Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3277 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
RELACIONAMENTO FAMILIAR
29 Jan 20224:25EP 1757

RELACIONAMENTO FAMILIAR

<p>RELACIONAMENTO FAMILIAR<br /> <br /> O maior problema no relacionamento familiar &eacute; que cada um acredita que a raz&atilde;o lhe pertence.<br /> A esposa reclama porque o marido acredita que &eacute; doutor em tudo. Est&aacute; sempre certo. N&atilde;o admite que ningu&eacute;m lhe diga que est&aacute; errado.<br /> O marido, por sua vez, fala que a mulher &eacute; muito impertinente. Gosta de confus&atilde;o. Faz tempestade em copo d&rsquo;&aacute;gua.<br /> O filho reclama que os pais est&atilde;o totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.<br /> Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos ego&iacute;smo.<br /> Conta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu algu&eacute;m afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor atrav&eacute;s de gestos simples.<br /> Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se ego&iacute;sta e que havia se tornado insens&iacute;vel ao amor familiar.<br /> Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.<br /> Se n&atilde;o ligasse a televis&atilde;o somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de aten&ccedil;&atilde;o aos familiares.<br /> Durante as f&eacute;rias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.<br /> No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele su&eacute;ter amarelo.<br /> Voc&ecirc; reparou! &ndash; Falou, admirada.<br /> Logo que chegaram &agrave; praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar.<br /> Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela.<br /> No outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.<br /> Numa das noites, n&atilde;o reclamou quando a esposa demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar.<br /> E assim se passaram doze dias. As f&eacute;rias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposi&ccedil;&atilde;o de expressar amor.<br /> Foi ent&atilde;o que ele surpreendeu a esposa muito triste. Porque lhe perguntasse o motivo, ela lhe indagou:<br /> Voc&ecirc; sabe de alguma coisa que eu n&atilde;o sei?<br /> Por que pergunta? Disse o marido.<br /> Bem, &eacute; que eu fiz aqueles exames rotineiros h&aacute; algumas semanas. Segundo me disse o m&eacute;dico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para voc&ecirc;?<br /> N&atilde;o, afirmou Tom. Claro que n&atilde;o. Por que deveria?<br /> &Eacute; que voc&ecirc;, respondeu a esposa, est&aacute; sendo t&atilde;o bom para mim que imaginei estar com uma doen&ccedil;a grave, que iria morrer.<br /> N&atilde;o, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; morrendo. Eu &eacute; que estou come&ccedil;ando a viver.<br /> * * *<br /> Ao admitir que n&atilde;o somos infal&iacute;veis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que p&otilde;em &aacute;gua na fervura dos desentendimentos.<br /> Existem express&otilde;es m&aacute;gicas em favor da harmonia dom&eacute;stica: Cometi um erro.<br /> Voc&ecirc; tem raz&atilde;o.<br /> Pe&ccedil;o perd&atilde;o.<br /> Fui indelicado.<br /> Prometo mudar.<br /> Que tal come&ccedil;ar hoje mesmo a tentar utilizar uma dessas express&otilde;es a favor da paz em nosso lar?<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Livre-<br /> nos Deus, do livro A presen&ccedil;a de Deus, de Richard Simonetti,<br /> ed. Gr&aacute;fica S&atilde;o Jo&atilde;o.<br /> Em 7.8.2013.<br /> <br /> &nbsp;</p>

