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PODCAST · 165 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DE VOLTA PRA CASA
17 Ago 20264:40EP 165

DE VOLTA PRA CASA

Não lembro como foi cheguei sem saber de onde vim tudo era novo e eu dependia sem saber de quem aos poucos meu mundo foi nascendo aos poucos a luz do sol a cada dia algo novo tudo era tão simples nem vi o tempo passar nem percebi quando virei eu quando as cores mudaram eu e sonhos já não eram mais os mesmos novos desafios no tempo que voa sem me dar explicações sem que eu soubesse a razão sem ouvir a batida de suas asas sem eu notar quando as coisas mudaram tão rapidamente deixando de me reconhecer como se agora fosse outra pessoa mudei sem perceber me transformei todos os dias sem ver o tempo passar pois só posso enxergar um dia depois do outro virei outra pessoa perdida no tempo que me enganou me transformou me conduziu me deu e me tirou e me deixou sem chão sem saber por que com a sensação de estar fora de casa ou não ter mais casa como se tudo tivesse sido um sonho que estranhamente nunca vai acabar talvez eu só perceba em parte que estou indo a algum lugar e que tudo é uma coisa só que todos os dias são um que tudo faz sentido e que todas as coisas só existiram dentro de mim e me conduziram todos os dias de volta para casa no verão de nossas vidas é a época do aprendizado quando os valores que trazemos na alma desde ontem se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates no verão os momentos decisórios de nossa existência quando as opções do caminhar são tomadas e as estradas a trilhar são escolhidas logo mais quando menos se espera a empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono as experiências que nos levam no outono as experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão no outono de nossa vida a maturidade nos chega trazendo o aprendizado nos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham um tempero da experiência que oportuniza novas opções que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas logo mais o ocaso do aprendizado é o momento de nos dar a chance logo mais o ocaso do inverno nos arrebata a existência através da velhice quando a alma reencarnada tem o desejo de olhar todo o seu caminhar refletir e analisar toda uma vida o inverno ao contrário do que se pensa é estação de conquistas já não mais as conquistas externas pois que o corpo ao quebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos é na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam quando olhamos nós mesmos em perspectiva ao longo de mais uma existência vivida e para que essa reflexão ao final de uma existência aí olhamos para a natureza para aprender que a reflexão profunda e silenciosa do inverno é só mais um preparo para outra primavera que se aproxima a vida com suas fases de infância juventude madureza é uma experiência constante cada fase tem seu encanto sua doçura suas descobertas sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude extraindo dela o melhor somente assim na soma das experiências e oportunidades ao final dos seus anos guardará a juventude e nos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio se você é idoso guarde a esperança de nunca ficar velho. Pense Nisso, Mas Pense Agora.

SERVIR SEMPRE
15 Ago 20263:56EP 164

SERVIR SEMPRE

Saber ser útil é essencial para um viver equilibrado. Por isso, convém desenvolver o hábito de servir, não apenas em dias de arrependimento ou reparação. Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal. Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar. Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas em inúteis lamentações. Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro. Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste. Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular? Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito. Reanime-se e sirva. No quadro de provações e dificuldades em que se situa, a diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno. Quiçá você padeça obscura posição no edifício social. Nessa situação, convém se prevenir do micróbio da inveja. Movimente-se e sirva no anonimato. A conduta digna e o devotamento funcionarão como luminosa escada rumo ao alto. É provável que você sofra o assalto de ferozes calúnias. Esqueça a vingança, que seria aviltamento e baixeza. Silencie e sirva, ouvidando ofensas. Ao eleger o perdão e a atividade no bem como estandartes, você forjará um invencível escudo contra os dardos da injúria. Quem o vir trabalhador e nobre não conseguirá acreditar na maledicência. Pode ser que você suporte o assédio de espíritos inferiores. Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de vê-lo recair em feros vícios. Abstenha-se da queixa sem utilidade. Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores. A dedicação à beneficência terminará por conquistar a simpatia de seus próprios adversários. Ao vê-lo incansável no serviço ao próximo, eles se envergonharão de desejar seu mal. A preguiça é o ópio das trevas. Os que não trabalham transformam-se facilmente em focos de tédio e ociosidade, revolta e desespero. Tornam-se desequilibrados, pessimistas, ressentidos. Como prestam muita atenção nos próprios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo. Também estão sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas. Ao contrário, quem se dispõe a amparar raramente encontra tempo para criticar. Assim, servir é um imperativo de saúde física e espiritual. Para ser feliz e equilibrado, impõe-se a justiça: adquirir esse saudável hábito. Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender. Pense nisso, mas pense agora.

