
AH, COMO EU A AMEI

PODCAST · 3278 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<strong> A Importância do Ócio</strong><br /> <br /> <br /> Com o passar do tempo nós perdemos a nossa essência, o nosso lado lúdico...perdemos a nossa singularidade. Isto é, deixamos de ser criativos por não usarmos a nossa imaginação. <br /> Albert Einstein, disse que enquanto a ciência é limitada, a imaginação abrange o mundo inteiro. A Imaginação é a mãe de toda a criação, pode ter certeza disso.<br /> Em certo momento nos perguntamos; “Quem éramos quando crianças?<br /> Com o passar do tempo, a vida nos carrega feito um rio. E nos esquecemos da nossa essência mais pura. A nossa curiosidade sobre as coisas vai diminuindo, e passamos a dar preferência por formulas e situações mais seguras que não exija de nós uma busca dos “porquês” da vida. Passamos a não ter mais tempo para as coisas simples, e buscamos somente o acúmulo de dinheiro, poder e status.<br /> Entramos no que chamamos de “zona de conforto”. Que no bem da verdade, deveria se chamar de “a zona da morte”. Da morte do nosso criativo; A morte dos sonhos; A morte da nossa imaginação.<br /> Os primeiros sintomas, quando você está entrando nessa “zona da morte”, é a ansiedade e melancolia. E a sua criatividade, vai aos poucos, murchando e com ela a sua luz vai se apagando. <br /> Quem éramos quando criança?<br /> Éramos, ávidos por coisas novas. Enlouquecidos para desvendar mistérios. Éramos cheios de ócios. <br /> Sim, o “ócio. Tão mal compreendido, pode ser o grande motivador de novas ideias e soluções para muitos problemas que estamos enfrentando<br /> Existem estudos que comprovam que o ócio te leva a fazer muito mais. Foram em momentos do mais puro ócio, que grandes obras musicais foram compostas. Foi num momento de ócio, que Albert Einstein, começou a desenvolver a teoria da relatividade, que iria transformar a humanidade.<br /> Quando éramos crianças, as nossas tardes duravam para sempre. E hoje, elas duram uma fração de segundo.<br /> Por isso, pare o tempo para voltar a ser você mesmo.<br /> Pare um pouco de focar somente nas metas, no objetivo, no resultado, na meta final. Isso é um grande erro, que estamos cometendo contra nós mesmos. Porque o processo é que é fundamental...é no ato da busca que se encontra os melhores resultados. Por isso, a importância do ócio.<br /> <br /> O sociólogo italiano Domenico De Masi, que revolucionou o conceito de trabalho, dizendo que as pessoas devem incluir, no seu dia-a-dia um momento que tenham atividades para descansar, momentos de lazer, e conciliar isso com o trabalho e a aprendizagem.<br /> <br /> Levar a vida em loop pode parecer glamoroso, mas traz muitos perigos.<br /> Para a psicanálise, os momentos de relaxamento são fundamentais, pois é nessas horas que o cérebro começa a devanear.<br /> Essa divagação não é tempo jogado fora. Pelo contrário.<br /> Divagar é caminhar pelo inconsciente e, porventura, encontrar soluções para problemas, ter insights interessantes e preparar os circuitos para ter novas ideias.<br /> Você deve lembrar, que quando éramos crianças, nós tínhamos soluções para todos os problemas. Porque tínhamos o ócio, tínhamos tempo para a imaginação.<br /> Então, pare um pouco. Deixe espaço para a sua imaginação. Você vai ver que, como por encanto, muitas soluções para os seus problemas surgirão.<br /> Pense nisso e não se sinta culpado pelo seu precioso ócio.<br /> Redação do Pense Nisso<br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Em 18.08.2018.<br /> Finalizado em 24.08.2018</em></div> <br />