SOLIDARIEDADE ENTRE AS GERAÇÕES
28 Jan 20223:33EP 1756

SOLIDARIEDADE ENTRE AS GERAÇÕES

<p><strong>Solidariedade entre as gera&ccedil;&otilde;es</strong></p> <p>De um modo geral, temos uma grande tend&ecirc;ncia para reclamar da vida.</p> <p>Reclama&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se restringe apenas a pequenas desventuras individuais.</p> <p>Reclamamos do pa&iacute;s onde vivemos, dos pol&iacute;ticos, das escolas, dos vizinhos.</p> <p>Comparamos a nossa estrutura social com outras que julgamos melhores e nos sentimos injusti&ccedil;ados.</p> <p>Alguns pa&iacute;ses do primeiro mundo parecem um para&iacute;so. L&aacute; h&aacute; educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de de qualidade, bons empregos, seguran&ccedil;a. H&aacute; menos viol&ecirc;ncia e desonestidade.</p> <p>Ocorre que a vida n&atilde;o &eacute; feita de acasos.</p> <p>B&ecirc;n&ccedil;&atilde;os e desgra&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o sorteadas de forma aleat&oacute;ria.</p> <p>Como protagonistas do pr&oacute;prio destino, temos liberdade de atua&ccedil;&atilde;o, mas devemos assumir as consequ&ecirc;ncias dos pr&oacute;prios atos.</p> <p>As op&ccedil;&otilde;es do passado influenciam decisivamente o presente. Dessa forma, vivemos no ambiente que ajudamos a construir.</p> <p>Quem nasce em um meio social bem estruturado, certamente teve algu&eacute;m que colaborou para que ele assim se tornasse.</p> <p>Se o mundo que nos rodeia n&atilde;o &eacute; agrad&aacute;vel, constitui nosso dever agir para torn&aacute;-lo melhor.</p> <p>Muitas vezes colocamos a culpa do caos social na falta de atua&ccedil;&atilde;o precisa das gera&ccedil;&otilde;es passadas. Ocorre, por&eacute;m, que n&oacute;s mesmos deixamos de buscar alternativas para melhorar a nossa realidade.</p> <p>Se ontem agimos de forma indigna e ego&iacute;sta, hoje experimentamos o resultado desse agir.</p> <p>Assim, &eacute; importante assumir o papel que nos cabe na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade melhor.</p> <p>&Eacute; de nosso interesse direto que nossa cidade, estado e pa&iacute;s melhorem, que as criaturas que nos rodeiam evoluam, em todos os sentidos.</p> <p>Muitas vezes, ouvimos com desinteresse not&iacute;cias relativas ao meio ambiente.</p> <p>Equivocadamente, pensamos que isso n&atilde;o nos diz respeito. Afinal, estaremos mortos h&aacute; muito tempo quando n&atilde;o houver mais &aacute;gua no planeta ou o ar se tornar dif&iacute;cil de respirar.</p> <p>Trata-se de um erro enorme de planejamento.</p> <p>N&atilde;o nos atentamos que nossas a&ccedil;&otilde;es e omiss&otilde;es produzir&atilde;o um efeito.</p> <p>Devemos cuidar do planeta, educar as pessoas, vigiar o governo.</p> <p>As gera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o solid&aacute;rias, muito mais do que pensamos.</p> <p>Pensemos na heran&ccedil;a que estamos deixando para as gera&ccedil;&otilde;es futuras ..</p> <p>Sim, pense nisso..</p> <p>Mas, pense agora.</p> <p><em><strong>(*) Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso baseado em texto do Momento Esp&iacute;rita, em 1&ordm;.12.2020.</strong></em></p>