OS INVISÍVEIS
14 Ago 20263:57EP 163

OS INVISÍVEIS

Há aqueles que afirmam depositar sua confiança somente naquilo que enxergam os olhos, o que as mãos podem tocar e o que ouvem os ouvidos. Todavia, são irrefutáveis as provas científicas de que há uma gama de seres em nosso entorno, invisíveis aos nossos olhos e sentidos primários, mas que, em relação constante conosco, exercem pleno exercício de influenciação sobre o nosso cotidiano. Tal é o caso, por exemplo, do universo microscópico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, são responsáveis por uma série de reações bioquímicas em nosso organismo. A verdade é que o invisível existe. Todavia, se aperfeiçoarmos nosso olho, ele pode tornar-se visível. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem. Somos todos invisíveis. Nossa presença não faz diferença para ninguém, apenas para aqueles que passam por nós e sentem medo ou raiva. Acham que todos somos ociosos, mas estão enganados. Eu sou um homem de bem, de família. Estou aqui de passagem. Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso periódico de circulação nacional por um homem que vive nas ruas há dois anos, em mendicância. Por vergonha, ele preferiu não se identificar. Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da família e até mesmo dos outros, do poder público. São os invisíveis sociais. São moradores de rua, catadores de papel. São garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros. Irmãos nossos, espíritos em evolução, seres humanos com histórias de vida, sentimentos, fragilidades, aspirações, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, são simplesmente ignorados, como se não existissem. Durante seu doutorado, como parte do estágio de uma das disciplinas que cursava, o psicólogo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de São Paulo. Em sua experiência, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, não conseguiu ser reconhecido nem mesmo pelo que era, mesmo por seus professores e colegas de curso. “Isso não significa que fui menosprezado ou rejeitado”, afirmou o psicólogo. “Era pior. Simplesmente, eu não estava lá. As pessoas não me viam. Não olhavam para mim. Era como não ser.” Você acredita no invisível? Acredita que existem milhões de pessoas em todo o mundo que são invisíveis? Um bom dia. Um sorriso. Um aperto de mão. Um olá, tudo bem? São formas de materializá-las e torná-las tangíveis, dignificando-as e exaltando a criatura humana em detrimento de nossos preconceitos e egoísmo. Pense nisso. Mas pense agora.

ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO
13 Ago 20264:26EP 162

ONDE VIVE O NOSSO EU VERDADEIRO

Onde vive nosso eu verdadeiro? Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas. Onde vive teu eu verdadeiro? Bem diferente das aparências que os homens chamam com o teu nome. Se essa casa for escura ou vazia, não poderás iluminá-la com as lâmpadas de teu vizinho, nem enchê-la com os seus bens. E, se estiver no deserto, não a poderás transferir para um jardim plantado por outros. E, se estiver no pico de uma montanha, não poderás baixá-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros pés. Nossas vidas interiores, meu irmão, são rodeadas pelo isolamento e pela solidão. Sem eles, tu não serias tu, e eu não seria eu. Sem eles, confundirias tua voz com a minha voz e, quando olhasses no espelho, não saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim. As palavras de Calil Gibran calam fundo na alma. Não somos a imagem que vemos no espelho. Não somos as aparências. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Espírito. E cada um deve iluminar a sua casa com suas próprias conquistas. As lâmpadas dos vizinhos nos seduzem, até nos inspiram, mas nossa iluminação precisa vir de dentro. Não adianta casar com alguém bom para viver a bondade. Não adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. Não adianta estarmos próximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade. Os bens do outro são do outro. Podemos até usufruir deles pela bondade divina, mas apenas como forma de motivação, para que tenhamos forças e exemplo para lograr os nossos próprios, ao nosso tempo. Se essa nossa casa estiver ainda no deserto, caberá a nós, apenas a nós, transformar a aridez em jardim florido. E todos os caminhos precisam ser abertos por nossos próprios pés. Somos individualidades. Não há um ser igual ao outro neste universo. E, dentro de cada individualidade, há uma espécie de solidão. Um lugar onde todos estamos sós. Solidão que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude. Uma unidade saudável da criatura com o Criador. Seja lá como você define ou imagina esse Criador. É reservado um plano especial no Universo para cada um de nós. Não há insignificância alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar. Acreditar-se pequeno ou insignificante é, ainda, típico de quem não se encontrou em profundidade, de quem não conhece sua própria casa no Universo. Somos grandes. Somos capazes. Somos parte de um todo perfeito. Por isso, somos fadados à perfeição individual. Quando a sombra de um desânimo qualquer desejar bater à porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes. Não permitamos que as distrações ou as vicissitudes da vida enfraqueçam nossas forças. Elas são parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola. Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das aparências que os homens chamam com teu nome. Pense nisso, mas pense agora.

