Capa de Música e Vinho

PODCAST · 530 EPISÓDIOS

Música e Vinho

Descubra a harmonia perfeita entre sons e sabores no Música & Vinho. Em cada episódio, histórias envolventes se encontram com vinhos selecionados, criando uma experiência sensorial que convida você a apreciar, com calma, tudo aquilo que agrada ao ouvido e ao paladar.

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VINHO NERO D´AVOLA
13 Jun 20261:37EP 490

VINHO NERO D´AVOLA

Centro América FM, música e vinho, e uma excelente manhã para você. A vinícola italiana Botter Carlo tem a sua sede em Fossalta di Piave, no Vêneto, ao norte da Itália, mas produz em terras espalhadas por toda a Itália, até chegar à Sicília. A vinícola preserva as uvas nativas de cada região e explora ao máximo suas características, que são extremamente distintas em cada pedacinho da Itália. Degustei mais um Nerodávola, aquela uva da Sicília para a qual eu torcia o nariz e agora amo. A Sicília é a terra do solo vulcânico e também considerada a terra do sol, de verões quentes e invernos bem amenos, em clima mediterrâneo. Degustei o Caleu Nerodávola, com coloração intensa, bem fechada, e notas de pimentas e frutas negras, super presentes, além de taninos bem rústicos. Um vinho com tons rústicos, mas, ao mesmo tempo, bem modurado, digamos, domado, integrando fruta e tanino. Mas nem por isso delicado: é um vinho mais bruto. E os aromas de fumaça da terra vulcânica lembram um defumado e aí já vem churrasco à cabeça. Sim, o Nerodávola fica super bom com carnes tostadas, não queimadas, é claro. Com uma tosta leve de carvão e com risoto de queijos bem fortes, extremamente maduros. Essa é a harmonização perfeita para um Nerodávola. E você, tem alguma uva ou estilo de vinho que não gostava e agora ama? Então compartilhe comigo a sua experiência usando a hashtag Música e Vinho.

SUGESTÃO DE HARMONIZAÇÃO
12 Jun 20262:15EP 489

SUGESTÃO DE HARMONIZAÇÃO

Que delícia ter a sua companhia nesta manhã no Música e Vinho, que hoje tem um gostinho de dar água na boca. Me deu água na boca só de lembrar do queijo Brie com geleia na hora de escrever este Música e Vinho. Afinal, Brie é o queijo mais antigo da França e, hoje em dia, faz um sucesso nas festas, servido com massa folhada e geleias de vários sabores, frutas e mel. É uma super combinação com vinho. Brie com geleia pede um vinho. A região de Brie está próxima a Champagne, na França, e, por isso, a harmonização é um clássico: Brie com Champagne. O queijo Brie é considerado o queijo dos reis ou o rei dos queijos, porque os reis o elegeram, no Congresso de Viena, em 1814, como o mais macio e saboroso da França. Foi eleito pelo imperador Carlos Magno I. O Brie tem a textura macia e sabor forte, sabor lácteo forte, e combina com a textura cremosa e os aromas lácteos dos espumantes, dos famosos champanhes. Combina também com saladas, carnes, fundis, castanhas como amêndoas, geleias e mel. Pode ser consumido frio, empanado e frito ou, ainda, assado na massa folhada. Não tem aperitivo melhor que o Brie com massa folhada e geleia de frutas vermelhas ou frutas amarelas, como o damasco. Nesta receita, o frutado da geleia conta muito para harmonização, e os tintos mais leves surgem com perfeição para este casamento. Aromas de frutas vermelhas ou amarelas, aromas doces intensos, combinam super bem. Enquanto o seu Brie assa, você já pode escolher entre um Pinot Noir do Chile, um Pinot Noir da Nova Zelândia, da região da Califórnia ou, ainda, da Borgonha. A uva Pinot Noir é a chamada Leide das uvas, uma uva autóctone da região da Borgonha. A frutinha fresca, frutas vermelhas e delicadas, notas de morango, cereja e cogumelos que lembram o mofo da casca do Brie. Essa é a excelente harmonização: Brie com champanhe ou um tinto de Pinot Noir. Sugestões de harmonização para você seguir degustando, lembrando sempre, claro, de manter a moderação.