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO
27 Jan 20224:15EP 1755

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO

<p>Cidadania e respeito ao pr&oacute;ximo</p> <p>Existem situa&ccedil;&otilde;es nas quais passamos no dia-a-dia capazes de nos fazer refletir. O que demonstramos com nossas atitudes? O que as pessoas observam em n&oacute;s e o que percebemos nelas?<br /> &nbsp;<br /> Clara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milh&otilde;es de pessoas dividem o espa&ccedil;o em movimentadas ruas.<br /> &nbsp;<br /> Todos os dias, na hora do almo&ccedil;o, ela anda seis quadras at&eacute; o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, at&eacute; h&aacute; poucos meses, havia sem&aacute;foro para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava.<br /> &nbsp;<br /> H&aacute; poucos meses, viu, com alegria, a instala&ccedil;&atilde;o de novos sem&aacute;foros para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto.<br /> &nbsp;<br /> Mas, os sinais de tr&acirc;nsito n&atilde;o eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Ela pensava: &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de tempo... logo todos v&atilde;o prestar aten&ccedil;&atilde;o.<br /> &nbsp;<br /> V&aacute;rias semanas depois, Clara percebeu que as pessoas, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem seguran&ccedil;a. Chegou a observar uma jovem, com um beb&ecirc; no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada.<br /> &nbsp;<br /> Dia desses Clara resolveu contar o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclus&atilde;o foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos!<br /> &nbsp;<br /> E, por t&atilde;o pouco, as pessoas arriscavam tanto...<br /> Ela pensou em escrever para o departamento respons&aacute;vel pelo tr&acirc;nsito e solicitar uma campanha de educa&ccedil;&atilde;o aos pedestres. Mas, logo pensou: o cidad&atilde;o tamb&eacute;m deve fazer a sua parte!<br /> &nbsp;<br /> Ela continuou a esperar, pacientemente, a vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a &uacute;nica pessoa a respeitar o sinal.<br /> &nbsp;<br /> *&nbsp;&nbsp; *&nbsp;&nbsp; *<br /> &nbsp;<br /> Muito se fala em cidadania. &Eacute; quando o cidad&atilde;o possui e exerce os direitos civis e pol&iacute;ticos de um Estado.<br /> &nbsp;<br /> Falar em direitos &eacute; sempre agrad&aacute;vel a qualquer indiv&iacute;duo, e, sem d&uacute;vida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente.<br /> &nbsp;<br /> Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade ser&aacute; um caos.<br /> &nbsp;<br /> Em um pa&iacute;s todos est&atilde;o sujeitos &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o que &eacute; a Carta que dita deveres e direitos a todos os cidad&atilde;os.<br /> &nbsp;<br /> Temos sim, portanto, deveres para com o pr&oacute;ximo. E o pr&oacute;ximo &eacute; nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho.<br /> &nbsp;<br /> *&nbsp;&nbsp; *&nbsp;&nbsp; *<br /> &nbsp;<br /> E voc&ecirc;? Como voc&ecirc; age no dia a dia? Como aqueles que s&oacute; pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolu&ccedil;&atilde;o moral de conhecer e cumprir seus deveres?<br /> &nbsp;<br /> Como voc&ecirc; se comporta diariamente?<br /> &nbsp;<br /> Reflita com carinho e voc&ecirc; concluir&aacute; que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o pr&oacute;ximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda n&atilde;o o fa&ccedil;am.<br /> &nbsp;<br /> Pense Nisso&hellip;<br /> Mas&hellip; pense agora.<br /> &nbsp;<br /> &nbsp;<br /> Pense Nisso com base no texto do Momento Esp&iacute;rita, em 23/03/21</p>

