

<span style=''font-size: small;''>NOVA VIS&Atilde;O<br /> <br /> Era uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> Ali se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> Ouviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> Venha ver a rosa.<br /> Embora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> Parou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> Mas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> N&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> Diante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> De fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> E o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> * * *<br /> &Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> H&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> H&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> Realizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> Pense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.<br /> </span><br />

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