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PODCAST · 3278 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO
6 Mai 20193:26EP 1118

OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO

<span style=''font-size: small;''>OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO<br /> <br /> aluisio &eacute; um homem de 50 anos, de intelecto normal, casado pela segunda vez. depois de 21 anos de ter sido pai do seu filho mais novo, se v&ecirc; diante da mesma experi&ecirc;ncia com o quinto filho, aos 50 anos.<br /> eis que, surge uma nova oportunidade para colocar em pratica a arte de ser pai. agora, com a sua maturidade , ele pensa &ndash; &ldquo;poderei me fazer presente de maneira mais qualitativa a esse meu filho. e o mais importante, posso dar conselhos mais reais sobre moralidade, amor , felicidade e a natureza do mundo. sem fantasias.&rdquo;<br /> assim, aluisio foi at&eacute; o seu computador pessoal e digitou os seis mandamentos para o seu novo filho:<br /> <br /> primeiro: &ldquo;voc&ecirc; nasceu perfeito, conforme a sua natureza. mas um dia , tudo que &eacute; vivo morre. muitos sup&otilde;em que existam uma vida al&eacute;m dessa, mas ningu&eacute;m sabe com certeza. a certeza &eacute; que voc&ecirc; est&aacute; aqui e deve viver a melhor vida possivel , pelo tempo que estiver aqui&rdquo;.<br /> <br /> segundo: &ldquo;quando voc&ecirc; estiver triste ou ansioso, procure seus amigos, seus familiares, seus pais, e procure tamb&eacute;m a for&ccedil;a interior de sua consci&ecirc;ncia&rdquo;. <br /> <br /> terceiro: &ldquo;felicidade &eacute; um conceito pessoal. fa&ccedil;a o que te faz feliz, com responsabilidade e respeito . <br /> amor &eacute; a maior for&ccedil;a que voc&ecirc; meu filho, pode encontrar dentro de voc&ecirc; mesmo. e paz voc&ecirc; ter&aacute; com um car&aacute;ter honesto, virtuoso, cumprindo seus deveres e fazendo o bem&rdquo;.<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> quarto: &ldquo;use sua consci&ecirc;ncia, sua raz&atilde;o, seus proprios principios morais moldados nas virtudes humanistas. questione as coisas. estude.duvide.n&atilde;o se submeta a alega&ccedil;&otilde;es de verdades sem fundamentos. exponha seu conhecimento pr&oacute;-ativo ao mundo e agregue valor ao conhecimento humano&rdquo;.<br /> <br /> quinto: voc&ecirc; &eacute; bom. fa&ccedil;a sempre o melhor para voc&ecirc; mesmo e para os seus semelhantes. voc&ecirc; &eacute; capaz&rdquo;.<br /> <br /> sexto: contribua para um mundo melhor.&eacute; o &uacute;nico mundo que conhecemos. &eacute; um lugar de oportunidades. h&aacute; maldade, perigo e morte, mas tamb&eacute;m h&aacute; bondade, justi&ccedil;a e beleza. seja um cidad&atilde;o do mundo e repeite a natureza e as pessoas&rdquo;.<br /> <br /> <br /> todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a inf&acirc;ncia, se transformar&atilde;o em direcionamento seguro e formar&atilde;o base s&oacute;lida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.<br /> <br /> pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> reda&ccedil;&atilde;o do pense nisso, com base no texto pai aos cinquenta.<br /> em 07.03.2014.<br /> </span><br />

A CRÍTICA
4 Mai 20193:58EP 1117

A CRÍTICA

<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> <br /> Convidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Ap&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> S&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> O que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> E a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horr&iacute;vel!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> Assim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> N&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> N&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> N&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> Mas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> &Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> &Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> Enfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.<br /> </span><br />

