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PODCAST · 3278 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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EMPATIA
6 Out 20214:07EP 1646

EMPATIA

<span font-size:="" style="">EMPATIA<br /> <br /> Um ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:<br /> Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.<br /> Quando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.<br /> E como você escapou? &ndash; perguntou o jovem.<br /> Não escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. &ndash; diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.<br /> * * *<br /> A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente.<br /> A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento.<br /> Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura.<br /> A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho.<br /> Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.<br /> O hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas.<br /> O coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo.<br /> É chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral.<br /> * * *<br /> Fazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas.<br /> O médico das almas, jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos.<br /> As verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias.<br /> <br /> <br /> Redação do pense nisso, com base no livro maktub, de<br /> paulo coelho, ed. Planeta e no item ii, do cap. Xi, de o evangelho<br /> segundo o espiritismo, de allan kardec, ed. Feb.</span>

MELINDRES E MELINDRES
5 Out 20215:13EP 1645

MELINDRES E MELINDRES

<p>Melindres e Melindres</p> <p>Melindre tem várias definições. Pode ser definido como amabilidade, delicadeza no trato, recato, pudor.</p> <p>No entanto, é quase certo que ao ser utilizado pelas pessoas, o conceito que expressa é de facilidade de se magoar, de se&nbsp;ofender, suscetibilidade.</p> <p>Nesse sentido, tem sido comum a sua invocação, nas relações humanas. As menores atitudes de um funcionário, de um amigo recebem a adjetivação imediata: -&ldquo;Como você é melindroso!!!&rdquo;</p> <p>Por isso, amizades se diluem, desentendimentos acontecem, duplicando mágoas de um e de outro lado.</p> <p>Nas várias facetas das nossas relações, melindre tem sido utilizado para justificar defecções, traições, desajustes e quebra moral de contratos de amizades, casamentos e empregos.</p> <p>Que ele existe, é verdade. Mas que as pessoas se dão, por vezes, um valor maior do que verdadeiramente possuem e aguardam tratamento especial, também é verdade.</p> <p>No entanto, um outro lado da questão se apresenta e tem sido esquecido, quase sempre.</p> <p>Se melindre é a manifestação do orgulho ferido, não menos verdade que cresce, entre as criaturas, muita falta de tato, delicadeza e gentileza.</p> <p>Em nome de uma falsa caridade, de expressar a verdade, amigos e companheiros de trabalho se permitem lançar ao rosto do outro tudo que pensam.</p> <p>E não medem palavras nas suas expressões. É como se tomassem de pedras e as jogassem, sem piedade.</p> <p>E o que esperam é que o outro aceite tudo. Quando o agredido se insurge, quando toma uma atitude, quando fala de respeito, é tomado como aquele que se melindra.</p> <p>Contudo, em nenhum momento o agressor, aquele que foi indelicado e feroz, se desculpa. Não, ele está certo. O outro é que é portador de muito orgulho.</p> <p>Nesse diapasão, vidas honradas de trabalho têm sido literalmente jogadas no lixo. Servidores de anos têm tido seus esforços depreciados, como se fossem coisa alguma.</p> <p>E o que critica maldosamente, o que aponta os erros mínimos é o herói, a pessoa correta.</p> <p>Refaçamos os passos enquanto é tempo. Antes de destruirmos valores afetivos preciosos. Antes de atacarmos instituições centenárias com folha irrepreensível de dedicação e serviço à comunidade.</p> <p>Examinemos quantas vezes a culpa nos compete. Quantas vezes teremos sido nós os provocadores do afastamento de pessoas de nosso convívio.</p> <p>Ou da instituição a que prestamos serviço. Da nossa família, da nossa esfera de amizades.</p> <p>Recordamos que, certa vez, em reunião de trabalho, um voluntário interrompeu de forma agressiva a fala do coordenador.</p> <p>Reclamou e reclamou, ferindo e humilhando-o frente aos demais.</p> <p>O ferido se calou, dolorido. Depois de alguns dias, procurou o agressor&nbsp;em particular. A sós com ele, expressou a sua mágoa, com o sincero objetivo de modificar a emoção ferida e apaziguar seu mundo íntimo.</p> <p>O interlocutor, em vez de reconhecer a indelicadeza, reverteu a situação e deu o diagnóstico impiedoso: não houvera agressão de sua parte.&nbsp;O outro é que se melindrara.</p> <p>Pensemos nisso. Será que a constatação quase diária de melindre nos outros não se tornou uma válvula de escape para nós?</p> <p>Uma desculpa para a nossa rispidez cotidiana, o nosso relaxamento no trato com o semelhante?</p> <p>*&nbsp;*&nbsp;*</p> <p>Quem se melindra, deve trabalhar para se tornar menos suscetível.</p> <p>Mas quem provoca o melindre não pode se esquecer da lei de caridade, da afabilidade e da doçura preconizados no livro sagrado do cristianismo:&nbsp;Bem-aventurados os mansos e pacíficos.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Redação do Pense Nisso com base em fato narrado no artigo O problema do melindre, de André Marcílio Carvalho de Azevedo,</p> <p>Em 12.08.2016.</p>

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
2 Out 20215:04EP 1644

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

&nbsp;<span font-size:="" style="">RELACIONAMENTO DE UM SÓ<br /> <br /> Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral, que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar.<br /> Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama.<br /> No entanto, quando prestamos a atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência.<br /> É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil.<br /> Felizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma.<br /> ***<br /> Mas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor.<br /> Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> Frente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> Pensemos nesses detalhes.</span><br /> <br /> <br /> <br /> <br /> &nbsp;

COMO SE ESCREVE?
1 Out 20214:51EP 1643

COMO SE ESCREVE?