GENTILEZA VIRILIZADA
26 Jan 20224:49EP 1754

GENTILEZA VIRILIZADA

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

FUGINDO DA VERDADE
25 Jan 20224:49EP 1753

FUGINDO DA VERDADE

<p><strong>&nbsp;Fugindo da Verdade</strong><br /> <br /> A pintura &ldquo;A Verdade Saindo do Po&ccedil;o&rdquo; de Jean-L&eacute;on G&eacute;r&ocirc;me, escultor e pintor franc&ecirc;s, est&aacute; ligada a uma par&aacute;bola do s&eacute;culo 19.<br /> <br /> Segundo essa par&aacute;bola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia.<br /> <br /> A Mentira diz &agrave; Verdade: &quot;Hoje &eacute; um dia maravilhoso!&quot;<br /> <br /> A Verdade olha para os c&eacute;us e suspira, pois, o dia era realmente lindo.<br /> <br /> Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um po&ccedil;o. A Mentira diz &agrave; Verdade: &ldquo;A &aacute;gua est&aacute; muito boa, vamos tomar um banho juntas! &rdquo;<br /> <br /> A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a &aacute;gua e descobre que realmente, a &aacute;gua est&aacute; muito gostosa.<br /> Elas se despiram e come&ccedil;aram a tomar banho.<br /> <br /> De repente, a Mentira sai da &aacute;gua, veste as roupas da Verdade e foge.<br /> <br /> A Verdade, furiosa, sai do po&ccedil;o e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta.<br /> O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.<br /> <br /> A pobre Verdade volta ao po&ccedil;o e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha.<br /> <br /> Desde ent&atilde;o, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo n&atilde;o nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.&quot;<br /> <br /> Bertrand Russel, um dos mais preeminentes pensadores do s&eacute;culo 20, escreveu em seu dec&aacute;logo: &ldquo; Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois ser&aacute; mais inconveniente se tentares escond&ecirc;-la.&rdquo;<br /> <br /> Em nossos dias, o que menos se quer &eacute; a, entre aspas, &ldquo;inconveni&ecirc;ncia&rdquo; da verdade. Vivemos, atrav&eacute;s dos eufemismos, para que, quem sabe, possamos suavizar, ou at&eacute; mesmo, evitar a verdade. Mentimos pra n&oacute;s mesmos.<br /> <br /> Procuramos nas futilidades algo que nos distraia e que nos mantenha em nossa confort&aacute;vel e consoladora &ldquo;matrix&rdquo;.<br /> <br /> A fuga da realidade &eacute; um mecanismo de defesa a que muitas pessoas recorrem como uma forma de evitar determinados sofrimentos. Entretanto, na verdade este comportamento &eacute; uma esp&eacute;cie de paliativo, pois por mais que num primeiro momento pare&ccedil;a que a dor ir&aacute; diminuir; fugir da verdade n&atilde;o &eacute; o melhor caminho, j&aacute; que os problemas ser&atilde;o apenas abafados por um tempo e continuar&atilde;o ali, sem uma solu&ccedil;&atilde;o definitiva.<br /> <br /> O ideal &eacute; buscar for&ccedil;as para enfrentar este desconforto, conseguir se libertar e encontrar sua felicidade.<br /> <br /> E voc&ecirc;, como est&aacute; a sua rela&ccedil;&atilde;o com a verdade? Acredita que j&aacute; recorreu ao mecanismo de fuga como forma de se proteger? Reflita! Por fim, busque seu autoconhecimento de modo a entender como os acontecimentos e experi&ecirc;ncias passadas influenciam os seus sentimentos e comportamentos atuais. Isto &eacute; indispens&aacute;vel para voc&ecirc; viver sua realidade sem atalhos e para conquistar uma vida mais plena, madura e verdadeira.<br /> <br /> Lembremos: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertar&aacute;.<br /> <br /> Libertar&aacute; da dor maior, do sofrimento insano, da incerteza, da desespera&ccedil;&atilde;o, acendendo luzes de esperan&ccedil;a em sua vida.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 03.12.2018.</em></div>