UM ANJO PARTIU
2 Mai 20194:18EP 1115

UM ANJO PARTIU

<span style=''font-size: small;''>UM ANJO PARTIU<br /> <br /> Foi aos onze meses que os pais observaram que algo n&atilde;o estava muito bem com a pequena Luana.<br /> Com pouco mais de um ano, ela passou a ser atendida pelo setor de transplante de medula &oacute;ssea e os diagn&oacute;sticos foram os mais diversos. Nenhum muito preciso porque os sintomas eram incomuns.<br /> Ela recebeu transplante de medula. O sucesso inicial que deu esperan&ccedil;as e fez sorrir toda a fam&iacute;lia, logo se desvaneceria.<br /> A s&iacute;ndrome que apresentou, extremamente rara, foi se revelando quase insana. Os sangramentos intestinais levaram a muitas interna&ccedil;&otilde;es, a cauteriza&ccedil;&otilde;es por endoscopia, a transfus&otilde;es in&uacute;meras. Chegou a fazer quatro em um &uacute;nico dia.<br /> Tentou-se cirurgia no olho direito, pois a vis&atilde;o foi ficando comprometida. A falta de irriga&ccedil;&atilde;o na retina fez com que o resultado fosse o insucesso.<br /> Sua m&atilde;e a chamava meu pequeno ip&ecirc; amarelo, que floria o seu jardim.<br /> Luana nunca reclamava de coisa alguma. Encontrou alegria em meio &agrave; dor. Sem vis&atilde;o, ela enxergava muito bem com suas m&atilde;os mi&uacute;das. Com a alma via luz e vultos, o que lhe parecia extremamente suficiente para ser feliz.<br /> Rapidamente, ela ficou conhecida, conquistando m&eacute;dicos e enfermeiros.<br /> N&atilde;o havia quem n&atilde;o a desejasse atender, sempre com um sorriso no rosto, mesmo entre procedimentos dolorosos que se faziam necess&aacute;rios.<br /> E logo, para amenizar tantas dores, m&atilde;e e filha criaram um c&oacute;digo todo especial para se referirem &agrave;s coisas do dia a dia.<br /> Um c&oacute;digo que o pessoal do hospital logo aderiu: ver a press&atilde;o era fazer puf-puf; auscultar o cora&ccedil;&atilde;o era ouvir o tum-tum; o cat&eacute;ter se chamava caninho; as transfus&otilde;es eram o pap&aacute; do caninho e o clamp do caninho era o tic-tac que prendia o cabelo dele.<br /> E havia o Z&eacute; n&atilde;o qu&eacute; para os dias em que Luaninha dizia n&atilde;o, n&atilde;o e n&atilde;o e a Maria reina para os dias em que ela fazia um pouco de birra.<br /> Ela n&atilde;o chegou a completar cinco anos. Partiu, t&atilde;o docemente como chegara, sem aguardar o apagar das velinhas do anivers&aacute;rio, t&atilde;o pr&oacute;ximo.<br /> Na saudade, dias depois, escreveu-lhe a m&atilde;e:<br /> Minha linda. J&aacute; &eacute; seu anivers&aacute;rio! Parab&eacute;ns!<br /> Aqui em casa, nada de barulho... Nem de preparativos. Nada de madrugadas enrolando brigadeiros, nem de manh&atilde;s enchendo bal&otilde;es.<br /> Nada de correria para entregar convites da princesa para outras princesas. Nada de caf&eacute; da manh&atilde; na cama, de roupa bonita, nem de velinha para o bolo.<br /> Aqui tudo silencia e sente sua aus&ecirc;ncia. N&atilde;o tem o ranger do balan&ccedil;o, nem gargalhadas na varanda. N&atilde;o haver&aacute; vizinhos dizendo, no dia seguinte, que ouviram sua vozinha o dia todo.<br /> N&atilde;o tem caminhada na rua, nem florzinha colhida fresca para p&ocirc;r na aguinha. S&oacute; o barulho incessante do ventilador e o ping da torneira se revezam com minhas l&aacute;grimas de saudade.<br /> Mas a rua est&aacute; l&aacute;. Os vizinhos tamb&eacute;m. Ainda mora na varanda o seu balan&ccedil;o para que outras princesas possam brincar...<br /> Mora aqui tamb&eacute;m o seu riso e sua alegria e posso ouvir tudo isso, se fechar os olhos por um minuto! Mora aqui todo bem e as li&ccedil;&otilde;es que voc&ecirc; deixou. Mora aqui um cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e aflito por saber se voc&ecirc; vai apagar velinhas a&iacute; onde est&aacute;.<br /> Amo voc&ecirc; para sempre! Parab&eacute;ns, meu anjo!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, em homenagem a<br /> Luana Costa Macedo, desencarnada em 15.11.2012.<br /> Em 15.3.2013.<br /> <br /> </span><br />

