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PODCAST · 3375 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS
1 Set 20263:08EP 3369

JULGUE MENOS, ENTENDA MAIS

Em uma aldeia no Líbano, vivia um médico muito sábio. Ele era um homem rico e, por essa razão, atendia a todos sem cobrar nada. Muitas pessoas caminhavam por dias para serem atendidas por ele. Esse médico tinha uma gata que, todas as noites, se sentava com ele na varanda, e eles faziam companhia um ao outro até a hora de ir dormir. A gatinha era muito educada e, sempre que estava com fome, ia até a cozinha e ficava miando na porta até que o cozinheiro lhe dava um pote de comida. Certo dia, a gata não miou. Entrou na cozinha, subiu na pia, roubou um pedaço de carne que o cozinheiro ia preparar e, quando estava fugindo, o cozinheiro a viu. Irritado com o atrevimento da gata, ele a enxotou da cozinha com uma vassoura. Naquela noite, a gata não apareceu na varanda, e o médico ficou preocupado. No dia seguinte, ele começou a procurá-la e pediu ajuda de seus empregados. Quando viu o que estava acontecendo, o cozinheiro contou ao médico o que tinha havido no dia anterior. Logo, um de seus empregados apareceu contando que tinha encontrado a gata. O médico o acompanhou, e eles descobriram que ela tinha tido filhotes e eles estavam na fase de começar a comer. Ele entendeu a atitude da gata e foi falar com o cozinheiro. A gata não roubou a carne por vontade própria, e sim pelo amor e pela necessidade de seus filhotes. Ela não deveria ter sido maltratada por isso. Qualquer mãe, para atender às necessidades dos filhos, pode tomar atitudes extremas. Vemos, nessa história, que o cozinheiro teve um julgamento precipitado sobre uma atitude da gata: pegar comida na cozinha. Atitude que não era comum de sua parte. E só depois, conversando com o patrão, ele entendeu o porquê daquela ação da felina. Ela estava pegando comida para dar aos filhotes. Aprendemos que os meios justificam as ações? Não, pois não é sobre o outro, e sim sobre a nossa capacidade de julgar equivocadamente o outro. Você consegue se lembrar da última vez que fez um julgamento errôneo sobre algo ou alguém e, depois que soube dos fatos, se arrependeu de ter julgado? Essa história nos ensina isso: sobre não julgarmos o outro sem sabermos o que o levou a tal atitude. Sim, eu entendo que nem todas as atitudes serão justificadas ou desculpadas por causa do motivo que as ocasionou, mas que possamos frear nossos julgamentos a respeito do outro. Lembrar que o Messias, enquanto esteve por aqui, disse que, da mesma forma que julgarmos alguém, assim também seremos julgados. Pense nisso, mas pense agora.

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO
31 Ago 20263:51EP 3368

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO

Existem situações nas quais passamos no dia a dia capazes de nos fazer refletir: o que demonstramos com nossas atitudes, o que as pessoas observam em nós e o que percebemos delas. Clara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milhões de pessoas dividem um espaço em movimentadas ruas. Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava. Há poucos meses, viu, com alegria, a instalação de novos semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Mas os sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulavam. Ela pensava: “É só uma questão de tempo. Logo, todos vão prestar atenção.” Várias semanas depois, Clara percebeu que as pessoas, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos e continuavam a cruzar a rua sem segurança. Chegou a observar uma jovem com um bebê no colo cruzar a rua quando o sinal estava verdeiro para os pedestres e quase foi atropelada. Dia desses, Clara resolveu contar o tempo que levaria a mais para chegar ao restaurante se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos. E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto. Ela pensou em escrever para o departamento responsável pelo trânsito e solicitar uma campanha de educação aos pedestres, mas logo pensou: “O cidadão também deve fazer a sua parte.” Ela continuou a esperar, pacientemente, a vez de cruzar a rua, mesmo sendo muitas vezes a única pessoa a respeitar o sinal. Muito se fala em cidadania. É quando o cidadão possui e exerce os direitos civis e políticos de um estado. Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente. Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos. Em um país, todos estão sujeitos à Constituição, que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos. Temos, sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho. E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos ou como quem mostra evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres? Como você se comporta diariamente? Reflita com carinho, e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam. Pense nisso. Mas pense agora.

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