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PODCAST · 3277 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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INDAGAÇÕES
16 Fev 20223:48EP 1773

INDAGAÇÕES

<p>&nbsp;INDAGA&Ccedil;&Otilde;ES<br /> <br /> Voc&ecirc; acredita na vit&oacute;ria do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso?<br /> Admite voc&ecirc; a sua capacidade de errar a fim de aprender ou, acaso, se julga infal&iacute;vel?<br /> Se estamos positivamente ao lado do bem, que estamos aguardando para cooperar em benef&iacute;cio dos outros?<br /> Nas horas de crise voc&ecirc; se coloca no lugar da pessoa em dificuldade?<br /> E se a criatura enganada pela sombra fosse um de n&oacute;s?<br /> Se voc&ecirc; diz que n&atilde;o perdoa a quem lhe ofende, porventura cr&ecirc; que amanh&atilde; n&atilde;o precisar&aacute; do perd&atilde;o de algu&eacute;m?<br /> Voc&ecirc; est&aacute; ajudando a extinguir os males do caminho ou est&aacute; agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas?<br /> Irrita&ccedil;&atilde;o ou amargura, algum dia, ter&atilde;o rendido paz ou felicidade para voc&ecirc;?<br /> Que mais lhe atrai na conviv&ecirc;ncia com o pr&oacute;ximo: a carranca negativa ou o sorriso de anima&ccedil;&atilde;o?<br /> Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se voc&ecirc; traz a consci&ecirc;ncia tranquila?<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, ser&aacute; que temos vivido, at&eacute; agora, sem incomodar a ningu&eacute;m?<br /> Voc&ecirc; acredita que algu&eacute;m pode achar a felicidade admitindo-se infeliz?<br /> * * *<br /> <br /> &Eacute; necess&aacute;rio refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida realmente.<br /> &Eacute; necess&aacute;rio pensar diariamente sobre o Universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de n&oacute;s.<br /> Olhemos ao nosso redor: tudo est&aacute; onde deveria estar. E n&oacute;s? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso for&ccedil;as para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo &eacute; um grande processo de aprendizado?<br /> N&atilde;o somos um acidente de percurso, como pode at&eacute; nos ter sido dito, mencionando uma poss&iacute;vel gravidez inesperada.<br /> Assim, n&atilde;o gastemos nosso tempo com futilidades. N&atilde;o nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. N&atilde;o abdiquemos das oportunidades que a vida nos d&aacute; para entender melhor as quest&otilde;es importantes para nosso desenvolvimento.<br /> Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Pe&ccedil;amos ajuda antes de tomar decis&otilde;es importantes.<br /> Indaguemo-nos. Autoconhe&ccedil;amo-nos. N&atilde;o aceitemos verdades sem antes uma an&aacute;lise minuciosa.<br /> As respostas sempre vir&atilde;o para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos; para os que n&atilde;o pensamos apenas em n&oacute;s mesmos, egoisticamente; para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 35,<br /> drancisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Comunh&atilde;o Esp&iacute;rita Crist&atilde;.<br /> Em 01.o livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia<br /> de F4.</em></div>

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR
15 Fev 20224:32EP 1772

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR

<p>&nbsp; FUI AJUDA-LO A CHORAR<br /> <br /> Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?<br /> Voc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m &agrave; sua volta que precisa de ajuda?<br /> Ou voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las, ou pelo menos n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o?<br /> H&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era: A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros.<br /> O vencedor foi um menino cujo vizinho &ndash; um senhor de mais de oitenta anos &ndash; acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.<br /> Quando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.<br /> Nada. &ndash; Disse o menino &ndash; Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter do&iacute;do muito. Eu fui apenas ajud&aacute;-lo a chorar.<br /> * * *<br /> A pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos.<br /> Geralmente costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes, ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar.<br /> Para muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos, e que os outros s&atilde;o menos importantes.<br /> Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.<br /> N&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravesse.<br /> Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com voc&ecirc;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> Muitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.<br /> Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m.<br /> N&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os, para conseguir ajudar.<br /> Os verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que t&ecirc;m, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.<br /> Voc&ecirc; sabia?<br /> Voc&ecirc; sabia que n&atilde;o precisamos dizer Meus p&ecirc;sames, &agrave;s pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?<br /> O dicion&aacute;rio nos diz que a palavra p&ecirc;sames, significa pesar pelo falecimento ou infort&uacute;nio de algu&eacute;m. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, j&aacute; que aprendemos a compreender a morte, n&atilde;o como um desastre, um infort&uacute;nio, e sim uma passagem, uma mudan&ccedil;a na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.<br /> N&atilde;o nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> &nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se<br /> preocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo<br /> Coelho, ed. Globo.<br /> Em 25.10.2013.</em></div>