A BENÇÃO DO TRABALHO
1 Mai 20192:59EP 1114

A BENÇÃO DO TRABALHO

<span style=''font-size: small;''>A BEN&Ccedil;&Atilde;O DO TRABALHO<br /> <br /> Em todos os quadrantes das atividades humanas, &eacute; poss&iacute;vel observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar.<br /> A maioria revolta-se contra o g&ecirc;nero de seu trabalho.<br /> Os que varrem a rua querem ser comerciantes.<br /> Os comerciantes desejam a condi&ccedil;&atilde;o de industriais.<br /> Os trabalhadores do campo preferem a exist&ecirc;ncia na cidade.<br /> Quem obedece almeja mandar.<br /> Os convocados aos altos postos falam do peso de suas atribui&ccedil;&otilde;es.<br /> O problema, contudo, n&atilde;o &eacute; de g&ecirc;nero de tarefa, mas de compreens&atilde;o da oportunidade recebida.<br /> De modo geral, as queixas, nesse sentido, s&atilde;o filhas da pregui&ccedil;a inconsciente.<br /> O anseio pelas altas posi&ccedil;&otilde;es sinaliza uma vis&iacute;vel vaidade.<br /> O desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia gan&acirc;ncia e pregui&ccedil;a.<br /> Todo homem &eacute; herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptid&otilde;es.<br /> Ele &eacute; sabiamente colocado pela vida nas posi&ccedil;&otilde;es mais adequadas ao pr&oacute;prio burilamento.<br /> Por certo o esfor&ccedil;o individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos.<br /> &Eacute; sempre louv&aacute;vel o homem que vence as injun&ccedil;&otilde;es de sua vida e supera todos os obst&aacute;culos.<br /> Contudo, enquanto atua em determinada &aacute;rea, deve honr&aacute;-la e honrar-se com o seu desempenho profissional.<br /> No contexto de uma &uacute;nica vida material, nem todos podem mandar ou deter as posi&ccedil;&otilde;es de fortuna.<br /> Estas se alteram conforme as necessidades de experi&ecirc;ncia das criaturas.<br /> As posi&ccedil;&otilde;es modestas costumam ser das mais &uacute;teis no aprendizado da obedi&ecirc;ncia, da humildade e da frugalidade.<br /> J&aacute; as altas coloca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o convites &agrave; doa&ccedil;&atilde;o ao semelhante.<br /> N&atilde;o se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo.<br /> O importante &eacute; valorizar o trabalho, conforme se apresente.<br /> Trabalhar &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e um dever incontorn&aacute;vel.<br /> Assim, quando sentir cansa&ccedil;o ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e voc&ecirc;, &eacute; o herdeiro das estrelas.<br /> A Humanidade come&ccedil;ou ontem seu humilde labor.<br /> Mas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa exist&ecirc;ncia?<br /> Pense nisso.<br /> </span><br />

LEVE VANTAGEM VOCÊ TAMBÉM, CERTO?
26 Abr 20193:37EP 1113

LEVE VANTAGEM VOCÊ TAMBÉM, CERTO?