 MARIUS ROSÉ
11 Jun 20261:37EP 488

MARIUS ROSÉ

Vinho, pela sua complexidade histórica e por todo o trabalho necessário para se finalizar uma garrafa, não é algo que podemos considerar simples. Mas, dentre os inúmeros estilos de vinhos, há alguns mais complexos e outros mais simples. Há os vinhos que precisamos decantar e separar os elementos; aqueles que evoluem na taça, que mostram camadas de aromas, que precisam de comida para se mostrar, que precisam de anos para chegar ao seu auge. Na outra ponta, há os vinhos muito bem elaborados, mais simples e extremamente prazerosos. Já degustei várias vezes, quando quero apenas reunir os amigos, o Marius Rosé, de M. Chapoutier, do Languedoc: um Grenache com uma coloração mais forte que os rosés da Provence. Também menos salino e com mais fruta. Parece uma bala de frutas vermelhas. O Languedoc é a região que produz o maior volume de vinhos da França. E os vinhos são considerados mais rústicos, mas ideais para o dia a dia. A qualidade só vem crescendo, mas a maior parte das nossas degustações pede vinhos mais simples. Isso acontece quando o vinho mostra um aroma frutado, por exemplo, e esse aroma não vai mudar até o final da garrafa. Ele é simplesmente saboroso e gostoso, como o Marius Rosé de Chapoutier. Bom Marius para você!

LES CHARMES DE KIRWAN
10 Jun 20262:04EP 487

LES CHARMES DE KIRWAN

Uma ótima manhã! Os grandes e prestigiados chatôs de Bordeaux costumam produzir os seus Dixiam Van, traduzindo-os: são os segundos vinhos, aqueles que saem em anos em que a safra não foi boa o suficiente para elaborar o seu primeiro vinho, que sai em safras excepcionais. Durante a década de 1980, os vinhos de Bordeaux entraram na era do ouro, em que os primeiros vinhos ganharam reconhecimento dos críticos, como Robert Parker, e os preços foram às alturas. Surgiu, então, um segmento de vinhos intermediários: os segundos vinhos, com preços mais acessíveis que os icônicos primeiros vinhos e acima dos vinhos mais simples, como o Le Charme de Quirvan, o Dixiam Van do Chateau Quirvan, um Grand Cru Classé de Margaux, que está sob comando da família Schröder Schiller. O vinho é daqueles que está acima da média, bem acima. Vinho rico, estruturado, macio, aveludado, complexo. O Charme de Crivã foi lançado em 1993 e é um assemblage de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. As notas são femininas e delicadas, mas muito expressivas, de ameixa, amora e cereja madura. Tem um ataque de boca cheio de vida no primeiro gole, aliás, em todos os goles. É um vinho longo, cheio de especiarias, taninos densos e muita finesse. Degustei o Le Charme de Crivã nas safras de 2015 e 2017. Notadamente, o 2015 está no auge e o 2017, quase lá. Esse estilo de vinho, o segundo vinho, pode ser bebido mais jovem que o primeiro, o Charme de Crivã, que agora está disponível na história. Safras 2009, 2010 e 2011. Vom Kirvam pra você!

