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PODCAST · 1498 EPISÓDIOS

Cerveja pra Descontrair

Um encontro perfeito entre um gole e novas experiências. No Cerveja para descontrair, você descobre dicas de harmonização, curiosidades e origens das cervejas. Um espaço cervejeiro leve e descontraído, ideal para quem aprecia brindar conhecimento com prazer.

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CERVEJAS MATURADAS EM BARRIS
29 Mai 20261:46EP 1442

CERVEJAS MATURADAS EM BARRIS

Está começando mais um Cerveja para Descontrair nessa semana. Nós estamos falando das cervejas maturadas em barris e cervejas de guarda. Hoje, mais três estilos, começando pela Lambique, que é um estilo clássico, dos estilos mais clássicos de cervejas da Bélgica. Essa cerveja já possui um processo de maturação prolongada. Normalmente, a gente tem Lambique de um, dois, três anos de maturação e, quando elas vão para garrafa, também ganham muita complexidade. Normalmente, você tem ali leveduras ainda que fazem o trabalho de fermentação na garrafa e ganham complexidade, sabor e aromas. Então, Lambiques que são mais jovens têm menos complexidade, são cervejas ainda, nós chamamos de verdes. E aquelas cervejas de dois, três, quatro, cinco anos de garrafa ficam mais intensas e mais complexas. As English Old Ales também têm essa mesma característica. São cervejas que, quando envasadas, são cervejas ainda que a gente considera uma cerveja ainda não com o acabamento perfeito e, com o passar do tempo, elas vão ganhando complexidade. Por isso que as validades tanto de uma Lambique como uma English Old Ale normalmente são de quatro, cinco e até dez anos. Outro estilo clássico que evolui muito bem na garrafa são as Doppelbocks. São cervejas maltadas que têm notas intensas de banana madura, fruta, de uva-passa, de ameixa e ganham muita complexidade com o passar do tempo. As notas alcoólicas vão ficando mais evidentes e o corpo vai ficando até um pouco mais intenso em termos de sabor. E aí, gostou da nossa dica de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

 CERVEJAS DE GUARDA
28 Mai 20261:58EP 1441

CERVEJAS DE GUARDA

Está começando mais um Cerveja para Descontrair e, nessa semana, nós vamos falar sobre cervejas de guarda e cervejas maturadas em barris. Você sabia que alguns estilos de cerveja evoluem, seja por uma maior maturação dentro de barris e nas próprias garrafas? Tanto a maturação no barril, ou mesmo a maturação na garrafa, têm como principal objetivo trazer mais complexidade e sabor para cerveja. Hoje, nós vamos dar algumas dicas para você que quer armazenar sua cerveja em casa, para que ela possa ganhar não só complexidade, mas também ficar livre de alguns problemas que podem acontecer na hora que a gente está armazenando as nossas cervejas. Uma dica fundamental: sempre procurar um lugar fresco. As altas temperaturas, principalmente da nossa cidade, podem acelerar o processo de envelhecimento da cerveja. Em alguns casos, se a cerveja foi exposta a muito calor, ela perderá boa parte da sua qualidade sensorial. Evite todo tipo de exposição de luz. A incidência de luz produz alguns chamados off flavors nas cervejas, que são aromas e sabores indesejados. Cervejas mais alcoólicas tendem a envelhecer melhor, então, quando você for fazer a sua seleção de cervejas, você tem que levar isso em consideração. Cervejas de baixa graduação alcoólica não servem para esse processo de armazenamento. E sempre guardar as cervejas em pé. Isso porque muitos estilos podem ser tampados com tampas metálicas e, assim, o contato do líquido com a tampa pode provocar um desgaste da mesma. E muitas cervejas são filtradas; quando você coloca elas deitadas, elas podem provocar o acúmulo de sedimentos no gargalo da cerveja, dificultando depois, na hora que você for abrir e servir. Vai ficar um serviço um pouco complicado. Hoje, nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

