
COMO DEFINIR A SAUDADE

PODCAST · 3278 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<span style=''font-size: small;''>PESOS E MEDIDAS<br /> <br /> Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que é seu.<br /> Todavia, nós que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.<br /> No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.<br /> O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.<br /> Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.<br /> Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata.<br /> Mas, se está envolta de farrapos, bem diferente é a nossa atenção.<br /> Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?<br /> Se fôssemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.<br /> Mas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo. E pensamos:” me dei bem, sou muito esperto.”<br /> Mas nos achamos pessoas justas.<br /> Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pôde alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!<br /> Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justiça.<br /> Mas, quantos de nós compramos atestados falsos para ludibriar o patrão e receber o salário integral?<br /> No transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do já confuso transito.<br /> Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.<br /> Assim, podemos nos perguntar: Será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?<br /> A justiça Divina é real e se cumprirá quando efetivamente tivermos sede de justiça, usando um único peso e uma única medida, com imparcialidade.<br /> * * *<br /> Os Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos dúvidas quanto ao procedimento que devamos adotar com alguém, que nos coloquemos no lugar desse alguém e façamos exatamente o que desejaríamos que nos fosse feito.<br /> Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para nós mesmos.<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <em><br /> </em> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 18.06.2012</em></div> </span><em><span style=''font-size: small;''> </span></em><br />

<strong> EDUCAÇÃO</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Dia desses lemos, em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo, a seguinte advertência:<br /> Minha educação depende da tua.<br /> Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa forma.<br /> Ora, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.<br /> Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. <br /> A educação, é a arte de formar caracteres e, por conseguinte, é o conjunto de hábitos adquiridos.<br /> Assim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros, como uma reação apenas?<br /> Um amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.<br /> Imediatamente ele se posicionou em contrário: É claro que não!<br /> Então questionamos outra vez: Se não os admira, por que você os imita?<br /> Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: É, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.<br /> Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.<br /> Imaginemos se Jesus, tivesse ensinado: Se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou então: Faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam. Os Cristãos certamente não o aceitariam como Modelo e Guia.<br /> Portanto,não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.<br /> Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.<br /> Pense Nisso, Mas pense agora<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base nos itens 685 e 685 a, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> <br /> Em 10.05.2012.<br /> </span> <br />

QUESTÃO DE ESCOLHA<br /> <br /> Você já se deu conta de que vivemos num mundo de grandes reclamações? Reclama-se de tudo. Do fornecedor, do empregador, do funcionário, da mercadoria, do restaurante, do serviço público, da crise, da concorrência, do governo. <br /> Naturalmente, a época é de conscientização e as pessoas estão sendo convidadas a cobrar seus direitos. Direitos do consumidor, do eleitor, do cidadão, do ser humano. <br /> Cobrar direitos está correto. Faz parte do respeito que, como seres humanos, devemos cultivar. <br /> Contudo, em síntese, todas as reclamações devem ser feitas primeiro a nós mesmos. Sim, porque fomos nós que fizemos as escolhas: do fornecedor, do empregador, da mercadoria, dos governantes. <br /> Com relação aos que nos governam consideremos que, se eles não estão agindo como esperávamos, devemos admitir que fomos infelizes na escolha. <br /> Ao utilizarmos o nosso direito de cidadão, como nos servimos do voto? Como fizemos nossas escolhas? Pela emoção do momento, por alguns dizeres inflamados, por uns discursos agressivos? <br /> Será que se tivéssemos mais atenção, examinado a vida do candidato como cidadão, profissional e político, teríamos votado nele? <br /> E que dizer da crise? Crise se supera com trabalho, com esforço, com criatividade. Os grandes descobridores não se deixaram abater pela crise econômica, pela ironia dos seus pares, pela descrença das suas épocas ou pelas perseguições da ignorância. <br /> Acreditaram em si, nas suas idéias e ideais. Lutaram e ofereceram ao mundo novos continentes, mostrando horizontes mais amplos. <br /> Concorrência? Que bom que existe. Deve nos servir de estímulo para melhor servir ao nosso cliente, para melhor atendê-lo, para lhe oferecer o melhor produto. <br /> Equipe irresponsável? Mas quem a contratou? Quem a coordena? Somos nós. Nós contratamos os colaboradores, os orientamos e treinamos. <br /> Eles são nosso retrato. Se percebem que valorizamos a criatividade, eles ousam. Se observam que desprezamos a organização, se tornam relapsos. <br /> Quando descobrem que somos centralizadores, largam tudo em nossas mãos. <br /> Se estamos colhendo problemas, tenhamos a certeza de que plantamos problemas. Nossa vida só tomara outro rumo quando tivermos a capacidade de mudar interiormente. <br /> Pense nisso <br /> “O amor que você quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta encontrar, dependem de você.” <br /> O diálogo, base de toda a convivência, também depende de você. <br /> O caminho para a renovação depende de você. A realização que você julga especial depende de você. <br /> A organização que tanto apregoa depende de você. <br /> Ponderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar; monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir: tudo é uma questão de escolha. <br /> E essa escolha depende unicamente de você.” <br /> <br /> Equipe de Redação do Pense Nisso, com base no livro: “A Revolução dos Campeões”, de Roberto Shiniyashiki, ed. Infinito, SP, cap. 2, Sua vida é conseqüência do que você é. <br /> <br />