ACEITAÇÃO
12 Fev 20224:24EP 1770

ACEITAÇÃO

<p>ACEITA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Vai chegar um momento em sua vida, que voc&ecirc; vai estar diante de um espelho e pensar: Putz, eu tenho mais passado que futuro&rdquo;. Isso acontece, geralmente, l&aacute; pelos 50 anos de idade.<br /> Ent&atilde;o... o que fazer quando descobrimos que somos mortais?<br /> Que estamos mais limitados fisicamente?<br /> A mem&oacute;ria come&ccedil;a a nos trair...a libido diminui ...os cabelos ficam mais ralos; isso quando n&atilde;o resolvem simplesmente sumirem da nossa cabe&ccedil;a.<br /> O que fazer, quando descobrimos que n&atilde;o temos mais o mesmo vigor sexual?<br /> A resposta chave &eacute;: aceita&ccedil;&atilde;o.<br /> Quando voc&ecirc; passa a aceitar, voc&ecirc; come&ccedil;a a ter paz.<br /> Aceitar os seus limites... aceitar o tempo...aceitar que j&aacute; passou a tua fase, e que uma nova fase esta come&ccedil;ando. Voc&ecirc; tem que entender, que tudo muda...que o pr&oacute;prio universo est&aacute; em constante mudan&ccedil;a...em constante transforma&ccedil;&atilde;o. Gente que vai passando...gente que vem chegando. Ideias e conceitos que v&atilde;o sendo ultrapassados e substitu&iacute;dos por novos vislumbres.<br /> Da mesma forma que chegamos com novas ideias, com o tempo, outros chegar&atilde;o para nos substituir e levar adiante as mudan&ccedil;as que nos iniciamos. Mas talvez o que mais nos incomoda, &eacute; que muitas vezes essas novas ideias s&atilde;o bem melhores do que aquelas que tivemos. Mas n&atilde;o dever&iacute;amos nos sentir incomodados. Visto que, &eacute; preciso que isso aconte&ccedil;a para que os nossos filhos e netos tenham um mundo melhor. Muito melhor que aquele que ajudamos a construir no passado.<br /> H&aacute; duas coisas que nos faz sofrer: o existir e o deixar de existir.<br /> Esse sofrimento acontece porque n&oacute;s n&atilde;o aceitamos as ordens das coisas. Tudo na vida muda e passa. Inclusive a nossa pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia.<br /> Se voc&ecirc; n&atilde;o aceitar isso, voc&ecirc; vai sofrer pra burro. Voc&ecirc; vai bater a cabe&ccedil;a, se descabelar, entrar em depress&atilde;o e deixar de viver o que de melhor lhe resta da vida...sem frescuras e com muita simplicidade. Porque a simplicidade &eacute; o &uacute;ltimo grau da sofistica&ccedil;&atilde;o.<br /> Se algu&eacute;m lhe falar que voc&ecirc; est&aacute; velho, aceite.<br /> E diga para essa pessoa, que ela vai ter que lhe aguentar. Porque voc&ecirc; vai cantar, andar de bicicleta, jogar o seu charme pra algu&eacute;m...flertar com esse algu&eacute;m.<br /> Outra coisa, quando voc&ecirc; chegar aos 50 anos, baixe uma medida provis&oacute;ria, que passar&aacute; a ser uma medida definitiva. Neste decreto deixe bem explicito: daqui pra frente, ser&atilde;o os melhores anos da minha vida.<br /> Quando voc&ecirc; decreta, que de fato, ser&atilde;o os melhores anos de sua vida, voc&ecirc; come&ccedil;a a fazer que isso aconte&ccedil;a de verdade. Mas lembre-se: isso s&oacute; come&ccedil;a a acontecer quando voc&ecirc; tem a aceita&ccedil;&atilde;o como a for&ccedil;a motriz da sua vida. E n&atilde;o leve a vida muito a s&eacute;rio, voc&ecirc; n&atilde;o vai sair vivo dela...e quer saber de uma coisa? &ndash; Vai ser feliz!<br /> <br /> E pra encerrar o pense nisso uma frase de John lennon: - &ldquo;Life, is what happens to you while you make plans for her.&rdquo;<br /> Traduzindo: vida, &eacute; o que acontece com voc&ecirc;, enquanto voc&ecirc; faz planos pra ela.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 17.03.2017.</p>