MITOS CERVEJEIROS
27 Mai 20261:41EP 1440

MITOS CERVEJEIROS

Está começando mais um “Cerveja para Descontrair”. Essa semana estamos falando sobre os mitos cervejeiros. Falamos sobre a água, sobre temperatura de serviço, sobre a questão do lúpulo e as cervejas escuras. Hoje nós vamos falar de um grande mito, que é aquele que você já deve ter ouvido alguém dizer assim: “Olha, você só pode beber o mesmo rótulo a noite inteira. Não dá para ficar mudando de cerveja, porque senão você vai passar mal, vai ter dor de cabeça.” E isso é uma grande mentira. Na verdade, as grandes cervejarias foram criando esses mitos justamente para você se fidelizar à marca. Ou seja: se você bebe a marca A, você não pode beber nem um pouquinho da marca B, senão vai dar problema. E isso realmente não existe. Dentro do segmento das artesanais, é uma grande característica, inclusive, a troca de rótulos. Você começar com cervejas um pouco mais suaves, subindo para cervejas mais encorpadas, cervejas mais intensas, cervejas frutadas... enfim, fazer uma grande escadinha de sabores, preparando seu paladar, inclusive, para essas variações. A troca de rótulos, a troca de estilos, é muito comum dentro do segmento, e isso potencializa os sabores da cerveja. Então, quando você ouvir alguém dizendo assim: “Olha, não bebe cerveja diferente porque senão você vai passar mal”, fala para ela que ela está sendo enganada pelas grandes cervejarias. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair, com moderação e responsabilidade.

CERVEJAS LAMBICS E GUEUZES
26 Mai 20262:03EP 1439

CERVEJAS LAMBICS E GUEUZES

Está começando mais um “Cerveja para Descontrair” e, hoje, nós vamos falar de uma cerveja muito exótica: as cervejas de fermentação espontânea, as Lambics e Gueuzes. Na verdade, essas cervejas têm um processo bem diferente de produção da cerveja tradicional. Normalmente, elas recebem leveduras no primeiro estágio de produção, são fermentadas em tanques abertos e, posteriormente, passam para outro processo de fermentação, chamado fermentação espontânea, onde não é adicionado nenhum tipo de levedura. O ar contém fungos e bactérias que fazem esse processo de fermentação natural. Isso só é possível na Bélgica, em função de uma combinação de fatores. Na Bélgica, existem muitos pomares de cerejas e maçãs, e eles atraem muitas leveduras que as próprias cervejarias podem utilizar. Então, é comum esse tipo de cerveja por lá. Algumas cervejarias produzem Lambics e Gueuzes há praticamente 200 ou 300 anos. E essas cervejas têm uma fermentação, como a gente disse, muito prolongada. Normalmente, uma Gueuze é um blend de Lambics de 1, 2 ou 3 anos de fermentação. Isso mesmo: uma cerveja pode ficar até 3 anos em processo de fermentação. As características principais dessas cervejas são as notas ácidas, cítricas e vinificadas. Normalmente, utiliza-se algum tipo de fruta típica das regiões da Bélgica, como cereja e framboesa, para trazer um pouco mais de equilíbrio a essas cervejas. São garrafas que normalmente têm um custo um pouco maior no mercado, mas são cervejas extremamente complexas e vale muito a pena degustá-las, porque é uma experiência sensorial. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: beba para descontrair, com moderação e responsabilidade.

MUNICH HELLES
25 Mai 20261:41EP 1438

MUNICH HELLES

Hoje o nosso assunto é sobre cerveja do estilo Munich Helles. Esse estilo foi criado na cidade de Munique pela cervejaria Spaten em 1894. Se você já teve a oportunidade de ir à cidade de Munique, provavelmente já degustou, porque lá existem os famosos beer gardens, com a Maß, inclusive, que é o grande símbolo da produção de cerveja de Munich Helles. “Helles”, em alemão, significa “claro”, e essa foi uma resposta ao sucesso das cervejas Pilsen, que foram produzidas na República Tcheca por volta de 1893. As Helles têm como principal característica o sabor de cereal, uma nota bem intensa de cereais, com leve presença de aromas de lúpulo que, normalmente na Alemanha, têm um perfil um pouco floral, lembrando grama e essa nota de campo. Na Alemanha, é muito comum consumir a cerveja do estilo Helles no café da manhã, junto com um bom pretzel e salsichas. A principal produção de Helles na Alemanha é da cervejaria Hofbräu, famosa, como eu disse, pelos beer gardens e pelas várias garçonetes servindo aquelas canecas de um litro de cerveja, muito comum principalmente na época da Oktoberfest. Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e no próximo programa nós vamos falar da cerveja do estilo Kölsch. E lembre-se: cerveja é para descontrair, mas deve ser bebida com consciência.