&nbsp;COMO SE ESCREVE?<br /> <br /> Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora.<br /> Professora, como a gente escreve...?<br /> Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.<br /> Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela.<br /> Mamãe, como a gente escreve...?<br /> Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai.<br /> Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai.<br /> Papai, como a gente escreve...?<br /> Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta.<br /> O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> Os anos rolaram...<br /> Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> Este aqui é você, papai!<br /> A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.<br /> Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> Eu volto logo!<br /> E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou:<br /> Papai, como a gente escreve amor?<br /> Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> * * *<br /> Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.<br /> Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.<br /> Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap.<br /> Círculo de amor, de Jeannie S. Williams,<br /> da obra Histórias para o coração da mulher,<br /> de Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> Em 14.01.2013.

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER
29 Set 20214:40EP 1642

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

UNS AOS OUTROS
28 Set 20213:31EP 1641

UNS AOS OUTROS

&nbsp;O Coronavírus tem uma lição para nos dar.<br /> Uma lição, que em tempos normais de alegria, de festas, de hedonismos, nós esquecemos.<br /> Você sabe qual é a lição? Sabe do que esquecemos, e que agora, estamos lembrando?<br /> Quem somos todos iguais. Brancos e negros, ricos e pobres, cristãos, judeus, muçulmanos, ateus; todos precisamos de todos.<br /> Qual é a verdadeira causa do coronavírus?<br /> A resposta é: a mesma coisa que causa todos os problemas que ameaçam a nossa existência; a indiferença<br /> E você está se perguntando: - ok! E o que isso tem a ver com essa pandemia? Isso não faz o menor sentido. Qual é a conexão com esse vírus, que está assustando o mundo inteiro?<br /> <br /> Veja como um vírus tão pequeno como esse, está nos mostrando que somos todos iguais. Ele nos mostra, o quanto dependemos uns dos outros. Ele nos lembra, que devemos cuidar de nós, e de nossos semelhantes.<br /> Mesmo que vivamos separados por milhares de quilômetros, nós podemos cuidar uns dos outros.<br /> Você compreende o seu, o nosso, papel aqui, neste planeta?<br /> Devemos lembrar que vivemos numa sociedade integral, que tudo está conectado. Que todos dependem de todos. Há tantas coisas que podemos fazer uns pelos outros .<br /> O COVID 19, trouxe com ele, não só sofrimento, mas também, o vírus da bondade, do altruísmo, da solidariedade. E é esse &ldquo;vírus&rdquo; de amor, que vai ficar permanentemente dentro de nós, sem exceção.<br /> E fique calmo, o mundo não vai acabar. No final, tudo fica bem.<br /> Brevemente, poderemos voltar a nós abraçar. Sair pelas ruas e olhar os rostos dos nossos semelhantes de uma forma diferente; de uma forma mais amorosa...de um jeito mais empático.<br /> Será um novo tempo, apesar dos castigos.Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos pra nos socorrer. Estamos na briga, um pelo outro.<br /> <br /> Por fim uma frase do escritor e professor de História, Yuval Noah:<br /> <br /> <br /> &ldquo;O real antídoto para uma epidemia não é a segregação, mas sim a cooperação.&quot;&nbsp;<br /> <br /> <br /> Pense Nisso, mas... Pense Agora! <div style="" text-align:=""><br /> Redação do Pense Nisso &ndash;<br /> inspirado na música de Ivan Lins &ldquo;Novo Tempo&rdquo;..<br /> Em 17.3.2020.</div>

