
APRENDER A FLORESCER
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PODCAST · 3277 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Quando me amo...<br /> <br /> Acendo uma luz que clareia meus porões esquecidos, deixando para trás os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Aprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte “potência”, em parte “possibilidade” – aquilo que já sou, aquilo que serei; onde já estou, onde quero estar.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Acolho-me feito mãe acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. Não me engole a culpa; não me desestimula a derrota.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Cuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada – instrumento preciso de trabalho e de vida adorada.<br /> <br /> Cuido também da nutrição da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Vejo minh´alma como a escultura debaixo do mármore de Michelangelo, e entendo que a dor é cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco lá, até que tudo se transforme em belo Davi.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Clareio também a tua face, pois toda luz não fica guardada, não há quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Inspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer.<br /> <br /> Quando me amo...<br /> <br /> Amo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conheço-te melhor também.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> A proposta de vida em torno do amor é das mais belas psicoterapias que existe:<br /> <br /> Amar a vida e ao próximo como a si mesmo, numa trilogia harmônica.<br /> <br /> Como ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos à proposição crítica, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de início, a fim de desenvolver as aptidões que dormem em latência e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias.<br /> <br /> Assim, nosso grande caminho de amor precisa começar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem não consegue amar ao seu próximo e tão pouco amar toda a criação.<br /> <br /> Começamos a jornada dentro de nós, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de nós.<br /> <br /> O autoconhecimento é o meio prático mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir à atração do mal.<br /> E quem trabalha por sua melhora está se autoamando.<br /> <br /> Cada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptidões, e de acumular valores que nos façam pessoas melhores, é autoamor.<br /> <br /> Naturalmente, esse amor a nós mesmos nos conduzirá ao nosso próximo.<br /> <br /> Primeiro, porque o autoamor só se constrói e se vitaliza no encontro.<br /> <br /> Segundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor.<br /> Nossas relações se harmonizam, nosso coração fica em paz, nossas angústias desaparecem.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Que possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que é a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no poema<br /> Quando me amo, de Andrey Cechelero e no cap. 13,<br /> item Amor de plenitude, do livro Amor, Imbatível<br /> Amor, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo<br /> Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 24.4.2014.

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Mulher e dedicação<br /> <br /> Em uma de suas mais famosas canções, o ex-Beatle John Lennon cantou a opressão que vitimava mulheres em todo o Mundo.<br /> Lennon foi assassinado em 1980, mas suas palavras ainda são atuais, nesses dias em que vivemos.<br /> No Brasil, na Arábia ou na Índia. Na antiguidade ou nas metrópoles de hoje.<br /> Em todas as épocas e povos, a mulher sempre teve sua posição atormentada pelas dificuldades do não reconhecimento de seu valor e de seu papel.<br /> Esforça-se, rompe barreiras, mas continua assombrada por um certo desprezo, nascido da aparente fragilidade que carrega.<br /> Em alguns locais o estigma é forte, bem visível, e oprime, fere, humilha.<br /> Em outros, a vida parece um pesadelo com a violência que assusta, com o terror que espalha.<br /> Basta ligar a TV, ou abrir jornais e revistas para ter notícias dos abusos impostos às mulheres.<br /> Vilipendiadas, desrespeitadas, caladas à força, elas prosseguem: carregam famílias, assumem tarefas, adoçam os dias com o mel que só um coração delicado pode oferecer.<br /> Mesmo nos países em que é valorizada, facilmente se percebe um certo desrespeito, um preconceito camuflado em piadas e risos irônicos.<br /> Sem falar nos salários mais baixos, nas avaliações que consideram mais o corpo que a inteligência. Ou você nunca notou?<br /> Por toda a parte em que se vai, basta abrir os olhos e ver as mulheres assinaladas pelo signo da generosidade.<br /> Por mais que trabalhem, sejam bem sucedidas, realizadas, o selo feminino é o da dedicação que não conhece limites.<br /> Quer prova disso? Observe as mães e esposas de atletas e artistas. Quem na maioria das vezes os estimula, torce, sacrifica as horas?<br /> Quem está, invariavelmente, ao lado deles, quando ninguém quer sonhar junto? Quem sempre acredita?<br /> E os filhos deficientes? Você já percebeu a presença materna ali ao lado? Onipresente, forte, protetora.<br /> Todos os estudos na área de deficiência física ou mental revelam que a figura materna, na maioria dos casos, é quem apóia o filho e vai em busca de alternativas, terapias, equipamentos, médicos.<br /> Mão estendida, voz cariciosa, presença constante. Mães, irmãs, avós, esposas, namoradas. Sempre ao lado, de mãos dadas, com brilho nos olhos e força nos braços.<br /> Tanta dedicação muitas vezes tem um preço caro demais. A mulher acostuma-se ao sacrifício o tempo inteiro.<br /> E fica invisível. Passa a fazer parte da paisagem. Ninguém lembra de agradecer, acarinhar, sorrir de volta.<br /> Mas quem disse que ela se abate? Mulher é entidade forte, cheia de graça e de poder, capaz de fazer nascer borboletas. Capaz de fazer brilhar o sol.<br /> * * *<br /> Se nos cabe reconhecer no homem o condutor da Civilização e o mordomo dos patrimônios materiais, na Terra, não podemos esquecer de identificar na mulher o anjo da esperança, ternura e amor.<br /> A missão feminina é espinhosa. Mas, efetivamente, só a mulher tem bastante poder para transformar os espinhos em flores.<br /> Saudemos todas as mulheres, todos os dias.<br /> <br /> Redação equipe Pense Nisso.