O INCERTO TAMBÉM TEM O SEU ENCANTO
12 Ago 20263:35EP 161

O INCERTO TAMBÉM TEM O SEU ENCANTO

Caro ouvinte, o que eu vou falar não deve ser confundido com descompromisso com a vida, para com as nossas responsabilidades do dia a dia. Mas, se você, ao final dessa mensagem, me achar um irresponsável, bem, eu não vou me preocupar com isso. Convenhamos, são tantas as regras, tantas convenções que devemos seguir, tantos conhecimentos que devemos ter, que chega um momento que é preciso se desligar. Então, hoje, eu pensei o seguinte: se está ventando muito, eu não vou me agarrar ao primeiro cobertor que for ver na frente. Aproveitarei o impulso e jogar alguns sentimentos antigos para serem levados pela direção do vento, junto com o teto, se for preciso. Tchauzinho e um grande acendo, pois já não me serve mais. Aquele teto já estava aí há tanto tempo mesmo. Vou ter a experiência de morar debaixo das estrelas, acampando em meio ao nada e tendo apenas o balançar das folhas como paredes. Eu sou Tarja Preta, sim, confesso que sou, mas vou aprender a me acalmar e a respirar ao invés de suspirar. Confesso também que sou um caos sentimental. Mas estou aprendendo a chover menos em copos d'água. Eu, que vivi sempre estufado, sem espaço pra nada de tanto estar cheio de tudo, aprendi a abrir a válvula de escape e esvaziar um pouco. Que mal tem? Mal tem passar a vida com o coração acelerado pelos motivos errados. Isso é um desperdício de hormônios. Acelera quando sai algo errado. Acelera quando não te falo o que queria ouvir. Acelera quando alguém vai embora. Acelera quando não entendem o que você sente. Ah, pra que se esforçar tanto, afinal? Se virou rotina se esforçar ao máximo para acalmar os batimentos, está mais que na hora de tomar uma dose do calmante mais forte já inventado. O santo soberano de qualquer medicamento à venda em farmácia, que não vem com bula, mas é tão fácil de usar que nem é preciso instruções. Mas o nome desse remédio é tempo. Dê um tempo, tome um tempo, não culpe o tempo. Sinta o tempo e recupere o seu tempo. O que não pode acontecer é ter tanto medo da vida e se esconder atrás de tantas chaves, pois tudo passa. Eu já me enchi com tantos cadeados, mas poucos segundos depois já não lembrava mais o que estava aguardando. Já corri tanto da solidão que, quando percebi, estava de mãos dadas com ela. Então, parei de correr. Joguei as fechaduras, abri as janelas e sorri com o vento. Se funciona? Dia sim, dia não. Mas passa. O dia bom passa. E o ruim também. A chuva é fase. Por que eu não seria? O incerto também tem seu encanto. É verdade. Juro que é. Pare. E pense nisso.

SOLIDÃO VERSUS AUTO ESTIMA
10 Ago 20263:27EP 160

SOLIDÃO VERSUS AUTO ESTIMA

Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo é a solidão. A sensação de estarmos completamente sós pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos às companhias mais maçantes para termos ao menos a garantia de haver alguém por perto. Há dias em que nos sentimos não apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade. Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir, alguém com quem conversar, rir, talvez amar, menos nós. Todos parecem ter um destino, somente nós não encontramos nosso espaço no mundo. Temos a impressão. De que estamos sobrando, de que não somos importantes para ninguém. E é então que o espectro da solidão nos encurrala e apavora. O fato é que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, não estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, então, qualquer companhia que não a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar sós em nossa própria presença. No entanto, para que alguém deseje aproximar-se de nós, é preciso que, antes, nós mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. É preciso que reconheçamos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. É preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas, para não precisarmos tão desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja. Faz bem ao ser humano, mas o que há de tão desagradável em ficarmos eventualmente a sós? Será que não podemos passar um mísero dia sem ceder a essa necessidade neurótica de ter sempre alguém ao lado? Se somos tão desagradáveis a ponto de não conseguirmos tolerar nossa própria companhia, como então esperarmos que os outros desejem ficar perto de nós? Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que então mostremos uma disposição enérgica e alegre? Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo não servirá senão para afastar as pessoas ainda mais. O mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem, exceto mendigar a tensão, são condenados à indiferença, sem nenhuma compaixão. Na verdade, não precisamos pedir ou mendigar nada a ninguém. Tão pouco termina. O fundamental é nos convencermos de nosso valor e importância. É descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes. Conquistar a atenção dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia não é mais do que mera consequência dessa descoberta. Pense nisso, mas pense agora.