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>LEVE VANTAGEM VOC&Ecirc; TAMB&Eacute;M. CERTO?&nbsp;<br /> <br /> O titulo do Pense Nisso de hoje, foi bord&atilde;o de uma famosa propaganda de cigarro na d&eacute;cada de 1970.<br /> No comercial, mostrava varias situa&ccedil;&otilde;es, em que o cidad&atilde;o, em vez de usar da legitimidade, ele dava um jeitinho de levar vantagem sobre os outros.<br /> E Gerson, ex jogador da sele&ccedil;&atilde;o brasileira tri campe&atilde; do mundo, fechava o comercial : &ldquo;Gosto de levar vantagem em tudo, Leve vantagem voc&ecirc; tamb&eacute;m.&rdquo;<br /> Foi o fat&iacute;dico comercial que deu origem &agrave; infeliz express&atilde;o &quot;Lei de Gerson&quot;.<br /> &ldquo;Numa democracia todo cidad&atilde;o &eacute; um pol&iacute;tico tamb&eacute;m&rdquo; e aqueles que ali nos representam n&atilde;o deixam de ser um reflexo do povo, afinal somos n&oacute;s que o escolhemos! Sim os pol&iacute;ticos s&atilde;o muito culpados pelo Brasil em que vivemos, mas &eacute; f&aacute;cil apenas culpa-los e nos isentarmos da responsabilidade de mudar o Brasil. <br /> Se voc&ecirc; tivesse a mesma visibilidade de um pol&iacute;tico e as mesmas chances de se corromper, faria igual? Ou melhor ser&aacute; que voc&ecirc; n&atilde;o faz igual? O problema da corrup&ccedil;&atilde;o infelizmente &eacute; uma heran&ccedil;a cultural a ponto de n&oacute;s acharmos normal de fazermos, cabe a cada um de n&oacute;s mudarmos essa mentalidade!<br /> O Brasil n&atilde;o vai pra frente enquanto acharmos que a culpa &eacute; s&oacute; deles, os pol&iacute;ticos, e nunca da gente, Todos os dias presenciamos pequenas corrup&ccedil;&otilde;es: quando voc&ecirc; estaciona o seu carro em lugar proibido, voc&ecirc; esta sendo corrupto, Quando voc&ecirc; suborna um guarda para ele aliviar a multa, voc&ecirc; esta corrompendo. Quando voc&ecirc; combina uma porcentagem da indeniza&ccedil;&atilde;o para que o colega de trabalho minta no tribunal, e assim, ganhar, de maneira injusta, uma causa trabalhista; voc&ecirc; esta cometendo v&aacute;rios crimes, inclusive o de corrup&ccedil;&atilde;o ativa.<br /> E o que dizer dos exemplos que estamos dando aos nossos filhos?<br /> Quando pais ou m&atilde;es s&atilde;o abordados pelo guarda de tr&acirc;nsito, por terem cometido uma infra&ccedil;&atilde;o qualquer, e come&ccedil;am a inventar mentiras diante dos filhos, para se justificar, est&atilde;o ensinando os filhos a ser desonestos.<br /> O certo &eacute; que deveriam admitir que agiram equivocadamente, e assumir a multa.<br /> O que se poder&aacute; esperar de um educando que recebe essas li&ccedil;&otilde;es?<br /> Existem tantos outros exemplos, mas n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio relacionar todos eles para se chegar &agrave; conclus&atilde;o de que o exemplo arrasta, e que &eacute; preciso pensar nisso.<br /> Quanta desonestidade deixaria de existir se os exemplos dos educadores fossem sempre de honestidade e honradez!?<br /> Se voc&ecirc; concorda com essas argumenta&ccedil;&otilde;es, e est&aacute; pensando que apenas o seu exemplo n&atilde;o adiantar&aacute;, pense na autoridade moral que ter&aacute; diante do seu filho, agindo certo.<br /> Ainda que todas as demais pessoas dessem maus exemplos, se voc&ecirc; agir corretamente ter&aacute; o respeito do seu filho, e &eacute; isso que importa.<br /> Pense nisso, e considere que uma crian&ccedil;a poder&aacute; estar observando voc&ecirc; e aprendendo com os seus exemplos, neste exato momento.<br /> Ent&atilde;o... Pense Nisso, e leve vantagem voc&ecirc; tamb&eacute;m. Fa&ccedil;a a coisa certa e tenha uma sociedade mais pacifica, educada e justa. Certo?<br /> <br /> <br /> Texto da Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 26.1.2015</span><br />