TATO DE PAIS
25 Set 20214:02EP 1640

TATO DE PAIS

<span font-size:="" style="">TATO DE PAIS<br /> <br /> Um menino, com um breve poeminha à mão, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.<br /> Encontrou os pais numa discussão acirrada a respeito de um tema que desconhecia.<br /> À maneira que só as crianças conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invisível, tentando ser escutado.<br /> Pai, mãe, olha o que escrevi!<br /> Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balbúrdia no aposento quase insuportável.<br /> Ninguém se entendia e todos queriam ser ouvidos.<br /> Repentinamente, o pai, já sem paciência, tomou a folha de papel das mãos do filho, amassou com força e disse: Já não expliquei que agora não posso!?<br /> Atirou o papelote na lixeira mais próxima, o que deixou o filho sem chão e repleto de lágrimas.<br /> Mais tarde, a mãe, que não havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaixão, procurou o menino.<br /> Ela carregava na mão esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a expressão emocionada e condoída.<br /> Filho... Foi você quemescreveu este poema?<br /> O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabeça que sim.<br /> Que coisa mais linda! Você é um poeta, meu filho! Você é um poeta! &ndash;E abraçou, carinhosamente, a criança.<br /> A partir daquele dia, diz a história desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.<br /> O relato é do próprio autor que conta que, se não fosse pela destreza e tato de sua mãe, possivelmente não se dedicaria à poesia.<br /> Assim, graças à sensibilidade daquela mulher, o mundo pôde conhecer a arte e inspiração de Pablo Neruda.<br /> * * *<br /> O tato é essa capacidade que temos, ou não, de lidar com situações delicadas.<br /> Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abraçar e chorar junto.<br /> Para se ter tato faz-se necessário desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.<br /> O amor também faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que é dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.<br /> Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que não promoveram o incentivo necessário ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos tão importantes.<br /> Assim, olhemos nossas crianças com atenção. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que façamos, falemos ou deixemos de falar a eles.<br /> Nem sempre serão grandes talentos ou gênios.<br /> Porém, um incentivo aqui, um elogio ali são os responsáveis primeiros pela formação de uma boa autoestima.<br /> Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre fértil, preparada para receber as mudas da filiação bendita, que Deus nos dá como presente e responsabilidade.</span><br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em><span font-size:="" style="">Redação do Pense Nisso.<br /> Em 24.09.2012.</span></em></div>

TRÊS PEDIDOS ATENDIDOS
23 Set 20215:12EP 1639

TRÊS PEDIDOS ATENDIDOS

<strong>&nbsp;Três pedidos atendidos</strong><br /> <br /> Naquele ano, um grande baque atingiu o coração do jovem casal. Seu filho, de apenas sete anos, partiu para a Espiritualidade.<br /> Haviam sido meses exaustivos de cuidados até que a enfermidade o abraçou, minando-lhe a vida física.<br /> Um ano depois, em férias, optaram por visitar a Turquia. Entre tantas paisagens maravilhosas, uma visita especial a Éfeso, à casa de Maria, a mãe de Jesus.<br /> A edificação de pedra, no monte Rouxinol, recebe, anualmente, cerca de dois milhões de visitantes. A grande maioria relata intensas emoções ao adentrar o local.<br /> Não foi diferente com eles. De mãos dadas, andaram por entre aquelas paredes, lembrando a grandeza do Espírito de Maria de Nazaré.<br /> Recordaram o que haviam lido em obras que relatavam a respeito de João ter ido a Betânia buscar a mãe de Jesus para que viesse morar com ele.<br /> Recordaram... recordaram, enquanto os corações pareciam unidos em prece.<br /> Na saída, sentaram em uma pequena mureta, contemplando o que faziam quase todos os peregrinos: escreviam em um papel três pedidos e colocavam o bilhete entre as pedras de um extenso muro lateral.<br /> Ambos ficaram ali, olhando, e disseram um ao outro: Por que escrever em um papel o que desejamos, se Deus conhece o que vai na nossa intimidade?<br /> Ademais, pensaram, como podemos pedir algo mais à Divindade? Nosso filho se foi, mas guardamos a certeza de que vive na Espiritualidade.<br /> Nossa filha está bem. Nós temos saúde, emprego. Que mais poderíamos pedir?<br /> Numa prece silenciosa, rogaram ao Pai Supremo que, se algo pudessem receber a mais, por Sua vontade, então que Ele lhes enviasse.<br /> Retornaram ao Brasil e, mal passados dez dias, Oswaldo recebeu um telefonema. Era de uma cidade do Estado vizinho.<br /> A questão era simples: três meninas estavam à disposição para adoção. Ele gostaria de adotá-las?<br /> O número três lhe veio à mente, de imediato. Três pedidos poderiam ter sido feitos lá em Éfeso. Eles haviam deixado que Deus decidisse se mereceriam algo mais.<br /> Agora, Deus estava lhes enviando três joias para sua casa.<br /> O Divino Pai ouvira sua rogativa e a atendera.<br /> Entre a emoção e a gratidão, telefonou para a esposa e juntos foram buscar as três pérolas que Deus lhes encaminhara aos generosos corações.<br /> Dez anos se passaram. As joias cresceram, se desenvolveram e, repetidas vezes, entre abraços de amor, dizem ao jovem casal como sua presença é importante em suas vidas.<br /> * * *<br /> Deus ouve sempre as rogativas que lhe dirigimos e as atende.<br /> Cabe-nos estarmos atentos para a correta tradução do que nos chega.<br /> De um modo geral, não sabemos interpretar a resposta recebida. Isso porque a nossa vontade é de que o pedido fosse atendido exatamente como o havíamos concebido, em todos os detalhes.<br /> Contudo, a Sabedoria Divina sabe o que nos seja melhor. Hoje, pode ser a negativa, o adiamento do que ardentemente desejamos.<br /> Ou, então, algo em que não pensáramos, mas que vem para abençoar nossas vidas.<br /> Pensemos nisso.<br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso, com base<br /> em fato, relatado por Oswaldo Feltrin.<br /> Em 23.10.2017.</em></div>

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