UM PAI EM NOSSAS VIDAS
8 Ago 20264:34EP 159

UM PAI EM NOSSAS VIDAS

Pais existem de todos os jeitos. Existem aqueles que somente dão a sua contribuição biológica, não se envolvendo em mais nada. Existem outros que se preocupam em prover o abrigo, o alimento, a instrução. Trabalham demais. Somente esquecem de oferecer as suas preciosas presenças no lar, nas conquistas dos filhos, desde as menores às mais grandiosas. Existem outros que se reversem de ternura, atenção, cuidados. Alguns são os grandes promotores do sucesso dos seus filhos. São referência de cumplicidade. Sempre prontos a ouvir os seus anseios, os sonhos, a escutar as confidências, as pequenas notícias. As tolices do dia a dia. E colaboram nas várias etapas da concretização dos seus sonhos, permitindo-se ouvir as reclamações, as queixas, os desabafos ante os percalços que eles encontram. São esses a quem muitos de nós devemos o sucesso na carreira, o sonho alcançado. Assim foi com a indiana Gunjan Saxena, que se tornou a primeira oficial da força aérea indiana. Criança, em viagem aérea, teve a oportunidade de entrar na cabine de comando. Deslumbrou-se com o que viu. A aparelhagem, o imenso céu azul parecendo ser conquistado pelo enorme avião, desejou ter o domínio de todos aqueles instrumentos. Queria sentar-se no banco do mandante que lhe disse, para sentar aqui você precisa se tornar piloto. Ela foi. Perseguir o seu sonho. Em 1996, depois de conseguir sua graduação como bacharel em ciências em física, ingressou na força aérea indiana. Enfrentou dificuldades e em alguns momentos vacilou. Seu pai, no entanto, lhe oferecia o ombro para chorar, os ouvidos para escutar, o coração para amar. E as suas palavras eram sempre de incentivo, de não desistir, de alcançar o seu sonho. A grande diferença de um pai presente na vida de uma filha. O primeiro posto de Saxena foi em Udhampur, onde precisou enfrentar desafios de gênero. De toda forma, segundo ela, os pilotos do sexo masculino aceitaram a situação mais rápido do que ela mesma esperava. Foi a única mulher piloto a participar da batalha de kargil entre maio e julho. De 1999, na qual a Índia lutou contra os paquistaneses que tomaram posições na linha de controle indiana. Suas principais funções durante essa guerra eram evacuar os feridos, transportar suprimentos e ajudar na vigilância. Ela teve que lidar com áreas de pouso improvisadas, alturas de 13 a 18 mil pés e fogo inimigo. Uma única mulher, entre os dez pilotos, participou do resgate de 900 soldados feridos ou mortos. Quantos de nós, como a Indiana Gunjan, tivemos um pai atento, responsável e incentivador? Importante que o saibamos agradecer. Se já é idoso, mas ainda precisamos destacar a sua atuação em nossas vidas. Para todos os que somos pais no agora. Uma lição, tenhamos os olhos nos nossos filhos. Ouçamos os seus sonhos e os auxiliamos, com nossa palavra, a ir em frente, a prosseguir, alcançar os degraus até a vitória. Lembremos, um pai faz a grande diferença na vida dos seus filhos. Pense nisso, mas pense agora.

 UM MUNDO MELHOR
7 Ago 20264:09EP 158

UM MUNDO MELHOR

Quantas vezes ouvimos, ou nós mesmos repetimos, que o mundo está cada vez pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo. Basta um acontecimento ruim para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na humanidade, que o mundo não tem mais jeito. E outras tantas afirmações de desânimo. Mas será isso mesmo verdade? Será que a humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos? O historiador holandês, Ruther Bergman, reuniu em seu livro, Utopia para Realistas, alguns dados interessantes. Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. 100 anos depois, o número baixou pela metade. No início do século XXI, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza. Assuntos que eram ficção científica, há pouco tempo, tornam-se realidade. Implantes cerebrais que restituem a visão. Pernas robóticas que permitem paraplégicos se locomoverem com autonomia. Cirurgias de alta precisão feitas por robôs. A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos 40 anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso à internet saltou assustadoramente. A expectativa de vida global hoje é mais do que o dobro do que era em 1900. Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda. Se pararmos para olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo. Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos. São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, que fazem o melhor que podem na sua profissão, que atuam voluntariamente em causas nobres. Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar a sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor na mente e no coração. Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo que focamos espante. Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior. Que possamos usar toda a nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida, nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e desafios que já vencemos. Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciem um mundo melhor através de boas atitudes. Você pode pensar, ah, mas eu tenho tantos gigantes ainda para vencer? Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar. Pense nisso. Mas, pense agora.

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