PEDRAS E PÃES
24 Jan 20225:08EP 1752

PEDRAS E PÃES

<p>PEDRAS E P&Atilde;ES<br /> <br /> Conta-se que Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires viveu para servir. Era portugu&ecirc;s, da cidade de Braga.<br /> Certa feita, na comunidade em que oferecia do seu trabalho, resolveram construir uma catedral monumental. Um templo de grandes propor&ccedil;&otilde;es, que pudesse abrigar multid&otilde;es.<br /> Para isso, os nobres se reuniram e acertaram de, anualmente, contribu&iacute;rem com elevadas somas.<br /> Come&ccedil;ou a constru&ccedil;&atilde;o. Ergueram-se as colunas, as paredes, chegou-se ao teto.<br /> Foi ent&atilde;o que Frei Bartolomeu percebeu que uma crise havia chegado ao pa&iacute;s, atingindo o povo. Os menos favorecidos lutavam contra a fome, a mis&eacute;ria, as doen&ccedil;as.<br /> Como chefe daquela comunidade religiosa, ele tinha &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o todo aquele dinheiro arrecadado, cuja administra&ccedil;&atilde;o lhe competia. Especialmente, &eacute; claro, para a constru&ccedil;&atilde;o da catedral.<br /> Naquele ano, ele deixou a catedral parada. Ela tinha teto, pensou. Podia esperar.<br /> Os nobres, no entanto, prosseguiram a entregar elevadas somas. No segundo ano, a constru&ccedil;&atilde;o continuou parada. Tamb&eacute;m no terceiro, no quarto, no quinto.<br /> Dez anos depois, a catedral estava do mesmo jeito. Nada de ficar pronta.<br /> Embora confiassem em Frei Bartolomeu, os nobres se reuniram, organizaram uma comiss&atilde;o e seis deles foram conversar com o Frei.<br /> Amigo de todos, ele os recebeu fraternalmente e os escutou. Por fim, respondeu:<br /> De acordo com a minha contabilidade, h&aacute; mais de duas mil fam&iacute;lias em necessidade. Como pai espiritual de todas elas, n&atilde;o posso permitir que meus filhos passem fome. Tudo tem sido gasto com a nossa pr&oacute;pria gente.<br /> Um deles disse: Mas Frei, est&aacute; certo que o senhor ajude essas criaturas. Poderia retirar uma pequena percentagem da soma que lhe entregamos.<br /> O velho Frei suspirou, ergueu os ombros, uniu as m&atilde;os e respondeu:<br /> Os senhores me fazem uma proposta muito curiosa. Vejam bem. L&ecirc;-se no Evangelho que Jesus no deserto foi convidado a transformar pedras em p&atilde;es.<br /> Os senhores, entretanto, est&atilde;o me pedindo justamente o contr&aacute;rio: que eu transforme p&atilde;es em pedras.<br /> * * *<br /> Tinha raz&atilde;o o pastor daquelas almas. A vida humana nos merece todo respeito.<br /> Em se falando sobre direito, o primeiro de toda criatura &eacute; o de viver.<br /> Portanto, alimentar corpos, prover as necessidades b&aacute;sicas dos nossos irm&atilde;os se constitui n&atilde;o em caridade, mas em dever de irm&atilde;o para com seu irm&atilde;o.<br /> * * *<br /> Toda a moral se resume na caridade e na humildade, isto &eacute;, nas duas virtudes contr&aacute;rias ao ego&iacute;smo e ao orgulho.<br /> No que diz respeito &agrave; caridade, e aqui n&atilde;o importa se voc&ecirc; tem, ou n&atilde;o, uma cren&ccedil;a religiosa, o evangelho de Mateus coloca claramente como condi&ccedil;&atilde;o absoluta da felicidade:<br /> Vinde, benditos de meu pai, possu&iacute; por heran&ccedil;a o reino que vos est&aacute; preparado desde a funda&ccedil;&atilde;o do mundo.<br /> Porque tive fome, e me destes de comer. Tive sede, e me destes de beber. Era estrangeiro, e me hospedastes.<br /> Estava nu, e me vestistes. Adoeci, e me visitastes. Estive na pris&atilde;o, e me fostes ver.<br /> Em verdade vos digo que quando o fizestes a um desses meus pequeninos irm&atilde;os, a mim o fizestes.<br /> E sintetizando a li&ccedil;&atilde;o, Jesus recomendou: Amai-vos uns aos outros. Praticai o bem sem ostenta&ccedil;&atilde;o. Fazei aos outros o que querer&iacute;eis que vos fizessem.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com transcri&ccedil;&atilde;o do<br /> Evangelho de Mateus, cap. 25, vers&iacute;culos 34 a 36 e 40.<br /> Em 07.6.2017.</em></div>