Eu me tornar amor<br /> <br /> Nenhum pássaro jamais saberá cantar, se a música não existir em mim.<br /> Nenhum por do sol, nem a voz da criança, a chuva, o abraço, a presença, nada carregará nenhum tipo de beleza se, em minha interioridade, predominar a escuridão. <br /> <br /> Não haverá luz que ilumine o caminho, esperança em noites difíceis, serenidade para escolhas de paz, calma para enxergar com isenção, sabedoria para discernir os dias, significado para projetar nos acontecimentos, sem que eu perceba que é dentro, em mim, onde moram todas as coisas.<br /> <br /> As montanhas serão apenas acúmulos de terra, ou pedra e nada mais. Os oceanos, nada além de muita água e as flores, sem beleza, sem perfume, sem diversidade, não passarão de caprichos da natureza, se, antes, em mim, não houver um extenso jardim, com montanhas formadas pelos aclives e declives da existência, oceanos que me refrescam, me arejam, me espantam com seus estrondos que somente eu posso ouvir.<br /> <br /> Amor será sinônimo de fraqueza, de espírito pobre, amedrontado e servil. Jamais passará de título de música popular, inspiração de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implicações de responder as demandas da vida em amor. Amor será apenas uma palavra açucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto não estiver claro que só posso experimentá-lo quando de fato eu me tornar amor.<br /> <br /> Deus? O que será Deus além do chefe da religião, do "cara lá de cima", fora, desconectado, cruel, mau, manipulador que se diverte com o sofrimento alheio, alienado enquanto ignora a pobreza, a fome, o abandono de seus filhos? Enquanto nos alimentarmos de nossas teologias, tentarmos encaixotar o que não cabe em nenhum lugar, a não ser no universo que somos nós. <br /> <br /> Quem pode descrevê-lo? Quem pode anunciar-se como representante divino, portador de alguma mensagem, dono da "palavra de Deus", sem que se esvazie de si mesmo, que entregue-se ao mistério, que mergulhe na presença e, perplexo, descubra Deus na gente, aqui, dentro, em mim e, sem condições de encará-lo, renda-se ao Eu Sou em profunda gratidão, humilde, reverente, em estado de quietude interior?<br /> <br /> Tudo o que você enxerga no mundo, as cores que tingem sua realidade, são apenas reflexos. Nenhuma verdade, nenhum significado, nenhum valor, nenhuma esperança. Sem sentido, sem absolutamente nenhuma conexão com nada, caos, desordem, bagunça, loucura, assim será seu mundo, sempre, até que você mude a perspectiva e, finalmente entenda, que tudo mora dentro, que nada lá fora existe desconectado do que você tem se tornado e, ainda que a vida continue difícil, interpretá-la a partir da própria interioridade abre uma outra dimensão, iluminada pela consciência de que, no fim das contas, todas as experiências, todas elas, tem por finalidade nos fazer aprender a amar.<br />


<span style=''font-size: small;''>A ARTE DE EDUCAR<br /> <br /> <br /> Michelangelo foi considerado um dos maiores artistas de seu tempo. Foi pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano. Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte ocidental.<br /> Ao longo dos séculos e até os dias de hoje, é considerado protótipo de gênio. <br /> Desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos, entre as cidades italianas de Florença e Roma. <br /> Projetou diversos edifícios e escreveu grande número de poesias. No entanto, muitos de nós o conhecemos principalmente por sua habilidade como escultor, ocupação que ele mesmo apontava como a sua preferida.<br /> Dentre suas obras estão a pintura do teto da Capela Sistina e as esculturas em mármore de David e a Pietà, esta que representa Maria com Jesus nos braços após a Sua crucificação.<br /> Ao observarmos suas esculturas, a sensação que nos invade é de que bastará que uma leve brisa se apresente para que elas ganhem vida e movimento, tamanha perfeição apresentam.<br /> Ele permanece como um dos poucos artistas capazes de expressar a experiência do belo e do sublime numa dimensão tão exata.<br /> Ele sabia que, dentro daquela pedra bruta, estava guardada a sua obra de arte. <br /> Onde estariam tantas de suas obras se ele tivesse sido complacente com o mármore?<br /> Essa imagem nos leva a fazer um paralelo com a educação dos nossos filhos. Refletirmos sobre a melhor maneira de conduzir esses seres maravilhosos que nos foram emprestados.<br /> Assim como Michelangelo foi capaz de usar as mãos com uma habilidade incomparável e com um toque divino, que nós, pais, possamos encarar a educação como a arte de moldar o caráter.<br /> E não existe nada mais contrário à arte do que deixar a matéria-prima do jeito em que está.<br /> É certo que tanto nós quanto nossos filhos, já trazemos uma beleza própria, assim como a pedra bruta do mármore.<br /> Porém, precisamos de lapidação e modelagem para alcançar o grande objetivo que é o progresso individual e a melhoria de si mesmo, e assim, fazer surgir com mais intensidade o brilho e a beleza.<br /> E aos pais foi confiada essa missão. <br /> Enquanto educadores, os pais não devem ter complacência em excesso com os filhos, devem saber usar ora com firmeza, ora com delicadeza, todas as ferramentas que a Divindade colocou à disposição para exercer a arte de educar.<br /> Indicar-lhes o caminho correto através do exemplo, orientá-los todo o tempo sobre os verdadeiros valores da vida, mostrar-lhes que podem pouco a pouco irem se transformando e vencendo suas próprias imperfeições.<br /> Que, na qualidade de pais, possamos ser pintores, arquitetos e escultores das almas de nossos filhos, ajudando-os a se transformarem em verdadeiras obras de arte.<br /> Isso para que sejam criaturas que se dignifiquem por todas as dores que acalentam, pela paz que semeiam, por todos os sorrisos que despertam e por todo o bem que façam.<br /> Pensemos nisso e façamos do educar a arte de modelar caráter,<br /> <br /> <br /> </span><br />



<span style=''font-size: small;''> TER SEMPRE RAZÃO<br /> <br /> Quanto custa ter sempre razão?<br /> Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?<br /> É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.<br /> Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.<br /> Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?<br /> Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?<br /> Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?<br /> Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.<br /> Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.<br /> Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.<br /> Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.<br /> Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.<br /> Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.<br /> Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.<br /> Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.<br /> Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.<br /> Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.<br /> Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.<br /> A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.<br /> Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.<br /> Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.<br /> Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.<br /> Pensemos nisso.<br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 17.9.2014</span><br />