GOULEYANT BLANC
9 Jun 20261:27EP 486

GOULEYANT BLANC

E uma super manhã para você que curte música e vinho! Cahors não é só Malbec. A Sauvignon Blanc, a uva de Bordeaux, também está presente no sudoeste da França neste delicioso Goulean Blanc, com frescor e sem madeira. A Maison Georges Vigouroux é uma casa francesa que já foi muito aclamada antes da filoxera e ressurgiu no final do século XIX, trazendo um Malbec mais bem elaborado, mais elegante, diferente do Malbec rústico que a França fazia. A casa existe desde 1887 e está na terceira geração. O Goulean Malbec eu já te sugeri até para criar a experiência de degustar, no mesmo dia, um Malbec francês e um Malbec argentino. E agora é a vez do frescor, da delicadeza e do delicioso aroma floral do Goulean Blanc, elaborado predominantemente com Sauvignon Blanc e um pouquinho da uva branca Colombard. Goulean, em francês, significa fácil de beber, e é esse o estilo desse vinho: sedutor, perfeito para piscina, para pescaria, perfeito com ceviche, com peixinho frito, moqueca, queijos frescos e saladas. O Goulean Blanc é um vinho simples para te acompanhar no gelo, no rio, na praia, na piscina ou até mesmo em um drink. E eu gostei dessa ideia do Goulean Blanc na pescaria. Bom Goulean para você!

HARMONIZAÇÃO COM SAUVIGNON BLANC
5 Jun 20261:28EP 484

HARMONIZAÇÃO COM SAUVIGNON BLANC

Bom dia! Hoje eu quero inspirar você a experimentar novas harmonizações. Muita gente acredita que vinho branco combina apenas com peixes e frutos do mar. Mas e as massas? E os queijos? Recentemente, fiz uma sequência harmonizada com um Sauvignon Blanc chileno. Comecei com uma salada de folhas verdes, tomate fresco e creme de burrata com aceto balsâmico. Como prato principal, servi um espaguete ao pesto. Mas como pensar para que uma harmonização dessas dê certo? O segredo está em observar os elementos do vinho e os elementos da comida. Se você não conhece um vinho específico, vá pela uva, como eu fiz nesse dia. Eu sabia que queria um Sauvignon Blanc e escolhi um exemplar chileno. Em geral, os Sauvignon Blancs do Chile são vinhos leves, frescos, com boa acidez, notas cítricas e características herbáceas. A partir dessas informações, escolhi os pratos. A salada é fresca, leve e possui acidez. A burrata traz cremosidade e frescor, enquanto as folhas reforçam essa sensação de leveza. Já a massa, por si só, é neutra. Por isso, optei pelo molho pesto, que traz ervas frescas e nozes. Está aí o elemento herbáceo do prato, criando uma ponte com o vinho. É preciso pensar um pouco, mas a experiência vale a pena. Quando esses elementos se encontram na boca, costumam criar um terceiro sabor, resultado da interação entre comida e vinho. E, quando a harmonização funciona, acontece algo mágico: o vinho parece ficar melhor, e a comida também ganha uma nova dimensão. Bom Sauvignon Blanc para você!

MAÇA COM PORTO
4 Jun 20261:15EP 483

MAÇA COM PORTO

Uma excelente noite para você, sintonizado na Centro América FM! Por que será que maçã combina com canela? E por que será que vinho do Porto combina com torta de maçã? Não faço a menor ideia. Normalmente, o Porto não combina muito com sobremesas excessivamente frutadas, mas com a maçã vermelha a história é diferente, especialmente quando ela aparece em forma de doces assados. A torta de maçã é um símbolo dos Estados Unidos. Nunca falta na mesa do Dia de Ação de Graças. Mas sua origem está na Inglaterra, e ela combina perfeitamente com um vinho que vem de Portugal. Ou seja, nada parece fazer muito sentido nessa harmonização entre torta de maçã e vinho do Porto. A não ser à mesa. E no paladar. Ali, tudo faz sentido. Que casamento perfeito! Você pode testar algumas variações em casa. Experimente o seu vinho do Porto com uma maçã assada ao próprio vinho do Porto. Ou uma massa folhada recheada com maçã e coberta com uma calda de vinho do Porto. Outra excelente opção é uma maçã inteiramente envolvida em uma redução do vinho. Também vale apostar em um bolo de maçã com a massa umedecida por vinho do Porto. E, claro, na clássica torta de maçã com canela, acompanhada de uma bela taça de vinho do Porto tinto.

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