NOSSAS INGRATIDÕES
25 Abr 20194:03EP 1112

NOSSAS INGRATIDÕES

<span style=''font-size: small;''>NOSSAS INGRATID&Otilde;ES<br /> <br /> &Eacute; poss&iacute;vel que voc&ecirc; pense que poderia ser mais inteligente e se aborre&ccedil;a com suas limita&ccedil;&otilde;es pessoais e com os esfor&ccedil;os necess&aacute;rios para estudar, aprender, avan&ccedil;ar.<br /> Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limita&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea do intelecto, desconectados da pr&oacute;pria mente, imersos nessa ou naquela sequela f&iacute;sica, em vidas de resgate e expia&ccedil;&atilde;o. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padr&otilde;es de beleza institu&iacute;dos.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deforma&ccedil;&otilde;es, mutila&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&otilde;es na veste org&acirc;nica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para pa&iacute;ses distantes.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a op&ccedil;&atilde;o de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria.<br /> Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o sal&aacute;rio que voc&ecirc; disp&otilde;e.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que sua fam&iacute;lia &eacute; um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes &agrave;queles que voc&ecirc; v&ecirc; em outros lares e ter o c&ocirc;njuge igual a outros casais que voc&ecirc; conhece.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem s&oacute;s, sem fam&iacute;lia, sem algu&eacute;m para dizer oiao chegar em casa, para dividir suas frustra&ccedil;&otilde;es e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refei&ccedil;&otilde;es.<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que esses sonhem todos os dias em ter uma fam&iacute;lia como a sua, problem&aacute;tica e de dif&iacute;cil trato, mas pelo menos teriam seres pr&oacute;ximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas car&ecirc;ncias.<br /> * * *<br /> Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajet&oacute;ria.<br /> Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.<br /> Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.<br /> A intelig&ecirc;ncia privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.<br /> O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a v&iacute;cios e comportamentos comprometedores.<br /> E nos destituirmos da fam&iacute;lia seria o caminho para o ego&iacute;smo e a solid&atilde;o.<br /> Dessa forma, percebemos que a vida &eacute; feita de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor &eacute; aquilo que Deus prov&ecirc; para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.<br /> E os Seus des&iacute;gnios s&atilde;o de sabedoria e amor irretoc&aacute;veis.<br /> Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condi&ccedil;&atilde;o financeira, nossas capacidades e nossa fam&iacute;lia, agrade&ccedil;amos a Deus por tudo isso.<br /> Afinal, de nossa exist&ecirc;ncia, o que nos pertence mesmo &eacute; aquilo que podemos guardar no cofre do cora&ccedil;&atilde;o. Tudo o mais &eacute; empr&eacute;stimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o.<br /> S&atilde;o empr&eacute;stimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 8.4.2013.<br /> </em></div> </span><br />

