
TELHA DE VIDRO
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PODCAST · 3277 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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<p><strong> A Ilusão </strong><br /> <br /> A ilusão da eterna beleza física é quase generalizada.<br /> <br /> A busca por produtos que evitem que as marcas de expressão se transformem em vincos na face, é assustadora.<br /> <br /> Sem dúvida, é louvável a possibilidade que os avanços científicos propiciam para que as pessoas se sintam bem.<br /> <br /> A medicina estética surge justamente para trazer bem-estar e aumentar a auto-estima, corrigindo este ou aquele problema físico.<br /> <br /> Todavia, acreditar que os recursos da tecnologia vão nos tornar jovens no corpo físico para sempre, é triste ilusão.<br /> <br /> Aproveitando essa fragilidade dos indivíduos, de cair nas malhas da ilusão, o comércio tem sido lucrativo, vendendo disfarces no atacado e no varejo.<br /> <br /> São cintos para disfarçar as gorduras, comprimindo-as para que a silhueta pareça mais delineada...<br /> <br /> Sutiãs que simulam seios maiores, mais torneados...<br /> <br /> Calças e meias com bumbuns postiços, e muito mais...<br /> <br /> São iludidos... São ilusões...<br /> <br /> A psicóloga Mariliz Vargas fala sobre os perigos da fuga interminável das marcas do tempo.<br /> <br /> Ela diz que é preciso equilibrar a busca da juventude com a aceitação da vida como ela é, com seus momentos e suas fases, com suas mudanças e suas perdas.<br /> <br /> Não podemos perder a noção do limite desses tipos de procedimento, pois o tempo continuará a passar e a velhice, cedo ou tarde , se manifestará, assim como a morte física.<br /> <br /> Vivemos em sociedade que estimula demasiadamente a ilusão de controle mental. Somos incentivados a acreditar que podemos tudo, e que caso não tenhamos tudo, é por pura falta de competência da nossa parte.Isso causa um profundo impacto emocional naqueles que nos deixamos levar por esse tipo de ilusão.<br /> <br /> Com isso tudo, não desenvolvemos os recursos internos para lidar com a vida real, suas perdas e seus limites, suas dores e suas dificuldades.<br /> <br /> Torna-se obsecado pela perfeição física é uma das consequências desse processo mental, e tem sido um fator determinante no desenvolvimento de doenças psicossomáticas e da infelicidade humana.<br /> <br /> Vale a pena pensar um pouco mais sobre essa questão.<br /> <br /> Buscar refletir sobre os caminhos que escolhemos e observar a direção que tomamos.<br /> <br /> Retirar do olhar o véu das ilusões e seguir a passos firmes na direção da felicidade sem disfarces e sem fantasias.<br /> <br /> Na direção da felicidade efetiva, que só a realidade pode nos oferecer.<br /> <br /> Pensemos nisso!<br /> </p> <div><em>Texto da Equipe de Redação do Pense Nisso, com base no livro Despertar da Consciência de Mariliz Vargas.Edit.Rosea Nigra.<br /> Em 28.08.2012</em></div>

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<p>SER FELIZ<br /> <br /> Você conhece alguém que não queira ser feliz?<br /> Já se deparou com quem quer que seja, que não tenha a clara convicção de que deseja ser feliz?<br /> Salvo alguém com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo.<br /> Porém, o que nos faz felizes? O que efetivamente constrói a nossa felicidade e nos realiza?<br /> Por incrível que pareça, muitos não sabemos definir o que nos proporciona felicidade.<br /> Assim, como não refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia.<br /> Por falta de um conceito próprio, compramos uma ideia de felicidade que não é nossa, na crença de que, com isso, seremos felizes.<br /> Quantos escolhemos a profissão, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer?<br /> Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realização pessoal, de um sonho de vida.<br /> Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria.<br /> Quantos abrimos mão do convívio com a família, das horas de descanso com os filhos e cônjuge para trabalhar mais, enriquecer mais rápido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrimônio? Isso quando não resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperança de conseguir algum bem material.Acreditando que, com isso a felicidade acontecerá como em um passe de mágica.<br /> Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora não sejam contabilizados no patrimônio ou discriminados na declaração de bens, não possuem preço nem moeda que os compre.<br /> Não percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial.<br /> Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e ódios, desejos de vingança e malquerença contra alguém por algum constrangimento, um desaforo, um deslize.