DEPRECIAÇÃO
22 Jan 20225:32EP 1751

DEPRECIAÇÃO

<p>&nbsp;Deprecia&ccedil;&atilde;o<br /> <br /> <br /> Um texto, que pode n&atilde;o ser t&atilde;o novo, est&aacute; circulando pela internet e sendo compartilhado aos montes. Nele, uma mulher bonita envia uma carta para uma central de relacionamentos em busca de um homem milion&aacute;rio. O anuncio da jovem diz assim:<br /> &ldquo;Ol&aacute;!<br /> Antes de come&ccedil;ar, posso afirmar que sou uma pessoa muito bonita (eu diria linda, de verdade), 25 anos, bem educada e eu tenho classe. Quero me casar com algu&eacute;m que ganhe no m&iacute;nimo meio milh&atilde;o de d&oacute;lares por ano.<br /> Existe algum homem assim a&iacute;, que ganhe US$ 500.000 ou mais? Quem sabe a esposa de algu&eacute;m que ganhe acima desse valor pudesse me dar alguns conselhos.<br /> Eu estive envolvida com homens que ganhavam at&eacute; US$ 250 mil. E US$ 250 mil n&atilde;o vai me fazer morar no Central Park West.<br /> Conheci uma mulher, na minha classe de yoga, que se casou com um banqueiro e hoje ela vive em Tribeca. E ela n&atilde;o &eacute; t&atilde;o bonita ou inteligente quanto eu. Ent&atilde;o, o que ela tem que eu n&atilde;o tenho? Como posso chegar ao n&iacute;vel dela?<br /> Rafaela S.&rdquo;<br /> A resposta veio rapidamente, com uma surpresa. Quem respondeu o an&uacute;ncio foi, na verdade, um milion&aacute;rio interessado, mas provavelmente n&atilde;o do jeito que a jovem esperava.<br /> Com muita ousadia, o homem usou seu conhecimento nos neg&oacute;cios para oferecer a jovem um contrato, que segundo ele, seria bom para ambos.<br /> Veja a carta enviada pelo milion&aacute;rio:<br /> &ldquo;Ol&aacute;, querida Rafaela.<br /> Eu li sua carta com grande interesse, pensei cuidadosamente em seu caso e fiz uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o. Primeiro, eu n&atilde;o posso ficar perdendo tempo, j&aacute; que eu trabalho bastante e ganho mais de US$ 500 mil por ano. Dito isto, considero os fatos da seguinte forma: O que voc&ecirc; oferece, visto da perspectiva de um homem como voc&ecirc; quer, &eacute; simplesmente um p&eacute;ssimo neg&oacute;cio.<br /> Aqui est&aacute; o motivo: Deixando de lado rodeios, o que propomos &eacute; um neg&oacute;cio simples: voc&ecirc; coloca sua beleza f&iacute;sica e eu coloco o dinheiro.<br /> Proposta clara, sem recessos. No entanto, h&aacute; um problema. Certamente, sua beleza vai desaparecer e, um dia, isso vai acabar e, muito provavelmente, o meu dinheiro vai continuar crescendo.<br /> Assim, em termos econ&ocirc;micos, voc&ecirc; &eacute; um ativo que sofre deprecia&ccedil;&atilde;o e eu sou um ativo que paga dividendos.<br /> Esclarecendo ainda mais, voc&ecirc; tem hoje 25 anos e vai continuar a ser bonita durante os pr&oacute;ximos 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano e, de repente, quando for voc&ecirc; comparar com uma foto de hoje, ver&aacute;s que j&aacute; n&atilde;o estas t&atilde;o bela.<br /> Isto significa que agora voc&ecirc; est&aacute; &ldquo;up&rdquo; no momento ideal para ser vendida, n&atilde;o para ser comprada.<br /> Usando a linguagem de Wall Street, agora voc&ecirc; est&aacute; em &ldquo;posi&ccedil;&atilde;o de negocia&ccedil;&atilde;o&rdquo; (posi&ccedil;&atilde;o para comercializar), n&atilde;o de &ldquo;buy and hold&rdquo; (comprar e manter), que &eacute; o que voc&ecirc; est&aacute; oferecendo.<br /> Portanto, ainda em termos comerciais, o casamento (que para voc&ecirc; &eacute; um &ldquo;comprar e manter&rdquo;) n&atilde;o &eacute; um bom neg&oacute;cio a m&eacute;dio e longo prazo, mas o aluguel pode ser comercialmente, um negocio razo&aacute;vel para n&oacute;s dois discutirmos.<br /> Acho que, por auto certificar como &ldquo;bem educada, elegante e maravilhosamente bonita&rdquo;, gostaria de ser um prov&aacute;vel futuro locat&aacute;rio dessa &ldquo;m&aacute;quina&rdquo;. Por&eacute;m, como &eacute; uma pr&aacute;tica comum nos neg&oacute;cios, gostaria tamb&eacute;m de fazer um teste ou como voc&ecirc; preferir um &ldquo;test drive &hellip;&rdquo; para concretizar o neg&oacute;cio.<br /> Em suma: J&aacute; que seu neg&oacute;cio pode ter uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o crescente, ent&atilde;o, eu sugiro alug&aacute;-la no momento em que o material est&aacute; em bom uso. Espero not&iacute;cias suas. Me despe&ccedil;o cordialmente.<br /> Atenciosamente: Um milion&aacute;rio&rdquo;<br /> <br /> Caros ouvintes, o relato que acabamos de ouvir, nos convida para uma reflex&atilde;o mais profunda sobre a auto deprecia&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Ser&aacute; isso uma vida boa? Vale a pena trocar a tranquilidade de uma vida simples pelo conforto que custa a paz &iacute;ntima?<br /> Ser&aacute; esse o nosso ideal de vida? Valer&aacute; a pena?<br /> Certamente que n&atilde;o.<br /> N&atilde;o h&aacute; riqueza que possa pagar por sentimentos reais, pelas pequenas alegrias da fam&iacute;lia.<br /> N&atilde;o. A felicidade, definitivamente, n&atilde;o est&aacute; no dinheiro. Ela est&aacute;, gloriosa, na consci&ecirc;ncia tranquila, nos pequenos prazeres que s&atilde;o fruto do amor, numa vida feita de trabalho e de sonhos.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> com base em um post<br /> no Facebook.</p>