VELOCIDADE MÁXIMA
11 Fev 20224:43EP 1769

VELOCIDADE MÁXIMA

<p><strong>Velocidade M&aacute;xima</strong><br /> <br /> <br /> <br /> O escritor portugu&ecirc;s Jos&eacute; Saramago escreveu: N&atilde;o ter pressa n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com n&atilde;o perder tempo.<br /> Mas, hoje, o que mais se exige &eacute; rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade, &eacute; preciso pensar r&aacute;pido, agir r&aacute;pido para n&atilde;o perder neg&oacute;cios, para n&atilde;o perder audi&ecirc;ncia, para n&atilde;o perder mercado de trabalho.<br /> No mundo dos executivos, ao contr&aacute;rio da realidade do tr&acirc;nsito, n&atilde;o h&aacute; limite de velocidade. A multa &eacute; alta para quem anda lento. A ordem &eacute; &eacute; ser &ldquo;The Flash&rdquo;.<br /> Para esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o sem&aacute;foro abrir, o autoatendimento banc&aacute;rio lhes fornecer as informa&ccedil;&otilde;es de que necessitam.<br /> S&atilde;o pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta &eacute; executar projetos, ler apenas livros t&eacute;cnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais &eacute; desperd&iacute;cio.<br /> E, no entanto, a vida &eacute; feita de pequenas coisas.<br /> Felizes s&atilde;o aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imagina&ccedil;&atilde;o. Aqueles que t&ecirc;m tempo para um sorriso ao desconhecido que est&aacute; na fila, logo atr&aacute;s, esperando sua vez para ser atendido.<br /> Os que, em vez de engolirem um sandu&iacute;che r&aacute;pido no escrit&oacute;rio, preferem almo&ccedil;ar com um amigo, com calma, bater um papo descontra&iacute;do. Ou melhor, ir at&eacute; em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a fam&iacute;lia se re&uacute;ne em volta da mesa.<br /> Essas pessoas n&atilde;o costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar.<br /> Quando viajam, v&atilde;o com calma. N&atilde;o t&ecirc;m hora para chegar. Como as crian&ccedil;as, a quem o fazer &eacute; mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com o vendedor, que sempre tem hist&oacute;rias para contar. Hist&oacute;rias de vida. Experi&ecirc;ncias importantes.<br /> Quando descobrem uma paisagem bonita, param para apreci&aacute;-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento m&aacute;gico. Chegam ao destino com maior disposi&ccedil;&atilde;o e alegria.<br /> Esses s&atilde;o os que adotam a filosofia de que menos &eacute; mais. Menos velocidade &eacute; mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza.<br /> Menos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a fam&iacute;lia. Tirando levemente o p&eacute; do acelerador das suas vidas t&ecirc;m mais tempo para ouvir m&uacute;sica, ler algo mais al&eacute;m do que a profiss&atilde;o lhes exige, assistir um filme, meditar.<br /> Em s&iacute;ntese, t&ecirc;m mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade m&aacute;xima permitida para ser feliz &eacute; aquela que n&atilde;o nos deixa esquecer de que, al&eacute;m dos neg&oacute;cios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante &eacute; a vida em si mesma.<br /> * * *<br /> Viver &eacute; uma arte. Por isso, todo momento se faz importante.<br /> Tamb&eacute;m todas as experi&ecirc;ncias do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas retirando o m&aacute;ximo de proveito, deve ser a meta do homem s&aacute;bio.<br /> Isto significa aproveitar bem a vida. N&atilde;o desperdi&ccedil;ar nenhuma de suas oportunidades.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto Velocidade m&aacute;xima, publicado na revista Exame, de 15.12.1999.<br /> Em 22.06.2017.</em></div> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p>