<strong> Como se fosse a primeira vez</strong><br /> <br /> Ao retornarem para casa, depois de um dia normal de aula escolar, mãe e filho falavam sobre os acontecimentos daquela tarde.<br /> Durante o trajeto, era costume conversarem sobre amenidades.<br /> Como o fim do ano se aproximava, a mãe resolveu perguntar ao menino qual a impressão que ficara para ele, a respeito dos professores.<br /> O garotinho contou detalhes sobre alguns deles, buscando com cuidado, encontrar palavras que exprimissem suas verdadeiras impressões.<br /> Mas acabou surpreendendo a mãe ao fazer a seguinte observação: Eu gosto mesmo é da professora de História, sabe por quê?<br /> E, sem dar tempo da mãe pensar em algo que justificasse o seu encantamento, ele seguiu com a resposta:<br /> É porque ela trabalha com a nossa turma desde o começo do ano e em todos os dias ela fica tão empolgada e feliz como se fosse o primeiro dia de aula!<br /> * * *<br /> Essa percepção infantil nos leva à reflexão de que, com o passar do tempo, é comum que a maioria de nós diminua o interesse que mostramos, no momento inicial das nossas atividades.<br /> É como se o comodismo fosse um comportamento esperado. E, quando a empolgação inicial por nossos compromissos permanece, trata-se de uma exceção, quando deveria ser o contrário.<br /> Que tal experimentarmos olhar as coisas ao nosso redor como se nunca as tivéssemos visto antes?<br /> Para nos sentirmos motivados a agir assim, basta que recordemos as emoçõesque sentimos quando vivemos boas experiências pela primeira vez.<br /> Quem não se recorda do turbilhão de sentimentos que tomou conta de nossa alma quando nos deparamos, pela primeira vez, com a imensidão do mar?<br /> E o indescritível amor que nos invadiu quando carregamos, pela primeira vez, um filho nos braços?<br /> E a emoção de ter fitado os olhos da pessoa amada, pela primeira vez?<br /> A satisfação pelo primeiro caderno, a felicidade ao concluir as várias etapas escolares, a conquista do primeiro trabalho.<br /> Procuremos nos lembrar dessas boas sensações e mantê-las vivas em nosso íntimo, permitindo que elas nos impulsionem a uma atuação enérgica e dedicada.<br /> Não deixemos que o entusiasmo pela tarefa que abraçamos diminua a cada dia, pois, se assim permitirmos, quando nos dermos conta, estaremos agindo apenas com automatismo e nos sentindo sobrecarregados.<br /> Sigamos o exemplo dessa professora, que consegue transmitir continuamente às crianças, o amor à tarefa e a viva satisfação de ter a oportunidade do trabalho.<br /> Qualquer que seja nossa atividade, busquemos desempenhá-la com dedicação.<br /> Assim agindo, nosso dia se tornará mais agradável e, com certeza, também levaremos leveza e alegria àqueles que nos cercam.<br /> Procuremos fazer com que o prazer em nossas tarefas seja a nossa marca registrada, contagiando, inclusive, aos que nos cercam.<br /> Busquemos olhar as coisas à nossa volta como se fosse a primeira vez.<br /> E verificaremos que isso nos trará certo encantamento.<br /> <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso<br /> Em 4.6.2013</em>.</div>

<strong>Resposta Divina</strong><br /> <br /> Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslováquia. O jovem Arão precisava sustentar a esposa e o filho recém-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a mãe, mas o lucro não era suficiente para sustentar as duas famílias.<br /> Por isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela época havia muita escassez em todos os setores.<br /> A indústria de couros era uma delas. Era muito difícil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papelão e papel e não duravam muito.<br /> O jovem Arão logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de calçados lhe permitiria sustentar com dignidade a família.<br /> Tomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi até a grande cidade e voltou com quinhentos pares de calçados militares fortes, resistentes.<br /> Enorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil pés direitos. Retornou à cidade, procurou o negociante e não o encontrou.<br /> Parecia que ele nunca tinha existido. Arão voltou para sua casa e começou a chorar. A esposa o abraçou e disse: Não desista.<br /> Por fim, ele procurou um homem sábio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse fé. Deus o ajudaria.<br /> Arão obedeceu. Durante vários dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar atenção. E continuava a orar e chorar.<br /> Até que um estranho entrou no templo e também começou a soluçar. Depois a gritar, tão grande era o seu desespero.<br /> Arão pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido.<br /> Bem-vindo, disse. Sinto compaixão do seu sofrimento. Posso ajudar?<br /> Ninguém pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para começar um negócio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o pé esquerdo!<br /> O estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Arão e viu que um brilho alegre dançava neles.<br /> Meu querido amigo! - Disse Arão. Tenho ótimas notícias para você.<br /> O estranho e Arão juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro.<br /> * * *<br /> O conselho somente terá valor se estiveres disposto a segui-lo.<br /> Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orientação.<br /> Todavia, não leves a tua própria opinião, tentando provar que é a verdadeira.<br /> Ouve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decisão que te pareça a mais acertada.<br /> Examina tudo, dizia o Apóstolo Paulo, e retém o que é bom.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base em história do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 01.03.2013.<br />