LIÇÃO BEM APRENDIDA
22 Abr 20194:13EP 1111

LIÇÃO BEM APRENDIDA

<span style=''font-size: small;''>LI&Ccedil;&Atilde;O BEM APRENDIDA<br /> <br /> O garoto tinha apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior ga&uacute;cho. Um local onde quase todos se conheciam.<br /> Casos de roubo ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o fim do mundo.<br /> Naquela localidade, os vizinhos se cumprimentavam e, quando viam crian&ccedil;as pela rua, logo tratavam de perguntar onde estavam os seus pais, o que faziam sozinhos, para onde iam.<br /> Em resumo, uns cuidavam dos outros.<br /> Foi, portanto, de forma natural, que dona Rute, ao sair para fazer compras, sabendo que iria se demorar algumas horas, olhou para o terreno da casa ao lado e vendo o menino a brincar, lhe disse:Cuide de minha casa, por favor.<br /> O menino ergueu os olhos e acenou, de forma afirmativa, com a cabe&ccedil;a.<br /> Em seguida, chamou seu c&atilde;o, um amigo desde as horas primeiras da inf&acirc;ncia. Era seu companheiro de brincadeiras.<br /> O c&atilde;o o seguia aonde quer que fosse. E os pais sabiam que o menino estaria seguro sob a guarda do animal fiel.<br /> Ent&atilde;o, o garoto abriu o port&atilde;o de sua casa, andou at&eacute; a casa vizinha, ficou na ponta dos p&eacute;s para conseguir alcan&ccedil;ar a ma&ccedil;aneta do port&atilde;o e entrou.<br /> Sentou-se na entrada cimentada, de acesso &agrave; casa e o c&atilde;o se sentou ao lado. E ali ficaram por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> A m&atilde;e, em vendo o garoto em terreno alheio, se preocupou que ele fosse aprontar alguma e o chamou diversas vezes para que viesse para casa.<br /> Mas, a cada chamada, ele acenava com a cabe&ccedil;a negativamente e dizia: N&atilde;o posso!<br /> Quando dona Rute chegou, entendeu: o menino tomara ao p&eacute; da letra o cuidar da sua casa e montara guarda, parado, na frente de sua porta, por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> Beijou-o, sorrindo, agradeceu e entrou em casa. Ele se levantou e com seu c&atilde;o, retornou ao pr&oacute;prio lar.<br /> No cair da noite, a m&atilde;e foi surpreendida com a chegada de dona Rute procurando por seu filho.<br /> Sobressaltou-se: O que &eacute; que ele aprontara? Fizera alguma travessura?<br /> Mas a vizinha insistia que queria falar com o menino. Ele veio e, ante o espanto da m&atilde;e, a senhora o abra&ccedil;ou, beijou, agradeceu e lhe entregou um prato com doces que ela preparara.<br /> S&oacute; ent&atilde;o a m&atilde;e teve a explica&ccedil;&atilde;o do que seu filho fizera. Seu filho, a quem ela, desde muito cedo, ensinara a li&ccedil;&atilde;o da responsabilidade e do dever.<br /> Ele entendera direitinho.<br /> * * *<br /> Invistamos na educa&ccedil;&atilde;o desde as primeiras horas de vida dos nossos filhos.<br /> N&atilde;o acreditemos que eles sejam muito novos e que n&atilde;o compreender&atilde;o as regras da boa conduta, do que seja dever e responsabilidade.<br /> A crian&ccedil;a assimila o que ouve e sobretudo, o que v&ecirc;.<br /> Falemos a respeito do dever e o exemplifiquemos.<br /> Conscientes de que devemos preparar nossos filhos para o mundo, ofertemos a eles o melhor em termos de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Se somos dos que observamos a m&aacute; educa&ccedil;&atilde;o alheia se apresentando, em algumas ocasi&otilde;es, ofere&ccedil;amos ao mundo cidad&atilde;os cumpridores de deveres, pessoas de bem, nossos filhos.<br /> Sejamos promotores da sociedade renovada, de pessoas comprometidas com a paz alheia e a pr&oacute;pria paz, com o bem-estar do semelhante e a pr&oacute;pria felicidade.<br /> Enfim, sejamos construtores do amanh&atilde; de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato da vida<br /> familiar de Maria Helena Marcon.<br /> Em 5.4.2013.</em></span></div>

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