UM AMOR ESPECIAL
10 Fev 20225:58EP 1768

UM AMOR ESPECIAL

<p><strong>&nbsp;Um amor especial</strong><br /> <br /> <br /> Quando J&eacute;ssica veio ao mundo, trazia a cabe&ccedil;a amassada e os tra&ccedil;os deformados, devido ao parto dif&iacute;cil vivido por sua m&atilde;e.<br /> Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado.<br /> Todos tinham a mesma rea&ccedil;&atilde;o, menos a sua av&oacute;. Quando a viu, a tomou nos bra&ccedil;os, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele beb&ecirc;, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda.<br /> No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor m&uacute;tuo, profundo, passou a ser compartilhado.<br /> Quando a av&oacute; recebeu o diagn&oacute;stico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a fam&iacute;lia se tornou especialista no assunto.<br /> Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo.<br /> Come&ccedil;ou a falar em fragmentos. Depois, o n&uacute;mero de palavras foi ficando sempre menor, at&eacute; n&atilde;o dizer mais nada.<br /> Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu fun&ccedil;&otilde;es vitais e ela foi removida, a conselho m&eacute;dico, para uma cl&iacute;nica de doentes terminais.<br /> J&eacute;ssica insistiu para ir v&ecirc;-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a av&oacute; Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama.<br /> O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida.<br /> Lentamente, J&eacute;ssica se sentou &agrave; sua frente. Tomou a sua m&atilde;o esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma.<br /> Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que n&atilde;o a conseguia controlar. Ent&atilde;o, aconteceu...<br /> A m&atilde;o da av&oacute; foi se fechando em torno da m&atilde;o da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: J&eacute;ssica.<br /> A garota tremeu. O seu nome. A av&oacute; tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela?<br /> Naquele momento, a impress&atilde;o que J&eacute;ssica teve foi que um filme era exibido em sua cabe&ccedil;a. Viu e reviu sua av&oacute; nos quatorze recitais de dan&ccedil;a em que ela se apresentou.<br /> Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande.<br /> Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a &aacute;rvore decorada com enfeites luminosos.<br /> Ent&atilde;o J&eacute;ssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou.<br /> Deu-se conta de que ela n&atilde;o assistiria, no corpo, ao seu &uacute;ltimo recital de dan&ccedil;a, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol.<br /> Nunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a &aacute;rvore de Natal. N&atilde;o a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano.<br /> N&atilde;o estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse.<br /> As l&aacute;grimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a av&oacute; havia se sentido no dia em que ela nascera.<br /> A av&oacute; olhara atrav&eacute;s da sua apar&ecirc;ncia, enxergara l&aacute; dentro e vira uma vida.<br /> Lentamente, J&eacute;ssica soltou a m&atilde;o da av&oacute; e enxugou as l&aacute;grimas que molhavam o seu rosto.<br /> Ficou de p&eacute;, inclinou-se para a frente e a beijou.<br /> Num sussurro, disse para a av&oacute;: Voc&ecirc; est&aacute; linda.<br /> * * *<br /> Se desejas ensinar a teu filho o que &eacute; o amor, demonstra-o. N&atilde;o lhe negues a car&iacute;cia, a aten&ccedil;&atilde;o, a palavra.<br /> O que fa&ccedil;as ou digas &eacute; hoje a semeadura farta de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os que o mundo colher&aacute;, no transcurso dos anos dos teus rebentos.<br /> E o mundo te agradecer&aacute;, por teres sido algu&eacute;m que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Linda,<br /> de autoria de J&eacute;ssica Gardner, do livro Hist&oacute;rias para<br /> aquecer o cora&ccedil;&atilde;o dos adolescentes, de Jack Canfield,<br /> Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.<br /> Em 23.10.2017.</em></div> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p>