AMOR SENTIMENTAL
21 Jan 20224:42EP 1750

AMOR SENTIMENTAL

<p><strong>&nbsp;Amor sentimental</strong><br /> <br /> <br /> Quantas vezes voc&ecirc; mulher, olhou para o seu companheiro e n&atilde;o se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; rom&acirc;ntico, seguro, observador...<br /> E voc&ecirc; marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com rela&ccedil;&atilde;o a sua esposa.Ah se ela fosse mais magra, ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente.Tal como a personagem do filme.<br /> Fantasias.Devaneios.Utopias.<br /> A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior gl&oacute;ria: Gilda.<br /> Dali em diante foi sempre dif&iacute;cil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> O que a famosa atriz queria dizer &eacute; que os homens n&atilde;o conseguiam v&ecirc;-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. &Eacute; o amor que s&oacute; &eacute; experimentado em fantasia e n&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es concretas com a pessoa, que &eacute; real.<br /> Assim, homens e mulheres, que n&atilde;o se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfa&ccedil;&atilde;o no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e can&ccedil;&otilde;es de amor.<br /> Comovem-se at&eacute; &agrave;s l&aacute;grimas quando participam da feliz ou infeliz hist&oacute;ria de amor do casal, na tela, como se fosse a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria.<br /> As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude rom&acirc;ntica e nada recebem, escolhem como seu ideal o gal&atilde; da telenovela da atualidade.<br /> Sim, aquele &eacute; um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar &agrave; companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> Assim tamb&eacute;m o homem que v&ecirc; no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna &agrave; sua vida real, se torna frio.<br /> No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, n&atilde;o em receber.<br /> E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar n&atilde;o est&aacute; nas coisas materiais, est&aacute; em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> Dar da sua alegria, da sua compreens&atilde;o, da sua aten&ccedil;&atilde;o, da sua tristeza, enfim, de todas as express&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es daquilo que vive em si.<br /> * * *<br /> Diferentemente do amor &ndash;paix&atilde;o, o amor sublime &eacute; de ess&ecirc;ncia divina. Todos os homens, do primeiro ao &uacute;ltimo, t&ecirc;m, no fundo do cora&ccedil;&atilde;o, a centelha desse fogo sagrado.<br /> O amor &eacute; o mais elevado dos sentimentos. &Eacute; esse sol interior que re&uacute;ne em seu ardente foco todas as aspira&ccedil;&otilde;es sobre-humanas.<br /> Quem ama encontra, todos os dias, raz&otilde;es para a pr&oacute;pria felicidade que &eacute;, em s&iacute;ntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do<br /> livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do<br /> cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed.<br /> Feb.<br /> Em 06.7.2012</em></div>

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00