MALTE DE CEVADA
22 Mai 20261:34EP 1437

MALTE DE CEVADA

Falamos ontem sobre a água, sobre todo o seu aspecto e a importância que ela tem na produção, mas hoje, que já não é um grande diferencial de qualidade, nós vamos falar sobre o malte de cevada. O malte de cevada tem como principal finalidade fornecer os açúcares para o processo de fermentação alcoólica. A partir desses açúcares, o fermento converte o amido em álcool e CO₂. Ele também é importante na estrutura de sabor da cerveja, sendo responsável pelo que normalmente chamamos de parte doce da cerveja. Mas não só de sabores adocicados vive o malte de cevada: ele também pode trazer notas defumadas, tostadas e carameladas. Outra contribuição importante do malte é a coloração da cerveja. Quando você tem essas diversas cores, é uma combinação dos diversos tipos de malte, das diversas tonalidades de maltes que estão presentes na produção da cerveja. Um mito que se deve combater é que toda cerveja “puro malte” ou cerveja 100% malte de cevada será uma boa cerveja. Isso não é determinante. O fato de você usar somente maltes de cevada não significa que a sua cerveja será boa ou que terá uma produção com qualidade superior às demais. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

ÁGUA NA COMPOSIÇÃO DA CERVEJA
21 Mai 20261:25EP 1436

ÁGUA NA COMPOSIÇÃO DA CERVEJA

Hoje nós vamos falar sobre a água. 95% da cerveja é composta de água, então não há dúvida da sua importância no processo de produção. Porém, o que já foi um diferencial de qualidade hoje não é mais. A evolução, o conhecimento e a maior disponibilidade deste insumo possibilitaram que as cervejarias pudessem fazer correções técnicas, padronizando a qualidade da sua própria água. Hoje, tanto um cervejeiro caseiro, uma microcervejaria ou uma grande indústria realizam processos para otimizar a água disponível. Os mitos criados pelas grandes indústrias vêm de um tempo em que realmente ter uma boa água, uma boa fonte, era determinante no processo de produção de cerveja. O conhecimento técnico daquela época era muito limitado, então não se tinha esse cuidado em tratar, em fazer um tratamento específico para a água. Há também sempre um aspecto de marketing: água de Agudos, água das montanhas, água da Patagônia... Você já deve ter ouvido falar sobre tudo isso. Nada mais é do que criar uma aura em torno da produção de cerveja. E aí, gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

HONEY ALE OU HONEY LAGER
20 Mai 20261:40EP 1435

HONEY ALE OU HONEY LAGER

Está começando mais um Cerveja para Descontrair, e hoje é dia de falar de uma categoria muito tradicional no mercado cervejeiro: as Honey Ale ou Honey Lager. São cervejas com adição de mel. Na Inglaterra, é muito tradicional os cervejeiros utilizarem, na composição da receita, mel e cevada, até para dar um pouco mais de consistência e um pouco mais de açúcar. Mas a gente tem categorias específicas hoje, seja em campeonatos ou mesmo em guias de classificação, para cervejas com adição de mel. Normalmente, o mel pode se tornar o sabor principal, ser a principal marca de sabor da cerveja, ou pode até acompanhar como uma nota suave e equilibrada, simplesmente para dar um toque um pouco mais adocicado em contrabalanço do lúpulo. Por isso, o estilo, a classificação do guia de estilos, permite que você use bases de cervejas diferentes também, e você tem uma amplitude de classificação muito grande. Então, você pode ter uma graduação alcoólica que vai de 2% a 9,5%. Na intensidade de amargor, você pode ter um amargor bem leve ou um amargor intenso, com uma base de mel para contrabalancear. É muito comum hoje, nos Estados Unidos, todas as cervejarias terem uma cerveja com base de mel. No Brasil, ainda temos poucos rótulos no mercado e, infelizmente, acabamos não tendo a possibilidade de degustar mais rótulos de cerveja com adição de mel. Gostou do nosso programa de hoje? Nós vamos ficando por aqui. Eu agradeço a sua audiência e você já sabe: cerveja é para descontrair com moderação e responsabilidade.

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