AFABILIDADE
9 Fev 20224:48EP 1767

AFABILIDADE

<p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;Afabilidade </strong><br /> Todos desejamos ser amados. Mas ser&aacute; que j&aacute; compreendemos a necessidade de sermos am&aacute;veis?<br /> A Hist&oacute;ria nos conta que todos os que foram h&oacute;spedes de Theodore Roosevelt, o presidente americano, ficaram espantados com a extens&atilde;o e a diversidade dos seus conhecimentos.<br /> Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um pol&iacute;tico ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.<br /> E como fazia isso? A resposta &eacute; simples: Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado at&eacute; tarde, na v&eacute;spera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente &agrave;quele h&oacute;spede.<br /> Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes l&iacute;deres, que a estrada real para o cora&ccedil;&atilde;o de um homem &eacute; lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.<br /> O ensa&iacute;sta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta li&ccedil;&atilde;o.<br /> Narra a seguinte experi&ecirc;ncia:<br /> Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.<br /> Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua aten&ccedil;&atilde;o em mim.<br /> Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impress&atilde;o de estar particularmente interessado no mesmo.<br /> Depois que ele saiu, falei vibrante: &ldquo;Que homem!&rdquo;<br /> Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que n&atilde;o entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.<br /> &ldquo;Mas, ent&atilde;o, por que falou todo o tempo sobre barcos?&rdquo;<br /> &ldquo;Porque ele &eacute; um cavalheiro. Viu que voc&ecirc; estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agrad&aacute;vel!&rdquo;<br /> * * *<br /> Inspirados nessas duas ricas experi&ecirc;ncias, indagamos: Ser&aacute; que nos esfor&ccedil;amos para nos tornarmos agrad&aacute;veis aos outros?<br /> Ser&aacute; que encontramos neste mundo cavalheiros com tais caracter&iacute;sticas de altru&iacute;smo e polidez?<br /> S&atilde;o raros, infelizmente. Por isso, a li&ccedil;&atilde;o nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuan&ccedil;a dessa virtude.<br /> Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esfor&ccedil;ar para sermos am&aacute;veis!<br /> A amabilidade &eacute; esta qualidade ou caracter&iacute;stica de quem &eacute; am&aacute;vel, por defini&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; ser polido, cort&ecirc;s, af&aacute;vel. &Eacute; agir com complac&ecirc;ncia.<br /> Desta forma, conclu&iacute;mos que:<br /> A benevol&ecirc;ncia para com os semelhantes, fruto do amor ao pr&oacute;ximo, produz a afabilidade e a do&ccedil;ura, que s&atilde;o a sua manifesta&ccedil;&atilde;o.<br /> * * *<br /> N&atilde;o ser&aacute; porque sorrias a todo instante que conseguir&aacute;s o milagre da fraternidade. A incompreens&atilde;o sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingan&ccedil;a.<br /> N&atilde;o ser&aacute; porque espalhes teus &oacute;sculos com os outros que edificar&aacute;s o teu santu&aacute;rio de carinho. Judas, enganado pelas pr&oacute;prias paix&otilde;es, entregou o Mestre com um beijo.<br /> Por outro lado, n&atilde;o &eacute; porque apregoas a verdade, com rigor, que te far&aacute;s aben&ccedil;oado na vida.<br /> Na alegria ou na dor, no verbo ou no sil&ecirc;ncio, no est&iacute;mulo ou no aviso, acende a luz do amor no cora&ccedil;&atilde;o e age com bondade.<br /> Cultiva a brandura sem afeta&ccedil;&atilde;o. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e af&aacute;vel.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <div><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 6, pt. 2, do livro<br /> Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie,<br /> ed. Companhia Nacional; no item 6, do cap. IX do livro<br /> O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,<br /> ed. FEB e no cap. Afabilidade e do&ccedil;ura, do livro Escr&iacute;nio de luz,<br /> de Francisco C&acirc;ndido Xavier,<br /> ed. O CLARIM.<br /> Em 25.9.2017</em></div> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p>

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