<span style=''font-size: small;''>PROFECIAS<br /> <br /> <br /> Ninguém é tão ingênuo a ponto de achar que o mundo seja um paraíso.<br /> <br /> Ninguém é tão tolo a ponto de julgar que sua vida possa ser um permanente mar de rosas.<br /> <br /> Às vezes, porém, somos tolos o bastante para enxergar apenas o lado sombrio da vida; para julgar o mundo um lugar impiedoso e cruel; para imaginar que a tragédia esteja à espreita, a cada instante, esperando o momento certo para nos atacar.<br /> <br /> Quando uma pessoa se deixa dominar pelo desencanto, seus olhos se fecham para tudo o que lhe possa trazer algum alento: se uma oportunidade se apresenta, ela acha que fatalmente alguém mais esperto chegará primeiro e ocupará o seu lugar; se alguma coisa de bom acontece, ela imediatamente se pergunta: “Que desgraça estará por me acontecer, para que a vida esteja já me consolando por antecipação?...”<br /> <br /> Para alguém assim, negativo, todas as pessoas são falsas e traiçoeiras; todas as manifestações de bondade são disfarces para intenções secretas e perversas; toda a felicidade, prenúncio de uma desgraça inevitável.<br /> <br /> E o pior é que, voltada dessa forma para o lado negro da vida, a pessoa bem provavelmente se torne profeta: assim como um sonho bonito acaba se concretizando quando acalentado com esperança, também as previsões sombrias tendem a atrair os meios necessários à sua materialização.<br /> <br /> Não foi pensando em desgraças que o homem inventou o avião, tampouco mentalizando tragédias que conseguiu premiar o mundo com o telefone ou o computador.<br /> <br /> Quem se permite visualizar o que é positivo e ocupar a mente com o que é bom acaba atraindo condições de materializar seus pensamentos e imagens. Quem, no entanto, prevê sempre o pior e só consegue enxergar o que existe de ruim – esse está, estúpida e inconscientemente, atraindo tudo aquilo que mais teme, tornando-se profeta de sua própria infelicidade...<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 23.08.2013.<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>CHANTAGEM EMOCIONAL<br /> <br /> O uso da chantagem emocional com os filhos é muito comum por parte de alguns pais.<br /> Em vez de fazer uso da razão e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem.<br /> Alguns dizem: "se você não for bonzinho, eu não gosto mais de você!"<br /> Geralmente o filho cede, pois não quer perder o afeto dos pais.<br /> Numa idade em que a criança ainda não tem condições de perceber que os pais estão blefando, fará de tudo para ser aceita.<br /> Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: "sentir inveja é feio", "sentir ciúmes é vergonhoso", "ninguém gosta de quem guarda mágoa".<br /> É certo que o filho irá dissimular os sentimentos, mas não aprenderá a lidar com esses vícios que o infelicitam tanto.<br /> Para merecer o amor de seus pais, o filho esconderá o que sente e agirá de forma traiçoeira, sempre que tiver ensejo.<br /> Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajudá-lo a se libertar das imperfeições.<br /> A criança deve ser orientada, educada, mas também envolvida em afeto, carinho, proteção, aconchego.<br /> O amor não deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espontâneo e independente do comportamento da criança.<br /> Devemos passar a ele a certeza de que nossa relação amorosa jamais estará em jogo.<br /> Como pais podemos não concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e atenção.<br /> Devemos deixar bem claro que não aprovamos suas ações inadequadas, mas que o amamos mesmo assim.<br /> Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos.<br /> Daremos a ele a lição da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saberá que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e não escondidas para agradar esta ou aquela pessoa.<br /> Com isto ele também aprenderá a respeitar as limitações dos outros. Não evitará pessoas que pensam, sentem e agem de forma <br /> E o que é mais importante: nosso filho sentirá que pode educar suas más tendências sob a proteção do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudará muito na sua auto-educação.<br /> Por todas essas razões, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos.<br /> Ninguém duvida da boa intenção e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar é na melhor maneira de ajudá-los a se ajudarem.<br /> Pense nisso!<br /> Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que está sentindo.<br /> Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas também enalteça suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas são mais importantes para sua felicidade.<br /> Faça-o sentir que seu amor por ele é incondicional, e verá que tudo será mais fácil, tanto para seu filho como para você.<br /> </span><br />


A CULPA É DA CARNE<br /> <br /> Quando alguém procura uma desculpa para justificar os seus erros, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca.<br /> <br /> A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico.<br /> <br /> Hahnemann, criador da Medicina Homeopática, fez a seguinte afirmativa:<br /> <br /> O corpo não dá cólera àquele que não a tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. Caso Contrario, onde estariam o mérito e a responsabilidade?<br /> <br /> Uma inteligente constatação, pois contém grandes verdades.<br /> <br /> Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.<br /> <br /> Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contato com ele.<br /> <br /> É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento.<br /> <br /> Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas. <br /> <br /> Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista.<br /> Como podemos perceber, a ação do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas.<br /> <br /> Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a taquicardia...<br /> <br /> Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.<br /> <br /> Quanto às disposições para a preguiça, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal.<br /> <br /> Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos.<br /> <br /> Toda responsabilidade moral dos atos da vida física competem ao Espírito. <br /> <br /> Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Todos nós, sem exceção, possuímos na intimidade a centelha divina, a força capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emoções nobres que o Criador depositou em nós.<br /> <br /> Fazendo pequenos esforços conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Espírito sobre o corpo. E só então entenderemos porque o Mestre afirmou: Vós sois deuses, podereis fazer o que Eu faço, e muito mais.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense Agora!<br /> <br /> Redação com base no cap. VII do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o apóstolo da <br /> medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda, ed. Celd.<br />