<br /> Fixamo-nos em um momento de nossa vivência emocional, e nos acorrentamos em uma história que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situações infelizes.<br /> Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de difícil trato e convivência.<br /> Construir a própria felicidade não é um processo simples.<br /> Não é suficiente desejar ser feliz. É necessário agir para tanto, construindo a felicidade com ações, fazendo as opções corretas e adequadas.<br /> E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida.<br /> Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante é apenas ter a posse do necessário.<br /> Abrimos mão de valores que são importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante é ter a consciência tranquila.<br /> Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a razão para tudo, perdendo até a esperança no amanhã.<br /> E se fôssemos resumir qual a receita de felicidade possível nesse mundo aí estaria: a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé no futuro.<br /> Tudo o mais são as ilusões que construímos achando que serão elas que irão alimentar e manter a nossa felicidade.<br /> Pensemos nisso.</p> <div><em>Redação do Pense Nisso.</em></div>

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<p> </p> <p>ADOLESCENTES ANTES DA HORA<br /> <br /> Namorar, ficar, pedir para sair com a galera, tudo está programado para depois dos quatorze anos. Mas, pequenos a partir dos oito anos já estão assustando os adultos com atitudes que deveriam ser de adolescentes com mais de quinze anos.<br /> Sempre há quem aplauda e ache bonito que as crianças cresçam rápido. Afinal, estamos no terceiro milênio, a era da informática e da aldeia global.<br /> Contudo, tudo isso faz muito mal. Para os adultos e para as crianças. É que elas começam a atropelar seu compasso de amadurecimento, ao qual até já se deu um nome: síndrome da adolescência precoce.<br /> É síndrome porque não é uma adolescência de fato. Até em torno dos 11 anos de idade, os pequenos não têm a devida estrutura psíquica para processar emoções que surgem em situações complexas vividas pelos maiores.<br /> Um beijo sensual, uma tragada, um gole de bebida alcoólica ricocheteia no corpo e não encontra lugar para se encaixar. Não dá prazer. Só fazemcom que eles se achem importantes.<br /> Mas sem prazer no que fazem, sem dar conta do que estão sentindo, acabam desgastados e sobrecarregados. Abre-se o caminho para a depressão e a agressividade.<br /> Tentando ser o que não podem, correm o risco de ficar sem nenhum lugar. É por isso que a atitude dos pais se faz muito importante.<br /> Dos seis aos onze anos é a fase em que a criançada tem tudo para ser tranqüila, não rebelde.<br /> É a hora de copiar os pais, de se pentear, se vestir, andar e falar como eles. É a fase em que os meninos grudam nos pais e as meninas são a sombra das mães.<br /> Isto contribui para que se definam como masculino e feminino. Cabe aos pais auxiliar os seus filhos nessa fase.<br /> Sua tarefa é assumir o lugar de importância máxima para seus imitadores e admiradores. Devem falar de si, das suas atividades, o que fazem, o que sentem. Ensinar a sentir. E, naturalmente, dar limites. Só pode ser referência para uma criança, quem cuida dela. E só quem coloca limites realmente cuida.<br /> É assim que se mostra aos pequenos o valor real no mundo. O valor de quem merece ser cuidado e que tem um duro trabalho de amadurecimento para realizar, em seu tempo certo.<br /> Sem esta posição, sem esta ajuda, as crianças ficam à mercê de comportamentos ilusórios e com a falsa impressão de que só serão bons se forem como os grandes, mesmo que estes apenas pareçam ser grandes.<br /> Vão se sentir inferiores e fazer tudo para parecer crescidos, a fim de acompanhar os demais. Poderão ficar ousados ou poderão ficar com aquela impressão amarga de que estão perdendo todo seu tempo, que a juventude lhes está escorrendo através dos dedos, enquanto os outros estão, sim, gozando a vida.<br /> ***<br /> A tarefa da educação começa no berço, e não mais tarde. A criança e o adolescente, embora possam parecer ingênuos, puros, quase nunca o são.<br /> Podem trazer experiências nem sempre positivas de existências anteriores. Em razão disso, é indispensável a educação no seu sentido mais amplo e profundo, a fim de que adquiram valores verdadeiros, reais, superando as dificuldades.<br /> Para esse nobre objetivo são indispensáveis o amor, o conhecimento e a disciplina. Somente assim, serão gravadas nestas almas, que estão reescrevendo a própria história, as lições que as deverão acompanhar para sempre.Pense nisso!<br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base no(Livro Adolescência e Vida, Ed. LEAL e Jornal Gazeta do Povo de 8.8.1999, artigo Adolescentes Antes da Hora de Ivan Capelatto e Sangela Minatti).</p> <p> </p>